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Full text of "Inventario dos documentos relativos ao Brasil existentes no Archivo de Marinha e Ultramar de Lisboa"

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o,  ; 


1.6 


\i\i\-.  do  Volume   XXXIX  dos  Annacs  Ja   liibliDtheca   Xaciona! 

Ediciío     (Ic    'jui iilicnhis    cxciíijil;'  rcs 


NVENTARIO 


DOS 


DOCUMENTOS  RELATIVOS  AO  BRASIL 


EXISTENIKS 

NO 


Archivo  de  iarinha  e  Ultramar  de  Lisboa 


RIO    DL    TWLIllU 


Rkqikiumf.mo  úv  .Miirtiiu  de  S;'i,  filho  do  Capilãomór  e  Governador  da  Capitauia 
do  Rio  de  Janeiro  ^^alvadur  Corrêa  de  Sá,  no  qual  pede  providencias,  em  nome 
de  seu  pae,  áeerea  das  explorações  de  que  fora  incumbido  para  a  descoberta 
das  minas  das  (^aiiitanias  de  S.  Vicente  e  do  Rio  de  Janeiro. 

(.s'.  í/.  IlilT  ). 

"Diz  Mdiiiiii  i/r  Saa,  (|U(.-  ellc  vtn  a  este  Kcynii,  per  ordem  tic  seu  pay  Saluador  Cor- 
ria de  Saa.  a  Icnurar  algúas  cou?as  que  tocauam  ao  descubriniento  e  aueriguação  das  Minas 
(laqucUa  Custa  do  Sul,  e  Capitania  il<  S.  Vicente,  ao  que  V.  M.  o  n-.iandou  appontando  quoão 
mal  se  lhe  euinprião,  pelo  Capitãn  da  ditta  Capitania  de  .São  \'icente.  e  moradores  delia,  as 
prunisnes  ili-  \'.  M .  por  dizer  ter  nutras  em  eciiitrariu.  e  p<ir  ^eus  respeitos  particulares,  a 
(|nc  atte  >;'"a  Se  llie  não  liin  differido,  .uiendu  hn  annu  (pie  anda  ne<;te  requerimento,  e  por  sc 
lhe  não  responder  tnmarão  mais  ousadia  os  sobredittos  |)ara  o  emcontrarem  em  tudo,  c  para 
que  V.  AI.  seja  informado  do  que  se  passa  neste  negocio.  Pede  a  V.  M.  seja  seruido  mandar 
a  hú  ministro  de  confiança  que  ouça  ao  Prouincial  da  Ordem  do  Carmo,  e  a  seu  com- 
panheiro, (pie  hora  vieram  daquellas  iiartes,  e  pruneja  na  matéria  como  conuém  a  seu  ser- 
uiçi),  (|ue  lir  sempre  o  intento  du  ditto  seu  paj . " 

1 

L\FõH.\i.V(  .\o    (do  Escrivão  da  Fazenda   Real    Diogo  Soares?),  sobre  a  pesquiza  das 
minas  da  Costa  do  Sul  do  Biíisil. 

Uliiiuta.  (l<(,ii  íUita  i   sriii  i  s:.si(/iiatiira.  HilT».   (Áiiiiiwa  (to  ii.  l). 

-Síilinidoí-  Cin-cti  ih-  Sá  a  c|u.  iii  \'.  .\1.  tem  encarregado  a  ailmenistração  das  minas 
da  Capitania  de  São  \ieente  do  Ksladu  do  lirazil  per  carta  sua  de  21  de  julho  do  anno 
passado  de  (nó  diz  que  está  no  «ilio  das  ditas  minas  com  o  cabedal  que  lhe  foy  pos-in..l 
ajuntar  para  que  se  ueja  o  proueito  que  á  fazenda  Real  e  aos  vassalos  de  V.  M.  poderá 
resultar  e  que  acabada  e.sla  diligencia  e  ton.ado  assento  sobre  o  modo  em  que  mais  facdmentc 
se  possão  beneficiar  mand.irá  \'.  .M.  a  idtima  resulução  delias  com  certa  relação  de  tudo  o 
que  á  fazenda  Real  tem  rendido  despois  que  >ho  dcseubertas,  e  hCia  deuassa  dos  excessos 
(jue  ouue  no   nuiito   ouro   t\\n-   se   furtou  do   que   se  tir.ni  daquellas  minas. 

I'oi()ue  (onfcjrme  o  que  tem  alcançado  se  seguem  muito  inconuenientes  entre  o  juízo  das 
mina^  e  o  da  onuid ni.i  (|ne  tem  neccssiilade  de  castigo  que  sirua  a  hús  de  e.Nemplo  e  a  outros 
de   aniso, 

I'.T  nlliuia  Tcsnlu(,-ão  di/  .lur  as  nnna-  l.n.  onro  e  >ão  muitas  e  cada  .lia  de  nono  SC 
.ieseobicm  mais  mi.l,  que  os  menistrus  de  V.  SI.  .|Ue  nao  tem  ueilas  ^uperinlemlentia  dfsejão 
qne   Se   níiu    irale   delias   j.aru   que   assy    não   haja   quem    -eja    isento   de   sua    jurisJiíão.    E   que 


uintlo  o  niÍHcrio  qiic  tem  mandado  Inifcar  de  Atucunião  aucrigiiará  as  minas  da  prata  de  que 
eiuiiou  a  \'.  M.  relação  e  do  que  proceder  desta  diligencia  anisará  a  V.  M.  E  pcllo  muito 
que  importa  ao  beneficio  e  lauor  das  ditas  minas  correr  em  fornia  que  não  pare  c<huiciii  <|.u- 
V.  M.  mande  que  o  dito  Saluador  Corrêa  ou  ([ucm  em  seu  lugar  estiuer  proueja  o  cargo  de 
Cappilão  daquclla  Capitania  de  São  \'icente  pêra  que  assi  fique  mais  obrigado  a  ajudar  e 
acudir  ao  que  for  necessário  per;i  beneficio  das  mina-;  porque  a  cxijcricncia  tem  mostrado 
que  o  não  terem  ellas  ido  por  diante  procede  de  os  Capitaeus  daqiiella  Capitania  serem  criados 
dos  (iouernndorcs  do  Kslado  que  toilos  uão  a  fazer  seus  iutercsscs  particulares  dando  Ojin  ssão 
ao   i)ouo   e    sendo    parte    para    que   as    minas    se    não    beneficiem. 

K  que  \".  M.  dcuo  ser  seruido  mandar  passar  prouisâo  jiara  que  se  não  faça  entradas 
pello  certão  pellos  muitos  inconucnicntes  que  se  seguem  irem  pello  destricto  daquclla 
Capitania  sem  ordem  do  admeiíiptrailor  das  minas  prr  (|u:/nto  se  dcscmi)arão,  e  o  gentio  larga 
o  lauor  delias  e  se  vão  jiera  outras  partes.  O  q\K:  tudo  os  olficiais  da  Camará  de  São  Paulo 
referem  a  A.   ^J.   per  carta   sua  de    17   de  jullio   do   anno   pas-ado." 

2 

I.xioRMAfÃo  do  Provincial  da  Ordem  do  Carmo  do  Estado  do  Brasil  e  do  Prior  do 
Couvento  do  Carmo  do  Rio  de  Janeiro,  sobre  o  descobrimento  das  minas  da 
Costa  do  Sul  da  Bahia. 

(S.  (1.  c  s.  (I.  1617).  (Aii)irxa  ao  n.  1).  3 

•  REgi;Kiii.MKNJo  de  Martini  de  Sá,  em  <iue  insiste  pflas  providemias  a  que  se  refere  a 
sua  petição  anterioi-. 

fN.  (}.  UilTi.  4 

l{i;<íiL)!i.Mi:.\  10  de  Martiin  de  Sã,  nu  (|iial  pede  (lue,  no  caso  de  1'alleeer  seu  pae  (juo 
estava  ii'iinia  avançada  idade,  llie  tosse  feita  a  mercê  de  lhe  succeder  no  ser- 
viço do  descobrimento  e  averi.síuação  das  minas  das  cai)itanias  de  S.  Vicente  e 
do  Rio  de  Janeiío,  e  na  loinia  ihts  provisões  (pie  lhe  tinham  sido  passadas. 


Caut.s.  regia  dirigida  ao  Escrivão  da  Fazenda  Diogo  Soares,  em  (pie  se  lhe  reconi- 
menda  a  maior  diligencia  na  execução  de  outra  datada  de  ?,  de  outubro  ultimo 
sobre  as  minas  do  ouro  da  Costa  do  Sul  do  Brasil. 

1;!  de  dezembro  de  JGIG.  /Minuta  (HilhoiticaiJa).  G 

C.M!i.\  do  Cai)ilão-mór  .Marliiu  (k;  Sá,  dirigida  ao  Rei  Filij)i)e  11,  na  qual  se  refere  á 
ordem  que  recebera  de  partir  para  o  Biasil,  de  fazer  descer  o  gentio  ao  litto 
ral  do  Cal)o  Frio,  de  fundar  aldeias  e  defender  a  costa  das  caiiitanias  do  Rio 
de  Janeiro,  Santos  e  S.  Paulo  dos  navios  estran.geiíos  qtie  alli  tentassem 
aportar. 

Lisboa,  l'ii  de  aliril   de   HM 7. 

"Diofio  SfOicz  Kscrivão  d.i  f.izend.i  de  \'.  Magesladc  me  disse  d.i  |iarle  de  \'.  Magi-st.ide 
que  era  \.  Ma.ifc.stade  .seruido  que  me  endiarcasse  logo  para  o  Kicj  de  .l.-imiro  e  se  me  encar- 
regasse, que  fizesse  de.scer  as  Aldeãs  de  índios  (|ue  me  parecerem  iiecc-sarias  ao  Cabo  frio 
c  que  ali  os  faça  eittuar,  nos  lugares  que  melliiir  n,e  ))arecer,  e  ficarem  mais  a  pre|iosito,  par.i 
difender  e  impeilir  o  pnrlo  aos  ynimigos,  por  aner  informação  que  no-  dous  annos  passado-, 
foram  algúas  nãos  Inglezas  c  Olandczas  atiuela  p.-iragem,  e  leu.irão  r.uiyta  caiuid.adc  de  p;ui 
Jlrazil,  e  que  se  apreslão  outras  pêra  fazerem  o  mesmo,  e  tpie  eu  lenlia  a  supperintendenci.i 
ilaquellas  Aldeãs,  110  que  toca  a  guerra,  e  ncísa  mesma  fórm.i,  na  eosta  das  Cal>itaiiias  ilr 
Sanctos  c  SCio  Paulo  ípie  são  do  destricto  das  Min;is,  (|ue  estãn  a  cirgo  de  meu  i)ay,  e 
yzcnto  do  Ca|iiião  do  Kio  de  Janeiro,  e  que  elle  me  dee  toda  ajuila  e  fauor  necessário  de 
maneira  que  me  não  falte  nas  occasiõcs  de  guerra,  e  socorro  que  Sc  oííerceer. 


Miiyto  gr;mdc  niercc  inc  faz  \'.  MaRo^ta<le  em  m;  -cruir  ile  mini,  em  que  sempre 
ii.«ns(iari-i  n  zello  que  tenho  do  serriiço  de  \'.  Magestadc,  cumo  o  lenlio  feito  attégora  e  o 
fizcrão  iiK-ii  pa>  .  e  parentes  na<|lie1a  custa,  c  cnmn  he  necessário,  c  para  milliiii  pódir  cumprir 
com  o  seruiço  de  \'.  Magestade  e  effeito  do  a  que  me  manda,  que  he  impedir  a  desembarcação 
(|ne  os  inimi){os  fazem  iiaijuela  costa,  assy  os  «lue  vão  a  carregar  p.ío  l'.razil,  como  os  que 
lirctenileiíi  passar  pello  rslrcilo  dr  ^íat|alhãí^s  ao  mar  do  Sul,  que  fie  ordinário  fazeiu  aguadas, 
c  se  prouem  de  mantimentos  por  as  Jlhas  que  cst.ão  naquele  paragem,  como  he  .Vão  Scbastiihi, 
Ilha  Grande,  e  dos  Pvrcos,  c  Sancta  Anua,  e  Saneia  Catcrhia,  em  que  e\i  já  desbaratei,  c 
impedi  a  desembarcação  de  alffCis  ynimigos,  com  morte  de  muitos,  seruindo  de  Capitão  c 
governador  do  Rio  de  Jnneiru,  e  ile-pois  que  o  não  fuy,  o  (pie  fiz  síi  com  o  zillo  do  seruiço 
de  V.  Magestade  e  assi  tenho  por  informação  certa,  que  quando  vem  algúas  nãos  da  índia, 
tomãn   a   Ilha   de   Sancta   Anna   aonde   se   proueir.'  de   aguada. 

K  [lorciue  o  gentio  (|ue  eide  ordenar  que  desça  para  por  nas  Ablêas.  nesta  Costa,  como 
\'.  Magestade  manda,  he  hrabio,  e  convém  exercitarse,  com  outros  que  tenhão  noticia  da 
guerra,  he  necessário,  mandar  V.  Magestade  que  se  me  dem  das  aldeãs  do  gentio  domestico, 
lodo  o  que  for  necessário,  para  ajuntar  ao  outro,  e  se  exercitarem  na  guerra,  o  quoal  se  pode 
(lar  da  Cal^iíaiiia  do  Sl'ii:ilii  Saneio,  em  que  ha  muito  está  a  cargo  dos  Tailres  d;i  Companhi;i. 
K  da  íal^iUuiia  de  São  Viecntc,  do  que  tem  em  nossa  .Senhora  da  Comce|)ção  c  cim  São 
J-'ai:lo,  onde  não  são  ile  effeito,  e  >e  seruem  delle  algúas  pessoas  particulares,  e  assy  algCis  da 
Capitania  do  Rio  de  Janeiro  por  serem  muy  exercitados  na  guerra,  e  porque  depois  do  fah-- 
cimento  de  Lopo  de  Sonsa  cuja  era  a  Capitania  de  São  J'ieenic,  os  gouernadores  geraes  pro- 
uem aquela  C.ipitania,  emquoanto  se  não  determina  a  duuida  que  ha  na  sucessão  delia  em 
pessoas  particulares,  que  só  rcspeitão  seu  interece,  e  não  o  seruiço  de  V.  Magestade  lembro 
,1  V.  ^Magestade  por  seu  seruiço,  e  crediltn  de  minha  pessoa,  porcpie  não  suceda  de  mandarem 
.iquella  Capitania  algfis  cas^arins.  e  a  (utríircm,  c  saquearem  como  tem  já  feito  algúas  vezes, 
e  também  porque  nella  hade  ser  a  minha  principal  assistência  nesíe  negocio  que  \'.  Magestade 
me  comette,  de  m;indar  descer  o  gentio,  i)orque  naciuela  parte  o  ha  somente,  e  por  escíisar 
encontros  no  seruiço  de  \'.  Magestade  que  não  poderá  deixar  de  ser,  deue  \'.  Magestade  ser 
seruido  que  eu  tenha  a  cargo  aquela  Capitania  que  \'.  Magest.ide  deu.  mais  confiar  de  mim 
(|ue  das  i)essoas  em  (|ue  os  ( louernadores  as  provem,  que  ordinariamente  .são  seus  eriadr>s,  e 
Ília  dão  para  nella  fazerem  seu  proueito,  e  não  o  seruiço  de  V.  Magestade  lembro  mais  que 
se  deue  desfazer  de  todo  hú  forie  (|ue  hora  se  faz  no  Cabo  frio  uorque  não  he  de  ncnhú 
effeito,  antes  com  muyta  facilidade  o  jjodc  tomar  quoalquer  não  de  ynimigos,  e  não  sendo 
nenhua  coi:.sa  correr;i  a  fama  (pie  toni;irão  hú  fcnle  di-  iiiuita  iiiiporiaiicia  na  Costa  do  Rrazil, 
e  se  híia  Aldca  aly  se  puzer,  coni  húa  Cabeça  do  ginlii',  c  com  minha  assistência,  se  poderá 
defender  a  desembarcação  a^is  ynimigos,  e  esciisaremse  cinco  ou  seis  mil  cruzados  que  cusl.i 
cada  anno  á  fazenda  de  \'.  .Magi.stadc  sustentarse  o  ditto  forte  sem  ser  Ac  ncnlin  effeito,  c 
toda  a  outra  informação  ipie  se  der  a  \'.  ^Ingest^de  de  aiier  o  ditto  forte  naquela  parte,  he 
errada,  por  a  não  dar  quem   tem   noticia   e  experiência  daquelas  partes. 

Ueuesseme  passar  proui.são  p;ira  poder  tomar  nas'  occasiões  que  se  offerecerem  quoasqiur 
nauios  que  esliuerem  naqueles  portos,  e  todas  as  canoas  de  guerra  que  foren?  necessárias  para 
defensão  da  ditta  Cost.a.  e  offeuder  e  IniJ^car  algús  ynimigos  quoando  for  neccs.sario. 

E  porque  as  Aldeãs  dos  gentios  que  de  nouo  se  puzerem  nas  partes  onde  parecer,  he 
nicessario  (|ue  no  primeim  ;inno  -e  llies  dè  mantimentos  alie  que  elles  possão'  fazer  os  seus, 
e  manteremse  delles,  e  assy  que  se  lhes  dê  ferranventas.  para  elles  fazerem  os  dittos  nianti- 
niiiUos,  e  casas  e  as  canoas  para  acodircm  á  deffensãn.  para  assy  se  acomodaren?  com  mais 
animo,  e  vontade,  e  assy  algús  re.sgatfs  para  obrigarem  ao  gentio  que  se  hade  descer. 

V.  assy  me  deue  V.  Ma.gest;ide  fazer  mené  de  me  dar  vmie  soldados  (|ue  me  acom- 
panhem neste  negocio,  e  andarem  sempre  comigo  nas  ocasiões  ile  guerra,  que  se  offerecerem, 
que  hande  ser  muytas,  e  arri>^cailas,  por  quoão  fraquenlada  anda  aquela  costa  de  ynimigos,  e 
qre  o  Prouedor  da  fazenda  do  Rio  de  Janeiro  e  São  Vicente,  acudão  a  estas  despezíís  da 
fazenda  de  \'.  !MagestíiÇle  que  si  nqire  será  menos  do  que  <le  prezeule  se  paga  no  Cabo  frio, 
não  sendo  de  nenbú  effeito,  correndo  todas  as  despesas  por  minb.i  ordem,  em  que  sempre 
procederi  i   com   a  confiança  Com   que   atté   gora   ri   tenho   feito. 

K  porque  alguns  dos  moradores  daquelas  TH^s  tem  trair),  e  comrespcindencia  com  os 
ynimigos,  por  serem  algús  delles  umiziados  das  Cai>itanias,  e  lhes  dão  mantimentos  e  ajuda 
á  carga  de  í'áo,  se  me  deue  dar  ordem  para  me  obedecerem  e  cu  os  iioder  castig.ir.  e  mudar 
das  ditas  Ilhas,  e  presos  os  mandar  a  este  Reino. 

r.embro  a  \  .  Magestade  se  me  deue  mandar  nomear  para  ajuda  e  dcspcza  .-dgn  orilciiado, 
as-v  para  minlia  pessoa  como  para  os  que  me  handc  acompanhar  neste  negocio."' 

7 


Cauta  da  Cauiara  do  Rio  de  Janeiro,  dirigida  ao  Rei  Filippe  111,  na  qual  lhe  relata 
os  relevantes  serviços  prestados  pelo  Capitão-mór  Mnrtim  de  Sá. 
Rio  de  .laneiro,  21  de  fevereiro  de  lfil':í. 

"Depois  de  termos  escriplo  :i  V.  Magtstailc  pela  nie/a  Aa  passn  nos  fez  Unil)iaiK-a 
Moilim  c/í-  Saa  a  quem  V.  Magestade  tem  emcarregado  esta  costa  do  sul  e  defensão  delia  «la 
forma  en  que  seruia  a  V.  Magestade  e  iiorque  In-  justo  que  quem  também  serue  como  elle 
«e  lhe  de  o  premio  e  galardam  de  seus  seruissos  nos  pareceo  asertado  fazermos  esta  e  junta- 
mente por  V.  Magestade  nos  emcomendar  o  auizemos  de  tudo  o  que  passar  nieudamente  o 
fazemos  no  particular  do  ditto  Marliw  de  San  o  qual  depois  que  uco  a  esta  cidade  desse 
Reino  que  uai  em  sinquo  annos  tem  estíi  costa  tam  quieta  e  liure  de  inimigos  que  atee  oje  he 
uindo  a  ella  nenhum,  andando  de  ordinário  em  roda  uiua  correndo  ha  gastando  nisso  muito 
da  sua  fazenda  com  seus  criados,  cscrauos  c  embarcassões,  á  sua  custa  e  <lespeza,  mostrando  o 
grande  zello  que  tem  do  seruiço  di-  V.  Magestade  como  n  fez  na  ocaziam  do  pata'.\o  «iiic 
\'.  Magestade  mandaua  de  auizo  a  índia  que  aqui  ueo  aribado  de  que  era  Capitam  J-raiicisrj 
Cardoso  de  Almeida  ao  qual  aparelhou  e  fornece»  de  todo  o  necessário  á  sua  custa  e  despeza, 
no  que  (,asleu  muito  de  sua  fazenda  por  uir  muy  desbarratadò  e  cm  muito  breues  dias  o  dcs- 
jiedio  i-cl:,  Barra  fora  muy  bem  aparelhado,  o  qm-  também  fez  na  oca/iani  das  nãos  que 
\'.  Magestade  mandou  a  deseubrir  o  estreito  de  Satii  ]'iccule  e  iiiapalhões  ás  quais  asistio 
com  todo  o  necessário  e  aprestou  e  auiou  com  grande  satisfação  gastaiiiln  na  ililta  ocaziam 
muito  de  sua  fazenda,  de  modo  que  se  o  dilto  Marliiii  de  Saa  não  fora  n.m  era  pnsivel  seguir 
a  ditta  viagem,  auendo  já  tido  o  mesmo  procedimento  na  ocasião  das  carauelas  que  \'.  Ma- 
gestade mandou  ao  mesmo  descubrimento  e  en  todas  as  mais  ocaziões  que  se  oferece  do 
servisso  de  V.  Magestade  o  faz  com  tanto  zello,  cuidado  e  gosto  de  sua  fazenda  que  em  outra 
nenhuma  couza  se  ocupa  mais  que  nelle. 

fluarde  Deus  a  Catholica  e  Keal  Pessoa  de  \'.  Magestade.  escritta  em  Camera  Rio  de 
janeiro  21  de  feuereiro  d"  1623  annos.  Eu  Jorge  de  Sousa  escrivão  da  Camera  a  fiz  escreuer. 
—  (a)    DÍO0IIP   l.o/^es  de  bulhão.  —  l'ta)iilsco   da   iosta   hoiiieiii." 


Reqtkrimknto  de  .João  Gonçalves  de  A/evedo,  tidaL^o  da  Casa  Real.  residente  na 
eidade  de  S.  Sebastião  do  Rio  de  .laneiro,  no  fjual  i)ede  que  se  lhe  faça  mercê 
do  iK)sto  de  Alferes  do  Forte  de  Santa  Cruz  e  Kuarda  dos  navios  que  entravam 
no  porto  da  mesma  cidade  (cujos  logares  tinham  vagado  iioi'  fallecimento  de 
Brlchior  R(tn(/cl  de  Macedo),  não  só  em  recompensa  dos  seus  serviços,  mas 
lambem  dos  que  haviam  prestado  seu  pae  Affonso  Gonçalves  de  Azevedo, 
Gaspar  Vaz  e  Aíartim  Affonso  de  Sousa. 
1623. 

"Diz  Joáo  (ioiii-ah.es  dacc.edo...  (|iic  elle  suplicante  leni  seniiilo  a  \'.  .Magestade  por 
seu  destrito  J2  anos  de  soldado  com  su.i>  armas  v  caualo  acudindo  a  Indas  as  ocasiois  de 
enemigus  holandeses  e  fransezes  que  na  ditta  capitania  oiuie  em  tndu  i>  iliiu  tempo  por  mar  e 
terá  e  com  o  gentio  foi  com  o  Capitão  mór  Marliiii  de  .Saa  ao  Cabo  frio  iS  leg"a>i  ito  Uio 
de  Janeiro  tomar  hum  corsário  franses  que  estaua  fazendo  resgate  de  i)an  lir.izil  tiucrão  com 
elle  huma  grande  batalha  e  o  tomarão  com  toda  a  fazenda  par.i  a  fazenda  de  \'.  Magestaile 
com    irjuito    risco    de    suas    uidas    com    seis    escraisos    tudo    :'i    sua    custa 


iNFOBMArÃo  de  Francisco  Soares,  favorável  á  ))retensão  de  João  Gonçalves  d' Azevedo. 
Lisboa,  1!)  de  setembro  de  l(i2:5.  (Anne.ra  ao  n.  9). 

"A  imfíiriiiação  ípie  V.  .Mageslafle  me  p(  lie  da  p.iile  <lo  consrlbn  scjbre  João  (ioiiçah.rs 
da-efedu,  morador  no  Kio  de  Janeiro  par.i  auer  de  seruir  os  oflicios  de  Alferes  e  goarda  dos 
nauios  que  enlr.orão  de  fora  do  Reino  naquela  Capitania,  assi  como  os  seruia  belchior  Rangel 
de  .Macedo:  me  parece  que  de  tudo  o  de  que  tór  encarregado  dará  boa  conta,  como  o  fez  nas 
oeaziois  que  se  oferecerão  na  dita  Capitania  como  por  ser  filho  de  Af.fonso  Govçaliies  que 
nela  e  outro-  prczidios  seruio  a  S.  .Magestade  com  satisfação,  os  qoais  pay  c  filho  são  na- 
turais de  .São  João  da  Ribeira  termo  da  \'ila  de  i)onle  de  lima,  e  proceder  da  milhor  gente 
daquela   Kibeira,  sem   terem   praça  de  mouro,   nem   judeu,   nem   de  oulr.i  má   çeita,  e   lie   o  dito 


Jono  (ioncaliics  dos  ila  goticrii;ini;a  >laqiu-l:i  Capilaiii.i,  que  por  e^las  caliJadcs  e  ser  caiialciro 
fidalgo,  ficão  i)'ele  I)ein  empregados  os  dilos  officios,  além  (|ue  por  seus  seruiços  e  de  sen 
jiay  e  do  i)ay  c  auô  de  sua  niolher  yiartim  ^l/ciiso  de  Sonsa  merece  ser  onrrado  c  premiado 
com    o~   milliui es    officios   daquela    terra " 

10 

Ai.\Ai!.\  (Ic  tolha  corrida  de  Jorln  donvdJvcs  de  Azevedo,  natural  do  roíitc  do  I.ima. 
do  -ir.  annos  do  idade. 

Liíiioa,  11   de  sclom))ro  de  li'>'2?,.  (Anne.ro  ao  n.  fi).  11 

Alvaiiá  do  1'ôro  do  lidalgo  Cavalloiío  de  que  se  fizera  luorcô  a  .hiíio  (lonçalvefi  de 
Azevedo,  em  reconii)ensa  de  seus  serviços. 

21  de  março  de  1617.  Certidão  do  registo.  (Aniiexo  ao  n.  0).  1? 

Caiíta  regia  dirigida  a  Aíartini  Affonso  de  Sousa,  em  que  o  Hei  lho  dirige  louvoíes 
pelos  seus  serviços. 

IJsboa,  r,  de  outubi-o  de  1623.  (Anne.ra  ao  n.  !•"). 

IJ'  a.'<sifj))ad(!  por  Filippe  IH.  13 

lNio}!>rA(  Ão  na  qual  se  declara  (lue  João  Goiícolres  de  Azevedo  nonlnima  mereô 
recebera  em  remuneração  dos  seus  serviços. 

Lisboa.  :íii  do  al)ril  de  1609.  íAnnexa  ao  v.  0).  14 

AiTo  da  inquirição  de  testemunhas  a  (lue  procedeu  o  .Tuiz  Ordinário  Balthazar  de 
Seixas  Rebello,  sobre  a  identidade  o  serviços  de  .Todo  Gonçalves  de  .Azevedo. 
os  de  seu  pae  Affonso  Gonealves  de  Azevedo  e  os  de  Gaspar  \  az  o  Marti iii. 
Affoiíso  de  fioiísa. 

liio  do  .lanoiro,  17  de  outubro  do  KIOS.  Piihlica-f<'>niia.  (Anne.ro  ao  n.  í)). 

15 

Attkstaoos  í2)  dos  Governadores  Maitim  de  Sá  e  Salvador  Corrêa  de  Sá,  sobre  os 
serviços  i)restados  ])or  .Iodo  Goni:alves  de  Azeredo  no  Bi'asil. 

Rio  (Ir  .Taneiro,  L'  d(>  junlio  do  1608  o  Lisboa,  20  de  abri]  de  160ÍI.  (.\)inexos 
ao  n.  D).  16—17 

CriíTiDÃo  do  Senado  da  Camará  da  cidade  de  S.  Sebastião  do  Rio  de  Janeiro  acerca 
do  casamento  de  ,/or7o  Gonealves  de  Azeredo  com  Maria  de  Soit.sa.  filha  de 
Gaspar  Vaz  e  neta  de  Marfim  Affonso  de  ^oiisa,  e  da  sua  competência  para 
exercer  qualquer  cargo. 

Rio  de  .Janeiro,  16  de  outubro  de  1608.  íAnnexa  ao  n.  9).  18 

Attkst.\i>o  do  Governador  Salvador  Corrêa  de  Sá,  sobre  os  serviços  prestados  por 
Gaspar  Vaz.  sogro  de  João  Gonealves  de  Azevedo. 

Lisboa,  17  de  abril  do  1600.  (Annexo  ao  n.  9).  10 

CoNsri.TA  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  a  petição  de  Salvador  Corrêa  de  Sá.  relativa 
á  embarcação  que  o  devia  conduzir  ao  Rio  de  .Taneiío  o  á  requisição,  (pie  o 
mesmo  fizera,  de  pólvora  e  arcabuzes. 
Lisboa,  1  de  julho  de  1624. 
Tem  annexa  unia  informação  sem  assignaiura.  20 — 21 


CoNsi-i.TAS  (2t  (lo  Conselho  da  Fazrnda.  iu ma  da  coiivcnioncia  de  expedir  o  aviso  a 
que  se  refere  o  decreto  seguinte. 

Lisboa.  29  de  julho  e  1  de  agosto  de  Ui24.  22—23 

l)j.<  i;i  IO  dos  Governadores,  em  que  se  determina  que  o  Conselho  da  Fazenda  informe 
sobro  a  (onvenioneia  de  enviar  ás  Ilhas  da  Madeira  e  Canai  ias  uma  caravella 
para  avisar  os  (•ai)itães  dos  navios,  (lue  alli  se  encontravam,  da  tomada  da 
Bahia. 

Lisboa,  29  de  julho  de  lt;24.   rAiiiir.ro  an  )i.  23).  24 

CKnnnÃo  de  Luiz  Alves  de  Cubellos.  relativa  á  iutimaqão  que  recebera  O  Capitão 
P(  dro  Vadciw  para  levar  á  Madeira  e  Canárias  o  refciido  aviso. 

(Lisboa),  2  de  agosto  de  lCi24.   (A  micra  ao  ii.  2:1).  2.3 

l.Nron.MAíÃo  de  Luiz  da  Silva,  em  que  expõe  as  lazões  que  o  Capitão  Pedro  Cadena 
invocara  para  nSo  cumprir  a  ordem  que  recebera. 

1  de  agosto  de  1024.  (Anncxa  ao  n.  23).  2(1 

CoNsn.iA  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  um  mcmoiia]  de  Fialrador  Corrêa  de  ^á.  em 
que  este  expõe  diversas  pretenções  de  seu  pac  Marli iii  de  Sá.  relativas  á  Capi- 
tania do  Rio  de  .Janeiro. 

Lisboa.  2  de  agosto  de  1624. 

■■...n;i  qual  (lfiiil)r.'m<:.'0  <liz  que  no  |iiimeiro  apiuitiinieiito  que  deu  ;ios  Coucrnadoí  es 
i-iil)rr  eoM.saíi  iiccessari.-i.s  á  Capitania  ilo  Kio  de  J.meiro  peilio  a  \'.  M.  llie  niauilnsse  passar 
jirouisão  para  o  dilto  seu  jiay  Martini  de  Saa  jioder  jinuier  os  cargos  daquela  Cidade,  pellas 
razões  que  no  ilitlo  appoiítaiiiento  disse,  e  i>ara  podei  da  fazenda  de  \'.  .VI.  loniar  o  que  iVi-.se 
iiceessario  para  fortificações  da  ditta  Cidadi ,  e  fortalezas,  e  q\ie  assy  lie  mais  necessário  outra 
prouisão  para  estarem  viuas,  e  se  Uies  pagar  suas  praças  aos  soldados  que  elle  ditto  Saluador 
de    Saa    Icua   daqui    consigno    nesta    occasião " 


CoNsri.TA  do  Conselho  da  Fazenda  solire  a  reípiisicião  (jue  fizera  Salrador  Cnrrfa 
dr  «á  de  jiojvora,  arcabuzes,  l)andeiras  e  tanil>ore.s  para  a  tropa  que  levava 
para  o  Rio  de  .Janeiro. 

J.isboa,  3  de  agosto  de  1(124.  2S 

CoNsri.TA  do  Conselho  da  J<"azenda,  na  (piai,  confoniiando-se  com  a  informação  do 
Provedor  dos  Armazéns,  julgou  sufficiente  a  provisão  de  mantimentos  que 
se  tinha  mandado  fazer  jiara  os  soldados  que  Salvador  Corrêa  de  Sá  levava 
jiara  o  I^io  de  .laneiro. 

Lisboa,  8  de  agosto  de  1624.  29 

Coxsti.TA  do  Conselho  da  Fazenda,  sobre  uma  petição  de  Gaspar  Luiz,  mestre  da 
náo  -V.  Senhora  dn  Penha  dr  França,  que  fora  fretada  i)ara  conduzir  ao  Jvio 
de  .laneiío  Salrador  Corrêa  de  Sá,  os  seus  soldados  e  munições.  * 

J.,i.sboa,  8  de  agosto  de  1624. 

"...que  i)s  («>  mil  eruzailoE  que  se  lhe  der.ão  de  fn  te  não  s.ão  liastaiites  de  sua  gente, 
c  não  por  !>cr  de  muita  gente,  artilliaria  c  de>-peza.  K  jicde  a  \'.  M,  llie  faça  mercê  mandar 
prouisão  para  o  (íouernador  do  Kio  ile  .l.-imiro  llic  deixar  carregar  ,i  dilta  náo  para  esta 
cidade  ilc  açucarei-  primeiro  cjue  Iodas  a>  (pie  estiverem  n.ic|uelle  porlo,  ipie  \;;ii  em  serviço 
tlc  V.  M." 

30 


Co.NSLLTA  do  Conselho  da  Fazenda  sobie  a  uonicac;ão  dos  indivíduos  (|ue  deviam 
ser  encarregados  da  compra  e  foinecime«to  dos  mantimentos  para  a  armada 
de  soccorro  do  Brasil  e  o  dinheiío  necessário  para  os  preparativos  da  mesma 
armada. 

IJsboa,  14  de  agosto  de  1(')24. 

Tem  anncxas  a.s-  certidões  de  dais  desjjdi  hos  do  ('onselho  ile  Fazenda  re- 
lativos ao  fornecimento  da  armada  de  soaorro  enviada  «o  UrasH,  datados  de 
IG  e  22  de  uhril  de  1G22.  31—33 

Co.NSui.TA  do  Conselho  da  Fazenda,  sobre  a  nomeação  do  Thesoiireiío-iiiór  Leonardo 
Fróes  para  superintender  nos  fornecimentos  da  armada  de  soccorro  ao 
Brasil  e  a  nomeação  de  António  de  Paiva  Girai l<:,  Escrivão  da  fazenda,  para 
exercer  o  cargo  de  Thesoureiro-mór. 

Lisboa.  17  de  ago.sto  de  1G24.  34 

Co.vsrr.T.v  do  Conselho  da  Fazenda,  sobre  os  pretendentes  ao  logar  de  Escrivão  da 
receita  e  despeza  da  Fazenda,  durante  o  impedimento  de  António  de  Paiva 
Giralte. 

H.  d.  (Annexa  ao  n.  34).  35 

Co.vsrr.TA  do  Conselho  da  Fazenda,  .sobre  o  fornecimento  de  larnes  ])ara  as  cara- 
vellas  de  soccorro  ao  Brasil. 

Lisboa,  19  de  a.gosto  de  1024.  '  30 

CoNsi MA  do  (^onsellio  da  Fazenda,  sobre  a  recusa  de  L-onardo  Froes  a  aceitar  o 
despacho  (pie  se  lhe  fizera  i)ara  correr  e  assistir  á  coiiipra  dos  mantimentos 
para  a  Armada  de  soccorio  ao  Brasil. 

Lisboa,  29  de  agosto'de  1G24.  37 

Co.Nsuf.TA  do  Conselho  da  Fazenda,  sobre  a  necessidade  de  encarregar  diversas 
pessoas  dos  fornecimentos  da  referida  annaila. 

Lisboa,  29  de  agosto  de  1624.  38 

I'()i!TAi:iA  pela  qual  foi  nomeado  o  Thesoureiro-mór  da  Fazenda  Leonardo  Froes 
para  superintender  nos  fornecimenfos  dos  mantimentos  da  armada. 

Lisboa,  21  de  agosto  de  1624.  CAnnera  an  n.  38).  39 

Co.Nsri.TAS  Í2i  do  Conselho  da  Fazenda  ^obre  a  iietição  do  Capitão  de  Infantaria 
Jeronymo  ferrão,  enviado  ao  Brasil  em  companhia  de  D.  Francisco  de  Monru. 
na  qual  solicitava  o  assentamento  de  praça  do  Alferes  Luiz  líeoo  Xobrc  n 
de  um  sargento,  que  havia  escolhido  para  o  acomiianharem. 

Lisboa,  3  de  setembro  de  1624.  4iJ  -41 

Consulta  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  as  diversas  inlorniações  que  enviara  o 
Conde  de  Miranda.  Governador  da  cidade  do  Poito,  acerca  dos  prei)arativos 
dos  navios,  tine  deveriam  fazer  parte  da  armada  de  soccorro  no  Brasil. 

Lisboa,  3  de  setembro  de  1624.  !-' 


CoNSfiTA  (lo  ronsellio  da  Fazenda  sobre  as  diversas  cousas  que  requisitara  D.  Fran- 
cisco f/e  aloura  para  levar  para  o  Brasil. 
Lisboa,  3  de  setembro  de  Hj'2\. 

"Doin  1-niiu-isco  Jc  Moina  (i«e  V.  >[.  hora  iiíaiula  cm  sou  seiíiiço  ao  Biazil,  fez  a  c?le 
CiMiselho  liu  nienioria!  no  qual  pede  as  cousas  seguintes  para  a  jornada.  Bastante  quantidade 
de  poluora,  nionições,  arcabuzes  e  mosquetes  para  a  gente  da  terra,  e  a  que  leua  consigo,  a  da 
terra  que  estiuer  falta  delias,  para  poder  continuar  a  guerra  que  se  Ilic  nuiiida  fazer  ao 
ynimigo. 

Manlinuntos  bastantes  para  a  viagem  do  mar  e  algus  dias  da  terra  emquanlo  tião  fõr 
prouido   dos   moradores   delia,    e   vêr   o    estado   das   cousas. 

Kmxadas,  e  paz,  e  machados,  para  cortar  niattos,  e  fouces  roçadouras  para  fazer  cami- 
nlio<,  e  trincheiras,   para  a   guerra  que   hade   fazer  ao  ynimigo. 

Hija  dúzia  de  Roqueiras  com  seus  auiamentos  para  leuar  nas  Carauelas,  c  liu-  scruirem 
em   terra   nos  assaltos  que   hade  dar  aos  ynimigos. 

Quantidade  de  ."sardinha  e  bacalháo,  para  o  gentio  da  tcrrn,  que  he  o  niaiilinicnto  dc^li,' 
Iveino.  com  que  os  possa  agradar,  e  contentar,  e  algfi  vinho  mais  para  elle. 

Oue  será  de  muito  effeito  para  o  seruiço  de  V.  !M.  leuar  comsigo  o  homem  do  arlificiu 
de   fogo,  para   poder  fazer  mais  effeitos,   c   guerra  aos  ynimigos. 

K  sobretudo  rcsgatte  para  contentar  o  gentio,  e  o  obrigar  a  que  o  ajude  na  uccasião  c 
siru:i  no  em  que  o  ouuer  mister.  Ue  panno  tlc  linho,  facas  carniceiras,  peiítens.  tizouras,  es- 
pelhos, velórios,  fittas.  E  que  se  lhe  dem  para  estas  cousas  cem  cruzados " 

43 

Co.vsiM.TAs  (2)  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  o  abono  de  dinheiro  que  se  deveriii 
fazer  a  D.  Manuel  de  Menezes.  Capitão-mór  da  armada,  para  a  sua  jornada 
para  o  Brasil. 

Lisboa,  ()  de  otilubro  de  1G24. 

Foi-lhc  ífitijiiilddo  o  aJio)io  (Ic  :j.n00  cniz'i'los.  41 — 4."^ 

Co.\sri.T.\  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  a  petição  de  Maitiiel  de  Orncllas  cm  que  soli- 
citava ser  incoiporado  na  armada  de  soccorro  ao  Brasil,  allegando  os  serviços 
militaies  que  ])restara  durante  dez  annos  -em  PernamI)U(;o,  Bahia  e  Rio 
de  .Janeiro. 

Lisboa,  8  de  outubio  de  1624.  4G 

Co.Nsui.i.vs  (2)  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  a  quantia  de  dinheiro  (|ue  se  devia 
abonar  para  a  armada  do  soccorro  do  Brasil  se  prover  do  (|ue  lhe  fosse  ne- 
cessário naquelle  Estado. 

Lisboa,  <S  de  novembro  de  1024. 
F<ji ain-lhc  (nhil radas  20.000  cruzados.  47 — 48 

Co.Nsii.iA  do  Conselho  da  Fazenda,  em  (|uc  indica  o  Provedor  da  armada  de  soccorro 
ao  Brasil,  João  Hequeira.  para  ser  encarregado  de  guardai'  o  dinheiro  para 
as  despezas  da  viagem. 

Lisboa,  13  de  novembro  de  1624.  40 

Co.Nsii.TA  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  a  ajuda  de  custo  que  pedira  António  do 
Covto  Franco,  Escrivão  da  Capitania  da  armada  de  soccorro  ao  Brasil. 

Lisboa,  M  de  novcml)ro  de  1624.  úO 

Ri</ri;iti.MK\TO  de  .leronymo  de  Albuquerque,  Fidalgo  da  Casa  Real,  estante  no 
Jírasjl,  no  qual  pede  o  registo  da  carta  patente  de  23  de  janeiro  de  1623,  pela 


qual  se  fizera  mercê  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  por  seis  annos,  em 
recompensa  dos  seus  serviços  e  dos  de  seu  pae  Affoiíso  de  Albuquerque. 

(1^24).  51 

Rkqikki.mk.xto  de  .Miguel  António  de  Paiva,  (jue  fora  sargento-mór  de  Infantaria  da 
guarnição  do  Rio  de  Janeiro,  cm  ciue  pede  o  officio  de  Sargento-mór  do  Terço 
da  Armada,  sem  soldo. 

Tem  annrjca  uma   iiifoiíiiarõo  favonicri,  (Jalaúa  de  3  de  juulio  de  1624. 

52—03 

Reiíiiciumiínto  de  Ruy  Vaz  Pinto,  ex-capitãomór  e  Governador  da  cidade  de  S.  Se- 
bastião do  Rio  de  Janeiro,  nomeado  provedor-mór  do  Estado  do  Brasil,  no 
qual  pede  p-ara  exercer  vitaliciamente  este  logar  com  o  titulo  de  vedor  da 
Fazenda  Real. 

(1623).  54 

Aviso  régio  jiclo  qual  sj  ordenou  que  o  Consellio  da  Fazenda  consultasse  sobre  a  pre- 
tensão antecedente. 

23  de  setembro  de  1623.  lAiinrjo  ao  ii.  ^^4).  55 

MiMTA  da  consulta  do  Conselho  da  P^azenda,  a  (lue  se  refere  o  aviso  antecedente. 
(Anne.ra  ao  n.  54).  56 

Imoií.mac Ão  do  ex-provedor  da  Fazenda  Real  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiío  Fraii- 
cisco  Cabral  Homem,  sobre  os  rendimentos  annuaes  d'aquelle  cargo. 

Lisboa,  29  de  agosto  de  624.  (Annc-ra  ao  n.  ^A).  57 

Avisos  régios  ijelos  quaes  se  ordenou  que  o  Conselho  da  l'^azenda  informasse  sobre  o 

inovimento  do  cargo  de  provedor  da  Fazenda  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro. 

15  de  fevereiro  e  9  de  maio  de  1624.  (Anncxos  ao  n.  54).  58 — 59 

CoxsiLiAS  (2)  do  Conselho  da  Fazenda,  relativas  á  petição  do  licenciado  Luiz  Xo- 
r/ueira  de  Bi  ito.  Ouvidor  geral  do  Districto  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  solici- 
tava o  adeantamento  de  100?000,  por  conta  dos  seus  ordenados,  para  os  prepa- 
rativos da  sua  viagem. 

Lisboa,  31  de  março  c  4  de  abi-il  de  1í;2(J.  60 — 61 

Co-NsiLTA  do  Conselho  da  Fazenda,  sol)re  a  petição  de  Domiiirjos  Corrêa,  em  quo 
requeria  a  patente  da  Companhia  de  Infantaria  da  Armada  de  Soccorro  ao 
Di-asil,  de  que  se  lhe  fizera  mercê. 

Lisboa,  5  de  janeiro  de  1635.  62 


Cauta  regia  pela  ciual  se  fez  mercê  a  Domingos  Corrêa,  natural  de  Refoios,  termo  da 
A'illa  de  Ponte  de  Uma,  pelos  serviços  que  prestara  na  Bahia  e  em  Per- 
nambuco contra  os  Hollandezes,  da  pensão  annual  de  60$000,  do  habito 
de  Christo  e  de  uma  companhia  de  Infantaria,  destinada  ao  Brasil. 

Lisl-joa,  25  de  agosto  de  10".l.  Copia.  (Annr.ra  an  v,  62).  63 


10 


Lníokmacão   de  Ruy   Corroa  Lucas,   sobre  as   instrucções  que   ileveriam   tlarse   ás 
caravel]as  que  iam  ao  Brasil  soccorrer  Mailiidn  de  AlhiKjucnjuc.  com  dinheiro, 
nmnigões,  mantimentos  e  gente  de  guerra. 
Lisboa,  Tò  de  abril  de  IGoõ. 

"...o  tmipo  en  qi;e  ilaqui  íc  parte  lic  o  iiiai>  deficullozo  c  ariscado  desta  viagem,  e 
assy  n.al  se  pode  fazer  eonipulo  do  cu  que  lá  chegarão;  as  eoiisas  de  Pernãobuco  fieauão  em 
estado,  que  con  resão  se  pode  temer  grande  diferensa  nella*;  neste  cazo  me  paresse  que  o  que 
mais  conuém  hc  deixar  tudo  á  eleisão  dos  capitães  que  vão,  pois  são  pessoas  de  tanta  con- 
liança  e  satisfa<,-ão,  que  atallos  a  regimento  en  tal  variedade  lie  obrig.dlos  a  <iuc  antes  herrem 
obedeccndi),  que  asertem  alterando  o  uue  se-  lhes  manda,  e  hasta  que  o  regimento  seja  a  re- 
solução de  V.  M.  (que  he  o  que  n.-.iis  conuén\)  socorrersc  Matias  de  Albifiiwrqiic  a  todo 
o     risco    

jlm  todas  as  nianerras  me  pari  se  que  conucm  prohibir-se  (|ue  não  se  mande  jwzo  ao 
coaríel,  ficando  o  focorro  esperando  nas  carauellas,  porque  como  o  imigo  está  ^enh()r  dj 
mar,  e  tem  muitas  noticias  da  cgsta,  hera  serto  que  antes  que  tenha  resposta  do  coartcl, 
saber  o  inimigo  das  carauellas,  e  ou  as  tomará,  ou  fará  queimar,  de  maneira  que  não  chegou 
a  str  de  effcito  este  socorro,  e  todavia  botando-o  logo  fora  e  marchando  con  ellc  poderia 
quando  o  inimigo  o  chegasse  a  saber  estar  já  o  socorro  no  coartel  ou  tanto  pella  terra  dentro, 
que  lhii  fosse  dificultozo  e  inserto  o  cortallo;  isto  me  parcse  que  hc  o  que  se  pôde  dizer  nc 
liarticular  do  regimento  con  algum  fundamento;  os  portos  que  ha  por  esta  costa  são  já  hoje 
lodos  nuiy  sabidos  e  para  se  tomar  a  primeira  falia  não  hc  necessário  que  seja  senão  onde 
pella  costa  o  tempo  der  lugar  contudo  para  se  \'.  Magcítade  quizer  alterar  nesta  niatcria,  lie 
da  parte  que  de  inverno  fica  de  barlauento,  o  mais  ao  sul  Ciiníi-ipl'c,  que  fica  perlo  do 
Oo  legoas  do  Cabo,  e  ao  norte  delle  n  legoas  está  Alagoa  donde  são  no  cabo  40  e  tantas,  ao 
norte  da  lagoa  dês  legoas  fica  Cainaragibc,  e  de  Camaragibc  ao  norte  coatro  o  Rio  das  Pedras, 
e  deste  para  o  norte  seis.  Fiia  onde  só  cabem  embarcasois  pequenas,  o  Rio  fcrmoso  he  de 
V"na  para  o  norte.  4  léguas,  -leste  para  o  norte  duas  fica  o  Rio  Scrinhuacin  porem  em  todos 
estes  Rios  entra  o  inimigo  c  queima  os  socorros,  daqui  para  o  norte  lenho  por  n.aiy  ariscado 
para  tomar  as  primeiras  noticias  por  ser  já  muito  uezinho  do  inimigo  por  esta  parte,  que  he 

o    barlauento   do   tempo   en    que   lá   iioderão   chegar   as   carauellas ■ "' 

C4 

Cauta  regia  pela  (lual  se  niLindaram  organisai'  duas  armadas  de  17.000  toneladas  e  o 
leci-utamento  de  S.IJÕO  praças  paia  a  defesa  do  Ilrasil. 
.")  de  maio  de  1635.  (Copia-). 

Tem  o  dcspacJw  em  que  o  Couselho  da  Fazenda  ordri;a  qw  o  Provedor  dos 
Arinaxiits  ivformc  sohre  a  fnrma  da  sua  exeenrão. 

"O  estado  a  que  tem  chegado  o  Brasil  com  as  iJi.içaj;  que  os  inimigos  hão  tomado  nellc_ 
c  poder  com  que  se  aclião  pêra  emprender  nouos  damnos  me  obrigão  a  hum  continuo  cuidado, 
e  desvtío  de  tratar  de  sua  r(-cupcração  com  tantas  íorsas  (jue  possão  contrastar  as  do  inimigo 
e  mediante  o  fauor  de  Deus  asegurar  a  restauração  do  que  se  ha  pertlido  desalojando  de 
todo  de  aquclle  estado  sintindo  niuyto  que  tais  uassallos  como  são  os  deste  Keyno,  e  que  tão 
gloriozas  uictorias  alcançarão,  elles  e  seus  passados,  ayão  dado  lugar  a  que  hum  negocio  de 
tanto  interesse  e  reputação  sua  se  haja  feito  caso  de  conciencia  em  mim  não  ficando  com 
pouco  escrúpulo  do  que  nisto  hei  tolerado  c  eonten.vurisado,  pois  a  reputação  das  armas  que 
athe  hoje  se  ha  perdido  não  se  pode  recuperar  com  nada  e  me  seja  forçozo  olirar  com  re- 
sulução  sem  agoardar  mais  tempo  a  deuer  aos  vassalos  dessa  Coroa  a  disposição  que  tanto 
esperei  de  seus  ânimos  e  valor  de  recuperar  o  perdido  sem  dar  lugar  a  perder  mais,  porém 
confio  de  sua  nuiyta  lealdade  e  an.ur  que  me  deuem  pelo  que  lhes  hei  mostrado  em  todas  as 
occasiões  que  nesta  de  tanta  importância,  como  he  a  conseruação  desse  Reyno,  a  restauração 
de  suas  conquistas,  tornem  tanto  por  si  que  o  feruor  com  que  se  disponhão  a  esta  emprcza 
emmende  a  omissão  passada  e  lhe  sirija  de  mayor  gloria,  e  terem  mais  que  uencer,  e  assy 
traiando  do  remédio  que  pede  o  Brasil  no  ultimo  e  mizeravcl  estado  em  que  está  depois  de  se 
iiK-  haner  constiilado,  a  matéria  pelos  ministros  do  concelho  dessa  curóa  que  reside  junto  de 
minha  pessoa  e  ikIos  de  maior  auihoridade,  siencia  e  pratica  de  Castella,  resolui  que  de  húa 
A's  Cl  tr,itc  dista  ciupieza  <^  se  façáo  log"  duas  armadas  for  ambas  as  coroas  de  Castella  c  Por- 
tugal cada  hua  de  desasete  mil  toneladas,  e  hão  de  QStar  prestes  athe  outo  de  setembro  que  uem 
c  ao  mais  tardar  não  hão  de  tomar  dia  de  octubro,  e  scin  se  esperar  huns  nauios  a  outros  se 


íl 


1         .„;  •„„l<.i,ic  <la  Pai-tc  que  fUllcs  cstiucrcni  aparclliados  atlic  São  Joán 

si„roc,„as  traças  ^  ;' ^  ^^ ''  f  ;"  ,„  „eB„-,.,  tc.po  e  os  de  dentro  forcn  obrando  a 
<;,„„;,../..■.  rara  dnta,    em  'f''  «'    "'^;     '^,  ,„^,^         ,,  „  ,,„,„,,,   ,/,,  „auios  se  Icuanlcm  duas 

""  ^':'í''''S;:  ;;;^  ':;X^«í^í-  -■- ^^•-<^-"-  -------  -=  sardos,  a  ...c 

neccssar.u   i.a.ci    alguas  naç  t..  i.„os   c    l.iia   tropa   de-   Borl-.onlincs   com   todos   os 

,0  poderá  acrcccntar  "'«-"  "-^  ^^^  J  ^  ^  o  o  ncios  ..ue  se  offerece.n  para  conduzir 
.spanhoes  c.ue  so  ^>-''^^^"\^T':J;^Z^Z  da  uue  se  pode  leuantar  nesse  Keyno  e  vendo 
esta  gente,  c  en>  que  quanfdade  .e  a  ''J'-^P^"''  "  '        ^„.„      ,,  enserrado   o  inimigo 

-  CO  «7'' .;- ;7^-,:::t;L^  r^  rbeí^Íc;;:  oHue  se  L  apartado  de.,a.  com- 
cm    suas    fortificações    facilinci.ic    tornarão  „.,t>ir-ies    e  ass.m   nos   encomendo  e 

r„ío  im.>io  t|.«  c.n,   o  .U.uclo  «''l"    «'»    '  j  ,,„5„  „  c.n.prin.™.» 

nas   (iczasLiL  f.„„,    „„„    «pin    flc    ef feito    ocra   esta   nauegaçao,   c   com   que   se 

TÒcL    ÂZrccL         mais    petrechos    necessários    para    qt.e    tttdo    esteja    preuenido    a    ten  .o 

'^0.    n.s    CO,    os    mantimentos    e    artilharia    que    se    ha    mister    pêra    esta    "-C».        ^ 

I  íad"    ser  na  quantidade   que   se  declara  cm   húa   Relação  que  mande,   uer  "^   Co;  « /.. 

rpTLl    com    ordem    que    me    propusesse   os    meios   e    ef  feitos   de    que    se   poderá    t.rar   o 

nlu    1  nece  s^  io  pêra  esta  despeza  sobre  que  me  fez  a  consulta  que  me  pareceo  enu.aruo 

n        s"n  a    e,/,„,   ,,y    i.,,u,sa    a    <U,a    Relação    e    porqtie   delia   se    uee    que    a   soma   hc 

Cgraidcue    São    necessários    ,lous    milUõcs   seisccnUu    e    hum    .ul    e   s..cocn,a   crn.ados 

T.   es  ee., eito   .e   dcue   fazer   o   esforço   para   que   possa    uencer   e   aner   todo   o   dinheiro 

'.       e   ha  n   ster   usareis  de   todos   os   meios   que   se   apontão   na   dita   consulta   e   dos    rna  s 

e   se    tem    auizado    a    esse    fiouernador   pelas   cartas    que   se   acusão    -\  •"—;'-   ^^l 

esta    se    uos    enuia    procedendo    em    tudo    com    a    execução    que    a    necessidade    e    aper  o    das 

couca     pè'       u.ando    sempre   dos    meyos   mais   suaves   com    que    não    falte   a   quantidade   que 

srha   mfsler,    nem    ao    tempo,    em    qtie    ha    de    partir,   porque    en..   nenhúa    '  «s.as   cou         ,e, 

de   admittir    replica,    nem    dilação    e    porque    pode    sttceder    que    a    gtterra    do    B"^'>    "^^    ^ 

possa   acabar   soo    com    a   viagem    de    hCia   armada,    posto    que   tão    grande    porqtK.nto_  hauendo 

tantos   portos   occupados   e    furtificados   pelos   olandescs   na   forma   que   costumao   nao   se   po- 

derâo   recuperar  em  tão   pouco  ten..po.   e   pode   ser  para   o  que   se   intenta  de   grande   effe.to 

hauer   no   lírasil   armada   de    remo   de   athe   uinte   nauios   fareis   que   se   execute   o   que   tenho 

mandado    nesta    parte    e    que    os    nauios    cheguem    a    este    numero    uendo-se    comnra    ficar    na- 

oueles  mares  áthc   quatorze   nauios  .la   armada   quando   ella   se   ouuer   de   recolher   com    o   que 

ouucr    f.ito,    não    sóo    para    se    assistir    huns    nauios    a    outros    no    que    ouucrcm    de    obrar 

senão    para    iiuomen.lar    c    trabalhar    o    inimigo    nos    portos    cm    que    se    dcffendercm    athc    se 

deíalojar    de    lodo."  „_ 

DO 

I.NFOHM.vrAo  do  Provedor  dos  Armazéns  Ruy  Corrêa  Lucas  acerca  da  organização 
das  referidas  armadas.  _ 

Lisboa,  2S  de  maio  do  10.35.  lAnnv.ra  no  ii.  Gú). 

.Rn.Xo  da  gente  de  mar  e  guerra,  armamento,  n.t.ni.õos.  mantimentos  e  dinltoim 
^  necessários  para  a  armada  do  17.000  toneladas. 
(1635J. 

-De  gente  de   mar   para   la   dotacion  de  los  nauios,   .:7.o.   -   De   guerra   .:,30.   -  Para 

mar,   89$5oo  cruzados.,  y   la   cie  guerra,   394íy-"- 

sargentos  mayores  y   ayudantes,    i2$ooo   c.  ^.^^^^ 

Bastimentos   para    it.7-'o    placas   a    saber    para    4..00    ^'^'l]'''^'  ^^^,,,,,„,   1, 

por  tiempo  de  3   mezes,   e  las  de   7---   P"-^  t'-"P"   ''<^   «   '""'^^   ^    ^'^^"^  "^ 

racion   de  cada  mez  monta  ai   todo,   35fr°o'nraç-,s    de    guerra    los    6000    ntosquettcs    e    los 

Arcabuzes    y    mosqutttes   para    las    9000    praças  gi.erra 

3000  arcabuzes  custaran   54$ooo  c.   T)e  poluora  4040  quintaes,  a  saber  -040  para 


lâ 


hr.siciulo  cueiila  n  ciuia  mil  toneladas  uo  cniimaes  y  los  2000  rcslanlcs  pcra  ccliar  cn  ticrra 
à   razon   cada  quintal   de   25   cruzados   costaron    ioi$ooo   c. 

De  balas  c  cuerdas  para  los  nauins  y  hcchar  eii   ticrra,  20$ooo  c. 

El    irnyn    dl-   aitillcri;:    ik-    1  _■    picças,    ii"j$im.(i    c.  I'.na    se    liac.r    li.s    nauInS    (]c    rcnio, 

joÇooo    c. 

Para  las  17000  toneladas  ay  cn  Portugal  los  nauios  scguientes:  —  El  Clalion  Santa 
Anna,  350.  —  La  Concepcion,  300.  —  El  galion  que  fue  Almirante  de  Galicia,  500.  —  S. 
Jorge,  350.  —  S.  Francisco,  700.  —  E!  patacho  S.  Ignacio,  300.  —  El  patacho  Coi»cepcion, 
280.    Suma:    2780. 

Ay  mas  cn  o  Porto  lus  nauios  scguientes:  El  gakou  S.  António  de  1000  toneladas. 
El  galeon  S.  Dominico  de  1.700.  —  S.  Benedito  de  )  000.  —  Santa  Tcrcza  de  7000. 
- —  S.    Bernardo  de   600.    Suma:   41100. 

V  hazicndii'-!-  eucnta  que  se  toiíiaran  las  10.220  toneladas  a  ílete  por  assiento  cos- 
taron  por  ticini)o  de  Inui.-  .•ino  como  se  priga  ixir  esta  corona  de  Castilla,  006., íoo  c.  y  aísi 
parece    que    scra    necessário    i)ara    esta    aniiada    -'.(loi^iso    cruzados."' 

(i7 

Coxsri.TA  do  Conselho  da   Fazenda  sobre  a  offerta  que  fizera   o  gi-novez  Xicohio 
Pavês  do  seu  navio  S.  João  La  Rosa,  para  fazer  parle  da  armada  de  soccorro 
ao  Brasil,  mediante  determinadas  condiçfx-s. 
TJsboa,  14  de  maio  de  1G35. 

Tem  anncra  a  minuta  das  insh  iti  <:ucs  dirif/iflíts  ao  Provedor  dos  Ar- 
mazéns sobre  o  mesmo  assumpto.  G8— 69 

Cox.sn.TA  do  Conselho  da  Fazenda  solno  o  roquciimonto  de  D.  Tiodrlon  l.oho.  Go- 
vernador da  armada  do  Brasil ,  cm  que  pede  q\ie  se  lhe  abra  titulo  do  seu 
cargo  e  o  adiantamento  de  vencimentos  para  os  preparativos  da  sua  viagem. 
Lisboa,  2:;  d(>  maio  de   ic:!.'). 

70 

Rkpresextaí  .vo  do  Capitão  mór  do  Rio  de  .Taneiro  Rodrigo  de  ^Tiranda  Enriques, 
em  que  pede  insistentemente  a  remessa  de  soldados,  armamento  e  munições 
para  deleza  da  Capitania,  i)oi'  ter  receio  de  um  ataque  dos  hollandezes. 
Rio  de  Janeiro,   Kí  de  março  de   16;'..''). 

t  ('<>i)i<i )• 

"I.ir.ron  a  doze  de  iiiar-o  ncsic  porto  hum  bano  da  P.aliia  cuias  cartas  e  passageiros 
delle  dão  por  nouas  auerem  á  sua  partida  chegado  áquella  Cidade  as  da  entrada  do  Olandts 
na  parahiha;  tomada  da  fortaleza  com  perda  de  n.viita  gente  nossa,  e  de  ioda  a  Capitania  com 
(pte  se  ficou  de  "-ua  parte  occupando  o  destrito  do  porto  de  Nazaret  até  o  Rio  grande,  couza 
que  me  dá  fundamento  de  recear  que  nchando-se  este  inimigo  tão  puiante  (jueira  fazer  o  mesmo 
nesta  cidade  hachando-a  tão  pouco  prezidiada  (jue  ])ara  cinco  fortalezas,  e  liíia  Icgoa  de  praia 
que  defender  não  ha  nos  soldados  com  (juc  me  acho,  sento  e  sincoeiíta,  e  a  gente  da  terra 
tem  dado  bastante  e.vpericneia  na  Bahia  e  i)ernaml)ucn  no  pouco  cazo  que  dela  se  pôde  fazer 
jiara  defender  c  rezistir  ao  grande  poder  com  que  o  inimigo  comete  estas  prassas  e  pela  grande 
importância  desta  me  acho  obrigado  a  i)edir  a  \'.  M.  a  mande  socorrer  com  quinhentos  sol- 
dados armados,  c  liúa  «luzia  <le  artilheiros  c  despezas  de  Artilberia  grossa,  com  poluora  c 
lialas  cnrramadas  e  |>a1anquetas  que  das  redondas  ha  caiitidadc  neste  almazem  mandamlo 
aplicar  para  sustento  destes  soldados  o  procedido  dos  direitos  dos  Escrauos  de  Angola  que 
aqui  ucm,  como  outras  uezes  tenho  pedido  a  V.  M.,  pois  a  Brdiia  para  onde  este  dinheiro  uay 
um  outros  effeitos  e  rendas  grosas  de  que  sustentão  o  pfezidio  que  teni,  e  pela  grande  falta 
<iue  ha  de  embarcaí;Oes  daqui  para  lá  está  sempre  em  depozito  não  se  aproucitambi  nimgacm 
dellé  e  esta  prassa  «cm  defensa  que  só  hc  a  liurc  neste  estado,  e  por  sitio  tão  difieultoza  de 
recuperar  se  o  inimigo  a  pcsuir  que  quazi  o  lenho  por  i:i.<possivel  V.  M.  seja  seruido  mandar 
considerar  estas  razões,  e  a  breuidade  que  este  cazo  requere  c  a  perda  da  fazenda  Kcal,  c 
opressão  dos  vasallos  de  X.  M.  s-e  com  minha  uida  se  restaurarão  estes  danos  dcrame  pouco 
cuidado  o  temor  deles,  e  quando  jior  justas  caiizas  se  não  socorra  esta  pra''a  com  o  que  aponto, 


iâ 


e  11C5S0  a  \'.  ^^.   strá  iiurcG  particular,  nor.iearmc  succsor  nclla  que  >ciii   obriguação  de  oníc- 
nagcin   ircy   scruir   a   \'.    M.    em   qualquer   outro   lugar." 

71 

I.xroHMAcÃo  do  Piovcdor  dos  Aiinazeiís  Ruy  Corrêa  Liua?,  sobre  o  soccorro  que 
pedira  o  Capitão-mór  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  27  de  maio  de  1635.  (A)ui-?xa  ao  n.  71).  72 

Parecicr  do  Cousellio  de  Estado  sobre  o  soccorro  que  se  tinha  de  enviar  ao  Rio  de  Ja- 
neiro. 

I^isboa,  21)  de  março  de  10;'>.'>.  (Aimexo  ao  n.  71).  73 

Deciírtos  c2)  em  (lue  se  contêm  diversas  instrucções,  dirigidas  ao  Consellio  da 
Fazenda,  sobre  o  soccorro  do  Brasil. 

Lisboa,  28  de  junlio  e  31  de  julho  do  IG35.  ((Anncroa  tio  n.  71).        74 — 7õ 

Cauta  regia  cm  que  se  manda  prevenir  o  Governador  do  Brasil  do  receio  que 
havia  de  que  os  hollandezes  atacassem  o  Rio  de  Janeiro  e  se  nomeia  o  Sar- 
gento-mór  António  Ortiz  dr  Mendonça  para  embarcar  para  o  Rio  de  Janeiro 
com  todo  o  soccorro  possível  e  alguns  soldados  jiraticos. 

13  de  julho  de  103Õ.  (Annvxa  ao  n.  71).  7C 

Cautas  regias  (4)  relativas  aos  preparativos  da  armada  de  soccorro  do  Rio  de 
Janeiro. 

13  de  junho,  ."j  de  maio  e  S  de  agosto  de  1635.  (Annexas  ao  n.  71).      77 — 80 

RicrAr-lo  dos  soldados,  armamento,  munições  e  ferramentas  necessárias  para  o  for- 
necimento do  soccoii-o  do  Brasil. 

Listion,  2  de  agosto  de  1635.  (Aniwxa  ao  ii.  71  ).  81 

Ri:Qn;i;i.Mi:-NTo  do  Alferes  Francisco  da  Fonseca  Saraiva,   no  qual   pede  para  ser 
nomeado   cai)itão   de   uma   das  caiavellas   que   se  estavam    preiiarando   paia 
soccorrcr  o  Hiiísil. 
li;:'.5. 

T>-iii  ainicni  a  iiifuniianlo  favotavcl  do  Fiovcdor  dos  Armazéns  Ruy  Cor- 
rêa Lucas.  82     S3 

CAniA  legia  relí.tiva  ao  apresto  da  aimada  de  soccorro  do  Brasil. 

26  de  julho  do  16:15.  84 

0!u;A?iii'XTo  da  dcsiieza  a  fazer  com  os  soldos,  mantimentos,  fretes  de  dois  navios, 
pólvora,  munições,  etc.  para  o  soccorro  do  Brasil. 

Lisboa,  '■)  de  agosto  de  1635.  8o 

DiXRETO  cm  que  se  ordena  ao  Conselho  da  Fazenda  que  com  a  maior  diligencia  faça 
apromptar  o  soccorro  do  Brasil,  e  se  responsabilisa  o  mesmo  Conselho  por 
qualquer  acontecimento  adverso  que  succeda  por  o  soccorro  não  ir  a  tempo. 

8G 


Lisboa,  31  de  julho  de  1635. 

Cauta  de  D.  Luiz  de  Almeida,  dirigida  ao  Rei,  na  qual  lhe  pede  a  nomeação  de  um 
successnr.  lhe  agradece  a  mercê  concedida  a  seu  filho  D.  António  e  participa  a 


14 


chegada  da  Armada  da  Companhia  geial,  o  estado  em  quc  chegou  e  as  provi- 
dencias cem  que  lhe  acudiu. 

Rio  de  Janeiro,  ?.l  de  agoslo  de  16?.;"). 

"Quem  faz  a  estimação  das  mercês  de  V.  M.  que  ellas  merecem,  não  o  pode  mostrar 
melhor  que  com  se  empenhar  nas  que  recebe  a  pedir  de  nouo  outras  e  por  esta  rezão  se 
justifica  bem  o  quanto  eu  conheci  a  grandeza  da  que  V.  M.  me  fes  deste  gouerno  á  qual  se 
segue  pedir  a  que  agora  espero  V.  M.  me  fassa  em  me  mandar  suceçor  que  me  dezobngue 
delle,  pois  ey  acabado   os  três  annos  em  o  primeiro  de  abril,  que   foy  o   dia   em  que  entrey 

nesta   praça " 

87 

CoNsi;.iA  do  Consellio  da  Fazenda  sobre  a  escolha  da  ijessoa  que  deveria  ir  no  logar 
do  cabo  da  caravella-aviso  que  partia   para  o  Rio  de  Janeiro. 
Lisboa,  10  de  outubro  de  163.5. 
Tem  anncxa  a  informarão  do  Provedor  dos  Armazéns.  88 — 89 

Requerimentos  (2)  do  Capitão  António  Ortiz  de  Mendonça,  nomeado  sargento-mór 
cia  gente  de  guerra  do  Rio  de  Janeiro,  sobre  o  pagamento  dos  seus  ven- 
cimentos. 

Tem  annexo  um  despacho  do  ConseJlto  da  Fazenda  e  a  respectiva  infor- 
mação do  Provedor  dos  armazéns.  90 — 92 

Requerimexto  do  Capitão  António  Ortiz  de  Mendonça,  no  qual  pede  a  patente  de 
Sargento-mór  da  gente  de  guerra  do  Rio  de  Janeiro.   (1635).  03 

Ineoemação  do  Secretario  Francisco  de  Lucena  sobre  a  nomeação  de  Aiitonio  Ortiz 
de  Mendonça. 

Lisboa,  8  de  dezembro  de  1635.  (Annexa  ao  n.  93).  94 

C.\RTA  patente  pela  qual  se  fez  mercê  a  João  de  Araújo  do  cargo  de  Sargento-mór  do 
terço  de  Infantaria  hespanhola  do  Prezidio  da  Bahia  de  Todos  os  Santos. 

Madrid,  13  de  dezembro  de  1632.  Certidão.  (Annexa  ao  n.  93).  .95 

Despacho  do  Conselho  da  Fazenda  pelo  qual  ordenou  cpie  o  Provedor  dos  Armazéns 
fizesse  assentar  a  jiraqa  de  capitão  e  do  cabo  dos  navios  que  transportavam  o 
soccorro  ao  Rio  de  Janeiro  a  António  Ortiz  de  Mendonça  e  que  este  vencesse 
o  soldo  de  sargento-mór  desde  os  ultimes  dias  da  sua  partida. 

Lisbca,  10  de  dezembro  de  1635.  (Annexo  ao  n.  93).  96 

RE<iiERnrENTOS  (2)  de  Belchior  Guedes  Alcoforado  o  Bernardo  Botelho,  nos  quaes, 
allegando  os  seus  serviços,  pedem  a  mercê  de  serem   nomeados  caijitães  de 
alguns  dos  navios  que  partiam  para  o  Rio  de  Janeiro. 
(1635). 
Têm  ambos  a  informarão  do  Provedor  dos  Armazéns.  97 — 98 

Reqi'I-kime.ntos  (3)  de  Christovão  da  Cunha  Fajardo,  nos  quaes,  allegando  os  seus 
serviços  e  os  de  seu  pae  Francisco  Fajardo,  pede  que  se  lhe  faça  mercê  de 
uma  companhia  de  Infantaria  que  vâ  para  p  Rio  de  Janeiro  ou  a  de  capitão 
de  um  dos  navios  do  soccorro  do  Brasil. 
(1635). 

"Diz  Christovão  da  Ciiiilia  Fajardo  que  elle  tem  scruido  a  V.  M.  desde  o  ano  de  620  a 
esta  parte,  sendo  4  annos  capitão  de  infantaria  cm  o  Rio  de  Janeiro,  e  seruindo  no  Terso 
C  Armad.TS  dcsla   Coroa,   e   nlrn   sy   llic   pcrtcn(;:in   os   spruii;n<;  i\r   F,\ntr!xrn    Fniardo,   sou   v^x. 


15 


t)iie  depois  de  aiicr  scriaido  a  V.  M.  s-  a.nc)s  iiiurrco  sendo  goueniador  do  Rio  de  Janeiro,  como 
tfiobein   os  de  seu   irmão  dellc   siiplicanle  Bernardo  de  Barros  Fajardo,  qnc   niorrco   na   índia 

em   ser\  isso  ilc  W   M.   nas  armadas " 

99—101 

rKOMsÃo  logia  pela  (|iiul  su  ioz  uienô  a  (Jlemcnle  Xof/iirira  dn  Silva  da  Capitania  rio 
Foito  (1(3  S.  João  da  Cidade  de  S.  Sebastião  do  Rio  di;  Janeiro. 
J-isboa,  L'6  de  agosto  de  l(>'Jõ. 

"EIrey  nosso  Senhor  hauendo  respeito  a  Clemente  Nogueira  da  Silva,  filho  de  Manuel 
Thoinc  da  Sili'a,  natural  da  Villa  de  Cantanhede,  ter  scruido  lo  annos  de  Capitão  do  forte 
de  S.  João  da  cidade  de  S.  Sebastião  do  Rio  de  Janeiro,  e  nas  mais  occasiões  que  na  ditta 
Capitania  se  offcrecerão  e  assi  na  fortificação  da  ditta  cidade  fazendo  hum  baluarte  c  guar- 
necendo-o  á  sua  c.ifla;  Ha  por  bem  de  lhe  fazer  mercê  da  Capitania  do  forte  de  S.  João  da 
ditta  cidade  de  S.  Scbastiam  do  Rio  de  Janeiro,  e  que  vença  com  o  carguo  de  capitão  do 
ditto  forte  o  ordenado  sinalado  a  elle  com  obrigação  que  fará  á  sua  custa  as  obras  da  cisterna 

e   reparos   que   faltão " 

102 

Ri:(iL"EiU3iK.\]0  do  Capitão  Cosiiie  da  Luz,  uo  «lual  pede  que  se  lhe  passe  provisão  do 
posto  de  cabo  da  Infantaria  que  ia  de  soccorro  ao  Rio  de  Janeiro,  de  que  se 
lhe  fizera  mercê  por  carta  regia  de  29  de  novembro  de  lijoõ. 

Tem  annvxa  a  copia  âu  provisão.  103 — 104 

Ri:QrKiii.\iK.\To  de  João  António  Corrêa,  no  qual  i)ede,  em  recompensa  de  seus 
servigos,  que  se  lhe  faça  mercê  dos  officics  de  fazenda,  justiça  ou  guerra, 
que  estivessem  vagos  ou  vagassem  na  Capitania  do  Rio  de  Janeiro. 

1635. 

Tem  annexos  ires  attcstados,  relativos  aos  serviços  de  João  António  Cor- 
rêa, passados  por  Diogo  Descobedo,  Mestre  de  Campo  e  Governador  das 
forças  militares  de  8.  Filippc  de  la  Mamora,  por  Jorge  de  Mendonça  Pessanha, 
Governador  da  Cidade  do  Ceuta,  e  por  Salvador  Corrêa  de  Sá,  Capitão  e  Go- 
vernador da  Capitania  do  llio  de  Janeiro.  lOÕ — lOS 

Requiíki.me.nto  de  João  Rodrigues  Bravo,  Capitão  do  Forte  do  pé  de  S.  Bento  do  Rio 
de  Janeiro,  no  qual  pede  que  se  lhe  passe  a  sua  carta  patente  por  mais  duas 

vias. 

(K;:;.-,).  loo 

Caima  patente  pela  qual  João  Rodrigues  Bravo  foi  provido  no  posto  de  Capitão  do 
Forte  do  pé  de  S.  Bento,  da  cidade  de  S.  Sebastião  do  Rio  de  Janeiro,  que 
fizera  construir  á  sua  custa. 

Lisboa,  7  de  novembro  de  1G3.J. 

Certidão  extrahida  do  respectivo   registo   c  passada   no   verso  do   reque- _ 
rirnento  antecedente.  H*^ 

Cauta  regia  pela  qual  se  fez  mercê  a  João  liodrigucs  Bravo  de  o  confirmar  no  posto 
de  Capitão  do  referido  Forte  ao  pé  de  S.  Bento,  do  Rio  de  Janeiro,  por  espaço 
de  cinco  annos. 

Lisboa,  2  de  noV(=ml)ro  de  KilM.  Hl 

Re(ílkki.mi:.\to  do  Alferes  reformado  da  Armada,  Luiz  de  Oliveira  de  Távora,  no 
qual  pede  para  embarcar  de  novo  i)ara  o  Brasil  a  bordo  de  um  dos  navios  da 
armada  que  estava  a  largar  para  o  Rio  de  Janeiro. 

(l.-J5>.  It2 


10 


REQrERiMENTOS  (2)  de  Luiz  Vaz  de  Rezende,  contratador  do  púo  Brasil,  relativos  ás 
suas  fianças. 

Tem  oiniexos  diversos  despachos  do  Conselho  da  Fazenda  c  informações 
do  Thesoiireiro  da  Casa  da  índia  Manuel  da  Silva  Vilhegas.  lio — 121 

Contrato  do  páo  Brasil,  que  o  Capitam  Luiz  Vaz  de  Rezende...  fez  com  a  fazenda 
de  Sua  Magestade,  por  tempo  de  dez  annos,  que  começão  por  dia  de  São  João 
do  anno  de  1632  e  dalii  em  diante. 

Em  Lisboa,  por  Pedro  Craesbeeck.  I60I.  4."  (Annexo  ao  n.  lio).        122 

Requerimento  de  Luiz  Vaz  de  Resende,  no  qual  pede  certidão  da  seguinte  sentença. 
(Annexo  ao  n.  113).  123 

Sextexca  preferida  pelo  Conselho  da  Fazenda  na  causa  movida  contra  o  con- 
tratador do  páo  Brasil  Álvaro  de  Azevedo,  sobre  a  administração  do  seu 
contrato. 

Lisboa,  14  de  novembro  de  lG3õ.  Certidão.  (Anncra  ao  n.  113).  124 

Conhecimento  das  fianças  prestadas  pelos  contratadores  do  páo  Brasil  Luiz  Yuz  de 
Resende  e  Álvaro  de  Azevedo. 

Lisboa,  19  de  janeiro  de  1C33.  Certidão.  (Annexo  ao  n.  113).  12Õ 

Requeiumentos  (2)  de  Manuel  Ferreira  Bulhões  e  Sebastião  Pereira  Guedes,  nos 
quaes  pedem  licença  para  embarcar  para  o  Rio  de  Janeiro,  a  bordo  de 
qualquer  navio  da  armada  que  partia  a  socccorrer  o  Brasil. 

(1635).  126—127 

dEQUEKiMENTo  de  Grcgorio  de  Barros,  no  qual  pede  o  provimento  por  seis  annos  no 
officio  de  Almoxarife  do  Rio  de  Janeiro,  em  recompensa  dos  relevantes  ser- 
viços prestados  por  seu  fallecido  sogro  Belchior  Rodrigu-:s.  128 

AiTO  de  justificação" testemunhal  do  casamento  de  Gregório  de  Barros  com  Guiomar 
Rodrigues,  filha  de  Belchior  Rodrigues. 

IJsboa,  19  de  setembro  de  ]iio6.   (Annexo  ao  n.  12!S).  12'1 

Alvarás  (2)  de  folha  corrida  de  Gregório  de  Barros,  natural  de  Lisboa. 

Rio  de  Janeiro,  22  de  março  e  Lisboa,  24  de  setembro  de  1G36.  (Annexos 
ao  n.  128).  130--131 

iNioiiMArÃo  de  IMarçal  da  Costa,  em  que  declara  não  ter  recebido  Belchior  Ro- 
drigues qualquer  mercê  em  recompensa  dos  seus  serviços. 

Lisboa,  4  de  outubro  de  1633.  (Annexa  ao  n.  128).  13L' 

Lnfokmações  (2)  relativas  ao  casamento  e  comportamento  de  Gngorio  de  Barros 
e  aos  serviços  de  seu  sogro  Belchior  Rodrigues. 

Lisboa,  23  de  setembro  de  1636  e  13  de  outubro  de  1633.    (Anitcras  ao 
n.  128).  133—134 

Requerimento  de  Bebbior  Rodrigues,  no  qual,  allegando  os  seus  valiosos  serviços 
prestados  no  Brasil,  pede  em  sua  recompensa  o  cargo  de  Provedor  da  Alfan- 
dega da  Cidade  do  Rio  de  Janeiro,  onde  residia. 

(Anne.ro  ao  n.  128).  135 


17 


Attestado  do  Capitão-niór  da  Capitania  de  Pernambuco  Alexandre  de  Moura,  sobre 
os  serviços  i)rcstados  i)or  Belchior  Roúrigues. 

Olinda,  13  de  maio  de  1615.   (Annr.ro  ao  ?/.  128).  1^6 

PiiOvis.\o  pela  qual  o  Governador  e  Capitão  gorai  do  Estado  do  Brasil  Gaspar  de 

Sousa,  nomeou  Belchior  liodrifjiics  serventuário  do  officio  de  Escrivão  da 

Fazenda  da  Capitania  da  Bahia,  durante  a  ausência  de  Pêro  Vicffas  Giraldes. 

Bahia,  1  de  março  de  1615.  (Anne.ra  ao  n.  128).  "  137 

Pkovisão  i)ela  qual  o  Governador  e  Capitão  geral  do  Estado  do  Brasil  D.  Lhíz  de 
Sousa  houve  por  bem  prover  Belchior  Rodrigues  na  serventia  do  officio  de 
Escrivão  da  Alfandega  da  Cidade  da  Bahia,  durante  o  impedimento  de  Diogo 
D  ar  a  eh  o. 

Bahia,' 27  de  setembro  de  1611).  (Anncxa  ao  n.  128).  138 

Phovis.vo  pela  qual  o  Governadoí'  do  Estado  do  Brasil  D.  Luiz  de  Sousa  houve  por 
bem  prover  Belchior  Rodrigues  na  serventia  dos  officios  de  Provedor  da 
Fazenda  e  da  Alfandega  da  Bahia,  no  impedimento  do  respectivo  proprie- 
tário Sebastião  Parvi  de  Brito. 

Bahia,  7  de  maio  de  1619.  (Annecca  ao  n.  128).  139 

Pi:ovis.\o  pela  qual  o  Governador  e  Capitão  geral  do  Estado  do  Brasil  Gaspar  de 
Sousa  encarregou  Belchior  Rodrigues  de  tomar  coutas  dos  rendimentos  do 
donatário  da  Ilha  de  Itamaracá,  que  estavam  sequestrados. 

Olinds,  22  de  setembro  de  1C14.  (Annexa  ao  n.  128).  140 

Attestado  do  Provedor  mór  da  Fazenda  do  Estado  do  Brasil  Pedro  de  Gouvêa 
de  Mello,  sobre  os  serviços  prestados  por  Belchior  Rodrigues. 

Bahia,  15  de  agosto  de  1621.  (Annexo  «o  n.  128).  141 

Provisão  pela  qual  o  Governador  e  Capitão  Geral  Gaspar  de  Sousa  encarr«gou 
o  Desembargador  dos  Aggravos  Antão  de  Mesquita  de  tirar  devassa  de  todos 
os  officiaes  de  justiça,  fazenda  e  alfandega,  tendo  como  secretario  o  estrivão 
da  Fazenda  Belchior  Rodrigues- 

Bahia,  22  de  abril  de  1615.  (Annexa  ao  n.  128).  142 

PiiovisÃo  pela  qual  o  Governador  do  Estado  do  Brasil  Gaspar  de  Sousa  nemeou 
Belchior  Rodrigues  escrivão  da  devassa  de  que  fora  encarregado  o  Ouvidor 
Manuel  Pinto  da  Rocha. 

Olinda,  16  de  novembro  do  1615.  (Anncra  ao  n.  128).  143 

Pkovi.são  pela  qual  o  Governador  Gaspar  de  Sousa  nomeou  o  Desembargador  Mnuuel 
Pinto  da  Rocha  para  tirar  a  devassa  de  residência  do  Capitão  mór  da  Ilha  de 
llaroaiacá  Payo  Coelho  de  Carvalho. 

Olinda,  20  de  novembro  de  1616.  (Annexa  ao  n.  128).  144 

Provisão  pela  qual  o  Governador  Gaspar  de  Sousa  nomeou  o  Desembargador  Ma- 
nuel Pinto  de  Sousa  para  tirar  a  devassa  dos  officiaes  de  justiça  da  Ilha  de 
Itam.aracá.  v 

Olinda,  20  de  novembro  de  1616.   (Anncra  ao  n.  128).  145 

,.6  3 


18 


Provisão  pela  qual  o  Governador  Gaspar  de  Sousa  nomeou  o  Desembargador  Ma- 
nuel Pinto  da  liorha  para  proceder  á  devassa  de  residência  do  Capitão  mór 
da   Parahyba  João   Rcbcllo   dr  Lima. 

Olinda,  20  de  agosto  de  1616.  (Annexa  ao  «•■  128).  146 

Provisão  pela  qual  o  Governador  Gaspar  de  Sousa  nomeou  o  Desembargador  Ma- 
jiuel  Pinto  da  Rocha  para  proceder  á  devassa  de  residência  do  Ouvidor  da 
Parahyba  Fiancisco  Madureira. 

Olinda,  20  de  agosto  de  1616.  fAnnexa  ao  n.  128).  147 

Provisão  pela  qual  o  Governador  D.  Luiz  de  Sousa  nomeou  Belchior  Rodrigues 
escrivão  da  devassa  de  resdcncia  do  Ouvidor  da  Capitania  de  Pernambuco 
Martim  Vaz  de  Moura. 

Olinda,  28  de  julho  do-  161S.   {Anncxa  ao  n.  128).  ,  148 

Provisão  pela  qual  o  Governador  D.  Luiz  de  Sousa  nomeou  o  Desembargador  dos 

Aggravos  Francisco  da  Fonseca  Leitão  para  proceder  á  devassa  de  residência 

do  Ouvidor  da  Capitania  de   Sergipe  d'Elrei  Atitonio  ã'Andraãe  Caminha. 

Bahia,  1.^  de  julho  de  1619.  (Annexa  ao  n.  128).  149 

Autos  da  justificação  testemunhal  dos  serviços  de  Belchior  Rodrigues. 

Olinda,  22  de  março  de  1622.  (Annexos  ao  n.  128).  150 

Attestados  (4)  do  Governador  do  Estado  do  Brasil  D-  Luiz  de  Sousa,  do  Gover- 
nador da  Capitan.a  do  Rio  de  Janeiro  Martim  de  Sá,  do  Prelado  da  cidade 
do  Rio  de  Janeiro  Matheus  da  Costa  Abovim,  do  reitor  do  CoUegio  dos 
Jesuítas  da  mesma  cidade  Padre  Francisco  Carneiro,  sobre  os  serviços  de 
Belchior  Rodrigues. 

V.  d.  (Amiexos  ao  n.  128).  151 — 15  4 

Axvar.v  de  folha  corrida  de  Belchior  Rodrigues. 

Rio  de  Janeiro,  16  de  março  de  1627.  (Anncxo  ao  n.  128).  155 

Requerimento  de  Luiz  Vaz  de  Rezende,  contratador  do  páo  Brasil,  no  qual  pede 

que  sejam  dadas  ordens  aos  Governadores  e  Provedores  das  Capitanias  do 

Brasil  pai  a  o  fazerem  carregar  em  todos  os  navios  que  viessem  para  o  Reino. 

(1636).  156 

Contracto  do  páo  Brasil,  que  o  Capitão  Luiz  Vaz  de  Rezende  fez  com  a  Fazenda 
de  S.  Magestade,  por  tempo  de  dez  annos,  que  começão  por  dia  de  São  João 
do  anno  de  1632,  e  dahi  em  diante. 

Em  Lisboa.  Por  Pedro  Craesbeeck.  1631.  (Iiiu).  Annexo  ao  ??.  156).     157 

Consultas    (2)    do  Conselho  da  Fazenda  sobre  o  apresto  do  soccorro  que  devia 
levar  para  o  Brasil  o  Governador  íialvador  Corrêa  de  Sá  e  Bcnaviães. 
Lisboa,  13  e  31  de  março  de  1637. 

Têm  annexos  os  respectivos  andamentos  c  as  relações  dos  mantimentos 
vc(< ssarins,  do  armamento,  munirdes,  ele. 

"Com  carta  de  V.  M.  de  i6  du' fevereiro  passado  do  prezenlc  anno  veyo  vcmelido  a 
este  Conselho  liuni  )nen.«jrial  de  Huliiudor  Corria  de  Sú  i-  BeiíaitiJcs,  no  qual  diz  que  V.  M.  lhe 
ha  ff-ito  mercê  do  C.ovcrno  do  U-o  de  Janeiro,  c  porque  o  es  ado  em  que  hoje  está  o  P.razil 
com  os  cnimigos  do  norte,  he  qual  se  sabe,  lhe  hera  neceísario  significar  a  V.  M.  como  aquella 
Capitania  c  Cidade  do   Kio  de  Ja.neiro  he  das  ir.uis  importantes  daquclle   estudo,   a  qual   está 


19 


imiy  falta  de  artilheiros,  pohiora,  c  munições,  condcstaueis  e  soldados,  todas  couzas  sem  as 
quaes  se  não  pódc  deffender  aquella  praça,  porquanto  ha  em  ella  5  fortalezas  e  muitos 
redduttos,  por  ser  muy  estendida  e  ter  necessidade  de  muita  pervenção;  e  para  que  elle  sup- 
plicante  possa  dar  de  sy  a  conta  que  sempre  derão  seu  Auô  e  Pay  que  muitos  annos  gouer- 
narão  aquella  praça,  pede  a  V.  M.  seja  seruido  mandar  passar  prouizão  para  que  nesta  cidade 
se  lhe  dem  300  soldados,  20  bombardeiros  e  condcstaueis,  i  dúzia  de  peças  de  artclharia,  a 
poluora  c  munições  que  puder  ser,  de  maneira  que  conj  os  soldados  que  hoje  estão  no  ditto 
Rio  de  janeiro  c  os  300  que  de  prczentc  pede,  facão  numero  de  600..." 

158—163 

Requkkimento  do  medico  Francisco  Marques  Coelho,  que  acompanhou  ao  Rio  de 

Janeiro  a  expedição  commandada  pelo   Sargento  mór  B.  António  Ortis  de 

Mendonça,  no  qual,  allegando  os  serviços  que  prestara,  pede  que  lhe  fosse 

passada  provisão  de  praça  de  medico  da  Armada  e  dado  o  respectivo  soldo. 

(1637).  164 

A'TTESTADOs   (3)   do  Capitão  mór  e  Governador  do  Rio  de  Janeiro  Rodrigo  de  Mi- 
randa Henriques,  do  Provedor  e  Juiz  da  Alfandega  Constantino  de  Almeida 
e  do  Sargento  mór  do  Terço  da  Armada  de  Portugal  D.  António  Ortiz  de 
Mendonça,  sobre  os  serviços  prestados  pelo  medico  Francisco  Marques  Coelho. 
Rio  de  .Janeiro,   V.   d.   1636.    (Annexos  ao  n.   164).  165—167 

Tkaslado  de  uma  petição  de  Francisco  Marques  Coelho,  do  despacho  do  Governador 
e  da  respectiva  informação  do  Provedor  da  Fazenda,  acerca  dos  seus  venci- 
mentos. 

(Annexo  ao  n.  164).  168 

Requerimento  de  Simão  Ferreira  Paes,  morador  no  Rio  de  Janeiro,  no  qual  pede  a 
propriedade  dos  officios  de  Provedor  dos  índios  e  da  fazenda  que  vagara  por 
fallecimento  de  Diogo  Dias  de  Aguiar. 

(1637).  Tem  anncxa  a  informação  do  ouvidor  Paulo  Pereira,  datada  de 
27  de  maio  de  1637. 

"]'or  hum  alvará  e  regimvnto  de  V.  M.  passado  em  26  dias  do  mes  de  julho  do  ano  de 
ano  atias  de  1595  sobre  á  liberdade  do  gentio  daquelle  estado  do  Brasil,  ordenou  \'.  M.  que 
1596  cm  declarasão  de  hua  ley  que  \".  IVf.  auia  passado  em  11  dias  do  mes  de  nouembro  do 
em  cada  pouoasão  ouvessc  hú  procurador  do  dito  gentio,  o  qual  fosse  eleito  pello  Gouernador 
geral  com  parecer  dos  religiosos  da  Companhia  de  Jesus,  o  qual  seruiria  o  dito  officio  por 
espaço  de  três  annos  e  que  tendo  satisfação  de  seu  servisso  o  pudesse  prouer  por  outro 
tanto    fmpo..."    (|)nc."    n."    171)). 

169—170 

CoNSuxTA  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  o  pagamento  de  so'dos  que  o  Capitão 
D.  Christovão  Villavicencio  vencera  na  guerra  do  Brasil. 

Lisboa,  4  de  março  de  1638-  171 

Consulta  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  a  conducção  dos  1000  homens  que  D.  Diogo 
Loho  ia  recrutar  nas  Ilhas  dos  Açores  para  os  levar  ao  Brasil. 

Lisboa,   28  de  abril  de  1638.  172 

Consulta  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  o  requerimento  em  que  o  Capitão  Hen- 
rique Telles  de  Mello  pedia  para  acompanhar  D.  Diogo  Loho  aos  Açores  para 
alli  o  auxiliar  no  recrutanuMito  da  tropa  do  Brasil. 

Lisboa,  10  de  maio  de  1638.  173 


20 


Coxsri.TA  (lo  Conselho  da  Fazenda  sobre  a  petição  que  fizera  Domingos  de  Aguiar 
para  levar  ao  Brasil  na  sua  não  8  artilheiros  inglezes. 

Lisboa,  17  de  maio  de  1638.  174 

Coxsri.TA  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  a  nomeação  dos  Capitães  de  mar  e  guerra 
para  os  Galeões  da  Armada  do  Brasil  e  dos  capitães  para  as  companhias  de 
infantaria  que  levava. 

Lisboa,  21  de  junho  de  163  8. 

Contéin  uma  longa  lista  de  officiaes  que  tinham  patentes  para  serem  pro- 
vidos em   eompa7iJtias  de  infantaria  para  o  Brasil.  175 

CoxawLTA  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  uma  petição  dos  mestres,  pilotos,  contra- 
mestres e  mais  officiaes  da  armada  que  partia  para  o  Brasil,  em  que  soli- 
citam provisões  para  occuparem,  no  seu  regresso,  os  mesmos  postos  em 
que  iam  a  bordo  das  náos  da  índia. 

Lisboa,  31  de  agosto  de  1638.  176 

Consulta  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  o  adeantamento  de  soldos  do  Capitão  Pedro 
de  Lemos  Cabral  que  ia  aos  Açores  levantar  uma  companhia  para  com  ella 
servir  no  Brasil  no  terço  de  D.  Diogo  Lobo. 

Lisboa,  2  de  outubro  de  1638.  177 

Requerimento  de  António  de  ..\ndrade,  residente  no  Rio  de  Janeiro,  escrivão  pro- 
prietário das  sesmarias  na  mesma  cidade,  no  qual  pede  autorisação  para 
passar  a  serventia  desse  cargo  a  um  dos  seus  fi'hos.  (1638). 

Tem  annexa  a  informação  do  desembargador  Paulo  Pereira  Pacheco. 

178—179 

Consulta  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  o  assentamento  de  praça  do  alferes  Pedro 
Ledesma  e  do  Sargento  Clemente  Morales,  na  companhia  do  Capitão  D.  José 
de  Villanueva,  que  ia  servir  no  Brasil  3  annos. 

Lisboa,  10  de  janeiro  de  1639.  180 

Consulta  do  Conselho  da  Fazenda  sobro  a  petição  do  Mestre  Sebastião  Lopes  de 
Hequrira.  em  que  solicitava  autorisação  para  contrastar  tripulantes  estran- 
geiros para  o  seu  navio  Santo  António,  om  que  ]»ri'tendia  levar  mercadorias 
para  o  Brasil. 

Lisboa,  13  de  janoiío  de  1639.  181 

CoNSiELTA  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  o  requerimento  do  Sargento  mór  Paulo  de 
Parada,  em  que  pedia  para  se  pagarem,  em  Lisboa,  a  sua  mãe  20  escudos 
cada  mcz,  durante  a  sua  ausência,  por  conta  dos  soldos  qie  vencesse  em- 
quanto  estivesse  na  guerra  do  Brasil. 

Lisboa,  16  da  março  de  1639.  182 

CoNRi'LTA  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  a  petição  do  mestre  Frandseo  Vaz  Lobato. 
em  que  solicitava  licença  para  levar  dez  artilheiros  no  seu  navio  Xossa  Se- 
nhora do  Monte  do  Carmo,  em  que  ia  partir  para  o  Brasil. 

Lisboa,   15?  de  alir  1   de   163'J.  183 


21 


CoxsTTLTA  do  Coiiselho  da  Fazenda  sobre  a  remessa  de  sal  que  se  deveria  mandai 
para  o  Brasil  a  bordo  dos  navios  da  armada. 

I^isboa,  n  de  maio  de  1639.  184 

CoNsxrí.TA  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  o  requerimento  de  Paulo  dr  Távora,  que 
servira  na  guerra  do  Brasil  e  nella  perdera  um  braço,  em  que  pede  um 
subsidio  para  se  sustentar,  por  estar  muito  pobre. 

Lisboa,  20  de  junho  de  1639.  185 

Coxstí.TA  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  a  pefção  de  Marçal  da  Costa,  cirurgião 
mór  do  Terço  de  Portugal  no  Estado  do  Brasil,  cm  que  requer  o  pagamento  de 
soldos  em  atrazo. 

Lisboa,  1  de  junho  de  1639.  186 

Consulta  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  a  petição  do  padre  Pêro  de  Moura,  da 
Companhia  de  Jesus,  na  qual  solicitava  que  lhe  fosse  dado  o  subsidio  qae  era 
costume  dar-se  aos  Religiosos  que  iam  para  o  Brasi,!,  paia  si  e  para  2  com- 
panheiros. 

Lisboa,  22  da  agosto  de  1639.  .  187 

Cox«L'LTA  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  o  requerimento  de  Throdosio  de  Oliveira 
Leite,  em  que  pedia  para  ser  provido  no  posto  de  capitão  de  mar  e  guerra  de 
um  dos  galeêes  da  armada  que  partia  para  o  Brasil. 

Lisboa,  3  de  setembro  de  1639.  188 

Consulta  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  o  requerimento  de  D.  Joanna  de  Suniga, 
mulher  do  capitão  D.  Dionísio  de  Castro,  que  estava  servindo  na  guerra  do 
Brasil,  em  que  ped  a  para  ser  soccorrido  com  parte  do  soldo  que  seu  marido 
vencia. 

Lisboa,  22  de  outubro  de  1639.  189 

RKQxrERniE.NTo  de  D.  Lourenço  de  Mendonça,  Bispo  eleito  do  Rio  de  .Janeiro,  em 
que  pede  ajudas  de  custo  e  alguns  rendimentos  para  prover  as  necessidades 
do  Bispado. 

(1639).  1Í>0 

REQUFmiKXTO  do  Salvador  Corrêa  de  Sá  e  B.-navides,  Capitão  mór  e  Governador  do 
Rio  de  Janeiro,  no  qual  pede  autorização  jtara  um  navio  transportar  da  Bahia 
paia  o  Rio  de  Janeiro  ura  carregamento  de  sal,  de  que  havia  grande  neces- 
sidade naquella  praça. 

(1640).  191 

Carta  regia  dirigida  ao  Governador  do  Rio  de  Janeiro  Salvador  Corrêa  de  Sá. 
acerca  do  abastecimento  de  mantimentos  necessários  para  a  Infantaria  que  ia 
de  soccorro  ao  Brasil. 

Lisboa,  8  de  abril  de  163  9.  Copia.  (Annexa  ao  n.  191).  192 

CoxsuT.TAS  (2)  do  Conselho  da  Fazenda,  relativas  ao  assumpto  a  que  se  refere  a 
petição  antecedente  de  Salvador  Corrêa  de  Sá. 

Lisboa,  30  de  marco  de  1638  e  10  de  março  de  1640.  fA)uic.ras  ao  n.  191). 

193—194 


Coxsri-TA  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  o  requerimento  do  Mestre  de  Campo  João 
Mendes  de  Tasconccllos,  em  que  pedia  o  pagamento  da  ajuda  de  custo  que  se 
lhe  mandara  abonar  para  ir  ao  Brasil. 

Lisboa,  21  de  março  do  1640.  195 

Consulta  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  o  requerimento  de  Manuel  Rodrigues,  mes- 
tre e  piloto  da  náu  Xossa  Senhora  dos  Remedias,  em  que  pede  licença  para 
levar  ao  Rio  de  Janeiro,  na  sua  tripulação,  4  marinheiros  inglezes. 
Lisboa,  16  de  maio  de  1640.  106 

Consulta  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  a  petição  de  Balthazar  Leão,  em  que  soli- 
citava o  pagamento  de  soldos  que  vencera  nas  guerras  do  Brasil. 

Lisboa,  12  de  junho  de  16  40.  197 

Consulta  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  o  requerimento  de  D.  João  de  Tovar  em  que 
pedia  o  pagamento  de  soldos  vencidos  na  guerra  do  Brasil. 
Lisboa,  19  de  julho  de  1640. 
Tem    annexo   o   respectivo   requerimento.  198 — 199 

Consulta  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  a  petição  do  Mestre  de  Campo  D.  Chris- 
tovão  Mexia  Bocanegra,  em  que  solicitava  o  pagamento  de  soldos  que  vencera 
durante  o  tempo  em  que  servira  no  Estado  do  Brasil. 
Lisboa,  23  de  dezembro  de  1639. 
Tem  annexa  a  referida  petição-  200 — 201 

Consulta  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  o  requerimento  do  medico  do  Rio  de  Ja- 
neiro Francisco  Marques  Coelho,  em  que  pede  que  se  lhe  passe  nova  provisão 
do  officio  de  medico  do  Prezidio  da  mesma  cidade,  com  o  soldo  de  que  se 
lhe  fizera  mercê. 

Tem  annexa  o  referido  requerimento.  202 — 203 

Lnformac  Ão  do  Governador  Salvador  Corrêa  de  Sá  e  Benavides,  relativa  aos  ren- 
dimentos e  despezas  da  Praça  do  Rio  de  Janeiro,  rcportando-sa  ás  seguintes 
certidões. 

Rio  de  Janeiro,  28  de  março  de  1641. 

Celtidão  passada  por  Filipiie  de  Campos,  Escrivão  da  Fazeiída  Real  no  Rio  de  Ja- 
neiro, sobre  os  rendimentos  e  despezas  da  mesma  cidade. 

Rio  de  Janeiro,  29  de  dezembro  do  1640.  (Anne.ra  ao  n.  204). 

"Certifico  e  dou  minha  fce  que  pellos  liuros  da  dita  fazenda  que  estão  cm  meu  poder 
consta  auerem-se  rematado  os  dízimos  desta  cidade  a  António  Dias  Garcia  por  tempo  de  3 
annos  que  comesão  em  o  1"  de  agosto  do  anno  de  639  e  acabão  no  dito  dia  do  anno  de  642  em 
100:000  cruzados,  a  rr.';tade  em  dinheiro  e  a  outra  ametade  em  fazendas.  E  outrosi  ser- 
tifico  que  tem  S.  M.  de  gasto  todos  os  annos  nesta  dita  cidade  com  ordenados,  Prezidio  e  forta- 
lezas delia  e  ordinárias  21  :328$840  rs.,  a  saber  que  se  pagão  na  ordinária  ao  Conuento  de 
S.  Bento  9o$ooo  rs.,  ao  de  S.  Francisco  90$ooo  rs.,  ao  Colégio  dos  padres  da  Companhia 
I  :ooo$ooo  rs.,  ao  capitão  niór  e  Gouernador  de  seu  ordenado  2oo$ooo  rs.,  do  ordenado  do 
alcaide  mór  ao  dito  20$ooo  rs.,  no  ordenado  de  sargento  mór  3io$ooo  rs.,  no  ordenado  de 
Ouvidor  geral  20o$ooo  rs.,  e  no  de  prouedor  da  Fazenda  70$ooo  rs.,  e  no  de  porteiro 
dalfandega  (i%2()o  rs.,  e  no  de  escriuão  dalfandega  e  almoxarifado  3o$ooo  rs.,  e  no  de 
escriuão  <la  Fazenda  i7$ooo  rs.,  e  no  de  almoxarife  .<;o$ooo  rs.,  no  ordenado  do  Padre 
administrador    3oo$ooo    rs,,    no    ordenado    de    vigário    da    Matriz    73$320    rs.,    no    de    coadjutor 


28 


25$ooo  rs.,  pcra  a  fabrica  da  dita  Igreja  5$ooo  rs. ;  no  ordenado  de  vigário  Candelária 
73$320  rs.,  no  de  coadjutor  25$ooo  rs.,  no  ordenado  de  7  cappitaens  de  Infantaria 
I  :oo8$ooo  rs.,  a  rezão  de  i44$ooo  rs.,  cada  hum,  e  no  ordenado  de  7  pagens  de  gineta 
dos  ditos  cappitaens  a  iO$ooo  rs.,  cada  hum,  ii2$ooo  rs.,  e  no  de  7  alferes  a  72^000 
cada  hum  so4$ooo  rs.,  e  no  de  7  cnbandeirados  a  ij$ooo  cada  hum  84$ooo  rs.,  e  no  de 
14  alambores  a  28$8oo  rs.  cada  hum  40i$8oo  rs.  e  no  de  7  sargentos  a  38$400  r'-. 
cada  hum  268$8oo  rs.  c  no  de  7  pifanos  a  28$8oo  rs.  cada  hum  201  $600  rs.,  e  no  de 
32  calios  de  escoadra  asi  do  Prezidio  como  das  fortalezas  Santa  Crus  e  São  João  a  36$6oo 
rs.  cada  hum  i  :o75$-'oo  rs.,  e  no  ordenado  de  cappitão  da  fortaleza  Sania  Crus  que  S.  M.  foi 
seruidn  mandar  acresentar  a  rezão  dos  mais  cappitaens  de  Infantaria  i44$ooo  rs.,  e  no  de 
alferes  da  dita  fortaleza  8o$ooo  rs.,  e  no  de  sargento  38$4oo  rs.,  e  no  de  capelão  28$8oo  rs. 
e  no  de  3  condestaucis  a  40$ooo  rs.  cada  hum  i_'o$ooo  rs.,  a  i  artilheiro  28$ooo  rs.  e  a 
I  atambor  jS$8oo  rs.  e  no  du  cappitão  da  fortaleza  S.  João  40$ooo  rs.  e  no  d ;  capelão  da 
dita  fortaleza  jSÇSoo  rs.  o  no  de  alferes  j8$8oo  is.,  c  no  de  saigcn.o  38$4oo  r:-.,  i.-  iif)  <k- 
i  condestauel  4o$ooo  rs.  e  no  de  3  artilheiros  86$4oo  rs.  e  no  de  capitão  da  fortaleza  Mar- 
garita  i44$<;oo  rs.,  e  no  de  a'ftres  3.'.Sooo  rs.  e  no  de  sargento  38$40o  rs.  e  no  de  _•  cabos 
de  escoadra  da  dita  fortaleza  7j$20o  rs.  e  a  458  soldados,  asi  do  presidio  como  das  fortalezas 
a  jS$8oo  rs.  cada  hum  i3:i9o$4oo  rs.,  c  no  de  i  tenente  da  Fortaleza  S.  João  28$8oo  e  no 
de  10  soldados  que  asistem  en  o  cabo  frio  em  que  entra  o  Capitão  345$6oo  rs.  e  no  de  capelão 
n>br  28$8oo  rs.,  a  2  ajudantes  que  vensem  praça  de  alferes  reformados  I44$ooo  rs.,  a  hum 
surgião  mòr  e  barbeiro  57$6oo  rs.,  a  i  condestauel  mór  5o$ooo  rs.,  a  5  artilheiros  i44$ooo  rs., 
a  I  cond:síauel  40$ooo  rs.  o  que  tudo  faz  a  dia  soma  de  2i:328$840  rs.,  como  tudo  consta 
dos  liuros  da  matricula  c  fazenda  que  estão  cm  meu  poder  de  donde  liquidei  esli  conta..." 

205 

Certidão  da  guarnição  do  Presidio  da  Praça  do  Rio  de  Janeiro,  passadn  pelo  Es- 
criA'ão  da  Fazenda  Filippe  de  Campos. 

Rio  de  Janeiro,  4  de  janeiro  de  1640.  (Annexa  ao  n.  204).  206 

CoxsuLTA  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  o  requerimento  de  D.  Sebastião  de  Vos- 
concellos,  Mestre  de  Campo  do  Terço  da  Armada,  em  que  pede  o  pagamento 
de  soldos  que  vencera  durante  o  tempo  em  que  servira  no  posto  de  Capitão  de 
mar  e  guerra  da  jornada  do  Brasil. 

Lisboa,  16  de  julho  de  1641.  207 

Cakta  de  Pedro  de  Souza  Pereira  para  Bartholomeu  de  Araújo,  cm  que  lhe  offerece 
os  seus  serviços  e  se  refere  á  confirmação  das  suas  patentes  e  á  offerta  de 
uma  preta  da  Guiné. 

Rio  de  Janeiro,  20  de  julho  de  1641.  208 

Co.x.siM.TA  do  Conselho  da  Fazenda  sobie  o  pagamento  dos  soldos  que  se  deviam 
r.o  Captão  e  Sargento  mór  do  Estado  do  Brasil  D.  Sancho  Manuel. 

Lisboa,  3  de  outubro  de  1641.  209 

Consulta  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  o  ))agamento  dos  soldos  que  o  capitão  de 
infantaria  Luiz  da  Silva  Telles  vencera  na  guerra  do  Brasil. 

Lisboa,  11  de  dezembro  de  1641.  210 

Rkquerimento  do  Governador  do  Rio  de  Janeiro  Salvador  Corrêa  de  Sá,  no  qual 
pedia  mais  duas  vias  das  provisões,  pelas  quaes  se  lhe  fizera  mercê  da  admi- 
nistração das  minas  d?  S.  Paulo,  dos  poderes  concf^didos  a  seus  antecessores 
e  do  soldo  de  mestre  de  campo.    (1641).  -^^ 

f.vnTA  regia  pela  qua"  se  fez  mercê  a  Salvador  Conca  de  Sá  e  Benavídcs  da  ad- 
ministração das  minas  de  S.  Paulo.  ^ 
Lisboa,  15  de  novembro  de  1639.  (AntieJ-a  ao  n.  211).                      2U 


24 


Carta  regia  pela  Qual  se  fez  mercê  a  Salvador  Corrêa  de  Sá  c  Bcnavidcs  de  usar 
dos  poderes  concedidos  acs  seus  antecessores  D.  Franisco  de  Souza  e  An  onio 
Salc7na. 

Lisboa,  22  de  março  de  1640.  (Anneã-a  ao  ini.  211).  213 

Carta  regia  pela  qual  se  foz  mercê  a  Snlvador  Corrêa  de  Sêi  e  Be)iavides  do  soldo 
de  mestre  de  campo. 

Lisboa,  25  de  março  de  1640.  (Aiincra  ao  n.  211).  214 

Ckktidao  passada  pelos  officiaes  da  Fazenda  e  Alfandega  do  Rio  de  Janeiro,  sobre 
o  preço  dos  fretes  dos  mantimentos  que  o  Governador  Salvador  Corroa  de  Sá 
enviou  d 'esta  i  idade  para  a  da  Balíia. 

R  o  de  Janeiro,  15  de  maio  de  1G42.  215 

Catta  liO  Governador  Sa'vador  Corrêa  de  Sá  e  Benavides,  diiigida  ao  Rei,  na  qual  se 
refere,  aos  processos  judiciaes,  á  partida,  em  1  do  maio,  da  frota  a  cargo  de 
D.  Aníonio  Ortiz  de  Mendonra.  a  seu  tio  Duarte  Corrêa  e  a  seu  pae  Mar- 
im de  Sá. 

Rio  de  Janeiro,  30  de  maio  de  1642.  216 

Avro  que  mando.i  fazer  o  Provedor  da  Fazenda  do  Rio  de  Janeiro,  o  Capitão  Pedro 
de  Scuza  Pereira,  para  por  slle  perguntar  testemunhas  sobre  o  inventario  dos 
bens  de  Affonso  Pereira,  fiador  do  almoxarife  Gregório  de  Barros,  ambos 
fallecidos. 

Rio  de  Janeiro,  11  de  abril  de  1642. 

Traslado,  em  que  se  contêm  vários  documentos  relativos  ao  mesmo 
assumpto.  217 

Certidão  passada  pelo  Escrivão  da  Fazenda  Filippe  de  Campos,  sobre  a  execução  de 
uma  carta  regia  acerca  do  subsidio  dos  vinhos,  imposto  na  cidade  do  Rio 
de  Janero,  e  o  que  se  passara  no  Senado  da  Camará  a  tal  respeito. 

Rio  de  Janeiro,  22  de  abril  de  1642.  218 

Certidão  passada  pelos  officiaes  da  Fazenda  e  Alfandega  do  Rio  de  Janeiro, 
sobre  a  remessa  de  mantimentos  para  a  Bahia  e  o  fretamento  do  navio  que 
os  devia  transportar. 

Rio  de  Janeiro,  14  de  março  de  1641.  (Traslado). 

Este  documento  referese  á  entrada  dos  Hollandezes  na  Capitania  do 
Espirito  Santo  c  á  sua  retirada  com  grandes  perdas.  219 

Cectidão  passada  pelo  Escrivão  da  Fazenda  Filippe  de  Campos,  acerca  das  duvidas 
que  o  Provedor  da  Fazenda  oppoz?ra  ao  pagamento  dos  sjldos  das  praças 
de  duas  novas  comiianhias  de  Infantaria  dos  capitães  Fraíiciseo  Brito 
Jtibiiro  e    Estevão  Pereira  Bacellar. 

Rio  de  Janeiro,  13  de  maio  de  1642.  220 

Ckrtti)\o  pas.sada  pelo  mesmo  Escrivão  da  Fazenda  acerca  das  contas  do  Almo- 
xarife Grerjorio  dr  Barros. 

JUo  de  Janeiro,  27  de  maio  de  1642.  221 


23 


Consulta  do  Conselho  da  Fazenda  acerca  do  requerimento  do  licenciado  Damião  de 
Aí^uiar,  nomeado  Ouvidor  Geral  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  pede  ajuda  de 
custo  para  poder  embarcar. 

Lisboa,  1  de  julho  de  1642.  222 

Carta  do  Governador  Salvador  Corrêa  de  Sá,  para  o  Rei,  na  qual  se  refere  á  partida 
da  frota  a  cargo  do  Capitão  Diogo  Martins  Madeira,  á.  tomada  de  Angola,  á 
falta  de  armamento  e  munições  para  a  defeza  da  Praça  do  Rio  de  Janeiro, 
ao  soccorro  que  enviara  para  a  Bahia,  etc. 

Rio  de  Janeiro,   30  de  maio  de  1642.  223 

Cauta  do  Governador  Salvador  Corrêa  de  Sá  o  Benavldes,  dirigida  ao  Rei,  acerca 
da  imposi(;ão  dus  vinhoa. 

R:o  de  Janeiro,  31  de  maio  de  1642. 

Tcvi  anncxa  uma  informação  do  Procurador  da  Fazenda,  sobre  o  mesmo 
assumpto,  datada  de  Lisboa,  28  de  setembro  de  1642.  224 — 225 

Coxsrr.TA  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  as  representações  do  procurador  da  cidade 
do  Rio  de  Janeiro  João  Castilho  Pinto  e  do  Capitão  Diorjo  Martins  Madeira, 
relatvas  á  cunhagem  de  moeda  nas  Capitanias  do  Brasil. 
Lisboa,  3  de  outubro  de  1642. 

Tem  annexa  uma  portaria,  na  qual  se  ordena  aos  officiaes  da  Casa  da 
Moeda  as  informem  com  o  seu  parecer.  226 — 227 

Consulta  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  o  requerimento  do  Sargento  mór  Diogo 
Gomes  de  Figueiredo,  em  que  pede  o  pagamento  de  soldos,  vencidos  no 
Brasil. 

Lsboa,  7  de  novembro  de  1642.  228 

Requeiíimknto  do  Provedor  da  Fazenda  do  Rio  de  Janeiro  Domingos  Corrêa,  no 
qual  pede  para  ser  reintegrado  no  seu  logar,  de  que  fora  suspenso  pelo 
Capitão  mór  Salvador  Corrêa  de  Sá. 

Tem   annexas   uma   certidão   do   Escrivão   da   Fazenda   e   a   informação 
do  procurador  da  Fazenda.  229 — 231 

Requicruiento  de  Duarte  Corrêa  Vasqucanes,  no  qual  pede  que  se  lhe  registem  noa 
livros  da  Provedoria  da  Fazenda  da  o'dade  do  Rio  de  Janeiro  uma  patente 
e  uma  provisão  regia,  relativas  á  sua  nomeação  de  Capitão  mór  e  Governador 
da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  em  vista  da  opposição  que  o  Governador 
Salvador  Corrêa  de  Sá  e  Benavides,  o  Senado  da  Camará  e  os  officiaes  da 
milicia,  da  mesma  cidade,  levantaram  contra  o  cumprimento  da  referida 
provisão,  allegando  que  os  Governadores  do  Estado  do  Brasil  não  tinham 
competência  para  levantar  a  homenagem  a  Salvadur  Corrêa  de  Sá. 

(1642  —  Traslado).  232 

Requerimento  do  Governador  Salvador  Corrêa  de  Sá  c  Benavides,  no  qual  se  oppõe 
ao  registo  pedido  por  Duarte  Corrêa  Tasqueanes,  com  o  fundamento  de  em- 
bargar o  cumprimento  da  sua  patente  de  nomeação. 

(Traslado.  1642.  Annexo  ao  n.  232).  ^33 


26 


Carta  patente  pela  qual  os  Governadores  do  Estado   do   Brasil,  com  poderes  de 
Vice-Rei  e  Capitão  General,  houveram  por  bem  nomear  Duarte  Corrêa  Vos- 
giteaties  Capitão  mór  e  Governador  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro. 
Bahia,  5  de  novembro  de  1641.  (Traslado.  Anncjco  ao  n.  232). 

"Fazemos  saher  qiit-  tratando  nós  em  comprinicnlo  das  ordens  de  S.  M.  e  da  nossa 
obrigação  de  acudir  ás  partes  d'este  Estado  especialmente  ao  Rio  de  Janeiro  com  o  que  fosse 
necessário  de  boas  ordens  para  segurança  da  d  ta  i)raça  i)tilas  noticias  que  liuemos  depois 
de  bem  conciderado  o  negocio  pareceo  que  deuiamos  de  mandar  que  Saluador  Corrêa  de  Saa 
c  bcnauidcs  aparecesse  pessoalmente  logo  nesta  cidade  onde  fazemos  a  Junta  do  gouerno  e 
assistisse  aqui  até  S.  M.  ou  nós  mandaruws  o  contrario  e  que  entretanto  seruisse  de  Cappitão 
e  gouernador  do  Rio  de  Janeiro  e  sua  Cappitania  Duarte  Corrêa  Vasqíiiaiics,  morador  na 
dita  cidade  asim  como  seruia  o  dito  Saluador  Corrêa  de  Saa,  seu  sobrinho,  de  que  desde  logo 
lhe  damos  a  jjosse  e  o  auenios  por  metido  delia  e  por  dada  a  omenagem  da  di;a  Cappitania 
e  cidade  e  sem  justo  dala  no  mesmo  ijonto  de  qualquer  modo  e  maneira  que  uzar  desta 
prouizão,  e  desde  aquella  hora  aucmos  por  leuantada  a  omjnagem  daquella  cidade  e  cappitania 
ao  dito  Saluador  Corrêa  para  ef feito  de  vir  aqui  em  comprimento  desta  nossa   prouizão..." 

234 


Auto  em  que  os  Juizes  ordinários,  vereadores  da  Camará  e  officiaes  das  Milicias 
do  Rio  de  Janeiro,  expõem  os  motivos  por  que  não  acceitam  a  nomeação  do 
novo  Governador  Dtiarte  Corrêa  Vasqueancs,  feita  pelos  Governadores  do 
Estado  do  Brasil. 

Rio  de  Janeiro,  1642.  (Traslado.  Annexo  ao  n.  232).  235 

Procuração  em  que  Salvador  Corrêa  de  Sá  e  Benavides  constitue  seu  bastante 
procurador  o  licenciado  Jorge  Fernandes  da  Fonseca,  para  o  representar 
especialmente  na  causa  que  lhe  movia  seu  t'o  Duarte  Corrêa  Vusqueanes 
sobre  o  Governo  da  Capitania. 

Rio  de  Janeiro,  15  de  janeiro  de  1642.  (Annexa  ao  n.  232).  236 

Requeri MK.NTos  (3)  de  Duarte  Corrêa  de  Vasqueanes  e  Salvador  Corrêa  de  Sá  e 
Benavides,  sobre  a  questão  a  que  se  referem  os  documentos  antecedentes. 

(Annexos  ao  n.  232). 

Conotem  diversos  despachos  do  Provedor  da  Fazenda  e  o  ultimo  a  res- 
posta de  Duarte  Corrêa.  237—239 

Allkgaç.Io  de  embargos  que  Salvador  Corrêa  de  Sá  e  Benavides  oppoz  á  provisão 
e  patente  pelas  quaes  os  Governadores  do  Estado  do  Brasil  pretenderam 
conferir  a  sou  tio  Duarte  Corrêa  Vasqueancs  o  Governo  da  Capitania  do 
Rio  de  Janeiro. 

(Annexa  ao  n.  232).  240 

AiTo  da  inquiric;ão  de  testemunhas  a  que  mandou  i)roc('(lcr  o  provedor-  da  Fazenda 
do  Rio  de  Janeiro,  sobre  os  incidentes  occorridos  com  a  posse  que  Duarte 
Corrêa  Vasqucanc.s  p^retendera  tomar  do  Governo  da  Capitania. 

Rio  de  Janeiro,  21  de  janeiro  de  1642.  (Annexo  ao  n.  232).  241 

Requeri MKNTo  do  Capitão  francez  Malheus  de  Lahayalião.  em  que  pede  licença 
para  levar  dois  navios  ao  porto  do  Rio  de  Janeiro.  242 


2Í 


Consulta  do  Conselho  de  Guerra  sobre  os  justos  rece"os  de  que  os  Ilollandezes 
tentassem  a  occupação  da  Bahia,  o  que  os  tornaria  senhores  de  todo  o  Brasil 
e  a  urgente  necessidade  de  tomar  as  devidas  providencias  para  os  repellir 
no  seu  ataque  áqidla  praça. 

Évora,  17  de  outubro  de  1G43. 

"O  Capilão  nicifio  de  los  Rcys  disse  a  Jorf/c  de  Mello,  que  tendo  os  Olandezcs  tirado 
a  mascara,  e  entendido  a  pouca  peruenção  e  deffensa  que  ha  na  cidade  da  Bahia  trazendo 
aquella  praça  tanto  diante  dos  olhos,  se  pode  recear  que  procurem  gozar  da  occazião  e  se 
conseguissem  render  e  tomar  aquella  praça  (o  (luc  IXus  não  permitia)  ficarião  de  todo 
senhores  do  Estado  do  Brazil,  e  considerando  o  Conselho  quanto  importa  preuenir  estes 
futuros  contingentes  e  atolhar  aos  damnos  que  podem  sobreuir,  pareceo  lembrar  a  V.  M.  que 
deuc  ser  seruido  mandar  que  com  tod;i  a  mayor  breuidadc  possiuel  se  enuie  soccorro  de  gente 
e  munições  ao  Gouernador  do  Brazil,  escreuendo-lhe  c  ordenando-Ihe  logo  que  esteja  com 
todo  o  cuidado  e  lenha  as  cousas  preuenidas  de  modo  que  se  este  énémigo  commetter  aquella 
praça  seja  rechaçado... 

E  porque  nas  Ilhas  ha  muita  gente  por  causa  de  não  hauer  agora  a  saca  delia  que  de 
antes  hauia  para  Angola,  Maranhão  e  Pernambuco,  deue  V.  M.  também  ser  s-ruido  mandar 
escreuer  e  ordenar  aos  Gouernadorcs  das  Ilhas  dos  Açores,  Madeira  c  São  Miguel  que  cm 
todos  os  nauios  que  dos  portos  delias  Sahirem  para  a  Bahia  embarquem  atté  500  infantes, 
300  das  Ilhas  dos  Açores,  100  da  Madeira  e  outros  100  de  S.  Miguel,  remettidos  ao  Gouer- 
nador do  BrazM  fazendo  a  leua  desta  gente  do  dinheiro  mais  prompto  que  ouuer  de  V.  M.  en 
cada  huma  destas  Ilhas,  dando-se  de  leua  e  paga  a  cada  soldado  2.000  rs.,  e  embarcando 
em  cada  nauio  o  numero  de  soldados  que  puder  hir  nelle,  com  os  mantimentos  necessários 
a    respvito    da    gente    que    leuar. 

E  também  lembra  o  Conselho  a  V.  M.  que  com  a  mesma  breuidade  se  deue  acudir 
a  Angola,  porque  sem  Angola  não  se  pôde  sustentar  o  Brasil  e  menos  Portugal  sem  aquelle 
Estado,  e  que  Saiuador  Corrêa  que  de  prezente  se  acha  nesta  Corte,  que  tem  grande  expe- 
riência e  conhecimento  das  cousas  de  huma  ,e  outra  parte  se  deue  ordenar  apponte  particular- 
mente em  hum»  papel  os  meios  que  se  lhe  offerecem  para  remediar  os  danos  presentes 
c  futuros,  e  os  que  poderá  hauer  para  se  ter  comnuinicação  e  correspondência  do  Kio  de 
Janeiro  com  os  índios,  de  modo  que  possa  entrar  por  aly  alguma  prata  neste  Reyno,  e  o 
papel  que  fizer  Saiuador  Corrêa  se  deue  remetter  ao  Conselho  da  índia  que  V.  M.  agora 
mandou    erigir.  .  .  " 

243 

CoNST^r/FA  do  Conselho  de  Guerra  sobre  os  alvitres  apresentados  por  Salvador  Corrêa 

de  Sá  para  aí.udir  a  Angola,  para  remediar  os  damnos  causados  pelos  Hollan- 

dezes  e  para  conseguir  o  estabelecimento  do  commorcio  com  Buenos  Aires. 

Évora,  24  de  outubro  de  1013.  214 


lNFORMAr,\o  de  Salvador  Corrêa  de  Sá  e  Benavides  acerca  do  modo  como  se  poderia 
abrir  o  commercio  com  Buenos  Aires. 
Évora,  21  de  outubro  de  1G4.3. 

"Pergunta-se-me  por  ordem  de  \'.  Magestade  o  modo  como  se  poderá  abrir  comercio 
com  Buenos  Ayres;  e  no  estado  prezente  o  acho  dificultozo  pelfa  falta  de  negros  com  a 
perda  de  Angola,  porque  esta  era  a  mercadoria  que  os  castelhanos  mais  necessitão  e  que 
vinhão  a  buscar  aquelle  porto,  porém  vencida  esta  dificuldade  se  pode  do  Rio  de  Janeiro 
e  de  S.  Vicente  em  nauios  merchanles  e  que  demandem  pouca  agoa,  embarcar  500  até  600 
homens  com  os  índios  que  possa  ser,  para  cujo  efeito  será  de  muito  que  V.  M.  mande 
prometer  mercês  de  habito  e  foros  a  quem  leuar  tanta  gente  (que  conforme  a  ella  será  a 
mercê)    ou   embarcação   huma   ou   outra  cousa  á   sua  custa. 

Kstes  nauios  hão  de  leuar  a  2  chalupas  e  tanto  que  tomarem  terra  que  poderá  ser  a 
mesma  cidade  que  está  no  Porto,  que  por  não  ter  defensa  será  fácil,  se  tratará  de  fazer 
huma  fortaleza  na  chacarilha  de  D.  Caterina,  sitio  assi  chamado  e  de  donde  se  senhorea  a 
cidade  e  o  Riachuelo  que  he  a  parag?m  donde  estão  os  nauios;  isto  se  hade  obrar  sem  dar 
moléstia    aos    moradores,    nem.  tão    pouco    consentir    que    se    mudem    dali    com    su.is    famibas, 


28 


iiMS  SC  quizcreni  ir  comerciar,  dar-lhc  lugar  para  o  fazer,  manifestando-14ies  que  só  se  trata  da 
scguianca    dos   nossos   nauios,   quando   alli   vão. 

Em  hum  forte  que  ha  na  cidade  estão  algumas  peças  que  são  de  mas  efeito  no  (pie 
SC  hade  fazer  de  nouo,  e  na  Bahia  c  na  Terceira  ha  muitas  que  sem  fazer  falta  se  podem 
leuar  para  elle,  como  também  mandará  V.  M.  leuar  do  Rio  de  Janeiro  muito  tijolo  jior 
lastre  dos  nauios,  e  de  S.  Vicente  muita  cal  que  ha  barata  para  que  se  obre  a  dita  fortaleza 
logo,  que  são  géneros  de  que  naquelle  Porto  não  ha  nada.  Tamb'-'m  será  de  efeito  mandar 
V.  M.  licença  aos  moradores  de  São  Paulo  para  que  pcllo  sertão  vão  sobre  o  Faraguay, 
porque  he  a  parte  de  donde  pode  decer  pello  rio  abai.xo  mais  soccorro  aos  moradores  de 
Buenos  Ayres,  e  diuerlidos  em  seu  próprio  lugar,  o  não  terão  de  socorrer  a  oulro:  suposto 
que  se  esta  gente  fõr  por  este  caminho  had;  tratar  de  trazer  os  indios  que  estão  nas  aldêas, 
que  a  ser  com  diferente  titulo  do  que  costumão  não  fora  de  tanto  prcjuizo  como  o  com 
que  os  trazem,  vendera  e  comprão.  Este  ponto  não  he  da  minha  profissão,  mas  aponto  a 
conucniencia  e  a  deficuldade,  e  vencida  não  se  deue  escolher  pessoa  se  não  que  o  mesmo 
Pouo  de  São  Paulo  faça  eleição  da  que  lhe  parecer  para  ir  por  seu  capitão  mór  porque  do 
demais   rezultão   inuejas   e  não  se  consegu;  efeito. 

Esta  jornada  por  mar  poderá  fazer  D.  António  Ortiz  de  Mendonça,  por  sua  experiência, 
e  modo  que  ten.'  para  fazer  capaz  aquella   gente  da  tenção  de  V.    M. . . . 

P.  E.  Aduertindo  demais  disto  que  suposto  que  oje  parece  auer  pouca  conucniencia 
na  armada  deste  Porto,  he  de  muita  consideração  porque  o  tempo  hade  ir  facilitando  o 
comercio,  e  desde  logo  se  pode  tirar  dclle  muito  proueilo  em  carnes  para  o  sustento  dos 
Prezidios  do  Brazil  e  en  courania;  e  com  este  Porto  se  lhe  impede  a  Castella  o  comercio 
que  por  elle  podem  ter  e  a  nós  nos  fica  a  estrada  aberta  até  Potosi  com  facilidade,  o  (jue 
sei  por  experiência   por   aucr  andado   este   caminho   e   notado   tudo   o   que   aponto." 

245 

Informação  de  Salvador  Corrêa  de  Sá  e  Benavidcs,  acerca  da  situação  de  Angola. 
Évora,  21  de  outubro  de  1643.  246 

iNFOinrArÃo  de  Salvador  Corrêa  de  Sá  e  Benavides,  acerca  da  forma  como  se 
poderiam  perseguir  os  Hollandezes  no  Brasil. 

Évora,  21  de  outubro  de  1643.  '247 

Co.vsui.TA  do  Conselho  da  Fazenda  árerca  da  communicação  que  fizera  o  Ouvidor 
da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro  sobre  a  prisão  do  Provedor  da  Fazenda 
Pedro  de  Sousa  Pereira  e  o  sequestro  de  seus  bens  e  dos  de  D.  João  de  Avallos 
por  se  auzentar  para  Castella. 

Lisboa,  21  de  outubro  de  1643.  248 

Requeuimento  de  Gonçalo  Ribeiro  Barbosa,  filho  de  Gonçalo  Ribeiro  de  Basto, 
no  qual  pede  que  se  lhe  passe  provisão  da  propriedade  do  officio  de  Es- 
crivão da  correição  e  ouvidoria  geral  da  cidade  de  S.  Sebastião  do  Rio 
de  .Janeiro. 

1643.  Tem  annexa  a  injormavão  do  Jiiis  da  índia  e  Mina.  249 — 250 

Requerimento  de  António  de  Mariz  Loureiro,  Prelado  Administrador  <lo  Rio  de 
Janeiro  e  suas  Capitanias,  no  qual  pede  ajuda  de  custo,  embarcação  e  manti- 
mentos para  si  e  4  creados. 

(1643).  251 

Requerimento  do  Capitão  Diogo  Lobo  Telles,  visinho  do  Rio  de  Janeiro,  no  qual, 
allcgando  os  relevantes  serviços  que  prestara,  pode  o  habito  de  Christo  com 
a  pensão  de  50$000  rs.  pagos  nos  dízimos  do  R'o  de  Janeiro  c  a  futura  suc- 
ecssão   na  sargontia   mór   d 'essa  Capitania. 

(1643).  252 


âo 


Caima  patente  pela  qual  o  Capitão  mór  e  Governador  Salvador  Corrêa  de  Sá  e 
Benavides  fez  mercê  a  Dioito  Lobo  Telles  do  o  prover  no  posto  de  Capitão 
de  uma  das  Companhias  da  Ordenança  da  cidade  do  Rio  de  Janeiro. 

S.  Sebastião  do  Rio  de  Janeiro,  17  de  Janeiro  de  1638. 

Traslado.    (Annexn   ao   n.  252).  253. 

Atte.stado  do  Governador  Salvador  Corrêa  de  Sá,  sobre  o  provimento  do  Capitão 
Diogo  Lobo  Telles  e  os  serviços  que  prestara. 
Rio  de  Janeiro,  3  de  junho  de  1639. 
Traslado.  (Annexo  ao  n.  252).  254 

Pkovi.s.\o  pela  qual  se  fez  mercê  a  Diogo  Lobo  Telles  do  posto  de  capitão  da  com- 
panhia que  fora  do  capitão  Francisco  Munhoz  Corrêa,  que  obtivera  licença 
para  se  auzentar  para  o  Reino. 

Rio  de  Janeiro,  30  de  maio  de  1639. 

Traslado.  (A7inexa  ao  n.  252).  255 

Attkstado  do  Governador  Salvador  Corrêa  de  Sá,  sobre  os  serviços  prestados 
pelo  Capitão  Diogo  Lobo   Telles. 

Rio  de  Janeiro,  2  de  junho  de  1643. 

Traslado.    (Anne.ro  ao  n.  252).  256 

PuoviH.vo  pela  qu?,'.  so  fez  mercê  a  Diogo  Lobo  Telles  do  posto  de  Capitão  de  uma 
das  companhis  de  prezidio  e  guarnição  da  cidade  do  Rio  de  .Janeiro. 
S.  Sebastião  do  Rio  de  Janeiro,  12  de  dezembro  de  1641. 
Traslado.  (Annexa  ao  n.  252).  257 

Attestados   do   Sargento   mór   D.   António   Ortiz   de   Mendonça,   do   Sargento  mór 

e   Governador   da   gente   de   guerra    Simão   D'as    Salgado   e   do   Governador 

Duarte  Corrêa  Vasqueanes,  sobre  os  serviços  do  Capitão  Diogo  Lobo  Telles. 

Rio  de  Janeiro,  25  de  maio  de  1642. 

Traslado.  (Annexos  ao  n.  252).  258 — 260 

Fr:  DE  oFFicios  do  Capitão  Diogo  Lobo  Telles. 
Rio  de  Janeiro,  10  de  junho  de  1643. 
Traslado.  (Annexa  ao  n.  252).  261 

Ai.VAR.v  de  folha  corrida  do  Capitão  Diogo  Lobo  Telles. 

Rio  de  Janeiro,  8  de  junho  de  1643.  (Annexo  ao  n.  2."2).  262 

Re(5t:euimexto  de  João  António  Corrêa,  Juiz  das  avarias  e  escrivão  do  subsidio  dos 
vinhos  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  pede  se  estabeleça  o  emolumento  de  cem 
réis  por  cada  pipa  de  vinho  que  entrasse  ou  sahisse  do  porto. 

(1643).  263 

Aevar.v  régio  pelo  qual  se  fez  meicê  a  João  António  Corrêa  dos  officios  de  Juiz 
das  avarias  e  escrivão  do  subsidio  dos  vinhos  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  24  de  julho  de  1642.  (Annexo  ao  n.  263).  -♦j-i 


so 


CoxsvLTA  do  Conselho  Ultramarino,  relaliva  ao  recrutamento  de  gente  de  mar  e 

guerra  para  os  oito  navios  que  Salimdor  Corrêa  de  Sá  levava  para  o  Brasil. 

Lisboa,  5  de  janeiro  de  1644.  265 


CoNsn.T.xs  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  favoráveis  ao  requerimento  de  João  An- 
tonio  Corrêa,  morador  na  cidade  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  pedia  a  serventia 
do  offieio  de  Provedor  da  Fazenda  das  minas  de  S.  Vicente  de  Paulo,  por  seis 
annos. 

Lisboa,  11  de  jam-iro  o  22  de  março  de  1044.  266 — 267 

Co.xstLTA  do  Conselho  da  Fazenda  sobre  os  regimentos  que  se  deviam  dar  aos 
Provedores  e  mais  officiaes  da  Fazenda  do  Rio  de  Janeiro,  acerca  dos  des- 
pachos, entradas  e  sabidas  das  embarcações  e  descaminhos  e  a  nomeação 
do  funccionario  que  alli  deveria  ir  para  proceder  a  uma  riorosa  devassa 
sobre  vários  factos  graves  que  o  Provedor  da  Fazsnda  do  Rio  de  Janeiro 
imputava  ao  Capitão  mór  Salvador  Corrêa  de  Sá. 

Lisboa,  24  de  outubro  de  1643. 

Segue  á  consulta  o  dc':rcto  de  nomeação  do  respectivo  syndicante  o  U- 
cenciado  Francisco  Pinto  da  Veiga,  datado  de  2  de  março  de  1644. 

"Vio  se  neste  Conselho  huma  carta  dos  officiaes  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro,  em 
que  dizem,  qu2  vendo  elles  a  boa  occazião  da  felice  acclaraação  de  V.  M.  c  que  hera  tempo 
de  se  extinguirem  alguns  abuzos  e  insolências  que  a  cobiça  dos  Ministros  do  Brazil  hauião 
introduzido,  hão  proposto  a  V.  M.  a  mizeria  e  confuzão  da  dita  capitania  e  cidade  do  Rio 
de  Janeiro,  e  as  conveniências  que  se  hauião  de  tomar  para  conseruação  e  augmento  da  ditta 
Capitania,  appontando  todos  os  mcyos,  como  se  hauia  de  proceder,  que  herão  declarar  e 
dar  regimento  aos  ministros  e  officiaes  da  fazenda  para  que  se  não  opprimião  os  nauegantes, 
com  mimos  e  precalços,  entradas  e  sabidas  das  embarcações,  e  porque  os  Prouedorcs  da 
Fazenda  delia,  desde  o  anno  de  636  para  cá,  transidirão  com  excesso  e  nota,  os  costumes 
antigos,  e  pedião  aos  nauegantes  de  seus  nauios  e  barcos  direitos  intoleráveis,  dando  campo 
a  seus  excessos,  o  não  'hauer  na  alfandega  da  ditta  Capitania  regimento  que  se  limite  o 
que  se  deue  leuar  dos  despachos,  entradas  e  sabidas  das  embarcações;  e  vendo  elles  que  a 
ditta  capitania  está  muito  distante  do  Reino,  e  que  sua  conseruação  depende  do  commercio 
c  nauegação,  e  que  haucndo  na  terra  tributo  c  direitos  insoporlaveis,  não  hauerá  quem 
queira  a  ella  nauegar  de  que  se  seguirá  diminuição  na  ditta  cidade,  lhes  pareceo,  que  em 
rezão  de  offieio  e  bons  vassallos,  estauão  obrigados  a  remir  estes  inconuenientes  e  recorrerão 
a  V.  M.  como  fizcrão,  pedindo  fosse  seruido  acodir  áquella  Capitania  e  fosse  seruido  dar 
regimento  aos  dittos  Prouedorcs  da  fazenda  c  seus  officiaes,  limitando  os  proes  c  precalços, 
rlircitos  que   se   hão   de   leuar   dos   despachos,    sabidas   c   entradas   dos   nauios... 

E  assy  se  vio  huma  relação  do  Proucdor  da  fazenda  da  mesma  Capitania  do  Rio  de 
Janeiro,  Domingos  Conca,  em  que  diz  que  reprczenta  a  V.  -M.  muy  humildemente  os  muitos 
ikscaminhos  que  ha  na  fazenda  de  V.  M.  da  ditta  Capitania,  e  quanto  se  llie  consome  e  tem 
occullado  por  caminhos  illicitos,  e  tão  manifesto  tudo  ao  mundo,  como  a  V.  M.  lhe  constará, 
mandando-se   informar   d'isso... 

E  proua  de  tudo  isto  hc,  que  Salvador  Corrêa  quando  veyo  a  este  Reino  a  comprar 
o  posto  de  Capitão  mór,  não  tinha  de  seu  nada,  e  foi  deuendo,  confessado  por  sua  boca 
muitas  vezes  38.000  cruzados,  e  possuc  mais  de  300,  não  tem  de  ordenado  ma's  de  200.000  rs., 
seruc  á  5  annos;  agora  considere  V.   M.   donde  veyo  o  mais..." 

268 


CoxRtn.TAS  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  sobro  as  providencias  que  se  deveriam 
adoptar  acerca  das  graves  accusações  que  havia  contra  o  Capitão  mór  do 
Rio  de  Janeiro,   Salvador  Corrêa  de   Sá   c  fícnavidrs- 

Lisboa,   18   de  marco  o   1 7   di-  novembro  de   1C43.  269—270 


31 


Consultas  (3)  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  os  requerimentos  em  que  Alexandre 
de  Castro  e  Gonralo  Ribeiro  Barbosa,  residentes  no  Rio  de  Janeiro,  pediam, 
o  primeiro,  uma  Companhia  de  Infantaria  do  Prezidio  da  mesma  cidade,  v  o 
E"eg'indo  a  succcssão  no  officio  de  Escrivão  da  Coriei(;ão  c  Ouvidoiia,  de  que 
seu  pae  Gonçalo  Ribeiro  de  Basto  era  proprietário. 

LiEtoa,  16  de  dezembro  de  1643  e  28  de  janeiro  de  1644.  271—273 

DttKETO  pelo  qual  se  fez  mercê  de  confirmar  a  renuncia  que  Gonralo  Ribeiro  de, 

Baslo  f  zeia  da  propri'dade  dos  ofíicios  de  p]scrivão  da  correição  e  Ouvidoria 

da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro  a  favor  de  seu  filho  Gonealo  Ribeiro  Barbosa. 

Lisboa,  25  de  janeiro  de  1644.  Copia.  (Annexo  ao  n.  273).  274 

DiXKKcio  pelo  qual  se  fez  mercê  a  Alexandre  de  Castro,  filho  de  António  de  Castro, 
natural  da  villa  das  Caldas,  de  uma  companhia  de  infantaria  vaga  ou  que 
vagasse  na  cidade  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  25  de  janeiro  de  1644.  Copia.  (Annexo  ao  n.  272).  275 

CoNSLLTAS  (2)  do  Couselho  Ultramarino,  sobre  o  aggravo  que  tirou  o  Capitão 
António  Corrêa  do  Capitão  mór  e  Governador  do  Rio  de  Janeiro  Luiz  Bar- 
balho  Bezerra  por  se  recuzar  a  dar-lhe  posse  da  companhia  de  Infantaria  de 
que  se  lhe  fizera  mercê. 

Lisboa,  31  de  janeiro  e  6  de  setembro  de  1644.  276 — 277 

Capitulo  35  do  Regimento  dos  Governadores  do  Estados  do  Brasil,  relativo  á  sua 
competência  para  o  provimento  das  serventias  dos  officios  de  justiça,  guerra 
e  fazenda. 

(Annexo  ao  n.  277).  278 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  dinheiro  que  se  mandara  abonar  ao 
Governador  e  Capitão  mór  Luiz  Barbalho  Bezerra  para  soccorrer  a  gente  de 
guerra  que  do  Rio  de  Janeiro  levava  para  Angola  D.  António  Ortiz  de  Men- 
donça. 

Lisboa,   13   de  fevereiro  de   1644. 

Tem  annexos  dois  avisos  sobre  o  mesmo  assumpto.  279 — 281 

Co.xsuLTA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  do  Capitão  de  Infantaria 
do  Terço  da  Armada  Real,  D.  Jeronymo  de  Enoioja,  natural  de  Placencia, 
no  qual  pede,  em  recompensa  dos  serviços  prestados  no  Brasil,  a  sargentaria 
mór  da  frota  do  Rio  de  Janeiro,  ou  uma  das  dos  terços  da  Bahia  e  o  habito 
de  Christo. 

Lisboa,  25  de  fevereiro  de  1644.  282 

Co.N.suLTA   do   Conselho  Ultramarino  sobre  a  pretenção   do  Capitão   Alexandre  de 
Castro  a  uma  companhia  de  infantaria  do  Presidio  do  Rio  de  Janeiro. 
Lisboa,  4  de  março  de  1644. 

Tem   annexos   o   reiíerimento   e  a    informação   do   Governador  t^alvador 
Corrêa  de  ^á.  datada  de  Lisboa.  2  de  março  de  1644.  283     285 

Ai.VAi:.\  régio  pe'o  qual  se  fez  mercê  a  Alexandre  de  Castro  da  promessa  de  uma 

companhia  de  infantaria,  que  primeiro  vagasse  na  cidade  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisloa,  26  de  janeiro  de  1644.  Piibliea-Jórmi.  (Annexo  ao  n.  283).  286 


32 


CoxsrLTA  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  ao  requerimento  de  António  de  An- 
drade, em  que  peda  licença  para  renunciar  o  officio  de  Escrivão  dos  órfãos, 
notas  e  sesmarias  da  cidade  do  Rio  de  Janeiro,  em  sua  vida  ou  por  sua  morte, 
a  favor  de  um  dos  seus  filhos. 

Lisboa,  5  de  março  de  1644.  287 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  escusa  que  pedira  Henrique  de  Caldas 
de  aSomsíí  do  posto  de  capilio  de  uma  das  companhias  de  infantaria  que  iam 
partir  para  o  Brasil. 

Lisboa,  il  de  março  de  1641. 

Segue  á  eonsulta  a  proposta  respectiva  relativa  á  sua  substituição.      288 

Co.NbVi.TAs  (3)  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  do  requerimento  em  que  Franeisvo 
Pinto  da  Veiga  pede  a  mercê  do  desembargo  da  relação  do  Porto  e  o  habito 
da  ordem  de  Christo. 

Lisboa,  18  de  março,  8  de  abril  e  3  de  junho  de  1644.  289—291 

Decreto  pelo  qual  o  licenciado  Francisco  Pinto  da  Veiga  foi  nomeado  para  ir  ao 
Rio  de  Janero  era  commissão  <Je  serviço. 

Lisboa,  2  de  março  do  1644.  (Copia.  Ajincxo  ao  n.  291).  292 

Coxsx-i.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  as  instrucções  que  devia  levar  o  mestre 

de  campo  D.  António  Ortiz  de  Mendonça,  commandante  da  frota  do  Rio  de 
Janeiro,  e  a  sua  jurisdicção  tanto  no  mar,  como  em  terra. 

Lisboa,  3  de  abril  de  1644.  293 

Co.Nsui.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  em  que  João  Soromenho, 
Capitão  de  mar  e  guerra  da  náo  Caridade,  pedia  que  lhe  fosse  fixado  o  soldo 
que  deveria  vencer  emquanto  estivesse  no  Brasil,  para  onde  ia  partir  em 
companhia  de  Halvador  Corrêa  de  Sá  e  Benavides. 

Lisboa,  5  de  abril  de  1644.  294 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  favorável  ao  deferimento  da  petição  do  Pro- 
vedor da  Fazenda  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro  Pedro  de  Sousa  Pereira 
para  lhe  ser  concedida  licença  para  rcnuncar  o  seu  officio  em  um  dos  seus 
filhos. 

Lisboa,  13  de  abril  do  1644.  295 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobie  o  requerimento  do  Sargento  mór  Fran- 
cisco Ribeiro  de  Aguiar,  em  que  pedia,  em  recompensa  de  seus  serviços,  a 
mercê  de  se  lhe  nomear  uma  pensão  em  uma  das  commendas  de  Santiago 
de  Cuilhopem  ou  de  Santa  Maria  de  Montemor  o  Novo. 

Lisboa,  13  de  abril  do  1G44.  29lj 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  favorável  á  petição  do  Capitão  Domingos  Gue- 
des, para  ser  paga  a  sua  mulher  metade  do  soldo  que  vencesse  durante  o 
tcnipo  cm  (juc  estivesse  no  Brazil. 

Lisboa,  15  de  abri!  de  1614.  297 


33 


Cox.sui.TA  do  Conselho  Ultramarino  favorável  á  petição  do  Mestre  de  Campo  João 
de  Araújo  para  lhe  serem  pagos  4  escudos  de  ventagem  que  o  Rei  de  Cas- 
tella  lhe  havia  concedido  por  ss  distinguir  na  batalha  que  D.  António  Oquendo 
tivera  em  1631  com  a  armada  hollandeza. 

Lisboa,  23  de  abril  de  1644.  298 

CoN.sii.TA  do  (Conselho  Ultramarino  acerca  da  nomeação  do  licenciado  Bnlthdznr 
de  Castilho  c  Andrade  para  o  cargo  de  Auditor  da  Armada  do  General  Hal- 
vador  Corrêa  de  Sá  e  Benaindes. 

Lisfcoa,  28  de  al)rir  de  1644.  299 

CoN.^^ri.TA  do  Consí^lho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  do  Capitão  Manuel  da 

Cosia  M(yniz.  i-m  qie  prde,  cm  reí^ompcnsa  de  kcus  serviços,  que  se  lhe  fizesse 

mercê  de  o  confirmar  na  companhia,  que  estava  servindo  no  R'o  de  Janeiro. 

Lisboa,   10  de  maio  de  1644.  300 

Co.Nsii.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  de  Manuel  Pereira  Lobo, 
feitor  e  A'moxarife  da  frota  do  General  Salvador  Corrêa  de  Sá,  em  que 
pedia  para  prestar  fiança  quando  chegasse  ao  Rio  de  .Janeiro,  porque  não 
possiiia  no  Reino  bens  alguns. 

Lisboa,  2.5  de  maio  de  1644.  301 

CoxsuLTA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  reforma  da  patente  de  Jorge  Pereira, 
Capitão  de  uma  Companhia  do  Prezidio  do  Rio  de  .Janeiro. 

Lisboa,  8  de  junho  de  1644.  302 

Requeuimento  do  Capitão  Jorge  Pereira,  em  que  pede  a  patente  da  Companhia 
do  Prezidio  do  Rio  de  Janeiro. 

(Anncxo  ao  n.  302).  303 

Cauta  patente  pela  qual  se  fez  mercê  a  Jorge  Pereiro,  filho  de  Henrique  Nunes. 
natural  da  Villa  de  Ourem,  de  uma  Companhia  de  Infantaria  do  Prezidio 
do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  3  de  março  de  1640. 

(Anncxa  ao  n.  302).  304 

Co.N.sui.TA  do  Cons3lho  Ultramarino,  sobre  os  alvitres  apresentados  por  Salvador 
Corrêa  de  Sá  para  remediar  os  prejuízos  causados  pelos  hollandezes  no 
Brazl  e  para  introduzir  o  commercio  em  Buenos  Ayres. 

Lisboa,  10  de  junho  de  1644.  305 

Cox.sui.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  uma  representação  dos  officiaes  da  Ca- 
mará da  Villa  de  S.  Paulo,  Capitania  de  S.  Vicente,  em  que  pedem  a  ex- 
pulsão dos  Padres  da  Comi)anhia  das  Villas  de  S.  Paulo  e  de  Santos  e  pro- 
testam contra  as  violências  exercidas  pelo  Ouvidor  Geral  José  Coelho. 

Lisboa,    21   de  junho  de   1644.  306 

I.MOH.MArÃo  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  partida  da  frota  a  que  se  refere 
a  carta  seguinte. 

Lisboa,  28  de  junho  de  1644.  307 

1.6  •'' 


34 


Carta  do  Capitão  mór  e  Governador  Luiz  Barballio  Bezerra,  sobre  a  próxima  par- 
tida da  frota  e  a  conveniência  de  enviar  a  armada  ás  Ilhas  para  as  proteger. 
Lisboa.  28  de  junho  de  1644.  30;i 

CoxsuLTAs  (2)  do  Conselho  UUramai  ino,  sobre  a  urgência  da  partida  de  Salvador 
Corrêa  de  Sá.  com  os  navios  de  soccorro,  pois  havia  noticia  de  que  na  Hol- 
landa  se  preparava  o  embarqui'  de  G.OOO  homens  para  a  índia,  sendo  mais 
provável  que  se  destinassem  á  occupação  do  Brasil. 

Lisboa,  6  de  fevereiro  e  17  de  julho  de  1644.  309 — 310 

Co>"Si'i.TA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  petição  de  Salvador  Corrêa  de  Sá, 
em  que  solicitara  a  suspensão  da  devassa  que  os  seus  inimigos  lhe  haviam 
injustamente  movido. 

Lisboa,  16  de  julho  de  1644. 

"Toi  V.  M.  servido  remeter  a  este  Conselho  huma  petição  de  Salnador  Corrêa  de  Saa 
c  bcnauides,  na  qual  diz  que  he  filho  de  Martini  de  Saa  e  nele  de  Saluador  Corrêa  de  Saa 
e  que  os  ditos  seu  pay  e  avô  seruirão  a  esta  coroa,  gouernando  o  Rio  de  Janeiro  do  estado 
do  Brasil  por  espaço  de  6o  anos  fazendo  hum  e  oulro  no  discurso  do  dito  tempo  muitos 
e  assinalados  seruiços  com  tanto  dispêndio  de  sua  fazenda,  como  he  notório,  e  elle  supplicante 
da  mesma  maneira  os  vay  continuando  de  mais  de  30  anos  a  esta  parte,  dos  quaes  foi  6 
gouernador  da  dita  praça,  em  que  seruio  a  esta  coroa  com-  grande  zello  e  satisfação,  como 
tem  cons.ado  a  V.  M.  por  cujo  respeito  foi  seruido  de  o  entarrcgar  do  cai-go  de  general 
das  frotas  do  estado  do  Erazil,  cntabolamento  das  Minas  de  Sam  Paulo  e  outros  effeitos  de 
grande  consideração,  e  estando  elle  supplicante  actualmente  seruindo  a  V.  M.  de  gouernador 
do  dito  Kio  de  Janeiro,  lhe  cobrou  manifesto  e  declarado  ódio  Domingos  Corrêa  que  seruia 
de  Prouedor  da  fazenda,  por  elle  supplicante  dar  a  execução  de  algumas  ordens  de  V.  M.  e 
de  seus  ministros  em  prejuízo  do  dito  Domingos  Corrêa,  e  por  lhe  estranhar  seu  procedi- 
mento no  dito  cargo  contra  o  que  conuinha  ao  seruiço  de  V.  M.  e  por  elle  supplicante 
meter  de  posse  do  dito  cargo  de  prouedor  da  fazenda  ao  capitão  Pêro  de  Sousa  Pe- 
reira^ prouido  por  V.  M.  antes  do  dito  Domingos  Corrêa  acabar  o  seu  triénio,  pella 
qual  rezão  veyo  a  este  Reyno  e  acumulado  com  João  de  Castilho  Pinto  e  João  Fagundes, 
inimigos  capitães  dclle  supplicanív,  o  capitularão,  intentando  com  cahimnias  sem  fundamento 
mais  que.  o  de  seu  ódio,  aniquilar  5  reputação  dclle  supplcante,  e  alcansarão  pinuizão  d-: 
\'.  M.  para  se  d'.'uassar  neste  Reyno  contra  elle  supplicante,  como  se  fez,  e  pedindo  a 
\".  M.  em  líuora  o  ano  passado  se  scruisse  mindar  ver  as  ditas  deuassas  e  castigar  os  ditos 
capitulantes,  mandou  V.  M.  que  fossem  uistas,  e  uendo-se  se  achou  não  terem  fundamento 
algum,  e  cessarem  todos  com  a  euidente  demonstração  de  seu  bem  procedimento  e  zello 
do  seruiço  de  V.  M.  por  cujo  respeito  o  occupou  V.  M.  no  dito  cargo  de  general  pela  muita 
e  notória  fatisfação,  credito  e  confiança  de  sua  pessoa  c  serviços,  e  comtudo  o  dito  Do- 
mingos Corrêa  alcançou  prouizão  para  hir  sindicante  con?  alsada  ao  dito  Rio  de  Janeiro 
sem  depozitar,  sendo  que  he  estilo  dar  caução  quem  pede  semelhantes  alsadas,  e  de  nouo 
se  manda  que  o  licenciado  Francisco  Pinto  da  Veiga  ua  com  a  dita  alsada,  estando  os  ditos 
seus  inimigos  assistindo  pessoalmente  no  dito  Rio  de  Janeiro,  seruindo  os  officios  de  Pro- 
uedor da  fazenda  de  V-  M.  e  outro  de  Prouedor  dos  defuntos  e  auzentes " 

311 

Capiti-i.os   da   devassa   promovida   pelo   Provedor   da   Fazenda   Domingos    Corrêa 

contra  o  Capitão  mór  e  Governador  Salvador  Corrêa   de   Sá   e  Bcnavidcs. 

(AiwOTOS  ao  n.  311).  312 


'CoNsri-TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  em  que  o  Capitão  Fran- 
cisco de  Brito  ffibciro  pede  a  confirma(;ão  da  sua  patente. 

Lisboa,  10  de  julho  de  1644.  313 


35 


Consultas  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  uma  representação  da  Camará  do 
Rio  do  Janeiro  acerca  da  cunhagem  das  moedas  de  patacas  e  meias  patacas 
e  da  applicação  do  seu  rendimento,  qus  pretendia  destinar  para  as  obras  da 
Foi  talczd  da  L(i'j''. 

Lisboa,  19  de  ju'.ho  de  1644  e  15  de  maio  do  1645.  314 — 315 

Coxsn.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  reforma  que  se  devia  fazer  nas  compa- 
nhias do  Prezidio  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  21  de  julho  de  1644.  31G 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  eleição  de  Duarte  Corrêa  Vnsqucanes 
para  o  cargo  de  Governador  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  que  a  Gamara 
e  o  povo  da  mesma  cidade  fizeram  após  o  fallecimento  do  Governador  Luiz 
Ba)balho  Bezerra. 

Lisboa,  6  de  agosto  de  1644. 

"A  15  dias  do  mcz  de  abril  pasado  morreo  Luís  Barbalho  Bezerra,  que  estava  gouer- 
nando  o  Rio  de  Janeiro  por  goucrnador  daquela  praça,  e  a  Camará  e  pouo  clegco  para  os 
gouernar  a  Duarte  Corrêa  Vasqueanes,  por  ser  pessoa  que  já  seruio  por  3  vezes  em  seme- 
lhantes   impedimentos   i-    sempre    com    boa    satisfação " 

317 

Carta  regia  dirigida  ao  Senado  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  se  approva  a 

eieição  áe  Duarte  Corrêa  Vasqueanes  para  o  cargo  de  Governador  da  Capitania. 

Lisboa,  6  de  agosto  de  1644.  (Annexa  ao  n.  317).  318 

Cauta  regia  dirigida  a  Duarte  Corrêa  Vasqueanes,  na  qual  se  lhe  faz  mercê  de  o 
confirmar  no  cargo  de  Governador  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  6  de  agosto  de  1644.  (Aiines^a  ao  n.  317).  319 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  acerca  de  uma  carta  do  Governador  Duarte 
Corrêa  Vasqueanes,  ena  que  este  se  refere  á  falta  de  tropa  de  infantaria, 
preparativos  da  frota,  falta  de  artilharia  nas  fortalezas,  fornecimento  de 
armamento,  etc. 

Lisboa,  23  de  agosto  de  1644. 

"...Sobre  o  5°  que  trata  da  pouca  Infantaria  que  aly  lia  e  essa  mal  sustentada  por  não, 
liauer  com  que:  Parece  que  se  lhe  deue  escreuer  que  dando  as  cousas  lugar  se  lhe  mandará 
a  mais  que  puder  ser,  e  que  á  Camará  *se  deue  tambm  escreuer""  que  continue  com  a  imposição 
dos  800  rs.  cii  cada  pipa  de  vinho  c  com  a  vintena,  pois  he  para  sustento  daquele  Prezidio 
(do  Rio  de  Janeiro),  cm  ordem  a  defensa  e  conservação  de  suas  cazas  e  fazendas,  pois  V.  M. 

(Ic    prezentc   não   poile   acudir   deste    Reino    cm    rezão    dos    empenhos   lias   guerras " 

320 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  uma  representação  dos  officiaes  da 
Camará  e  Povo  da  Cidade  do  Rio  de  Janeiro,  na  qual  pedem  que  se  lhes  passe 
provisão  para  que,  por  morte  ou  ausência  do  Governador  da  Capitania,  possam 
eleger  pessoa  que  os  governe. 

Lisboa,  30  de  agosto  de  1644.  321 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  de  Pedro  de  Sousa  de 
Castro,  Governador  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  no  qual  pedia  que  lhe 
fossem  concedidos  poderes,  jurisdicção,  alçada  e  ordenado  iguaes  aos  do 
Governador  da  repartição  do  sul  D.  Francisco  de  fionsa. 

Lisboa,  3  do  setembro  de  1G44.  ''-^ 


36 


CoxsLi.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  um  memorial  do  mesmo  Governador 
Pedro  de  Sousa  de  Castro,  em  que  pede  um  engenheiro  para  dirigir  a  con- 
strucção  da  Fortaleza  da  Laye.  na  Barra  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  5  de  setembro  de  1G44.  323 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  áoerca  da  lepresentação  do  Governador  Pedro 
de  Sousa  de  Castro,  em  que  pede  augmento  de  ordenado  e  ajuda  de  custo, 
quando  chegasse  ao  Rio  de  Janeiro. 
Lisboa,  6  de  setembro  de  1644. 

"...se  deve  considerar,  que  o  Gouernador  do  Maranhão  tem  8oo$ooo  rs.  de  ordenado, 
e  o  de  Cabo  Verde  84o$ooo  rs.  e  não  he  de  menos  consideração  a  praça  do  Rio  de  Janeiro, 
antes  deuia  ser  acrecentada  o  Governador  delia,  pois  demais  de  estar  tão  requestada  do 
Ollandez  vizinho,  e  tão  apetecida  do  Castelhano,  tem  Prezidio  com  mais  de  400  Infantes, 
que  com  Sargento-mór  e  officiaes,  fazem  um  terço,  em  que  o  Governador  extrcita  o  cargo 
de  Mestre  de  Campo 

E  em  rezão  da  ajuda  de  custo  para  seu  auiamento,  hc  costume  dar-se  a  todos  os  Go- 
vernadores ultramarinos,  como  se  deu  ao  Marque:  de  Montalvão,  ao  Conde  da  Torre,  a 
Diogo  Furtado  estando  despachado  por  Governador  Geral  depois  da  felice  aclamação  de 
V.  M.,  que  se  lhe  derão  2000  cruzados,  e  não  tendo  effeito  sua  viagem,  indo  o  Governador 
Geral  António  Telles  da  Silva  se  lhe  mandarão  dar  outros  2000  cruzados  pagos  no  Brazil, 
e  a  Luís  de  Miranda  Henriques  indo  por  Governador  da  Ilha  da  Madeira  se  Ih-  deu  tãobem, 
e  se  dos  Governadores  do  Rio  de  Janeiro  não  ha  exemplo  (supposto  que  geralmente  se  diz 
que  a  Salvador  Corrêa  de  Saa  se  lhe  derão  2000  cruzados  por  hordem  de  Castella  por  onde 
foi  despachado)  he  porque  ategora  não  ha  ido  deste  Reino  outro  Governador  mais  que  o  ditto 
Salvador  Corrêa,  porque  a  Capitania  começou  em  seu  tio  Mem  de  Sá  e  se  continuou  em  seu 
avô  Salvador  Corrêa,  a  quem  sucedeo  seu  Pay  Martim  de  Sá,  por  cuja  morte  proveo  o 
Governador    Geral    a    Rodrigo    de    Miranda    Henriques,    que    partio    da    Bahia,    e    só    o    ditto 

Salvador   Corrêa   de   Sá    foi   deste    Reino " 

^24 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  petição  do  Governador  Pedro  de  Sousa 
de  Castro,  em  que  solicitava  pertencerem-lhe  as  licenças  que  se  dessem  aos 
navios  que  carregassem  no  Rio  de  Janeiío,  e  não  ao  General  da  frota  Sdlvddor 
Corrêa  de  Sá. 

Lisboa,  í)  de  setembro  do  1644.  .  325 

CoNsri.TAS  (4)  do  Conselho  Ultramarino,  sobic  a  petição  do  licenciado  Franciseo 
Pinto  da  Veiga  em  que  solicitava  a  fixação  do  salário  que  deveria  vencer 
durante  o  temi)o  em  (|ue  estivesse  no  Rio  de  Janeiro  procedendo  ã  syndi- 
cancia  acerca  das  accusaçõos  feitas  contra  Salvador  Corrêa  de  Sá. 

Lisboa,  20  de  setembro,  1.^)  de  ouliibro  e  2  de  dezenibio  de  1644.     ;526 — o29 

PoRTABiAS  pelas  quaes  foiam  nomeados  Pedro  de  Moraes  e  Domingos  do  Couto 
escrivães  das  diligencias  que  os  licenciados  Francisco  Pinto  da  Veiga  e  Manuel 
da  Nohrcga  tinham  a  effectuar  no  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  23  de  julho  de  1644  e  22  de  junho  de  1643.  (Annexas  ao  n.  326). 

330—331 

CoNSin.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  de  Isabel  de  Pina.  viuva 
de  Manuel  Jeronymo,  residente  no  Rio  de  Janeiro,  no  qual  pede  a  propriedade 
dos  officios  de  contador,  inquiridor  e  distribuidor  da  mesma  cidade,  que 
vagaram   i)or  fallecimento  de  seu  marido. 

Lisboa,  20  de  setembro  de   IC.M.  332 


Consulta  do  Conselho  Ultraniaiino  sobie  o  officio  do  Capitão-mór  e  Governador  da 
Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  no  qual  se  refere  á  sua  nomeação,  e  dá  diversas 
informações  relativas  á  defesa  e  segurança  da  Capitania. 
Lisboa,  28  de  setembro  de  1644. 

"Viose  neste  Conselho  luiina  carta  de  Francisco  de  Suttomaior,  Capitão-mór  e  goiíer- 
nailor  <la  Capitania  do  Rio  de  Janeiro  de  23  de  junho  próximo  passado  deste  anno  pr-zi-nle, 
na  qual  diz,  que  achandose  seruindo  a  V.  M.  no  prezidio  da  Bahia  com  o  cargo  de  Mestre  de 
Campo  de  hú  dos  terços  de  Infantaria  da  deffensa  daquelle  estado,  o  gouernador  geral  delle 
António  Telles  da  Siltia  com  ocazião  da  morte  de  I.iiis  Barbalito  Bezerra,  lhe  ordenou  que 
fosse  suceder  no  gouerno  da  ditu  Capitania,  não  obstante  que  por  eleição  da  Camará,  ocupava 
nelle  o  posto  de  Capitão  mór  Duarte  Corrêa  Vasqueancs,  em  controvérsia  do  Sargento  mór 
da  guarnição  da  praça,  por  respeito  de  cuja  diuizão  pareceo  conueniente  ao  dito  general  que 
elle  Francisco  de  Sottomaior  fosse  preuenido  de  huma  das  melhores  companhias  do  seu  terço 
que  faz  numero  ao  todo  de  110  soldados  com  a  primeira  plana,  e  com  estas  e  outras  rezo- 
luções  de  tão  asinado  juizo,  como  o  seu  foi  Nosso  Senhor  seruido  que  conseguisse  muy  ao 
seruiço  de  V.  M.  os  jntentos  da  jornada.  Que  posto  que  o  escândalo  do  tumulto  passado,  de 
que  já  se  deue  auer  dado  conta  a  V.  M.  insitaua  a  tratar-se  logo  de  algumas  demostrações  de 
castigo,  comtudo  lhe  obseruou  por  mais  necessário  a  dissimulação  delias  por  ora,  atento  ao 
melhor  fim  do  prouimcnto  da  milícia  e  continuação  das  foilifieaçõcs,  o  (luc  tola''nieate  de- 
pende da  uontade  e  união  do  pouo,  por  serem  aly  os  effeitos  da  fazenda  de  V.  M.  com  a 
falta  de  ^Vngola  c  Rio  da  Prata  Muy  diminutos,  ao  excessivo  da  despeza  necessária,  e  que 
he  boa  proua  da  utilidade  de  que  lhe  seruio  auer  uindo  de  mão  armada,  e  huzar  toda  de 
brandura,  qite  tanto  que  se  introduzia  no  governo  que  foi  o  mesmo  dia  de  10  de  junho,  que 
se  svguio  ao  de  sua  chegada,  lhe  farão  fazer  os  mesmos  officiacs  da  Gamara  entrega  do 
cofre  do  dinheiro,  que  rezultou  a  V.  M.  do  auanço  do  cunho,  auendose  por  alteração  do  pouo 
priuado  delle  ao  gouernador  Luiz  Barbalho,  que  o  tinha  em  seu  poder,  o  que  se  crè  que  foi 
causa  do  sentimento  que  o  matou...  dando  noticia  a  V.  M.  por  mayor  do  estado  em  que 
achou  aquella  praça  no  tocante  a  milícia,  trata  em  primeiro  lugar  da  defença  que  segundo  a 
niilhor  intelligencía  que  delia  se 'tem,  consiste  somente  em  se  fortificar  hua  Lagem  que 
ocupa  o  meyo  da  barra,  entre  as  duas  fortalezas  Santa  Cruz  e  Sam  João,  e  que  de  preá  mar 
de  agoas  uíuas  descobre  50  braças  de  comprimento  e  17  até  25  de  largo,  e  parece  que  obrada 
e  bem  petrechada  huma  fortaleza  conforme  a  capacidade  deste  sitio,  que  ficava  ella  inexpu- 
gnauel,  e  a  barra  como  fechada  a  toda  a  inuazão  do  enemigo,  dando-se  ás  ditas  2  fortalezas 
dos  lados  todo  o  reparo  e  emenda  que  conuem,  sem  o  qtial  he  a  entrada  da  cidade  total- 
mente exposta  a  tudo  o  que  fôr,  com  praias  e  dezembarcadouros  facilissimos,  que  por 
muitos  e  distantes   tani   difficultnzos  de   defender " 


Cox.sfT.TA  do  Conse'ho  Ultramarino,  favorável  ao  deferimento  da  representação  dos 
officiaes  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro,  na  qual  pedem  que  lhes  sejam  conor-- 
didos  os  mesmos  i)rivilegios  de  (lUc  ,í;nsavani  os  cidadãos  da  Cidade  do  Porto. 
Lisboa,  9  de  outubro  do  KMl. 

"  .  .  .  Apresentiiusc  por  parto  dos  iifficiaes  <la  (amara  da  Cidade  de  Sam  Sebastião  do 
Rio  de  janeiro  a  copia  dos  privilégios  loncedidus  aos  cidadões  da  Cidade  do  Porto,  pellos 
quacs  consta  conceder-lhes  o  Sr.  Key  ]).  João  por  huma  prouizão  passada  o  anno  de  490 
que  sejão  d'a!y  por  diante  priueliagos  e  (lue  elles  não  sejão  metidos  a  tormentos  per  nenhuns 
malefícios  que  tenhão  feitos,  cometidos  e  cometerem  e  fizerem  daly  per  diante,  saluo  nos  feitos 
e  daquellas  calidades  e  nos  modos  em  que  o  deuem  ser  e  são  os  fidalgos  destes  Reynos 
e  que  isso  mesmo  não  possão  ser  presos  por  nenhuns  crimes,  somente  sobre  suas  omena- 
gens,  e  assy  como  o  são  e  deuem  ser  os  ditos  fidalgos,  e  que  pos^o  trazer  e  tragão  quaes  e 
quantas  armas  lhes  ijrouuer  de  noite  e  de  dia  asy  offensiuas  como  dcfensiuas  posto  que  em 
algumas  cidades  e  villas  especialmente  se  tenha  defeso  ou  defenda  que  as  não  tragão,  e  que 
gozem  de  todos  os  priuilegios  que  se  tem  dado  a  esta  cidade  de  Lisboa,  reseruando  que  não 
possão  andar  em  bestas  muares,  e  que  todos  seus  cazeiros,  amos,  mordomos,  lauradores  eni- 
cabeçados  que  estiuerem  e  laurarem  suas  próprias  herdades  e  cazas  emcabeçados  e  todos  os 
outros  que  com  elles  continuadamente  uiuerem,  não  sejão  constrangidos  para  hauerem  de 
seruir  em  guerras,  nem  outras  idas  por  mar,  nem  por  terra  c  que  somente  irão  co?n  os  ditos 
cidadões   quando    suas    pessoas    forem    seruir;    e    quando    pousem    com    elles    nem    lhes   tomem 


38 


Suas  cazas  de  moradas,  adegas,  nem  caualariças,  nem  suas  bestas  de  cella  nem  de  albarda,  nem 
outra  nenhuma  cousa  do  seu  contra  suas  uontades  e  lhes  -catem  e  guardem  inteiramente  suas 
cazas  e  ajão  en;<  ellas  e  fora  delias  todas  as  liberdades  que  antigamente  hauião  os  Infanções 

e   ricos   homens " 

334 

Consultas  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  ao  deferimento  do  requerimento 
de  António  Curvello,  Capitão  da  Fortaleza  de  S.  João,  no  qual  pede  a  reforma 
da  Eua  patente,  que  lhe  fora  passada  pelo  Rei  de  Castella. 

Lisboa,  10  e  13  de  outubro  de  1644.  335—336 

Ri:yiiii!iMK.MO  do  Capitão  António  Curvello,  no  qual  pede  a  reforma  da  sua  patente. 
(Annexa  ao  n.  335).  337 

Patente  pela  ciual  o  Governador  do  Estado  do  Brasil  António  Telles  da  Silva  con- 
firmou António  Curvello  no  posto  de  Capitão  da  Fortaleza  de  S.  João  do  Rio 
de  Janeiro. 

Bahia,  30  de  setembro  de  1643.  CeUidúo.  (An7iexa  ao  n.  337).  338 

Certidão  do  registo  da  patente  do  Capitão  António  Curvello,  extrahida  dos  livros 
da  Secretaria  do  Conselho  Ultramarino. 

(Annexa  ao  n.  337).  339 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  as  petições  de  Gaspar  Pacheco  e  Manuel 
Gonçalves  Magriço,  nas  quaas  solicitam  autorisação  para  cada  um  d'elle3 
enviar  um  navio  a  Moçambique  e  á  Ilha  de  S.  Lourenço,  ao  resgate  dos  negros, 
para  depois  os  conduzirem  ao  Estado  do  Brasil. 

Lisboa,  21  de  outubro  de  1644.  340 

CoNSfLTA  do  Conselho  Ultramarino  acerca  de  um  officio  do  Governador  Geral  do 
Estado  do  Brasil  António  Telles  da  Silva,  sobre  a  nomeação  do  governador  do 
Rio  de  Janeiro  e  dos  Capitães  das  Capitanias  de  S.  Vicente  e  S.  Paulo,  e  as 
])rovidencias  necessárias  para  a  defesa  da  Bahia  e  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  2.J  de  outubro  de  1644.  341 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  as  ordens  que  o  Conselho  da  Fazenda 
deveria  passar  para  se  darem  na  Ilha  Terceira  ao  Sargento-mór  Lviz  AHmres 
Banhes  ISO  homeií.s,  pagos  e  sustentados  até  ao  Rio  do  Janeiro. 

Lisboa,  22  de  novembro  de  1G44.  342 

CoNSfLTAS  do  Conselho  Ultramarino,  solnc  o  requerimento  de  Domingos  José,  no 
qual  pede  o  logar  de  Capataz  da  Casa  da  Moeda,  que  se  mandara  estabelecer 
no  Rio  de  Janeiro,  e  a  ajuda  de  custo  necessária  para  o  seu  embarque. 

Lisboa,  23  de  novembro  e  5  de  dezembro  de  1644.  343 — 344 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  favorável  á  representação  de  Gaspar  Pacheco, 
Francisco  Fernandes  Furna,  Duarte  da  Silva,  Thomé  Botelho  da  Silveira 
e  Francisco  Botelho  Chacon,  na  qual  i)edem  que  se  lhes  faça  mercê  de  um 
alvará  régio,  para  que  nem  o  Governador,  nem  o  Provedor  da  Fazenda,  nem 
Qua)(juei-    outra    autoridade    imdesye    levantar    inipediniento    aos    navios    ipie 


30 


fossem  fretados  pelos  mercadores  de  Lisboa  para  conduzirem  vinhos  para  o 
Brasil. 

Lisboa,  23  de  novembro  de  1644. 

"Ao  coiiimeriio  bem  pouco  (.prejuízo  resiilla)  e  fazenda  de  V.  M.,  porque  os  vinhos 
pagão  na  Bahia  e  Uio  de  Janeiro,  8000  rs.  por  cada  huiua  pipa  de  tributo,  e  imposição,  o  (jual 
triI)uto  está  aplicado  para  o  sustento  daqucllcs  prczidios,  e  faltando  a  carga  dr)s  vinhos,  hc 
forsa  que  falte  o  tributo,  c  que  os  soldados  percção,  poniiic  cm  nenluuna  outra  fazenda  está 
cst'j   tributo   imposto   se   não   cm   vinhos..." 

:',4.-. 

Co.\.si'LTA  do  Conselho  Uítramarino  sobie  a  nomeação  dos  dois  capitães  que  deviam 
commandar  os  200  homens  que  hfalvador  Corrêa  de  Há  levava  para  o  Brasil,  a 
mais  do  effet  tivo  da  sua  armada.  ' 

Lisboa,  28  de  novembro  de  1G44.  34G 

Co.N.sii.TAs  do  Conselho  Ultiamarino,  sobre  o  requerimento  do  Capitão-mór  c  Gover- 
nador do  Rio  de  Janeiro  Francisco  de  Sottomaior,  em  que  pedia  o  ordenado  de 
600.$000,  que  vencia  na  Bahia  pelo  posto  de  Mestre  de  Campo. 
Lisboa,  28  de  novembro  de  1644. 

"Pareceo  ao  Conselho  dizer  a  V.  M.  que  o  gouerno  do  Rio  de  Janeiro  he  oje  muito 
limitado,  a  respeito  da  falta  que  lhe  faz  o  commercio  do  Rio  da  Prata,  que  era  o  que  mais 
enrequecia   aquella   praça,    e   tendo-se   a    isso    consideração    e   ao    que    o    supplicante    nllcga... 

se  lhe  devem  dar  400$  rs.  cada  ano " 

347 

CoxsuLTAs  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  req-.ierimento  de  António  Tioàrujucs  de 

Mattos,  no  qual  pede  o  logar  de  ensaiador  da  Casa  da  Moeda,  que  se  mandara 

abrir  no  Rio  de  Janeiro,  e  a  ajuda  de  custo  necessária  para  o  seu  transporte. 

Lisboa,  5  de  dezembro  de  1644.  348—349 

CoNsiLTA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  jurisdicção  que  se  deveria  dar  ao  licen- 
ciado Francisí  o  Pinto  da  Veiga,  para  exercer  as  funcçõcs  de  que  fora  encar- 
regado em  todas  as  Capitanias  do  Sul  do  Brasil,  como  em  idênticas  circum- 
stancias  se  dera  ao  Desembargador  João  de  t>ousa  de  Cardenas. 

Lisboa,  9  de  dezembro  de  1644.  350 

Resposta  do  Provedor  da  Fazenda  do  Rio  de  Janeiro  Francisco  da  Costa  Barros, 
acerca  dos  aggravos  que  contra  elle  interpuzera  o  Escudeiro  António  CurveUo, 
Capitão  da  Fortaleza  de  S.  João,  por  se  ter  opposto  ao  pagamento  dos  soldos 
que  pretendia  vencer  pelo  exercito  do  mesmo  posto,  como  se  determinara  a 
favor  de  Clemente  Nogueira  da  Silva,  Capitão  da  Fortaleza  de  Santa  Cruz, 
que  recebia  por  mez  30  cruzados  de  soldo. 

Tem  annexos  dois  autos  de  aggravos  e  uma  provisão  regii.  relativa  ao 
mesmo  assumpto;  entre  as  peças  dos  autos  encontram-se  as  patentes  de  An- 
tónio C^irveJlo  e  de  Clemente  Nogueira  da  Hilva.  351 — 354 

Coxsit.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  petição  de  António  dr  Andrade.  E.s- 
crivão  dos  órfãos,  notas  e  sesmarias  do  Rio  de  Janeiro,  relativa  á  renuncia  do 
seu  cargo  a  favor  de  seu  filho  António  de  Andrade  e  á  serventia  de  Vicente 
de  Andrade  durante  a  menoridade  do  mesmo  filho. 

Lisboa,  10  de  dezembro  de  1644.  3oo 


40 


Consultas  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  de  Francisca  ia 
Cunha,  viuva  de  Francisco  de  Malva  Falcão  em  que  pede  ajuda  de  custo, 
passagens  e  mantimentos  para  ella  e  quatro  filhos  se  transportarem  para  o 
Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  4  de  novembro  e  12  de  dezembro  de  l(.)t4.  356 — 357 

RKQrKiu.Mi.xTO   de  Francisco  de  Oliveira  de  Vargas,   filho   de  António   de   Vargas 

de  Oliveira,  residente  no  Rio  de  Janeiro,  no  qual  pede  a  serventia  dos  officios 

de  contador,  distribuidor  e  inquiridor  da  mesma  cidade,  por  ter  fallecido  o 

seu  proprietário  Manuel  Jcroni/mo  úc  Lishoa  e  só  ter  deixado  filhos  menores. 

(1644).  358 

Atti;sta!ios  do  Mestre  de  Campo  O.  Vasco  Mascarenhas,  do  Capitão  do  Infantaria 
hcsj)anhola  D.  Manuel  d'Escobar  Cabral  e  do  Capitão  Pedro  Corrêa  da  Gama, 
sobre  os  serviços  de  Francisco  de  Oliveira  de  Varr/as. 

Y.  d.  (Anncxos  ao  n.  358).  359 — 361 

I 
l^jiovisÃo  pela  qual  o  Governador  do  Esíado  do  Brasil  Diogo  Luiz  de  Vargas  fez 
mercê  a  Francisco  de  Oliveira  de  Vargas  da  serventia  do  officio  de  Escrivão 
da  Alfandega  e  Almoxarifado  do  Rio  de  Janeiro. 

Bahia,  18  de  setembro  de  1630.  Traslado.  (Annera  ao  n.  358).  362 

AvTO  da  posse  que  Francisco  de  Oliveira  de  Vargas  tomou  do  reíeiido  logar,  cm  4  do 
outubro  de  1630. 

Traslado.  (Annexo  ao  n.  358).  363 

Pitovi.sÃo  pe'a  qual  o  Capitão-mór  g  Governador  Rodrigo  de  Miranda  Henriques,  fez 
mercê  a  Francisco  de  Oliveira  ae  Vargas  da  serventia  do  officio  de  Escrivão 
da  Provedoria  da  Fazenda  do  Rio  de  Janeiro,  durante  o  impedimento  de  Ber- 
nardo d'Escohar. 

Rio  de  Janeiro,  12  de  maio  de  1634.  Traslado.  (Anncxa  ao  n.  358).        364 

Ano  da  posse  que  Francisco  de  Oliveira  de  Vargas  tomou  do  referido  cargo,  em 
12  de  maio  de  1634. 

Traslado.  (Annexo  ao  n.  358).  365 

Atte.staiío.s  (4)  do  Alcaide-mór  Salvador  Corrêa  de  Sá  e  Benevides,  do  Provedor  da 
Fazenda  Constantino  de  Almeida,  do  Ouvidor  Francisco  da  Costa  Barros  e 
do  Governador  do  Rio  de  Janeiro,  Rodrigo  de  Miranda  Henriques,  sobre  os 
serviços  de  Francisco  de  Oliveira  de  Vargas. 
V.  d.  Traslados.  (Aune.ros  ao  n.  358). 

"Rodrigo  de  Miranda  Henriques,   Cavaleiro   do   Ilaljiio   de   S.   Tingo,   Capitão  mói-   e   Co- 
vcrnador.  . .    Certifico  que  vindo  eu  governar  esta  praça  e   Capitania  do   Kio  de  Janeiro  cm 

junho     de     633 " 

(Doe.  n.  369). 

3C6— 369 

CkktidÃo  d'obifo  do  Manud  .f(  roni/mo  de  Lisboa,  contador,  distribuidor  c  inq  liridor 
da  cidade  do  Rio  de  Janeiro. 

(.Vnnera  «o  n.  358).  370 


41 


Folha  corrida  de  Francisco  ãe  Oliveira  de  Vargas. 

Rio  de  Janeiro,  6  de  maio  de  1644.  •  371 

Ckktidão  cm  que  se  declara  que  Francisco  de  Oliveira  de  Vargas,  residente  no  Rio 
de  Janeiro,  nenhuma  mercê  recebera  em  recompi^nsa  de  seus  serviços. 

Lisboa,  IS  de  agosto  de  IGM.  (Atnir.ra  00  n.  ;íõ8).  372 

Co.N.sri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  os  alvitres  apresentados  por  Gaspar  de 
Brito  Freire  para  o  desenvolvimento  do  commercio  e  dos  rendimentos  da 
Fazenda  Real  no  Estado  do  Brasil. 
Lisboa,  13  de  janeiro  de  1645. 

"Viose  neste  tonsclho  liiim  papel  cie  Gaspar  de  Urito  Freire,  que  V.  M.  foi  seruido 
reinetter  a  elle,  cm  o  qual  diz  que  a  experiência  tem  mostrado  o  danno  que  recebe  o  Brazil. 
com  a  falta  de  Angola,  donde  passauão  en  cada  hum  anno  ii  ou  12  mil  cfcrauos  para  o 
seruiço  daquelle  Estado  e  fabrica  do  açúcar,  e  mais  drogas  tão  importantes  a  este  Kcino,  que 
com  eilas  se  augmenlaua  o  comercio  mercantil  e  s?  engrossauão  as  Alfandegas  de  \'.  M.  adonde 
concorrião  a  buscallos  nauios  de  toda  líuropa,  dcixandonos  em  retorno  as  fazendas  de  que 
ncccssitauamos;  sendo  pois  o  Brazil  a  conquista  mais  útil  a  esta  Coroa,  a  falta  de  cscravaria 
sua  total  ruina,  lhe  pareceo  reprezentar  os  meios  mais  conucnicntes  ao  remédio  desta  falta, 
com  o  amor  e  zello  (|ue  deue  ao  seruiço  de  V.   M. 

Pello  que,  pellas  particulares  noticias  que  tem  das  couzas  do  Brazil,  ha  alcançado,  que 
o  unieo  remédio  daquelle  Estado,  consiste  em  V.  M.  dar  licença  aos  moradores,  que  con- 
quistem   o   certão,   j^ara   tr;.zerem    índios   cciv,    que    se    siruão. 

E  porque  esta  proposta  pode  ser  encontrada  por  alguns  interessados,  que  fundados  em 
suas  utilidades,  querem  com  capa  de  Religião  desuiar  esta  Conquista;  Entende  elle  Gaspar  de 
Brito,  que  \'.  M.  dá  satisfação  a  todus  as  duuidas,  com  mandar  que  as  cousas  tocantes  ao 
Gentio,  estcjão  na  mesma  forma  que  estauão  no  anno  de...  nas  Capitanias  do  Sul.  E  com 
alguns  fauorcs  e  franquezas  que  V.  M.  faça  aos  homens  de  mar,  e  de  negócios  deste  Reino, 
poderão  armar  nauios,  para  com  elles  hirem  buscar  escrauos  a  Moçambique,  e  outras  partes, 
donde  se  podem  fazer  estes  resgattes,  o  que  será  de  grande  importância  para  o  augmento  c 
conseruação  daquelle  Estado,  o  que  não  será  difficultoso,  achando  estes  homens  o  fauor  que 
se  espera  do  animo  Real  de  V.  M.;  com  o  que  tornará  o  Brazil  a  seu  antigo  rendimento, 
e  poder-se-ha  colher  gengivrc,  anil,  algodão,  e  tirar-se  muito  salitre,  páo  Brazil  e  outras 
madeiras  de  grande  utilidade,  com  (|uc  crescerá  cm  grande  parte  o  rendimento  da  Fazenda 
Real. 

E  que  no  papel  que  tinha  dado  a  V.  M.  apontou  outras  couzas  tocantes  ao  augmento 
e  conseruação  do  Brazil;  offerecendo-se  a  mostrar  a  verdade  delias,  con  toda  a  cuidencia, 
pedindo  pefsoa  de  cujo  juizo  V.  M.  fiasse  o  exame  de  suas  propostas.  Porem,  não  chegou  a 
ser  ouuido,  sendo  o  negocio  mais  importante  que  se  podia  offerecer  a  este  Reino,  auenturan- 
do-se  pov.co,  em  dar  a  entender  a  hum  ministro  em  poucas  horas,  o  que  pc»r  elle  Gaspar  de 
Brito  e  por  outros  alcançou  em  muitos  annos. 

E  porque  as  cousas  da  Bahia  vão  em  grande  declinação,  por  serem  menos  considerados 
os  meyos  que  se  tomarão  para  o  pagamento  do  Prezidio,  e  outras  occurrcncias,  assy  militares, 
como  politicas,  sendo  quazi  intolerauel  o  grauame  das  fazendas  e  pessoas,  pelo  pouco 
cnhecimento  (|uc'deuia  ter  das  qualidades  da  terra  que  arbitrou  os  tributos:  ^\\c  Gaspar  de 
Brito  se  offerecc  a  appontar  nouos  meyos,  para  remédio  das  necessidades  prezentes;  de  que 
rezultem  sem  comparação  mayores  augmentos  á  Fazenda  Real,  sendo  mais  suaue  ao  Pouo, 
e  em  grande  beneficio  daquelles  vassallos  e  do  seruiço  e  fazenda  de  V.  M. 
No  papel   que   se  accuza   no   acima   relatado,   se  contem   o   seguinte. 

Rciidiíncnlos  da   Bahia 

Dão  pellos  dizimos  hum  anno  por  outro,  55000  cruzados,  j  terços  em  dinheiro  e  hum 
em  fazendas.  —  A  imposição  dos  vinhos  pela  primeira  entrada  a  1000  rs.  por  pipa,  e  a  outra 
dos  7000  rs.,  que  chamão  extraordinária  somente,  que  se  entende  em  que  este  donaliuo  deiuio 
quando  estiuerem  uendidos,  monta  tudo  o  do  vinho  hum  anno  por  outro  55000.  —  O  contrato 
d,ns  Balêas  4000.  —  lios  2  realles  por  caixa  de  açúcar  para  o  Reino,  3000.  —  De  agoa  ardente 
de  garapa,  5000.  —  A  chancellaria  S85.  —  Das  meias  anattas,  pagandosc  conforme  as  regras, 
que  dos  prouimentos  que  não  foren?  por  Elrey,  se  pague  cada  anno  mea  anatta  com  nou'j 
prouimcnto  ou   sem   elle,   que  quando   menos  serão   sooo  crujados.  —  As  terças  do   Conselho. 

..6  6 


6oo.  —  A    vintena    dos    açucares,    officios    e    nieneos,    40.000.  —  SnniJo    eftes    effeitos    165.485 

cruzados ' 

Mais  que  se  perniitta,  visto  liauer  paz  com  os  Olaudezes,  e  que  he  muito  necessária 
conseruar-se;  que  V.  M.  que  D.  g.  dé  licença  que  os  Olandezes  de  Pernambuco  leuem  negros 
de  Angola  a  vender  á  Bahia,  a  pagar  em  vinhos  c  azeite  de  baiêa,  i)orque  ordinariamente  ha 
na  Bahia  5000  pipas  de  vinho,  de  que  somente  se  gastão  a  metade  cada  anno,  com  que  se 
perde  os  carregadores,  e  se  dillatão  os  donatiuos;  além  do  grande  remédio  para  os  engenhos 
e  lauradores  de  açúcar,  dizimos  e  direitos  deste  Reino  e  commerr:o  dos  estrangeiros  que  os 
vem  buscar  com  suas  drogas,  e  os  direitos  (jue  pagão,  se  ponhão  de  imposição  em  cada  pipa 
de  vinho  e  de  azeite  de  balêa  que  sair  para  as  partes  que  occupão  os  Olandezes,  4000  rs., 
com  que  largamente  se  gastarão  -'500  pipas  de  vinho  e  uoo  de  azeite,  que  importa  o  vinho 
,  de  20  te  25000  cruzados  e  o  azeite  2000,  soma  tudo  27000  cruzados. 

Que  V.  M.  mande  prouizão  ao  Brazil  pata  que  quem  quizer  possa  ir  ou  mandar  ao  certáo 
baixar  índios  de  paz  c  rcsgalte,  assy  i)ara  que  s?  facão  chri.stãos,  como  i)ara  <iue  siruão  de  adm.i- 
nistração,  como  forros,  e  que  se  lhes  pague  seu  seruiço  de  cada  anno,  como  hc  uzo  e  costume 
antiquíssimo  e  immemorial;  e  que  não  possão  ser  vendidos  como  escrauos,  c  que  pela  admi- 
nistração que  \'.  M.  e  o  seu  ("jouernador  conceder  a  quem  os  i)ossuir,  ])ague  os  dittos  índios, 
assy  machos,  lomo  fêmeas,  hum  cruzado  por  cada  hum,  tanto  que  tiucr  de  idadv  de  15  annos 
para  cima;   com   que   penetrará   o   certão   e   descobrirão   mcíacs   e   minas   deli'  ,   c   se   sui)prirá   a 

falta  dos  negros  de  Angola 

He  muito  importante  e  necessária  á  conseruação  e  augmento  do  Brazil,  e  para  a  sua 
deffensão,  que  todas  e  quaesquer  embarcações  que  forem  para  a  Bahia,  sejão  os  mestres 
obrigados  em  primeiro  lugar  a  leuar  á  sua  custa,  do  porto  de  Lisboa  6  ou  7  moços,  de  8  até 
12  annos,  de  Sctuual  10  ou  i^,  do  Poito  15  ou  16,  de  Vianna  outros  tantos,  do  Algarue 
6  ou  7,  das  Ilhas  da  Madeira  13  ou  16,  e  da  Terceira  18  ou  20,  e  de  S.  Migu_'l  outros  tantos, 
e  dos  mais  portos  ao  respeito;  porque  estes  moços  não  fazem  cá  falta,  e  na  Bahia  são  de 
grande  jiroucito,  e  tanto  que  elles  forem  capazes  de  sentar  praça,  poderá  V.  M.  tirar  da  Bahia 
os  soldados  velhos  que  lhe  parecer  necessários  para  a  deffensa  deste  Reino;  e  tanto  que  estes 
moços  chegarem   á   Bahia,  o   Couernador  os  repartirá   pe'os  moradores  mais  ricos   para  que   es 

criem  e  se  siruão  dellcs  e  paguem  aos  mestres  4  ou  5000  rs.  de  frete  e  comedoria " 

373 

C.\RTA  do  Governador  do  Estado  do  Brasil  Autoiíio  Telles  da  Silva,  em  que  participa 
ter  chegado  á  Baliia  Salvador  Corrêa  de  Sá  c  Benavides  e  ter-lbe  mandado 
dar  1.000  cruzados,  que  lhe  pedira  por  empréstimo,  para  pagamento  das 
despezas  da  Infantaria  dos  galeões. 

Bahia,  23  de  fevereiro  de  1645.  374 


Consulta  do  Conselho  Ultramarino  favorável  ao  deferimento  da  petição  de  Affonso 
Novo.  residente  na  villa  de  Santos,  em  que  solicita  a  serventia  do  officio  de 
meirinlio  do  mar.  Alfandega  e  Provedoria  das  Capitanias  de  S.  Vicente  e 
Nossa  Senhora  da  Conceição. 

Lisboa,  20  de  março  de  1645.  375 


Coxsii;j AS  (4)  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  proposta  das  i)esBoas  para  o  cargo 
de  governador  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  6  de  maio  e  21  de  junho  de  1645.  Originaes  e  copias. 

A  1"  tem  o  srgumtr  despacho  régio:  "Nomeio  a  Luiz  de  Miranda  Hen- 
riques. Montemor,  28  de  setembro  de  1645  —  Rei."  376 — 379 


Carta  de  Duarte  Corrêa  Vasf|ueanes  dirigida  ao  Rei,  cm  que  lhe  pede  a  patente  de 
confirmação  do  cargo  de  governador  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro  por  seis 
annos. 

Rio  de  Janeiro  de  1G45.  380 


iS 


Mensagens  (2)  dirigidas  ao  rei  e  firmadas  por  diversos  religiosos  da  Companhia 
e  de  outras  ordens,  em  que  se  congratulam  pela  nomeação  de  Duarte  Corrêa 
VasQueanes  para  governador  da  Companhia. 

Rio  de  Janeiro,  15  e  18  de  junho  de  1645.  (Anncxas  ao  n.  380).       381 — 382 

CoxsTM.TA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  resjjosta  do  Provedor  da  Fazenda 
Francisco  da  Costa  Barros  sobre  o  ag;gravo  que  contra  elle  interpozera  An- 
tónio Curvello,  Capitão  da  Fortaleza  de  S.  João. 

Lisboa,  19  de  maio  de  1645.  383 

Consultas   (2)   do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  remessa  de  500  infantes  que  o 
Governador  do  Estado  do  Brasil   requisitara  com   urgência  para  defesa  da 
Bahia. 
Lisboa,  22  de  maio  e  1  de  junho  de  1645. 

Tem  anncxo    o  orçamento  do  frete,  dos  mantimentos  e  soldos  respectivos. 

384—386 

Consultas  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  das  providencias  que  tomara  o 
Governador  do  Estado  do  Brasil  a  respeito  de  uma  náu  hoUandeza  que,  sem 
licença,  entrara  no  porto  da  Bahia. 

Lisboa,  29  de  maio  e  9  de  juuho  de  1645. 
Tem  annexa  uma  carta  do  Governador  António  Telles  da  Silva,  em  que 
participa  a  occorrcncia.  387 — 389 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  acerca  de  uma  petição  de  António  de  Andrade 
sobre  a  serventia  do  officio  de  Escrivão  dos  órfãos,  notas  e  sesmarias  do  Rio 
de  Janeiro. 

Lisboa,  26  de  junho  de  1645.  390 

Re(íui;i{imento  do  Capitão  Lourenço  de  Brito  Freire,  em  que  pede  a  patente  de 
governador  da  gente  de  guerra  que  sob  o  seu  commando  partia  para  o  soccorro 
do  Brasil. 

(1645).  391 

CoNSTLTA  do  Conselho  intramarino  sobre  uma  carta  do  General  da  frota  do  Brasil 
Salvador  Corrêa  de  Há  e  Benaviãrs  acerca  do  soccorro  que  organisara  para 
Angola  e  que  fora  sob  o  commando  de  Francisco  de  Sottomaior. 

Lisboa,  11  de  agosto  de  1645.  392 

Auto  que  mandou  lavrar  o  General  da  frota  do  Brasil  da  reunião  que  tivera  com  o 
Governador  do  Rio  de  Janeiro  e  officiaes  superiores  da  frota  sobre  a  orga- 
nisação  do  soccorro  que  devia  partir  para  Angola. 

Rio  de  Janeiro,  15  de  abril  de  1645.  (Ann.-jro  ao  n.  392).  393 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  prisão  do  mercador  António  da  Gama, 
ordenada  pelo  General  da  frota. 

Lisboa,  11  de  agosto  de  1645.  394 


44 


Consulta  do  Conselho  L^^ltiamaiino  acerca  do  í-occorro  para  Angola  de  que  lizera  en- 
trega o  General  da  frota  ao  Governador  do  Rio  de  Janeiro  Francisco  de 
Sottomaicr. 

Lisboa,  17  de  agosto  de  164õ.  3J5 

Carta  do  General  da  frota  do  Brasil  Salvador  Corrêa  de  Sá  e  Benavides  acerca  do 
mesmo  soccorro  de  Angola. 

Rio  de  Janeiro,   14   de  maio  do  1045.    (Aí)ii<r<i   uo   n.  ?.1)5). 

"  (I-"raiic!sco  do  Sottoni:iior)   pnrtio  a  8  de  rstc  c  vai   nuiito  tem   aviado " 

fi96 

ArTO  da  entrega  de  navios,  mantimentos,  munições,  gente  de  guerra,  etc,  que  o 
General  da  frota  fizera  ao  Governador  Francisco  de  Sottomaior,  para  o 
soccorro  de  Angola. 

Rio  de  Janeiro,  4  de  maio,  de  1645.  Aiincxa  ao  n.  395). 

"e  porquanto  elle  dito  Governador  e  Capitão  general  (Je  Angola,  Francisco  Sottomaior) 
estaua  entregue  do  dito  socorro  pela  maneira  ao  diante  declarada,  disse  que  recebera  do  ditto 
general  das  frotas  4  navios  de  porte  seguinte,  a  saber,  a  náo  Capitania  por  nome  Caridade, 
senhorio  delia  o  Capitão  João  Saramenho,  e  mestre  Manuel  Fernandes  Pereira  de  280  tone- 
ladas, com  17  peças  de  artilharia  de  ferro  e  2  pedreiros  de  4,  6  e  8  livras  de  bala,  50  homens 
do  mar,  fretada  em  2000  cruzados  de  ida  e  volta,  era  que  entrão  as  pagas  que  lhe  derão  para 
a  gente,  e  assy  mais  a  náo  Almiranta,  invocação  Nossa  Senhora  de  Nasareth,  mestre  Jaqiies 
Remaldes  de  270  toneladas  com  12  peças  de  artilharia  de  ferro  de  6  até  9  livras  de  bala,  e 
8  roqueiras,  com  40  homens  do  mar,  entre  grumetes,  marinheiros  e  pagens  fretada  em 
700S0U0  rs.  de  ida  e  volta,  em  que  entrão  as  pagas  que  se  derão  á  ditta  gente,  c  assy  mais  o 
navio  poí-  rome  Santa  Catherina,  senhorio  delia  Sebastião  Lop,;s  Florrs,  e  mestre  José  Mo- 
reira de  Aze7'edo  a  qual  he  de  160  toneladas  com  9  peças  .le  ferro  de  hurna  até  5  livras  de 
bala,  com  26  homens  do  mar,  entre  grumetes,  marinheiros  c  pagens,  fretado  em  Coo$ooo  rs. 
de  ida  e  volta  em  que  entrou  as  pagas  que  se  lhe  derão  ,pãra  a  ditta  gente  e  assy  mais  a 
fragata  da  vocação  A'^.  5".  dos  Remédios  e  Estrella,  mestre  e  senhorio  delia  António  Rodrigues 
potagem,  a  qual  he  de  porte  de  80  para  90  toneladas  com  5  peças  de  artilharia  de  ferro  de 
3  até  5  livras  de  bala,  em  que  entrou  huma  de  bronze  e  2  pedreitos,  com  24  homens  do  mar, 

entre  grumetes,  marinheiros  e  pagenf,  fretada  em  5oo$ooo  de  ida  e  volta " 

397 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  do  modo  como  os  Portuguezes  do  Ma- 
ranhão e  S.  Paulo  se  deviam  haver  com  os  índios. 

Lisboa,  26  de  setembro  de  1645.  398 

Co\si'LTA  do  Conselho  Ultramarino,  sobro  a  nomeação  dos  capitães  qno  dovoriam 
commandar  os  400  infantes  que  iam  jiara  o  Brasil. 

IJsboa,  3  de  outubro  de  1G45.  399 

Co.NsrLTA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  remossa  do  armns  qno  havia  roquisiliulo 
o  Governador   do   Estado   do   Brasil. 

Lisboa,  14  de  outubro  de  1G45.  400 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  justificação  de  serviços  do  Caiiitào  Ma- 
nuel Coelho  de  Figueiroa. 

Lisboa,  20  de  outubro  de  1645.  401 

Rr.QrKKiMKNTO  do  Capitão  Manuol  Coollio  do  Flguoiroa,  em  que  podo  a  sua  i)atente. 
(Airiuro  ao  u.  401).  402 


CoNst  i.TA  do  Conselho  ntramarino,  acerca  de  uma  carta  do  Provedor  da  Fazenda 
das  Ilhas  dos  Açores,  Agostinho  Borges  de  Sousa,  acerca  do  recrutamento 
dos  soldados  que  tinha  mandado  para  a  Bahia  e  dos  que  deviam  partir  para 
o  Rio  de  Janeiro. 

IJshoa,  27  de  outubro  de  1645.  40:; 

Co-NSVLTA  do  Conselho  Ultramarino  favorável  ao  deferimento  da  petição  de  òlagda- 
Inia  de  Oliveira,  em  c|ue  solicita  passagem  para  o  Brasil,  onde  se  encontrava 
sou  marido. 

Lisboa,  ?>  do  novembro  de  164r).  404 

Consulta  do  Conselho  ITltiamarino,  sobre  o  requerimento  de  Luzia  Oomcs,  no  qual 
pede  licença  para  enibarcar  para  o  Brasil,  onde  tinha  um  irmão  rico. 

Lisboa,  5  de  novembro  de  1645.  405 

CoNstJLTAS  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  necessidade  urgente  de  enviar 
novos  soccorros  ao  Rio  de  Janeiro,  pelo  receio  de  os  hollandezes  atacarem 
aquella  praça. 

Lisboa,  5  e  8  de  novembro  de  1645.  406 — 407 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  de  Roberto  Coque,  em  que 
pede  licença  para  a  sua  náo  Nossa  Senhora  da  Boa  Hora  e  8.  Jorge  partir  do 
porto  do  Rio  de  Janeiro,  por  lhe  ser  desnecessária  a  protecção  da  frota. 

Lisboa,  5  de  novembro  de  1645.  408 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  proposta  de  pessoas  para  o  cargo  de 
Capitão-mór  e  Governador  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro. 
Lisboa,  17  de  novembro  de  1645. 

Nesta  Consulta  são  indicados  os  nomes  de  Duarte  Corrêa  Vasqueancs, 
Gonçalo  de  Barros  da  Hilva,  Francisco  Brandão  e  Martim  Gonçalves  da 
Gamara.  '^09 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  relativa  á  construcção  de  Fortaleza  da  Lage,  da 
Barra  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  20  de  novembro  de  1645. 

"V.  M.  foi  scniiild  iii.-mdar  por  resolução  flc  22  de  julho  do  anno  passado  de  644.  Q"*-' 
a  nicladi-  do  dinheiro  do  cunlio  da  moeda  do  Uio  de  Janeiro  se  gastasse  na  fortaleza  que  se 
hadc  fazer  em  I.agem   daquella  Capitania,   e  que   o  dinlieiro  do  mesmo  ciniho  da   Caiiitan.a   ue 

São   Vicente   viesse    também    á    mesma   capitania 

410 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  do  soccorro  que  se  devia  mandar  á 
Bahia  e  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  19  de  dezembro  de  1645.  ^^^ 

Carta  do  Mestre  de  Campo  da  Bahia  João  de  Araújo  para  o  Marquez  de  Montalvão. 
Presidente  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  necessidade  de  soccorrer  o  Rio 
de  Janeiro  com  gente,  armas  e  munições. 

Bahia,  líl  de  outubro  de  1645.  (Anne.ra  ao  n.  411).  -l^- 


40 


CoNsri.TA  do  Conselho  Ultramarino  acerca  da  reforma  que  fizera  o  Governador  do 
Estado  do  Brasil  António  Telles  da  Silva  no  Presidio  do  Rio  de  Janeiro, 
reduziudo-o  a  seis  companhias. 

Lisboa,  5t.  ú.  1645.  413 

Carta  regia  dirigida  ao  Governador  do  Estado  do  Brasil,  sobre  a  guarnição  do 
Presidio  do  Rio  de  Janeiro.  Lisboa,  1  de  agosto  de  1644.  Copia.  (Anncxa 
ao  n.  413).  414 

CoxsvLTA  do  Conselho  Ultramarino  favorável  ao  requerimento  de  Sebastião  Monteiro, 
residente  no  Rio  de  Janeiro,  no  qual  pede  a  propriedade  do  officio  de  meirinho 
da  cor)-eição  e  ouvidoria  geral  da  mesma  cidade,  que  vagara  por  fallecimeuio 
de  seu  pai  António  Monteiro. 

Lisboa,  10  de  janeiro  de  1646.  415 

Provisão  pela  qual  o  Governador  do  Estado  do  Brasil  fez  mer^ê  a  Sciastiãn  Monteiro 

da  serventia  do  officio  de  meirinho  da  correição  e  ouvidoria  do  Rio  de  Janeiro. 

Bahia,   14  de  abril  de  1644.  Copia.    (Annexa  ao  n.   415).  416 

Consultas  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  escolha  dos  officiaes  que  deveriam 
commandar  a  infantaria  recrutada  nos  Açores  para  seguir  para  o  Brasil. 
Lisboa,  29  e  31  de  janeiro  de  1646. 
Tem  annexo  um  decreto  relativo  ao  mesmo  assumpto.  417 — 419 

Co.NSULTA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  dos  papeis  de  serviços  do  general  da 
frota  do  Brasil  Salvador  Corrêa  de  Sá. 

Lisboa,  21  de  fevereiro  de  1646.  420 

Carta  de  Affonso  de  Barros  Caminha  para  o  Marquez  de  Montalvão,  relativa  aos 
regimentos  que  deviam  levar  as  caravellas,  que  partiam  com  o  soccorro  de 
Brasil. 

aS'.  d.   (164G).  ■  421 

Coxsrr.TAS  (2)  do  Consí-lho  ritiamarino,  áocrca  dos  logimontos  das  caravellas  do 
?.cccorro  do  Brasil. 

IJsboa,  23  do  fevereiro  e  16  do  aljril  do  1(146. 

Têm  annexos  os  regimentos,  uma  infurniação  sem  assifjnatura  e  vários 
decretos  relativos  ao  mesmo  assumpto.  422—431 

Coxsrr.TAS  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  de  Balthasar  Ro- 
drigues de  Mattos,  no  qual  pede  que  seu  filho  Lopo  Alves  da  Fonseca  fosse 
nomeado  Sargento-mór  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  9  de  março  de  1646.  432—433 

CoNsrLTA  do  Conselho  Ultramarino  sobro  o  rocrutamonto  de  tropas  nos  Açores  o  os 
prejtarativos  do  soccorro  do  Brasil. 

Lislioa,  14  do  março  do  164»;.  434 


47 


CoNSTTi.TAS  (3)  do  Conselho  ntraniarino,  sobre  a  requisição  (iiie  fizera  o  Governador 
(lo  Rio  de  Janeiro,  de  ainias,  nninieões  r.  outros  ijetredios,  neeessarios  para 
a  sua  defesa. 

Lisboa,  17  d»'  mai\o.  21  de  abril  e  23  de  junho  de  164^).  435 — 437 

Cautas  (2)  do  Governador  do  Rio  de  Janeiro  Duarte  Corrêa  Vasqueanes,  em  que  se 
refere  ao  estado  em  que  encontrara  as  fortificações,  ás  reparações  que  lh<f? 
mandara  fazer  e  á  falta  de  artilharia,  armas  e  niunirõcs  para  a  sua  defei-a. 
Rio  de  Janeiro,  11  de  fevereiro  e  8  de  março  de  1046. 

"Vizifando  as  fortalezas  (porqite  com  iduíI.i  (lili(j;ciiciii  trato  das  fortifiiaçõos  que 
rnnvém)  aclr/i  a  de  São  Sebastião  (como  teiilio  ciado  avizo  a  V.  M.)  tão  arruiiada  <|ur 
parece  que  de  prepofito  a  dei.xavão  perder,  logo  a  restaurei  e  fiz  de  nono  porcpie  lic  de 
muita  importância  para  a  defensão  desta  Cidade.  A  de  São  Martinho  sita  no  alto  da  de 
S.  João  da  Barra,  estaua  no  mesmo  estado,  e  actualmente  a  fico  reparando,  ou  olirando  de 
nouo,  que  de  maneira  está  que  a  torno  a  fazer  por  conuir  muito  para  a  guarda  da  barra,  e 
trago  ncUa  todos  os  officiaes  c  índios,  que  são  necessários,  juntando  com  grande  trabalho  os 
materiaes   pcHa    fa"ta   '|u-    iklles   lia,    c    distancii    da   cidade    á    fortaleza,    e   acabadi    passarei    á 

de    Santa    Cru:; " 

438—430 

REQti;iii.ME.\T0  de  João  Castilho  Pinto,  residente  no  Rio  de  Janeiro,  no  qual  alle- 
gando  os  serviços  que  prestara  na  guerra  com  os  HoUandezes  e  nos  cargos  que 
desempenhara,  pede  o  habito  de  Chrlsto  com  30$0n0  de  tença,  a  capitania  da 
fortaleza  de  S.  Sebastião  e  o  officio  de  Juiz  da  balança. 

Í1G46).  440 

I.xFOKMAÇÃo  de  Diogo  Lobo  Pereira  acerca  dos  papeis  de  serviços  de  Jotio  de  Cas- 
tilho Pinto. 

Lisbofi,  5  de  março  de  1643.  (Annexo  ao  n.  440).  441 

Attestaijo.s  (5)  do  Governador  Duarte  Corrêa  Vasqueanes,  dos  officiaes  da  Camará 

do  Rio  de  Janeiro,  do  Alcaide-mór  Salvador  Corrêa  de  Sá  e  Benevides,  do 

Governador  Martim  de  Sá  e  do  Ouvidor  geial   Francisco  da  Costa   Barros. 

sobre  a  nobreza  de  nascimento,  merecimentos  c  serviços  de  João  Castilho  Pinto. 

V.  (1.  (Annexos  ao  n.  440).  ^^-     ^'^^ 

Ai.vAHÁs  de  folha  corrida  de  João  ãc  Castilho  Pinto. 

Lisboa,    19   de  julho   de    1642   e   Rio   de   Ja'ieiro,    19   de   junho  de   1641, 
(Annexos  ao  n.  440).  447—448 

CoNSTi.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  do  Governador  da  Capi- 
tania do  Rio  de  Janeiro  Luiz  de  Miranda  Henriques,  em  que  pede  ajuda  de 
custo  para  o  seu  embarque. 

Lisboa,  2!)  de  janeiro  de  1646. 

Consultas  (2)  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  nomeação  dos  capitães  para  as 
tropas  que  se  enviavam  de  soccorro  ao  Brasil. 

Lisboa,  6  e  22  de  março  de  1646.  4..0— 4..1 

Coxs,  JTA  do  Conselho  Ultramarino  acerca  de  uma  carta  do  Governador  do  Rio  d. 
Janeiro  Duarte  CorrCa  Yasqueanes,  sobre  o  pedido  que  lhe  fizera  o  Gover- 
nador do  Estado,  de  seis  navios  para  a  conducção.  da  Bahia  para  o  Reino,  de 
400  hollandezes  que  se  tinham  rendido. 
Lisboa,  11  de  abril  de  1646. 


48 

Consultas  (4)  do  Conselho  Ultramarino,  trobre  os  requerimentos  de  João  Baptista 
(lo  Yallc.  nos  quaes  pede  a  ])roi)riedade  do  posto  de  ajudante  da  Capitania  de 
S.  Vicente  e  S.  Paulo  e  o  pagamento  dos  respectivos  soldos. 

Lisboa,  31  de  maio  de  l(í44   e  11  o  20  de  abril,  e  27  de  julho  de  1646. 

453—456 

Imormação  sobre  a  imiiortancia  do  soldo,  que  vencia  o  sargento-niór  do  Castello 
de  Lisboa. 

20  de  julho  de  164(5.   (Annc.ra  ós  coíisidlas  aiílcccdoitcs).  457 

Co.xsiLTA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  as  instrucQões  que  se  deviam  dar  ás 
caravtllas  que  transportavam  o  soccorro  do  Brasil. 

]Jsboa,  27  de  abril  de  1646.  458 

DiXKKTO  pelo  qual  se  transmittem  ao  Conselho  Ultramarino  diversas  instrucções  paia 
os  navios  de  soccorro  ao  Brasil,  relativas  principalmente  aos  portos  em  que 
deveriam  entrar. 

Lisboa,  8  de  maio  de  1640.  Original.  (Annexo  ao  n.  458).  459 

Auto  da  reunião  dos  jjilotos  da  carreira  do  Brasil,  convocada  pelo  Presidente  do 
Conselho  Ultramarino  paia  lhes  communicar  as  referidas  instrucções. 

Lisboa,  13  de  abril  de  1645.  (Atuiexo  ao  n.  458).  460 

Co-NSUi.TAS    (3)    do  Conselho  Ultramarino,   sobre  as  devassas  a  que  o   Licenciado 

Francisco  Pinto   da    Veiga   fora  proceder   no  Rio   de  Janeiro   e   ás   prisões 
que  por  sua  ordem   se  tinham  efícctuado. 

Lisboa,  21  de  abril  e  5  de  maio  de  1646.  461 — 463 


Cakta  do  Licenciado  Francisco  Pinto  da  Veiga,  em  que  dá  conta  da  forma  como 
desempenhara  a  commissão  de  serviço  que  lhe  fora  confiada  e  das  prisões  que 
mandara  fazer  cm  virtude  das  devassas  a  que  procedera. 

Rio  de  Janeiro,  13  de  janeiro  de  1646-  (Anncxa  ao  n.  461).  46  4 

Despacho  pelo  qual  se  ordenou  a  Francisco  Pinto  da  Veiga  que  cimiprisse  as  ordens 
regias  que  se  lhe  tinham  dado  e  que,  desempenhada  a  sua  commissão, 
jegressasse  ao  Reino  e  trouxesse  os  respectivos  piocessos  das  devassas. 

Lisboa,  13   de  abril  de  16  40.   (Annexo  ao  n-   461).  465 

Rki'rksk.n'ia(;õks  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro  c  do  Governador  Duarte  Corrêa  Vas- 
queanes,  nas  quaes  pedem  que  sejam  dadas  fianças  aos  indivíduos  i)resos  á 
ordem  do  licenciado  Francisco  Pinto  da.  Veiga. 

Rio  de  Janeiro,  30  de  dez(Miibro  do  1645  e  18  de  janeiro  de  1646. 

466—407 

Cartas  regias  (2)  pelas  quaes  se  ordenou  a  Francisco  Pinto  da  Veiga,  que  soltasse, 

sob  fianças,  os  diversos  presos  implicados  nas  devassas  a  que  tinha  procedido. 

Lisboa,  16  de  abiij  de   1040.   (Anncras  do  n.  401).  468— 40'J 


49 


Consultas  (2)  do  Coiiselho  Ultramarino,  sobre  o  soccorro  do  Brasil. 
Lisboa,  11  e  27  de  abril  de  1646. 

Têm  annexas  três  informações  dos  Secretarias  do  Concelho  Pedro  Vieira 
da  Silva  e  Affovso  de  Barros  Caminha.  470 — 474 

Caria  do  Governador  Duarte  Corrêa  Vasqueanes,  om  que  manifesta  o  receio  de  um 
ataque  dos  hollandczes  e  a  falta  de  recursos  i)ara  a  defesa,  pois  precisava  que 
lhe  fossem  enviadas  gente,  armas  e  munições  com  a  maior  urgência. 

Rio  de  Janeiro,  18  de  janeiro  de  1646.  (Annexa  ao  n.  470).  475 

Representação  dos  officiaes  do  Senado  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  pedem 
lhes  sejam  enviadas  gente  de  guerra,  armas,  munições  e  artilharia  para  a 
defesa  da  praça,  no  caso  de  um  ataque  dos  hollandezes,  repellidos  de  Per- 
nambuco. 

Rio  de  Janeiro,  18  de  janeiro  de  1646.  (Atmexa  ao  n.  470).  476 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  de  Pedro  da  Costa,  em 
que  pede  a  serventia  dos  officios  de  Escrivão  das  execuções  e  ouvidoria  da 
cidade  do  Rio  de  Janeiro,  durante  o  impedimento  do  respectivo  proprietário 
João  da  Fonseca.  477 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  os  presos  que  estavam  na  cadeia  do  Rio 
de  Janeiro,  á  ordem  do  licenciado  Francisco  Pinto  da  Veiga. 

Lisboa,  14  de  maio  de  1646.  478 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  os  navios  que  o  Governador  do  Estado 
do  Brasil  pedira  ao  Governador  do  Rio  de  Janeiro,  para  da  Bahia  conduzirem 
ao  Reino  os  hollandezes  que  ali  estavam  prisioneiros. 

Lisboa,  25  de  maio  de  1646.  479 

REPRESKNTAr.\o  dos  ofliciacs  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  protestam  contra 
a  requisição  de  navios,  a  que  se  refere  a  consulta  anterior,  por  ser  muito 
nociva  ao  commercio  daquella  cidade. 

Rio  de  Janeiro,  5  de  fevereiro  de  1646.  Copia.  (Annexa  ao  n.  479).        480 

CoNsuj.TA  do  Conselho  Ultramarino  acerca  de  uma  carta  do  Governador  do  Rio  do 
Janeiro  Duarte  Corrêa  Vasqueanes,  em  que  pede  urgentemente  o  soccorro 
necessário  para  a  defesa  daquella  praça. 

Lisboa,  2  de  junho  de  1646.  481 

Consulta  do  Conselho  Ultramaiino,  sobre  uma  carta  do  Governador  do  Rio  de 
Janeiro,  acerca  do  offerecimento  dos  Padres  da  Companhia  para  irem  explorar 
a  Serra  das  Esmeraldas,  na  Capitania  do  Espirito  Santo,  como  o  já  tinham 
feito  á  sua  custa  Dominoos  de  Azevedo  Coutinho  e  seu  irmão  António  de 
Azevedo  Coutinho. 

Lisboa,  2  de  junho  de  1646.  ^^" 

1.6  7 


50 


Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  petição  de  Belchior  de  Mello,  capitão 
de  uma  Companhia  de  Infantaria  do  Estado  do  Brasil,  em  que  solicitava 
permissão  para  demorar  a  sua  partida. 

Lisboa,  2  de  junho  de  164G.  483 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  exportação  dos  vinhos  da  Madeira  para 
o  Brasil  e  os  direitos  que  pagavam  nas  Alfandegas. 
Lisboa,  20  de  junho  de  1(!4(>. 

"Consta  da  receita  por  entrada  da  Alfandega  do  Funchal  da  Ilha  da  Madeira,  por  cer- 
tidão passada  pello  escriuão  delia  Aiidrc  Gonçalves  de  Andrade,  por  mandado  do  Prouedor 
da  Fazenda  daquella  Ilha  Manuel  Fieira  Cardoso  o  seguinte:  Desde  o  primeiro  de  janeiro  de 
645  se  despachou  naquella  Ilha  para  a  Bahia  de  todos  os  Santos,  até  fim  de  mayo  do 
nie,>^nio  arno,  ii  carauellas  e  5  nauios,  c  nellas  se  carregarão  e  despacharão  para  a  ditta 
cidade  da  Lahia,  s\;7  pipas  e  meia  de  vinho,  e  delias  196  se  despacharão  em  outubro  do 
mesmo  anno.  Dcspacharão-se  mais  nas  mesmas  embarcações  38  quartcirollas  de  agoa  ardente 
de  4  em  pipa.  Consta  mais  carregar  na  ditta  Ilha  para  o  Rio  de  Janeiro  9  nauios  redondos  e 
huma  carauella,  e  nelles  se  despacharão  para  aquella  praça,  desde  o  primeiro  de  janeiro  de 
645  até  fim  de  maio  do  mesmo  anno  1766  pipas  de  vinho.  Despacharão-se  mais  nas  mesmas 
embarcações  para  o  mesmo  Kio  de  Janeiro,  79  quarteirollas  de  agoa  ardente  e  7  de  vinagre..." 

4S4 

CoxsuLTA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  uma  carta  do  Capitão  Simão  da  SUva 
Leitão,  relativa  :io  recrutamento  de  uma  companhia  de  Infantaria  na  Ilha  de 
S.  Miguel,  para  ir  servir  no  Brasil. 

Lisboa,  7  de  julho  de  1646. 

Tem  annexa  a  carta  ú'  Simão  ãa  Silva  Lrifão.  485 — 486 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  nomeação  do  Ouvidor  geral  da  Capi- 
tania do  Rio  de  Janeiro  que  succedesse  ao  Licenciado  Damião  d' Aguiar,  que 
terminara  o  tempo  de  serviço. 
Lisboa,  12  de  julho  de  1646. 

Tem  á  margem  o  seguinte  despaclw:  "Nomeo  para  este  lugar  Gonçalo 
Corrêa  do  Campo."  487 

Requekimknto  do  licenciado  João  Homem  de  Menezes,  no  qual  pede  o  logar  de 
Ouvidor  geral  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro. 

(Annexo  ao  n.  487).  488 

Consultas  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  de  uma  carta  dos  officiaes  da  Ca- 
mará do  Rio  de  Janeiro,  sobre  a  construcção  da  Fortaleza  da  Lage. 

Lisboa,  2.5  de  janeiro  e  21  de  julho  de  1646. 

Têm  annexa  a  nota  do  rendimento  da  vintena  e  do  subsidio  c  ãa  sua 
applicação.  489 — 491 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  do  Capitão  Francisco  da 
Cruz,  no  qual  pede,  em  remuneração  de  seus  serviços,  o  habito  de  Christo  e  o 
posto  de  sargento-mór,  (\ue  primeiramente  vagasse  no  Brasil. 

Lisboa,  2S  de  julho  de  1646.  492 

CoNsn.TA  do  Conselho  Ultramarino,  desfavorável  ao  deferimento  da  seguinte  petição. 
Lisboa,  7  de  agosto  de  1646.  493 


íí:- 


51 


Requebimexto  de  Luiz  de  Freitas  Mattoso,  no  qual  pede  a  confirmação  do  soldo  de 
capitão  reformado  da  praça  do  Rio  de  Janeiro. 

(Aniwxo  ao  n.  493).  494 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  do  referido  na  seguinte  carta. 

Lisboa,  30  de  agosto  de  1646.  495 

Carta  do  Mestre  de  Campo  Francisco  de  Figueiroa,  sobre  o  recrutamento  de  tropas 
para  o  soccorro  do  Brasil. 

Funchal,    7   de  julho  de   1646.  496 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  arribada  do  patacho  Nossa  Senhora 
(la  Victoria  e  Penha  de  França,  que  conduzia  tropas  para  o  Brasil  sob  o  com- 
mando  do  Capitão  de  Infantaria  João  Figueira: 

Lisboa,  30  de  agosto  de  1646. 

Tem  anncxos  uma  carta  do  Capitão  João  Figueira,  outra  do  Secretario 
do  Conselho  Affonso  de  Barros  Caminha  e  o  protesto  do  mesmo  capitão,  íat. 
vrado  no  mar  alto,  por  occasião  da  avaria  que  forçou  a  arribada  do  patacho 
a  Setúbal.  497 — 500 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  recrutamento  de  500  homens  que  o 
Mestre  de  Campo  Francisco  de  Figueiroa  fora  fazer  á  ilha  da  Madeira,  para 
serem  enviados  ao  Brasil. 

Lisboa,  9  de  setembro  de  1640. 

Tem  annexas  duas  informações  do  Secretario  do  Conselho,  relativas  ao 
mesmo  assumpto.  501 — 503 

Cabta  do  Mestre  de  Campo  Francisco  de  Figueiroa,  acerca  do  referido  recrutamento. 
Funchal,  28  de  agosto  de  1646.  (Annexa  ao  n.  500).  504 

Cartas  regias  dirigidas  ao  Governador  da  Ilha  da  Madeira  Manuel  de  Sousa  Mas- 
carenhas e  ao  Mestre  de  Campo  Francisco  de  Figueiroa,  sobre  o  mesmo  as- 
sumpto dos  does.  antecedentes. 

Lisboa,  8  de  outubro  de  1646.  (Annexas  ao  n.  500).  505 — 506 

Cartas  do  Mestre  de  Campo  Francisco  de  Figueiredo,  do  Governador  da  Ilha  la 
Madeira  INIanuel  úo  Sousa  Mascarenhas  e  do  Sargento  mór  Jeronymo  de 
Enojoza,  sobre  o  recrutamento  dos  500  soldados  para  o  Brasil. 

Funchal,  30  de  junho,  11  e  12  de  agosto  de  1646.  (Annexas  ao  n.  500). 

507—509 

Certidões  de  diversos  officiaes  da  Alfandega  do  Funchal,  requerimento  de  Lourenço 
da  Gama  e  declaração  do  Mestre  André  Gonçalves,  relativas  ao  mesmo  re- 
crutamento. 

V.  d.  1646.   (Annexas  ao  n.  500).  510—517 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  escolha  e  nomeação  do  Governador  da 
Capitania  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  13  de  outubro  de  1646. 


ââ 


"Por  V.  ^í.  auer  nomeado  para  o  gouerno  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro  a  Pêro  de 
Sousa  de  Castro,  e  depois  Akaro  de  Miranda  Henriques,  e  ultimamenle  a  Manuel  Freire  de 
Andrade,  que  todos  três  se  escusarão  e  não  quizerão  hir  e  conuir  no  tempo  prezente  para  se- 
gurança daquella  Capitania  que  a  pessoa  que  a  ouuer  de  gouertiar,  tenha  valor,  sufficiencia  e 
qualidade.  l';;receo  ao  Conselho  nomear  para  o  dito  gouerno  em  primeiro  lugar,  a  dom  Jorge 
Henriques,  em  quem  concorre  qualidade  e  seruiços  bastantes  de  20  anos  com  que  aquclla 
praça  ficara  bem  prouiila.  lun  s;gundo  a  Siiluador  de  Mello  da  Silua.  fidalgo  que  tem  seruido 
a  V.  M.  com  grande  zelo,  uindo  de  Catalunha  com  a  sua  companhia  inteira  seruir  a  V.  M. 
a  este  Reino,  com  a  qual  seruia  no  tempo  de  Castella  antes  de  V.  M.  aclamado  nestes  seus 
Reinos,  e  foi  capitão  mór  em  huma  das  principaes  praças  da  Biira  onde  seruio  com  muita 
satisfação,  e  he  pessoa  de  muitos  seruiços  e  ualor. 

E  em  terceiro  a  Marfim  Gonçalues  da  Camará,  a  quem  V.  M.  tem  promettido  huma 
comenda  e  feito  mercê  de  huma  capitania  mór  das  náos  da  índia,  e  actualmente  está  seruindo 
de  capitão  do  forte  da  cidade  do  Porto. " 

518 

Parecer  de  Salvador  Corrêa  de  Sá,  em  que  sustenta  a  conveniência  de  tornar  a  Ca- 
pitania do  Rio  de  Janeiro  independente  do  Governador  do  Estado  do  Brasil. 
(Annexo  ao  n.  518). 

"Conta  o  Estado  do  Brazil  e  seu  governo  de  todas  as  terias  e  capitanias  a  elle  unidas, 
assim  da  parte  do  norte,  como  do  sul:  na  repartição  do  sul  estão  as  capitanias  do  Rio  de 
Janeiro,  Spirito  Santo,  e  S.  Vicente,  com  os  mais  lugares  delia,  que  de  prezente  são  da  juris- 
dição do  Gouernador  geral  daquelle  Estado,  que  assiste  na  cidade  da  Bahia,  principal  da  parte 
do  norte;  a  cuja  jurisdição,  ou  o  pediren?  menos  os  tempos  passados  que  os  prezentes,  ou  o 
pouco  conhecimento  da  importância  de  sua  separação,  ou  finalmente  o  querer  fazer  hum 
largo  Estado,  em  que  occupar  pessoas  illustres  e  de  merecimentos,  fes  unir  a  repartição  do  sul, 
contra  todas  as  conueniencias  do  seruiço  desta  Coroa,  e  oje  de  V.  M.,  que  se  bem,  cm  todo  o 
tempo  tinhão  o  mesmo  lugar,  neste  prezente  o  tem  per  razoens  mais  efficazes,  de  que  abaixo 
uão   algumas   apontadas. 

E  supposto  que  já  nos  tempos  passados  se  fez  consideração  das  conueniencias  que  auia 
para  esta  separação  dos  gouernos  de  norte  e  sul,  naquelle  Estado,  e  totalmente  se  separarão, 
e  diuidirão;  como  comtudo  estão  oje  outravez  vinidos,  e  ha  rezoens  de  prezente  muito  uiuas, 
que  pedem  a  tal  diuizão,  pareceo-me  manifestalas  a  V.  M.  neste  papel,  pello  muito  que  dczejo 
seu  Real  seruiço,  e  como  quem  daquellas  partes  tem  bastante  conhecimento.  São  ellas,  que 
o  serem  aquellas  repartiçoens  separadas,  e  independentes  huma  da  outra,  conuem  a  melhor 
seruiço  de  Deos,  e  de  V.  M.;  a  melhor  gouerno  e  defensão,  a  maior  augmento  da  fazenda  Real 
de  V.  M.,  e  a  maior  bem  de  seus  vassallos. 

A  melhor  serviço  de  Deos,  e  de  V.  M.  porque  a  repartição  do  sul,  se  estende  até  Buenos 
Ayres,  com  as  legoas  de  distancia  que  abaixo  se  relatão;  para  ella  se  naucga  ordinariamente 
com  monçoens,  jior  cuja  rczão,  lhe  chegão  muitas  uezes  primeiro  as  nouas  deste  Reino,  que 
as  capitanias  da  repartição  do  norte.  Os  moradores  são  hum  pouco  absolutos,  inobedientes,  e 
reuoltosos  per  natureza,  a  que  fauorece  muito  a  falta  de  superiores  que  os  castiguem,  por 
estar  o  gouernador  tão  longe,  na  cidade  da  Bahia;  e  assim  fazen.'  muitos  motins,  em  grande 
prejuízo  da  justiça,  de  que  succede  auer  mortes  c  outros  cazos  atrozes,  sem  castigo:  e  com 
grande  dispêndio  se  lhes  precura  na  Bahia  a  seus  delictos,  nem  aos  ministros  inferiores 
obedecem,  com  o  recurso  que  tem  para  a  Bahia,  aonde  os  gouernadores  geraes  dispõem  nas 
materiaes  (pella  muita  distancia)  com  pouca  informação  e  nenhuma  noticia,  e  as  mais  uezes 
per  affcição  provêm  os  cargos  em  pessoas  que  não  tem  experiência,  nem  conhecimento  daquellas 
partes,  a  que  por  este  respeito  fica  sendo  de  grande  prejuízo  sua  união,  e  sugeição  ao 
ílouernador  geral  da  Bahia:  c  o  não  he  de  menos  a  este  Keino,  pois  não  serue  mais  a  tal 
união,  que  de  alteraçoens  e  desobediências,  que  ncllas  são  continuas,  e  que  cessarão,  gouer- 
nando-se  por  seu  gouernador  geral  separadamente  e  conuem  muito  mandar  V.  M.  attender  a 
este  ponto,  pois  he  notório  o  que  delias,  e  de  mouímento  ouue  em  S.  Paulo,  no  Spirito  Santo, 
e  no  Rio  de  Janeiro,  cm  tempo  do  (íonernador  Luiz  Barhalho;  tendo  as  mais  delias  sua 
origem,  de  V.  M.  mandar  hiuna  couza,  e  os  (louernadorcs  da  Bahia,  outra,  por  snistras  e 
contrarias   ínformaçoens. 

A  melhor  gouerno,  e  defensão:  porcjue  não  ha  d'.iuida  que  r.'c!)mr  ha  de  goucrnar,  o 
'  acudir    as   partes    necessárias    em    sua    província    hum    gouernador    que    a    tiuer    mais    unida, 

que  o  que  mais  estendida  e  dilatada;  já  cm  consideração  desta  rezão,  se  fez  gouerno  geral  e 
separado  o  do  Maranhão,  que  consta  de  muito  menos  nouoaçoens,  gente,  e  terra,  que  a  re- 
partição do  sul,  porque  do   Spirito  .Santo  até  Buenos  Ayres,  ha  mais  de  500  legoas,  onde  ha 


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muitos  portos,  e  lugares  pousados  de  Poruiguczcs.  E  por  esta  conueniencia  de  bom  gouCrno, 
no  Peru,  são  os  gouernos  separados,  não  sendo  todos  de  portos  de  mar,  cm  que  se  dá  muito 
iiiaiur  rczão. 

Fica  também  esta  repartição  do  sul  por  mar,  e  terra,  fronteira  de  Castella;  e  para  todos 
os  comettimentos,  conuem  que  V.  M.  lhe  ponha  quiiu  a  gouerne  no  tempo  prezente,  com  as 
utilidades  que  pôde  dar  de  si,  em  rezão  desta  uizinhança,  e, alteração  dos  Olandezcs,  com  ter 
V.  M.  hum  conselho  ultramarino,  onde  e  mais  a  gosto  venhão  as  coufas  parar,  para  se  dar 
Cl. ma  a  V.  M.  com  melhor  conhecimento,  que  da  Bahia,  onde  muitos  perecem  de  que  V.  M. 
não  tem  noticia,  e  o  tempo  pella  Bahia,  he  de  hum.  anno,  em  rczão  das  monçoens,  e  daquella 
repartição,  a  c-3te  Keino,  acontece  muitas  uezes  ser  de  6  e   7  mezcs. 

Conuém,  Senhor,  que  V.  M.  mande  pôr  en.'  maior  consideração  aquella  repartição,  pois 
aucr-se  defendido  cila  só,  he  obra  de  Deos,  e  boa  fortuna,  porque  uemos  que  Maranhão,  Pará, 
Rio  grande,  Paraiva,  Ilha  de  Tamaracá,  Pernambuco,  Sergipe  dei  Rey,  Bahia,  Ilhéos,  Porto 
Seguro,  todas  capitanias  que  forão  roubadas,  e  saqueadas  dos  Olandezcs:  e  as  do  sul,  não 
posto  que  também  forão  a  cilas:  que  parece  o  permitte  Deos  para  auiso,  de  que  V.  M.  lhes 
mande  acuilir,  pois  são  grandes  as  conueniencias  que  nellas  ha,  e  acomodado  o  sitio  para 
os  inimigos  desta  Coroa  se  fortificarem.  E  a  V.  M.  não  he  escondido  o  grande  cuidado  com 
que  appttecem  aquelle  distrito  os  Olandezcs,  que  per  ser  nação  que  aspira  as  couzas  de  maio- 
res ganâncias  e  interesses,  e  os  que  nellc  se  promettem  sejão  muito  conformes  a  sua  inclinação, 
de  crer  he  que  procurarão  cada  vez  mais  leuar  adiante  seu  disignio  e  conquistar  aquella 
repartição,  que  em  certo  modo  os  conuida  com  estar  unida  á  Bahia  e  repartição  do  norte,  e  por 
esta  rezão  mais  fraca  para  a  defensa,  e  menos  fortificada,  aucndo  depender  seu  soccorro  e  go- 
uerno  de  tão  longe.  E  pois  até  agora  tem  Deos  acudido,  e  tem  succedido  bem,  bem  he  que 
V.  M.  lhe  mande  acudir  com  o  remédio  a  que  o  tempo  der  lugar,  pois  da  Bahia  se  n.'iO  pôde 
remediar,  por  ficar  muito  distante,  e  depender  a  nauegação  para  aqucllas  partes  de  monçoens, 
como   fica  dito. 

E  a.?sim,  Senhor,  que  o  con.'  que  se  lhe  houuer  de  soccorrer,  ha  de  ser  em  direitura, 
ordenando  V.  M.  se  fortifiquem  aquellas  praças:  e  para  V.  M.  ser  mais  bem  seruido  parece 
fora  de  toda  a  duuida  deuer-se  ueuidir-se  aquella  repartição  da  Bahia,  porque  assim  será 
melhor  defendida,  soccorrida  e  fortificada,  e  tratarão  as  pessoas  que  V.  M.  lhe  mandar,  de 
todas  as  conueniencias  do  seruiço  de  V.  M.,  de  que  abai.xo  irão  apontadas  algumas,  e  terá 
V.  M.  certas  noticias  do  que  ha,  e  para  os  soccorros  necessários,  se  accudirá  com  maior 
breuidade,  e  o  estar  unida  aquella  repartição,  não  he  utilidade  a  repartição  do  norte,  por 
que  delia  não  uem   á   Bahia  fazendas,   nem   materiaes   alguns. 

A  maior  augn.'jnto  da  Fazenda  real  de  V.  M. :  porque  perecem  as  utilidades,  que  daquclla 
repartição  do  sul,  lhe  estão  descubertas,  afora  outras  grandes,  que  está  promettendo,  e  se 
vê  deste  exemplo,  que  auendo  muito  qu.e  se  tinha  encarregado  ao  Gouernador  geral  o  des- 
cubrimento  das  esmeraldas,  se  não  poz  em  execução,  senão  agora,  que  se  remetterão  as  ordens 
pello  conselho  ultramarino  ao  Gouernador  do  Rio  de  Janeiro.  As  que  está  promettendo, 
porque,  o  Rio  de  S.  Francisco.  12  legoas  da  Cananea,  tem  luima  barra,  em  que  podem  nadar 
galeoens,  e  tem  ao  longo  de  si  várzeas  de  infinita  madeira  de  sedros  e  de  outras  muitas  castas 
excellentes,  para  fabricas:  tem  muito  embc,  de  que  são  as  cordas  que  se  lizão  no  Brazil,  e 
serue  para  amarras  e  outras  cabos,  e  delias  se  approvcitão  os  nauios,  que  para  aquellas  partes 
se  fazem,  e  tem  propriedade  de  se  conseruar  nagoa:  he  nuiito  abundante  de  todo  o  género  de 
peixe  e  nlari^cos,  e  na  villa  de  Cananea  de  farinhas,  de  guerra,  c  dahi  saem  as  que  uão 
para  o  Rio  de  Janeiro  e  Angola,  e  10  legoas  pella  terra  dentro  estão  campinas  de  pinhaes, 
onde  se  pode  fazer  grande  ([uantidade  de  breu:  ha  caminho  por  terra  e  por  mar  para 
a  7i7/a  de  S.  Paulo,  onde  ha  mais  de  40.000  índios,  e  os  mais  delles  carpinteiros.  E  nesta 
terra  toda  ha  minas  de  lauagem  e  nella  se  espera  o  descubrimento  das  mais. 

Pêra  V.  M.  de  mandar  fabricar  galeoens  nesta  paragem,  deue  n.undar  escolher  pessoa 
de  consideração,  e  experimentada,  com  que  se  faça  assento,  dando-se-lhe  o  que  parecer  bem, 
e  se  ajustar  por  cada  galeão,  que  elle  fabricar  á  sua  custa,  com  todo  o  necessário,  exceptuando 
artilharia  e  municoens,  para  poderem  fazer  uiagem  a  este  Reino,  e  também  V.  T.f.  lhe  deue 
mandar  dar  os  mestres  dos  galeoens,  para  que  os  facão  e  fortifiquem  pellas  bitolas  que  lhes 
furem  dadas  neste  Reino. 

Estes  galeoens  hão  mister  consignação  com  que  se  facão;  o  que  parece  pode  ser  per  hunxi 
de  duas  vias;  ou  aplicando-lhe  as  do  porto,  na  quantidade  que  pedir  o  concerto  com  a  pessoa  a 
(jue  se  ouuer  de  encomendar  esta  fabrica,  ou  lançando-se  huma  auaria  nos  assucares,  para 
este  effeito,  paga  nas  alfandegas  deste  Reino,  que  se  poderá  dar  per  contrato  a  quem  mais  der, 
sendo  preferida  a  tal  pessoa,  pello  tanto;  e  os  mercadores  e  moradores  não  deuem  repugnala, 
pois  se  lhes  segue  a  utilidade  de  auerem  de  uir  os  2  galeoens,  que  se  fabricarem  em  cada  hum 
anno,  comboyando  os  nauios.  E  também  se  podem  consignar  os  fretes  que  sobejaremi,  paga  a 


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gente  do  mar.  E  por  estes  modos  uirá  V.  M.  a  ter  todos  os  annos  (tirado  o  primeiro,  que  será 
necessário  para  assentar  a  fabrica)  2  galeoens  com  muito  pouca  despeza,  e  pode  acontecer  que 
sem  nenhuma  mais,  que  a  dos  dous  effeitos  de  auaria  e  fretes,  sendo  a  pessoa  de  consideração 
e  fazendo-lhe  V.  M.  algumas  mercês,  para  que  clle  da  sua  parte  ajude  e  assista  a  estas 
fabricas.  Pêra  a  falta  que  V.  M.  tem  de  mctaes  neste  Reino,  auendo  tanto  nas  Capitanias  de 
S.  Paulo  e  S.  Vicente,  parece  que  se  a  pessoa  que  fòr  a  estas  fabricas,  fòr  de  talento  e  qua- 
lidade, poderá  não  somente  encarregar-lhe  V.  M.  a  fabrica,  se  não  também  as  minas,  pois  se 
estão  perdendo  á  falta  de  quem  trate  delias:  e  ha  muito  ferro  naqucllas  partes,  que  por  falta 
de  beneficio  se  não  faz,  sendo  tão  necessário  naquele  estado,  que  facilitará  a  fabrica  dos  ga- 
leoens, e  quando  se  não  consiga  das  minas  mais  que  o  beneficio  destas  do  ferro,  e  das  de 
lauagem,  he  muito  melhor  tratar  delias,  que  perderem-se  á  mingoa,  pois  nestas  não  ha  du- 
uida  que  uai  a  auensar  a  fazenda  de  V.  M.  quanto  muis  que  o  descubrirem  as  de  cobre  e 
prata,  será  de  muita  importância.  E  na  limitação  em  que  hoje  estão  as  minas,  consta  que  uierão 
10$  cruzados  de  quintos  a  António  Telles  per  onde  se  julga  que  tratando-se  delias  com  todo 
o  cuidado,  se  tirarão  grandes  quantias.  Este  se  lhe  não  pode  aplicar  conuenientemente,  nem 
á  fabrica,  nem  ás  minas,  não  tendo  aquella  repartição  do  sul  seu  gouernador  geral  de  mais 
perto,  que  a  tudo  acuda  com  a  promptidão  necessária,  e  por  esta  rezão,  não  sendo  separada  da 
repartição  do  norte  e  da  Bahia  donde  não  podem  esperar  utilmente  as  ordens  e  reparos  de 
qualquer  accidente. 

Ao  maior  bem  dos  vassallos  de  V.  M.  porque  do  que  fica  dito  se  colhe,  o  que  resulta 
assim  aos  moradores  daquella  repartição,  como  aos  moradores  da  repartição  do  norte,  por  lhes 
ficar  por  esta  uia  (separadas  ellas)  o  seu  Gouernador  geral  da  Bahia  mais  desempedido  e  prom- 
pto,  para  acudir  ao  que  lhe  carrega:  e  ainda  a  todos,  com  cessarem  com  isto  os  njotins,  moui- 
mentos,  alteraçõens  e  falta  de  justiça,  com  o  mais  que  fica  representado,  que  ha  cada  dia  na- 
quella  repartição  do  sul.  E  assim  ainda  que  as  occasioens,  accidentes  dos  tempos,  e  outras 
cauzas,  fizessem  unir  aquellas  duas  repartiçoens,  de  norte  e  sul,  no  Estado  do  Brazil,  ao 
gouernador  geral  que  assiste  na  Bahia,  estes  mesmos  accidentes  do  tempo  prezente,  e  mu- 
dança dos  tempos  (que  nem  sempre  são  os  mesmos)  estão  pedindo  que  a  repartição  do  sul 
se  separe  da  do  norte,  e  que  V.  M.  aproueja  de  seu  gouernador  geral,  independente  em  tudo 
do  da  Bahia,  e  immediato  a  V.  M.,  a  seus  conselhos,  e  gouerno,  pelas  razoens  apontadas. 

Não  ignorou  ilem  de  Saa  Gouernador  geral  do  Estado  do  Brazil,  quanto  conuinha  ao 
scruiço  Kcal  e  bem  commum,  estar  esta  repartição  do  sul  separada  c  independente  da  do 
norte,  quando- no  anno  de  1568,  pcllos  poderes  que  tinha,  depois  de  lansados  delia  os  francezes, 
desuniu  cm  toda  a  cidade  do  Rio  de  Janeiro  do  gouerno  geral  da  Bahia,  fazendo-a  inde- 
pendente de  todo  outro  gouerno,  e  mando,  que  não  fosse  o  Real,  e  isto  por  achar  que  assim 
conuinha  melhor  ao  seruiço  de  Deos  e  de  S.  A.  segundo  relata  por  e.xtenso  nos  poderes  que 
deu  a  Saluador  Corrêa  de  Saa,  a  quem  fez  Gouernador  delia.  Da  n^snia  maneira  foi  nella 
depois  prouido  o  Gouernador  Christouão  de  Barros  no  anno  de  1571  e  com  prouizão  para 
mandar  trazer  das  Capitanias  do  Spirito  Santo  e  S.  Vicente,  tudo  o  que  lhe  fosse  necessário, 
e  lhe  obedecerem  neste  particular.  Com  mais  amplos  poderes  desuniu  esta  repartição  do  sul, 
do  gouerno  geral  da  Bahia,  Elrey  de  Castella,  gouernando  este  Reyno,  antes  da  felix  resti- 
tuição delle  a  V.  M.,  fazendo  Gouernador  geral  da  repartição  do  sul,  em  que  entrarão  as  ca- 
pitanias do  Rio  de  Janeiro,  Spirito  Santo,  e  S.  Vicente,  independente  em  tudo  do  Gouernador 
geral  da  Bahia,  a  D.  Francisco  de  Sousa  no  anno  de  1608,  relatando  na  sua  carta  c  prouizõens, 
que  o  fazia,  per  assim  conuir  á  melhor  administração  de  justiça,  gouerno  daquella  repartição, 
bem  commum  dos  vassalos,  e  maior  utilidade  da  l"azenda  Real.  E  por  estar  a  dita  repartição 
tão  distante  da  Bahia,  o  mesmo  Sc  tiidia  concedido  a  Saluador  Corrêa  de  Saa  c  Bcitavidcs.  E 
SC  já  naquelle  tempo,  em  que  as  causas  não  crão  tão  urgentes,  como  as  que  neste  papel  se  apon- 
tão,  per  maior  a  V.  M.,  se  fazia  esta  separação,  c  consideraçoens  de  conueniencias,  com  quanta 
n;aior  rezão  conuém  que  aja  neste  tempo  prezente,  em  que  concorrem  as  do  seruiço  de  Deos 
e  de  V.  M.;  as  de  melhor  gouerno,  e  defensão;  as  de  maior  augmento  da  Fazenda  Real,  e  fi- 
nalmente, do  bem  commum  dos  vassalos  de  V.  M.  Nem  contra  as  rezoens  apontadas,  e  em  fa- 
uor  de  se  não  diuidirem  estes  dous  gpuernos,  no  Estado  do  Brazil,  ha  outra  couza  alguma 
mais,  que  quererem  os  gouernadores  da  Bahia  ter  mais  larga  jurisdicção  para  prouer  cargos  e 
ter  mais  que  mandar.  He  esta  utilidade  popria,  e  não  do  seruiço  de  V.  M.,  porque  daquellas 
Capitanias  do  Sul,  lhe  não  uem  algum  emolumento,  como  fica  dito,  e  se  alguns  mantinjentos  se 
trazem,  são  por  comrr.t.-rcio  dos  mercadores,  que  sempre  ficão  tendo  o  mesmo  lugar:  E.  V.  M. 
(falando  com  a  submissão  e  respeito  deuido)  não  pede  o  tempo  que  attenda  a  conueniencias 
particulares,  mas  ao  remédio  de  suas  conquistas,  defensão,  fortificação,  justiça,  utilidades,  e 
aproueitanif-nto,   que   delias   se    podem   esperar. 

E  sobretudo,  huma  das  principaes  razoens,  que  poden  moucr  a  \'.  Ts\.  esta  separação,  he 
que  não  sendo  este  gouerno   soggeilo   ao   da   Bahia,   folgarão   muitos   fidalgos   de   qualidade   c 


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merecimentos,  de  V.  M.  os  occupar  neste  do  sul,  em  seu  real  seruiço,  e  os  mandar  gouernar 
aquella  repartição:  o  que  de  prczentc  não  fazem,  porque  nellc  ficão  sugeitos  ao  Gouerno 
geral  da  Bahia.  E  isto  lie,  que  tendo  aquella  repartição  gouernadorcs  desta  qualidade,  ficará 
mais  segura,  e  V.  M.  melhor  servido,  c  se  fará  justiça,  castigando-se  os  delinquentes,  sem 
dependência  da  Bahia,  e  terá  V.  M.  mais  huma  praça  e  gouerno  authorizado,  em  que  possa 
occupar  os  fidalgos  de  merecimentos  iguaes  aos  que  V.  M.  manda  para  o  gouerno  da  Bahia, 
que   folgarão  muito  de   irem  a  esta,   se  não   estiucr  sugeita. 

Quem  aponta,  Senhor,  o  referido  neste  papel,  dezcja  e  procura  a  conseruação  deste  Rei- 
no; o  augmeiito  da  l^azcnda  Kcal  de  V.  M.,  a  defensão  c  conseruação  daquella  repartição  e 
ludo  o  estado,  (jue  V.   M.   cnin  outros  muitos  ueja  largos  annos  unidos  em  sua  coroa  Real." 

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CoN.sii.iA  do  Conselho  Ultramarino  «oljie  o  requerimento  do  Gaspar  de  Molina,  uo . 
qual  pede  a  serventia  do  officio  de  Escrivão  da  Alfandega  do  Rio  de  Janeiro, 
durante  o  imiiediniento  do  proprietário  Pedro  MurUn.s  Kcrjrdo. 

Lisboa,  IG  de  setembro  de  IGIO. 

Tem  annexos  o  rcspeclivo  rcqucrimcnlo  e  um  meiíiorial  sobre  os  si-rviços 
de  Gaspar  de  Molina.  520 — 522 

Co.xsuLTA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  urgência  de  enviar  o  soccorro  ao  Rio 
de  Janeiro. 

Lisboa,  8  de  novemln-o  de  1646.  523 

Requerimentos  (2)  de  Lucas  do  Couto,  nos  quaes  pede  a  patente  do  posto  de  Alferes 
da  Fortaleza  de  Santa  Cruz  da  Barra  do  Rio  de  Janeiro,  vago  por  fallecimento 
do  João  Gonealves  de  Azevedo  e  o  de  guarda  na  mesma  cidade. 

(1646).  524—525 

Ckrtidão  em  que  o  Alcaide-mór  do  Rio  de  Janeiro  declara  que  o  officio  de  guarda 
daquella  cidade  andava  annexo  ao  cargo  do  alferes  da  Fortaleza  de  Santa 
Cruz. 

Lisboa,  12  de  janeiro  de  1617.  (Annexa  ao  n.  525).  526 

Consultas  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  relativas  á  exploração  da  serra  das  Es- 
meraldas pelos  padres  da  Companhia  Luiz  de  Sequeira  e  André  dos  Banhos 
e  outros. 

Lisboa,   i)   de  novembro  de  1646.  527 — 528 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  de  António  de  Mariz  de 
Loureiro.  Prelado  e  Administrador  ecclesiastico  da  cidade  do  Rio  de  Janeiro, 
no  qual  pede  augmento  de  ordenado. 
Lisboa,  13  de  novembro  de  1646. 

"António  de  Maria  de  Loureiro.  Prelado  c  administrador  ecclesiastico  da  cidade  de 
São  Sebastião  do  Rio  de  Janeiro,  fez  petição  a  V.  M.  neste  Conselho,  em  que  diz,  que  V.  M. 
lhe  fez  mercê  do  dito  officio,  de  3oo$ooo  rs.  de  ordenado  cada  anno,  sem  umís  outra  mercê, 
sendo  que  o  Bispo  da  cidade  da  Bahia,  tem  3000  cruzados  de  ordenado,  e  8o$ooo  rs.  para 
esmolas  e  jo  para  pregadores  e  ioo$ooo  rs.  para  o  vigário  geral  c  prouizor,  e  a  elle  suppli- 
cante,  excepto  o  caracter  episcopal,  tem  toda  a  jurisdicção  spiritual,  como  constaua  do  breue 
da  creação  da  Prelazia,  chrismando,  e  dispensando  nas  cauzas  matrimoniacs,  e  executando 
toda  a  jurisdicção  episcopal,  excepto  o  poder  das  ordens,  e  he  forçado  ter  vigário  geral  c 
Prouizor,  porquanto  esta  sua  repartição,  tem  de  comprido,  perto  de  200  legoas  por  cosia,  indo 
elle  supplicante  hum  anno  vizilar  para  as  partes  do  sul,  e  outro,  para  as  do  norte,  com 
grandes  ga>tos,   e  de  cada  viagem   se  casta   hum   anno,  por   cauza  das  monçôens 

529 


56 


Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  soocorro  do  Brasil. 

Lisboa,  13  de  novembro  de  1646.  530 

Cartas  dos  officiaes  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro,  do  Governador  Duarte  Corrêa 
Vasqueanes,  do  Ouvidor  Damião  de  Aguiar  e  do  licenciado  Francisco  Pinto  da 
Veiga,  sobre  a  necessidade  urgente  de  serem  enviadas  áquella  capitania,  para 
sua  defesa,  gente,  armas  e  munições. 

Rio  de  Janeiro,  7,  8  e  10  de  julho  de  1646.  (Anncxas  ao  n.  530). 

"...Km  junho  do  645  dei  conta  a  V.  M  pronienor. . .  das  desordens  e  obstinação  dos 
moradores  da  villa  de  S.  Paulo,  preuendo  de  antemão  os  estupendos  precipícios  que  dahi  se 
podião  seguir,  o  que  era  necessário  atalhar  antes  que  fossem  auante  agora  nouamente  des- 
cerão de  mão  armada  sobre  a  villa  de  Sanctos,  c  delia  violentamente  lançarão  fora  aos  reli- 
giosos da  Companhia,  como  já  auião  feito  cm  São  Paulo '' 

r.31— 534 

Coxsrr.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  livramento  dos  indivíduos  implicados 
na  devassa  a  que  procedera  o  licenciado  Fraiuiaco  Pinto  da  Veiga  acerca  das 
responsabilidades  de  diversos  funccionarios. 

Lisboa,  24  de  novembro  de  1646.  535 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  nomeação  do  Ouvidor  geral  da  Capitania 
do  Rio  de  Janeiro,  que  deveria  substituir  Damião  ã' Aguiar,  que  terminara  o 
triennio. 

Lisboa,  24  de  novembro  de  1646. 

Tem  lançado  á  margem  o  seguinte  drspaeho:  "Nomeo  para  este  lugar  a 
Balthazar  de  Castilho.  Salvaterra,  27  de  novembro  de  1646".  536 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  acerca  de  uns  protestos  e  representações  dos 
officiaes  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro  contra  a  suspensão  das  frotas. 

Lisboa,  25  de  novembro  de  1646.  537 

CoNstTLTA  do  Conselho  Ultramarino  acerca  de  uma  representação  da  Camará  do  Rio 
de  Janeiro,  em  que  protesta  contra  o  provimento  do  officio  de  Escrivão  do 
subsidio  da  imposição  dos  vinhos. 

Lisboa,  26  de  novembro  de  1646.  538 

Consultas   (2)   do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  recrutamento  de  1.000  homens 
para  soccorrer  o  Brasil  e  a  nomeação  dos  respectivos  capitães. 
Lisboa,  11  de  dezembro  de  1646  e  7  de  fevereiro  de  1647. 

"O  rapitão  Christo'.ão  Corrra  Rihcirn,  consta  pir  luiinri  (.crlidãn  de  Fyaiiíiscn  í/t 
Costa  Barros,  escrivão  da  Fazenda  c  matricula  na  Capitania  do  Kio  de  Janeiro,  assentar  praça 
de  soldado  na  companhia  do  capitão  Salincfor  Corrêa  Vasqueanes,  luun;i  das  de  Infantaria 
que  lerou  a  seu  cargo  jKira  aqutlie  Prezidio  o  fioucrnador  Saliiador  Corrêa  úc  Sá,  quando 
foi  gouernar  aquella  praça,  em  a  qual  foi  alistada  em  18  de  setcn.ibro  de  63S,  c  seruio  nella 
te  20  de  janeiro  de  íi.^jo,  em  que  passou  a  alferes  da  Cr)mi)anhia  do  Capitão  Manuel  l.oj^cs. 
e  scruindo  o  ditlo  cargo  té  16  de  abril  de  ("mi;  foi  acreccntado  a  Ajudante  numerário  do 
Sargento  mór,  o  qual  cargo  exercitou  te  13  de  scptembro  do  mesnw  anno;  e  no  ditto  dia  foi 
promouido  ao  cargo  de  capitão  da  Companhia  que  foi  de  Francisco  Barreto  de  Faria,  e  sendo 
reformado  cm  17  do  ditto  mez  e  anno.  tornou  a  aclarar  logo  praça  de  soldado  na  companhia 
do  Capitão  Fstevão  Pereira  Bacellar,  na  qual  seruio  até  20  de  junho  de  64.^,  em  que  prezentou 
licença  do  dito  gouernador  Sahiador  Corrêa  de  Sá,  i)ara  se  embarcar  para  o  Kcino  seruir  a 


57 


V.  Rf.,  não  fazendo  cm  todo  o  dilto  tempo  auzcncia  algiiiiia,  lu-m  conieltendo  erro  ou  falta, 
porque  se  lhe  pozesse  notta.  Seruio  lo  annos  no  Terço  de  Portugal  c  Armadas,  cmbarcando-sc 
no  Calção  S.  João  de  Bcrtclcza.  quando  forão  acompanhar  o  Galeão  Anjo  e  o  Galeão  Jesus, 
Maria,  Joscfh,  ate  á  barra  de  Cadiz,  o  anno  de  643;  seruindo  de  soldado  razo,  na  companhia 
do  Cai)itão  Jcscl-li  de  Macedo  Leite,  e  indo  desta  cidade,  no  soccorro  que  o  General  Sal- 
uador  Corrêa  de  Sá  Icuou  á  praça  do  Kio  de  Janeiro  tãobem  por  soldado  razo  da  companhia 
do  Capitão  Saluador  Corrêa  Vasqucancs,  e  se  embarcou  na  armada  que  o  mcsnx)  General 
mandou  correr  a  costa  o  anno  de  637,  na  náo  Saneia  Catharina.  a  qual  metteo  naquelle 
porto  hum  pataxo  de  preza,  que  se  tomou  ao  inimigo,  e  foi  alferes  2  annos  e  3  mezes  e  seruio 
dl'  ajudante  do  Sargento  niór  D.  António  Ortis  de  Mendonça,  pelos  quaes  respeitos  o  ditto 
Saluador  Corrêa  de  Sá,  o  elegeu  e  nomeou  por  capitão  de  hunia  companhia  de  que  foi 
reformado. 

O  Capitão  Alonso  Castelhanos  da  Siliia,  seruio  no  Terço  da  Armada  desta  Coroa,  em 
que  foi  á  Bahia,  e  4  annos  na  guerra  do  Urazil,  até  que  no  de  636  tornou  para  o  Keino  na 
armada  do  Capitão  mór  D.  Hodriyo  Lobo,  procedendo  como  deuia  nas  occazioens  que  se  offcre- 
ccrão,  em  praça  de  soldado  e  de  Alferes,  c  depois  da  restituição  do  Reino,  mostrou  como 
seruio  no  Prezidio  de  Cascaes,  e  foi  leuantar  huma  companhia  na  comarca  de  Coimbra  e  se 
embarcou  com  a  gente  delia  na  armada  que  o  anno  de  641  foi  a  Cadiz  e  assistio  nos  aloja- 
mentos de  Setuval,  Almada  e  Cascaes,  e  trabalhou  o  mais  do  tempo  em  suas  fortificações, 
goucrnando  algumas  companhias  o  anno  de  642  na  mesma  praça;  e  o  anno  de  643  acom- 
panhou o  exercito  com  seus  soldados  e  nas  facç5es  que  se  obrarão  deu  mostras  de  valor, 
signalando-se  na  investida  da  Villa  Noua  da  Barca  líotta,  e  nas  entradas  que  o  Gouernador 
das  armas  executou  em  Castella  o  anno  de  644,  procedendo  da  mesma  maneira,  e  em  parti- 
cular na  Batalha  do  Camilo  de  Montijos,  na  qual  tendo  mortos  e  feridos  por  suas  mãos  alguns 
soldados  do  inimigo,  ficou  com  5  feridas  mortaes  e  com  muitas  pizaduras  e,  atropellado  da 
caualaria:  Em  satisfação  destes  seruiços,  lhe  fez  V.  M.  mercê,  (entre  outras)  de  que  lhe 
ficasse  liurc  a  patente  de  capitão,  que  se  lhe  hauia  passado  em  11  de  agosto  de  638  pelo 
primeiro  despacho,  para  poder  uzar  delia,  como  tudo  se  mostra  de  huma  portaria  do  Secretario 
CastHir  de  Faria  Seuerim   feita  em    15   de  maio  de   645. 

A  Ascenso  Goncalues  Mattos  tez  V.  M.  mercê  de  promessa  de  huma  das  companhias  de 
Infantaria  que  primeiro  vagassen..  no  Kio  de  Janeiro  em  seu  Prezidio,  por  alvará  de  21  de 
agosto  do  anno  passado  de  646,  em  consideração  dos  seruiços  que  hauia  feito  naquelle 
Prezidio,  em  praça  de  soldado  pago,  de  cabo  de  esquadra,  de  sargento,  de  Alferes  e  de 
capitão  de  hum  dos  fortes  da  Barra  daquclle  porto,  desde  o   i»  de  junho  de  638,  até  o  ultimo 

de  março   de   645,   em   que   o   reformarão •• 

João  Brochado  da  Silveira.  Ajudante  reformado,  tcn?  scruido  na  cidade  de  Tangerc,  de 
soldado  de  huma  das  companhias  da  ordenança  delia,  4  annos  e  5  mezes,  começados  cm  maio 
de  f.32,  te  septembro  de  r.3r>,  achando-se  no  dito  tempo,  cm  todos  os  rebattes  e  occaziões 
lie  guerra  que  se  offereccrão,  ás  tranqueiras  e  fora  delias,  acompanhando  sua  bandeira,  e 
ocupando  os  postos  que  lhe  tocauão,  em  que  procedeo  com  satisfação,  e  hauendo-se  com  a 
mesma  na  guarda  e  vigia  do  muro,  acodindo  ás  mais  obrigações,  e  foi  ultimamente  hum  dos 
que  se  alistarão  na  conípanhia  que  sahio  daquella  praça  a  scruir  a  V.  M.  á  Catalunha  c 
scruir  nella  a  V.  M.   com  muita  satisfação. 

Seruio  de  alferes  de  huma  companhia  na  Prouincia  da  Beira,  para  onde  foi  desta 
cidade  em  companhia  do  Capitão  D.  Antoni.  dr  Saldanha  en,  abril  de  64.,  c  dali  foi  mandado 
pelo  General  D.  Ahiaro  Abranches  á  cidade  de  Vizcu  leuantar  gente  para  a  ditta  companhia, 
o  que  fez  com  grande  zello  do  Real  seruiço,  conduzindo  94  homens  de  sat.sfação.  que  por 
sua   vontade   com    elle    vierão   á    Fortaleza    de    Eluas,    por   cujo    respeito    foi    acrecentado   ao 

cargo  de  Ajudante  em  novembro  do  ditto  anno ,"  ',^  "  '"i '  "  iV- ' 

O  Ajudante  Francisco  Roic  da  Costa,  tem  seruido  a  V.  M.  no  Estado  do  Brazd  e  K.o 
de  janeiro,  de  soldado,  alferes  e  Ajudante  desde  o  anno  de  631  a  esta  parte,  nas  guerras 
daquclle  Estado  e  nas  fortificações  da  cidade  da  Bahia,  achando-se  em  todas  as  occaz.oes  que 
SC  offcrecerão  como  valente  soldado  e  em  particular  na  deffenção  daquella  praça,  quando  Ibc 
pós  citio  o  Conde  de  Nazáo  o  anno  de  638,  e  na  grande  retirada  que  fez  o  Mestre  de  (  ampo 
/i,L-  Barbalho  o  anno  de  640,  do  porto  dos  Touros  para  soccorrer  a  mesma  praça,  c  nos  en- 
contros que  o  ditto  mestre  de  campo  teue  com  o  inimigo  naquella  campanha,  pelejou  com 
muito  animo.  E  com  a  m..sma  satisfação  seruio  no  Rio  de  Janeiro,  onde  por  sua  suff>c.enc.a 
foi  nomeado  pelo  Gouernador  daquella  Capitania  Franciseo  de  Sottomayor  para  ass.st.rcom 
os  índios  das  aldeãs  delia,  a  continuar  com  as  fortificações  das  fortalezas  de  Sao  João  e 
Santa  Cruz,  e  pello  bem  que  hauia  procedido  o  nomeou  por  ajudante  supernumcrario  do 
Sargento  mór.  ... 

O  Ajudante  Francisco  de  Mattos,  tem  seruido  a  V.  M.  desde  o  anno  de  635  a  esta  parte, 
assim   na  Ilha  de  Cabo  Verde,  nos  postos  de  alferes  e  ajudante,  como  nas  armadas  deste 

..6  « 


58 


Reino,  c  seruio  tãobcni  de  ajudante  da  Infantaria  que  foi  da  Armada  da  frota  do  Brazil,  do 
qual  posto  foi  reformado...  Pelos  quacs  seruiços  lhe  fez  V.  M.  mercê  de  o  proucr  no  cargo 
de  ajudante  do  terço  do  Mestre  de  Campo  Francisco  de  Figuciroa,  que  V.  M.  mandou  se 
leuantasse  para  ir  ao  Brazil. 

João  Gomes,  caualleiro  fidalgo  da  Caza  de  V.  M.  e  Alferes  reformado,  tem  seruido  a 
V.  !M.  por  esta  coroa,  de  soldado  e  alferes  por  espaço  de  ii  annos,  te  o  de  643;  os  primeiros  6 
nas  guerras  de  Pernambuco,  acliando-íe  em  todos  os  assaltos  e  recontros  que  nellas  se  offe- 
recerão,  em  que  pelejou  com  vallor,  sendo  por  2  vezes  prizioneiro  dos  Olandezes,  e  seruir  os 
últimos  5  annos  na  cidade  da  Bahia  con  satisfação,  por  cujo  respeito  lhe  fez  V.  M.  mercê 
da  promessa  de  hum  officio  da  justiça  ou  fazenda  nas  Capitanias  do  Biazil,  por  aluará  de 
27  de  janeiro  de  644.  E  ultimamente  seruio  nas  fronteiras  do  Alemtcjo  e  foi  á  Villar  d'Elrei, 
que  se  rendeo,  e  Mancanette,  Montijo  e  Pouoa,  com  grande  reputação  de  nossas  armas,  sa- 
queando-as  e  abrazando-as  c  prizionando-lhcs  a  infantcria  e  mais  gente  que  nellas  se  achou, 
e  se  achou  tãobem  na  Batalha  camj^al.  q\ie  teue  lugar  no  campo  de  Montijo,  aonde  o   inimigo 

sahio  ao  encontro  em  dia  de  Corpus  Christi,  26  de  maio  do  dito  anno 

O  Alferes  Manuel  Ferreira  de  J.eiiws,  tem  seruido  a  V.  M.  nas  guerras  de  Pernam- 
buco desde  o  anno  de  631  te  o  de  636,  achando-se  neste  tempo  em  muitas  ocaziões  de  peleja 
que  ouue  com  os  Olandezes,  principalmente,  indo  o  enimigo  saquear  o  Arrayal  de  Pcriiãomeriín, 
com  3000  homens,  acodio  o  ditto  Manuel  Ferreira  de  huma  aldêa  vizinha,  com  soccorro  de 
índios  que  estauão  a  seu  cargo,  conuocando-os  assy  por  ser  pratico  em  aquella  lingoa;  estando 
por  ordem  do  superintendente  de  guerra  na  Aldeã  de  Tabnçurama,  vindo  o  inimigo  correndo 
a  campanha,  se  deffendeo  valerozamente,  com  grande  risco  de  sua  ttida,  e  na  retirada  que 
se  fez  ate  o  porto  Caliio,  veyo  sempre  segurando  o  campo  nas  partes  de  niayor  risco.  E  na 
occasião  de  1 1  de  julho  de  635,  em  que  se  ganhou  a  força  do  Porto  Caluo  á  escalla,  procedeo 
o  ditto  Manuel  Ferreira  com  satisfação,  dando  mostras  de  valeroso  soldado,  sendo  elle 
grande  parte  desta  victoria,  con.-  os  dittos  índios,  pela  falta  que  hauia  de  infanteria;  e  na 
retirada  que  se  fez  até  á  Alagoa  do  sul,  acompanhou  sempre  a  tropa  do  (íeneral  procedendo 
em  todas  as  occaziões  refferidas  como  de  sua  pessoa  se  csperaua.  E  ultimamente  seruio  nas 
fronteiras  deste  Reyno  e  se  achou  nas  occasiões  de  guerra  com  o  Castelhano,  procedendo  com 
satisfação. 

Domintjds  Maclv.ido,  alferes  reformado,  se  embarcou  o  anno  de  637  para  o  Brazil  na  ar- 
mada do  General  Conde  da  Torre,  e  procedeo  no  discurso  da  viagem  com  satisfação,  e  assy 
se  embarcou  na  mesma  armada  que  na  Bahia  se  reforçou  e  foi  á  restauração  de  Pernambuco, 
e  na  costa  onde  foi  lançado,  veyo  por  terra,  cm  companhia  de  1400  homens,  com  que  o 
Mestre  de  Can?po  Li/irr  Barbalho  soccorreo  a  praça  da  Bahia,  e  se  achou  na  jornada  em 
5  occaziões  de  peleja  com  o  enimigo,  e  acompanhou  o  (leneral  de  Caualaria  D.  Francisco  de 
Moura,  na  jornada  que  fez  ao  Kio  Keal,  por  ordem  do  Marquez  Vi/o  Rey,  que  foi  daquelle 
Estado,  e  continuou  naquella  campanha,  até  que  o  inimigo  se  retirou  e  se  achou  tãobem 
na  retirada  dos  gados  de  que  a  praça  da  Bahia  se  sustentou:  achou-se  na  briga  do  mar  que 
teue  coní  42  nãos  olandezas,  indo  a  nossa  armada  da  Bahia  para  Pernambuco,  em  que  procedeo 
com  vallor.  E  assy  se  embarcou  na  armada  que  por  ordem  dos  3  (íoucrnadores  sahio  a  costa, 
adonde  lhe  foi  encarregado  o  payol  da  poluora;  e  veyo  a  este  Reyno  com  licença  do  Gouer- 
nador  António  Telles  da  Siliia,  acompanhando  a  frotta  e  nauetta  da  índia  que  ally  arribou:  e 
chegando  ao  Reino,  foi  non-seado  pelo  capitão  Paulo  Soares  de  Auellar,  que  foi  ao  Maranhão, 
por  seu  alferes  o  ditto  Dominycs  Machado,  em  nouembro  de  ^144;  aonde  foi  matriculado,  e 
sendo  depois  reformado,  veyo  daquelle  Estado  com  auizos  a  V.  M.  c  tendo-os  entregues,  se 
foi  a  seruir  a  V.  M.  ás  fronteiras  do  Alemtejo,  e  se  achou  no  exercito  com  que  sahio  o  Conde 
de   Alegrete,    (íouernador   das   Armas,    cumprindo    inteiramente   com    sua    obrigação. 

Christuuõo  Pereira  Manco,  começou  seruir  a  V.  M.  nas  fronteiras  de  Alemtejo,  de 
iC,  de  julho  de  641,  com  pr.iça  assentada  de  soldado,  té  26  de  outubro  de  643,  e  se  achou 
nas   occaziões   que    no    ditto    tempo    se    offerecerão,    seruindo    tãobem    de    cabo    de    esquadra, 

sargento  e  alferes  de  companhias  na-juelle  exercito,  em  que  i)roccdeo  com  satisfação 

Miguel  de  Cáceres,  alferes  reformado,  assistio  o  anno  de  639  no  Prezidio  de  Cascaes,  de 
que  era  general  D.  Francisco  de  Faro,  cumprindo  inteiramente  com  sua  obrigação:  foi  o 
anno  de  O40  com  João  de  Mcttu  de  Castro  ás  partes  de  Alemtejo,  leuantar  huma  companhia 
para  ir  de  soccorro  á  Catalunha:  e  no  anno  de  641,  em  com])anliia  de  D.  Rodrigo  de  Castro 
á  villa  de  Oliuença  e  assistio  sempre  com  muita  pontualidade,  em  todas  as  occaziões  de 
rebattes  c  emboscadas  que  se  fizerão,  assy  de  dia,  como  de  noite;  e  no  anno  de  642  foi  de 
soccorro  á  Ilha  Terceira  embarcado  na  Capitania  A^.  S.  da  Candelária,  com  o  Capitão  António 

Pires  Picão,  e  nas  occaziões  que  se  offerecerão  de  hida  e  volta,  procedeo  com  satisfação 

Diogo  Monteiro  da  Fonseca,  seruc  a  V.  M.  á  12  annos,  assy  nas  armadas  deste  Reino, 
como  na  Bahia  e  guerras  de  Pernambuco,  achando-se  nas  occaziões  de  guerra  que  ouue  na- 
quellas  partes,  e  nas  campanhas  de  Pernairájuco,  procedendo  sempre  com   satisfação ,. 


59 


Schaslião  Ferreira  de  Urilo,  scrviio  n  V.  M.  n.,  listado  da  índia,  desde  o  anno  de  600 
te  o  de  Í.3S  cm  «luc  vcyo  para  este  Kcy.io,  eiuliarcando-se  no  mesmo  ann...  na  armada  que 
foi  a  Surrattc  em  conn-auhia  do  Capilao  mór  D.  Francisco  de  Moura  e  nelejou  com  .2  nat-ws 
de  inglezcs  c  olande..s  c,ue  estauão  no  poço  do  mesmo  Surratte;  e  no  anno  de  630  se  cm- 
barcou  com  o  ditlo  capitão  mór,  a  fazer  a  (ortolcaa  de  Cambolim,  cm  cuja  ol.ra  teue  nunlo 
trabalho;  c  o  mesmo  anno  se  tornou  a  embarcar  para  Surratte  na  armada  de  qne  bera 
Capitão  mór  D.  João  de  Moura,  e  o  acompanhou  até  se  recolher  a  Coa  com  as  caf.Ias.  pele- 
iando  com  os  inimigos  e  tomando-lhe  algumas  prezas  com  muito  nsco;  e  o  anno  de  632  se 
embarcou  com  o  Mestre  de  Campo  /).  Francisco  de  Moura,  na  armada  que  fo.  a  recuperação 
da  Fortaleça  de  Mombaça,  cm  cuja  recuperação  c  guerra  pelejou  o  d.tto  Schastmo  Ferreira 
de  Brito,  com  muito  valor  e  esforço....  fazendo  em  tudo  a  sua  obrigação  te  o  anno  de  635. 
em  que  com  licença  do  Conde  de  Linhares  V.  Rcy,  se  veyo  para  este  Reino,  e  estando  nelle  se 
embarcou  o  mesmo  anno  para  a  C^apitania  de  Cacheu,  en,  eotupanhia  de  seu  pay  Manuel 
Ferreira  de  Brito,  que  hia  despacha.lo  por  Capitão  daquella  praça,  para  dahy  passar  o  sup- 
plicante  seruir  a  V.  M.  a  Pernambuco,  e  por  se  perder  a  carauella  em  que  h.a.  c  morrer  o 
ditto  seu  pay  e  hum  tio  seu  e  17  pessoas  mais,  afogados,  escapando  clle  a  nado,  4  noites  e 
3  dias  sem  comer,  nem  beber,  ate  chegar  a  Villa  Noua  do  Algarue  despido;  e  o  anno  de  638 
;e  embarco.,  para  o  Brazii.  por  alferes  do  Capitão  Dio.jo  Careec  Palha,  na  armada  do  (.cneral 
Conde  da  Torre,  onde  assistio  todo  o  tempo  que  estivarão  na  Bahia  e  se  embarcou  depois  na 
armada    da    restauração    de    Pernambuco ;  •  •  • 

Gonçalo  Teixeira  Tibao.  .norador  no  R.o  de  Janeiro,  se  embarcou  desta  cidade  para 
a  Bahia  o  anno  de  C40.  por  soldado,  em  companhia  do  Mar^uea  de  Montaluao  na  companhia 
do  Capitão  Lnia  Velho,  assistindo  nella  por  algum  tempo:  e  sendo  o  d.tto  Marquez  au.zado 
que  o  inimigo  estaua  queimando  a  Villa  de  Can.anm.  ordenou  que  fosse  de  soccorro  o  Capitão 
Gaspar  de  Sousa  com  a  sua  companhia,  aonde  o  supplicante  o  aco,npanhou,  e  tornando  a  d  ta 
cidade  foi  prouido  no  cargo  de  alferes  da  companhia  do  Capitão  /:./.»«.  F.rcira.  que  o  he  a 
do  Prezidio  do  Rio  de  Janeiro,  e  seruindo  algum  tempo,  foi  prouido  pelo  Gouernador  daquella 
praça  Salnador  Corrêa  de  Sá.  no  cargo  de  capitão  de  sua  guarda,  por  ser  pessoa  de  satisfação 

e   seruio   sempre   com   muito   cuidado '  ' '  '  ' 

^  '  barcou   o  anno  de   (.41    no   nauio   S.    Pedro,  co...   o   ca- 


S  1  L  Í:    /  u.      Is  d^AÍmada  que  sahio  a  render  o  Castello  da  Ilha  Tercdra.  que 

™  siUado  pel'os  moradores  delia,  á  ordem  do  Ceneral  Tristão  de  Mendonça  Furtado,  e  cin 

do   o   díctso   do   tempo   fez   sua   obrigação   como   valeroso   soldado,   com   grande   perigo   de 


'"'  t^Ma;;»;./^»,/;;/;:;  seruea  V;M.'desdeo  anno  de  625  a  esta  parte,  assy  na  restau- 
ração da  Bahia,  e  guerra  de  Pernambuco  e  Prezidio  do  Rio  de  Jane.ro,  con.o  en..  as  occa.ioes 
oue   se   offerccerão   naquelle   tempo,   procedendo   com    satisfação. 

'         Clemente  da  RoeL  Barbosa,  te.n  seruido  a  V.  M.  do  anno  de  63^  a  esta  P-tc    -bar- 
cindo-se  na  Armada  á  Restauração  de  Pernambuco,  de  que  fo,  Ceneral  o  Conde  da  Torre.... 
ZZi.  Botelho   de  Mello,  serue  a  V.    M.   desde   o  anuo  de  639  a  e^ta  parte:  o   mesmo 
,      ,    ,nes„-.   de   e-i„u.o    /'     Piooo   Lobo   á    Ilha   de    S.    Miguel,   Icuantar   gente  para   o 
iZ;;:;  B  o  lo„::;;or  cabo  cios  somados  que  estiuessem  assentados  na  companhia 

r  seTaÍferes,  que  gouernou  te  se  partir  para  aquelle  Kstado;  e  -  end.rcou  na  arina 
que  e,n  noue.n bro  do  ditto  anno  partio  da  Bahia,  para  a  restauração  de  P.rna.nbuco,  de  q  e 
e  a  general  o  Conde  da  Tofre.  e  se  achou  nas  4  batalhas  nauaes.  que  a  d.tta  armada  teue 
ml  dosOlandezes,  hauendose  com  muito  esforço  e  acodindo  aos  P-^-  -'t.-^-^^í",^' 
e  orden-indo  o  Mestre  de  Campo  L«L~  Barbatho,  que  deze.nbarcasscn  em  terra  ..  legoas  ao 
nor  iio   Gtnde..co.„    1400   homens  para  soccorrer  a   Bahia,   foi  o   -PP'-nte  e,„  s^^^^ 

co,„panhia  e  em  4  n,ezes  que  durou  a  jornada,  padeceo  grande  trabalho,  andando  400  egoa» 
a  pé  com  fome  e  sede.  comendo  eruas  e  carne  de  cauallo.  tendo  5  encontros  -'"  «  ''  >  f"' 
col  foi  o  nue  tiuerão  na  Capitania  do  Rio  Crande.  em  que  o  in.m,go  esperou  o  d.Uo  trc 

de  cao.po.  Na  peleja  que  tiuerão  no  Euoenho  da  Goyana  c,m  800  o  andcves  e  00  Ind  os 
onde  forão  mortos  muitos  dos  ini.nigos;  e  na  que  t.uerao  u.Matta  ^'^  'l"ll^;'2Xll 
obrigarão  ao  inimigo  a  se  retirar  com  muita  perda;  na  que  ^u.erao  no  ím.  /  .  ""  J'''^;^ ^ 
com  1400  olandezes.  que  vierão  a  impedir-lhe  o  passo,  aos  quaes  f.zerao  «'  "J'  ^T  J"  „ 
de  mortos  e  feridos;  e  no  encontro  que  se  teue  com   .800  o•-;!"^^  "^  ;- '"1^  e       «' 

aos  quae3  fizerão  retirar  por  2  uezes,  pelejando  das  8  da  manha  ate  as  6  da  tarde... 
todas  as  occazioes  c,r..  que  o  supplicante  se  achou  procedeo  com  satisfação. 

Domingos  Monteiro,  ten,  seruido  a  V.  M.  desde  o  anno  de  632  a  esta  parte.  .    s.   ..chou 


60 


na  occazião  em  que  o  Conde  de  Nazáo,  indo  com  liuma  grossa  armada  á  Cidade  da  Bahia, 
cometteo  nossas  fortificações  em  21  de  abril  de  638,  onde  se  trauou  com  elle  huma  grande 
briga  em  campanha  e  os  fizemos  retirar  com  perda  de  -'oo  homens;  e  em  18  de  maio,  á  pri- 
ma noite,  nos  veyo  cometter  stgunda  vez,  com  2700  homens,  cm  3  tropas,  chegando  huma 
delias  ás  nossas  muralhas  de  Santo  António,  para  leuaren-»  á  escalla,  dtitando-lhe  muitas 
alcanzias  de  fogo,  e  com  as  outras  2  brigarão  em  campanha,  por  espaço  de  mais  de  3  oras, 
cortando-os  por  diuersas  partes,  com  que  os  fizerão  retirar,  impedindo-lhe  seu  intento,  com 
perda  de  1000  homens  mortos,  feridos  e  prizioneiros;  occazião  por  onde  em  pouco  tempo 
leuantarão  o  citio,  deixando  4  peças  de  artilharia  e  outros  bastimentos  e  petrechos  de  guerra. . . 
E  na  armada  com  que  o  Conde  da  Torre  foi  a  Pernambuco,  se  embarcou  o  ditto  Domiugos 
Monteiro,  e  nas  4  pelejas  que  se  tiuerão  com  a  armaila  olandeza  de  12  ate  17  de  njarço 
de  641,  lhe  matarão  o  seu  general  e  metterão  alguns  nauios  a  pique,  e  nestas  occaziõcs  se 
achou  o  supplicante,  niostrando-se  no  posto  que  se  lhe  assinalou,   com   muito   valor 

O  Capitão  Fasco  de  Araújo,  allega  por  huma  petição  hauer-lhe  V.  M.  feito  mercê  do 
cargo  de  sargento  niór  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  por  hauer  seruido  com  satisfação  e  o 
estar  continuando  o  mesmo  seruiço  nas  fronteiras  deste  Reino,  donde  foi  chamado  para  esse 
effeito,  e  depois  de  hauer  tirado  sua  carta  e  firmada  pella  Real  mão  de  V.  M.,  tratando  de  se 
embarcar  para  a  ditta  capitania,  chegou  a  esta  Corte  Lolw  Aluares  da  Fonseca,  a  quem 
V.  M.  l-.auia  feito  mercê  do  ditto  posto,  antes  que  ao  supplicante,  por  cuja  cauza  ficou  frus- 
trado seu  prouimento,  e  que  sem  embargo  de  o  não  exercitar,  determina  embarcar-se  para  a 
mesma  Capitania,  e  que  não  parece  justo  que  esteja  sem  exercitar  o  seruiço  de  V.  M.,  como 
sempre  fez,  pede  lhe  faça  V.  M.  mercê  de  huma  companhia  por  interinenjento  para  com  cila  ir 
seruir  á  mesma  Capitania,  emquanto  não  entrar  no  cargo  de  Sargento  mór  delia,  de  que  V.  M. 
lhe  tem  feito  mercê,  e  que  acabando  o  ditto  Lopo  Aluares  da  Fonseca  de  seruir  i-eu  triénio, 
entre  clle  a  seruir  na  conformidade  de  sua  carta. 

D.  Miguel  de  Andrade  aprezentou  hum  aluará  por  que  V.  M.  lhe  fez  mercê  em  17  de 
nouembro  do  anno  passado  de  646  de  huma  companhia  de  Infantaria  das  que  assistem  no 
Rio  de  Janeiro 

O  Capitão  Lourenço  Barbosa  da  França  tem  seruido  a  V.  M.  no  Estado  do  Brazil  c 
nas  fronteiras  deste  Reino  por  espaço  de  14  annos,  em  praça  de  soldado,  alferes  e  capitão; 
assentou  praça  de  soldado  para  a  cidade  do  Saluador,  na  companliia  do  Conde  de  Óbidos 
em  agosto  de  O33 

O  Capitão  Simão  Ferreira  da  Sihia  allega  ter  seruido  a  V.  M.  no  Estado  do  Tírnzil 
muitos  annos,  cm  todas  as  occaziões  que  as  aruMS  de  V.  M.  tiuerão,  assy  na  guerra  da  Bahia, 
como  na  de  Pernamlnico,  atento  aos  quaes  seruiços  e  outros  respeitos  lhe  fez  V.  M.  mercê 
da  Capitania  mór  do  Rio  (írande,  de  que  se  lhe  passou  carta  e  deixou  de  aceitar  o  diilo 
cargo,  por  se  hauer  perdido  aquella  praça,  com  as  mais  do  Estado  do  Brazil...  Prezcntou 
huma  carta  i)atcnte  feita  em  2  de  maio  de  (131,  per  que  se  lhe  fez  mercê  da  ditta  capitaii:a 
do  Rio  grande,  no  Estado  do  Brazil,  por  3  annos,  na  uagante  de  15  de  nouembro  de  630,  cm 
respeito  de  seus  seruiços  e  dos  de  seu  pay   e  de  hum    irmão   seu,   feitos   no  mesmo   Esta  lo. 

Francisco  de  Sousa,  alferes  reformado  serue  a  V.  M.  desde  a  sua  felice  aclamação, 
ac1:ando-se  t.as  occaziões  que  se  offerecerão  com  muita  satisfação  e  valor,  as.sy  nas  fronteiras 
deste  Reino,  como  nas  armadas  desta  Coroa " 

(Doe.   »i.   540). 

539— r.40 

Co\ST'i,TA  do  Conselho  Ultramarino,  em  que  propõe  a  nomeação  de  Gnhriel  Teixeira 
para  o  posto  de  capitão  dos  Infantes  recrutados  no  Porto  i)ara  o  Brasil. 

Lisboa,  12  de  dezembro  de  1646.  .^)41 


CoNsm.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  alvitio  ni)resontado  pelo  Governador  do 
Rio  de  Janeiro  na  seguinte  carta. 

Lisboa,  1.")  de  dezembro  de  1G46.  G12 

Carta  do  Governador  Duarte  Corrêa  Vasqueanes,  em  que  mostra  a  conveniência  de 
todos  os  ministros  seculares  e  ecclesiaslicos  viverem  na  iiarte  alta  da 
cidade,  ao  abi  igo  das  fortificações. 

Kio  de  Janeiro,  X  de  julho  de  1646.   (Ainicxa  au  n.  rA2). 


01 


"A  primeira  poiioação  com  (|iic  se  i)'''"^'l'''>"  esta  cidade  foy  no  allu  delia,  com  eiija 
fabrica  ficana  fortalecida  e  incapaz  de  ser  rendida  porque  ho  outeyro  com  ha  muralha  que 
actualmente  estou  obrando,  que  por  luuna  parle  o  cerca  lodo  e  porta  noua  que  fez  ho  go- 
ucrnador  Saluador  Corrêa  de  Saa  no  Bayrro  da  Misericórdia  e  da  Calçada  do  Colégio  com  a 
fortaleça  São  Sebastião  e  com  as  mesmas  cazas  ficaua  serrado  todo  de  maneira,  que  com 
muito  menos  cabedal  tinha  a  rczislencia  muito  niais'  capaz  porém  como  o  trato  ficaua  mais 
trobalhoso  forão  os  moradores  edificando  cazas  na  uargca  junto  ao  mar,  deppouoando  ho 
alto  de  maneira,  que  ficou  somente  nelle  ha  Igreja  Matric  c  o  CoUegio  dos  Religiosos  da 
C(>i]ifianhia  em  iiolauel  dczamparo,  c  como  re  deue  atender  mais  a  fcr  V.  M.  seruido  como 
convém,  que  a  comodidades  próprias  me  pareceo  fazer  auizo  a  V.  M.  que  deue  ser  seruido 
mandarsc  informar  de  pessoas  que  ha  nessa  Corte  do  muito  melhor  que  ficará  a  cydade 
tornando  a  fabricar-se  no  alio  para  toda  a  rezislencia,  mandar  V.  M.  que  os  Coucrnadorcs, 
l're!ados,  ouuydores  geraes,  procuradores  da  Fazenda,  camará  e  todos  os  ministros  c  offi- 
ciacs  de  justiça  habitem  no  dito  alto  com  as  penas  que  V.  M.  parcser,  e  que  os  chãos  que  nelle 
ouuer  deuolutos  ou  cazas  caydas  que  seus  donos  não  quizerem  renouar  as  possa  dar  o  (lo- 
ucrnador  de  sisn.arya  a  quem  fassa  cazas  e  que  deste  modo  se  fabricara  com  muita  facilidade 
huma  cydade  que  murada  e  coní  as  portas  que  já  tem  e  fortaleza  e  obrandose  forte  Real,  que 
ynlente  nella,  ficará  muito  segura  e  com  menos  cabedal  e  os  moradores  e  fazenda  de  V.  M. 
mais  fortificados  para  toda  a  inuazão  que  o  Inimigo  intente  pois  se  he  forçoso  que  não... 
se  procure  fortalecer  e  edificar  mais  conuem  que  antes  delia  se  obre  e  seja  V.  M.  seruido 
como  dczejo,  cauza  por  que  faço  esta  aduertencia,  eii.'  que  V.  M.  mandará  o  de  que  mais  -e 
si  rua." 

I.\roKMA(;ÕKS  (2)  do  vogal  do  Con.selho  Ultramarino  Salvador  Corrêa  de  Sá  e  Bona- 
vidcs  e  dos  Padres  da  Companhia  Luiz  Pascoal  e  Paulo  da  Costa,  favoráveis 
á  reedificação  da  cidade  do  Rio  de  .Janeiro  na  i)arte  alta  do  monte. 
Lisl)oa,  10  de  dezembro  de  1G4G. 

"A  cidade  do  Rio  de  Janeiro  teue  seu  principio  no  monte  de  que  trata  o  Gouernador  na 
sua  carta,  e  depois  pclla  maior  comodidade  do  comercio  se  foi  estendendo  para  a  marinha 
rfonde  hoje  está  quasi  toda  a  povoação,  porque  até  os  moradores  do  outeiro  se  forão 
passando  para  baixo,  deixando  quazi  deserto  aquelle  sitio  que  seus  primeiros  pouoadorcs  esco- 
llicrão  por  nais  ■rorte,  mais  def cntavel  e  de  melhores  ares  para  a  saudc.  Todos  os  que  uirão  o 
citio  desta  cidade,  sem  fazer  excepção  de  pessoa  alguma,  julgarão  não  scS  por  difficultoza,  ni.-^^s 
quazi  impossiuel  a  defensão  da  cidade  sita  no  baixo  uizinho  á  marinha,  porque  pella  capa- 
cidade do  porto  e  uizinhança  com  a  cidade,  poderão  os  inimigos  (em  caso  que  ali  entreira  com 
seus  nauios),  fazer  dano  não  só  ás  cazas  com  a  artilharia,  mas  ainda  aos  moradores  com  a 
mosquetaria. 

E  pello  contrario  que  o  alto  da  cidade  que  hoje  ostá  quazi  despouoado,  he  por  natureza 
muito  defensável,  e  com  pouca  arte  e  trabalho  se  pode  fazer  quasi  inexpugnauel,  e  he  força 
que  a  clle  se  rccolhão  os  moradores  da  marinha  em  occazião  de  qualquer  acommetimcnto  de 
inimigos,  pello  que  he  mui  necessário  como  único  remédio  daquelle  pouo,  que  no  outeiro  não 
só   se  conserue  e  rcnoue  a  antiga   pouoação,   mas  que   logo   se   trate  de   acrecenlar  moradores 

c  cazas  nas  quaes  se  pos.s,'io  abrigar  e  uiuer  os  que  em  tempo  de  guerra  ali  se  recolhen? " 

544— ni."í 

CosTTi.TAS  (3)  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  dos  regimentos  que  se  deviam 
dar  ás  caravellas,  c]ue  icm  levar  ao  Brasil  as  tropas  de  soccorro. 

Lisboa,  13  de  novembro  e  15  de  dezembro  de  1646. 

Têm.  minexas  cartas  de  Gaspar  de  Ahrcu,  de  Affonso  de  Barros  Camii\ha. 
extractos  de  cartas  do  Governador  do  Rio  de  Janeiro  e  viiniilas  de  emendas, 
relativas  aos  mesmos  regimentos.  ^•'^C     •'•" 

RF.oniF.NTOs  que  se  deram  ao  Capitão  Siinão  da  ,^ilva  e  ao  Mestre  de  Campo  Fran- 
cisco de  Figueiroa,  e  em  que  se  contêm  as  instrucções  que  deviam  observar 
na  viagem  i)ara  o  Brasil. 

Lisboa,   2!»   de   outubro   de   KiKi.    (Anncjos  ao   n.   r,U',).  ."..".S— ."i..9 


oâ 


Co.NsiLiA  do  Conselho  Ultraniarino,  sobro  o  requerimento  em  (lue  o  Cai)itão  Luiz 
(íomcs  ijede  dispensa  do  pagamento  das  avarias  dos  assmarês  que  se  tinham 
perdido  a  Ijordo  da  sua  náo  N.  P<'(liu  c  k.  CJn  istovdo. 

Lisboa,  23  de  janeiro  de  1(;47.  560 

Co.xsri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  do  Alferes  D.  Francisco 
Ladron  de  Giierara.  no  qual  i)ede  a  Pua  reforma  e  ajuda  de  custo  para  em- 
barcar. 

Lisboa,  oO  de  janeiro  de  1647.  561 

Ri:grFRn[ENT0  do  Cai)itão  Pedro  de  Lemos  Botelho,  no  qual  pede  a  remuneração  de 
seus  serviços  e  outras  mercês. 

Tan  aniirxa  uma  consulta  do  ConavUio  lUiramarino,  datada  de  9  de  feve- 
reiro de  1647.  562—563 

Coxsui.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  conveniência  de  crear  no  Rio  de  Janeiro 
o  posto  de  Tenente-General  e  em  que  i)ropõe  para  o  exercer  o  Sargent;i-mór 
Manuel  de  Madureira. 

Lisboa,  O  de  fevereiro  de  1647.  564 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  licença  que  pedira  Salvador  Corrêa  de 
Sá  para  fretar  duas  náos  inglezas  para  n'ellas  transportar  o  soccorro  que 
levava  para  o  Brasil. 

Lisboa,  12  de  fevereiro  de  1647.  565 

Coxsri.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  requisição  que  fizera  o  Governador  do 
Estado  do  Brasil,  de  um  homem  que  fosse  perito  na  fabricação  de  artifieios 
de  fogo. 

Lisboa,  21  de  fevereiro  de  1647. 

Tem  annexo  um  aviso  do  Secretario  do  Conselho  Ultramarino  e  a  infor- 
viação  do  Tenrnte-General  de  Artilharia  fíuy  Corrêa  Lucaa.  566 — 568 

CoNsri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  do  requerimento  do  Padre  Fr.  Matheus 
de  S.  Francisco,  no  qual  pedia  que  se  lhe  declarasse  qual  o  posto  em  que  ia 
servir  no  Brasil  e  qual  o  soldo. 

Lisboa,  26  de  fevereiro  de  1647.  569 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  pretensão  dos  Capitães  Pedro  de  Lemos 
Botelho,  Martim  Barroso  e  Lourenço  Barbosa  da  França,  de  serem  dispen- 
sados de  embarcar  ])ara  o  Brasil,  allegando  o  primeiro  a  falta  de  tempo  jtara 
arranjar  os  seus  negócios  e  os  outros  dois  falta  de  saúde. 

Lisboa,  14  de  março  de  1647.  570 

CoNSTi.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  provimento  do  officio  de  Provedor  da 
Fazenda  da  Capitania  do  ^]spirito  Santo,  e  em  que  propõe  a  nomeação  de  Ro- 
drigo Sanches. 

Lisboa,  30  de  março  de  1647.  571 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  favorável  á  nomeação  do  Capitão  Manuel  Pe- 
reira Loho  para  o  cargo  de  capitão-niór  da  Capitania  do  S.  Vicente. 

Lislma,  1  do  abril  de  1647.  572 


C3 


Consultas  (2)  do  Conscllio  intraiiiarino,  soluc  o  soccorro  c  armada  que  se  devia 
enviar  ao  Drasil. 

Lislioa,  G  e  10  de  maio  de  1(J47.  57;} — r>74 

CoN.sri.iA  do  Consellio  Ullramarino  sobre  as  mercês  <iuc  se  deverinm  conceder  ás 
pessoas  (lue  qiiizesseni  ir  para  o  Urasil  e  (pie  (piciíiia.sscin  ou  ri/,rs.;cm  iciider 
navios  liollandezes. 

Lisboa,  17  de  maio  de  1(M7.  575 

Co.\sii/rA  do  Consellio  Ullranuirino  sobre  a  nouieaíjão  do  Capilão-mór  e  Governador 
da  praça  do  Rio  de  Janeiro. 
Lisboa,  25  de  maio  de  1647. 

Tem  á  muKjem  u  seguinte  despacho:  "Tem  cessado  a  necessidade  de  no- 
mear capitão-mór  para  esta  praça,  visto  ir  governal-a  Salvador  Corrêa 
de  Sá."  ,-,7G 

Co.xsui.TA  do  Consellio  Ultianiaiino  sol)ie  o  requerimento  de  António  Gomes  Pa- 
lhano,  no  qual  pede  que  ne  lhe  taça  mercê  dos  ofticios  de  Escrivão  da  Alfan- 
dega e  Almoxarifado  da  cidade  do  Rio  de  .Janeiro,  que  estavam  vagos  por 
fallecimento  de  seu  pae  Pedro  Martins  Negrão. 

Lisboa,  31  de  maio  de  1C47.  577 

Consultas  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  favoráveis  ao  deferimento  do  reípierimento 
em  que  Pedro  Martins  Negrão  pedira  licença  para  nomear  um  de  seus  filhos, 
depois  da  sua  morte,  seiventuaiio  do  officio  de  Escrivão  da  Alfandega  do 
Rio  de  .Janeiro. 

Lisboa,  9  de  dez'nibio  de  IGIJ  e  27  de  janeiro  de  1G4G.  (Anncxa  ao  nu- 
mero 577).  578 — 579 

Co.NsuLTAS  do  Conselho  Ultiamif.rino  sobre  uma  carta  do  Governador  do  Rio  de  Ja- 
neiro Duarte  Corrêa  Vasqucanes  acerca  do  soccorro  que  pedira  para  a  defesa 
da  Capitania,  e  a  refoima  dos  capitães. 

IJsboa,  5  de  junho  de   H!47.  58U— 581 

CoNsri.TA  do  Conselho  Ultramaiiuo,  acerca  da  construcção  da  Fortaleza  da  Lagr  e 
da  urgência  que  ha\ia  de  manda^-  ao  Rio  de  Janeiro  um  engenheiro  para  a 
diiigir. 

Lislioa,  5  de  junho  de  1047.  582 

Cautas  (2)  do  Governador  do  Rio  de  Janeiro,  Duarte  Corrêa  Vasqueanes,  sobre  a 
construcção  da  Fortaleza  da  Lage  e  os  meios  que  emin-cgara  para  obt(T  di- 
nheiro paia  a  continuar. 

Rio  de  Janeiro,  14  de  fevereiro  de  1047.  (Aiinexas  au  n.  582). 

"Como  o  iiKlhor  sucesso  e  dcfcnção  desta  Praça  ci.iiMsle  na  l.arra  ik-na,  intentei  fazer 
a  Fortaleza  da  Lagcni  que  tantos  aniios  lia  que  se  pretende,  e  suposto,  que  tanil)cni  ao  Co- 
uernador  Geral  pedi  mandasse  lium  engenheiro  dos  que  tem  na  da  Bahia,  e  nse  não  deferio, 
tratei  de  dispor  o  efeito  de  ohra  tão  importante  cniquanto  o  pedia  a  V.  M.,  e  propondo  h 
Camará  o  grande  seruiço  tiuc  se  faria  a  V.  M.  decretamos,  que  se  vendessem  os  chãos  da 
praia-  e  se  fizesse  hum  pedido  geral  pellos  moradores,  e  ainda  que  todos  o  oferecerão  com 
inuito  gosto  foi  tão  limitado,  quç  me  não  parcceo  uzar  delle,  nem  a  venda  dos  chãos  tcuc 


64 


cfeili)  pur  não  aucr  laiiçailorc?,  e  para  que  o  intento  se  lograsse  e  nulo  tão  interessado  nelle  o 
scruiço  de  V.  M.  tornei  a  repetir  a  proposta  na  Camará  juntos  a  maior  parte  dos  moradores  e 
rczultou  delia  aprouar-se  por  todos  que  se  lançasse  geralmente,,  conforme  as  posses  de  cada 
qual,  hum  donativo,  para  o  que  se  elegerão  pessoas  de  todos  estados,  e  estando  neste,  e 
auendo  duvidas  entre  os  eleitos  de  que  se  podião  originar  dibsenções  parecco  mais  acertado, 
que  os  officiaes  da  Camará  fizessem  o  dito  lançamento  por  si  mesmos  como  cabeças  desta 
republica,  para  que  o  seruiço  de  V.  M.  se  conseguisse,  a  fortaleza  se  obrasse,  c  se  cs- 
cuzasscm  discórdias,  c  o  fizcrão  na  Camará  com  tanta  dispozição  que  não  pode  auer  queixas,  e 
suposto  que  trago  a  fortaleza  em  pregão  para  se  fazer  de  empreitada  e  pedem  por  ella 
6o$ooo  cruzados  e  o  lançamento  ha  sido  de  24.000  cruzados,  destinados  no  rol  delle,  tenho  por 
sem   duuida,   que   começando-se   a   ol'ra   e   vendo    os   moradores,   que   com    effeito   se   continua, 

darão    tudo    o    que    falta " 

(Doe.  11.  583). 

583—584 


Acta  da  reunião  da  Camará  c  moradores  da  cidade  do  Rio  de  Janeiro,  que  o  Gover- 
nador Duarte  Corrêa  Vasqueanes  convocara  para  ol)ter  os  recursos  necessários 
l)ara  a  construcção  da  Fortaleza  do  ÍAige. 

liio  de  Janeiro,  26  de  novembro  de  1646.  Certidão.   (Anncxa  ao  n.  582). 

585 

Co.Nsii.iA  do  Consellio  Ultramarino  sobre  a  construcção  da  Fortaleza  da  Laj;e  na 
Barra  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  lo  de  maio  de  1645.  (Anncxa  ao  n.  582).  586 

I.M  on.MAcÃo  de  João  de  Callesteiros  acerca  da  construcção  da  referida   fortaleza. 
Lisboa,  —  de  março  de  1645.   (Anncxa  ao  n.  586).  587 

Pi,A.\TA  da  barra,  da  bahia  c  cidade  do  Rio  de  .Janeiro.  Feita  por  Joié  Teixeira, 
Cosmographo. 

Anno  de  1645.  0"',715x0"',415.  Colorida.  (Annv.ia  ao  n.  586). 

Representa  a  entrada  da  Barra,  Pão  d'Assuear,  Forte  de  S.  João,  Fortaleza 
de  imanta  Cruz,  Lage.  Viragalhão,  Forte  de  Hantiayo,  Ilha  das  Cobras  e  Ilha  do 
Governador.  'Na  perspeetiva  da  cidade  vcem-se  as  egrcjas  do  Desterro.  No.'isa 
t^enhora  da  Ajuda,  Sé,  Collegio  dos  Jesuitas,  Mizericordia,  Carmo,  íianto  An- 
tónio. H.  Sebastião.  Convcieão.  S.  Bento.  .'?.  r-:'dro  c  S-  Chri^tovão.  588 

Pi.ANTA  da  Lage  que  está  no  meio  da  Barra  do  Rio  de  Janeiro.  Representa  a  Lage, 
o  Pão  de  Assucar,  a  Foilaleza  de  Santa  Cruz,  o  Forte  de  S.  João  e  a  confi- 
guração da  Barra. 

0"',305X0"',275.  Colorida.  (Amieaa  ao  n.  586).  589 


Pi.A.NTAs  (4)  do  perfil  c  dos  diversos  pavimentos  da  Fortaleza  da  Lage. 

0"',180xO"',15().  (Annexas  ao  n.  586).  590—5:13 

Co.\si;i/rA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  reíjuerimcnto  de  /).  Margarida  de  Aro 
e  Vellasco.  mulher  de  Gaspar  de  Molina,  no  qual  i)edia  que  se  fizesse  mercê  a 
t;eu  marido  da  propriedade  dos  offi(  ios  de  Escrivão  da  Fazenda  e  Alfandega 
do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  8  de  julho  de  1G47.  594 


65 

Alvará  régio  pelo  qual  se  fez  mercê  a  A7itonio  Gomes  Pálhano  da  serventia  dos 
officios  de  Escrivão  da  Alfandega  e  Almoxarifado  da  Capitania  do  Rio  de 
Janeiro,  no  impedimento  do  proprietário  Pedro  Martins  Negrão,  seu  pae. 
Lisboa,  28  de  junho  de  1647.  1",  2°  e  3"  vias.  (Annexas  ao  n.  594). 

595—597 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  acerca  de  uma  representação  dos  officiaes  da 
Camará  do  Rio  de  .Janeiro,  em  que  pediam  para  não  serem  enviados  para  a 
Bahia,  quando  por  qualquer  motivo  houvesse  procedimento  judicial  contra 
elles. 

Lisboa,  13  de  julho  de  1647.  598 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  solire  o  requerimento  de  António  de  Sá  da 
Rocha,  Capitão  de  Cavallos  do  Rio  de  Janeiro,  no  qual  pede  que  se  lhe 
fixe  o  soldo  que  deveria  vencer. 

Lisboa,  13  de  julho  de  1647.  599 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  petição  do  Sargento-mór  da  praça  do 
Rio  de  Janeiro  Lopo  Alvares  da  Fonseca,  em  que  solicitava  a  mercê  de  lhe  ser 
dada  uma  companhia  de  Infantaria. 

Lisboa,  18  de  julho  de  1G47.  600 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  uma  petição  dos  marinheiros  e  grumetes 
das  frotas  do  Brasil,  no  anno  de  1644,  em  que  requeriam  o  pagamento  de  suas 
soldadas. 

Lisboa,  20  de  julho  de  1647.  601 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  participação  que  fizera  o  Governador 
do  Rio  de  Janeiro,  de  terem  os  Padres  da  Companhia  de  Jesus  abandonado  as 
aldeias  dos  índios,  cuja  administração  lhes  estava  confiada. 
Lisboa,  24  de  julho  de  1647. 

"Duarte  Corrêa  Vasqueanes,  Governador  do  Rio  de  Janeiro,  escreue  a  V.  M.  em  carta 
de  14  de  feuereiro  deste  anno  de  647,  que  os  Religiosos  da  Companhia  debaixo  de  cuja 
administração,  hão  estado  as  Aldêas  dos  índios  daquella  Capitania,  desde  sua  primeira  fun- 
dação, estimulados  da  expulsão,  que  por  respeito  delias,  se  lhe  fez  na  Capitania  de  São 
Vicente  e  São  Paulo,  requererão  a  elle  Governador  tomasse  entrega  delias,  de  cujo  cargo  se 
eximião,  sendo  tanto  em  continente  a  execução  de  se  retirarem  delias  e  de  lho  requererem, 
que  tudo  foi  a  hum  tempo;  respondcu-Ihes,  com  lhe  protestar  em  nome  de  V.  M.  pelos  dammos 
e  prejuízos  que  se  podião  seguir  ao  seruiço  de  V.  M.,  de  elles  as  largarem;  nada  bastou 
para  se  restituírem,  como  tudo  constaua  dos  papeis  que  enuiaua  com  a  ditta  carta  a  V.  M., 
que  deuia  ser  seruido  mandar  ordenar  o  que  mais  cumpra  a  seu  seruiço;  attendendo,  que 
só  os  dittos  Relllglosos  podem  administrar  como  conuem,  as  dittas  aldêas,  e  que  o  contrario 
será  em  grande  prejuízo  do  seruiço  de  V.  M.,  porque  os  índios  mais  seguem  sua  doctrina 
e  mandatos,  que  nenhuma  outra  pessoa,  e  será  de  notauel  damno  occazionalos  a  que  se 
diuirtão.  E  porque  a  Aldca  de  S.  Francisco  Xavier  de  Ytinga  está  no  termo  da  Capitania  da 
Condeca  do  Vimieiro,  e  elle  Governador  teue  noticia  que  os  moradores  da  Ilha  Grande,  por 
ser  do  seu  districto,  Intentauão  vir  Icuar  os  índios  delia,  lhe  pareceo  seruiço  de  V.  M. 
mandar  (como  fez)  tomar  posse  delia  em  nome  de  V.  M.  como  vassallos  seus,  e  para 
assegurar  os  índios,  lhe  nomeou  o  Capitão  a  hum  Domingos  Casado,  pessoa  que  acertará 
muito  bem-,  emquanto  V.  M.  não  he  seruido  de  mandar  ordenar  o  que  mais  acertado  pareça... 

Parece  a  Salnador  Corrêa  de  Sá  dizer  a  V.  M.  que  de  tudo  quanto  os  Padres  da  Com- 
panhia dizem  em  sua  petição,  sabe  o  que  he  necessário  pnra  poder  votar,  por  ser  testemunha 
de  muitas  delias,  e  saber  os  citlos  e  cauzas  que  appontão,  e  o  mal  que  se  sustentarão  os 
índios,   faltando-lhes  os  Padres;   c  assy   lhe  parece  que   V,   M.   deuc   mandar,   que  os  dittos 

1.6  .  9 


66 


Padres  tornem  para  suas  aldêas  que  tem  no  Rio  de  Janeiro,  e  que  emquanto  a  mudallas,  se 
faça  neste  modo,  que  he  o  que  sempre  uzou  o  Gentio,  para  sua  conseruação  e  inda  os 
mesmos  Padres  mudando  as  aldeãs,  2,  3  e  4  legoas  dos  citios  velhos  para  outros  nouos  onde 
haja  terras  para  laurareni  e  comedias  de  peixe  e  marisco,  que  esta  gente  dcstroe  em  pouco 
tempo  por  não  terem  outro  exercício,  se  não  buscar  de  comer,  e  assy  lhe  parece  que  V.  M. 
mande  escreuer  ao  Goucrnador  do  Rio  de  Janeiro,  e  á  camará,  que  a  Aldêa  de  São  Bcrnabc, 
se  mude  para  a  parte  que  os  Padres  a  queirão  mudar,  que  são  ao  pé  de  4  legoas  de  donde 
está  mais  perto  do  mar,  e  donde  quazi  hc  o  mesmo  caminho,  para  acodir  á  cidade  aos 
rebattes,  e  se  escusa  estar  entre  os  engenhos,  de  donde  lhe  uem  todo  o  dano;  e  que  a 
Aldêa  de  São  Francisco  Xazicr  a  possão  mudar  para  a  Marainbaia  ou  lílangaratiba,  que 
tãobem  com  3  legoas  do  citio  donde  está  mais,  na  mesma  paragem  de  deffensão  das  barras 
de  Marambaia  c  Cortisu,  que  he  para  o  que  se  fundou  naquella  paragem,  por  hordem  dos 
Reis  antecessores  de  V.  M.,  e  a  de  São  Lourenço,  que  consta  de  40  cazaes  se  não  deue  bulir 
nella,  por  ficar  huma  legoa  da  cidade,  e  donde  acodem  á  fortaleza  Sancta  Cruz  e  nesta  não 

assistião  os  Padres,  senão  cada  dia  santn  lhes  Iiião  dizer  missa "' 

602 

REyuERiMEMo  de  Matheus  de  Sousa,  porteiro  da  Camará  da  cidade  do  Rio  de  .Ja- 
neiro, no  qual  pede  a  reforma  da  sua  carta  patente. 

Tem  anncxa  a  consulta  do  Conselho  Ultramarino,  datada  de  28  de  julho 
de  1647.  603—604 

Provisão  regia  pela  qual  se  fez  mercê  a  Matheus  de  Sousa  do  officio  de  porteiro  da 
Camará  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  8  de  outubro  de  1634.  Certidão.  (Annexa  ao  n.  603).  605 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  de  Bnlthazar  de  Castilho 
de  Andrade,  em  que  pede  a  remuneração  de  seus  serviços,  e  dos  de  seu  pai 
Thomé  de  Andrade. 

Lisboa,  6  de  agosto  de  1647. 

"Por  hum  instrumento  de  testemunhas  consta  ser  o  dito  Thomc  de  Andrade  pessoa 
nobre  e  fidalga  de  geração,  por  seu  pay  Balthazar  Fernandes  de  Castilho  e  seu  avô  Alonso 
de  São  ]'icente  de  Castilho,  procederem  das  fan/ilias  dos  Castilhos,  huma  das  mais  nobres 
que    ha    nas    montanhas    de    Lartdo,    em    Biscaya " 

606 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  requisição  que  Salvador  Corrêa  de  Sá 
fizera  de  tudo  quanto  julgava  necessário  levar  para  o  Reino  de  Angola,  a 
bordo  dos  navios  da  Armada  que  partia  para  o  Bras'-1. 

Lisboa,  29  de  agosto  de  1747.  607 

CON.SULTA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  soccorro  que  o  Governador  Duarte 
Corrêa  Vasqueanes  pedia  para  a  defesa  da  praça  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  31  de  agosto  de  1647.  608 

Carta  do  Governador  Duarte  Corrêa  Vasqueanes,  em  que  pede  o  soccorro  a  que 
se  refere  a  consulta  antecedente. 

Rio  de  Janeiro,  3  de  maio  de  1G47.  (Annexa  ao  n.  608).  609 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  de  Bnlthazar  de  Castilho 
de  Andradn.  Ouvidor  Geral  do  Rio  de  Janeiro,  no  qual  pede  ajuda  de  custo 
para  embarcar  para  o  Brasil. 

Lisboa,  3  de  outubro  de  1647.  610 


Ô7 


Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  petição  de  Tícrntr  de  Andrarlc  rolativa 
á  serventia  dos  oíficios  de  Escrivão  dos  orphãos,  defuntos  e  auzentes,  durante 
o  impedimento  do  respectivo  proprietário  António  de  Andrade. 

Lisboa,  5  de  outubro  de  1647.  611 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  na  qual  se  refere  á  conveniência  de  mandar 

prender  o  licenceado  Francisco  Pinto  da  Veiga,  por  não  ter  dado  conta,  como 

devia,  da  commissão  de  serviço  que  fora  desempenhar  ao  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  30  de  outubro  de  1647.  ^  612 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  na  qual  confirma  a  ordem  que  dera  o  Gover- 
nador do  Estado  do  Brasil  para  serem  executados  os  cavalleiros  da  Ordem  de 
Christo,  do  Rio  de  Janeiro,  que  pretendiam   izentar-se  do  pagamento  dos 
dizimos  dos  assucares  produzidos  em  seus  engenhos. 
Lisboa,  13  de  janeiro  de  1648. 

Tem  anncxa  a  copia  de  alyuns  trechos  de  uma  carta  do  Provedor  da  al- 
fandega do  Rio  de  Janeiro,  em  que  relata  o  assumpto  de  que  trata  a  consulta. 

613—614 

Consultas  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  exportação  de  sal  para  o  Brasil. 
Lisboa,  13  de  Janeiro  de  1648.  615—616 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  de  Thomaz  Filgucira 
Bulcão,  no  qual  pedia  a  remuneração  de  seus  serviços,  que  se  encontravam 
relatados  na  mesma  consulta. 

Lisboa,  29  de  fevereiro  de  1648.  617 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  necessidade  de  serem  enviados  manti- 
mentos e  munições  para  a  armada  do  Brasil. 

Lisboa,  27  de  fevereiro  de  1648.  618 

Representação  dos  moradores  da  cidade  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  protestam 
contra  o,  lançamento  de  um  novo  tributo  que  so  pretendia  impôr-lhes  para 
os  preparativos  da  armada. 

(1648).  619 

Informação  dos  officiaes  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro,  acerca  do  lançamento  do 
referido  imposto. 

(Annexa  ao  n.  619).  ^20 

Representação  dos  officiaes  da  mesma  Camará,  em  que  protestam  contra  a  inter- 
venção do  Desembargador  Manuel  Pereira  Franco  nas  devassas  de  que  fora 
encarregado  o  licenceado  Francisco  Pinto  da  Veiga. 

(Annexa  ao  n.  619).  ^-^ 

Acta  da  sessão  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  tratou  do  lançamento  do 
tributo  a  que  se  referem  os  documentos  antecedentes. 

Rio  de  Janeiro,  27  de  abril  de  1648.   (Annexa  ao  n.  619).  622 


68 

Instrucçôes  dirigidas  a  Salvador  Corroa  c  Benavides,  sobre  o  auxilio  que  devia 
prestar  ao  General  da  armada  António  Telles  de  Menezes,  Conde  de  ViUa 
Pouea  d'Aguior.  para  a  sua  jornada  até  Angola. 

(A?ine.ras  ao  ?i.  619).  623 

Cabta  regia  dirigida  ao  Senado  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro,  na  qual  se  lhe  re- 
commenda  a  cobrança  de  um  donativo  com  que  os  moradores  daquella  cidade 
deveriam  contribuir  para  as  despezas  das  armadas,  a  exemplo  dos  moradores 
de  Lisboa  e  da  Bahia. 

Lisboa,  12  de  outubro  de  1647.  (Annexa  ao  n.  619).  624 

Capitvlo  nono  do  regimento  do  Capitão  mór  do  Reino  de  Angola. 

(Annexo  ao  n.  619).  625 

Carta  regia  dirigida  aos  officiaes  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro,  na  qual  se  ordena 
que  o  licenceado  Francisco  Pinto  da  Veiga  termine  dentro  de  quatro  mezes 
a  sua  commissão  de  serviço  e  que  findo  este  prazo  embarque  para  o  Reino,  sob 
pena  de  lhe  serem  suspensos  os  vencimentos. 

Lisboa,  19  de  novembro  de  1646.  (Annexa  ao  n.  619).  620 

Cabta  regia  dirigida  aos  officiaes  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  se  lhes 
communica  terem-se  dado  ordens  ao  Governador  do  Estado  do  Brasil  para 
inteiramente  respeitar  todos  os  privilégios  que  tinham  sido  concedidos  aos 
mesmos  officiaes. 

Lisboa,  19  de  rovembro  de  1645.   (Annexa  ao  n.  619).  627 

CoxsrLTAS  (3)  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  os  requerimentos  de  António  Corrêa 
e  Manuel  Ferreira  do  Valle,  nos  quaes  pedem  a  propriedade  do  officio  de 
almoxarife  da  Fazenda  Real  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  16  de  março,  15  de  julho  e  12  de  agosto  de  1648.  628—630 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  de  António  CurveUo, 
filho  de  Pfdro  CurvcUo,  natural  da  Ilha  de  S.  Miguel,  no  quah  pede  o  habito 
de  Chri.sto  em  remuneração  dos  serviços  que  prestara  na  Bahia  e  no  Rio 
de  Janeiro  e  que  a  consulta  relata. 

Lisboa,  14  de  maio  de  1648.  631 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  nomeação  do  Capitão  mór  da  Capitania 
do  Rio  de  Janeiro,  na  qual  se  indicam  os  nomes  que  os  diversos  vogaes  pro- 
punham para  exercer  esse  cargo. 

Lisboa,  30  de  maio  de  1648, 

Tem  ú  margem  o  seguinte  despacho:  "Nomeo  para  esta  Praça  Salvador 
de  Brito  Pereira.  Alcântara,  22  de  setembro  de  1648."  632 

Relação  das  diversas  propostas  que  o  Conselho  Ultramarino  era  differentes  épocas 
apresentara  para  o  provimento  do  cargo  de  Capitão  mór  da  Capitania  do 
Rio  do  Janeiro. 

(Annexa  ao  n.  632).  633 


60 


CoxstTi.TA  do  Consolho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  do  Mestre  de  Campo 
Nicoláo  Aranha  Pachrro,  em  que  pede  uma  embarcação  que  o  transportf  ao 
Brasil. 

Lisboa,  7  de  julho  de  1648. 

Tem  anncxo  o  respectivo  requerimento.  634-  5o3 

CoNSVLTA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  socíorro  que  deveria  cnviar-se  para 
o  Brasil  e  para  Angola  e  a  remessa  de  sal  para  o  Rio  de  Janeiro. 
Lisboa,  16  de  julho  de  1648. 

"Pareceo  lembrar  a  V.  M.  que  deue  ser  seruido  de  mandar,  que  comtudo  o  referido 
se  acuda  a  Saluador  Corrêa  ao  Rio  de  Janeiro,  o  melhor  que  possa  ser  e  na  mayor  quan- 
tidade que  fór  possiuel,  e  que  pois  ele  auiza  que  hia  para  Angola,  e  se  poder  recear  que  os 
Olandezes  (que  com  poder  de  nauios  andão  nas  costas  do  Brazrl,  resentidos  do  máo  successo 
que  tiueram  em  Pernambuco,  queirão  intentar  tomar  terra  no  Rio  de  Janeiro,  e  de  Duarte 
Corrêa  Vasqueancs  por  falta  de  experiência  se  não  fia  saiba  dispor  as  couzas  em  forma 
que  se  possa   rezistir  ao  inimigo,   conuirá  que   V.   M.   acuda  aquclla   praça   com   nouo   gouer- 

nador   como   se    lhe    tem    consultado,    por   este   ponto    ser   o    de   mayor   imjKirtancia " 

636 

Cabta  de  Salvador  Corrêa  de  Sá  e  Benavides,  em  que  participa  ter  chegado  ao 
Rio  de  Janeiro  e  estar  preparando-se  para  partir  para  Angola. 

Rio  de  Janeiro,  29  de  janeiro  de  1648.  (Annexa  ao  n.  636).  637 

Cox-suLTA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  do  requerimento  de  Guilherme  Oarnicr, 
francez,  no  qual  pedia  licença  para  transportar  para  o  Brasil  um  carre- 
gamento de  mercadorias. 

Lisboa,  5  de  agosto  de  1648.  638 

Co>'.suLTA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  petição  de  D.  Simão  de  Tovar,  na  qual 
solicitava  varias  mercês,  por  embarcar  na  armada  do  Brasil. 

Lisboa,  18  de  agosto  de  1648.  639 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  soccorro  de  gente,  armas  e  munições 
que  era  preciso  enviar  para  o  Rio  de  Janeiro  e  sobre  a  contribuição  dos  mora- 
dores da  mesma  cidade  para  as  despezas  das  armadas. 

Lisboa,  19  de  agosto  de  1648.  64i) 

Carta  de  Salvador  Corrêa  de  Sá  e  Benavides,  sobre  a  contribuição  e  soccorro  a 
que  se  refere  a  consulta  antecedente. 

Rio  de  Janeiro,  15  de  maio  de  1648.  (Annexa  ao  n.  640). 

"...ao  cabo  de  grandes  juntas  que  este  pouo  c  camará  fez.  procurei  que  se  assentassem 
4  vinténs  em  cada  arroba  de  assucar,  pagos  meio  tostão  os  vendedores  e  3a  rs.  o  comprador, 
a  respeito  o  mascauado,  e  estando  isto  assentado,  e  começando  a  cobrar,  ueio  este  Pouo 
com  grandis  requerimentos  a  rcclamal-o,  em  que  nenhuma  maneira  conuinha,  porque  hers 
perder-se  esta  terra  que  estaua  muy  longe,  e  que  dependia  de  liberdade  d?  commércio. 
além  de  que  o  dinheiro  que  hera  necessário  para  auiamento  de  minha  armada  pedia  pontuali- 
dade efectiua  e  nayor  quantidade  do  que  se  montaua  na  dita  contribuição  dos  4  vintena 
pedindo  me  todos  que  me  ajustasse  com  a  ordem  de  V.  M.  que  foi  seruido  escreuer  lhes 
em  minha  companhia  pedissem  hum  pedido  voluntário,  e  que  elles  o  querião  dar  juntand» 
o  Pouo  para  que  se  tirasse  o  necessário  para  auiar  a  armada,  não  eximindo-se  de  acudir 
à  Bahia  com   o  que   podessem   e  assim  se  poz  por  obra.   nomeando  6   moradores  que  com   os 


da  Camará  fintassem  o  Pouo  não  ficando  de  fora  Religioso  nem  clérigo,  que  não  dessem 
conforme  suas  possibilidades  com  que  se  ueo  a  tirar  cantidade  de  dinheiro,  ^ssy  para  se 
pagarem  os  12.000  cruzados  com  20  por  cento  que  n'essa  Corte  se  derão,  que  fazem  15, 
como  para  3  soccorros  que  montão  19.000  cruzados  e  para  todo  o  mais  de  mantimentos, 
crenas  as  que  ouerão  mister,  carnes  e  aguadas.  O  que  se  offcreceu  forão  perto  de  60.000 
cruzados,   o  que   se   tem   gasto   perto   de   70   com   os    15   do   pagamento;    os  que   se   tem   cobrado 

serão   perto   de   50,   o   mais   está   ainda   sobre   meu   credito   c   fazenda " 

(Vide  does.  n.s  619  a  627). 

641 

Auto  da  reunião  dos  capitães  de  mar  e  guerra  e  dos  pilotos  práticos  dos  galeões 
e  navios  da  armada,  que  o  Governador  e  Capitão  General  do  Reino  de  Angola, 
Salvador  Corrêa  de  Sá  e  Benavides,  convocou  para  deliberarem  sobre  as  pre- 
cauções que  se  deviam  tomar  na  viagem  para  Angola. 

Rio  de  Janeiro,  9  de  maio  de  1648.  (Annexo  ao  n.  640).-  642 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  relativa  á  exploração  das  minas  da  serra  das 
Esmeraldas  na  Capitania  do   Espirito  Santo. 

Lisboa,  25  de  agosto  de  16  48.  643 

Coxsur.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  as  instrucções  que  se  deviam  mandar 
ao  Governador  do  Estado  do  Brasil  para  suster  qualquer  procedimento  contra 
os  moradores  da  cidade  do  Rio  de  Janeiro,  até  que  recebesse  ordem  em 
contrario. 

Lisboa,  1  de  setembro  de  1648.  644 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  acerca  do  requerimento  do  Capitão  Clemente 
Nogueira  ãa  Silva,  no  qual  pede  que  se  passe  a  seu  filho  António  Nogueira  da 
Silva,  carta  de  Capitão  da  Fortaleza  de  Santa  Cruz  do  Rio  de  Janeiro,  que 
por  successão  lhe  pertencia. 

Lisboa,  3  de  setembro  de  1648.  645 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  relativa  á  communicação  que  fizera  o  Mestre 
de  Campo  João  Fernandes  Vieira,  de  que  os  Hollandezes  apenas  se  susten- 
tavam das  prezas  que  faziam  na  Costa  de  Pernambuco. 

Lisboa,  5  de  setembro  de  1648.  646 

Consttltas  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  do  recrutamento  de  soldados  na 
Ilha  da  Madeira,  a  que  se  refere  a  seguinte  carta. 

Lisboa,  2  de  setembro  e  8  de  outubro  de  1648.  647 — 64S 

Cauta  do  Dr.  Gaspar  Machado  de  Barros,  em  commissão  de  serviço  na  Ilha  da 
Madeira,  na  qual  informa  que  naquella  Ilha  se  poderia  organizar,  sem  vio- 
lência, mais  uma  companhia  de  Infantaria  para  soccorro  do  Brasil. 
Funchal,  25  de  julho  de  1648. 

"...  e  ultimamente  se  soube  per  Iiuma  náo  ingleza  que  lia  poucos  dias  portou  nesta 
Cidade  por  auecr  encontrado  outra  olandeza  que  vinha  de  Pernambuco,  que  em  19  de  abril 
próximo  passado  ouuera  hum  encontro  no  Cabo  de  Santo  Agoslinlio  aonde  forão  mortos 
em  terra  do  inimigo  800  homens,  e  80  officiaes,  e  tomadas  17  bandeiras,  e  que  dos  nossos 
morrera  Francisco  Barreio,  Mestre  de  Campo  General  e  alguma  infantaria,  me  pareceo  que 
me  corria  obrigação  pella  que  tenho  de  ministro  de  V.  M.,  e  do  zello  do  seu  Real  Seruiço 
propor  a   V.    M.   que   além   da   kua  que   o   anno  passado   fiz   para   o    Bra/il    para    o   terço   do 


71 


McNtrc  ili-  Cnmi»)  l'i;iiii-i.<!ru  ilc  Fii/ucirõa  se  poderá  com  suauidadc  Icuaiilai-  huma  Compa- 
nhia ufsla  Ilha,  c  lu  ilo  Pdiíd  Santo  (k-  íí'nle  desocupada,  Liicarrcgainlo-Sf  a  dilla  Icua  a 
Dowiiir/ox  Fraiicisto  Henriques,  natural  (Ksia  Ilha  e  ntUa  aparentado,  filho  de  Domingos 
Jorrje  ilciiriqttcs,  fidalgo  (|ue  l.ni  svvido  \'.  M.  com  niuila  satisfação  nas  fronteiras  i!e 
Aleintcjo,    a   cujo  _cxcnip'o   o   imitir.io    muitos    fidalgos   parentes   seus   e   amigos..." 

61!) 

CoNsiTi.TAs  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  as  peti(;ões  de  Francisco  da  Costa. 
Barros  e  de  Francisco  de  Oliveira,  em  que  solicitavam  traslados  da  devassa 
a  que  procedera  o  Hccnceado  Francisco  Pinto  da  Vclrja  na  parte  que  lhes 
dizia  respeito. 

Lisboa,  26  de  setembro  de  1648  e  25  de  junho  do  1649.  650—651 

Lnformação  do  Presidente  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  devassa  a  que  se 
referem  as  consultas  antecedentes. 

Lisboa,  8  de  outubro  de  1649.  Copia-    (Anncxa  ao  n.  650).  652 

Co.\.sui,TAS  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  relativas  aos  capítulos  do  regimento 
dado  ao  Conde  de  Yilla  Pouca  d' Aguiar,  General  da  armada  real  de  soccorro 
ao  Brasil. 

Lisboa,  16  e  17  de  outubro  de  1647. 
Tem  á  margem  o  dcsiiacho  régio,  datado  de  13  de  janeiro  de  1648. 

653—654 

Copia  dos  capítulos  21,  22,  23  e  24  do  Regimento  a  que  se  referem  as  consultas 
antecedentes. 

(Annexa  ao  n.  654).  655 

Co-xsuLTA  do  Conselho  Ultramarino,  em  que  se  recommenda  a  maior  attenção  para 
os  factos  referidos  no  seguinte  documento. 

Lisboa,  5  de  novembro  de  1648.  656 

"Adveiítexcia  de  certa  pessoa  zeloza  sobre  o  estado  em  que  se  achão  de  prezente 
as  couzas  do  Estado  do  Brasil  e  a  armada  que  a  elle  se  enviou  a  cargo  do 
Conde  de  Yilla  Pouca  de  Aguiar". 

(Anncxa  ao  n.  656).  657 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  ordenando  sobre  a  ajuda  de  custo  que  se  devia 
dar  a  Salvador  de  Brito  Pereira,  Capitão  mór  e  Governador  do  Rio  de 
Janeiro. 

Lisboa,    5   de  novembro  de   16  48. 

Tem  annexo  o  respectivo  requerimento  de  Salvador  de  Brito.       658 — 659 

Consultas  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  competência  dos  donatários  para 
nomearem  os  capitães  mores  das  suas  Capitanias  e  sobre  a  nomeação  que 
fizera  D.  Filippa  de  Menezes,  viuva  de  Ambrósio  de  A{^uiar  Coutinho,  como 
tutora  de  seu  filho  António  Luiz  Coutinho,  donatário  da  Capitania  do  Espirito 
Santo. 

Lisboa,  16  do  outubro  e  26  de  noveml)ro  de  1648. 

"Precedendo  a  cnsulta  induza  que  se  fez  a  V.  M.  por  este  Conselho  sol).;e  a  no- 
meação que  /).  Phclil^M  de  Meneses  fcs  em  Francisco  Grizante  (da  Gama)  para  a  Capitania 
do   Espirito   Santo,   e   sendo   o   Conselho   de  parecer,   que   visto   a   po.se   em   que   o   donatário 


72 


passado  cstaua  de  nomear  capitão  c  a  forma  de  suas  doações,  deuia  V.  M.  ser  scruido  de 
lhe  aprouar  ao  dito  Francisco  Grisantc;  ordenou  V.  M.  pela  resolução  posta  á  margem  da 
dita  consulta  que  se  desse  uista  da  dita  doação  e  requerimento  de  D.  Felippa  ao  Procurador  da 
Coroa,  e  satisfazendose  ao  que  V.  M.  n:«ndou,  respondeo  em  17  de  novembro  prezente, 
que  a  duuida  que  se  lhe  offerece,  he  que  nem  nesta  doação  da  Capitania  do  Espirito  Santo, 
nem  nas  outras  do  Estado  do  Brazil,  achaua  disposição,  porque  o  Capitão  donatário  podesse 
em  sua  auzencia  ou  menoridade,  mandar  eleger  outro  capitão  que  ua  seruir  em  seu  nomi 
e  seu  !ugar,  e  qu?  nas  doações  das  capitanias  das  Ilhas  achaua  que  na  menoridade,  durante 
ella,  punha  V.  M.  gouernador  em  seu  nome,  e  na  mesma  man?ira  nas  auzencias.  (sendo  neces- 
sário), mandaua  \'.  M.  goucrnadorcs  cm  seu  nome.  fazendo  pleito  e  omenagem  a  V.  M.  tomo 
em  Villa  franca  na  ilha  de  S.  Miguel,  na  Terceira,  e  Madeira,  e  ainda  na  Capitania  de  Ceuta 
cm  Auzencia  do  donatário  prouia  \'.  M.  capitão,  que  se  intitulaua  por  Elrey  N.  Sr.  em 
auzencia    do    Marquez    de    Villa    Real. 

Que  estas  doações  das  capitanias  <Io  Brazil  com  serem  muito  mais  ami)las.  que  todas 
as  do  R?yno  e  Ilhas,  comiudo  não  se  achaua  menção  de  poderem  nomear  capitão  em  seu 
lugar,  antes  na  Capitania  de  Pernambuco  tinha  informação  que  mandaua  V.  M.  capitão  e 
gouernador  em  seu  nome,  até  Mathias  de  Albuquerque,  irmão  do  donatário,  e  nas  capitanias 
pequenas,  mandão  os  capitães  Procurador  para  os  seus  direitos,  e  ouuidor  para  a  jurisdição, 
que  comtudo  D.  Phclipa  de  Menezes,  offerecia  em  fauor  de  seu  filho  menor  os  dous  exemplos 
e  cartas  em  termos,  concedidos  a  seu  pay  e  ao  Marquez  de  Cascaes,  o  primeiro  porque 
V.  M.  no  anno  de  643  escreueo  á  camará  da  Capitania  do  Espirito  Santo,  que  Ambrósio  de 
Aguiar  Coutinho,  enuiaua  com  aprouação  de  V.  M.  a  António  do  Couto  d' Almeida  para  seruir 
de  capitão  da  dila  Capitania;  o  segundo  porque  V.  M.  também  foi  seruido  mandar  escreuer 
á  Camará  da  Cai)ilania  A<i  São  \'icente  que  o  Marquez  de  Cascaes  nomeara  para  aquella 
Capitania    a    Manuel   Pereira    Lobo,    que    V.    M.    aprouou. 

Que  pella  forma  destas  cartas  se  dá  a  entender  que  podem  os  capitães,  enuiar  outros  em 
seu  lugar,  com  aprazimento  dí  V.  M.,  para  seruirem  e  se  intitularem  em  nome  de  V.  M.,  e 
como  se  não  achão  os  Turos  antes  da  aclamação,  para  se  uer  a  forma  das  patentes  ou  Regi- 
mentos, repara  e'le  Procurador  da  Coroa,  na  forma  c  com  que  poderes,  e  em  cujo  nome 
estes  capitães  hão  de  seruir  e  intitular-se,  posto  que  em  seu  fauor  faz  também  a  ordenação, 
que  dispõem  que  os  Alcaides  mores  deixem  outros  em  seu  lugar,  nas  suas  auzencias,  toman- 
do-lhes  pleito  e   omenagem,   tendo-a  elles   primeiro   dado   a  V.    M. 

Que  o  certo  he  que  pode  o  dito  menor  e  mais  capitães  donatários,  mandar  cobrar 
seus  direitos  e  rendas  por  seu.  procurador  em  seu  lugar,  e  toda  a  jurisdição  de  datas  de  officios, 
e  a  jurisdição  contenciosa  de  justiça,  por  seus  ouuidores,  que  tem  todo  o  poder  do  donatário, 
como  os  mais  do  Reyno,  e  capitães  das  ilhas,  e  as.sy  parece  se  exercita  em  todas  as  outras 
■capitanias  por  ouuidor  e  procurador;  porém  mandar  e  fazer  outro  capitão,  como  elle  para 
que  se  intitule,  e  mande  em  seu  nome  ou  do  capitão  donatário,  não  uia,  que  nem  no  Reyno, 
o  facão  os  donatários,   nem   nas  Ilhas,   por   esta  maneira,   se   não   per   sy   ou   svu   ouuidor..." 

660—661 

Requeuimento  de  D.  Filippa  de  Menezes,  no  qual  pede,  como  tutora  de  seu  filho 
António  Luiz  Coutinho  da  Camará,  que  seja  approvada  a  nomeação  de  Fran- 
cisco Grizantc  da  Gama  para  o  cargo  de  Capitão  raór  da  Capitania  do  Espirito 
Santo  de  que  o  mesmo  era  donatário. 

(Annexo  ao  n.  660).  •  662 

Cakta  de  André  Lopes  de  Lavre,  na  qua!  se  refere  ás  consultas  antecedentes. 

S.  d:  (Anncxa  ao  n.  660).  663 

Memoiu.vi,  de  Thomé  Monteiro  do  Faria,  oppositor  á  Capitania  ni(3r  de  Itamaracá 
não  só  por  nomeação  do  donatário,  mas  também  pelo  Conselho. 

(Annexo  ao  n.  660).  664 

IXFOK>rArÃo  de  Manuel  Barroto  de  Sampaio,  acerca  da  petição  de  D.  Filivpa  de 
Menezes. 

Lisboa,  27  de  agosto  de  1648.   (Anncra  ao  n.  660).  665 


78 


Co.NSiTLTA  (lo  Conselho  Ultramarino  acerca  das  representações  dos  officiaes  da  Ca- 
mará e  Provedor  da  Fazenda  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  pediam  armas, 
munições  e  artilharia  para  se  poderem  defender  de  qualquer  acommettimento 
do  inimigo. 

Lisboa,  2  de  dezembro  de  1648.  666 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  de  Luiz  Alves  da  Fonseca, 
em  que  pede  a  serventia  dos  oflicios  de  inquiridor  e  distribuidor  da  cidade 
de  S.  Sebastião  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  10  de  dezembro  de  1648.  667 

CoNSUi-TA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  representação  do  Provedor  da  Fa- 
zenda da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  na  qual  pede  instrucçõcs  sobre  a  sua 
competência  para  intervir  em  todas  as  cauzas  que  se  movessem  entre  ma- 
reantes e  mercadores,  sobre  fretes,  avarias,  etc. 

Lisboa,  12  de  dezembro  de  1648.  668 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  petição  em  que  o  Capitão  Gabriel 
Teixeira  Franco  solicitava  a  sua  reforma. 

Lisboa,   15   de  dezembro  de  1648.  66'J 

Cakta  regia  pela  qual  se  determinou  não  houvesse  mais  de  oito  capitães  reformados 
na  praça  da  Bahia  e  quatro  na  do  Rio  de  Janeiro  e  que  um  destes  fosse  o 
Capitão  Luiz  de  Freitas  Maltoso. 

Lisboa,  10  de  outubro  de  1646.  Copia.  (Annexa  ao  n.  669).  ■       670 

Consuma  do  Conselho  Ultramarino  favorável  ao  requerimento  de  João  Mendes 
Fiyucira,  no  qual  este  pedia  licença  para  levar  ao  Brasil  na  sua  não  um  con- 
destavel  inglez. 

Lisboa,  11  de  janeiro  de  1649.  671 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  as  noticias  que  Guilherme  Rouze  com- 
municara  a  respeito  dos  intentos  dos  hollandezes  de  atacarem  o  Rio  de 
Janeiro. 

Lisboa,  12  de  janeiro  de  1649. 

Tem  annexa  o  copia  de  trechos  de  duas  cartas  relativos  ao  mesmo 
assumpto.  672 — 673 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  ao  pedido  de  Luiz  de  Olival,  de 
levar  para  o  Brasil,  a  bordo  do  seu  navio,  dois  condcstaveis  inglezes. 

Lisboa,  29  de  janeiro  de  1649.  674 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  reiíuerimento  do  Alferes  reformado 
Domingos  da  Rocha,  captivo  em  Tetuão,  no  qual  pede  o  pagamento  de  soldos 
vencidos  no  Brasil,  para  com  elles  se  poder  resgatar. 

Lisboa,  30  de  janeiro  de  1649.  675 

Consultas  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  as  informações  que  dera  o  Gover- 
nador do  Rio  de  Janeiro  Duarte  Corrêa  Vasqucanes  acerca  da  exploração 

1.6  'O 


74 


das  minas  de  ouro  de  S.  Paulo  e  sobre  a  necessidade  de  enviar  para  alli  mi- 
neiros intelligentes  e  práticos  para  mellior  averiguar  a  sua   importância. 
Lisboa,  8  e  27  de  março  de  1649.  676—677 

Informação  do  Provedor  das  minas  de  S.  Paulo,  Bartholovicu  Fcniandcs  de  Faria, 
sobre  as  mesmas  minas. 

/S.  d.  (A7incxa  ao  n.  676). 

"Chegou  a  esta  villa  a  13  de  junho  o  caijitão  Gabriel  i!c  Luia  a  manifestar  hunias  minas 
de  ouro  que  descobrio  no   Pernagoa..." 

678 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  remessa  á  Mesa  da  Consciência  e  Ordens, 
de  diversos  documentos  relativos  ao  conflicto  de  jurisdicção  entre  o  Provedor 
dos  defuntos  e  auzentes  e  o  Administrador  ecclesiastico  da  Capitania  do 
Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  4  de  maio  de  1649.  679 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  acerca  do  requerimento  do  Capitão  Bernardo 
de  Aguirrc,  no  qual  pede,  em  remuneração  de  seus  serviços,  que  fosse  dado 
o  habito  de  Christo  ou  de  Santiago,  com  tença,  á  pessoa  que  cazasse  com  sua 
filha  D.  Cathaima. 

L-sboa,  17  de  maio  de  1649.  680 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  acerca  da  representação  dos  moradores  da 
cidade  do  Rio  de  Janeiro,  na  qual  pediam  que  D.  Luiz  de  Almeida,  nomeado 
Governador  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  continuasse  no  exercício  desse 
cargo. 

Lisboa,  26  de  maio  de  1649.  681 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  petição  de  Romão  d' Almada,  filho  de 
liuy  Fer7iandcs  d' Almada,  na  qual  solicita  uma  ajuda  de  custo  para  em- 
liarcar  para  o  Brasil. 

Lisboa,  1  de  setembro  de  1649.  682 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  favorável  á  concessão  da  licença  que  pedira 
o  Capitão  Christovão  de  Barros  Reyo  para  justificar  por  testemunhas  os 
seus  serviços. 

Lisboa,  26  de  novembro  de  1649.  683 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  pedido  do  Recebedor  da  Fazenda  do 
Rio  de  Janeiro  António  Corrêa,  de  prestar  contas  no  Reino. 

Lisboa,  10  de  dezembro  de  1649.  684 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobic  a  pretenção  do  Sargento  mór  Manuel 
Affonso  de  Sousa,  natural  do  Rio  de  Janeiro,  filho  do  Capitão  mór  dos  índios 
Martim  Affonso  de  Sousa,  de  lhe  ser  dado  vestuário  t-  alimentos,  emquanto 
não)  regressasse  ao  Brasil,  por  ter  perdido  todos  os  seus  haveres  no  navio 
aprezado   perto   da   Ilha  do  Fayal. 

Lisboa,  lo  de  janeiro  de  1650.  685 


75 


Coxsur.TA  do  Conselho  Ultramarino  acerca  do  requerimento  do  Capitão  Diogo  Lobo 
Telles,  no  qual  pedia  autorisação  para  renunciar  era  seu  filho,  por  sua  morte, 
a  propriedade  do  officio  de  Juiz  dos  orphãos  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  15  de  fevereiro  de  1648.  686 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  do  Capitão  Manuel  de 

Tovar   Froes,   relativo   ao    recrutamento   da   companhia  de   Infantaria,   quo 
deveria  levar  para  o  Brasil. 

Lisboa,   28  de  abril  de  1650.  687 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  favorável  ao  deferimento  da  petição  de  Pedro 
do  Couto,  na  qual  solicitava  o  posto  de  Ajudante  da  Praça  do  Rio  de  Janeiro, 
em  recompensa  dos  seus  serviços. 

Lisboa,  20  de  julho  de  1650.  688 

REQUKni:\rENTo  de  D.  Gaspar  de  Molina,  Escrivão  da  Alfandega  o  Almoxarifado  do 
Rio  de  Janeiro,  no  qual  pede,  em  recompensa  de  serviços  que  allega,  a 
tença  de  quatro  moios  de  trigo,  para  sustento  de  sua  mulher  e  filhos. 

Trm  anne.ra  a  ronsuUa  desfavorável  do  Conselho  Ultramarino  de  5  de 
outubro  de  1650.  689— 6!H) 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  acerca  da  petição  de  Manuel  Matlieus,  refinador 
da  pólvora  do  Rio  de  Janeiro,  relativa  aos  seus  vencimentos. 

Lisboa,  5  de  outubro  de  1650.  691 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  de  Jacques  Oranat.  resi- 
dente em  Lisboa,  em  que  pedia  transporte  para  a  Bahia  ou  Rio  de  Janeiro. 
Lisboa,  12  de  novembro  de  1650.  692 


CoNSin.TA  do  Conselho  Ultramaiino,  favorável  á  licença  que  Pedro  íitalpart  pedira 

para  carregar  no  Rio  de  Janeiro  duas  nãos,  que  alli  mandara  de  Angola. 

Lisboa,  23  de  novembro  de  1650.  693 


Consulta  do  Conselho  Ultramarino  acerca  da  carta  de  Salvador  de  Brito  Pereira, 
Governador  da  Capitania  do  Rio  do  Janeiro,  em  que  dava  parte  das  obras 
que  mandara  fazer  nas  fortalezas  da  barra  e  das  que  seria  necessário  executar 
para  sua  defeza. 

Lisboa,  19  de  dezembro  de  1650.  C!)4 


iNFoR^rAÇÃo  dos  engenheiros  Matheus  do  Couto  e  Pedro  Pellefigue  e  do  Capitão 

Francisco  da  Cruz,  sobre  as  referidas  obras  das  fortalezas  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  6  de  dezembro  de  1650.  (Annexa  ao  n.  694).  695 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  favorável  á  concessão  da  licença  que  pedira 
o  contratador  do  sal  para  enviar  este  producto  para  o  Brasil  a  bordo  de 
navios  da  Suécia  e  de  Hamburgo. 

Lisboa,  11  de  janeiro  de  le.')!.  ^*^^ 


76 


CoNStJLTAS   (2)   do  Conselho  Ultramarino  acerca  do  requerimento  de  Manuel  Fer- 
nandes FratHO.  contratador  dos  dízimos  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  no 
qual  pedia  para  não  ser  desapossado  das  casas  em  que  vivia. 
Lisboa,  11  de  fevereiro  e  16  de  março  de  1651. 

Tem  annexa  a  copia  do  capitulo  31  do  Regimento  da  aposentadoria  c  o 
n.  63  do  L."  2."  da  Ordenação.  697—699 

Consultas  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  relativas  ás  minas  de  prata  que  o  Capitão 
da  Capitania  de  S.  Vicente  participara  terem  sido  descobertas  por  António 
Au  ti  es  Pinto. 

Lisboa,  15  de  fevereiro  e  26  de  abril  de  1651. 

Teni  annexa  a  certidão  do  resultado  da  analysc  a  que  procedeu  Paulo 
António  Rivadeneira  nas  amostras  enviadas.  700 — 702 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  acerca  da  nomeação  do  Governador  da  Capi- 
tania do  Rio  de  Janeiro. 

Lisba,  1  de  março  de  1651. 

Tem  á  margem  o  seguinte  despacho:  "Nomeio  a  D.  Luiz  de  Almeida. 
Alcântara,  23  de  abril  de  1651." 

"Francisco  de  lasconceUos  da  0(íi//fl,  propõe  z  D.  Lui^  de  Almeida  c  Miguel  Ferraz  Hrauo, 
já  nomeados  pelas  razões  que  ficão  apontadas,  e  acrescenta  a  António  de  Mello  de  Lastro, 
lambem  Mestre  de  Campo  c  que  tem  seruido  nas  fronteiras  e  Armadas,  com  a  satisfação 
que  a  \'.  M.  deuc  ser  prezente,  como  também  seu  préstimo.  Com  o  respeito  deuido  leml)ra 
a  V.  M.  que  seu  filho  Bartliotomcii  de  Vasconcellos.  (proposto  por  os  outros  vogacs),  scme 
ha  14  annos,  contínuos,  de  capitão  de  Infantaria  e  de  mar  e  guerra,  na  armada  com  que  o 
Conde  da  Torre  foy  enuiado  ao  Brazil,  e  pelejou  em  Pernambuco,  e  de  capitão  de  hum  nauio 
de  auizo  em  que  vinha  para  este  Reino;  de  caiiitão  de  cauallos  em  Catalunha  hum  anno, 
e  7  em  Milão  e  de  Commissario  geral  da  caualaria  da  Prouincia  da  Beira,  mandado  por 
V.  M.,  donde  teue  encontros  com  o  inimigo...  e  hc  neio  de  Barthotoineu  de  Vasconcellos  da 
Cunha,  a  quem  a  Rainha  1).  Cathcrina  no  anno  de  559  mandou  por  capitão  mór  da  Armada 
que  foi  desalojar  aos  francezes  da  mesma  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  como  fez  c  a  ganhou 
para   esta   Coroo,   respeito   que   obrigará   muito  a   hum    seu   neto   a   defcndela. . . " 

703 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  pretonção  que  tinha  o  Sargento  mór 
António  Oalvão  de  ser  nomeado  Governador  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro 
e  de  lhe  ser  dada  licença  para  regressar  ao  Reino,  no  caso  do  ser  indeferido 
o  primeiro  pedido. 

Lisboa,  9  de  março  de  1651.  704 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  do  Capitão  í^ebastião 
Corrêa  de  Lervella.  no  qual  pedia  o  pagamento  de  soldos  vencidos  na  guerra 
do  Brasil. 

Lisboa,  26  de  maio  de  1651.  705 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  provimento  do  posto  de  Sargento  mór 
da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  se  relatam  os  serviços  dos  preten- 
dentes Francisco  da  Cruz.  Martim  Corrêa  Vasqueanes  e  Manuel  da  Silva 
Freire. 

Lisboa,  31   de  maio  de  1651. 

Tem  á  margem  o  seguinte  despacho:  "Nomeio  a  Francisco  da  Cruz.  Al- 
cântara, 6  de  junho  de  1651."  706 


7T 


Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  grande  falta  de  sal  que  havia  no 
Brasil  e  a  necessidade  urgente  de  obrigar  o  contratador  a  envial-o  para  alli. 

Lisboa,  5  de  junho  de  1651. 

Tem  anncxa  a  nota  do  sal  exportado  de  Lisboa  para  os  portos  do  Brasil 
nos  primeiros  mczes  de  1651.  707 — 7()s 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  de  titijastião  Martins, 
no  qual  pedia  que  se  lhe  fizesse  moreê,  em  recompensa  de  seus  serviços,  do 
cargo   de   cirurgião  do  Prezidio   da  Praça  do   Rio   de  Janeiro.  i 

Lisboa,  9  de  junho  de  1651. 

"Da  informação  que  se  tomou  do  rcfiuerimcnto  de  Sebastião  Martins,  consta  que  na 
Capitania  do  Kio  (de  Janeiro)  não  ha  cirurgião  asalariado,  nem  para  a  terra,  nem  para  o 
Prezidio,  e  que  quando  algum  soldado  tem  necessidade  de  cura,  obi-igão  a  algiun  cirurgião 
que  lhe  assista. . ." 

709 


Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  das  informações  do  Sargento  mór  do 
Rio  de  Janeiro  Francisco  da  Ciuz  e  do  Governador  U.  Luiz  de  Almeida,  u  que 
se  referem  os  documentos  seguintes. 

Lisboa,  7  de  julho  de  1651.  710 

lNFoH;\rAf;Ão  do  Sargento  mór  do  Rio  de  Janeiro,  sobre  as  cousas  quo  julgava  mais 
necessárias  para  o  soccorro  daquella  praça- 

Lisboa,  6  de  julho  de  1651.   (Anncxa  ao  n.  710).  711 

iNKoRMAfÃo  do  Governador  do  Rio  de  Janeiro  D.  Luiz  de  Almeida  sobre  diversos 
assumptos  de  interesse  para  aquella  Capitania. 
20  de  junho  de  1651. 

"Depois  que  V.  M.  foi  seruido  encarrcgar-me  da  Praça  do  Rio  de  Janeiro,  nic  ficou 
dobrada  a  obrigação  daquella  que  por  vassallo  de  \'.  M.  me  corre  de  dizer  a  V.  M.  o  que  ii"- 
parecer  mais  conueniente  pêra  que  seu  Real  seruiço  seguie  a  melhor  acerto  assiirs  pelas  rezões 
que  a  experiência  me  mostrou  quando  lá  assisti,  como  pellas  que  o  zelo  e  o  amor  me  mo- 
uem  o  animo  a  dezejar  os  acertos  que  segurem  todo  o  melhoramento,  e  em  rezão  d'isto 
e  de  V.  M.  me  mandar  que  eu  diga  o  de  que  necessito  pêra  o  gouerno  destra  praça,  e  el!a 
pêra  ser  melhor  gouernada,  apontarei  o  que  me  parecer  mais  conueniente  pêra  que  V.  M. 
mande  dispor  o  que  fôr  mais  seruiço  seu.  Quando  fui  a  soccorrer  esta  Praça,  a  que  me  mandou 
o  Conde  General  António  Telles,  Governador  e  Capitão  Geral  do  Ustado  do  Brazil,  pela 
noticia  que  tinha  de  que  o  inimigo  olandez  aprestaua  Armada  no  Recife  de  Pernambuco  pêra 
hir  a  ella  e  V.  M.  lhe  ordenar  a  soccorresse  de  tudo  que  visse  lhe  era  necessário.  Leuci 
commigo  huma  companhia  do  meu  Terço  com  12a  Infantes,  e  pela  mostra  que  passei  em 
chegando  pcra  pagar,  coiza  que  lá  se  não  costumaua,  por  este  modo  em  mão  própria,  não 
auendo  cadernos  das  companhias,  nem  livro  de  matricií'a  da  Infantaria,  ajustado  co:ii  a 
clareza  que  conucm  o  dispuz  na  forma  que  se  faz  em  toda  a  parte  e  o  comecei  a  executar  assim. 

Nesta  mostra  achei  em  toda  a  Infantaria  do  Prezidio,  e  a  que  commigo  leuei,  592  infantes, 
em  que  também  entrauão  os  das  fortalezas.  A  este  numero  de  gente,  com  primeira  plana  e 
a  dos  officiaes  maiores  importou  a  paga  de  hum  mez  3000  cruzados  e  17$700  rs.,  com  que 
ucm   a   ser  necessário   pêra  hum   anno   36.500   cruzados. 

Paga  mais  a  Fazenda  de  V.  M.  nas  ordinárias  das  folhas  7.000  cruzados  cada  hum 
anno,  que  com  os  36.500  cruzados  da  Infantaria,  ucm  a  fazer  43.500  cruzados,  o  que  se  ha 
mister   pêra   esta   despeza. 

Ivsta  em  summa  a  conta  das  adições  do  dinheiro  que  se  gasta,  tiradas  as  contas  i>e'lo 
gasto  do  ten?po  em  que  lá  estiue.  Para  pagamento  delias  tem  V.  M.  os  disimos  que  andauão 
arrendados  em  48.000  cruzados  cada  anno.  pagandose  metade  em  fardos  pcra  vestuário  dos 
soldados  com  que  se  lhe  arremata  contas,  c  aos  officiaes,  e  a  outra  ametade  cm  dinheiro 
que  são  24.000  cruzados.  Tem  V.  M.  mais  o  subsidio  do  vinho  que  tamhcm  andaua  arrendado 


78 


por   16.000  cruzados  em   dinheiro  em  cada   liuni   anuo,   que  juntos  aos  24  dos  dízimos  acima, 
são  40  e  não  ha  outra  coisa  nem  etfeito  nenhum  mais  da  Fazenda  Real. 

Mostrase  pelas  adições  do  gasto  faltar  pêra  se  ajustar  a  receita  com  a  despeza  3.500 
cruzados.  Falta  mais  fabrica  de  carretas  de  Artilharia,  refino  de  poluova,  gastos  meudos, 
liuransas  aos  officiacs  que  morrem  a  que  V.  M.  manda  se  dceni  por  hunia  ordem  sua  que 
lá  está.  Para  isto  que  falta  nos  effeitos  da  fazenda  de  V.  M.  pêra  os  pagamentos  necessários 
poder-se-ha  supprir  do  rendimento  do  sal,  este  uai  aquelle  Estado  por  conta  de  V.  M.  e  indo 
com  lai  cuidado  e  cantidadc  que  para  ser  bastante  pagar-sc-ha  delle  o  que  falta  nos  mais 
cf feitos,  e  esta  cantidade  ha  se  de  considerar  a  elle  valor,  la  a  16  vinténs  hum  alqueire  que 
assim  o  tem  \'.  M.  ordenado,  mas  aduertindo  que  tem  muita  quebra  pois  não  respondem  os 
mestres  dos  nauios  que  os  íevão  mais  que   15   alqueires  por  moio..." 

712 

Capitulo  22   da  Instituição   da   Companhia   Geral   do   Commercio. 
Copia.  (Annexo  ao  n.  710). 

"Que  para  esta  Companhia  se  poder  sustentar,  e  ter  algum  lucro,  em  razão  do  grande 
dispêndio  que  hade  fazer  com  as  armadas  e  gente  de  mar  e  guerra  e  as  ditas  náos  liauerem 
de  hir  e  vir,  com  pouca  carga,  em  razão  de  poderem  melhor  pelejar  nas  occasiões  que  se 
offereterem,  lhe  concede  \'.  M.  o  Estanque  para  o  Brazil  dos  quatro  géneros  de  mantimentos, 
a  saber,  vinhos,  farinhas,  azeites  e  bacalháo,  pagando  no  ditto  Estado  do  Brazil,  á  fazenda 
de  V".  M.  as  imposições  dos  vinhos  que  athe  agora*  se  pagarão,  e  que  nenhuma  pessoa  os 
poderá  mandar  ou  leuar  ao  ditto  Estado  do  Brazil,  nem  a  seus  portos,  mais  que  a  ditla 
companhia,  vendendo-se  por  Estanque  a  40$ooo  rs.  cada  pipa  de  vinho  attestada,  cada  arroba 
de  farinlia  por  1.600  rs.  Cada  barril  de  azeite  de  6  almudes  por  i6$ooo  rs.  e  cada  arroba 
de  bacalháo  por  i$6oo  rs.,  preços  todos  mais  acommodados,  do  que  hoje  estão  valendo; 
e  que  nenhuma  pessoa  possa  mandar,  leuar  ou  vender  nenhum  dos  ditos  quatro  géneros, 
sob    pena    de    perdimento    dellcs..." 

713 

Coxsrr.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  as  alterações  que  se  tinham  feito  no 
regimento  que  se  passara  ao  Ouvidor  geral  do  Rio  de  Janeiro  João  Velho  de 
Azevedo. 

Lisboa,  18  de  julho  de  1651.  714 

CoxsuLTA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  petição  do  Sargento  mór  Francisco 
da  Cruz,  relativa  ao  pagamento  dos  seus  vencimentos. 

Lisboa,  27  de  julho  de  1651.  715 

CoxsuLTA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  obrigação  que  tinha  a  Junta  do  Com- 
mercio de  tomar  sobre  si  o  contrato  do  subsidio  dos  vinhos  do  Rio  de  Ja- 
neiro. 

Lisboa,  11  de  setembro  de  1651.  716 

Coxsm-TA  do  Conselho  Ultramarino,  relativa  á  aprehcnsão  de  um  navio  pertencente 
a  Manuel  Pires  Carnoto.  que  sem  licença  da  Companhia  Geral  do  Commercio 
transportara  carga  para  o  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  22  de  setembro  de  1651.  717 

Dkcíikto  pelo  qual  sc  ordenou  a  aprohensão  do  navio  a  que  se  refere  a  consulta 
antecedente. 

Lisboa,  24  de  julho  de  1651.  Coina.  (Annero  ao  n.  717).  718 

Capitui.os  18,  20  o  22  do  contrato  da  Companhia  Geral  do  Commercio,  relativos 
especialmente  ã.  navegação  para  o  Brasil. 

Copia.   (Anneros  ao  n.  717).  719 


70 


Consulta  do  Conselho  Ultramarino  aceita  do  contrato  do  suhsidio  dos  vinhos 
do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  22  de  setembro  de  1651.  7L'() 

Co.NSLLTA  do  Conselho  Ultramarino,  contraria  á  pretenção  de  João  Velho  de  Aze- 
vedo. Ouvidor  Geral  do  Rio  de  Janeiro,  de  tomar  residência  ao  seu  antecessor. 
Lisboa,  28  de  setembro  de  1651.  721 

CO.N.SULTA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  compromisso  que  tomava  a  Junta  do 
Commercio  do  pagamento  de  16.000  cruzados  annuaes  do  subsidio  dos  vinhos, 
consignado  para  a  alimentação  dos  soldados. 

Lisboa,  20  di-  outubro  de  1651.  722 

I»  Pkovisão  regia  pela  qual  se  prohibiu  o  uso  do  vinho  de  mel,  da  aguardente  de 

assucar  e  cachaça  em  todo  o  Estado  do  Brasil,  com  excepção  da  Capitania 
de  Pernambuco. 

Lisboa,  13  de  setembro  de  1649.  (Ajinexa  ao  n.  722). 

"Klrey  faço  saber  aos  que  esta  minha  prouizão  virem,  i|ue  por  haucr  mandado  escrt-uer  a 
António  Telles  da  Siliia,  sendo  Gouernador  do  Brazil  cm  ji  de  feuereiro  do  anno  passado 
de  647  <iuc  com  as  penas  que  !lie  parecesse  fizesse  extinguir  de  todo  na  líaliia  e  seu  reconcauo 
a  bebida  de  vinho  de  mel,  aguardente  e  cachaça,  que  se  hauia  introduzido  em  grande  prejui/.o 
de  minha  fazenda,  e  ser  informado  que  na  execução  se  tem  procedido  com  grande  omissão 
e  descuido;  e  rcsp.itando  tãobem  ao  que  de  nouo  se  me  rcprezentou  por  parte  dos  Deputados 
da  Junta  da  Companhia  Geral  do  comercio  a  quem  pelo  capitulo  35  das  condições  que  lhes 
aprouei,  concedi  que  com  graues  penas  a  dita  bebida  do  vinho  de  mel,  aguardente  do  asucar 
e  cachaça,  se  extinguisse  em  todo  o  Estado  do  Brazil;  Hei  por  bem  c  me  praz  que  inuiolauel- 
mente,  e  sem  contradição  alguma  se  execute  e  cumpra  o  que  pela  carta  e  capitulo  da  Com- 
panhia Geral  referidos  lenho  rezoluto  com  tal  declaração  que  os  negros  dos  Engenhos  poderão 
fazer  e  uzar  do  vinho  de  cachaça  somente,  não  o  uendendo  porém  de  nenhum  modo  a  pessoa 
alguma,  nem  a  mesma  cachaça,  e  que  esta  prohibição  se  não  entendení  por  hora  em  Per- 
nambuco. . .  " 

723 

Co.xsuLTAS  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  offen-cimento  qi.e  fizera  Gnsintr 
Dias  de  Mesquita  de  conduzir  na  sua  não  o  novo  Governador  do  Rio  de 
Janeiro  D.  Luiz  de  Almeida,  e  ainda  toda  a  Infantaria  e  munições,  sem 
pagamento  de  fretes. 

Lisboa,  14  e  28  de  novembro  de  1651.  724 — 725 

Cabta  de  Vasco  Fernandes  César  relativa  á  licença  concedida  para  a  Infantaria 
ser  transportada  para  o  Rio  de  Janeiro  a  bordo  da  referida  náo. 

S.  d.  (Anncxa  ao  n.  724).  ""^ 

REtiVKRiMKNTo  de  Gaspar  Dias  de  Mesquita,  no  qual  apresenta  a  referida  oflVrta 

6  pede  licença  para  seu  irmão  Thomaz  Fernandes  de  Mesquita  ir  na  mesma 

náo  como  Capitão  de  mar  e  guerra. 

7''7 
(Annexo  ao  n.  724. 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  os  defeitos  que  os  officiaes  da  Camará 
do  Rio  de  Janeiro  apontavam  em  António  Nogueira  para  exercer  o  posto  de 
Capitão  da  Fortaleza  de  Santa  Cruz  da  Barra  daquella  cidade. 

Lisboa,  14  de  novembro  de  1651.  ''-^ 


80 


Consulta  do  Conselho  Ultramarino  acerca  da  informação  que  dera  o  Provedor  da 
Fazenda  do  Rio  de  Janeiro  Pedro  ãc  Soíisa  Pereira  sobre  o  auxilio  que 
prestara  a  duas  náos  inglezas  que  tinham  arribado  áquelle  porto. 

Lisboa,  17  de  novembro  de  1651.  729 

Co.Nsui-TA  do  Conselho  Ultramarino  favorável  á  petição  de  Franeisco  Vianna,  em 

que  solicita  a  patente  de  Capitão  de  mar  e  guerra  do  seu  navio  S.  Franeisco, 

em  que  vae  transportar  ao  Rio  de  Janeiro  o  Governador  D.  Luiz  de  Almeida. 

Lisboa,  24  de  novembro  de  1651.  730 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  em  que  Pedro  Biteu 
pedia  a  patente  de  condestavel  mór  e  mestre  das  obras  e  fabrica  de  artilharia, 
em  recompensa  dos  serviços  que  prestara  no  Brasil. 

Lisboa,  27  de  novembro  de  1651.  731 

Co.NsuLTA   do   Conselho   Ultramarino,   sobre  o   requerimento   de   Garcia  da  Gama 

e  Agustinho  de  Figueiredo,  Capitães  de  Infantaria,  nomeados  para  servirem 

na  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  pediam  o  adiantamento  de  soldos. 

Lisboa,  28  de  novembro  de  1651.  732 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  acerca  do  provimento  da  capellania  mór  do 
Prczidio  do  Rio  de  Janeiro  e  das  suas  fortalezas  e  das  informações  dos  res- 
pectivos concorrentes  os  Padres  Franciseo  da  Silva  de  Menezes,  José  de  Sousa 
e  Fr.  António  PaUuino. 

Lisboa,  20  de  dezembro  de  1652.  733 

Cakta  do  Governador  do  Rio  de  Janeiro  D.  Luiz  de  Almeida,  em  que  pedia  a 
nomeação  de  um  successor,  por  estar  doente  e  lhe  ser  necessário  attender  aos 
negócios  da  sua  casa,  de  que  estava  afastado  havia  muito  tempo. 

Rio  de  Janeiro,  28  de  dezembro  de  1655.  734 

Consultas  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  um  petição  de  Manuel  do  Valle. 
da  Silveira,  residente  no  Rio  de  Janeiro,  acerca  de  um  contrato  que  celebrara 
com  Marcos  da  Gosta  Manuel  da  mesma  cidade. 

Lisboa,  13  de  Janeiro  de  1656.  735—736 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  acerca  da  concessão  de  100  legoas  de  terras 
que  pedira  Salvador  Corrêa  de  Sá  no  districto  da  Ilha  de  Santa  Cathariua. 
Lisboa,  14  de  março  de  1658. 

"Siilitudor  Corrêa  de  Saa  c  Bcnuvidcs,  Conselheiro  lUsIc  Coiisollio,  General  das  frotas 
do  Brazil,  Alcayde  mór  da  cidade  de  São  Sebastião,...  fez  2  petições  a  V.  M.  nelle,  em  que 
diz  no  primeiro  ([ue  clle  ha  31  annos,  que  Sfrue  a  V.  M.  nestes  Reynos,  em  particular 
no  Estado  do  Hrazil,  aonde  seu  pay  Martim  Corrêa  da  Silva,  seruio  mais  de  50,  morrendo  em 
temiio  que  cstaua  actualmente  goucrnando  o  Rio  de  Janeiro,  e  a  re])artição  do  Sul,  a  (|ual 
praça  ganhou  Sahtador  Corrêa  de  Saa  aos  francezes,  em  tempo  do  Senhor  Key  Dom  Sebastião, 
gouernando  i)or  mais  de  4  annos,  conquistando  Cabo  frio,  c  mais  costas  daqucllas  Capitanias, 
occupando-se  mais  em  scruir  aos  Reys  deste  Reyno  que  pedir-lhe  prémios,  e  porque  hc  cos- 
tume deste  Reyno,  darem-se  as  terras  do  Hrazil  en?  Capitanias  de  100  legoas,  pouco  mais  ou 
menos,  ás  ]>cssoas  que  por  s-ruiço  fie  V.  M.  as  queirão  pouoar,  c  tem  posses,  sufficiencia 
e  experiência  para  o  poder  fazer,  como  se  fez  a  todos  os  Donatários,  como  foi  Martim 
Affonso  de  Sousa  na  Capitania  de  Tauhaêm,  de  outras  cento  e  tantas  aos  progenitores  de 
Ambrósio  de  Aguiar  no  lispirito  Santo,  aos  de  Gil  de  Coes  na  noua  Parahiba,  que  hoje  está 


81 


fkspmioada,  a  Francisco  de  Soa  a  ilos  llhcos,  a  de  Porto  Seguro  aos  progenitores  do  Mar<|ue2, 
IJciilo  Maciel  Parente,  ao  sobrinho,  a  António  Coelho  de  Caruallw,  a  Feliciano  Coelho  de 
Canialho,  seu  sobrinho,  a  Aluaro  de  Sousa  de  Taiiora,  e  hauerá  poucos  dias  a  hum  filho  de 
António  Coelho  de  Carvalho,  que  nomeasse  a  parte  onde  queria,  as  quaes  se  derão  ás  pessoas 
referidas  em  consideração  de  as  pouoareni,  e  estender-sc  a  propagação  da  fce,  e  grande 
utilidade  (|ue  se  -scgu?  á  Fazenda  de  V.  M.  de  se  cullivarem  c  pouoarem  e  elle  por  scruiço 
de  \'.  M.  (|uer  pouoar  luima  capitania,  nas  terras  onde  chamão  a  Ilha  de  Santa  Calherina, 
conuçtindij  nclla,  partindo  a  metade  para  a  banda  do  norte,  c  a  oulra  metade  para  a  banda  ilo 
sul,  e  não  haucndo  terra  bastante,  para  se  lhe  inteirar  a  Capitania,  que  pede  destas  terras  de 
loo  legoas  de  costa,  como  he  uso  e  costun.ic  pouco  mais  ou  menos,  se  inteirará  nas  terras  que 
se  dcnnrcarom  com  estas;  e  forem  de  \.  M.  quí  estão  despouoadas,  e  ficão  entre  a  Capitania 
de  S.  Vicente  e  Rio  da  Prata,  com  os  portos,  ilhas  e  rios  que  houuer  na  ditta  Capitania, 
como  he  uso  e  costume  tonceder-se  aos  mais  Donatários,  e  da  m-.s:iia  maneira  nas  jurisdiçõe» 
que  tem.  Pello  que  pede  a  V.  M.  lhe  faça  mercê  mandar-lh?  passar  doação  da  ditta  Capitania, 
para  uzar  delia  na  forma  referida  nesta  petição,  e  se  augmentar  a  propagação  da  fec  c 
fazLiida    de    V.    M. 

K  na  segunda  diz  que  elle  tem  feito  petição  a  este  Conselho  pedindo  a  V.  Ni.  lhe 
faça  mercê  de  huma  Capitania  no  Estado  do  P.razil  ou  Maranhão,  c  parque  entre  as  que 
cslão  por  dar,  ha  huma  sorte  de  terras,  em  que  chamão  a  Ilha  de  Sania  Catherina,  que  ficão 
além  da  Cananéa,  |)ara  a  parte  dos  pattos.  Pede  a  V.  M.  se  mande  informar  de  que  terras 
he  e  a  utilidade  de  que  são  á  propagação  da  fee  e  augmento  da  fazenda  real,  e  achando 
(luc  conuem  dalla,  lhe  faça  mercê,  como  se  fez  aos  mais  Donatários  de  loo  legoas  de  costa, 
começando  a  medir,  em  frente  da  dilta  Ilha  para  huma  banda,  e  outra,  em  terras  de  V.  M.  e 
que  não  scjão  dadas  a  outras  pessoas,  que  as  tenhão  cultiuado,  e  faltando  para  alguma  das 
bandas,  se  interará  de  outra,  com  todas  as  agoas,  campos,  c  Ilhas,  que  houuer  nas  ditlas 
100   legoas  d;  costa,  como  he  uso  e  costume,   para  elle  as  mandar  pouoar   á  sua  custa. 

E  pedindo-se  informação  ao  I.icenceado  Marcos  Corrêa  de  Mesquita,  que  vay  por 
Prouedor  da  fazenda  e  Coroa  da  índia,  a  frey  Christouão  de  Lisboa,  Bispo  eleito  de  Angola, 
a  Manuel  Pereira  Lobo,  a  frey  Manuel  de  Saucta  Maria,  Guardião  de  Santo  António  dos 
Capuchos  desta  cidade,  ao  Padre  Lui.:  Pessoa  da  Companh'a  de  Jesus,  ao  Capitam  Saluador 
Tkotnó   Meaíhadas,   responderão   o   seguinte. 

—  Informação   de   Marcos  Corrêa  de   ^/cíí/iu/íi.  —  Respondendo   ás   perguntas  que   se   lhe 

fizerão,    por   ordem   do   Conselho   acha   por   informação   e   noticia   que   tem    da   costa   do   sul,   do 

tempo   que   seruio  de   ouuidor   no    Rio   de   Janeiro,   que   da   pouoação   que   chamão   a   Cananéa 

alhe   a   Ilha   de   Santa    Catherina    hauerá    de    circuito    6    para    7    legoas,    e   que    neste   circuito 

haura    3    portos    do    mar,   em    os    quaes    poderão    entrar    grandes    embarcações    e    fazer    outras 

de   muitas   toneladas,    com    as   madeiras   que   dá   a    terra;    as    terras    são   muito   boas   abrindo-sc 

e    cu;tivando-se,    darão    toda    a    nouidade    de    mandioca,    legumes,    tabato,    algodão    e    canas    dí 

asucar,   se   lhas   plantarem;   são   terras,   sem   pouoações   de   gente   branca,    nem    índios,   tirado   a 

Cananéa  e  a  Alagôa  chamada  dos  pattos,  que  está  junto  ao  Paraguay;  dizem  ha  huma  pouoação 

do   gentio   com   quem   alguns   dos   brancos   vão    resgatar,   dizem    ser    gente    muito    bruta,    c   nao 

terem    conhecimento   da   fee,    e   com    facilidade   a   uirão    a   ter,    sendo    pouoadas   aquellas   t-rras 

uizinhas,    ,,or   ficarem    também   perto   da    I  ha    de    Santa    Catherina,    de   (jue    se    pergunta   a   m- 

formação  que  se  dá,  e  isto  he  o  que  se  pôde  dizvr  do  sitio  da  terra,  bondade  e  largueza  .klla. 

O    que    lhe    parece    conuem    ao    seruiço    de    V.    M.    que    Deos    guarde,    augmento    de    sua 

fazenda,    e   conscruação   do    Estado    e    scruiço   de    Deos,    he   que    X'.    M.    deue    dar   es;as   tvrras 

que  esla.n   vagas   em   toda   a  cosia   do   Brazil   a   pessoas   poderozas,   que   as  cult.uem,   porquanto 

dos    fructos    tira    dizimos    e    direitos    e    principal,    as    que    se    tratâo    da    costa    do    sul,    por.p.e 

dando-se   a   pessoa   poderosa,   que   agvnceie   pouoadores,   fará   pouoações   nos   3   portos,   que   tem 

aiiuella    terra,    e   hauerá    comercio   com    o    Rio    de   Janeiro    c    Bahia,    e    abrir-se-hao    alfandegas. 

cujos  direitos  podem  render  muito,  assy  pela  saca  dos  fructos  da  terra,  como  das  merca.loms, 

que  podem  uir  de  fora  a  este  Reyno,  como  de  Buenos  Ayres,  d:  que  se  pode  comerciar  daiy, 

por   ficar  muito   perto   e   hauer   o.casião   de   se  m.-ter   prata   neste   Reyno,   de  que   tanto   carece. 

E  querendo   V.   M.   que   Deos  guanle  commetter   alguma  facção   por   ally   contra  Castella,   paia 

se   aproueitar   de    algum    porto   donde   lhe   possa   uir    prata,    ten.lo   aquelks    portos   pouo.a.los     e 

nauegaueis    o    pódc    fazer    com    mayor    facilidade.    Pello    que    a  'ere    lhe    parece,    .|uc    nao    t,.o 

son.cnte    V.    M.    deue    dar    estas    terras    em    Capitanias    a    homens    poderozos.    que    agencce.n 

pouoadorcs,    e   eulliuadores,   mas   que    a   esses   primeiros    pouoadorcs   lhe    deu.a    dar    pr.uileg.os 

e  liberdades  taes  que  animassem  a  muitos  a  serem   seus  companheiros,   no   trabalho   da   agr.- 

cultura:    E   se   assy  não  fôr.   difficultozamente   se   conseguirá   esta   pouoação,   por   ser   em   terra 

muy    remota   das    pouoadas   deste    Reyno. 

-Iniformaçõo    de    Fr.    Christouão    de    Lisboa.    -    Na    qual    diz    que    pois    V.    M.    deu    jâ 
4  Capitanias  nas  conquistas  do  Maranhão  e  Pará,  que  lhe  parece,  que  nao  ha  couza  que  de 

II 

I.  b 


82 


nouo  diffitultc  a  doação  da  dit;a  Capitania,  nem  nclla  se  rcpicítiita  iiuonuenieiíl.-  a"guni,  que 
possa  estoruar  fazer  \'.  M.  esta  mercê  a  quem  a  mvrecer,  mais  que  aos  geraes,  porque  tod::s 
eslas  Cai)itanias  de  pessoas  particulares,  não  crecem,  se  não  muy  pouco  e  senipr;;  são  mal 
l)ouoadas,  e  só  as  de  V.  M.  uão  per  diante,  como  se  uê  nas  do  Brazil,  onde  só  a  CafUania  de 
Pernambuco,  de  pessoas  particulares  foi  em  augiiíanlo,  porque  a  bondade  e  a  fertilidade  da  terra, 
lie  tal,  que  bai^tou  pura  a  pôr  na  grandeza,  em  <iue  cslaua,  «luando  a  tomou  o  inimigo.  A  razão 
das  (.apilanias  dos  particulares,  não  se  augmenlarcm,  lie  portiue  de  ordinário,  não  tem  as  p-;sics 
necessárias  para  nr.tcrem  o  cabedal  que  importa  para  a  pouoação  de  huma  noua  Capitania, 
e  dado  que  alguns  sejão  tão  ricos  que  a  possão  fazer,  comnuim-nente  os  lumens  fogem  de 
uiuer  em  terras  de  senhores,  e  os  mais  se  uão  para  as  Realenguas,  se  podem,  o  que  com  mais 
cuidado  se  oserua  nas  partes  ultramarinas;  porém  como  nestes  tempos  o  Keyno  não  pôde 
aeodir  a  pouoar  aquellas  partes,  que  por  sy  só  ficão  de  m?nos  proueilo,  he  bem  que  \'.  M.  as 
reparta,   por  pessoas  particulares,  para  que  as  mandem   pouoar  c  tultiuar. 

Além  do  que  na  |)rezente  conjunção  he  justo  quí  se  busque  por  todas  as  uias  couzis  dé 
que  \".  M.  possa  fazer  doação,  sem  detrimento  de  sua  fazenda  para  ter  com  que  pagar  seruiços 
e  animar  os  homens  a  lhe  fazer  outros  muitos;  donde  lhe  parece,  que  será  acer:ada  e  con- 
ueniente  couza  a  noua  doação  da  ditta  cap'tania.  A  mercê  das  doações  que  V.  -M.  faz  das 
Capitanias  des:as  terras,  tirão  a  dous  fins,  hum  he  para  enriquecer  a  pessoa  particular,  ciu? 
rccebeo  lai  beneficio  por  seus  seruiços;  o  segundo  o.'lia  á  utilidade  que  dahy  rezuUa  ao  Reyno 
em  commum,  porque  quantas  mais  capitanias  houuer  pouoadas,  tantos  mais  nauios  virão 
carregados  de  asu.ares  e  de  outros  fructos,  que  naciuelas  terras  se  produzem  se  as  cultiuão. 
Pello  que  fazendo  V.  M.  mercê  da  d^nção  da  noua  Capitania  a  pessoa  alguma,  deue  ser, 
em  parte  onde  haja  porto,  aondj  possão  entrar,  e  estar  nauios  com  segurança,  aonde  haja 
lampinas  para  gado  vaccum.  sem  o  (lual  não  pôde  hauer  fabrica  de  engenhos,  nem  outra 
cu!:iuação  de  ijorte,  não  tendo  a  Capitania  estas  duas  couzas  nem  será  de  utilidade  alguma 
ao  Keyno,  nem  ao  dono,  que  consiste  cm  hauer  lá  mais  instrumentos  para  se  cultuarem  as 
terras  d'   fructos   u.eis,   e  se  trazerem  ao   Reyno   sem   difficuldade   nos   nauios. 

• —  Informação  de  Manuel  Pereira  Lobo.  —  Na  qual  diz  que  as  noticias  (|ue  tem  de 
Canaiua  para  Buenos  Ayres  he  estarens  despouoadas  do  gentio  que  tinhão  e  só  que  hoje 
habitão  nellas  onsas  e  tigres;  são  terras  que  darão  muitos  mantimentos,  tem  muitos  rios,  e  lagoas, 
e  portos  como  são  os  do  rio  d^  S.  Francisco  e  o  da  Ilha  de  Santa  Catherina.  o  da  Alagôa  dos 
pattos,  e  o  do  Rio  Grande,  tem  campos;  será  jiiuy  conueniente  ao  seruiço  de  V.  AT.  o  po- 
uoarem-sc,  e  auendo  qu-in  o  queira  fazer,  porque  como  são  de  ião  longe,  hade  ser  de  muito 
gasto   e   dcspeza   o   pouoarem  se   neste   princijjio. 

—  Informação  de  Frey  Manuel  de  S'anta  Maria.  ■ —  Na  (jual  diz  que  o  que  sabe  du  Ilha 
de  Sancta  Catherina  he  ficar  além  da  Cananea  6o  ou  71»  legoas:  a  Ilha  he  montuosa  c  des- 
pouoada  e  terá  6  ou  7  legoas  de  comprido  e  3  ou  4  de  largura;  faz  duas  barras  com  a  terra 
firme,  a  que  fio  do  norte  para  a  banda  da  Cananéa  tem  baixos  e  não  se  scrucin  por  ella 
senão  embarcações  pequenas;  a  do  sul  que  fica  para  Buenos  Ayres  he  mayor  e  podem  entrar 
nauios  grandes;  a  costa  desde  Cananéa  athe  o  Rio  Grande,  serão  mais  de  200  legoas  por 
costa;  está  dcspouoada  per  os  moradores  dj  S.  Vicente  lhe  hauercm  hido  tirar  o  gentio  que 
as  pouoaua;  e  só  no  ditto  Rio  grande  ha  algum  Gentio,  (juc  confina  eoiii  as  charruas,  e  em 
Buenos  Ayres  são  terras  de  muitos  rios  e  lagoas,  e  campos,  que  se  estiucrão  mais  perto  de 
nossas  ])ouoações  forão  de  utilidade  para  os  gados,  mas  não  podem  vir  por  terra  pela  aspereza 
dos  caminhos  e  mattas;  são  terras  onde  se  dão  muitos  mantimentos  e  se  poderão  fazer  engenhos 
de  assucar,  mas  como  ha  tantas  terras  no  Brasil,  c  estas  estão  tam  longe,  não  ha  quem  as 
queira  hir  pouoar,  e  será  nuiilo  conueniente  ao  seruiço  de  Dcos  c  de  V.  M.  dálias  a  quem 
as   (jueira    fazer. 

—  Inforniaçuo  du  Padre  Luiz  Pessoa  —  V.m  (|ue  diz  que  as  terras  que  correm  dj  Cananéa 
l»ara   o   sul,   .«ão   muitas  e   mu'to    férteis;    a   proua   he   a   experiência   quj    sendo   lá    muy   poucos 

os  moradores,  o  principal  sustvnlo  da  gente  de  guerra  do  Rio  e  ainda  da  Bahia,  são  as 
farinhas  e  legumes,  i|ue  uem  daquellas  partes;  e  he  cerlo  que  hauendo  (juem  as  eultiue  seram 
dobrados  os  fructos.  Depois  da  Cananéa  está  o  porto  da  Paranaguá,  apoz  deste  o  Rio  nouo 
de  São  Francisco,  Ilha  de  Santa  Catherina  e  junto  a  ella  a  grande  alagóa,  chamada  dos  pattos, 
lo<los  portos  belíssimos,  u  capacissimos  de  muitos  e  grandes  nauios,  fvrlilissimos  de  ma- 
deiras e  abundantissimffs  de  pesodos,  será  couza  de  grande  seruiço  de  U-os  e  de  V.  M.  e 
augmen.o  de  sua  fazenda  repartircm-se  aquellas  partes  a  pessoas  de  porte,  e  timoratas,  |)ara 
que  as  facão  crecer  depressa  e  com  temor  de  Deos,  e  obediência  de  seu  Rey,  a  razão  está 
tanto  á  iirinia  face,  fiue  não  tem  necessidade  de  proua,  pois  d"  se  não  partirem,  está  tudo 
quazi  deserio  c  mattos  brabios,  e  repartindo  se  era  força  se  vão  logo  para  lá  muitos  moradores 
pobres  a  gosar  da  fartura  <iue  ally  tem,  e  com  isso  crcccram  as  faz- ndas  reaes,  c  lambem 
crestcrá  a  fec,  porque  ainda  naquellas  partes  na  Ribeira  do  mar  não  ha  já  gentio,  senão 
alguns  poucos  na  lagoa  dos  pattos,  aonde  os  nossos  Portuguezcs  uão   fazer   as  suas  compras 


HS 


tic  111. li. IS  pellas  osias  .lc>l;i  ...>la,  i-  (U;slcs  ixiitos  pilo  -siiião  liiruo  sl-iii  iliiiiiila  iiiuil.is 
Índios,  .|uc  lic  força  se  u  nlião  iikIit  conitiosco,  a  l)uscar  suas  firiaiiKtilas,  df  iiuc-  iKcc>-sitão 
imiiln,  saI)CM.io  nnv  por  ally  lia  pmioaçõcs,  c  si-iiipn-  se  hapli.-arãn  al«iins,  c  st-  loiíscruarão 
coiiinosco,    para    hcni    ili-    suas    almas,    c    bem    (laipKlKs    portos. 

IVllo  .HK-  Ur-  parL'Cc  couza  accrtaclssima  «im-  a  icpailição  se  faça  na  forma  apontada, 
e  cm  a  niayor  lucuidaile  possiuti,  pois  com  a  dilatação  se  impedem  muitos  bens,  c  atalbão 
a    glandes   prou  ilos.    E   tirar   ()uelciucr   fructo   do   que   eslá   infructuozo    be    prutlencia. 

—  Itiforiiiação  (lo  Cafitão  Sahiador  Thoiiic  de  McalUadas.  —  Xa  (|ual  diz  (|uc  as  noticias 
que  tem,  são  que  desde  a  Cananéa  atlic  Bhciws  Ayres  ha  400  ou  500  legoas  de  costa,  (|uc 
se  começa  a  correr,  e  depois  de  Cananéa  está  Parnagoa,  e  logo  o  Rio  de  São  Francisco, 
o  jjorto  a  que  ehamão  a  ilha  de  Santa  Cathcrina  (|uc  será  de  5  ou  6  legoas  e  be  nuiy  nomeado 
este  porto  naquella  Illia,  por  liaucr  estado  ancorada  em  ella  a  armada  de  Diogo  Flores  de 
Baldes.  Logo  se  segue  a  lagúa  dos  paltos,  Ararunga,  o  Rio  Saiamandy  e  o  Rio  Grande,  e 
íiislillios.  Ilha  de  Lobos,  Ilha  do  Maldonado,  Ilha  de  Flores,  barra  de  Buenos  Ayres. 

ICsta  costa  está  despouoada  do  gentio  pellos  moradores  de  São  Vicente  a  hauerem  des- 
tru  (lo  c  quem  a  hal)ila  hoje  são  muitos  tigres  e  ousas;  a  terra  he  montuosa,  tem  muitos 
rios,  lagoas  e  campina-,  tem  imiilas  madeiras  para  fabricar  embarcaçi')es,  darão  os  mantimentos 
da  terra  por  abundância,  abe  agora  não  se  tem  experinuntado,  se  darão  assucar,  qu?  duuida, 
por  serem  já  terras  frias;  também  entende  se  darão  muito  bons  gados,  e  o  que  lhe  parece 
lie  que  não  somente  se  deuem  dar  estas  t-.-rras  ás  pessoas  que  as  pedirem,  para  as  pouoarem 
se  iião  faz-rlbes  ainda  mercês,  portiuc  o  facão,  porque  de  estarem  despouoadas,  nem  Deos, 
nem    \'.    M.   tem   sirucnlia,    c   de   se   ponnnnni    p  In   rnnlrario.  .  ." 

737 

Carta  de  Marcos  Rodrigues  de  Nogueira  para  o  Profurador  da  Fazenda  António 
Pereira  de  Sousa,  relativa  á  informação  da  concessão  a  quo  se  refere  a  con- 
sulta antecedente. 

Lisboa,  27  de  agosto  do  IG.-'.S.  (ánnrxa  ao  n.  737).  73.S 

lNFORi\rArÕi;s  do  Provedor  e  do  Procurador  da  Fazenda,  favoráveis  á  concessão  de 
terras,  ciue  pedira  fSalvcwor  Corrêa  de  Sft  c  Bcnavkirs. 

Lisboa,  20  c  28  de  agosto  de  1658.  (Annexas  ao  n.  737).  739—740 

CoxsiTi.TA  do  Conselho  Ultramarino  acerca  da  licença  que  pedira  o  Governador  do 
Rio  de  .Janeiro  D.  Lniz  de  Almeida  para  se  retirar  para  o  Reino,  e  da  escolha 
do  seu  successor  interino. 

Lisboa,  16  de  março  de  16.")7. 

Tem  annexo  um  despaclto  relativo  á  nomeação  do  Caintão-mór  LourcnQO 
de  Brito  Corrêa. 

"Por  decreto  de  3  do  prezcnte,  posto  em  huma  petição  de  Dom  Luic  de  Almcyda.  manda 
V.  M.,  que  ella  se  ueja  e  consulte  neste  Conselho:  nella  refere  que  V.  M.  foi  seruido  no- 
n^ealo  por  goucrnador  do  Rio  de  Janeiro  por  3  annos,  e  vay  em  5  que  assiste  naquella 
praça,  faltando  a  seus  negocies  e  caza,  e  porque  as  dilações,  que  ha  para  lhe  hir  successor, 
ueiii  a  ?er  cauza,  de  lhe  não  chegar  a  tempo  para  se  poder  embarcar  na  armada  da  Com- 
panhia, que  está  naquelle  Estado  que  ordinarimente  parte  cm  principies  de  junho,  de  que 
resultará  ficar  hum  anno  mais,  recebendo  grande  prejuízo,  niayormente  não  h.iuendo  ocasião 
preciza  que  necessite  de  sua  assistência.  E  naquella  Capitania  rezidc  Thomé  Corrêa,  fidalgo 
da  Caza  de  V.  M.,  pessoa  de  valor  e  sufficiencia,  que  ha  9  annos  que  serue  de  Alcaydc-m.jr, 
por  seu  sobrinho  Sahiador  Corrêa  de  Saa,  sendo  nniy  respeitado  e  tão  bemquisto,  que  ba 
mais  de  7  que  serue  de  Proucdor  ria  Mizericordia,  e  he  irmão  mais  uelho  do  Mestre  de 
Campo  Sahiador  Corrêa  Casques  e  do  Sargento  mór  Marfim  Corrêa,  que  .ictualmente  está 
exercitando  este  posto  e  juntamente  está  na  dita  Capitania  Pedro  de  Sonsa  Pereira  a  quem 
V.  M.  tem  encarregado  o  descobrimento  das  minas,  que  he  cazado  com  huma  síjbrinba  d.) 
g.iuernador  e  conquistador  daquela  Capitania  Sahiador  Corrêa  de  Saa  o  velho,  filha  do 
Coronel  Manuel  Corrêa,  seu  irmão,  todos  fidalgos  muito  amados  e  respeitados  naqiiellas 
Capitanias  e  a  qutiii  os  moradores  delias  estimão  muito  por  hauer  mais  de  100  annos  que 
ajudarão    a    lançar    os    francezcs    delias,    e    pouoando-as,    c    quazi    cm    lodos    goiíeriiando-a    C 


84 


porque  a  qualquer  delles  que  V.  M.  fòr  seruido  maiular  que  fique  gouernando  em  seu  lugar 
o   fará   com   toda  a  satisfação.    (Doe.    »i.    74  0- 

A'  margem  da  eousulta  eneontra-se  o  seguinte  des facho:  "Nomeio  para  seruir  de 
Capitão  mór  do  Rio  de  Janeiro,  emquanto  não  fòr  proprietário  a  Lourenço  de  Brito  Corria 
e  emquanto  não  chegar  ou  sendo  fallecido  a  Thomi-  Corrêa.  Lisboa,  24  de  março  de  í).S7-" 

741—742 

CoxstTi.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  provimento  do  cargo  de  Administrador 
da  jurisdicção  eoclesiastica  da  Cai)itania  do  Rio  de  Janeiro  ser  da  exclusiva 
competência  da  IVIeza  da  Consciência  e  ordens. 

Lisboa,  14  de  abril  de  1657.  743 

CoNST^,TAS  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  relativas  ao  provimento  de  Theofilaio 
Alrrandrr  dr  Brampt,  estrangeiro,  no  posto  de  capitão  de  alguma  das  com- 
panhias do  Estado  do  Brasil. 

Lisboa,  15  de  maio  e  22  de  junho  de  1657. 

Tem  annexo  o  decreto  em  que  se  ordena  o  referido  provimento.      744 — 746 

CoNsrLTAS  (2)  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  do  Cônsul  de  In- 
glaterra Thomaz  Manard,  no  qual  pedia  que  se  deixassem  embarcar  livre- 
mente no  Brasil  todos  os  inglezes  que  desejassem  regressar  ao  seu  paiz. 

Lisboa,  10  de  julho  e  10  de  setembro  de  1657. 

Tem  annexo  o  respectivo  requerimento.  747 — 74Í) 

CoxsT'LTA  do  Conselho  Ultramarino  acerca  do  requerimento  de  B.  Maria  de  Castillia, 
viuva  do  Capitão  António  Soares  de  Azevedo,  relativo  á  tença  de  que  se  lhe 
fizera  mercê  em  recompensa  dos  serviços  de  seu  marido. 

Lisboa,  12  de  setembro  de  1657.  750 

Coxsui.TA  do  Conselho  Ultramarino  favorável  á  petição  de  João  Pimenta,  em  que 
este  solicitava  a  propriediade  do  officio  de  Escrivão  da  vai'a  do  Meirinho  da 
cidade  do  Rio  de  .Janeiro,  onde  residia. 

Lisboa,  18  de  outubro  de  1657.  751 

Cox.stTi.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  de  M<at]ieus  de  Moura 
Fogaça,  filho  de  Francisco  de  Moura  Fogaça,  no  qual  pede,  em  recompensa 
dos  serviços,  que  prestara  no  Rio  de  .Janeiro,  o  habito  da  Ordem  de  Christo 
e  o  foro  de  fidalgo,  que  já  tinha  sido  concedido  a  seu  limão  João  de  Moura 
Fogaça. 

Lisboa,  23  de  outubro  de  1657.  752 

CoNsn.TA  do  Conselho  Ultramarino  em  que  se  refere  á  mensagem  dos  officiaes  da 
Camará  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  dirigida  ao  Rei,  em  que  se  congra- 
tulavam pela  sua  acdamação. 

Lisboa,  12  de  novembro  de  1657.  753 

CoNRi'i,TA  do  Conselho  Ultramarino  acerca  de  uma  representação  dos  officiaes  da 
Camará  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  se  queixam  do  General  Pedro  Jacques  de 
Magalhães,  pelo  seu  procedimento  com  os  navios  que  estavam  carregados  no 
porto. 

l>isboa,  16  de  novembro  de  1657.  754 


85 


Consultas  (2)  do  Conselho  Ultrainarino  relativas  a  uma  representação  dos  officiaes 
da  Camaia  do  Pdo  de  Janeiro  lontia  o  Vigário  Geral,  nomeado  pelo  Ca])ido  da 
Bahia. 

Lisboa,  22  de  novembro  de  IG.")?  e  7  de  fevereiro  de  ICng.  755 — 7:'6 

Carta  dos  officiaes  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro,  na  qual  se  referem  aos  sei'viços 
prestados  pelo  Governador  Tliom<;  Corrêa  de  Alvarenga, 
Rio  de  Janeiro,  8  de  julho  de  1659. 

"...e  continua  com  as  obras  desta  cidade  para  mcllioraniento  do  bem  commnm,  cm 
especial  a  obra  de  meter  na  cidade  a  agoa  do  Rio  de  Careoca  por  não  haver  outra  de  que  este 
pouo  uze,  dando  á  execução  o  extinguir-sc  a  agoardentc  da  terra  pellos  damnos  que  rczultava 
as  (iiiaes  cauzas  se  não  liauiãn  reparado  pelas  grandes  difficuldadcs  que  se  opunlião " 

7.^7 

Coxsui-TA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  do  requerimento  de  Domingos  da  Gama, 
em  que  pedia  licença  para  nomear  Pedro  da  Costa  serventuário  do  officio  de 
tabellião  do  ])ublico,  judicial  o  notas  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  do  que 
se  lhe  fizera  mercê. 

Lisboa,  3  de  dezembro  de  17.j7.  758 

CoxsTiLTA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  petição  do  Desembargador  da  Relação 
do  Porto  Luiz  Gomes  de  Loureiro,  em  que  solicitava  a  continuação  do  paga- 
mento dos  ordenados  de  seu  irmão  o  Dr.  António  de  Mariz  ãe  Loureiro,  admi- 
nistrador ecclesiastico  do  Rio  de  Janeiro,   euKiuanto  durasse  a  sua  doença. 
Lisboa,  11  de  dezembro  de  1657.  7.^)9 

Rksposta  dos  officiaes  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro  sobre  a  reclamação  dos  mi- 
nistros da  Companhia  Geral  (do  commercio),  em  que  pediam  ujua  recompensa 
pela  desistência  dos  quatro  géneros  que  tinham  de  largar. 

8.  d.  1657.  7f.O 

Constii,ta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  representação  dos  moradores  da  Capi- 
tania do  Rio  de  Janeiro  e  das  Capitanias  do  sul,  em  que  pedem  para  n'ellas  se 
livrarem  de  todas  as  devassas,  que  os  Desenlliargadores  da  Relação  do  Brasil 
tirassem  nas  suas  respectivas  capitanias. 
Lisboa,  10  de  janeiro  de  1658. 

"Os  moradores  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  em  seu  nome,  e  das  mais  suas  anncxas 
da  repartição  do  sul,  fizerão  petição  a  V.  M.  neste  Conselho,  por  seu  procurador,  em  que 
dizem  que  pelo  Regimento  da  Relação  do  Brazil,  foi  V.  M.  scruido  ordenar  que  os  culpados 
nas  deuassas,  que  os  Desend)argadores  delia  tirarem  nas  ditas  capitanias,  quando  as  forem 
vizitar,  se  liurem  na  Bahia,  de  que  rezulta  grande  vexação  e  moléstia  áquelles  pouos,  por 
quanto  das  ditas  Capitanias  á  Bahia,  se  não  nauega  se  não  em  tempo  de  monções  e  as  viagens 
são  algumas  vezes  de  2  e  3  mezes,  por  se  nauegar  quazi  sempre  cm  barcos,  que  se  não  podem 
fazer  na  volta  do  mar,  com  qualquer  vento  contrario,  e  por  isso  snccede  naufragarem  muitas 
vezes,  perdendo-se  as  fazendas  e  vidas,  e  os  culpados  hão  de  fazer  suas  prouas,  depois  de 
contra  elles  fc  dar  libello,  nas  terras  onde  viuem  e  cometem  ou  se  lhes  imputão  os  crimes, 
as  quaes  se  não  concluenj  em  huma  monção,  sendo  necessário  aguardar-se  para  outra,  ou 
outras,  cm  cujas  dilações  se  passão  263  annos;  e  estando  os  delinquentes  prezos  ou 
refendos  na  Bahia,  lhes  são  necessários  grandes  cabedaes  para  podcrenv  supprir  as  dcspczas 

do    lâd    largas    demiiias 

761 


86 


Aia AKÁ  régio  pelo  qual  se  toucecleu  aos  offieiaes  da  Camaia  da  cidade  de  tí.  Sebastião 
do  Rio  de  Janeiro,  das  partes  do  Brasil,  que  os  culpados  que  não  forem  de 
casos  de  morte  se  possam  livrar  de  primeira  instancia  perante  as  justiças  da 
mesma  cidade. 

Lisboa,  12  de  novembro  de  1619.  (Annexo  ao  n.  761).  762 

Coxsn.T.v  do  Conselho  Ultramarino  sobre  uma  carta  dos  officiaes  da  Camará  do 
Rio  de  Janeiro,  em  que  elogiam  o  bom  governo  do  Capitão  mór  Thomó  Corrêa 
de  Alvarenga  e  agradecem  a  sua  nomeação. 

Lisboa,  26  de  janeiro  de  1658.  .763 

AiTO  da  vistoria  a  que  mandou  proceder  o  Governador  Tliomé  Corrêa  de  Alvarenga 
em  todas  as  fortalezas  da  barra  do  Rio  de  Janeiro,  para  conhecer  o  seu  estado 
e  as  reparações  de  que  careciam. 

Rio  de  Janeiro,  1  de  agosto  de  1657.  (Annexo  ao  n.  763).  764 

CoxsT'i.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  provimento  do  logar  de  meirinho  do 
campo  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro. 
Lisboa,  4  de  fevereiro  de  1658. 

A'  margem  está  o  seguinte  despacho:   "Nomeo  a  Balthazar  de  Almeida. 
Lisboa,  7  de  fevereiro  de  1658."  765 

Coxsui.TA  do  Conselho  Ultramarino  acerca  da  petição  do  inglez  João  Cox.  em  que 
solicita  isenção  do  pagamento  do  direito  de  comboio  para  a  não  do  seu 
commando  que  ia  ao  Rio  de  Janeiro,  por  conta  de  diversos  mercadores. 

Lisboa,  4  de  fevereiro  de  1658.  766 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  á  licença  que  pedira  o  inglez  Thomaz 
Quempe  para  se  transportar  para  o  Brasil,  com  fazendas. 

Lisboa,  5  de  fevereiro  de  1658.  767 

CoxsuLTA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  do  Capitão  de  Infantaria 
do  Rio  de  Janeiro,  Gaspar  Rodrigues,  em  que  pedia  o  pagamento  de  soldos 
e  licença  para  regressar  ao  Reino,  a  tratar  da  sua  saúde. 

Lisboa,  12  de  fevereiro  de  1658.  768 

Coxsm.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  pretensão  do  Provedor  da  Fazenda  da 
Capitania  do  Rio  de  Janeiro  Pedro  de  Sousa  Pereira,  de  que  seu  filho  mais 
velho  Manuel  Corrêa  de  Sousa  o  substituísse  nos  seus  impedimentos. 

Lisboa,  21  de  fevereiro  de  1658.  769 

Caiíta  de  António  de  Sousa  Tavares  relativa  ao  assumpto  a  que  se  refere  a  consulta 
antecedente. 

Lisboa,  27  de  março  de  1658.  (Annexa  ao  n.  769),  770 

pR.)Vis.\o  regia  ))ela  qual  se  fez  mercê  a  Manuel  Corrêa  de  Sousa  da  serventia  do 
offi(  io  de  Provedor  da  Fazenda  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  nas  ausências 
e  impedimentos  de  seu  pae  Pedro  de  Sousa  Pereira. 

Lisboa,  11  de  março  de  1758.  (Annexa  ao  n.  769).  1"  e  2"  vias.         771—772 


87 


Cauta  rugia  dirigida  ao  (íovcriuulor  do  Rio  de  .lanei ro,  sohro  a  n-rerida  nomearão  do 
Manuel  Vorrca  ãc  t<uuiia. 

Lisboa,  12  de  março  de  IG.jS.  (Annvxa  ao  n.  7C'J).  1'  c  2"  vias.      77o — 771 

CoASCLTA  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  á  petiyão  de  Sebastião  Moiu^iio, 
proprietário  do  ofticio  de  meirinho  da  Correição  da  Cai)itania  do  Rio  de 
Janeiro,  em  que  solicitava  licença  para  renunciar  esse  officio  em  seu  cunhado 
Jacinto  Nogueira  Pinto. 

Lisboa,  22  de  fevereiro  de  lOuS.  775 

CoiNSLi/rA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  do  padi'e  Fra)iiisi.i)  da 
Silva  Menezes,  em  que  pedia  o  cargo  de  capellão-mór  do  Presidio  da  Capitania 
do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  5  de  abril  de  16.58.  770 

Co.\sui/rA  do  Conselho  Ultramarino  acerca  do  requerimento  de  Diugo  Gomes  Car- 
neiro, chrouista  do  Estado  do  Brasil,  no  qual  pede  o  pagamento  de  seus 
ordenados. 

Lisboa,  2S  de  junho  de  16.58.  777 

AiAAK.v  régio  pelo  (piai  se  fez  mercê  a  Diogo  Gomes  Carneiro  do  officio  de  chrouista 
do  Estado  do  Brasil,  com  o  ordenado  de  200$000  cada  anno. 

Lisboa,  S  de  maio  de  1658.  (Annexo  ao  n.  777).  1"  e  2"  vias.  118 — 779 

Recíueiíimknto  do  chrouista  do  Brasil  Diogo  Gomes  Carneiro,  em  que  pede  o  paga- 
mento de  seus  vencimentos. 

(Annexo  ao  n.  777).  780 

CoAsuLTA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  gente,  pólvora  e  munições,  que  Salvador 
Corrêa  de  Sá  e  Benavides  deveria  levar  para  o  Rio  de  Janeiro. 
Lisboa,  10  de  setembro  de  1658. 

"Por  V.  M.  Ii.iucr  resoluto  que  Saluador  Corrca  de  Saa  e  Bcuauidcs,  vá  tralar  do 
descobrimento  c  cnlaijolaineiito  das  minas  de  Parnagay  (que  he  negocio  de  muila  importância 
e  de  que  ha  muitos  annos  se  trata)  e  que  para  sua  melhor  execução,  tenha  .n  seu  cargo  o 
gouerno  do  Rio  de  Janeiro  e  das  capitanias  do  sul,  separado  e  independente  do  gouerno  do 

Estado  do  Brazil 

781 

RiisoLuçÃo  regia  acerca  da  jurisdicção  de  Salvador  Corrêa  de  Sá  na  Capitania  do 
Rio  de  Janeiro  e  nas  outras  do  sul. 

Lisboa,  10  de  julho  de  1658.  Copia.  (Annexa  ao  n.  781). 

"Mandando  comnuinicar  esta  duuida  de  jurisdições  com  João  de  Mello  Feyo  c  Saluador 
Corrêa  de  Saa  e  os  mais  Ministros  que  me  pareceo.  líesolui,  que  Saluador  Corrêa  hindi)  ás 
Minas,  estando  João  de  Mello  no  seu  gouerno  do  Rio  de  Janeiro,  usaria  somente  da  juris- 
dição das  Capitanias  de  Sam  Paulo  e  São  Vicente,  em  que  as  minas  estão,  sendo  do  di-tricio 
delias,  por  não  tocarem  á  do  Rio  de  Janeiro,  nem  lhe  terem  nenhuma  subordinação;  e  que 
João  de  Mello  lhe  daria  toda  a  ajuda  e  fauor  para  este  entabolamcnto  que  Saluador  Corrêa 
lhe  pedisse  como  também  hauia  de  fazer  o  Gouernador  geral  do  Brasil  pelo  que  lhe  tocasse; 
e  que  succedcndo  não  estar  João  de  Mello  no  seu  gouerno,  então  o  teria  Saluador  L  orr.a  de 
todas  as  Capitanias  do  sul,  para  fazer  melhor  o  negocio,  a  que  hia,  sem  nenhuma  depen- 
dência do  (iouernador  geral  do  Brazil,  pois  com  esta  clausula  por  este  re^^peito,  se  lhe  passara 

já   a   patente   dcllc 

783 


88 


Co.Nsii.TA  do  Conselho  Ultrauiariíio  lavoravel  á  pctitjão  de  Marrai  da  Costa  em  que 
solicitava  a  propriedade  do  officio  de  contador,  imiuiridor  e  distribuidor  tio 
Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  20  de  novembro  de  1658.  783 

Co.\sri,T.\  do  Conselho  Ultramaiino  sobre  o  provimento  da  Cai)itania  de  S.  A^^icente  e 
S.  Paulo,  em  que  se  propõe  a  nomeação  de  Manuel  de  Almeida  Falcão. 

Lisboa,  22  de  novembro  de  1658.  784 

Co.NSULTAS  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  pretensão  das  Religiosas  do  Mos- 
teiro de  Santa  Brígida  de  Lisboa,  relativa  ás  esmolas  que  queriam  pedir  uo 
Brasil  para  concluir  as  obras  do  seu  convento. 

Lisboa,  28  de  julho  e  20  de  setembro  de  1659. 

Têm  anucjxi  a  copia  de  uma  resolução  regia  relativa  ao  mcs)no  assum,2)to. 

785—787 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  viagem  da  náu  de  Francisco  da  Cunha 
Anjo,  residente  no  Porto,  aos  portos  do  Brasil. 

Lisboa,  28  de  julho  de  1659.  788 

Ria/ri:iiiMK>'J'os  (2)  do  Capitão  Fernão  Faleiro  Irlomem,  residente  no  Rio  de  Ja- 
neiro, nos  quaes  pede  o  habito  de  Christo  ou  de  Santiago,  em  recompensa  dos 
seus  serviços  e  dos  que  prestara  seu  irmão  Manuel  Homem  Alhernas  e  Bel- 
cliior  de  Andrade  de  Araújo.  789 — 790 

PiíOvisÕKS  e  attestados  do  Governador  Duarte  Corrêa  Vasqueanes  e  dos  officiaes  da 
Camará  do  Rio  de  Janeiro,  relativos  aos  serviços  prestados  por  Manuel 
Homem  Alhernas. 

V.  d.  (Annexos  ao  n.  789).  791—797 

Phovis.xo  do  Ca))itão  Gaspar  de  Sousa  Uchôa,  do  torço  do  Mestre  de  Campo  Martiui 
Hoares  Moreno,  Ca))itão-mór  da  Capitania  de  S.  "Vicente,  pela  qual  nomeou  Ma- 
nuel Homem  Alhernas  Capitão  do  descobrimento  da  prata  da  Serra  de  Saha- 
rahusu. 

S.  l.  18  de  abril  de  1643.  (Annexa  ao  n.  789).  798 

Attkkjado  dos  officiaes  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro,  sobre  os  serviços  prestados 

lK)r  Fernão  Faleiro  Homem  nos  cargos  de  .luiz  Ordinário,  Almotacé  e  outros. 

Rio  de  Janeiro,  ?,  de  julho  de  1649.  (Annexo  ao  n.  789.  799 

Pi!Ovis.\o  do  Capitão  Manuel  Prelo,  Governador  das  Ilhas  de  SanfAnna  c  Santa 
Catharina,  ))elo  Conde  de  Monsanto.  7).  Álvaro  Pires  de  Castro  de  Sousa, 
Donatário  d'ellas,  nela  qmú  í''.i  mcr.ò  f-  Manuel  Homem  d:.  Costa  do  cargo  do 
Sargento-mór  das  mesmas  Jihas. 

*S'.  /.  15  de  julho  de  1329.  (Annexa  ao  n.  7S0).  800 

Attestado  do  Governador  Duarte  Corrca  Va:<  jiieanf;s,  acerca  dos  serviços  do  Capitão 
Fernão  Faleiro  Homem. 

Rio  de  Janeiro,  10  de  outubio  de  1648.  (Annexo  ao  n.  789).  801 


89 


Ji  SIM  i('.\(  Ão  teslenuiiilial  da  succossão  lieredituria  dos  seiviros  de  Manii'1  Hotiu:in 
Alhcrnas,  fallecido  ah  intcstato. 

(Annexa  ao  u.  789).  802 

Ai.VAiiÁs  ( :! )  dt'  folha  corrida  do  Capilão  Fernão  Falciío  Homem,  iiatviral  c  morador 
na  cidade  de  S.  Sebastião  do  Rio  do  .laneiío. 

Y.  (L  (AtnwjoN  ao  >i.  789).  803 805 

Ckimidâo  em  (lue  se  declara  não  ter  recebido  o  Capitão  Fernão  FaWlro  llomcni 
mercê  alguma,  em  recompensa  de  seus  serviços. 

Lisboa,  20  de  março  de  Kiri.'!.  (Anne.ra  ao  n.  789).  806 

Caiípa  |)atente  pela  (piai  o  Goveiiiadoí-  Duarte  Corrêa  Vasipieanes  nomeou  Fernão 
FdUciru  Homem  Capitão  do  Forte  de  Nossa  Senhora  do  Bom  Sucesso,  sito  na 
I'iaia  da  Carioca. 

Rio  de  .Janeiro,  16  de  jr.neiro  de  1G46.  (Aniicxa  ao  n.  789).  807 

Sk.ntkm.a  eivei  de  justificação  da  sucessão  hereditária  do  Capitão  Fernão  Falleiro 
Homem. 

(Anne.ra  ao  )i.  789).  808 

Ckkiihão  em  (pie  se  affiinia  não  ter  recebido  Manuel  Jlomeni  Mhennrs  (lualijuer 
merc(^  em  re(omi)ensa  de  seus  serviços. 

Lisboii,  24  de  abril  de  16r)3.  S09 

Al  TKSíADOs    (8)    dos   Capitães-mórcs   e   (lovcniadorcs   da    i'ra<,'a   do    liio   de  .laiieiío 

Affonso  de  Albuípieniue,  D.  Luiz  de  Almeida,  Constantino  de  Meneláo,  Ruy 

XiVA  Pinto,  Salvador  Coriêa  de  Sá  o  dos  officiaes  da  Camará  da  mesma  cidade, 

áiovía   dos  serviços   i)i'cslados   pelo  Capitão   lUlehior  de  Andrade  de  Araújo. 

V.  d.   (Annero.s  ao  n.  789).  810—817 

Sknik.nca  eivei  de  .lustificação  da  successão  de  Fernão  Falleiro  Momeni,  nos  serviços 
de  seu  sogro  o  Capitão  Belchior  de  Andrade  de  Araújo. 

(Anncjii  ao  n.  789).  818 

AiiKsiAoo  do  Capitão  e  Governador  iMaitini  de  Sá,  sobre  os  serviços  de  Belchior  de 
Andrade  de  Araújo. 

Rio  de  .Janeiro,  10  de  junho  de  Hius.  (Annc.ro  ao  n.  789).  819 

l'no\isõi:s  (2)  pelas  (piaes  o  Governador  Constantino  de  Meneláo  nomeou  Belchior 
de  Andrade.  Capitão  de  Infantaria  e  da  Comjianhia  dos  Forasteiros. 

Rio  de  .Janeiro,  20  de  dezembro  de  1614  e  17  de  janeiro  de  1616.  (Annexas 
ao  n.  789).  ■  820—821 

Ario  do  juramento  do  Capitão  Belchior  de  Andrade  de  Araújo. 

Rio  de  Janeiro,  17  de  janeiro  de  1616.  (Anne.ro  (to  n.  78!t).  822 

Ckhiidão  em  (jue  se  declara  (pie  Belchior  de  Andrade  de  Araújo,  natural  dos  Arcos 
de  Valdevez,  nenhuma  mercí"'  recebera  pelos  serviços  que  prestara  no  Rio 
de  .laneiro. 

Lisboa,  17  de  setembro  de  1607.  ^^^ 

I.  6  IJ 


90 


AiTo  da  inquiiigão  de  testemunhas  a  que  piorudeu  o  Ouvidor  geial  Pedro  ilc 
Miísírc  Portugal  para  se  justificar  que  Fernão  Fallcho  Homem  era  genro  do 
Capitão  Behhior  fie  Andrade  de  Akikjo  e  herdeiro  de  seus  serviços. 

Rio  de  Janeiro,  14  de  maio  de  1GÕ7.  (Ánne.ro  ao  n.  789).  824 

Alvahás   (2)   de  folha  corrida  do  Capitão  Fernõa  FaUeiro  Homem. 

Rio  de  .laueiro,  12  de  maio  de  U>.")7  e  IS  de  seteml)ro  de  1058.  (Annexos  ao 
«.789).  825—826 

liKiíTKKiMKNTO  de  Siuião  Rodrigues  Pereira,  no  qual  pede,  em  recompensa  dos 
serviços  que  prestara  no  Brasil,  que  se  lhe  fizesse  mercê  do  officio  de  patrão 
niór  e  meirinho  do  mar  d"Angola.  827 

Ci:i!T]i>Ão  do  despacho  régio  i)e!o  (|ual  se  mandou  passar  a  í^imdo  líodriíjiies  Pereira 

alvará  de  lembrança  para  ser  provido  em  officio  de  justiça,  fazenda  ou  guerra. 

Lisboa,  8  de  fevereiro  de  1(509.   (Annern  ao  n.  827).  828 

Attks PADOS  (3)  do  Escrivão  dos  Ainiazeiís  IManuel  Barreto  de  Sampaio,  do  Almo- 
xarife JNIanuel  de  Macedo  e  do  Capitão  de  mar  e  guerra  .leronymo  de  Alcáçova 
Cirne,  sobre  os  serviços  de  SUrnão  Rodrigiiefi  Pereira. 

Lisboa,  V.  d.  lS'>d.  (Annexos  ao  n.  827).  829 — 831 

AiAAK.v  de  folha  corrida  de  Simão  Jíodrigiie.s  Pereira. 

Lisboa,  3  de  março  de  lt.5."i9.  (Anne.ro  ao  n.  827).  832 

Ckj:iimão  em  <pie  se  declara  cpie  sijeão  líodrign.es  Pereira  nenhuma  mercê  recebera 
em  recompensa  de  seus  serviços. 

Lisboa,  20  de  março  de  1059.  (Anne.ra  ao  n.  827).  833 

Co.xsii.TAs  do  Conselho  ritraniarino  sobre  a  jiretenção  de  Sebastião  Fernandes  Cor- 
rêa, filho  d'outro,  á  ijrojjriedade  do  officio  de  Provedor  e  contador  da  Fazenda 
da  Capitania  de  S.  Vicente,  de  que  seu  i)ai  fora  proi)rietaiio. 

Lisboa,  28  de  julho  e  29  de  dezembro  de  1059.  834—835 

Co>sii,T.\  do  Conselho  Ultramarino  acerca  do  re(iuerimento  de  Salvador  Corrêa  de 
Sá  e  Benavides,  em  que  pedia  a  confirmação  de  seu  filho  João  Corrêa  de  Sã 
no  posto  de  Mestre  de  Canii)0  do  Terço  do  Rio  de  Janeiro,  com  que  ia  ao  des- 
cobrimento e  entabolaniento  das  minas  da  Serra  das  Fsmeraldas. 

Lisboa,  1  de  março  de  lOOu.  836 

CoNsui-TA  do  Conselho  ntramarinu  sobie  o  provimento  da  Capitania  da  Conceição  do 
Districto  do  Rio  de  Janeiro,  e  a  resi)ectiva  proposta  da  Donatária,  a  Condessa 
da  Ilha  do  Prineipe.  que  indicava  em  primeiro  logar  João  Jilan,  em  segundo 
João  Marques  Salgado  e  em  terceiro  Christovão  de  Campos. 
Lisboa,  18  de  março  de  1000. 

"A  Ciiiidcça  il;i  ]ih:i  do  Primiiic  1).  Mai  i.uiiin  de  Faro  e  .Sousa,  como  Donatária  da 
Capitania  da  Conceição  do  IJislricto  du  I<Í(j  do  lanciro  (por  lhe  pertencer  em  rez.ío  de  lha 
haucr  dotado  s-u  irmão  l),   Uhxju  de  l'oio   pur  aluará  de  licença) •" 

837 


m 


Co.vsi  i/iA  (lo  (.'oii.scllio  IMIrniiiaiiiio  soluo  a  conlinuagão  de  João  Conca  de  Há 
110  posto  de  Mestro  de  Canir,o  do  Terço  do  Rio  do  .Tanoiro. 

Lisboa,  14  de  al)ril  de  IfiGO.  (V.  doe.  n.  %'M\).  83S 

Co.Nsn.iA  do  Coiisellio  IMtiainaiiiu)  favorável  á  petição  do  Capitão  Paulo  Madiado 
de  VaíiconccUos.  em  que  solicitava  niantiinentos  ]iara  poder  regressar  ao 
Brasil. 

Lisl)oa,   25   do  junho  de  HJOO.  83<) 

CoNSi-i.iA  do  Conselho  rilraniarino  lavoíavel  á  ajuda  de  custo  (pie  pedira  o  lieen- 
ciado  Sebastião  Vaidoso  de  Sampaio.  Ouviíior  geral  do  Rio  de  .Janeiro. 

I^isboa,  3  7  de  novembro  de  l(?fiO.  34q 

CoNsri.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  licença  que  pedira  o  mercador  flamengo 
Gaspar  Yuachter  para  ir  ao  Brasil  cobrar  diversas  dividas. 

Lisboa,  22  de  novembro  de  1G60.  841 

Co.\srr,TA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  do  provimento  do  posto  de  Capitão  da 
Fortaleza  de  S.  João  da  Barra  do  Rio  de  Janeiro,  que  vagara  por  falleciniento 
de  António  Curvello  e  a  que  eram  concurrentes  Affotiso  Gonçalves  Mattnso, 
João  de  Abreu  e  Jaeinto  Xogiieira  Pinto. 

Lisboa,  22  de  novembro  de  16G0.  842 

Coxsui.TA  do  Consellio  Ultramarino  solire  a  i)retensão  de  João  da  Fonseca  á  pro- 
priedade do  officio  de  Escrivão  das  execuções  e  ouvidoria  do  Rio  de  Janeiro. 
Lisboa,  11  de  janeiro  de  16r>].  .  843 

Consulta   do   Conselho   Ultramarino   acerca   do   requerimento  de   Francisco   Telles 

Barreto,  em  que  pedia  a  i)ro])riedade  do  officio  de  Juiz  dos  Órfãos  da  Capitania 

do  Rio  de  Janeiro,  que  vagara  i)or  falleciniento  de  seu  i)ae  Diogo  Lobo  Telles. 

Lisboa,  21  de  janeiro  de  l(í61.  844 

Co.Nsii.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  provimento  do  posto  de  Capitão  de  uma 
das  companhias  de  Infantaria  do  Rio  de  Janeiro,  a  que  eram  pretendentes 
Miguel  Fernandes.  Manuel  d'Aguila  y  Elgueta,  Luiz  Machado  Homem,  Do- 
mingos Baracho.  Andrr  Cardoso  Pinto  e  Manuel  Corrêa  Vasqueanes. 

Lisboa,  24  de  janeiro  do  1W\.  845 

Coxsii.TA  do  Conselho  Ultramarino  favorável  ao  deferimento  da  petição  de  Pedro 

Rodrigues  Torres,  em  que  solicitava,  por  seis  annos,  o  officio  de  Almoxarife 

do  Rio  de  Janeiro,  que  vagara  por  falleciniento  de  Manuel  Ferreira  do  Vallc. 

Lisboa,  16  de  fevereiro  de  16(íl.  84G 

CoM.MT^.NirAç.vo   do  Conselho  Ultramarino,   sobre  a  prisão  do  Governador  do  Rio 
de  Janeiro  Thomr  Corrêa  de  Alvarenga  e  a  sua  chegada  ao  Reino. 
Lisboa,  7  de  abril  de  1661. 

"Por  cartas  dos  offiiiacs  da  ('amara  da  ("apitaiiia  <lo  Rio  de  Janeiro  (que  liontcm  se 
reccherão  neste  Consellio)  c-  do  (únieniadnr  ekilo  por  ellcs,  e  por  lodo  aqiielle  pouo,  que  fica 
gouernando  (em  razão  do  caso,  do  que  por  outra  consulta,  que  vay  em  companhia  desta,  .se  da 
conta   a  V.   M.)    se   soube  que  os   mesmos   officiacs  da  Camará,   preseiKe,  c   amotinado   todo  o 


02 


pouo,  e  a  seu  requerimento,  fiiicrúo  einluircar,  prezo,  em  ferros,  a  Thoiita::  Corri-a  de  Alua- 
renga,  que  estaua  seruindo  de  Gouernador  da  mesma  Capitania,  em  auzencia  e  por  com- 
imlssão  de  Saliiador  Corrca  de  Sá  c  Beiiauides;  e  o  entregarão  ao  Mestre  Manuel  Pires  Rolão, 
que  antehontem  chegou  a  este  porto;  e  sendo  cliamado  ao  Conrelho,  e  pedindo-lhe  razão  c 
conta  do  dito  prtzo,  disse  que  hauendo  sabido,  junto  a  Beleni,  em  terra,  a  tratar  dos  des- 
pachos do  seu  nauio,  fora  a  elle  em  huma  fragata  Luic  da  Silua  Telles,  e  leuara  o  dito  prezo 
para  caza  de  D.  Calherina  de  ]'elasco,  molhei  de  Sahiador  Corrêa  e  que  na  mesma  caz.i 
L'ltramar,  e  o  prezo,  por  vir  do  Rio  de  Janeiro  fe  deuia  trazer  a  elle  ou  leuar-se  á  Cadéa  do 
r^^nioeiro  ou  scguir-se  em  sua  soltura,  ou  dissimulação  de  prizão,  á  ordem  que  V.  M.  fosse 
seruido  dar;  e  neste  cazo,  conuirá  proceder-se  de  modo,  que  não  fique  cxempto  delle,  e  qr.e 
o  prezo  esteja  com  seguridade,  até  V.  M.,  inteirado  de  suas  culpas,  ou  descargas,  o  mandar 
casligar  ou  aliuiar.  Julgou  o  Conselho  por  conueniente  recorrer  a  V.  M.  e  dar-lhe  conia 
de     tudo " 

847 

Carta  dos  officiaes  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro,  diiigida  ao  Rei,  sobre  os  motins 
populares  provocados  no  Rio  de  Janeiro  e  a  benéfica  intervenção  do  Ceneral 
da  Armada  Manuel  Freire  dr  Andrada  e  do  Governador  Salvador  Corrêa  de  Bá 
e  Benevides,  que  conseguiu  dominal-os. 

Rio  de  Janeiro,  26  de  abril  de  ItíHl.  i"  e  2'  vi<is.  848—84'.) 

Carta  do  Provedor-mór  da  Fazenda  do  Eslado  do  Brasil  I.ourenço  de  Brito  Corrêa, 
acerca  dos  motins  do  Rio  de  Janeiro  o  das  £-,raves  consequências  que  poderiam 
originar. 

Bahia,  2?,  de  abril  de  Hldl. 

"Km  janeiro  deste  nnno  veio  a  esta  Bailia  a  noua  dos  amotinados  do  Rio  de  Janeiro,  c 
em  feuereiro  aportou  aqui  a  frota  de  Lisboa,  cujo  (ieneral  e  Almirante  (Manuel  Freire  de 
Andrada),  com  mais  4  nauios  do  comboio  partirão  para  o  dito  Kio,  em  os  quaes  i-e  dcviera 
mandar  alguns  officiaes  mayores,  capitães  e  soldados,  pêra  aquietar  aquelles  moradores  e 
guard;ir  a  praça  de  V.  M.  e  pôr  em  pratica  e  conselho  o  que  neste  cazo  se  deuia  fazer  em 
seruiço  de  V.  M.  que  he  o  de  que  se  não  tratou  athe  agora,  sabendose  que  os  amotinados 
cada  vez  mais  se  fazem'  insolentes  e  ])ublicam  que  sendo-lhes  necessário  pêra  sua  conseruação 
fazerem-se  mouros,  o  hão  de  fazer,  e  também  se  entende  que  por  mar  e  por  terra,  querem  aui- 
zar  a  Buenos  Ayres  c  ao  Kio  da  Prata  donde  asiste  hum  mestre  de  campo  de  Flandres  com 
600  Infantes  <le  presid'o,  e  tan^bem  sabemos  que  dando  dali  rebate  ás  suas  cidades  que  tem 
em  o  certão  foi  socorrido  com  4000  homens  em  os  nauios  olandezes,  e  de  Scuilha,  que 
sempre  continuam  aquelle  porto,  e  pellos  mais  exemplos  de  Catalunia  se  podem  temer  senic- 
Ibantes  dczordens  cm  gentes  de  poucas  olirignções,  niouidos  de  dezesi)eração,  011  do  temor,  do 
que  tudo  me  parecco  dar  conta  a   \'.    M." 

850 

CoNsi  i.TA  do  Conselho  Ultramaiino  acerca  das  informações  que  enviara  o  Cover- 
nador  do  Estado  do  Brasil  Francisco  Barreto  sobre  os  tumultos  do  Rio  de 
Janeiro. 

Lisboa,  16  de  maio  de  1661. 

"Fraiuisco  fíarreto,  Couernador  do  Estado  do  Brazil  escreue  a  V.  M.  em  carta  de 
22  de  feuereiro  passado,  que  a  Camará  da  Cidade  de  São  Sebastião  do  Kio  de  Janeiro,  e 
Agosliiilio  Barbalho  Bezerra  (que  o  pouo  liauia  eleito  por  seu  (iouernador)  derão  conta  .1 
N'.  M.  na  Relação  do  dito  Kstado,  de  huni  tumulto,  que  aly  fizerão  os  moradores,  unidos  com 
os  soldados,  de  que  rezultou  prenderem  Thomé  Corrêa  de  Alvarenga  (que  Sahiador  Corrêa  de 
Saa  e  Benaiiides  hauia  deixado  no  gouerno  daquella  Capitania  quando  foy  para  a  de 
.São  Vicente,  aonde  estaua),  Martim  Corrêa  lasques.  Sargento  niór  do  I'rezidio,  e  Pedro 
de  Sousa  Pereira,  Prouidor  da  Fazenda  de  V.  M.,  negando  totaln:«?nte  obediência  a  Sahiador 
Corrêa  de  Saa,  e  dandoa  a  Ai/osliiiho  Barhaltio,  a  quem  (contra  todas  as  repugnanci.is  (pie 
fez),  eonslraiigerão  a  aeeil.ii    .KiKella   snl.stiluição,  eiii<|nanlo  .niizauam   a   V.    M 


03 


Que  passando  por  aly  o  General  da  frola  Manuel  Freire  de  Andrada,  com  desejos  de 
obrar  em  seniiço  de  V.  M.  o  qtic  conuicsse  ao  socego  das  alterações  daqtiella  Capitania,  c 
perguntando  a  elle  Francisco  Barreto  o  que  devu"a  fazer,  mostrou  as  cartas  que  escreueo  á 
Camará  c  a  Agostinho  liarhaUio,  e  ajustando  se  a  «-lias,  IIic  disse,  que  procurasse  pelos  meios 
que  llie  parecessem  mais  suaues,  ver  se  podia  reduzir  os  moradores  a  que  obedecessem  a 
Saluador  Corrêa  e  a  elle  que  esquecesse  aquclla  offensa;  mas  que  quando  se  não  lograsse 
este  intento,  e  Saluador  Corrêa  o  persuadisse  a  o  ajudar  com  as  armas,  para  se  restituir  ao 
goucrno,  elle  o  não  fizesse,  por  ser  niayor  o  inconueniente,  que  se  seguiria  da  ruina  de  todo 
hum  pouo  obstinado,  do  que  da  suspensão  do  gouerno  ue  Saluador  Lorrêa,  principalmente, 
quando    elle    Francisco    Barreto    ficaua    auizando    a    V.    M.    se    deuia    seruir    mandar    acodir 

áquella  praça  coní  a  breuidade  que  o  perigo  do  seu  estado  pedi.i •• 

851 

Caim  AS  (2)  do  Governador  do  Kstado  do  Brasil  Francisco  Barreto,  paia  os  officiaeá 
da  Camará  do  Rio  de  Janeiro  e  o  Governador  eleito  Agostinho  Barhnllio 
Bezerra,  acerca  dos  referidos  tumultos. 

Bahia,  25  de  janeiro  de  1661.  Copias.  (Annvxaa  ao  n.  851).  852 — 85:í 

CoNsri.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  nomeação  do  Governador  da  Capitania 
do  Rio  de  .Janeiro,  em  (pie  se  indicam  os  nomes  dos  indivíduos  piopostos  por 
cada  um  dos  vogaes,  com  as  informações  respectivas. 

Lisboa,  17  de  maio  de  1661. 

A'  margem  encontra-se  o  seguinte  dcsimcho:  '•xXomeo  a  Pedro  de  Mello, 
de  (luem  confio  me  seruirá  como  sempre  fez  e  comi)orá  as  couzas  daquelia 
praça  como  delle  se  espera.  T.isboa,  22  de  maio  de  1661."  851 


Di:(  i;i:io  jjcIo  qual  se  ordenou  que  o  Conselho  ntiamarino  propuzesse  os  nomes  dos 

indivíduos  que  julgasse  aptos  itara  o  Governo  da  Capitania  do  Rio  de  .Taneiro. 

1-isboa,  21  de  abril  de  1661.  855 

CoNsrr.TAS  (3)  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  de  Salvador  Corrêa 
de  Sá  e  Benavides  e  de  Tliomé  Corrêa  de  Alvareriga,  em  que  pediam  o  levan- 
tamento do  sequestro  que  lhes  fora  feito  no  Rio  de  .Janeiro  em  suas  fazendas, 
depois  das  desordens  que  houve  contia  elles. 

Lisboa,  27  de  maio  e  28  de  junho  de  1661.  856—858 

I)K('i:i;io  pelo  qual  se  mandou  abonar  a  i^alvador  Corrêa  de  Sá,  do  dinheiro  que  lho 
fora  sequestrado  no  Rio  de  .Janeiro,  a  importância  necessária  para  concluir 
a  onstrucção  dos  galeões  a  (pie  se  obrigara  por  contracto. 

Lisboa,  21  de  junho  de  1661.  (Annexo  ao  n.  858).  85!) 

Co.Nsri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  necessidade  de  soocorrer  o  Rio  de  Ja- 
neiro com  pólvora,  munições  e  alguma  infantaria,  (pie  o  novo  Governador 
Peiro  de  Mello  deveria  levar,  quando  partisse. 

Lisboa,   3   de  junho   de  1661.  860 

CoNsn.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  tropa  que  o  Governador  Pedro  de  Mello 
pretendia  recrutar  na  Ilha  da  Madeira  para  levar  em  sua  coiiipaiiliia  para  o 
Rfo  de  Janeiro. 

Lisboa,  11  de  agosto  de  1661. 

Tem  xinnexa  a  renitcctiva  i^eti^no.  *»"'     ""^ 


!)A 


Co.Nsii.iA  do  Conselho  ritraiiiarino  acerca  do  Icvanlaniciito  do  povo  do  liio  de  Ja- 
iioiro  e  da  devassa  a  que  se  deveria  jnocoder. 

]>isl)oa,  7  de  outubro  de  1661.  863 

CoNsri  IA  do  Conselho  ('Itranisrino,  sobre  as  difticuldades  que  havia  para  o  tran- 
Fl)orte  do  Governador  do  Rio  do  Janeiro  Pedro  de  Mello  e  da  Infantaria  que 
este  pretendia  levar. 

Lisboa,  ;'.  de  novenibio  de  l(i(>l.  864 

Co\si-i.TA  do  Conselho  Ultramarino,  á(  érea  da  devassa  sobre  a  sublevação  do  povo 
do  Rio  de  Janeiro  contra  o  Governador  e  Provedor  da  Fazenda. 
Lisboa,  14  de  novembro  de  1661. 

Tem   annexo   um    despuclio   do   Conselho,    relativo   ao    mesmo   assumpto. 

865—866 

Co.Nsn.T.v  do  Conselho  Ultraniai'ino,  favorável  ao  requerimento  de  Gasj)ar  de  Car- 
vaVio  Soares,  em  que  este  ])edia  licença  para  renunciar  em  um  dos  seus  filhos 
o  officio  de  Tabellião  do  publi(  o,  judicial  e  notas  do  Rio  de  Janeiro,  de  que  era 
])roprietario. 

Lisboa,  22  de  dezembro  de  If.Gl.  867 

CoNSiLTA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  ingerência  que  o  Tribunal  do  Des- 
embargo do  Paço  pretendia  ter  cm  assumptos  ultramarinos,  que  não  eram 
da  sua  comi)etencia. 

Lisboa,  26  de  abril  de  IGGl. 

"Pelo  Keginiciitn  (k-siu  Con;ellio  í-e  lhe  eiicitrrega  o  conlieciíiifiito  ilc  Iodas  as  iiKittrias 
e  negocies  das  Conquistas  ultramarinas,  de  íiuiné,  Jirazil  e  índia,  de  cjualouer  qualidade  quc 
sejão,  com  derogação  dos  mais  regimentos,  leis  ou  prouizões,  ou  posse,  em  que  os  outros 
("onselhos  ou  tril)unaes  estiucKsem,  antes  da  crcaçãfl  dclle;  e  assy  s-e  foi  obseruando  sempre 
enitanto  que  sabendo  V.  At.  que  pelo  Dezembargo  do  Paço  se  tomaua  conlieciniento  de  algum 
negocio   do  Ultramar,   lho   mandaua   advertir,   como   se   fez   por  uezcs. 

Andando  o  teniijo,  e  tendo  S.  M.  que  est.á  em  gloria,  por  mais  seruiço  seu,  que  a 
nomeação  dos  julgadores  que  se  enuião  ás  Conquistas,  dcuia  correr  pelo  Dezembargo  do  Paço, 
o  mandou  assy  declarar,  e  este  Conselho  se  absteve  de  todo,  de  fazer  o  que  dantes  lhe  tocaua, 
pelo  mesmo  Reginjento;  e  pretendendo  o  Dezembargo  do  Paço  ampliar  este  fauor,  intentou  que 
por  cllé  se  dessem  os  liegimentos  e  ordens  que  hauião  de  leuar  os  sindicantes  dos  gouerna- 
dores,  e  nomear  officiaes  que  os  acompanhem,  sendo  que  por  não  serem  officiaes  letrados  se 
não  podia  intender  na  resolução  de  S.  M.  em  8  de  agosto  de  656  a  consulta  de  que  a  V.  M.  se 
enuia  copia;  e  da  rezolução  á  margem  delia  se  deixa  uer,  que  a  mente  de  S.  M.  foi  dar  ao  Des- 
embargo  do   Paço   somente   a   nomeação   de   mini.stros   de   letras,    c    que    Indo    o    mais    corresse 

por   este   Conselho,   como   de   antes   fazia " 

S68 

Caiíta  dos  officiaes  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro,  diriçida  ao  Rei,  em  que  relatam 
minuciosamente  o  levantamento  armado  do  povo  daquolla  cidade  e  os  luctos 
que  o  provocaiam. 

Rio  de  Janeiro,  ?A  de  dezembro  de  1660.  (Annera  ao  n.  868). 

"A  multiplicação  de  queixas,  a  qucn)  scni|)rc  a  tirania  Í!npe<lio  a  checada  aos  reacs 
pés  de  V.  M.,  os  repetidos  clamores  deste  Pouo  a  quem  a  \iiolencia  não  pcrmitio  fos.sem 
nnuidos,  a  apertada  urgência  das  oprcções  que  padecia,  a  (|uem  o  poder  tirou  a  lib"rdadc 
de  sua  noticia,  c  finalmente  a  in.v)ossibili(iadc  dos  meios  ordinários,  e  recurso  commum  dos 
]'oiios  a  seu  Hei  c  senhor  natural,  já  jier  carias,  já  per  procuradores  com  que  o  dcsla  Cidade 
recorrei»   os   annos   passados   a    \'.    M.,    a    (piem    d:niiiu>/as    intilligencias    nessa    Cõrlc    negarão 


05 


o  acciísn,  (•  ne^l.i  titr.i  .i  insulcncia  linni  ;i  nid.i.  lUrão  (k;izí;iii  .i  Inim  iiiuiiiniciitii  |>o|>nl;ir,  c 
altii;u;;"i(j  universal  (.-oiii  ([uc  iiciiiK)  se  atalliailo  nus  meios  do  remédio,  so  iialeo  das  ila  de  - 
esperação;  sacudindo  o  pesado  jugo  do  gouerno  (ou  para  n:elli<>r  dizer  da  scruidão)  cm  que 
o  tinha  o  de  ministros  tam  ligados  no  sangue  como  parecidos  na  tirania,  tam  ehegad'js  nu 
parentesco  como  unidos  na  uiolencia  com  que  goucrnauão  Saluador  Corrêa  de  Sua,  seu 
primo  Thomc  Carrcu  d' .■ili-arci\(ia.  e  seu  cunhado  o  prouedor  da  fazenda  Pctiru  ilc  Soiisit 
Pficint    

\'cn(lu  ^e  assi  o  dito  Touo  sem  goneruador  nem  cabega,  tratou  logo  de  eleger  gouernador, 
como  com  effeito  aclamarão  por  seu  gouernailr  ao  Capitão  Agostinho  Barhalho  licscrra  por 
nclle  concorrer  a  qualiilade  de  fidalgo  da  Ca/a  de  \'.  M.  e  eoinenda<lor  da  Comenda  de 
S.  T'edro,  fins  da  ( Irdeni  de  Cliristo.  filho  alfim  de  I.uis  fíurbalhu  Bezerra,  hum  dos  3  go;icr- 
nadores  que  teuc  a  calieça  deste  estado,  Couernador  que  foi  taníbcm  desta  proça,  e  junlamentc 
prudência,  limpeza,  e  inteireza  cum  que  lie  digno  de  outros  maiores  cargos,  e  logo  foi  o 
dito  Pouo  em  busca  do  dito  Agostinho  Uarbalho  Bezerra  a  sua  caza  para  o  trazerem  a  este 
Senado  da  Camará,  e  por  não  o  acharem  nclla  e  lerem  noticia  que  estaua  no  conuento  de 
S.  Francisco  desta  cidade  o  foi  la  I)\]scar,  e  por  mais  escuzas  que  deu,  inconuenientes  que 
reprezentou,  uiolenía  e  forçozamentc  o  trouxerão  em  sua  companhia  110  Senado  da  (amara 
onde  lhe  propuzerão  a  ckicão  que  este  Pouo  auia  feito  de  sua  pessoa  i)ara  o  gouernar  athe 
V.  M.  mandar  o  contrario,  e  excuzando-se  outra  vez  o  dito  Agostinho  Barhalho  huma  e 
muitas  uezes  reprtz»  nton  ao  dito  Pouo  os  inconuenientes  que  auia  para  aceitar  o  dito  cargo, 
fcni  embargo  do  (pi''  1  hlo  Vuwn  o  obrigou  cnni  au.'?aças  de  perder  a  uida  se  o  não  aceitasse, 
obrigado  do  que  c  dei  ai.vo  dos  jirolcstos  ([ue  fez  aceitou  o  gouerno  e  a  omenagem  da  mão  d" 
dito  Pouo  em  nome  de  \".  M.  de  ijue  tudo  por  extenso  enuiamos  a  \'.  M.  os  autos  pulilico- 
que    se    obrarão 

Prezos  os  sobreditos  se  tornou  a  alterar  o  dito  Pouo  cm  8  deste  prczente  mez  de  de- 
zembro com  muito  maior  concurso  de  gente,  e  armas  requerendo  neste  Senado  que  fossem  em- 
barcados c  rensetidos  a  \'.  M.  os  ditos  prezos  com  suas  culpas  para  que  V.  M.  nelles  fizesse 
a  justiça,  e  que  não  se  auião  de  acjuietar,  nem  socegar  sem  uerem  os  ditos  fora  desta  cidade 
porquanto  tinhão  por  noticia  procurauão  por  seus  amigos  e  parentes  fugirem  das  prizões. 
e  leuantarem-se  contra  o  gouerno  forjando-se  a  dita  conjuração  no  Conuento  do  Patriarcha 
Sam  Bento  desta  c:<ladr  luidi  o  dito  [irouedor  tem  hum  filho  religiozo,,  a  qual  foi  descoberta 
por  auizos  c  cartas  (inr  de  noite  t  lam,'arâo  ás  p(;rlas  dos  procuradores  do  Pouo,  e  com 
effeito  lhe  forão  aclunlas  armas  que  entregarão  como  oiilrosi  consta  do  auto  que  da  dita 
conjuração  se  fez  e  remetemos  a  V.  M.  e  finalmente  que  não  conuinha  que  nenhum  da  <lita 
geração  ficasse  nesta  terra,  porque  com  elles  nunca  aueria  segurança  na  paz  que  tanto 
dezejauão,  e  sem  admitir  o  dito  Pouo  rezão  alguma  rezolueo  a  embarcar  aos  ditos  prezos, 
con.v)  já  com  effeito  embarcou  ao  Prouedor  Pedro  de  Sousa  Pereira,  com  toda  sua  família 
no  pataxo  A"^.  S.  do  Po/^ulo  e  Livramcnio,  mestre  Manuel  Gonçalucs  Ferreira,  que  deste  porto 
partio  em  18  do  mes  passado  de  dezembro  com  carta  em  hum  prego  para  V.  M.,  que  era  a 
])rimcira    uia,   e   nesta    charrua   São   Josr/^h.   mestre   Manuel  Pires  Rotião   que   uae   para   a    Ilha 

da  Madeira  embarcoit  o  mesmo  INiuo  a  lluinic  Corrêa  d' Alvarenga,  com  a  segunda  uia " 

869 

Co.Nsiii.TA  do  Consellio  UlUainariíio  sobre  o  letiiieriniento  do  Capitão  Doniiiifios  ihi 
Gama  Pcicixt.  0111  y\\w  iiede  licdica  paia  lemiiuiar  o  oftiiio  de  tabellião  do 
Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  20  de  aliril  de   lt!t:2.  870 

CoNsin.T.v  do  Con^elbo  rilrainaiino,  aolire  a  (lueixa  que  Mathins  Gonçalves,  residente 
no  Rio  de  Janeiío,  apresentaia  contra  o  iJovernador  Salvador  Corrêa  de  Sá, 
em  qii'3  o  acdisa  de  o  ter  meUido  nnnva  i)iisão,  sem  motivo,  e  de  lhe  exigir 
depois  .",.000  eruzados  pela  sua  liberdade. 

Lisboa,  24  de  maio  de   1<;()2.  871 

Co\sui,T.\  do  Conselho  Ultianiarino  acerca  da  sua  c.\<  lusiva  comi)eteniia  para  a 
nomeação  dos  tunccionarios  tiue  deveriam  acompanliar  o  Juiz  sindiíanle  (|ue 
fora  incumbido  de  ir  tiiar  devassas  no  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  16  de  junho  de  1662.  ^''- 


96 


Co>sn/rA  (lo  Consellio  Ultianiaiiiio  acerca  do  levantamento  ilo  povo  do  Rio  de 
Janeiro  e  da  devassa  a  que  se  deveria  proceder. 

Lisboa,  7  de  outubro  de  1661.  Copia.  (Annexa  ao  n.  ô72).  873 

t\vi:i A  legia  pela  qual  se  pretendeu  evitar  os  frequentes  conflictos  de  jurisdicgão 
entre  os  tribunaes  e  entre  os  pro])rios  magistrados. 

íií.  L  16  de  dezembro  de  1635.  Coina.  (Atme.ra  ao  n.  812).  874 

CoNsii.TA  do  Conselho  Ultramarino,  relativa  á  nomeação  do  licenciado  Miyiicl 
ArhioH  (hl  Fonseca  para  proceder  á  devassa  sobre  a  sublevação  popular  do 
Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  S  de  julho  de  1662.  875 

iMoitMAçÃo  do  Conselho  da  Fazenda  áceica  dos  documentos  relerontcs  á  mesma 
sublevação. 

Lisboa,  14  de  n)aio  de  1661.  (Annexa  ao  n.  875).  876 

Ki:i.ArÃo  das   dividas   contiahidas   na  cidade   do   Rio   de  Janeiro    i)elo   (.íovernador 

Salvador  Conca  de  Há,  Thomc  Corrêa  d' Alvarenga  e  Pedro  de  Sousa  Pereira. 

Certidão.  (Annexa  ao  n.  875).  877 

Auto  (pie  mandou  fazer  o  Juiz  Ordinário  Diogo  Lobo  Pereira  a  reípierimento  dos 
proíuradores  do  Povo  da  cidade  do  Rio  de  Janeiro,  sobre  a  conjuração  que  se 
descobrira  estar  prei)arada  no  Convento  de  S.  Bento. 

Rio  de  Janeiro,  9  de  dezembro  de  1660.  (Annexo  ao  n.  875).  878 

Alhos  (lue  se  processarão  sobre  a  expulsão  que  fez  o  Povo  do  Rio  de  Janeiro  do 
governo  a  Salvador  Corrêa  de  Sá,  Thomc  Corrêa  d' Alvarenga  e  nova  eleição 
do  Governador  Agostinho  Barbalho  Bezerra,  prisão  dos  ditos,  e  do  provedor 
da  Fazenda  Real  Pedro  de  Sonsa  Pereira. 

Rio  de  Janeiro,  30  dias  de  outubro  de  1660.  (Annexos  ao  n.  875).        879 

C.U'iTULOs  contra  o  Provedor  da  Fazenda  Real  Pedro  de  Sousa  Pereira,  para  por  elles 
se  perguntarem  as  testemunhas  da  devassa,  requerida  pelo  Povo  do  Rio  de 
Janeiro. 

(Atinexos  ao  n.  875).  880 

Co.Nsui-TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  provimento  do  posto  de  Capitão  da 
Fortaleza  de  Santa  Cruz  da  Barra  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  se  encontram 
relatados  todos  os  serviços  dos  concorrentes  Ruy  Yaz  Pinto  de  Sá,  António 
Mouro  da  Silva,  Manuel  d'Almeida  Falcão,  Francisco  Marinho  d'Fça,  Jorge 
Pereira,  Martim  Corrêa  Vasqueanes,  Estevão  d'Aguiar  da  Costa.  Jacinto 
Nogueira  Pinto  e  Francisco  de  Meira  Peixoto  e  as  propostas  graduadas  dos 
diversos  membros  do  Conselho. 

Lisboa,  9  de  outubro  de  1661.  881 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  penhora  que  se  mandara  fazer  em  mais 
de  100.000  cruzados  (pie  dois  Padres  Biscainhos  haviam  dado  a  p.uardar  nos 
Religiosos  da  ('ompaiiliia  do  Rio  dc'  Jaiunro,  ])aia  soioni  enviados  jiara  a 
Bis(  aia. 

Lisboa,  23  de  novembro  de  1662.  882 


99i 


Cakta  tio  Governador  Pedro  de  Mello  em  que  participa  ter  encontrado  arrematados 
os  contratos  do  subsidio  (los  vinhos  e  dos  dízimos  e  que  os  contratadores 
haviam  imposto  a  condição  de  cada  um  d'elles  poder  mandar,  todos  os  annos, 
uma  embarcação  fora  da  frota. 

Rio  de  Janeiro,  2S  de  novembro  de  1662.  88o 

llíXiiiKKiMic.NTOs  (2)  dc  Estevão  Tourinho  Pacheco,  nos  quaes  pede  meia  legoa  de 
terra,  o  habito  de  Christo,  o  officio  de  guarda  de  navios  e  o  posto  de  alferes 
da  Fortaleza  de  Santa  Ciuz,  ei.i  roconipensa  dos  serviços  que  prestara  na 
Capitania  do  Rio  de  Janeiro.  884 — 885 

Sionti:n('a  eivei  de  justificação  proferida  a  requerimento  de  Estevão  Tourinho 
Pacheco. 

(Annexa  ao  11,  884).  886 

AiAAiíÁ  de  folha  corrida  de  Estevão  Tourinho  Pacheco,  natural  do  Rio  de  Janeiro, 
filho  de  Francisco  Borges  Pacheco. 

Lisboa,  27  de  julho  de  1661.  (Annexo  ao  n.  884).  887 

RixjiiKitiMKXTO  de  Estevão  Tourinho  Pacheco,  no  qual  pede  certidões  dos  seguintes 
documentos. 

(Annexo  ao  n.  884).  888 

Atji:stai>o  do  Capitão-mói-  e  Governador  Martini  de  Sá,  sobre  os  serviços  prestados 
por  Estevão  Tourinho  Pacheco. 

Rio  de  Janeiro,  22  de  janeiro  de  1630.  Certidão.  (Annexo  ao  n.  885).        889 

l'i!()visÃo  pela  qual  o  Governador  Martim  de  Sá  nomeou  Estevão  Tourinho  Pacheco 

tenente  do  Baluarte  de  Nossa  Senhora  da  Guia  da  Fortaleza  de  Santa  Cruz. 

Rio  de  Janeiro,  1  de  setembro  de  1629.  Certidão.  (Anne.ra  ao  n.  884).      890 

AiTicsTADOs  (3)  do  Capitão  da  Fortaleza  de  Santa  Cruz  Gonçalo  Corrêa  de  Sá,  do 
Coronel  João  Barbosa  Calheiros  e  do  Governador  Duarte  Corrêa  Vasqueanes, 
sobre  os  serviços  prestados  por  Estevão  Tourinho  Pacheco. 

Y.  d.  (Annexos  ao  n.  884).  891—893 

PiíOvisÃo  pela  qual  o  Conde  de  Miranda,  Presidente  da  Fazenda  Real  e  Governador 
da  Relação  e  Casa  do  Porto,  nomeou  Estevão  Tourinho  Pacheco  Almoxarife 
da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  por  seis  mezes. 

Lisboa,  8  de  janeiro  de  1636.  Certidão.  (Annexa  ao  n.  884).  804 

Attkstados  (5»  dos  Governadores  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro  Rodrigo  de  Mi- 
randa Henriques,  Duarte  Corrêa  Vasqueanes,  Salvador  Corrêa  de  Sá  e  Be- 
nevides e  dos  Sargentos-mói-es  e  Governadores  da  Gente  de  guerra  D.  António 
Ortiz  de  Mendonça  e  Simão  Dias  Salgado,  sobre  os  serviços  de  Estevão 
Tourinho  Pacheco. 

Y.  d.   (Annexos  ao  n.  884).  S9.j— 89'J 

Pi{Ovis.\o  ]iela  (|ual  Luiz  Pires  da  Veiga.  Inquisidor  Apostólico  dos  Reinos  de  Angola-, 
(\)ngo  c  Estudo  do  Brasil,  croini  110  Rio  de  Janeiro  o  offi.io  de  Thesoun-lro  do 


98 


Pisco   e   n"elle   i)roveu   Jvão   Goitçalres   (VAzcvedo,  Alferes   da  Fortaleza  de 
Santa  Cruz,  da  Bana  da  mesma  cidade. 

Rio  de  Janeiro,  19  de  agosto  de  1G27.  Certidão.  (Annexa  ao  n.  884).      900 

Ai.vAKÁ  régio  pelo  (jual  se  tez  men  ê  a  ■João  Gonçalves  ã'Azevedo,  filho  de  Affoiíso 
Gonçalves  (VAzevcão.  natural  de  Ponte  de  Lima,  do  foro  de  escudeiro  fidalgo  e 
de  cavalleiro  fidalgo  da  Casa  Real,  com  900  rs.  de  moradia  'e  um  alqueire 
de  cevada  por  dia. 

Lisboa,  1*1   de  março  de  IGIT.  Certidão.  (Anne.ro  ao  n.  884).  901 

CkktiiiÃo  da  matricula  de  João  Gonçalves  ã'Azereúo,  no  registo  dos  moradores  da 
Casa  Real. 

(Annexa  ao  n.  884).  902 

]\Ii;.MOKiAL  em  que  João  Gonçalves  d'Azevedo  pede  que  seu  genro  Estevão  Tourinho 
Pacheco  seja  provido  na  propriedade  do  officio  de  guarda  dos  navios  do  porto 
do  Rio  de  Janeiro,  que  já  estava  exercendo  interinamente. 

Rio  de  Janeiro,  10  de  março  de  1645.  (Anne.ro  ao  n.  884).  903 

Rk<íi  lifiMiiNio  de  Estevão  Tourinho  Pacheco,  no  qual  pede  a  certidão  da  seguinte 
carta  de  sesmaria. 

(Anne.ro  ao  n.  884).  904 

C.\i!TA  i)ela  qual  se  concedeu  e  deu  de  sesmaria  a  Martini  Affonso  de  Sousa  uma 
legoa  de  terra  ao  longo  da  Costa  e  duas  pelo  sertão. 

Rio  de  Janeiro,  16  de  março  de  1-568.  Certidão.  (Anne.ra  ao  n.  884).        90.!. 

Al  10  da  inquirição  de  testemunhas  a  que  procedeu  o  Ouvidor  geral  Pedio  de 
Mustre  Portugal  paia  justificação  judicial  do  casamento  de  Estevão  Tourinho 
Paeheco  com  Maria  de  Sou.sa  d' Azevedo  e  da  sua  successão  nos  serviços  de 
seu  sogro  João  Gonçalves  de  Azevedo. 

Rio  de  Janeiro,  6  de  julho  de  16.j7.  (Anne.ro  ao  n.  884).  906 

CnnjDÕr.s  (2)  dos  registos  das  mercês  comedidas  a  João  Gonçalves  d'Az€vedo  e  a 
Estevão  Tourinho  Pacheco. 

(Annexas  ao  n.  884).  907 — 908 

Co-NsiLiAs  Í2)  do  Conselho  1'ltraniaiino,  .solne  as  i)retensões  de  Estevão  Tourinho 
Pacheco,  a  que  se  referem  os  dois  antecedentes. 

Lisboa.  19  de  junho  e  19  de  setembro  de  1662.  909—910 

Rkc^l  Ki{i.\ii.\  IO  de  João  Rodrigues  Pestana  e  António  de  Andrade  Sottomaior,  mora- 
dores na  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  no  qual  pedem  o  |)agamento  dos  soldos, 
que  tinham  ficado  em  divida  ao  fallecido  Sargento-mór  Francisco  da  Cruz, 
de  quem  eram  testamenteiros. 

(1662).  911 

CoNHUJ.TA  do  C'onselho  da  Fazenda  soljie  a  |)etição  antecedente. 

Lisboa,  26  de  jauçiio  de  166:3.  (Annexa  ao  n.  911).  912 


í>0 


Cauta  tio  llalnto  da  Ordem  de  S.  Bento  dAvi/.  de  qnc  se  r.v.  meicé  ao  SargeiKo-iiiór 
da  Praça  do  Rio  de  Janeiro  Francisco  da  (',  nz. 

lAshoa,  15  de  julho  de  1654.  (Annexa  ao  n.  ítll).  913 

Ai.vAiiÁ  de  folliu  conida  do  Sargetito-niór  Fmririsco  da  Cruz. 

Rio  de  Janeiro,  <;  de  julho  de  Ifiõõ.  (Avncxo  ao  ».  ÍMl).  914 

Frs  i>'oMT<  10  (2)   do  Sargento-mór  Francisco  da  Cruz. 

Bahia,  20  de  março  de  ]<i49  e  Rio  de  Janeiro,  2  de  setembro  de  ICÕõ. 
(Anncxas  ao  n.  ÍHI».  <j^rj gig 

Cai!! A  patente  pela  qual  se  fez  mercê  a  Francisco  da  Cruz  de  o  nomear  Sargento-niór 
da  Praça  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  16  de  junho  de  16r,l.  (A)inc.ia  ao  n.  911).  917 

Attkstados  (6)  do  Governador  D.  I^uiz  de  Almeida,  do  Provedor  da  Fazenda  Pedro 
de  So\isa  Pereira,  dos  offieiaes  da  Camará  do  Rio  de  Janeiío,  dos  Cai)itãeK 
de  Infantaria,  dos  Capitães  das  Ordenanças  e  das  pessoas  nobres  da  mesma 
cidade,  sobre  os  serviços  do  Sargento-mór  Francisco  dn  Cruz. 

Y.  d.  (Annexos  ao  n.  911).  918 — 923 

Ui.soi.r(;.\o  regia  ix-la  (puil  se  fez  mercê  a  Afio-ttinh)  liarbalho  Itczara  da  doac-ã,.) 
da  Ilha  de  Santa  VaUiarina.  em  remuneiação  de  seus  serviços  e  dos  de  seu 
pae  Luiz  Barhalho  Bezerra. 

Lisboa,  9  de  outubro  de  1663. 

"Elrey  N.  Senhor.  .  .  lia  por  heiíi  de  llie  fazer  nurcc  <la  doaijão  d.i  Ilha  de  Saiict.l 
Catherina  que  está  da  parte  do  sid  em  j8  grãos,  cuja  carta  se  lhe  pas.-ará  na  fornia  das 
doações  de  Lopo  de  .Sotisa  e  com  as  mesmas  .■  clausulas  que  se  puzerão  ao  Condfl  tia 
Castanheira  e  a  Duarte  d' Albuquerque  e  assy  Uie  faz  mais  mercê  do  officio  de  Corrêo  mór 
de  mar  c  terra  do  Estado  do  Brazil,  d<:  humas  Capitanias  para  as  outras,  de  que  pela  parte 
a  que  tocar,  se  lhe  dará  o  rcsinu-nto  que  fór  conveniente,  e  do  cargo  de  Administrador  das 
minas,    (|ue   i)edio,    nãn    prejudicando    a   temiro. " 

924 

l)i;.si'A(no  i)elo  (lual  se  mandou  iias.sar  a  Afiostinho  Barhaiho  Bezerra  carta  de 
doação  da  Ilha  de  Santa  Catharina  e  do  officio  de  Correio-mói-  de  mar  c 
terra,  e  provifcão  do  (argo  de  Administiador  das  minas  que  ))ediu. 

Lisboa,  19  de  outubro  de  1663.  (Anne.ro  ao  n.  S!i4).  92.5 

CiArsti.AS  que  se  mandaram  pór  nas  doações  do  C<>i<h'  da  Castanlieira  e  de  Ihiarte 
de  Albuquerque,  que  ai)ontou  o  Procurador  da  Coroa  Thonic  Pinheiro  da 
Veiga. 

"Que  usará  em  tudo  o  dito  Capitão  e  Gouernador  e  o  seu  Ouuidor,  dos  Regimentos 
e   prouisõcs,  que  se  passarem   aos  íiouernadores   c   Ouuidorcs  goraes  do   Bra/.il. 

Que  posto  que  se  diga  na  dita  carta  de  doação  que  poderá  mandar  cada  anuo  a  este 
Rcyno  o  dito  Capitão  e  Gouernador  e  seus  successores  48  cscrauos  dos  que  resgatarem  e 
houuerem  nas  terras  do  Brazil,  para  delles  fazerem  o  que  lhe  bem  c-;tiuer:  Ihj  i.ão  conce<lc 
S.  M.  esta  condição  por  estar  prohibida  a  trazida  dos  ditos  escrauos  a  este  Reyno  por  huma 
prouisão   do   Sr.    Rey    D.    Sebastião,   que   sancta   gloria   haja,   feita   a    20   de   março   de    1570. 

Que  a  alçada,  que  por  esta  doação  se  concede  ao  dito  Capitão  e  tiouernador  em 
piáes,  chrislãos  liures,  até  morte  natural:  Jla  S.  .\I.  por  bem  que  haja  nella  appcUação  para 
a   mór   alçada,   em   toda   a   pessoa   de   qualquer   qualidade   que   seja. 


100 


Que  no  tocante  á  clausula,  que  diz,  que  na  dita  Capitania  não  entrará  Corregedor,  nem 
alçada,  nem  outras  algumas  justiças:  Ha  S.  M.  por  bem,  que  elle  e  seus  successores,  sem 
embargo  da  dita  clausula,  possão  mandar  corregedor  com  alçada  á  dita  Capitania,  quando 
lhes  parecer  necessário,  c  cimiprir  a  seu  serviço  c  á  Ima  Roucinança  d:i   mesma  (":ipitania .  .  .  " 

92G 

Coxsvi.TA  (lo  Conselho  Ultramarino  áterca  dos  Padres  da  Companhia  de  Jesus  se 
negarem  a  pagar  dizimos  e  outros  inii)ostos  das  muitas  fazendas  que  possuíam 
e  sobre  a  avultada  quantia  que  dois  religiosos  Biscainhos  tinham  deixado  em 
deposito  no  Rio  de  .Janeiro. 

Lisboa,   16   de  janeiro   de  1G63.  927—928 

Tem  annexa  a  respectiva  informação  do  Procurador  da  Coroa  Jorge  Pri- 
vado de  Faria,  datada  de  Lishoa,  17  de  agosto  de  1662. 

"...quanto  ao  primeiro  ponto  de  os  ditos  Religiosos  da  Companhia  se  quererem  izentar 
de  pagar  dizimos  he  de  aduertir  que  ainda  que  pela  Bulia  de  Gregório  13",  os  ditos  Religiosos 
tenhão  izenção  de  pagar  dizimos  e  esta  com  derogação,  todavia  esta  izcnção  não  se  extende 
aos  dizimos  deuidos  aos  Reys,  porquanto  os  dizimos  do  Brazil  forão  concedidos  aos  Senhores 
Reys  deste  Reyno  ou  á  ordem  de  N.  Sr.  Jesus  Christo,  de  que  o  dito  Senhor  hc  grande 
Mestre,  para  conquistarem  aquella  terra  do  Brazil  e  trazerem  ao  grcmio  da  Igreja 
Catholica   Romana  o   gentio   bárbaro   que  a   habitaua. 

E  que  sendo,  como  he,  certo  que  os  Senhores  Reys  deste  Reyno  estão  em  posse,  e  o 
estauão  antes  da  izenção,  de  que  os  Religiosos  da  Companhia  se  querem  valer,  de  cobrar  os 
dizimos  do  Estado  do  Brazil,  e  istn  com  titulo  dado  pelo  .Sancto  Padre,  fica  sendo  infallivel 
de  direito,  que  o  priuilegio,  dado  aos  ditos  Religiosos  pela  Bulia  de  Gregório  13°  não  se 
extende,  nem  deue  entender  nestes  dizimos  dados  á  Co^òa  e  Ordem  de  Christo,  e  por  estes 
fundamentos  e  outros  muitos  se  derão  muitas  sentenças  contra  os  mesnjos  Religiosos,  que- 
rendo-se  izentar  de  pagar  dizimos,  e  neste  Reyno  tiuerão  também  contra  sy  sentença  os 
mesmos  Religiosos,  querendo-se,  pela  mesma  Bulia,  izentar  de  pagar  dizimos  da  herdade, 
que  tem  no  termo  da  Villa  de  Moura,  na  freguezia  de  N.  S."  da  Estrella,  chamada  Vai 
íermoso,  e  isto  por  ser  a  terça  dos  dizimos  daquella  villa  da  Coroa  Real. 

E  no  segundo  ponto,  de  que  os  ditos  Religiosos,  achando-se  de  presente  com  a  excessiva 
opulência  de  bens,  que  as  cartas  affirmão,  lhe  parece,  que  pode,  e  ainda  que  em  consciência 
deue  V.  M.  tirar-lhes  os  i:5o8$ooo  rs.  que  de  sua  Real  Fazenda  se  pagão  aos  Religiosos  da 
Bahia  e  Maranhão  e  os  3.000  cruzados,  que  da  mesma  maneira  se  dão  aos  do  Rio  de  Janeiro: 
o  que  se  justifica,  porque  achando-se  os  ditos   Religiosos  de   presente   tão   ricos   tem   cessado 

a  causa  porque  esla  mercê  e  esmola  se  lhes  fazia " 

927—928 

Consultas  (2)  do  Coni-elho  Ultramarino  sobre  o  provimento  do  officio  de  Provedor 
da  Fazenda  do  Rio  de  .laneiío,  em  que  se  relatam  os  serviços  prestados  pelos 
diversos  concorrentes  Kimão  Falcão  í^ottomaior,  João  Floares  d'AflHirrc,  João 
Ribeiro  Corrêa.  í^chasfião  Jorge  Paes,  Diogo  Carneiro  da  Fo^itoura  e  João  Go- 
mes Catanho. 

Lisboa,  28  de  setembro  de  IGGl  e  25  de  janeiro  de  1663. 

A'  margem  da  2"  constilta  encontrã-se  o  seguinte  despacho:  "Nomeo  a 
Diogo  Carneiro  de  Fontoura.  Salvateria,  30  de  janeiro  de  1663."        929 — 930 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  acerca  do  requerimento  do  Provedor  da  Fazenda 
do  Rio  de  Janeiro  Diogo  Carneiro  de  Fontoura,  em  que  pedia  o  cargo  de  admi- 
nistrador das  Minas  de  Pernagay   (sic). 

Lisboa,  20  de  fevereiro  de  1663.  931 

Co.Nsiri.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  iirovimento  do  i)Osto  de  capitão  de 
duas  companhias  de  Infantaria  das  guarnições  militares  do  Rio  de  Janeiro 
e   Pernambuco,   cm  que   se   relatam   os   serviços   dos   pretendentes  fíalthazar 


(01 


Vieira  Veiga,  Antão  Lopes,  Thoiur  Lobato  de  Al>reu,,  Luiz  de  Housa,  António 
de  Barros  Rego,  Manuel  Soares  de  Albergaria  e  António  de  Faria  Tenório. 

Lisboa,  13  de  março  de  1663. 

Tem  (i  morgem  o  seguinte  desparJio:  "Para  a  companhia  do  Rio  de  Ja- 
iieiío  nomeo  Baltliazar  Vieira  Veiga  e  para  a  do  Pernambuco  a  Luiz  de  Sousa. 
Lisboa,  3  de  abril  de  1663."  932 

CoMAiiMCAcÃo  do  Consellio  Ultramarino,  em  que  lembra  a  conveniência  de  paiti- 
cipar  aos  (Jovornadores  das  Ilhas  de  Cabo  Verde,  Pernambuco,  Bahia,  Rio 
de  Janeiro  e  Angola  a  celebração  da  paz  com  a  Hollanda. 

Lisboa,  17  de  abril  de  1663.  933 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  do  requerimento  de  Diogo  Ferreira,  em 
que  este  pede  o  officio  de  meirinho  do  campo  do  Rio  de  .lanoiro,  oní  remu- 
neração dos  serviços  de  seu  tio  Pedro  Travassos,  de  quem  fora  herdeiro. 

Lisboa,  7  de  maio  de  1663.  934 

Rkqukui.mk.nto  do  Capitão  í''ilippe  Pereira  Velho,  em  que  pede  para  ser  provido  cm 
uma  das  companhias  da  praça  do  Rio  de  Janeiro,  em  recompensa  dos  serviços 
que,  com  risco  de  vida,  prestáia  nas  guerras  do  Brasil. 

(1663).  03.') 

(^oxsn.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  contribuição  para  o  dote  da  Rainha  da 
Grã  Bretanha  e  para  as  despezas  da  paz  com  a  Hollanda,  de  que  o  clero  e  as 
congregações  religiosas  não  deveriam  ser  isentos. 
Lisboa,  3  de  agosto  de  166;!. 

"Pedro  de  Mello,  Couernador  da  Capitaiii.a  do  Rio  de  Janeiro,  dá  conta  a  V.  iM.  nu 
carta  de  28  de  iioiiembro  do  anuo  passado  que  o  gouernador  do  Drazil  Franeiseo  Barreio,  lhe 
mandou  ordem  para  que  naquella  Capitania  se  contribuísse  com  o  que  llie  tocasse  para  o  dote 
da  Senhora  Raynha  da  Grã  Brelanlia  e  pás  de  Olanda,  e  que  na  repartição  que  se  fez  na 
Bahia  lhe  couberão  26.000  cruzados  cada  anno,  por  tempo  de  16.  Qiic  cile  gouernador  tinha 
este  negocio  por  muito  difficultozo  pela  impossibilidade  e  mizeria  em  que  se  achão  aqucUes 
moradores  e  inquietos  ânimos,  que  produz  aquelle  clima,  mas  que  comtudo  se  assentou  com 
beneplácito  de  lodos  que  se  dessem  cada  anno  13.000  arrobas  de  assucar  por  preço  de  800  rs. 
que  fazem  a  contia  dos  dittos  26.000  cruzados,  porque  dinheiro  nem  a  terra  o  tem,  nem  o 
que  hauia  nella  corre  neste  Reyno,  e  porque  não  sabe  como  se  hade  hauer  neste  negocio 
com  as  Keligiões  e  clero  nas  fazendas  quo  possuem,  pois  todos  he  rezão  que  contribuão  para 
tão  grande  suma;  recorrendo  elle  Pedro  de  Mello  ao  (iouernador  do  Brazil  lhe  respondera  que 
tinha  a  mesma  duuida  na  Bahia  c  recorrido  a  V.   M ' 

936 


CoNsiM.TA  do  Conselho  Ultramarino,  contraria  ã  pretensão  que  tinha  o  clero,  e  as 
Ordens  religiosas,  de  não  pagarem  contribuições,  allegando  que  gosavam  ossa 
isenção  pelos  seus  privilégios. 

Lisboa,  10  de  novembro  de  1662.  Copia.  (Annexa  ao  n.  936).  937 

Pkovisão  pela  qual  se  ordenou  que  nenhum  privilegiado  podesse  isen(ar-se  de  pagar 

os  donativos  e  contribuições  (jue  o  Povo  pagava  para  sustento  da  Infantaria. 

Lisboa,  12  de  outubro  de  1656.  Copia.  (Annexa  ao  n.  936).  '^-''^ 


102 


Co.Nsii.TA  (lo  Conselho  lUtramariíio,  dcslavoíavel  á  reprcscntagão  dos  oITiciacs  da 
Camará  do  Rio  de  .laneiro  em  que  itediam  a  recondiução  do  Ouvidor  geral  o 
licenciado  Sebastião  Cairloso  de  Sami)aio,  por  mais  três  annos. 

I^isl)oa,  !•  de  agosto  de  ](;(5:;.  939 

Reqvkkimknto  do  dr.  Francisco  da  Fonseca  Diniz,  no  qual  pede  que  se  lhe  passe 
provisão  de  medico  do  Presidio  do  Rio  de  Janeiro,  em  cujo  logar  fora  provido 
depois  do  lallecimento   do  dr.  Francisco  Marques  Coelho. 

(16G3).  940 

Di:si'ACHo  do  Conselho  Ultramarino,  pelo  qual  mandou  passar  a  Francisco  da  Fon- 
seca Diniz  provisão  do  cargo  de  medico  do  Presidio  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa.  18  de  setembro  de  l(iGo.  (Annc.ro  ao  n.  940).  911 

Fk  dk  offkio  do  medico  Francisco  da  Fonseca  Diniz. 

Rio  de  Janeiro,  4  de  novembro  de  1662.  (Annexa  ao  n.  940).  942 

Ar.vAiiÁ  de  folha  coriida  do  medico  dr.  Francisco  Fonseca  Diniz. 

Rio  de  Janeiro,  3  de  novembro  de  1662.  (Anne,ro  ao  n.  940).  943 

Attestados  (4)  dos  Governadores  D.  Luiz  de  Almeida,  Salvador  Corrêa  de  Sá  e 
Benavides,  Pedro  de  Mello,  e  dos  officiaes  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro, 
sobre  os  serviços  do  medico  dr.  Francisco  da  Fonseca  Diniz. 

V.  d.   (Annexos  ao  n.  940).  944—947 

CoNsii.TA  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  ao  requerimento  de  João  Martins,  em 
que  pede  a  propriedade  dos  officios  de  Patrão  e  IMestre  de  Calafates  do  Rio 
de  Janeiro. 

Lisboa,  19  de  agosto  de  1663.  948 

CoNsiT/iA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  communicação  que  fizera  o  Gover- 
nador do  Rio  de  Janeiro  sobre  as  (ondigões  em  que  se  fizera  a  arrematação  dos 
dízimos  naquella  capitania. 

Lisboa,  20  de  agosto  de  1663.  949 

CoNsn.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  as  instrucções  que  pedira  Manuel  de 
»S'oM««  de  Almada^  administrador  da  jurisdicçã,o  ecclesiastica  da  Capitania  do 
Rio  de  Janeiro,  sobre  a  alternativa  dos  testamentos. 

Lisboa,  29  de  agosto  de  1663.  950 

Ri  </(  I  i!i  \ii  \  10  do  Cai)itão  C!asi)ar  de  Mariz  de  Almeida,  em  que  pede  para  ser 
provido  na  primeira  vaga  (lue  se  desse  nas  companhias  da  guarnição  da  praça 
do  Rio  de  Janeiro. 

(1663).  951 

CoNsii.iA  do  Conselho  lUtramarino,  sobre  a  falta  de  sal  que  havia  no  Rio  de  Janeiro 
e  a  necessidade  de  ordenar  ao  contratador  Luiz  de  fina  Caldos  (pie  para  ali 
remette.sso  a  maior  (luantidade  (|ue   jjudcsse. 

Lislxiu,  6  de  julho  de  Ul<;3.  952 


103 


Co.vsi MA  do  Conselho  ritraiiiariuo,  á<erca  das  intonnações  que  dera  o  Governador 

do  Kio  de  Janeiro  sobre  a  introduoção  do  iKtpcl  scllado  naquella  capitania. 

Lisboa,  G  de  jullio  de  IGt;:').  9õo 

Cauta  de  Salvador  Corrêa  de  Sá  e  Benavides,  eiu  'inc  se  refere  ao  seu  regresso  ao 
Reino  e  aos  serviços  (|ue  havia  i)restado. 

Lisboa,  7  de  agosto  de  lOf!:!.  Dr.t 

Co.Nsii/rA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  de  unia  outra  da  Junia  do  Coniniercio 
geral  do  Brasil  em  que  se  reclamava  contra  a  interferência  dos  Governa- 
dores da  Bahia,  Pernambuco,  Rio  de  Janeiro  e  Ilhéos  nos  cortes  do  púo 
Brasil,  de  que  a  Junta  tinha  a  concessão. 

Lisboa,  1  de  setembro  de  1663.  955 

Caiíia  de  D.  Diogo  de  Menezes  para  Manuel  Barreto  de  Sampaio,  em  rpie  se  refere 
á  pretensão  do  Alferes  Heniiqvc  Pereira,  filho  do  Capitão  Jor<je  Pereira,  ao 
])Osto  de  ajudante  da  guarnição  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  5  de  março  de  16C3.  í)56 

CoKSLLTA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  sequestio  que  o  Governador  do  Rio  de 
Janeiro  níandara  fazer  em  um  patacho,  com  carga  de  escravos,  que  arribara 
ao  porto  daquella  cidade. 

Lisboa,  6  de  seteml)ro  de  1663.  057 

Co.xM  i/iA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  petição  de  1'afnel  do  lleffo  BarJtofta,  cm 
que  solicitava  licença  para  regressar  do  Rio  de  Janeiro  e  a  cobrança  de 
diversas  dividas  que  tinha  nesta  cidade. 

Lisboa,  22  de  outubro  de  1G63.  958 

Co.Nsri.TA  do  Conselho  Ultramaiino  desfavorável  a  um  refiueriniento  de  Hehastiãi) 
Coelho  fie  Amy,  relativo  ao  seu  provimento  no  officio  de  Escrivão  da  Alfan- 
dega do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  7  de  novembro  de  1663.  959 

RiifíUKKi.MEiNTOs    (2)    de  Jacinto  Nogueira  Pinto,  nos  quaes  pede  que  se  lhe  passe 

carta  do  officio  de  meirinho  da  correição  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro. 

(1663).  960—961 

Ai.vAiíÁ  régio  pelo  (lual  se  fez  mercê  a  Seba-itião  Monteiro  de  licença  para  renunciar 
o  officio  de  meirinho  da  correição  da  Ca|)itania  do  Rio  de  Janeiro,  de  que  era 
proprietário,  em  •facinto  yo;/iieira  Pinio.  seu  cunhado. 

Lisboa,  S  de  abril  de  .165S.   (Annero  no  n.  960).  962 

Al  TO  da  iiKpiirição  de  testemunhas  a  cpie  se  procedeu  para  |)rovar  a  decrepitude  e 
demência  de  tSehastiõo  Monteiro. 

30  de  outubro  de  1663.  (Anne.xo  ao  n.  960).  963 

CoNsn.iA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  piovimento  do  ])Osto  de  Capitão  de 
Artilhaiia  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  se  relatam  os  serviços  dos 


104 


pretendentes  Maniívl  >io  Hei/o  da  Silva.  João  Velho  Barreto  e  Henrique  Pereira 
Velho. 

Lisboa,  14  de  dezembro  de  lCt6?i.  964 

Co.Nsi  i.TA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  inlormação  que  dera  o  Governador  do 
Rio  de  Janeiro  Pedro  de  Mello  do  grande  prejuízo,  que  cauzava  áquella  capi- 
tania, o  nSo  se  ter  concedido  aos  contratadores  dos  dizimos  licença  para 
mandarem  navios  á  Ilha  da  Madeira,  fora  do  corpo  da  armada. 

Lisboa,  15  de  dezembro  de  1663.  965 

Co>sii,TA  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  á  petição  do  Almoxarife  da  Capi- 
tania do  Rio  de  Janeiro  Bento  de  Castro,  na  qual  solicitava  licença  para 
prestar  contas  perante  o  Provedor  da  Fazenda  da  mesma  capitania. 

Lisboa,  22  de  dezembro  de  1663.  966 

Diai!i:ro  pelo  qual  se  fez  mercê  a  Manuel  Pereira  de  Carvalho  da  propriedade  do 
officio  de  Escrivão  da  Alfandega  e  Almoxarifado  do  Rio  de  Janeiro,  que 
vagara  por  fallecimento  de  Pedro  Martins  Xegrão. 

Lisboa,  19  de  abril  de  1663. 

Tem  annexo  o  despacho  do  Conselho  Ultramarino,  em  que  macula  passar 
a  respectiva  carta  de  propriedade.  967 — 968 

Ri:(íi'i:i{iME.\TO  de  Manuel  Dias  Raposo,  Ouvidor  geral  do  Rio  de  Janeiro,  no  qual 
pede  que  se  lhe  dê  regimento,  que  o  guie  no  cumprimento  das  obrigações 
do  seu  cargo. 

(1664).  969 

Ci:i:rii>Ão  do  ordenado  que  anniialniente  i)ercebiani  os  ouvidores  do  Rio  de  Janeiro 
(200$000). 

Lisboa,  13  de  agosto  de  1664.  (Annexa  ao  n.  96Í»).  970 

OiTicio  do  Ouvidor  geral  Sebastião  Cardoso  de  Sampaio,  em  (pie  communica  a  re- 
messa da  relação  dos  cargos  e  officios  de  .iustiça  da  Capitania   do  Rio  de 
Janeiro,  contendo  os  nomes  dos  individues  que  os  occupavam,  com  a  designa- 
ção de  seus  i)rovimentos,  ordenados  e  as  informações  de  seus  merecimentos. 
Rio  de  Janeiro,  22  de  janeiro  de  1664.  971 

Ri:i,A(Ão  dos  logares  e  officios  de  Justiça  que  havia  na  Capitania  do  Rio  de  Janeiro, 
no  anuo  de  1664. 

(Annexa  ao  n.  971).  1"  c  2"  vias. 

" —  O  cargo  (It  Diniidor  dtst.i  rai)itania  que  o  lie  geral  de  todas  as  do  sul,  e  auditor  dcsle 
prezidio,  costuma  V.  M.  fazer  mercê  delle  por  tempo  de  3  annos  com  o  ordenado  de 
20o$ooo  rs.  cm  cada  lium,  que  se  lhe  pagam  na  folha  deste  Almoxarifado,  importam  (js 
prócs  c  percalsos  deste  officio  com  os  de  Juiz  das  justificações,  que  anda  anne.xo,  outros 
200$ooo  rs. ;  tem  mais  i<o$ooo  rs.  ((ue  lhe  dá  a  (^ompanliia  (icral  por  ser  seu  conseruador; 
lie  lugar  de  muita  consideração,  e  necessita  de  Ministros  de  muita  opinião,  pois  além  da  ampla 
jurisdição  que  tem,  e  dilatado  districto  a  que  se  estende,  como  he  tam  grande  a  distancia 
daqui  a  essa  Corte,  não  tem  outra  couza  que  os  obrigue  a  obrar  bem  mais  que  sua  mesma 
opinião  c  procedimento. 

- —  Juiz  dos  órfãos  he  officio  de  projiriedadc,  tem  V.  M.  feilo  mercê  dclle  ao  Capitam 
Praiicisio  Telles  Barreto,  que  o  foi  rlc  Infantaria  cm  Angola,  está  scruindo  o  dito  officio  com 
muita  s;itisfação  c  inteireza,  não  tem  onlcnado;  importam  os  procs  c  prccalços  200  cruzados 
por   itr  o   districlo   largo   que   se   estende   a    mais   de    12    Icgoas. 


108 


—  Ila  hum  cscriuam  ilu  correcção  c  oiuiidoria  geral  que  o  lic  lanibcin  das  justificações 
C  priuativo  dos  soldados  de  cuja  propriedade  tem  V.  M.  feito  niercé  a  Gonçalo  Ribeiro  Barbosa 
por  auer  sido  Alferes  de  Infantaria,  e  pella  satisfação  com  que  seu  pay  seruio  o  dito  officio, 
o  que  serue  loui  a  mesma  o  dito  Gonçalo  Ribeiro  desde  o  anno  de  45,  sem  lhe  rezultar  culpa 
nas  rezidcncias  que  tem  dado,  e  sempre  com  muita  aprouação  de  seus  superiores;  não  tem 
ordenado,  mas  in vortani-llie  as  cscriptas  e  diligencias  3oii$ooo  rs.,  excepto  o  anno  em  que 
os  ouuidorcs  vão  á  correição   das  mais  capitanias   que  neste   lhe   importa   mais    1000  cruzados. 

-lia  tamhem  hum  meirinho  da  correição  e  ouuidoria;  de  prczente  está  prouida  a 
scrucntia  ddle  pelo  (íoucrnador  desta  praça  no  Alferes  Mathciis  Lof^cs,  irmão  do  proprietário 
Sebastião  Monteiro,  por  elle  estar  impossibilitado  com  doenças  e  achaípies  dilatados,  igual- 
mente sahem  a  cudir  anrjos  ás  obrigações  de  seu  officio  com  toda  a  diligencia  e  segredo;  não 
tem  ordenado,  mas  importãn  lhe  :is  diligencias  e  assistir  ás  medições  de  terras,  de  que  está 
de  posrc  com   os  mais  j)r(U'S  ilo  dito  officio    ijo$()(io   rs. 

—  lia  mais  3  escrivães  iln  jiii|'cial,  ipio  í.iin  tanilx-m  tahaliães  de  nottas,  que  aléiií  de 
escreuercin  nas  cauzas  do  jiiizo  ordinário,  cscreuciii  lambem  no  da  tJuuidoria  por  destribuição 
com  o  seu  cscriuão,  em  todas  as  de  acção  noua  e  crimes;  sani  proprietários  dos  dois  dos 
dittos  officios,  Jore/e  de  Sousa  Coutinho  e  o  capitam  Domingos  da  Gama  Pereira.  A  pro- 
priedade do  outro,  tem  suplicado  a  V.  M.  Manuel  de  Carualho  Soares,  filho  do  ultimo  pro- 
prietário que  foi  Gaspar  de  Carualho,  o  qual  fez  nomeação  no  dito  seu  filho,  por  mercê  que 
V.  M.  lhe  auia  feito;  de  prczcnte  está  o  mesmo  seruindo  por  prouizam  do  Gouernndor 
desta  praça;  como  também  pelo  mesmo  seruem  os  outros  dois  officios  António  Ferreira,  no 
de  que  he  proprietário  Uorniní/os  da  Gama;  Sebastião  Serrão  Freire  no  de  que  proprietário 
Joryc  de  Sousa  Coutinho,  o  qual  o  não  pode  seruir  o  ditto  officio  por  estar  occupado  no 
lie  escriuam  da  ('amara  de  que  V.  M.  lhe  tem  também  feito  mercê.  O  Capitam  Domingos  da 
Ganici  scniio  a  V.  M.  se  não  no  ditto  officio,  em  companhia  do  General  Saluador  Corrêa  de 
Sá,  c  de  prezente  está  seruindo  na  fabrica  do  galeam;  os  prouidos  nas  ditas  seruentias  sam 
muito  grandes  officiaes,  muito  ajustados  a  suas  obrigações,  e  na  expedição,  intelligcncia, 
segredo  e  limpeza,  leuam  a  muitos  vantagem;  nenhum  destes  officios  tem  ordenado,  mas  im- 
portam as  cscriptas  e  diligencias  com  os  mais  prócs  em  cada  hum  anno   i5o$ooo  rs. 

—  Ila  mais  hum  escriuão  das  execuções  cuja  propriedade  pretende  João  da  Fonse.a 
Coutinho  por  nomeação  de  ^eu  pay,  a  quem  V.  M.  auia  feito  mercê  delle;  serue  no  dito 
officio  por  prouimento  do  Couernador  desta  praça  o  Alferes  João  Corrêa  de  Sousa,  com 
muita  satisfação  e  ajustado  ao  seu  regimento;  não  tem  ordenado  este  officio,  mas  importam 
os  próes  e  precalsos  delle  ioo$ooo  rs.,  excepto  o  lucro  de  escreuer  e  assistir  nas  medições, 
que  importarão  huns  annos  por  outros  a  40$ooo  rs. ;  sobre  o  que  lhe  pertencer  a  elle  ou  não, 
cTre  pleito  com  os  mais  escriuães  do  juizo. 

Ha  mais  hum  tabaliam  de  notas  de  que  foi   \iltimo   proprietário  António  de  Andrade, 

a  quem  V.  M.  auia  feito  mercê  delle,  como  também  da  de  escriuam  dos  órfãos  e  sesmarias; 
pretende  seu  filho  António  de  Andrade  a  propriedade  dos  ditos  officios  por  nomeação  que  o 
defunto  seu  pay  fez  nelle  por  prouizão  que  tinha  para  o  fazer.  Está  prouido  na  seruentia  dos 
ditos  officios  pelo  Couernador  desta  praça  o  Capitaní  Joseph  Corrêa  Ximenes,  que  o  foi  de 
Infantaria  em  Angola,  he  hvmi  dos  melhores  officiaes  que  tem  esta  republica,  assim  na 
expedição,    intelligencia,    como    na    limpeza    e    segredo. 

. lia  também  meirinho  da  cidade  com  seu  escriuão  da  uara;  a  uara  de  meirinho  costuma 

V.  M.  dar  a  propriedade;  de  prezente  está  vaga  pela  morte  de  Manuel  Ferreira,  ultimo  pro- 
prietário; na  seruentia  do  dito  officio  está  prouido  Thomé  Cabral  pelo  Gouernador  desta  praça; 
he  bom  official  e  ha  muito  tempo  que  serue  a  dita  vara;  não  tem  ordenado  com  ella,  mas 
importam-lhe  os  próes  e  prccalços  8o$ooo  rs.  a  re- peito  das  correições  que  fazem  os  Almotacés. 
O  officio  de  escrivão  desta  vara  serue  João  Pimenta  a  quem  V.  M.  mandou  passar  prouizam 
por  tempo  de  .3  annos,  e  por  se  lhe  acabarem  lhe  deu  suprimento  o  Gouernador  desta  pii.ça 
pelo  qual  serue  com  muito  cuidado  e  diligencia;  nam  lem  também  ordenado,  mas  importa:i-lhe 
os  próes  e  percalços  6o$ooo  rs.  ' 

—  Ha  mais  2  Alcaides  do  Campo  e  Cidade,  com  2  escriuães  <Ias  varas,  a  de  .Meaide  com 
seu  escriuão  pertence  ao  Alcaide  mór,  com  aprouação  da  Camará  na  forma  da  Ord.;  tom 
prouido  o  Alferes  Manuel  Rodrigues  Leão.  e  no  officio  de  escriuão  Domi:ujos  de  Lima; 
ambos  .sam  bastantes  officiaes;  a  uara  de  ALaide  do  campo  com  seu  escriuão  cosliuiia  \'.  M. 
dar  pelo  tempo  que  parece;  de  prezente  está  vaga  por  se  acal)ar  o  tempo  porque  V.  M. 
fez  mercê  delia  a  Baltha.i;ar  d'A!meida;  serue  por  prouimento  do  Gouernador  desta  praça 
Litiz  Ferreira  que  por  muito  diligente  e  bom  official  o  occupam  sempre  nas  uagantcs  que  ha 
de  semelhantes  officios;  do  officio  de  escriuam  desta  vara  não  .nchei  prouiuícnlo  ali;nm  de 
V.  M.  lhe  o  prezent<  ,  fazem  os  gouernadorcs  o  prouimento  delle  c  ile  prezente  o  lem  feilo 
o    Coueniador   Pedro    de    Mello   em    Rodrigo    de    Crusto    que    pelo   seu   préstimo    e   .rii«encia 


I.  O 


'4 


100 


foi  já  ocupado  na  scniciitia  de  oiitios  ufficios;   iiani   tem   islo   lanil)i.-in   Mnkiiailn,   ma-   iiiipor- 
tain  os  prócs  e  pcrcalsos  a  cada  Imn.'  5o$ooo  rs. 

—  Ha  taiiibeni  cscriíião  da  .llmotiiaria  cuja  propriedade  vagou  por  fareciíHciito  de 
Manuel  Ferreira,  esta  de  piczente  seruindo  hum  sou  filho  1'runcisro  da  Silra  por  prouiniculo 
do  goueriiador  desta  praça,  naiu  tem  ordenado,  iiiiportamllie  os  jirócs  c  pcrc.dç.is  vuilc 
mil    reis. 

—  Do  officio  de  escriuaii;  da  (amara  tem  \'.  M.  feito  mercê  como  tenhj  relatado  a 
Joiíje  de  Sousa  Coutinho,  o  qual  o  serue  lia  mintos  annos,  sem  se  lhe  achar  culpa;  tem  de 
ordenado  3o$ooo  rs.  e  .so$ooo  rs.  mais  que  se  lhe  dão  por  cscreuer  nos  papeis  e  eouzas 
pertencentes  aos  subsidies,  grandes  e  pequenos,  imiiorlam-lhe  mais  os  próes  e  percalços 
loo$ooo   rs. 

—  lia  hum  eiuiiierédiír  que  scrue  cm  todos  os  juizos,  ao  qual  anda  anncxo  o  Ser  des- 
trihuidor  c  contador  nellcs;  da  propriedade  dos  ditos  officios,  tem  \'.  M.  fe'to  mercê  a 
Marçal  da  Cesta  auzente  ne.sse  Keyno,  serue  os  ditos  officios  por  prouimento  do  (louernador 
desta  praça  (lastrar  Ribeiro  Pereira  com  grande  satisfação  e  intelligcncia;  não  tem  ordena  lo 
os  dittos  officios,  nias  imjjortão  os  próes  e  percalços   ioo$ooo  rs. 

— De  nouo  para  a  cobrança  do  donatiuo  de  jfi.ooo  cruzados  com  que  esta  Kepubliea  serue 
a  \'.  M.  eaila  anuo  se  crearão  os  officios  de  'J'hc:oiireiro  e  escriuão;  estam  prouidos  pelos 
ministros  da  Junta  deste  donatiuo;  no  de  Thezoureiro  Hierouimo  de  Aceucdo,  com  ordenado 
de  ioo$ooo  rs.,  e  huma  pataca  por  cada  caixa  de  assucar,  que  fór  do  donatiuo  i)ara  os 
gastos  de  ahnazen?,  pczo  c  embarcação;  no  de  escrivam,  Gas/Hir  Ribeiro  Pereira  ten»  de  orde- 
nado JloSooo  rs,  os  quais  ordenados  llic  paga  este  pouo,  sem  cio  donatiuo  sahir  couza  alguma." 

972—973 

KKnfLSK.Niwr.vo  tios  officiaes  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro,  em  (lue  pedem  piovi- 
deiicias  que  impedissem  a  interferência  dos  governadores,  ouvidores  e  ])ro- 
vedores  da  Fazenda  nas  eleições  da  Camará,  que  até  ali  tinha  dado  maus 
resultados  na   escolha  dos  eleitos. 

Rio  de  Janeiro.  23  de  janeiro  de  1664.  974 

Oi'Ticio  do  Governador  Pedro  de  Mello,  cm  tjue  participa  a  relação  de  todos  os  postos 

militares  e  officios  de  justiça  e  fazenda  da  cai)itania,  com  a  informação  dos 

individues  que  os  exerciam,  dos  seus  provimentos  e  respectivos  vencimentos. 

Rio  de  Janeiro,  23  de  janeiro  de  1664.  975 

Rklação  dos  postos  militares  e  officios  da  Justiça  e  Fazenda  da  Capitania  do  Rio 
de  Janeiro  era  1664. 
(Avnexa  ao  n.  975). 

Sar[;eiitii-iiiór  de^l.a  pr;iça  he  Miirliiii  Corrêa  Casiiiies.  fidalgo  da  ('aza  de  V.  M..  do 
habito  de  S.  Hento,  ao  qual  \'.  M.  fez  mercê  por  sua  i>atcnte  de  7  de  feuereiro  de  ifi5'>  tles'e 
posto  em  satisfação  de  seus  seruiços,  pri-messa  de  huma  comenda  (pie  tinha  de  i2i$ooo  rs.  e 
por  esta  cauza  declara  a  dita  patente  que  V.  M.  o  não  tirará  deste  posto  sem  o  r.ielhorar  a 
outro;  este  posto  era  trienal;  o  ditto  Murtim  Corrêa  o  serue  e  scruio  sempre  com  grande 
satisfação  geral,  aplauso  dos  ^eus  maiores,  e  menores,  c  pouo;  vense  o  sohlo  (|ue  os  mais 
sargentos   mores    dos    Exércitos. 

—  Capellão  deste  prezidio  i)or  morte  do  liccnceado  ]''ra)ieisco  da  Silua  que  o  era  i)or 
I'rouizão  de  V.  M.,  he  o  licenciado  Bento  Pinheiro,  jiessoa  de  calidadc,  letras  e  virtude  por 
prouizão  do  Conde  Vice-Key  deste  Kstado  de  27  de  nouendiro  de  lOd.l;  vense  de  soldo  8$ooo 
por  mez  quando  se  paga  á  Infantaria. 

—  Ajudante  do  Sargento  niór  Sebosliõa  Ribeiro,  por  iiatcute  de  \'.  M.  <le  16  de  i-e- 
tendiro   de    1661:    serue   ha  annos   e    nesta    praça    o    faz   e    fez    sempie   cum    1u<l.i    a    satisfação. 

~-  Ajudante  do  Sarucnto  mór  Manuel  d'Aqnilla^  por  patente  de  V.  M.  de  5  de  fe- 
uereiro de    if>.í8.   Soldado   uelho  e  que  serue   com    satisfação. 

'  Ajudaulc  do  Sargento  inór  Pedro  de  Oliueira  por  i)atente  do  <  ioucrn.idor  e  (apilão 
fleneral  que  foi  deste  Esta<lo  Praneisco  Barreto  de  (>  de  feuereiro  de  lííii.?;  tem  nome  de  hom 
soldado;  scruio  nas  guerras  rle  T'crnamhuco  c  dizem  <|ue  o  fez  scmjjre  com  valor  c  por  se 
entender  as<im  se  lhe  encarregão  as  diligencias  <|ue  necessitão  dclle.  Vensem  estes  ajudantes 
o  soldo  (jue  os  mais  ajudantis  dos   li.xertitos. 


KK 


—  Arniciro  qiic  coiuerl.t  as  anuas  llicruiitiiio  Afariiucs  por  pulcnlc  de  Saluador  Cor- 
.rca   de  Sá   c  Bciiauidcs,   (idiurnador   (Icral   (iiu-    foi   lUsfa    Kepaitição  do   Sul;    veiií-e   de  soldo 

2$56o   rs.    jior   nus,   <|iiaii(|i)   su   pa^a   á    infantaria. 

—  Não   ha    l-urrici   nii>r,   ncni   capitam   ilc  canipanlia,   ncni   Tamlior   niór. 

—  Medico  do  l<rcsidio  por  morte  ilo  l)r.  1'nincisco  Marques  Coelho  que  o  era  por  i)ro- 
nizão  de  V.  M.,  lie  o  Dr.  Francisco  da  Fonseca  por  prouizão  do  fiouernador  e  Capitam  (Ic- 
iieral  que  foi  deste  Esta<!o  Francisco  Marreto  de  18  de  janeiro  de  1663;  ven-^c  de  S'ldo 
4$ooo  rs.  por  mes,  quando  se  paga  á   Infantaria. 

—  Cirurgião  do  prezidio  he  Sebastião  Martins  por  patente  de  V.  M.  de  27  de  junlio 
de   166 1;   vense  de  soldo  2$56o  por  mes  (luando   se   i)aga   á   Infantaria. 

—  Ha  oje  C>  companhias  de  Infantaria;  Iiauia  S  huma  das  quaes  que  hera  de  Miijiicl 
d'Abrcu;  reformou-o  Saluador  Corna  de  Sá  Ccneral  que  foi  desta  Repartição  do  Sul,  outra 
que  hera  de  Joain  Ccrrca  de  Sá,  sou  fillio,  quando  se  foi  daqui  para  o  Keyno  a  reformei  e 
trespasei  pelas  mais,  com  intervenção  do  (louernador  e  Capitan<  General  que  foi  deste  Estado 
Francisco  Barreto   por  não   hauer  com   que  sustentar  tantas  companhias. 

—  O  Capitam  n\ais  antigo  Francisco  Miinlios  Corrêa,  por  patente  de  V.  M.  de  24  de 
outuhro  de  i'.4r,  soldado  velho,  e  que  se  ruiu  muitos  annos  de  soldado  e  o  faz  ha  22  de 
capitam,   cumprindo   pontualmente   com   as  ol>rigaçr5es   do   seu   posto. 

—  ()  ("apitão  Garcia  da  Cama  jior  i)atente  de  \'.  M.  de  .'t  de  noveniliro  de  165  e  o  foi 
já  outras  duas  vezes  no  Exercito  do  AU-nitejo,  e  que  .serue  ha  30  annos,  achando-se  nas 
guerras  de  Pernambuco,  Flandes  e  Catalunha  nas  mais  batalhas  cami>aes  que  no  decurso 
destes  annos  ouue  naquePas  partes,  nos  socorros  que  se  fizerão  a  l'onte  Ralii  e  Salças,  sitios 
que  se  puzerão  a  outras  praças  e  sendo  sitiado  em  outras,  e  por  parte  destes  seruiçfiS  lho 
fez  V.  M.  mercê  do  habito  de  Christo  com  r)0$ooo  rs.  de  tença;  serue  seu  po.sto  com  satisfação. 

—  O  (aiiitam  Alexandre  de  Castro  por  patente  de  V.  M.  de  .29  de  maio  de  i''>53;  serue 
a  \'.   M.   ha  atines  c  acode  á  obrigação  do  seu  posto  com  toda  a  satisfação. 

—  O  Capitam  Dom  Gabriel  Garces  v  Gralha  ])nr  iiatcntc  de  V.  M.  de  28  de  janeiro  de 
ifi56;  he  catalani,  passou  ao  í-eruiço  de  \'.  Al.  (inde  sernio  nas  Armadas,  athe  V.  M.  lhe 
fazer  mercê  desta  companhia,  e  seruia  com  satisfação,  e  tendo  hum  crime  de  huma  pen- 
dência, em  que  foi  agressor  o  prendi,  estando  correndo  o  seu  liurameiito  lhe  proueo  o  f  onde 
\'ice-Kei  a  dita  companhia  em  ./(«7o  Vieira  de  Moraes  como  constará  a  \'.  M.  do  tres'ado  da 
patiiite  que  com  esta  remeto,  a  qi-e  o  dito  /'")//  Gabriel  veio  cniii  embargos,  alle-j-iiido  que 
sem  ser  sentenciado,  não  i)odia  ser  priuado  do  seu  ]]0-lo,  de  que  eu  não  pude  coiiiuccr  por 
me  impedir  a  dita  patente,  de  que  agrauou  de  mim  c  deue  recorrer  a  V.  M.,  que  deue 
prouer  o  dito  1).  Gabriel  em  outro  posto  fora  ilcsta  praça  por  escuzar  de  viuer  nella  pir  ter 
inimigos  e  o  eviíne  porcjiie  fo.  pn  zo  não  ser  por  erro  de  seu  iiosío,  nem  capaz  de  o  perder 
por  elle,  cnni  i|U(  iiia  loyr..ndii  a  quietação  e  seruindo  a  \'.  -M.,  e  João  Vieira  de  Mortes 
no  posto  de  capitam  cm  que  o  \'ice-Uei  de  \'.  M.  o  jiroueo  e  Dom  Gabriel  Garccs  y  Giaíha, 
Jior  estrangeiro  hauer  passado  a  seruir  a  \'.  -M.  e  liavelo  feito  iiem,  achar-se  cazado  neste 
Estado  com  muitas  obrigações  d»  filhos  e  nuilher,  merece  que  \'.  M.  ho  acomode  e  não 
pereça  ao  desamparo. 

—  O  Capitam  Miç/ncl  I'crnandes  por  patente  de  V.  M.  de  28  de  junho  de  ifi^i;  hc  sol- 
dadu  velho;  foi  já  oiilra  \ez  cipitam  neste  Estado  e  aco<K-  ás  obrigações  do  seu  posto  com 
satisfação. 

—  O  Capitão  Ballha.':ar  Ci'<ar  ilc  Sá.  fidalgo  da  Casa  de  V.  M.  <lo  habito  de  Christo  por 
patente  de  \'.   .M.  de  _';.  de  jnidiu  de    iiií^ii;   serue  seu   posto  com  satisfação. 

• —  Ha  2  cliainadas  l-nrtalczas  com  seus  Capitães  e  Alferes,  as  tpiaes  sam  na  bai  ra  desta 
cidade. 

—  A  de  Santa  Cruz  he  capitam  delia  Diogo  Cardoso  de  Mesquita,  pcsso.i  de  merecimentos 
e  seruiços  e  por  elles  foi  despachado  por  V.  M.  com  o  habito  de  Sani  Bento  qr.e  tem, 
prouido  110  dito  posto  jior  patente  de  17  de  janeiro  de  1663,  do  (ioucrnador  e  Capitam 
(ícneral  que  foi  deste  Estado  J^rancisco  Barreto,  seu  alferes  de  propriedade  l.iicGS  do  Conto 
por  patente  de  V.  M.  de  20  de  nouembro  de  i6.('i  e  pela  mesma  patente  he  também  guarda 
dos   nauios   que   entrão   nesta   praça. 

—  A  Eortaleza  S.  João,  he  capitão  delia  .Iscoiso  Goni,ahies  Malloso  por  patente  de 
V.    M.   de   28   de   junho   de    Uiii. 

Vencem  estes  capitães  o  siddi;  ciur  iw  capitães  de  lufantarii,  (jue  liuiis  e  outros  o  tem 
conforme  aos  dos  exércitos. 

—  Capitão  de  Cabo  l''rio,  o  foi  p(jr  i)atente  de  V.-  M.  de  5  de  novembro  de  ■'•.íS,  allie  o 
presente  Pedro  de  Sousa  de  Brito,  e  por  se  lhe  acabar  o  tempo  dos  3  annos  porque  \'.  .\í.  o 
proueo,  foi  prouido  Josej^h   Varella  por  patente  do  Conde  Vice-Rei. 

—  Tem  a  pr.iça  nas  U  companlii.is  379  sold.ido-,   5  arlilheims  e  hum   condestablc. 


108 


Estado  da  Facciída  Real  de  /'.  M.  <■  iln  mais  (/in-  ha  ro;»  que  se  paí/âo  aos  ofjiciaes  e 
soldados,  Mitiistros  de  justiça  c  jazcnda,   ordinárias  eclesiásticas  c  mais  obrigações  da  folha. 

Tem  V.  M.  os  dizinios  desta  Capitania  arrendados  por  3  annos,  em  70.501  cruzados,  a 
metade  pago  a  dinheiro  ou  assucar  como  valer,  a  oul-^a  r.metade  em  fazendas  para  se  fardc- 
jarem  os  soldados  pelo  preço  que  íe  costumão  dfr  as  fardas.  O  tiue  se  paga  a  dinlieiro  ou 
afsucar,  nal  chega  a  pagar  as  ordinárias  ecclcsiasticas,  ordenado  da  justiça,  officiacs  da 
fazenda  e  mais  obrigações  da  folha  e  a  outra  ametade  que  se  dá  em  farda  lie  para  nos  ditos 
3   annos  se   darem    2    fardas   aos   soldados,    a   que   também    chega    limitadamente. 

Tem  V.  M.  mais  a  licença  da  pesca  das  balèas  arrendada  por  todos  os  três  annos 
em  .!oo$ooo  rs. 

Tem  \'.  M.  o  contrato  do  sal  e  conforme  o  computo  que  se  fez  nesta  praça  do  que  lhe 
tocaua  conforme  as  ordens  de  V.  M.  são  5oo$ooo  rs.  por  anno;  Saluador  Corrêa  de  Sá,  Ge- 
neral que  foi  desta  Repartição  obrigou  ao  administrador  delle  a  pagar  cada  anno  3.000  cru- 
zados; recorreo  o  dito  administrador  a  V.  M.  que  lhe  mandou  leuar  em  conta  o  que  mais 
hauia  dado  com  o  que  daqui  a  2  annos  não  ha  rendimentos  de  sal  nesta  praça  e  ha  mais  de 
hum  anno   que   também   por   esta   cauza   o   não   ha. 

Para  o  sustento  da  Infantaria,  seus  officiaes  e  cal)os  poz  a  Camará  em  cada  pipa  de 
vinho  de  subsidio  5$6oo  rs.,  o  qual  se  arrendou  a  António  Rodrigues  de  Leão  por  3.25o$ooo  rs. 
cada  anno. 

E  assim  mais  fez  a  dita  Camará  contrato  da  aguardente  da  terra  para  o  mesmo  effeito, 
o  qual  se  arrendou  a  Bento  de  Crasto  cada  anno  em  834$ooo  rs.  que  juntos  aos  3.25o$ooo  rs. 
dos  vinhos  fazem  4.o83$ooo  rs.  com  qv.e  se  paga  a  Infantaria  desta  praça  e  suas  fortalezas  e 
officiaes:  os  roldados  a  i$2oo  rs.  por  mez  a  cada  hum,  os  officiaes  com  seus  me'os  soldos, 
e  mettendo-se  hum  anno  jjor  outro,  em  hum  se  faz<  m  4  socorros  e  em  outro  5.  Este  he  o 
estado  em  que  se  acha  a  Fazenda  de  V.  M.  e  a  n^izeria  em  que  estão  os  officiaes  e  soldados 
desta  praça  em  que  se  não  obra  o  que  he  necessário  nella  e  suas  fortalezas  por  não  hauer 
com  que,  como  reprezentei  ao  Governador  e  Capitão  General  que  foi  deste  Estado  rrancisco 
Barreto  e  agora  ao   Conde  Vice-Kei. 

—  O  Prouedor  da  Fazenda  Real  Diogo  Carneiro  da  Fontoura ..  .  por  prouizão  de  V.  M. 
de  9  de  abril  de  1663,  e  administrador  das  Minas  de  Pernaguá  por  prouizão  de  V.  M.  de 
12  de  abril  de  1(^63,  tem  de  ordenado  de  Prouedor  8o$ooo  rs.  por  anno;  he  muito  merecedor 
de  maior  occupação  e  officio  do  que  e^te  he. 

O  Escriuão  da  Fazenda  Keal  e  Matricula  Jgnacio  da  Silueira  Villalohos  por  prouizTio 
do  V.   M.  de  28  de  novembro  de   1657,  tem  de  ordenado   i7$400  rs.   por  mez. 

—  O  Escriuão  da  Alfandega  e  Almo.xarifado  Dom  Fernando  Ramires,  por  prouiz.^o 
de  V.  M.  do  i"  de  setembro  de  i<''53:  tem  de  ordenado  3o$ooo  rs.  por  anno;  serue  com 
satisfação  de  seus  maiores. 

—  Almoxarife  da  Fazenda  Real  he  Pedro  Rodrigues  Torres  por  prouizão  de  V.  M.  de 
15  de  junho  de  1661,  a  quem  se  não  tem  dado  posse  do  dito  officio  por  não  ter  fiança; 
serue  Jorge  de  Leão  obrigado  por  prouizão  do  General  que  foi  desta  Repartição  Saluador 
Corrêa  de  Sá,  o  qual  dito  Jorge  de  Leão  não  quer  seruir  elle,  nem  outro  algum  este  officio 
pelo  muito  trabalho  e  obrigação  de  liir  dar  contas  á  Hahia,  pouco  ordenado  que  tem,  que 
são  .so$ooo  rs.  por  anno,  o  que  V.  M.  deue  de  remediar  mandando  acrescer  este  ordenailo. 

—  O  Meirinho  do  mar  Francisco  de  Araújo  por  prouizão  de  V.  M.  de  7  de  julho  de 
16 ji:  não  tem  ordenado. 

—  O  Procurador  da  Fazenda  Real  o  Licenceado  Diogo  Mendes  Duro  por  prouizão  do 
Couernador  que  foi  Thomé  Corrêa;  não  tem  ordenado. 

—  O  Patrão  e  Mestre  dos  Calafates  António  Luic  por  ])rouizão  de  V.  M.  de  15  de  no- 
vembro  de    1641:   não   tem   ordenado. 

—  O  Procurador  dos  índios  Francisco  Sodrc  Pereira  por  i)atinle  do  General  que  foi 
desta  Repartição  Saluador  Corrêa  de  Sá  de  79  de  janeiro  de  ir.óo;  tem  de  ordenado  25$ooo  rs., 
os  quaes  vem  na  folha  da  Bahia " 

976 


Carta  patentr  pela  qual  o  Vicc-Rei  Conde  de  Óbidos  houve  por  bem  fazer  mereô  a 
João  Vieira  de  Moraes  do  posto  de  capitão  de  Infantaria  do  Presidio  do  Rio 
de  Janeiro. 

Bahia,  2C    de  novembro  de  ICC,?,.  Ccrlidão.  (Áiinr.ra  ao  n.  07(1).  !)77 


109 


Rkqi;i:iumi;.\to  do  Caiâtão-niór  Francisco  fie  Bra<',  no  qual  pede  a  remuneração  doa 
serviços  que  prestara  no  Estado  do  Brasil. 

Tem  unnrxds  uma  consiilla  fio  Conselho  Ultramarino  c  uma  portaria, 
relativas  a  esta  petiefio,  respertiramente  datadas  de  28  de,  janeiro  e  25  d»; 
junho  de  1664.  978—980 

PoRTAiiiA  pela  qual  se  concedeu  licença  ao  Almoxarife  da  Capitania  do  Rio  do 
.Janeiro  Bento  de  Castro,  para  poder  dar  contas  perante  o  Provedor  da  Fa- 
zenda da  mesma  Capitania. 

I.ishoa,  18  de  janeiro  de  1664.  981 

PoiriAiii.v  pela  qual  se  mandou  passar  patente  a  Manuel  do  Heijo  da  Silra  do  poslo 
de  Capitão  da  Artilharia  da  Capitania  do  Rio  de  .Janeiro. 

].,isboa,  17  de  março  de  1664.  982 

CoNsci.TA  do  Conselho  Jiltramarino,  acerca  da  petição  de  ^^cbastião  Coelho  de  Amy. 
relativa  aos  embargos  que  oppuzera  á  patente  de  Manuel  Pereira  de. 
Carvalho,  em  que  se  lhe  fizera  mercê  dos  officios  de  E.scrivão  da  Alfandega 
e  do  Almoxarifado  da  cidade  do  Rio  de  .Janeiro. 

Lisboa,  4  de  abril  de  1664.  983 

Coxsuí.TA  do  Conselho  ntramarino  sobre  a  nomeação  do  Governador  da  Capitania 
do  Rio  de  .Janeiro,  que  deveria  substituir  Pedro  de  Mello,  cujo  triennio  estava 
a  findar,  na  qual  se  relatam  os  serviços  dos  pretendentes  Bartholomeu  de 
Azevedo  Coíitinho,  Franeiseo  Corrêa  da  í<ilva  e  Jorge  de  Mello,  e  se  indicam 
as  propostas  dos  differentes  vogaes  do  Conselho. 
I^isboa,  12  de  maio  de  1664. 

Tem  á  margem  o  seguinte  despaeho:  "Xomeo  Dom  Pedro  Mascarenhas, 
para  auer  de  começar  a  exercitar  depois  que  o  Conde  de  Óbidos  Vice-Rei 
do  Brasil  sahir  daquoUe  Estado  por  não  ser  conveniente  que  de  D.  Pedro 
haja  recurso  para  o  Conde  seu  irmão.  Lisboa,  6  de  janeiro  de  1660."  984 

CoNsn-TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  pietensão  de  Agostinho  Barhalho  Be- 
zerra ao  cargo  de  Governador  da  Capitania  do  Rio  de  .Janeiro. 

Lisboa,  \'j  de  maio  de  1664.  98.^ 

Dix'RF.T0  pelo  qual  se  mandou  passar  despacho  a  D.  Pedro  Masearcnhas  do  governo 
da  Capitania  do  Rio  de  .íaneiro,  sem  embargo  da  clausula  (pie  noutro  se 
estabelecera. 

Lisboa,  4  de  setembro  de  166.'>.  (An nexo  ao  n.  984).  986 

Rkqttkri.mknto  de  Diogo  Cardoso  de  IVIesquita,  no  qual  ])ede,  em  recompensa  de  seus 
serviços,  a  pro])riedade  do  jiosto  de  Capitão  da  Fortaleza  de  Santa  Cruz 
da  Barra  do  liio  de  .Janeiro.  987 

Cafha  patente  pela  qual  o  Governador  Pedro  de  Mello  nomeou  Diogo  Cardoso  de 
Mesquita  capitão  da  Foitaleza  de  Santa  Cruz  da  Barra. 

Rio  de  .Janeiro,  10  de  dezembro  de  1662.  Certidão.  (Anne.ra  ao  n.  9S7). 

'JSS 


110 


AiTO  do  juiainento  prestado  pelo  Capitão  Diogo  Cardoso  de  McsguHa. 

Rio  de  Janeiro,  10  de  dozembro  de  1662.  Certidão.  (Annexo  ao  n.  987). 

Í)S9 

Carta  i>atente  pela  qual  o  Governador  do  Estado  do  Brasil  nomeou  Diogo  CardofO 

dl'  Mrsf]uii<i  eapiulo  da  Fortaleza  de  Santa  Cruz  da  Barra  do  Rio  de  .laneiro. 

Bahia,  17  de  Janeiro  de  1663.  Certidão.  (Auiicxa  ao  n.  987).  990 

Ai.vAUÁ  régio  pelo  qual  se  ordenou  que  o  Prior-mór  da  Ordem  de  S.  Bento  de  Aviz 
ou  quem  as  suas  vezes  fizesse,  recebesse  a  profissão  a  Diogo  Cardoso  de  Mcs- 
quita.  ao  qual  se  fizera  mercê  do  habito  da  mesma  ordem. 

Lisboa,  20  de  abril  de  16r)6.  Certidão.   (Annexo  ao  n.  987).  991 

CF.UTinÃo  do  Escrivão  do  cartório  e  matricula  do  Convento  de  S.  Bento  de  Aviz, 
Fr.  Christovão  Varella  da  Rocha,  relativa  á  provisão  regia  pela  qual  se 
mandara  lançar  o  habito  de  cavalleiro  noviço  a  Diogo  Cardoso  de  Mesquita 
e  á  sua  respectiva  profissão. 

Convento  de  Aviz,  4  de  novembio  de  1656.  Ceitidão.  (Annexo  ao  n.  987), 

992 

Ai.vAnÁ  régio  pelo  qual  se  mandou  armar  Diogo  Cardoso  de  Mesquita  cavalleiro  da 
Ordem  de  S.  Bento  de  Aviz. 

Lisboa,  20  de  abril  de  1656.  Certidão.   (Annexa  ao  n.  987).  993 

PiíovisÃo  regia  pela  qual  se  fez  mercê  a  Pedro  Gomes  da  Fonseea  (sogro  de  Diogo 
Cardoso  de  Mesquita)  da  pensão  de  30.000  rs.  em  uma  das  commendas  da 
Ordem  de  S.  Bento  de  Aviz,  em  recompensa  dos  serviços  que  prestara  nas 
capitanias  de  Pernambuco  e  Parahyba. 

Lisboa,  3  de  agosto  de  1654.  Certidão.  (Aniiexa  ao  n.  987).  994 

Cauta  demissoria  do  Prior-mór  D.  Fr.  .João  Sottomaior,  relativa  á  admissão  do 
cavalleiro  Diogo  Cardoso  de  Mesquita. 

Convento  de  Aviz,  4  de  novembro  de  1656.  Certidão.  (Annexa  ao  n.  987). 

995 

Attkstados  (9)  de  D.  Francisco  de  Almeida,  Almirante  da  Armada  Real  e  Gover- 
nador da  Villa  de  Mazagão  e  da  cidade  de  Ceuta,  dos  capitães  l'edio  Cadena  o 
Luiz  Ferraz  Velho  e  de  Simão  Tavares  de  Aróes,  sobre  os  serviços  prestados 
por  Diogo  Cardoso  de  Mesquita. 

V.  d.  (Annexos  ao  n.  987).  996—1  .004 

Ar.vAiíÁ  de  folha  corrida  de  Diogo  Cardoso  de  Mesquita. 

Rio  de  .Janeiro,  22  de  fevereiro  de  1663.  (Anne.ro  ao  n.  987).  1.005 

Oincio  do  Provedor  da  Fazenda  Diogo  Caineiro  da  Fontoura,  acerca  da  reducção 
das  companhias  de  Infantaria  do  Presidio  do  Rio  de  .Janeiro  e  a  eliminação 
de  alguns  po.stos  de  officiaes  da  mesma  guarnição. 

Rio  de  .Janeiro,  2  de  junho  de  1664.  1"  e  2"  vias.  1.006—1.007 

CoNsti.TA  do  Conselho  tUtramarino  relativa  ao  sequestro  que  se  mandara  fazín-  em 
120.000   cruzados  que  os  JIollando7.es  tinham   deixado   na   praça  do  Jíio   de 


111 


Janeiro,   onde    tiuliani   <oniiiier(ia(lo   contra    o   disposto    cm    divorsas   oídcns 
regias. 

Lisboa,  7  de  junlio  de  1664.  l.OOS 

Co.Nsi  I  IA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  proposta  cpie  apresentara  o  Marqnez 
de  Cascaes,  Donatário  das  capitanias  de  S.  Vicente,  S.  Paulo  e  Santa  Anna, 
para  a  esíolha  do  individuo  quo  deveria  ser  nomeado  capitão-mór  dessas 
Capitanias  em  (|ue  se  mencionam  todos  os  serviços  prestados  pelos  três  )>re- 
postos  Agostinho  de  Figueiredo,  Belchior  da  Cunha  e  Agostinho  da,  Cunha. 

Lisboa,  20  de  novembro  de  1663.  Reformada  em  12  de  janeiro  de  1661. 

Enconlra-se  na  margem  o  seguinte  desjíacho:  "Nomeo  Agostinho  de 
Figueiredo.  Lisboa,  17  de  janeiro  de  1664."  1.009 

liKt^i  I  i:i,\ii:nio  de  .Manuel  Barreto  de  Sanii)aio,  Secretario  do  Conselho  Ultramarino, 
em  que  pede  uma  2"  via  da  iirovisão  que  se  lhe  passara  para  receber  da 
Camará  do  Rio  de  .laneiro  e  das  outras  dependentes  do  governo  d'essa  Capi- 
tania, as  propinas  que  lhe  eram  devidas. 

(1664).  1.010 

Co\sri,T.\s  {?,)  do  Conselho  U]tran)arino,  acerca  de  um  navio  hollandez  (pie  arri- 
bara ao  Rio  de  .Janeiro,  corregado  de  negros  da  Cuiné,  e  das  providencias 
que  o  Governador  adoptara. 

Lis"ooa,  14  de  julho,  21  de  julho  e  18  de  agosto  de  1664. 
Têm  annexos  um  offieio  do  Governador  e  o  traslado  de  diversos  autos, 
relativos  ao  mesmo  assumpto.  1.011 — 1.015 

Co.N>srLTA  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  ao  requerimento  de  Domingos 
Franco  Baptista,  em  que  pede  a  jiatente  de  capitão  ad  honorem  da  sua  náo 
Hanto;  Anna  Maria,  em  (lue  i)artia  paia  o  Brasil. 

Lisboa,  26  de  setembro  de  1664.  .  1.016 

PoKTARiiV  pela  qual  se  mandou  i)assar  provisão  a  D.  Gabriel  Garcez  y  Gralha  jiara  <» 
Governador  do  Rio  de  .íaneiro  lhe  dar  novamente  i)osse  da  companhia  de 
Infantaria,  de  que  tinha  sido  desapossado  por  causa  de  uma  pendência  que 
tivera. 

Lisboa,  9  de  outubro  de  1064.  (V.  does.  ns.  976—977).  1.017 

Altos  do  aggravo  que  inter])uzera  o  capitão  1).  CJabriel  Garcez  y  Gralha  no  processo 
de  embargos  á  patente  do  capitão  João  Vieira  de  Moraes. 
(Annejos  ao  n.  1.017). 

Contêm  o  traslado  da  respectiva  patente  e  da  provirão  regia  de  16  de  ou- 
tubro de  1659  sobre  o  provimento  dos  postos  militares.  1.018 

CoNsii.TA  do  Conselho  Ultiamarino,  sobre  o  requerimento  em  que  o  Capitão  Pedro 
Caniello  Godinho  pede  a  remuneração  de  seus  serviços,  prestados  no  Rio 
de  .Janeiro,  em  Tanger  e  no  Algarve.   . 

Lisboa,  U!  de  outubro  de  1664.  1.019 

Co.Nsii.iA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  nomearão  do  Capitão  da  Fortaleza  do 
Santa  Cruz  da  Barra  do  Rio  de  Jaueiío,  em  que  se  relatam  os  serviços  dos 


112 


coiuoncnU-y  lUtllhazur  Ccmr  (VEra,  Diof/u  de  Maccch»,  João  Muvlnulo  de 
Fnilas.  João  (Joinca  da  Silva,  Diof/o  Cardoso  de  Mrf!f,nita  e  Gaspar  Mariz 
dv  AIntcida  e  se  ;i])rcsentain  as  rct^pcrtivas  propostas  dos  diversos  vogaes  do 
Cousellio. 

]-ishoa,   23  de  dezembro  de    Uili4. 

Tcni  ã  margem  o  seíjuiiitc  dcsjunlio:  "i\oiiu'o  Hallliazar  César  (rii]«;a. 
Lis1)oa,  17  de  janeiro  de  1(160."  1.020 

PoinAKiA  pela  (pial  se  mandou  passar  patente  a  Baltliazar  Ccsar  d'E(:a  da  Capitania 
da  Fortaleza  de  Santa  Cruz  do  Rio  de  .Janeiro,  por  tempo  de  três  annos. 

l.isboa,  4  de  janeiro  de  1(H;.").  (Aniiiwa  ao  n.  1.020).  1.021 

Co.Nsri.r.v  do  Consellio  Ultramarino,  sobre  a  licença  que  pedira  o  mercador  iuglez 
TJiomaz  White,  residente  na  cidade  do  Porto,  para  mandar  três  inglezes  n'um 
patacho  que  fretara  i)ara  conduzir  gente  portugueza  ao  Brasil. 

Lisboa,  7  de  janeiro  de  1665.  1.022 

Co.Nsn.iA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  das  fortificações  da  praça  do  Rio  de 
Janeiro. 

Lisboa,  7  de  janeiro  de  1665.  1.023 

Co.Nsi  i/rA  do  Conselho  Ultramarino  favoíavel  ao  deferimento  da  petição  de  Beitio 
(ronralves  de  Maeeão,  residente  na  Capitania  de  Macaçu,  districto  do  Rio 
de  Janeiro,  em  que  solicitava  a  propriedade  do  of ficio  de  Escrivão  dos  limites 
da  mesma  capitania,  que  estava  exercendo  por  provisão  do  Governador. 

Lisboa,  26  de  janeiro  de  1665.  1.024 

CoNsn/iA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  autorisação  que  pedira  o  Almoxarife 
da  Fazenda  do  Rio  de  Janeiro  Jorge  de  Leão,  para  prestar  as  suas  contas 
ao  Provedor  da  Fazenda  da  mesma  cidade. 

Lisboa,  4  de  fevereiro  de  1665.  1.025 

Co.NSLi-TA  do  Conselho  Ultramarino  favorável  á  petição  de  Jorge  de  Sousa  Coutinho, 
residente  na  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  ))roprietario  dos  officios  de  Es- 
crivão da  Camará  e  de  Tabellião  do  pul)lico  e  judicial,  em  que  este  solicitava 
licença  para  renunciar  o  1"  officio  em  seu  filho  Fruneiseo  de  Sousa  Coutivlio 
e  o  2"  em  seu  neto  Jorge  de  Sousa  Coutinho. 

Lisboa,  19  de  fevereiro  de  1665.  1.026 

Co.Nsi  i.iA  do  Conselho  l'ltiamarino  sobre  a  confirmação  das  nomeações  de  André 
Mendes  da  Silva  e  Gaspar  Ribeiro  Pereira  para  exercerem  os  cargos  de  The- 
sonreiío  e  Escrivão  do  donativo,  com  ipie  os  moradores  da  Capitania  do  Rio 
de  Janeiro  contribuíram  para  o  dote  da  Rainha  da  Grã  Bretanha  e  paz  com 
a  Hollanda. 

Jvisboa,  20  de  fevereiro  de  1665.  1.027 

Co.Nsir.TA  do  Conselho  ITltramaiino  áceica  do  provimento  da  serventia  do  officio  de 
Tabellião  do  ])ublico,  judicial  e  notas  do  Rio  de  Janeiro,  a  que  eram  con- 
corientes  Manuel  Cardoso  Tjeitão,  Manuel  de  Carvalho  Soares  e  Sehastião 
Serrão  Freire. 

Lisboa.  27  de  ainil  de  |(;i;5.  1.028 


113 


Coxs»ii,TA  do  Conselho  ITltraiuaiino  sobre  a  li(en<;a  que  pecliia  Manuel  da  Costa, 
proprietário  do  ollicio  de  inqueridor,  contador  e  distribuidor  da  cidade  do 
Rio  de  Janeiro,  para  nomear  serventuário  do  mesmo  officio,  que  o  desem- 
penhasse durante  o  tempo  em  que  estivesse  ausente  no  Reino. 

Lisboa,  1  de  maio  de  1665.  1.029 

Co.NsiiTA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  as  inlormações  que  enviara  o  Provedor  da 
Fazenda  Diogo  Vanu  iro  <ht  Fovioina  acerca  das  contas  que  prestara  o  almo- 
xarife da  Fazenda  do  Rio  de  .Janeiro  Manuel  Ferreira  do  Valle. 

Jvisboa,  4  de  maio  de  1065.  1.030 

Co.Nsi  i.iA  (lo  Conselho  Ultramarino  sobre  o  i)aganH>nto  dos  ordenados  que  pedira 
o  Governador  da  Capitania  do  Rio  de  .Janeiro  Pedro  de  Mello. 

Lisboa,  IC  de  maio  de  106.3.  1.031 

Cakta  regia  pela  qual  se  ordenou  ao  Provedor  da  Fazenda  do  Rio  de  Janeiro  que 
informasse  sobre  os  vencimentos  que  tiuliam  recebido  os  Governadores 
Francisco  de  Sottomaior.  D.  Luiz  de  Almeida  e  Salvador  Corrêa  de  Sá. 

Lisboa,  31  de  outubro  de  1663.  Copia.  (Annexa  ao  n.  1.031).  1.032 

Co.\si'i/rA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  de  Lopo  Gago  da  Caviara 
em  que  pedia  providencias  que  impedissem  o  abuso  da  passagem  dos  gados 
pelos  terrenos  do  seu  engenho. 
Lisboa,  8  de  junho  de  1665. 

Tem  annexa  a  portaria  pela  qual  se  viandou  passar  a  respectiva  provisão. 

1.033—1.034 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca   da  petição  em  que  o  Governador  do 

Rio  de  Janeiro  Pedro  de  Mello  solicitava  que  se  lhe  mandasse  tirar  a  sua 
devassa  de  residência. 

Lisboa,  4  de  novembro  de  1665.  1.035 

CoxsuLTA  do  Consellio  Ultramai-ino,  sobre  o  requerimento  de  Francisco  Godinho 
Corrêa,  no  qual  pedia  a  propriedade  do  officio  de  Procurador  dos  índios  do 
Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  7  de  outubro  de  1665.  1.036 

Coxsui/rA  do  Conselho  Ultramarino,  ácer(a  da  autorisação  que  se  deveria  dar  ao 
Governador  do  Rio  de  Janeiro  Pedro  de  Mello  para  regressar  ao  Reino  em 
qualquer  embarcação  que  podesse  aproveitar,  sem  embargo  da  prohibição  de 
virem  navios  fora  do  corpo  da  Armada  da  Companhia  Geral. 

Lisboa,  23  de  outubro  de  1605.  1.037 

CoiNsiLTA  do  Conselho  Ultramarino  favorável  á  confirmação  de  Sebastião  Velho 
de  Lima  no  caigo  de  Sargento-mór  da  Capitania  de  S.  Vicente. 

Lisboa,  12  de  dezembro  de  1665.  1-038 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  proposta  que  fizera  D.  Diogo  de  Faro 
e  Sousa  para  o  provimento  do  posto  de  Capitão-mór  da  Capitania  de  Nossa 
Senhora  da  Conceição  de  Tinhaem  do  Rio  do  .Janeiro,  por  ter  terminado  o 
Iricnnio  o  Capitão  João  lilaii. 

Lisboa,  5  de  .junho  de  1665.  1030 

I.  6  i5 


114 


Requkuimknto   do   Capitão   Henrique  I.eitão   Rebello.   no   qual  pede   a   patente   da 

Capitania  de  Nossa  Senhora  da  Conceição  de  Tiuhaem  do  Rio  de  Janeiro, 
em  que  fora  provido. 

(Anvexo  av  n.  1.039).  l-*^^0 

l'KOi'OSTA  (lue  D.  Diogo  de  Faro  e  Sousa  apresentou  para  a  estollia  do  Capitão-niór 
da  Capitania  de  Xossa  Senhora  da  Conceição  de  Tinhaeni,  que  deveria  sub- 
stituir o  Capitão  João  Blaii. 

Lisboa,  16  de  abril  de  ICGfi.  (Anuexa  ao  n.  1.039). 

"Por  ter  acaliado  Joãi,  Blau  •>  iricuio  <le  Capilam  niór  da  Capitania  de  Nossa  Senhora 
da  Conceição  de  Tenain  (jiV)  no  Kio  de  Janeiro,  e  ser  necessário  nomear  para  ella  pessoa 
de  satisfação  e  seruiços  com  S.  M.  que  Deus  guarde  munda,  por  concorrerem  estas  qualidades 
na  pessoa  de  Henrique  Leitão  Rohallo.  como  consta  dos  papeis  juntos  de  seruiços,  o  nomeio 
cm  iirimciro  lugar  por  capitam  Mór  d.i  dita  Capitania  por  tempo  de  3  annos,  que  começarão 
do  dia  em  qtie  tomar  i)ossc  c  cm  ^ti;uiiilci  lufeMr  a  Diogo  Fernandes  Gameiro,  e  cm  terceiro 
lugar  a  João  Corrêa  de  Castilho  dos  quaes  cscolliera  S.  M.  qual  for  seruido,  o  que  f.iço 
como  tutor  que  sou  de  mco  sobrinho,  filho  de  minha  irmã  a  Senhora  Condessa  da  Ilha  que 
Deus  tem,  a  quem  meo  Tio  o  Senhor  Dom  Affonso  de  Faro  deo  a  so1)redita  Capitania  cm 
dote  sendo  meo  tutor  e  eu  de  menor  idade  e  por  esta  rizão  como  pela  dita  Capitania  ter 
taes  clauzulas,  que  nunca  por  nenhuma  rezão  se  poderá  desanexar  de  minha  caza,  protesto  qv.e 
cm  nenhum  tempo  me  poderá  prcjuilicar  ao  direito  <iue  tenho  a  ella,  esta  nomeação  que 
faço  agora  por  meo  sobrinho." 

1.041 

roKTAKi.v  pela  qual  se  mandou  i)assar  carta  a  Henrique  Leitão  Jtohullo  da  Capitania 
de  Nossa  Senhora  da  Conceição  de  Tinhaeni  no  Estado  do  Brasil,  por  tempo 
de  três  annos. 

Lisboa.  18  de  novembro  de  1006.  (An>ieja  ao  n.  1.039).  1.042 

CoNSci.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  de  Angela  âe  Siqueira, 
viuva  do  Provedor  da  í"'azenda  da  Cai)itania  de  S.  Vicente  Sebastião  Fer- 
nandes Corrêa,  no  qual  pede  a  propriedade  do  ofticio  que  este  exercia,  para 
seu  filho   Thimoteo  Fernandes  Corrêa. 

Lisboa,  15  de  julho  de  1665.  1.043 

PojnAiíiA    pela   qual    se   mandou    passar   a    Thimotcn    Fernandes   Corrêa  alvará   da 

])roi)rÍPdade  do  officio  de  Provedor  da  Fazenda  da  Capitania  de  S.  Vicente. 

I^isboa.  7  de  janeiro  de  KífiT.  (Annvxa  ao  n.  1.043).  1.044 

Co.N.sui.TAs  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  autorisação  (lue  pedira  Marçal  da 
Costa  para  renunciar  em  i)essoa  ai)ta  o  officio  de  contador,  in(|ueridor  e  dis- 
tribuidor da  Cai)itania  dn  Rio  de  .Janeiro,  de  que  era  i>roprietario. 

Lisboa,  17  de  dezembro  de  lOGO  e  2.")  de  janeiro  de  1fifi7. 

Tem  (innexa  ii  portarid  piUi  qual  .se  nuindau  passar  o  rcspeetivo  alvará 
de  lieenra.  1.045—1.047 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  acerca  da  concessão  feita  aos  moradores  das 
Capitanias  do  Rio  de  .lanei ro  Bahia,  Pernambuco  Itamaracâ  e  Parahyba, 
a  que  se  referem  as  jmrtarias  segtiintes. 

Lisboa,  10  de  janeiro  de  10(17.  1.04S 

PoKTAHiAs  (2)  i)i'ias  (|uaes  se  deteriiiiimii  (|ue  us  moradores  das  Cai)itanias  da  Bahia, 
Kio   de   Janeiro,    PernaMil)U<  o,    llamaracá   e   Parahyba   nunca   podesseiu   ser 


115 


penhorados  pelos  seus  ntdores  nas  ral)ii<as  dos  seus  ouiíeiíhos,  mas  sóim  iile 
no  rendimento  de  suas  íaxendas. 

Lisboa,  f)  de  novembro  de  Kifi:'.,  7  de  dezemhio  de  liidT.  {Aunexas  ao  nu- 
mero 1.048).  1.049— I.O.jO 

CoNsii  TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  autorisação  que  pedira  Francisco  de 
Sousa  para  vender  o  engenho  de  S.  Sebastião,  no  Rio  de  .Janeiro,  i)ertencente 
a  sua  neta  e  pupilla  Joavna.  lillia  de  João  de  Goiívra  de  Pina  e  de  Francisca 
de  Sousa  de  Almeida. 

Lisboa,  2G  de  setembro  de  li;'>7. 

Tem  annexa  a  portaria  }icla  (jikiJ  sc  concedeu  a  respectiva  licença. 

1.051—1.052 

Co.Nsn/iA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  i)roviniento  da  Capitania  de  S.  Vicente  e 
S.  Paulo,  de  que  era  donatário  o  Maiquez  de  Cascaes,  que  para  el!a  ])ropuzera 
em  1"  logar  ./o(7o  Coirêa  de  Faria,  em  2"  Martinho  da  Silva  e  em  3"  Belohior 
da  Cunha  da  Fonseca. 

Lisboa,  .'>  de  outubro  de  1067.  í.0'}?> 

PoHTAiMA  pela  qual  se  mandou  i)assar  carta  ao  Capitão  João  Corrêa  de  Fana  da 
Cajíitania  de  S.  Vicente  e  S.  Paulo,  por  temi)o  de  três  annos. 

Lisboa,  20  de  outubro  de  \W~t.  (Annc.ra  ao  n.  I.or.:^).  l.O.íl 

Coxsii.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requeiimento  de  João  da  Fonseca 
Coutinho,  residente  na  cidade  do  Rio  de  .Janeiro,  em  que  pedia  autorisação 
para  João  Corrêa  de  Sousa  exercer  os  officios  de  Escrivão  das  execuções  e 
Ouvidoria  da  mesma  cidade,  de  que  elle  tinha  a  proi)riedade. 

Lisboa,  4  de  novembro  de  1667.  1.055 

Co.Nsri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  remessa  do  dinheiro  do  donativo  i)ara 
o  dote  da  Rainha  da  (írã  Bretanha  e  a  paz  da  Hollanda. 

Lisboa,  15  de  novembro  de  1667.  1.0."6 

Pkovis.vo  regia  pela  qual  se  pro!ongo\i  o  praso  aos  moradores  da  Cai)itania  do  Rio 
de  Janeiro  i)ara  o  pagamento  do  donativo  com  que  deviam  contribuir  i)ara 
o  dote  da  Rainha  da  Grã  Bretanha  e  paz  da  Hollanda. 

Lisboa,  12  de  julho  de  1666.  Copia.  (Anncra  ao  n.  1.056). 

"Eu  Elrey  faço  saber  aos  que  esta  minha  prouisão  virem  que  tendo  respeito  ao  que  se 
me  reprezentou  por  parte  do  Prouedor  geral  do  Estado  do  Brazil  en»  rczão  de  estar  lançad.^ 
a  Capitania  do  Kio  de  Janeiro  em  jó.ooo  cruzados,  cada  anno,  por  tempo  de  i6  e  ser  jouco 
tempo  referido  em  que  a  dita  Capitania  hauia  de  contribuir  com  o  dito  donativo  que  se  lhe 
lançou  no  primeiro  lançamento  para  o  dote  da  .'íirenissinia  Rainha  da  (Iram  Bretanha  e  paz 
de  Hollanda  tendo  cu  a  íj^so  consideração  e  aos  poucos  fruitos  com  que  nestes  últimos 
anno8  se  acha  aquclla  capitania  por  falta  de  cabedacs  e  pouco  commcrcio  e  das  csterilididcs 
que  tem  haiiido  nella:  Hey  por  bem  e  me  pras  por  fazer  mercc  a  seus  moradores  que  dentro 
de  2t  annos  paguem  somente  4iii).oiio  cruzados,  ficando  por  esta  maneira  alliviando-os  na  pro- 
roRação  do  annos  e  em  i6.noo  cruzados  que  se  lhe  tinhão  lançado  mais  no  primeiro  lança- 
nento  e  que  a  C"apitania  de  .São  Vicente  e  as  mais  do  Sul,  paguem  também  no  deciirío  dos 
ditos  24  annos,  64.000  cruzados  repartidamente  i>elo  tempo  referido,  assy  como  ha-.iião  de 
pagar  nos  16  annos  do  primeiro  lançamento  e  sobre  o  que  se  fizer  agora  e  para  o  mais 
que  fôr  necessário  tocante  a  suas  cobranças  e  dci)endencias  se  fará  huma  Junta  de  6  pessoas 
e   2  de  cada  estado   eleitas  pela   nobreza,   pouo   e   ecclesiastico,   para   se   evitarem   subornos  e 

desordens " 

1.057 


116 


REfíVKRiMi:NTo  de  D.  Brites  de  Lemos,  viuva  de  Agostinho  Barbalho  Bezerra,  no 
qual  pede  o  pagamento  de  soldos  (|ue  tinham  ficado  em  divida  a  seu  marido, 
e  as  despezas  que  este  fizera  rom  a  gente  de  guerra  que  o  acompanhara  ao 
descobrimeuro  das  minas. 

(1667).  l-0''8 

Provisão  regia  pela  qual  se  fez  mercê  a  Agostinho  Barbalho  Bezerra,  em  recompensa 
dos  seus  serviços  e  dos  de  seu  pae  Luiz  Barbalho  Bezerra,  do  cargo  de  admi- 
nistrador das  Minas  de  Parnagay,  na  Capitania  de  S.  Paulo. 

Lisboa,  7  de  dezembro  de  1663.  Certidão.  (Anne.ra  ao  n.  1.058).  1.0-'>0 

Provisão  regia  pela  qual  se  ordenou  ao  Provedor  da  Fazenda  do  Estado  do  Brasil 
que  fossem  fornecidas  todas  as  munições  necessárias  para  a  gente  de  guerra 
que  acompanhasse  Agostinho  Barbalho  Bezerra  no  entabolamento  e  desco- 
brimento das  Minas  de  Parnagay,  serra  das  Esmeraldas,  nas  capitanias  de 
S.  Vicente  e  Espirito  Santo. 

Lisboa,  13  de  outubro  de  1666.  (Annexa  ao  n.  1.0-58).  1.060 

Cabta  patente  pela  qual  se  fez  mercê  a  Agostinho  Barbalho  Bezerra  do  cargo  de 
governador  da  gente  de  guerra  que  o  acomi)anhasse  na  jornada  do  descobri- 
mento das  Minas  de  Parnagay  e  da  Serra  das  Esmeraldas,  por  tempo  de 
quatro  annos,  com  o  soldo  de  60$000,  pago  a  metade  no  Rio  de  Janeiro  e  a 
outra  metade  pelos  rendimentos  das  minas. 

Lisboa,  19  de  maio  de  1664.  (Annexa  ao  n.  1.058).  1.061 

Skxtknça  eivei  de  justificação  do  casamento  de  D.  Brites  de  Lemos  com  Agostinho 
Barbalho  Bezerra  e  de  ter  ficado  cabeça  de  casal,  por  fallecimento  de  seu 
marido. 

Lisboa,  21  de  novembro  de  1667.  (Annexa  ao  n.  1.058).  1.062 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  os  autos  de  embargos  que  interpuzera  o 
Reitor  do  Collegio  da  Comi)anhia  de  Jesus  do  Rio  de  Janeiro,  á  carta  regia 
pela  qual  se  fizera  mercê  a  Francisco  Godinho  Corrêa,  do  officio  de  Procurador 
dos  índios. 

Lisboa,  19  de  janeiro  de  1668.  1.063 

Coxsri-TA  do  Conselho  Ultramarino  acerca  do  requerimento  de  ./o(7o  Conca  de  fiá 
(filho  de  Salvador  Corrêa  de  Há),  em  que  pedia  o  posto  de  general  da  Arti- 
lharia do  E.stado  do  Brasil,  allegando  os  serviços  (jue  prestara. 

Lisboa,  S  de  feveieiro  de  1668.  1.061 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sol)re  a  confirmação  da  nomeação  do  Padre 
Bento  Pinheiro  de  Lemos  paia  o  cargo  de  capellão-niór  do  Presidio  do  Rio 
de  Janeiro. 

Li.sboa,  S  de  fevereiro  de  1668.  1.065 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  do  requerimento  de  Benito  da  Rocha 
Oondim,  residente  na  cidade  do  Rio  de  Janeiro,  sobre  uma  acção  que  jiretendia 
intentar  contra  António  Zuzaríe  de  Almeida. 

Lisboa,  10  de  fevereiro  de  1668.  1.006 


iV 


Coxsvi.TA  do  Conselho  Tltiamariíio  sobre  a  peti(;ã.o  de  D.  Brites  de  Lemos,  viuva  de 
Agostinho  JiarbaUio  Jiczerni,  a  (|ne  se  referem  os  doi-s.  us.  I.OÕS  á  1.062. 

Lisboa,  10  de  fevereiro  de  1608.  1.067 

Co.xsi  i.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  autorisação  que  pedira  o  Desembargador 
Luiz  Gomes  de  Loureiro  para  demandar  os  officiaes  da  Camará  do  Rio  de 
Jaueiro  para  pagamento  de  certas  quantias  que  tinham  ficado  em  divida  a  seu 
irmão  António  de  Mariz  Loureiro,  que  fora  Prelado  naquella  Capitania. 
Lisboa,  1")  de  fevereiro  de  1668. 

Tem  annexa  a  portaria  pela  qual  se  mandou  passar  ao  Desembargador 
Luiz  Gomes  de  Loureiro  a  respectiva  provisão.  1.068 — 1.069 

Coxsti.TA  do  Conselho   Ultramarino   favorável   á   licença   que   pedira  o   licenciado 
João  Dias  da  Costa  para  advogar  nos  auditórios  da  cidade  do  Rio  de  Janeiro. 
Lisboa,   21   de  fevereiro  de  1668. 
Tem  annexa  a  respectiva  portaria.  1.070 — 1.071 

Co.Nsi  i.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  provimento  do  posto  de  Capitão  de  uma 
das  companhias  de  Infantaria  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  se  mencionam  os 
serviços  allegados  pelos  respectivos  concorrentes  Gaspar  de  Mariz  de  Al- 
meida, António  de  Magalhães,  João  Velho  Barreto,  Jacinto  Nogueira  Pinto, 
Pedro  de  Oliveira,  Luiz  Machado  Homem  e  Filippe  Pereira  Velho. 

Lisboa,   6   de  março  de  1668. 

Tem  á  margem  o  seguinte  despacho:  "Nomeo  Pedro  de  Oliveira.  Alcân- 
tara, 13  de  abril  de  1668".  1.072 

Co.\si'i.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  provimento  do  posto  de  Capitão  de  uma 
das  companhias  de  Infantaria  da  guarnição  do  Rio  de  Janeiro,  a  que  eram 
concorrentes  Filippe  Pereira  Velho,  Manuel  Faleiro  Cabeça,  Luiz  Corrêa  de 
Seixas,  André  Ferreira  da  Hilva,  Manuel  de  Aguilla,  Jacinto  y agueira  Pinto 
e  João  Velho  Barreto,  cujos  serviços  a  mesma  consulta  relata. 

Lisboa,  8  de  março  de  1668. 

Tem  ú  margem  o  seguinte  despacho:  '-Nomeo  Manuel  d'Agui]la.  Alcan- 
tara.  13  de  abril  de  1668."  1.073 

Consulta  do  Conselho  lUtramaiino  favorável  ao  requerimento  de  António  Pereira 
de  Carvalho,  em  cpie  pedia  a  propriedade  do  officio  de  Escrivão  da  Alfandega 
e  Almoxarifado  do  Rio  de  Janeiro,  que  vagara  por  fallecimento  de  seu  pae 
Manuel  Pereira  de  Carvalho. 

Lisboa,  9  de  maio  de  1668.  1.074 

CoN.srr.TAS  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  petição  de  António  Pcreiía  de 
Carvalho  em  que  solicitava  licença  para  nomear  serventuário  qne  desem- 
penhasse o  cargo  de  Escrivão  da  Alfandega  e  Almoxarifado  do  Rio  de  Ja- 
neiío,  durante  o  imijedimento  «pie  allegava. 

Lisboa,  ir,  de  junho  e  ú  de  julho  de  1668.  1.070 — 1.076 

PoiiTAiiiA  pela  qual  se  mandou  passar  ])rovisão  de  licença  a  António  Pereira  de 
Carvalho  para  nomear  pessoa  ciue  exercesse  o  referido  caigo  durante  doi^ 
annos. 

Lisboa,  14  de  julho  de  1668.  1"T7 


lis 


Co.Nsvi/JA  do  Conselho  Ultianiariíio  !íol)rf>  a  preleusão  de  João  de  Abreu  da  Hilvu, 
Ouvidor  geral  do  Rio  de  Janeiro,  de  ser  provido  no  cargo  de  Procurador  da 
Coroa  e  Fazenda  e  de  ter  competência  para  conhecer  das  causas  dos  homens 
do  mar. 

Lisboa,  28  de  junho  de  1668.  1.078 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  nomeação  do  Capitão-mór  da  Capitania 
de  Cabo  Frio,  no  districto  do  Rio  de  Janeiro,  a  cujo  posto  (que  vagara  por 
ter  terminado  o  triennio  Mauiicl  da  Costa  Freire),  eram  concorrentes  Gaspar 
de  Mariz  de  Almeida.  MavucJ  Varella  de  Freitas  e  António  Vaz  Tinoco, 
allegando  cada  um  os  seus  serviços,  que  a  mesma  consulta  reproduz. 

Lisboa,  3  de  julho  de  1668. 

Tem  á  margem  o  seguinte  despacho:  "Nomeo  a  Gaspar  de  Mariz.  Lisboa, 
9  de  julho  de  1668."  1.07Í) 

(^oNsn.TA  do  Conselho  Ultramarino  relativa  ao  pagamento  de  soldos  em  divida 
ao  Capitão  da  guarnição  da  praça  do  Rio  de  Janeiro  Manuel  da  Costa. 

Lisboa,  8  de  agosto  de  1668.  1.080 

CoxsiLT.^  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  do  Capellão-mór  do 
Prezidio  do  Rio  de  Janeiro  Bento  Pinheiro  de  Lemos,  relativo  ao  pagamento 
dos  seus  vencimentos. 

Lisboa,  5  de  novembro  de  1668.  1.081 

Co.Nsfi.TA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  devassa  de  residência  do  Governador 
da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro  Pedro  de  Mello,  a  que  se  mandara  procoder 
depois  de  ter  terminado  o  seu   governo. 

Lisboa,  22   de  novembro  de  1668.  1082 

Rki.atorio  do  vogal  do  Conselho  Ultramarino  João  Fahão  de  Sousa,  sobre  a  devassa 
de  residência  do  Governador  do  Rio  de  Janeiro  Pedro  de  Mello. 
Lisboa,  20  de  novembro  de  166S.  (Anne.ro  ao  n.  1.082). 

".•\  João  Falcão  de  .Sousa  a(|iieiTi  o  ("onsellio  lenuteo  a  deuassa  que  se  tirou  dos  proce- 
dimentos do  Gouernador  Pedro  de  Mello,  parece  dizer  a  V.  A.  que  quando  nos  nossos  tempos 
não  uem  das  partes  ultramarinas  mais  que  queixas  dos  pouos  contra  os  Gouernadores,  huns 
expulsados,  outros  com  deuassas  criminosas,  he  muito  de  louuar  sair  o  (iouernador  Pedro  de 
Mello  com  tanto  aplauzo  que  nesta  deuassa  se  não  acha  huiiia  minima  dezorticm.  O  sindicante 
o  engrandece,  os  officiaes  da  ("amari  o  al)oiiãi),  grande  numero  de  testemunhas  prouão  seus 
lions  proccdin.ientos;  não  se  iióde  nisto  considerar  affeição  porque  não  ser  possivel  concor- 
darem sindicante,  officiaes  da  Camará,  e  tão  grande  numero  de  homens  do  pouo  em  huma 
voz;  quando  procedem  dezordenadamente,  logo  ha  queixa  ou  geral  ou  particular.  Pelo  que  li 
na  deuassa,  uem  a  concorrer  em  Pedro  de  Mello  todas  as  partes  que  se  requerem  em  hum 
(iouernador,  porque  concorrem  n'elle  prudência  para  administração  da  justiça,  limpeza  (.\c 
mãos,  valor  para  castigar  os  culpados  e  evitar  delictos,  partes  que  poucas  vezes  cincorreni 
juntas.    K.stes   são    os   gouernadores    que    o    Reino    hc    mister " 

1.083 

Co.NsLi.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  nomeação  do  Governador  que  deveria 
substituir  Pedro  de  Mello  no  governo  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  a 
cujo  cargo  eram  concorrentes  João  da  Silva  de  Sousa,  Ai/rea  de  Sonsa  de 
Castro,  D.  Jorge  Henriques.  D.  Pedro  de  Almeida,  Martim  Corrêa  de  Sá, 
António  JacQues  de  Paiva.  JJ.  António  Lobo  da  Silveira  e  Fernão  de  Sousa 


119 


Coutinho,  cada  um  dos  quai-s  allegara  seus  serviços,  que  a  un  sina  consulta 
reproduz. 

L'sboa.  7  de  janeiro  de  1660. 

Tem  ú  ntarijcm  o  NCfiidiilc  despochu:  "Xonieo  a  João  da  Silva  de  Sousa. 
Lisboa,  2y  de  março  do  166»."  1.084 

PoiMAiiiA   pela  q\uil  !^e  mandou   i)assai'  a  -/(nhj  ila  silia  <lr  .S'o(/.s(í  carta  do  yi>vcrMo 

da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  por  trts  annos,  com  o  ordenado  de  1.000 
cruzados. 

Lisboa,  .")  de  jnllio  de  166;i.  l.OÍJ.^i 

Co.\sri.T.\  do  Conselho  Ullramarino  sobre  o  provimento  do  cargo  de  Capitão  da 
Forta'pza  de  S.  João  da  Barra  do  Rio  de  Janeiro,  que  vagara  por  falWxi- 
mento  de  AsiOiso  Gonrali es  Mattoso  e  a  que  eram  pretendentes  francin  o 
Pinto  Pereira,  Uuy  Yaz  Pinto.  Manuel  Fale  iro  Cabeça.  Manuel  Barreto  Vale.jo, 
José  Lopes,  -laiinto  Xogiicira,  Gaspar  Mariz  de  Almeida  e  Sebastião  da  Costa, 
cujos  serviços  a  consulta  relata  individualmente. 

Lisboa,  14  de  março  de  1669. 

Tem  li  nuirfjem  o  seguinte  despacho:  Nomeo  a  Francisco  Pinto  Pereira. 
Lisboa,  30  de  abril  de  1669."  1.086 

Co.Nsri.r.v  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  petição  do  Capitão  da  Fortaleza  de 
S.  João,  Francisco  Pinto  Pereira,  em  que  solicitava  a  propriedade  da  mesma 
Capitania,  de  que  se  lhe  fizera  mercê  por  três  annos. 

Lisboa,  8  de  junho  de  1669.  1.087 

PoiíTAKiA  pela  qual  se  mandou  passar  a  Francisco  Pinto  Pereira  carta  patenie  do 
cargo  de  Capitão  da  Fortaleza  de  S.  João  da  Barra  do  Rio  de  Janeiro,  sem 
limitação  de  tempo. 

Li.sboa,  21  de  junho  de  1669.  (Anncxa  ao  n.  1.087).  1.088 

Co.Nsri.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  provimento  da  Capitania  de  Xossa 
Senhora  da  Conceição  de  Tinhaem,  e  a  respectiva  ]»roposta  de  Diogo  de  Faro 
e  Sousa,  como  tutor  de  seu  sobrinho  filho  da  Condessa  da  Ilha,  que  indicava 
em  1."  logar  Sebastião  Pereira  de  Macedo,  em  2."  José  de  Faria  e  em  3."  João 
de  Figueiredo,  de  cujos  serviços  faz  menção  a  mesma  consulta. 

Lisboa,  14  de  junho  de  1669. 

Tem  li  margem  o  s-'guinte  d<spaclio:  "Nomeo  a  Sebastião  Pereira  de 
Macedo.  Lisboa,  6  de  julho  de  1669."  1.089 

PoiHAUiA  pela  qual  se  mandou  pas.-ar  a  Sebastião  Pereira  de  Macedo  carta  patente 

da  Capitania  de  Nossa  Senhora  da  Conceição  de  Tlnhaeni,  por  três  annos. 

Lisboa,  9  de  j-jlho  de  1669.   (Anncja  ao  n.   1.089).  1.090 

Coxsn.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  provisão  que  o  Desembargador  António 
Xaho  Pessanlia  pedira  para  se  dar  cumprimento  no  Rio  de  Janeiro  ás  ordens 
que  recebera  do  Desembargo  do  Paço,  relativas  á  devassa  de  residência  ipic 
ia  tirar  do  (íovernador  7).  Pedro  Mas<itrcn}iii.s. 

Lisboa,  20  de  julho  de  166b.  1091 


120 


Coima   dos  (apitulos  G,  7   e   i)arli-  do   18  do   Regimento   do  Coubfllio   Ultramarino, 
relativos  á  sua  jurisdiccão. 
(Avncxa  au  n.  1.091). 

"Ao  dito  Conselho  hoy  por  1>cni,  qiic  iKitcngão  Iodas  .-JS  nialcrias  c  negócios  de  qualquer 
<Hialidadc  que  forem,  tocantes  aos  ditos  Estados  da  índia,  Brazil,  Guiné,  Ilhas  de  São  Thonié 
c  Cabo  Verde  e  de  todas  as  mais  parles  ultramarinas,  tirando  as  Ilhas  dos  Açores  c  da  Ma- 
deira  e  lugares  de   Africa. 

E  por  elle  hade  correr  a  administração  da  fazenda  dos  ditos  Estados:  e  a  que  delles  vier 
ao  Kcyno,  .se  administrará  pelo  Conselho  da  Fazenda,  que  correrá  também  com  os  empregos 
c    retornos   das   carregações. 

—  Ao  dito  Conselho  virão  dirigidas  todas  as  cartas  e  despachos  que  se  me  enviarem 
de  todos  os  Ministros  e  Prelados  e  quaesquer  outras  pessoas  dos  ditos  Estados,  e  todas  as 
vias   dos   ditos   despachos    se   levarão    ao    dito    Conselho    serrados 

—  E  porque  o  dito  Conselho  me  possa  melhor  seruir,  e  não  haja  encontros  entie  elle 
e  os  mais  Conselhos  e  Tribunaes,  sobre  os  negócios  que  a  cada  hum  tocarem,  Hey  por  bem, 
e  declaro,  que  de  todas  as  cousas  declaradas  neste  Regimento,  conheça  o  dito  Conselho  pela 
maneira  acima  declarada,  sem  que  outro  algum  Conselho  ou  Tribunal  se  possa  intrometer 
nelas,  ainda  que  até  agora  costumassem  correr  nelles,  e  lhes  pertenção  por  seus  regimentos  e 
provisões,  porque  no  que  forem  contra  o  contheudo  neste  regimento  as  hey  por  derrogadas  e 
de  nenhuma   força  e  vigor,   conx)    se   aqui   fossem   expressas  e  declaradas " 

1.092 

Cu-Nsri.iA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  as  instrucçõcs  e  vencimentos  que  se  de- 
veriam dar  ao  Desembargador  da  Casa  do  Porto  António  da  Fonseca  e  Brito, 
nomeado  para  sindicar  do  Governador  e  Ouvidor  Geral  do  Reino  de  Angola. 
Lisboa,  8  de  agosto  de  1656.  Co2)i(i.  (Annexa  ao  n.  1.091).  1.093 

Co.xsui.TA  do  Consellio  Ultramarino  sobre  os  capítulos  que  o  Ouvidor  Geral  que 
tora  da  Capitania  do  Rio  de  .Janeiro  Manuel  Dias  llaposo...  contra  o  Admi- 
nistrador e  Prelado  ecclesiastico  Manuel  de  »S'o?/sa  e  Almada. 

Lisboa,  6  de  setembro  de  1669.  1.094 

CoN.suLTA  do  Conselho  Ultramarino  favorável  á  pefc^ão  de  Pedro  fíanehes  da  Fon- 
seca, residente  no  Rio  de  Janeiro,  em  que  solicitava  uma  nova  devassa  sobre 
a   aggressão  que  soffrera. 

Lisboa,  17  de  setembro  de  1669.  1.095 

CoN.sii.TA  do  Conselho  Ultramarino  á(  erca  da  petição  do  Procurador  da  Camará 
do  Rio  de  Janeiro,  relativa  ás  quexas  que  havia  contra  o  Juiz  dos  orphãos 
por  falta  de  prestação  de  contas. 

Lisboa,  23  de  setembro  de  1669.  1  OOò 

Co.Nsii.rA  do  Const'lho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  em  que  os  officiaes  da 
Gamara  do  Rio  de  Janeiro  pediam  a  confirmação  da  nomeação  de  João  Dias 
da  Costa  para  o  cargo  de  Thesoureiro  do  Donativo  para  o  dote  da  Rainha 
da  Grã  Bretanlia  e  paz  da  Molianda. 

Lisboa,  23  do  setembro  de  16G9.  1.097 

PoitTAiiiA  pela  (|iJal  se  mandou  passar  (;arta  d<'  confirmação  da  ii()niea<;ão  do  The- 
soureiro do  Donativo  para  o  dote  da  líainha  da  Grã  IJretanlia.  ■/não  Pias  <la 
Cosia.  \wv  três  annos  e  com   o  ordenado  animal   de   1(l(i$(lOO   is. 

Lisboa,  9  de  outubro  de  1669.   (.\iiiie.ra  <n,  ii.  1.097).  l.OliS 


121 


Co.NSui.TA  do  Conselho  Ultramarino  re'.atlva  ás  instrucções  que  o  Desi-mbargaclor 
António  Xabo  Pessanha  devia  levar  i)ara  o  Rio  de  Janeiro,  sobre  as  diversas 
commissões  de  serviço,  que  lhe  estavam  confiadas. 

Lisboa,  28  de  setembro  de  1669.  1.099 

Co.NSLiTA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  do  licenceado  Manuel 
Dias  h'n2)Oso,  Ouvidor  Geral  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  pedia  a  prisão  dos 
cai)itães  Garcia  da  Gama  c  D.  Gabriel  Garcez  y  Gralha,  por  o  terem  prendido 
arbitrariamente  com  ordem  do  Governador. 

Lisboa,  28  de  setembro  de  1669.  1.100 

Co.x.sii.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  petição  do  dr.  Fr.  Mauro  da  Assumpção, 
Procurador  da  cidade  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  solicitava  instrucções 
sobre  os  salários  que  deviam  levar  os  Ouvidores  geraes  e  os  seus  officiaes 
nas  medições  de   terras. 

Lisboa,  9  de  novembro  de  1669. 

Tem  anne.vo  o  respectivo  requerimento.  1.101 — 1.102 

Co.Nsui.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  representação  em  que  o  Procurador  da 
Camará  do  Rio  de  Janeiro  pedia  que  todos  os  annos  podessem  sahir  livre- 
mente de  Angola  três  navios  com  carga  de  escravos  para  o  Rio  de  Janeiro. 
L'sboa,   18  de  novembro  de  1669.  1.103 

Co.xsvi.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  representação  em  q'.ie  o  mesmo  Pro- 
curador pedia  para  haver  no  Senado  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro  um  Juiz 
do  Povo  e  dois  mesteres,  como  havia  no  da  Bahia. 

Lisboa,  2  de  dezembro  de  1669.  1.104 

CoN.suLTA  do  Conselho  Ultramarino  favorável  ao  deferimento  da  representação  do 

Procurador  da  Camará  do  Rio  de  Jane'ro,  na  qual  pedia  autorisação  para 
a   edificação   de   um   mosteiro   de   freiras   naquella   cidade. 
Lisboa,   28  de  dezembro  de  1669. 

Tem    aiinexa   a   respectiva   represcntdí^ão.  1.105 — 1.106 

"Tem  mostrado  a  experiência  que  1.3  mosteiros  de  religiozas  que  ttin  as  Ilhas  dos  Açores 
c  4  a  da  Madeira,  não  seruirão  de  ruina  a  s-eus  moradores;  logo  nem  menos  seruirá  de  pir- 
diçfu)  Imni  só  mosteiro  que  os  do  Kio  de  Janeiro  pretendem  alcançar  da  Real  grandeza  de 
\'.  A.,  da  qua!  alcançarão  os  moradores  da  Bahia  esta  mercê,  sendo  huma  Praça  exporta  ás 
inuasões  e  hostilidades  das  nações  estrangeiras,  e  o  Kio  de  Janeiro  tão  inexpugnauel  por 
natureza,  que  senhoreando  o  Olandez  todas  as  mais  Praças  daquelle  Estado,  só  a  esta  se 
nãu    atreverão    a>    armas    inimigas " 

1.105—1.106 

Cakta  do  Senado  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro,  dirigida  ao  Rei,  em  que  affirma 

o  bom  comportamento  de  João  Corrêa  de  Sá  e  a  estima  geral  de  que  gozava. 

Rio  de  Janeiro,  .TO  de  dezembro  de  1669.  1.107 

Co.Nsti.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  de  Francisco  de  Sousa 
Coutinho,  em  que  pedia  a  propriedade  dos  offcios  de  Escrivão  da  Camará  do 
Rio  de  Janeiro  e  Tabellião  do  publico,  jud'cial  e  notas. 

Lisboa,  13  de  fevereiro  de  1670. 

T<'m.  annexa  a  pnrlariít  pija  (jua]  .se  mandov  passar  a  respectiva  carta 
de  propriedade.  I.IOS -1.109 

I.  6  iG 


122 

Consulta    do   Conselho    Ultramarino    acerca   dos    salários   yue    deveriam    levar   os 

juzes  ordinários  do  Rio  de  Janeiro  nas  devassas  que  tirassem  fora  da  cidade. 

Lisboa.  13  de  fevereiro  de  1670.  1.110 

PoiiTAKi.v  pela  qual  se  mandou  passar  provisão  para  que  os  juizes  ordinários  d'i 
Rio  de  Janeiro  levassem  dois  cruzados  por  dia,  quando  Tossem  fora  da  cidado 
tirar  devassas. 

L-'sboa,  28  de  maio  de  1670.  (Anucja  ao  n.  1.110).  1.111 

Co.Nsri.TA   do  Conselho   Ultramarino   acerca  da   repMca  do  Procurador  da  Camará 

do  Rio  de  Janeiro  sobre  os  navios  que  a  mesma  Camará  pretendia  que  an- 

uualmente   transportassem   os   escravos   de  Angola   para  o   Rio   de  Janeiro. 

Lisboa.  1  de  julho  de  1670.  1.112 

Co.NsriTA.s  (2)  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  mosteiro  de  freiras  que  os  mora- 
dores do  Rio  de  Janeiro  pretendiam  fundar  naquella  cidade. 

Lisboa,  õ  de  agosto  e  6  de  outubro  de  1670.  1.113 — 1.114 

Rri'j;i:si:.ma<;.\o  dos  officiaes  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  solicitam  au 
torisação  para  fundar  naquella  cidade  um  convento  de  religiosas. 

Rio  de  Janeiro,  18  de  abril  de  1670.  (Annexa  ao  n.  1.114).  l.llõ 

Lm-ok.maião  do  Padre  Antão  Gonçalves,  Provincial  da  Companhia  de  Jesus,  fa- 
vorável á   fundação   do   referido   convento   do   Rio   de   Janeiro. 

Évora,  7  de  setembro  de  1670.  (Anncxa  ao  n.  1.114).  I.IIG 

Co.nsxt.ta  do  Conselho  Ultramarino  acerca  da  petição  de  Manuel  Caldeira   Soares, 

residente  no  Rio  de  Janeiro,  relaCva  ao  cumprimento  da  provisão  seguinte. 

Lisboa,  23  de  outubro  de  1670.  1.117 

Pkovisão  i)ara  o  Ouvidor  Geial  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro  tomar  conhecimento  e 
determinar  a  preferencia  a  quem  toca  cobrar  o  que  Bento  de  Castro  ficou 
devendo  á  fazenda  dos  defuntos  o  auzentes,  á  Fazenda  Real  ou  á  Camará 
da  dita  Capitania. 

Lisboa,  28  de  setembro  de  166Í).  (A)i>i<\ra  ao  ii.  1.117).  1.118 

PoKiAniA  pela  qual  se  mandou  i)assar  provisão  a  Manuel  Caldeira  Soares  para  o 
Ouvidor  Geral  do  Rio  de  Janeiro  sei-  juiz  na  acção  de  preferencias,  em  que 
o  mesmo  era  parte. 

Lisboa,  20  de  novenilii'o  de  1670.  (Annexa  ao  n.  1.Í17).  I.VIU 

Co.NST-i.TAs  (4)  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  venda  de  um  engenho  situado 
na  comarca  do  Rio  de  Janeiro,  que  Fra7}cisco  de  Housa  pretendia  effectuar, 
como  tutor  de  uma  neta  sua,  filha  de  João  de  Gouvéa. 

V.  d.  1670-1671.  1.120— 1.1  L'4 

LxKOU.MAçÃo  sobie  o  compoitamento,  ])robidade  e  comixiteueia  de  Franeiseo  de 
Sousa  para  exercer  a  tutoria  de  sua  lieta. 

(Lisboa),  20  de  maiço  de  1671.  (Antieia  íío  //.  1.124).  1.125 


123 


Coxsn.TAs  (2)  do  Concelho  Ultramarino  sobre  as  diversas  mercês  (luo  pedira 
Alartim  Correu    VasquiancH.  em   recompensa  de  seus  serviços. 

Lisboa,  28  de  abril  do  :166:J  e  20  de  novembro  de  1671.  1.126-1.127 

CoNsri.MA  do  Conselbo  Ultiamarino,  acerca  de  uma  representação  dos  offic'aes 
da  Camará  da  villa  da  Conceição,  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  em  que 
pediam  para  os  seus  municipes  serem  alliviados  do  donativo  estabelecido 
para  o  dote  da  Rainha  de  Inglaterra  e  paz  da  Hollanda. 

Lisboa,  27  de  novembro  de  1670.  1.128 

CoNSX'i.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  as  informações  que  tinham  dado  os  offi- 
ciaes  da  Camará  do  Rio  de  .Janeiro  sobre  o  procedimento  de  João  Corrêa 

r/e  .S'(^ 

Lisboa,  24  de  novembro  de  1670.  1.120 

Co.Nsci.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  provimento  da  serventia  do  officio 
de  meii  inho  da  correição  do  Rio  de  Janeiro,  a  que  eram  pretendentes  Manuel 
Hodrir/ues  de  Leão  e  Thomaz  Yarim,  cujos  serviços  estão  relatados  na  mesma 
consulta. 

Lisboa,  11  de  dezembro  de  1670.  1.J30 

Consulta  do  Conselho  Ultramai-ino,  sobre  as  queixas  que  um  escravo  de  João  de 
Abreu , de  Oliveira,  morador  no  recôncavo  do  Rio  de  Janeiro,  apresentara  ao 
Ouvidor  geral   contra  o   seu   senhor. 

Lisboa,  2?,  de  dezembro  de  1670.  1.131 

Co.NST-i.TA  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  á  petição  de  Fr.  Mauro  da  Assumpção, 
Procurador  da  cidade  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  solicitava  que  o  seu  Padre 
Geral  lhe  permitt:sse  o  demorar-se  no  Reino  até  concluir  os  negócios  de  que 
estava  tratando  como  procurador  da  mesma  cidade. 

Lisboa,  31  de  janeiro  de  1671.  1.132 

CoNStn.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobie  as  representações  dos  procuradores  das 
Camarás  da  Bahia  e  Rio  de  Janeiro,  em  que  e.xpunham  a  necessidade  de 
imi)edir  (ine  os  Covfrnadorcs  tivessem  negócios  ronimerciaes,  nas  suas 
Capitanias. 

Lisboa,  31  de  janeiro  de  1671.  1.133 

VitTo  do  vogal  do  Conselho  Ultramarino  João  Falcão  de  ^'ousa  sobre  as  represen- 
tações a  quo  se  refere  a  anterior  consulta. 

Lisboa,  4  de  fevereiro  de  1671.  (Anne.ro  ao  n.  1.133).  1.134 

CoxsrLTA  do  Conselho  Ultramarino"  ác;  íca  do  qvie  haxiam  representado  os  procura- 
dores da  Camará  da  Bahia  e  Rio  de  Janeiro  sobre  os  prejuízos  que  causava 
a  concessão  de  licenças  a  navios  para  navegarem  fora  das  frotas. 

Lisboa,  31  de  janeiro  de  1671.  1-133 

Coxsri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  representação  dos  mesmos  procura- 
dores em  que  expõem  os  damnos  que  resultavam  dos  ministros  se  intro- 
metterem  nas  eleições  dos  governadores  e  na  escolha  dos  diversos  func- 
cionarios. 

Lisboa,  31  de  janeiro  de  1671.  I.I06 


124 


Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  devassa  de  residência  que  pedira  o 
Provedor  da  Fazenda  do  Rio  de  Janeiro,  Dioíjo  Carneiro  de  Fontoura. 

Lisboa,  5  do  fevereiro  de  1671.  LI.".? 

CoNSTM-TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  provimento  da  Capitania  da  Fortaleza 
de  S.  João  da  Barra  do  Rio  de  Janeiro,  a  que  eram  concorrentes  Martim 
Corrêa  Vasquennrs.  Gaspar  de  Mariz.  Manuel  Faleiro  Cabeça,  A7itonio  Soares 
Osório,  José  Lopes,  Agostinho  de  Barros  de  VaseoneeUos,  Belehior  VaTentq 
Rolão,  Manuel  Soares  Pereira.  Pedro  de  Sepúlveda  Rebello,  Balthazar  YieirA 
Veiga  e  Manuel  de  Almeida  Ribeiro,  cujos  serviços  se  enconti"am  individual- 
mente relatados  na  mesma  consulta. 

Lisboa,  12  de  fevereiro  de  1671. 

Tem  ú  margem  o  seguinte  despacho:  "Nomeo  Agostinho  de  Barros  de 
Vasconcellos.  Lisboa,  18  de  fevereiro  de  1671.  1.1P.8 

CoNSxn.TAS  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  as  representações  dos  procuradores 
das  camarás  da  Bahia  e  Rio  de  Janeiro,  acerca  da  maneira  como  se  deveriam 
organizar  as  frotas  do  Brasil. 

Lisboa,  16  e  18  de  fevereiro  de  1671.  1.139—1.110 

Decrkto  em  que  se  regula  a  navegação  entre  o  Reino  e  os  portos  de  Ultramar, 

Copia  da  minuta.  (Annexo  ao  n.  1.139).  l.Ml 

PuoviS-\o  regia  pela  qual  se  impuzeram  diversas  penalidades  ao  Governador  do 
Estado  do  Brasil,  e  aos  capitães-móres  de  suas  capitanias,  que  concedessem 
licenças  aos  navios  carregados  de  assucar  para  seguirem  viagem  fora  do 
corpo  da  frota. 

Lisboa,  24  de  julho  de  1660.  Copia.  (Annexa  ao  n.  1.139). 

"Eu  EIrey  faço  saber  aos  que  esta  minha  Provisão  virem,  que  para  se  poderem  atalhar 
tão  graues  danos,  como  padece  esta  Coroa  na  reputação  e  na  fazenda,  não  sendo  de  menor 
importância  o  prejuizo  que  resulta  aos  direitos  reaes  de  se  tomarem  os  nauios  que  vem  do 
Estado  do  Brazil,  causado  tudo  das  pessoas,  a  cujo  cargo  está  o  governo  em  geral,  e  em 
particular  das  Praças  delle,  os  deixarem  nauegar  para  este  Reyno  com  carga,  fora  do  corpo 
da  Armada  da  Frota  da  Com/<anIiia  geral  do  cowo-cio,  que  para  esse  effeito  se  formou,  para 
dar  comhoy  a  todos  os  nauios:  Hey  por  liem  e  mando  que  o  (louernador  c  Capitão  General  do 
Estado  do  Brazil  ou  qualquer  dos  capitães  mores  das  Capitanias  dellc,  que  deixarem  vir  iiauio 
ou  nauios,  carregados  de  assucares,  fora  do  corpo  da  Armada,  sendo  tomado  dos  Piratas,  pa- 
guem á  minha  Fazenda  os  direitos  dos  assucares  que  os  taes  nauios  trouxerem,  e  á  Com- 
panhia o  coniboy,  liquidando-se  huma  e  outra  couza,  pela  estimação  das  caixas  que  houver 
noticia  trazião.  E  que  posto  que  os  taes  nauios  cheguem  a  saluamento  paguem  de  pena  os 
Oouernadorcs  que  a  tal  licença  lhes  concederem  2000  cruzados,  pela  inobediencia  em  que 
incorrerem  de  os  hauer  deixado  vir  contra  meus  mandados,  e  o  que  por  multiplicadas  cartas 
minhas  se  lhe  tem  aduertido;  e  outros  :jooo  cruzados  pagarão  também  os  donos  dos  ditos 
nauios,  de  mais  de  serem  prezos  os  mestres  e  pilotos  delles;  o  que  se  não  entenderá  nos 
nauios  que  aprezentareni  licença  minha  para  irem  ao  Brazil  e  voltarem  com  carga,  sem 
comboy.  E  ordeno  também  ao  meu  Conselho  Ultramarino,  e  em  particular  ao  Conde  Presi- 
dente delle,  que  com  a  justificação  que  julgar  por  bastante,  proceda,  e  mande  cobrar  a  dita 
pena,   pondo,   até    se   arrecadar   com    effeito,    sequestro    nas    fazendas   e    ordenados,    dos   que 

incorrerem  na  dita  culpa •' 

1.142 

Dkíhkto  pelo  qual  se  mandaram  observar  com  rigor  as  disposições  da  provisão 
antecedente. 

Jvishoa,  27  (!(!  maio  de  1664.  Copia.   (Annr.ni  ao  //.   LLi!)).  l.lí.j 


Co-NsriTAs  (2)  do  Conselho  Ultraniaiino,  sobre  o  laiu;ainciito  c  cobrança  do  do- 
nativo para  a  Rainha  de  Inglaterra  e  paz  da  llollanda,  que  os  oíliciaes  da 
Camará  do  Rio  de  Janeiro  pi^etendiani  fazer,  sem  a  intervenção  do  Governador 
ou  de  oulra  ((ualquer  pessoa. 

Lisboa,  27  de  fevereiro  de  1671.  1.144—1.14;', 

Imoum.u.õks  dos  pro(  uradorí^s  das  camarás  da  Raliia  e  Rio  de  .Taneiro,  .Tose  Moreira 
de  Azevedo  e  Fr.  Mauro  da  Assumpção,  sobre  a  forma  como  nafiiiellas  cidades 
se  procedia  ao  lançamento  e  cobrança  do  referido  donativo. 

Lisboa.  10  e  20  de  janeiro  de  1671.  1.146 — 1.147 

CoNsiM.T.v  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  em  (lue  António  Pcrvint 
(Ic  Carvalho  pede  licença  pai-a  renunciar  o  officio  de  Escrivão  da  Alfandega 
e  Almoxarifado  do  Rio  de  .Janeiro. 

Lisboa,  2  de  março  de  1671. 

Tem  annaxa  a  respectiva  portaria  úe  licença.  1.148 — 1.141) 

CoNsri/iA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  proposta  do  Marquez  de  Cascaes,  Do- 
natário das  Capitanias  de  S.  Vicente,  S.  Paulo  e  Santa  Anna  do  Estado  do 
Brasil,  para  o  provimento  do  cargo  de  capitão  das  mesmas  Ca])itanias,  na  qual 
indicava  em  1"  logar  Agostinho  de  Fiffiíeiredo,  em  2"  Paulo  Pereira  de  Faria 
e  em  3"  Eliseu  Corrêa,  cujos  serviços  se  encontram  relatados  na  consulta. 
Lisboa,  16  de  abril  de  1671. 

Tem  lançado  o  seguinte  despacho:   "Nomeo  a  Agostinho  de  Figueiredo 
Lisbra,  18  de  abril  de  1671."  1.1. '■)0 

PoirrAiii.v  pela  qual  se  mandou  passar  a  Agostinho  de  Figueiredo  carta  ])atente  nas 
Cai)itanias  de  S.  Vicente,  S.  Paulo  e  Santa  Anna,  por  tempo  de  três  annos. 

Lisboa,  10  de  junho  de  1671.  (Anne.va  ao  n.  1.1.")0).  1.1.")1 

Coxsn/rA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  representação  do  Procurador  da  Ca- 
mará do  Rio  de  .Janeiro,  em  que  pedia  que  os  ouvidores  geraes  exercessem  as 
funcções  de  juizes  dos  feitos  da  coroa,  como  o  faziam  no  Reino  de  Angola. 
Lisboa,  10  de  julho  de  1671.  1.1.'.2 

CAirrA  regia  diiigida  ao  ouvidor  geial  do  Reino  de  Angola  Francisco  da  Silveira 
Sottomaior,  na  (|ual  se  mandava  que  exercesse  as  funcções  de  juiz  dos  feitos 
da    coroa. 

I^isboa,  10  de  agosto  de  1670.  Copia.  (Anncxa  ao  n.  l.ir)2).  1.1."):} 

C.xpnui.c  20  do  regimento  dos  ouvidores  geraes  do  Estado  do  Maranhão.  pi'Io 
qual  lhes  foram  conferidas  as  funcções  de  juiz  dos  feitos  da  coroa. 

Copia.  (Annexa  ao  n.  1.1.')2).  I.l."i4 

Coxsri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  confirmação  do  conti'ato  que   S!alra- 
dor  Corrêa  de  »sví  celebrara  com  os  officiaes  da  Camará  do  Rio  de  .lanei i-o 
e  pelo  qual  permutara  três  moradas  de  casas,  em  que  viviam  os  governadores 
da  praça  por  vários  foros  e  a  liquidação  de  uma  divida, 
Jjisboa,   1  de  agosto  de  1671. 


liiO 


Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  á  petição  do  fraucez  João  Garcia, 
na  qual  solicitava  licença  para  levantar  no  Rio  de  Janeiro  um  dinheiro, 
que  pertencia  a  seus  filhos,  pela  venda  de  umas  casas. 

Lisboa,   3  de  setembro  de  1.671.  1.156 

PoRT.vraA  pela  qual  se  mandou  passar  provisão  a  João  Garcia  para  effectuar  o  le- 
vantamento da  referida  quantia. 

Lisboa,  12  de  outubro  de  1G71.  (Aiinr.ra  ao  n.  1.156).  1.157 

Consulta  do  Conselho  Ultramaiino,  relativa  ao  contrato  que  celebrara  a  Camará  do 
Rio  de  Janeiro  com  Kalvador  Corrca  de  *sv/  e  a  que  .iá  se  referia  a  consulta 
n.  1.115. 

Lisboa,  10  de  setembro  de  1671.  1.15S 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  provimento  do  officio  de  Escrivão  da 
vara  do  IMeirinho  do  campo  do  Rio  de  Janeiro,  a  (lue  eram  concorrentes  Jero- 
nymo  Bentes  de  Sousa,  Sebastião  Serrão  Freire  e  Manuel  Rodrigues  de  Leão, 
cujos  serviços  a  mesma  consulia  relata. 

Lisboa,  19  de  novembro  de  1671. 

Tem  ú  margem  o  seguinte  despacho:  "Nomeo  a  Sebastião  Sei  rão  Freire. 
Lisboa,  6  de  novembio  de  1671".  1.159 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,   sobre  o  provimento  do  posto  de  Capitão  de 

Artilharia  do  Rio  de  Janeiro,  a  que  era  pretendente  Manuel  do  Rego  da  Silva. 

Lisboa,  7  de  dezembro  de  1671.  1.160 

Carta  patente  ]^e]a  qual  se  fez  mercê  a  Manuel  Matheus.  de  o  nomear  polvarista  e 
capitão  da  artilharia  do  Rio  de  Janeiro,  com  o  soldo  mensal  de  10$000. 

Lisboa,  9  de  dezembro  de  1648.  Copia.  (Annexa  ao  n.  1.160).  1.161 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  favorável  ao  deferimento  do  requerimento  em 
que  Jos('  Corrêa  Ximcnes  pedia  licença,  em  recompensa  de  seus  serviços. 
para  renunciar  em  um  dos  filhos  o  officio  de  tabellião  do  publico,  judicial  e 
notas. 

Lisboa,  7  de  dezembro  de  1671.  1.162 

Portaiua  pela  qual  se  mandou  passar  alvará  de  licença  a  José  Corrêa  Xiwenes  para 
renunciar  em  seu  filho  mais  velho  o  refeiido  officio. 

Lisboa,  24  de  dezembro  de  1671.   (Annr.ra  ao   u.   1.162).  1.163 

Consulta  do  Conselho  Ultianiai  ino  relativa  ás  devassas  a  que  se  refere  o  seguinte 
officio. 

Lisl)oa,  17  de  dezembro  de  1671.  1.164 

Oi  iK  10  do  Desembargador  António  Nabo  Pessanha,  sobre  as  devassas  (pie  tinha  ti- 
rado no  Rio  de  Janeiro  do  Ouvidor  geral  Manuel  Dias  Tlaposo  e  seu  escrivão 
Oonralo  Riheiro  Barbosa. 

Rio  de  Janoiro,  6  de  julho  de  1071.  (Anncro  íío  n.  1.164). 

Tem  annexas  uma  relação  de  dut  uinrnios  v  a  informação  de  Feliciano 
Dourado  sobre  as  mesmas  devassas.  1.165 — 1.167 


127 


Co.NSin.TA  do  Coiisrlhu  ritianiariíio  sobre  a  (lueixa  qw  tiiiliaiu  IVito  os  offiriaos  da 
Santa  Casa  da  iMiscricordia  do  Rio  de  Janeiro  do  inesnlar  i)ro(ediniento  do 
Prelado  ecclesiastico  Manuel  de  Sousa  cie  Almada. 

Lisboa,  2L'  de  dezembro  de  1071.  1.1G8 

Co\.si:i;rA  do  Conselho  Ultramarino  acerca  das  representações  dos  procuradores  das 
Camarás  da  Bahia  e  do  Rio  de  Janeiro,  contra  as  violências  que  exerciam 
nos  jiortos  do  Brasil  os  generaes  almirantes  e  officiaea  das  frotas. 

Lisboa,  ?>\  de  janeiro  de  1071.  1.1G9 

Co.Nsii.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  provimento  do  cargo  de  governador  da 
Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  que  vagara  por  terminar  o  triennio  de  João  da 
Silva  de  Sousa  e  ao  (piai  eiam  concorrentes  D.  Pedro  de  Almeida,  Ayres  de 
Sousa  de  Castro,  Mathias  da  Cunha,  D.  Jorge  Henriques,  João  de  Saldanha, 
Bartholomeu  de  Az<-vedo  e  Christovão  Pantoja,  cujos  serviços  a  mesma  con- 
sulta relata  com  minúcia. 

Lisboa,  20  de  abril  de  1G72. 

Tem  ú  margem  o  seguinte  despacho:  "Xonieo  Mathias  da  Cunha.  Lisboa, 
23  de  agosto  de  1674".  L170 

PoKiAiMA  pela  qual  se  mandou  passar  carta  a  ilatliias  da  Cunha  do  (íoverno  dii 
Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  por  três  annos,  com  400$000  de  ordenado. 

Lisboa,  11  de  outubro  de  1674.  (Anncra  ao  n.  1.170).  1.171 

CoNsn.TA  do  Conselho  ritramarino,  relativa  á  ])restação  de  contas  do  Almo.xarifo 
da  Capitania  do  Rio  de  .laneiro,  Uomijif/ns  Pereira. 

Lisboa,  27  de  abril  de  1672.  1.172 

PoHiAKiA  pela  (piai  se  mandou  ])assar  itrovisão  ao  referido  Almoxarife  Do.ningos 
Pereira  para  i)restar  contas  no  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  o  de  maico  de  1671.  (Anne.ca  ao  n.  1.172).  1.173 

Consultas  (3)  do  Conselho  Ultramaiino,  sobre  o  roqueiimento  de  A1hnrtasi<)  dn 
Moita,  em  que  pede  o  logar  de  Provedor  das  Minas  de  Parnagoa  c  Tguapê 
e  o  habito  de  uma  das  três  ordens  militares,  em  remuneração  dos  serviços  (pie 
prestara. 

Lisboa,  7  de  janeiro,  2  e  18  de  maio  de  1672.  1.174—1.176 

CoiNsui.TA  do  Conselho  vntiamarino  favorável  ao  deferimento  da  petição  de  Diogo 
Ferreira,  em  que  solicita  licença  para  renunciar  o  cargo  de  meirinho  do 
Campo  do  Rio  de  Janeiro,  (jue  desempenhara  durante  sete  annos. 

Lisboa,  7  de  maio  de  1672.  1.177 

LxFOK.MACÃo  do  Conselho  Ultramarino,  relativa  á  devassa  de  residência  do  Pro- 
vedor da  Fazenda  do  Rio  de  Janeiro  Diogo  Carneiro  Fontoura. 

Lisboa,  27  de  maio  de  1672.  1.17S 

Coxsn/rA  do  Conselho  Ulti-amarino  sobre  o  posto  de  canil ão  do  aitilliaria  da  praça 
do  Rio  de  .laneiío.  em  (pie  pretendia  ser  provido  Manoel  do  Rego  da  Silra. 
Lisboa,  1  de  agosto  de  1072. 


128 


"...no  Rio  de  Janeiro  não  ouve  nunca  o  i)o>lo  de  capitão  ila  arlilliaria,  ainda  que  o  lia 
na  Kahia,  Pernanilnico  c  na  capitania  do  Espirito  Santo,  e  por  não  Iiauer  quem  o  exercitasse 
c  tratasse  do  beneficio  da  poluora,  foi  V.  A.  seruido  de  nomear  a  Manuel  Mathcus  nelle  e 

que    servis.^^e    juiitnnicnte    de    poluaristn •" 

1.179 

Consulta  do  Conselho  Ultiaiuarino  relativa  á  Histoi  ia  do  Brazil  de  que  fora  en- 
carregado o  chronista  Diogo  Gomes  Carneiro  e  ao  pagamento  dos  seus  veu- 
cimentos. 

Lisboa,   22  de  novembro  de  1672. 

"Em  cumprimento  da  re.-íiihição  que  \'.  A.  foy  seriiido  tomar  na  consulta,  de  ([ue  vay 
a  copia  inclusa,  se  enconuncndou  ao  conselheiro  João  Falcão  de  Sousa  a  diligencia  que  V.  A. 
foy  feruido  ordenar  se  fizesse  com  Diot/o  Gomes  Carneiro,  sobre  a  Historia  do  Brazil,  que  ha 
muitos  annos  lhe  está  encarregada:  e  fazendo-o,  referio,  que  indo  a  sua  casa  comtnunical-o, 
lhe  mostrou  vários  liuros,  cadernos  e  manuscriptos,  que  tinha  comprado,  junto  e  feito,  para 
composição  da  Historia;  e  delles  lhe  deu  o  que  se  enuia  a  V.  A.  com  esta  consulta,  para  lhe 
ser  presente  a   forma   e  dÍ5=posição   delia,   pela  descripção   que   nelle    fas. 

E  sendo  visto  pelos  Ministros  deste  Conselho,  e  considerado  o  estado  em  (lue  esta  obra, 
tão  digna  de  se  saber,  se  acha,  trabalho  de  estudo  e  despeza,  que  Diogo  Gomes  Carneiro 
tem  feito  i)ara  lhe  hauer  de  thir  principio,  e  ella  ser  de  tanto  credito  das  armas  e  Coroa  de 
V.  A.  e  da  nação  Portugueza;  e  não  hauer,  até  o  prezente,  quem  de  seus  progressos  e  gene- 
nerozos  feitos,  escreuesse  e  desse  as  verdadeiras  noticias  ás  nações  estrangeiras,  que  somente 
as  tem  por  fann.  l'ar(ceo,  qi.e  V.  A.  deue  mandar  passar  as  ordens  necessárias,  jiara  que  cada 
hnma  das  Camarás  da  Bahia,  Pernambuco,  Rio  de  Janeiro  e  Angola,  repartidamente,  facão 
logo  e  com  effeito,  consignação  certa  de  cincoenta  mil  reis  cada  anuo,  para  pagamento  dos 
2oo$ooo  rs.,  de  que  ha  tantos  annos,  se  lhe  tem  feito  mercê,  com  o  cargo  de  Chronista  do 
Brar:il  e  obrigação  de  dentro  de  3  annos  dar  feito,  para  se  imprimir,  o  primeiro  tomo  da 
Historia:  com  comminação,  de  que  não  o  fazendo,  llic  cessará  o  ordenado.  E  para  o  animar  a 
lhe  dar  principio,  deue  V.  A.  mandar  ordenar,  que  por  conta  dos  annos  passados,  ou  por 
n^ercê  particular,  se  lhe  dem  1000  cruzados,  para  ajuda  de  a  começar,  por  ser  pobre  e  ter 
gastado  algum  dinheiro  na  compra  de  liuros  e  com  as  pessoas,  que  lhe  copiarão  oiitros,  e  escre- 
uerão  seus  ditados:  porque  ainda  que  em  seus  dias  a  não  conclua,  ao  menos  se  aproueitarão 
os  rascunhos  e  manuscriptos,  para  por  sua  morte  a  poder  continuar  e  acabar,  outro  qualquer 
sugeito,  que  V.  A.  for  seruido  mandar  encarregar  delia:  porque  com  elles,  tendo  as  noticias 
necessárias  e  juntas,  e  sem  as  andar  mendigando,  lhe  ficará  mais  fácil  o  proseguila. 

E  rejíresenta  mais  o  Conselho  a  V.  A.  que  não  só  por  esta  cauza  deve  V.  A.  mandar  de- 
ferir com  breuidade  a  esta  consulta  e  requerimento  de  Diogo  Gomes,  mas  também  porque  se 
tem  noticia,  que  algum  dos  I'rincipes  da  Europa,  lhe  mandou  offerecer  gratificação  deste 
trabalho  se  quizesse  applicar-se  a  elle  por  sua  conta,  para  o  mandar  imprimir  em  seus  Reynos; 
o  que  nunca  conuem  á  authoridade  Real  e  reputação  da  nação  Portugueza;  porque  se  as 
heróicas  acções,  que  os  vassallos  de  V.  A.  obrarão  no  Brazil,  tanto  á  custa  do  sen  traballio, 
suas  vidas,  honras  e  fazendas  merecerão  o  nome  de  grandes  em  todo  o  mundo,  como  a  fama 
publica,  não  ha  razão  para  que  V.  A.  deixe  de  as  mandar  estampar,  quanto  mais  escreuer, 
])ara  des-te  Reyno  e  não  de  outro,  se  comnuuiicarem  por  escrito  ás  nações  estranhas,  a  troco 
da  menor  importância  da  despeza  que  nelles  se  poderá  fazer  em  se  imprimirem  c  esiialharcm 
com   todas  as  noticias  e  circumstancias  certas,   que  se   não   sabem." 

(Tem  á  margem  ó  seguinte  despaeho:  "Como  parece  no  que  toca  aos  so.$ooo  rs.  das 
camarás  que  se  apontão,  e  pelo  Conselho  da  Fazenda  ordeno  se  dem  logo  ao  Supplicante 
2oo$ooo  rs.  e  a  João  Falcão  de  Sousa  se  encarregue  particularmente  continue  a  explicar  ao 
supplicante  a  obra  de  que  se  trata  e  cada  6  mezes  trará  ao  Conselho  o  que  o  supplicante 
tiuer  feito,  de  que  se  me  dará  conta  pela  secretaria  do  expediente  para  me  ser  prezente  o 
cuidado  que  se  tem  no  que  se  obra  em  matéria  tão  necessária.  Lisboa,  S  de  feuereiro  de  1673). 

1.180 

Coxsui-TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requeiimento  de  Diogo  Oomes  Carneiro 
em  que  i)ede  o  pagamento  dos  seus  ordenados,  como  chronista  áo  Brazil, 
de  cujo  cargo  se  lhe  íizera  mercê  i)or  provisão  regia  de  1  de  junho  de  IfiGl, 
com  o  vencimento  de  20()$(i(iii  rs.  annuaes. 

i>isboa,  22  de  (Ic/aiuImo  do  1  •;(;].  ('oy;/íí.  (Auncxu  ao  n.  1.180).  1.181 


129 


CoNsn.TA  (lo  Coiiscllio  Ultiaiiiariíi  )  sobre  o  rt'nicrinioii(o  de  Manuel  Jtodiij/urs  de 
Oliveira,  no  qual  iiedia,  em  refonipenaa  de  seus  serviços,  a  propriedade  do 
oflicio  de  Provedor  das  minas  de  S.  Paulo  e  S.  Vicente. 

]^isl)oa,  10  d£  dezembio  de  1672. 

7'r;»  annexa  a  portaria  pela  qual  ac  iikiihIoii  pof-sar  a  respectiva  carta 
de  propiiedadc.  1.182 — 1.183 

foNsii/iA  do  Couscllio  Ultramarino,  sobro  a  venda  de  um  engenho,  situado  na 
capitania  do  Rio  de  .Janeiro,  que  havia  ronucrido  I).  Jsahcl  de  Mariz,  viuva 
do  ahnirante  llodrit/o  Moniz  da  Silva. 

IJshoa,  1  de  marco  de  ItiT:!.  1.1S4 

I")i;vAss.\  (|ue  o  Ouvidor  Gera!  Andié  da  ("osta  Moreira  tirou  nos  campos  dos  Guai- 
tacazes,  sobre  a  morte  de  Manuel  de  Sousa,  (|uo  mataram  no  sitio  do  Porto 
da  Povoação  dos  ditos  Campos. 

S.  Salvador  dos  Campos  dos  Guaitacazos,  29  de  abril  de  1679.  1.185 

Co.Nsyi.TA  do  Conselho  Ultramai  ino,  sobre  o  i)aganiento  dos  veinimentos  do  Chro- 
nista   do   Brasil   Dioip)   Gomes   Carneiro. 

I^isboa,  12  de  abril  do  1(>73.  1.186 

CoNsi  i.iA  do  Conselho  intramarino,  acerca  da  representação  do  Procurador  da 
t'aniara  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  pedia  proAidencias  para  evitar  que  o 
governador  e  outros  ministros  obrigassem  os  commerciantes  a  carregar  os 
assucares  nos  navios  que  por  seus  interesses  lhes  indicavam. 

JJsboa,   ir»  de  maio  do  UíTM.  1.187 

Co.Nsi  i.iA  do  ('onselho  ritraniarino  sol)ro  o  i)rovimento  do  posto  de  capitão  mór 
das  caijitanias  de  S.  Vicente  e  S.  Paulo  o  terras  de  Santa  Anna,  para  o  qual  o 
Marquez  de  Cascaes,  seu  donatário,  propunha  em  1"  logar  Thoviaz  Fernandes 
de  Oliveira,  em  2"  Paulo  Pereira  de  Faria  e  em  3"  Francisco  Corrêa  de  Brito. 

Lisboa,  25  de  maio  de  1673. 

Tem  ú  margem  o  seguinte  despaeíio  :  "Noineo  a  Thomaz  Fernandes 
de  Oliveira.  Lisboa,  3  de  junho  d'-  1673."  1.188 

Por.TARi.v  pela  qual  se  mandou  passar  carta  patente  a  Thomaz  Fernandes  de  Oliveira 
das  Capitanias  de  S.  Vicente  e  S.  Paulo,  por  três  annos. 

Lisboa,  21  de  junho  de  1673.  (Annexa  ao  n.  1.188).  1.189 

Coxsur.TA   do  Conselho  Ultramarino,  sobre  as  despezas  que  o  Senado  da  Camará 

do  Rio  de  Janeiro  fizera  com  as  obras  das  fortificações  e  com  as  festas  da 
paz  com  a  Hollanda. 

Lisboa,  12  de  junho  de  1673.  1.190 

Co.Nsui/rA  do  Conselho  Ultramarino  favorável  á  petição  do  Procurador  Geral  da 
Companhia  de  Jesus,  em  que  jiedia  o  pagamento  dos  dízimos  da  Cai)itania 
do  Rio  do  Janeiro  a  5  religiosos,  (|UP  estavam  no  Maranhão. 

Lisboa,  28  de  julho  de  1673.  1.101 

I.  G  i: 


130 


Pkomsão  regia  iiela  iiual  se  nianilaiaiii  pagar,  pelas  soluas  dos  dizinios  da  Capita- 
nia do  Rio  do  .laiieiro,  ?.5:000  rs.  a  cada  um  dos  cinco  religiosos  da  Compa- 
nhia de  Jesus,  que  se  estabeleceram  no  Maranhão. 

Lisboa.  28  de  setembro  de  1653.  {Auncra  ao  n.  1.191  ).  1.192 

CoNsri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  do  requerimento  em  (pic  João  Dias 
lia  Co.iía  pedia  a  seiventia  dn  ( lllcio  de  Provedor  da  Fazenda  do  Rio  de 
Janeiro,  que  vagara  pelo  fallecimento  de  Pedro  de  >S'oií.sa  Pereira. 

Lisboa,  2õ  de  agosto  de  l(i73.  1.193 

roítiAiiT.v  pela  qual  se  mandou  pa^^sar  provisão  a  João  Dias  da  Cosia,  da  serven- 
tia do  officio  de  Provedor  da  Fazenda  do  Rio  de  .Janeiro,  i)or  um  anno. 
Lisboa,  4  de  setembro  de  1673.  (Ahiv-ia  ao  n.  l.lf>3).  l.V^\ 

Consulta  do  Conselho  Ultiamarino,  favorável  á  petição  do  capitão  Dioiío  Lobato 
Leitão,  em  que  solicitava  o  pagamento  de  uma  pensão  de  40$000,  de  que 
se  lhe  fizera  mercê,  em   recompensa  de  seus  serviços. 

Lisboa,   22  de  dezenibro  de  1673.  1.195 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  de  Manoel  da  Costa;  ca- 
pitão da  Fortaleza  de  Santa  Cruz  da  Barra  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  pedia 
o  pagamento  de  soldos  em  atrazo. 

I^isboa,  23  de  janeiro  de  1674.  1.196 

CoNsur.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  petição  de  Friutvoso  Barbosa  Cordeiro. 
em  que  solicitava  a  mercê  de  ser  provido  no  posto  de  mestre  de  campo 
da  Conquista  dos  Palmares,  com  o  respectivo  soldo,  até  vagar  um  dos  ter- 
ços da  praça  de  Pernambuco. 

Lisboa,   27  de  .ianeiro  de  1674.  1.197 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  de  Manoel  Cardoso 
Leitão,  em  que  pede  a  serventia  do  officio  de  escrivão  do  publico,  judicial 
e  notas  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  1  de  fevereiro  de  1674. 

Tem  annexa  a  portaria  pela  (/ikiI  se  mandou  passar  o  respectivo  alvará 
de  serventia,  por  Ires  annos.  1.198 — 1.199 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  rei)resentaç.ão  do  Provincial  geral 
da  Província  de  Santo  António  do  Brazil,  em  que  pedia  providencias  que 
evitassem  o  enihar(|U('  dos  leligiosos  darpiella  jirovincia,  para  o  Reino, 
sem  licença. 

Lisboa,  !t  de  março  de  1674.  1.200 

CoNHULTA  do  Conselho  Ultramarino,  relativa  á  acção  que  João  Dias  da  Costa,  re- 

sidenff  no  Rio  de  Janeiro,  intentara  contra  seu  .sogro  João  Baptista  Jordão. 

Lisboa,  6  de  fevereiro  de  1674.  1.201 

Co.\sui.T\  lio  Conselho  l'ltrani:irino,  sobro  o  ri  (pK^rimcnto  de  Manuel  da  Fonseca. 
Senhorio  do  navio  t<anta  Catharina,  do  i)artida  ])ara  o  Rio  do  Janeiro,  om  (pie 
l>edia  a  patente  de  capitão  do  mar  e  gueria. 

J>isboa,   11)  de  fevereiro  de  1671,  1.202 


131 


Co-Nst  i/iA  do  Conseilio  nticiiiiarliio,  favorável  á  licença  «lue  tinham  iiedido  a  Ab- 
badesi-a  e  religiosas  do  Convento  de  Santa  Clara  da  Villa  de  Figueiró  dos 
Vinhos,  liara,  por  intermédio  dos  seus  i)ro<uradores,  pedirem  esmolas  nas 
capitanias  de  Pernambuco,  Habia  e  Rio  de  Janeiro,  para  as  obras  de  repa- 
ração do  seu  convento. 

Lisboa,  6  de  março  de  1074.  1.20.'', 

Co.vsri.T.v  do  Conselho  ('Itramarino,  sobre  a  (juei.^a  que  apresentara  o  capitão  Pe- 
dro de  Oliveira,  contra  o  Governador  João  da  Silva  e  Sousa,  por  tentar 
coagil-o  a  nomear  alferes  da  sua  companhia  um  protegido  do  Reitor  do  Col- 
legio  da  Companhia  de  Jesus. 

Lisboa,  ~)  de  abril  de  1674.  1.204 

CoNsri  IA   do   Conselho   ritramarino,   sobie  a   informação  que   dera   o   Governador 

do  Rio  de  Janeiro  João  da  Silva   e  Sonsa,  ácreca  da   nomeação  de  Domin- 

(los  Pereira  para  o  cargo  de  recebedor  da  Fazenda  Real  daciuella  capitania. 

Lisboa,  i:{  de  abril  de  1074.  1.20."; 

Co.Nsri.TA  do  Conselho  1'ltramarino,  acerca  da  devassa  que  requerera  João  da 
Veiga  Coutinho  para  descobiiniento  dos  assassinos  de  sua  mãe  D.  Maria 
de  Sousa  e  de  Atitonio  Pompeu  de  Almeida,  residentes  em  Villa  Velha,  termo 
da  Villa  de  Angra  dos  Reis,  da  Ilha  Grande. 

Lisboa,  2  de  maio  de  1674.  1.206 

Oi  Fi<  IO  do  Desembargador  José  de  Freitas  Serrão,  no  qual  informa  que  seriam 
inúteis  todas  as  tentativas  para  a  averiguação  do  crime,  a  que  se  refere  a 
consulta  antecedente,  e  para  a  prisão  dos  indiciados  autores. 

Granja,  7  de  julho  de  1674.  íAnne.ro  no  u.  1.206).  1.207 

CoNs(  i.TA.^   (2)   do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  petição  do  Provedor  da  Fazen- 
da do  Rio  de  Janeiro  Tliomé  de  Sousa  Pereira,  em  que  solicitava  a  mercê 
do  cargo  de  administrador  das  minas  da  repartição  do  sul,     na  forma  como 
se  concedera  a  .seu  i)ae  Pedro  de  Sousa  Pereira  e  a  Diogo  Carneiro  Fontoura. 
Lisboa.  8  de  maio  de  1674.  1.208—1.209 

Pi:ovis.\o  pela  qual  se  fez  mercO  a  Thomr  de  Sousa  Corrêa  do  cargo  de  adminis- 
trador  das   Minas   de   Parnagai,   que   exerceria   cumulativamente    com    o   de 
Provedor  da  Fazenda  do  Rio  de  Janeiro,  de  que  era  proi)rietario. 
Lisboa,  oO  de  outubio  de  1674.  (Annexa  ao  u.  1.208).  1.210 

Pi:ovis.\o  pela  qual  se  fez  mercê  a  Diogo  Carneiro  Fontoura,  Provedor  da  Fazenda 
do  Rio  de  Janeiro,  de  exercer  simultaneamente  o  cargo  de  administrador  das 
minas  de  Pernagai,  como  o  e.xercera  o  Provedor  Pedro  de  Sousa  Pereira. 

Lisboa,  12  de  abril  de  166.3.  Certidão,  f Annexa  ao  n.  1.208).  1.211 

Sk.ntkxça  proferida  nos  autos  do  processo  crime,  em  que  era  appellante  o  Prove- 
dor da  Fazenda  do  Rio  de  Janeiro  Pedro  de  Sousa  Pereira  e  appellado  Diogo 
Carneiro  da  Fontoura. 

Lisboa,  27  de  agosto  de  ItíCít.  Cvitidão.  (Anne-ra  ao  //.  1.208).  1.212 


PoRTAKiA  pela  qual  se  mandou  i)asHar  provi^fio  a  Tlionic  de  Sousa  Pereira  de  admi- 
nistrador das  Minas  da  reparti<;ão  do  sul,  para  exercer  esse  cargo  junta- 
mente  com  o  de  Provedor  da  Fazenda  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  9  de  agosto  de  1674.  (Aunera  ao  ii.  1.20S).  1.213 

CoNsri.T.v  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  petição  de  Domingos  Alves  de  Pina, 
em  que  solicitava  a  propriedade  do  officio  de  Escrivão  da  Fazenda  e  Almo- 
xarifado do  Rio  de  .laneiro,  que  vagara  por  fallecimento  de  seu  pae  Fran- 
ciseo  Luiz  de  Pina. 

Lisboa.  11  de  maio  de  1674.  1.214 

PoRT.vKi.\  pela  qual  se  mandou  passar  a  Dovrinç/os  Alves  ãe  Pina  carta  de  proprie- 
dade do  officio  de  Escrivão  da  Fazenda  e  Almoxarifado  do  Rio  de  Janeiro. 
Lisboa,  18  de  setembro  de  1681.  (Anne.ra  ao  n.  1.214).  1.21.5 

CoKSiu.TA  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  ao  deferimento  da  petição  cm  que 
Fernando  de  Camargo,  morador  na  villa  de  S.  Paulo,  itedia  a  (onlirmação 
da  provisão  seguinte. 

Lisboa,  22  de  maio  de  1674. 

"Fernando  de  Camargo,  morador  na  viUa  de  S.  Paulo,  fez  petição  a  V.  M.  em  que 
diz,  que  por  causas  e  motivos,  que  ouue  entre  as  faníilias  dos  Camargos  e  a  dos  Pires, 
que  são  as  mais  dilatadas  e  principaes  daquella  villa,  chegarão  a  estado  que  recorrerão 
com  procuradores  de  parte  a  parte  ao  Conde  de  Athouguia,  como  Governador  e  capitão  ge- 
ral daquelle  listado,  dando-lhe  conta  dos  sucessos,  que  hauião  precedido,  para  que  em 
nome  de  V.  A.  acudisse  a  compor  a  desunião  que  havia  entre  as  familias  referidas,  t  o 
dito  Governador  mandou  passar  huma  provisão,  em  a  qual  deu  seguro  real  em  nome  de 
V.  A.  a  todos  de  liuma  e  outra  parte  (emquanto  V.  A.  não  determinasse  o  contrario),  dis- 
pondo tudo  em  tão  boa  ordem,  que  com  a  dita  provisão  se  acabarão  as  inimizades  c  se  aparen- 
tarão os  de  huma  familia  com  os  da  outra,  ficando  a  villa  cm  boa  paz  e  quietação " 

1.216 

Pkovisão  pela  qual  o  Governador  do  Estado  do  Brasil,  Conde  de  AthoutAuia,  liouvi» 
por  bem  indicar  a  foi  ma  como  se  deveria  fazer  a  eleição  dos  offi(  iaos  da  Ca- 
mará da  Villa  de  S.  Paulo  e  da  Capilania  de  S.  Vicente;  perdoar  os  crimino- 
sos das  famílias  dos  Pires,  c  Camargos,  que  ali  não  tiuessem  parte,  encarregar 
os  Prelados  e  ministros  da  mesma  villa  e  Capitania  procurassem  perdão  das 
que  ouuesse  contra  os  culpados  de  huma  e  outra  parte  e  em  particular  aos  con- 
demnados  em  i)ena  cai)ital  ))elo  ouuidor  geral  do  Rio  de  Janeiro  João  Vellio 
de  Azevedo,  suspender  a  execução  das  sentenças  aos  mesmos  condemnados, 
emquanto  a  V.  A.  daua  conta,  e  daua  seguro  real  i)ara  se  liurarcm,  quorcndo-o 
fazer  i)ela  via  ordinária,  (c  se  repoimi  no  estado  antecedente. 

Hiiliia,  21  (If  oiitnluo  de  IC.").",.  (Utitia.  ( :\  inic.id  ao  n.  I.21(;).  1.217 

Lnkohma<  Âo  do  Seciclario  d  »  Conselho  CU  raniariíio,  ;uer(a  dns  nun  adores  d;i  villa 
<le  S.  I'aulo. 

Lisboa,  6  iW  Junho  de  1674.   (.Annexa  ao  n.  1.216). 

"W  .S.  me  ordena  da  parte  de  .S.  .\.  11k-  <I<  pV-iiari;i  inf(.nr.a(,ão  d.i  gitUc  de  .São  Paulo, 
«iislriclo  do  Konerno  do  Rio  de  Janeiro,  de  seos  serviços,  c  progressos  no  descobrimento  d.i- 
(|i;e1lc  cerlão,  c  da  próxima  noticia  de  estar  hi"i  cabo  desta  ginte  n.is  cabeceiras  do  Kyo  de 
'Jviantiiis   c   «•rão   J'ar:i,    M}-,inJ.p   as   noticias   e    i)api-s   qu.-   i.uiier    no   Cmselho   desta   aeiite,    e 


133 


seu  proccdiímiiln  p.ira  S.  A.  ni.nid.u  d.  Iiiir  á  ((■iisiilta  sobre  a  coiifinufiçúo  do  perdio,  que 
pede  rcriwii  de  Ctunaigo,  em  nome  d.is  famili.is  lUsIc  appellido  e  da  dos  Pires,  todos  daquella 
villa,  em  virtude  da  provisão,  que  llics  passou  em  o  aiuKi  de  655  o  Conde  de  Athouguia, 
sendo  Governador  e  Capitão  geral  do  Estado  do  Hrazil,  pilas  cauzas,  que  se  aiiontão  na 
provisão   de   que    se   envia   a   copia. 

A  rilla  de  S.  Paulo  eonléin  em  si,  e  em  seu  recôncavo  mais  7  viUas,  c  todas  teriío  20.000 
vizinhos;  he  anne.xa  á  capitania  de  S.  Vicente,  onde  assiste  capitão  niór  e  ouuidor  de  capa 
a  espada,  posto  pelo  Donatário  o  Marques  de  Cascaes;  governa-se  a  de  S.  Paulo  na  fornia 
das  demais  do  Keyno,  com  officiaes  da  Camará  e  juizes  ordinários  pela  ordenação;  e  solirc 
a  eleição  dos  officiaes  he  que  tiuerão  as  ditas  famílias  os  debates  e  eo!ilr<)ver>ias  que  a 
provisão  acuza:  os  ouvidores  do  Ryo  de  Janeiro  vão  em  correição  a  estas  villas,  con.o  corre- 
gedores da  comarca.  A  cauza  de  não  quererem  consentir  algumas  vezes  estes  ouuidores  jiara 
que  persistão  na  dita  villa  (posto  que  os  deixem  entrar  nella  em  correição),  he  que  sendo 
amantes  da  justiça,  experimentão  que  estes  ouuidores  a  alguns  criminosos,  que  a  ella  se 
acolhem,  os  níultão  a  dinheiro,  sem  lhes  darem  o  castigo,  que  por  seos  crimes  merecem, 
com  que  os  ouuidores  publicão,  que  estes  moradores  lhes  não  consentes  fazer  ali  e.slas 
vexações. 

Sendo  que  os  moradores  daquella  villa  viuem  conformes  ás  leis  do  Reyno,  e  muito 
obedientes  ás  ordens  de  S.  A.  e  depois  da  concessão  do  perdão  do  Conde  de  Athouguia, 
não  ouue  ate  o  presente  controuersia  algvuna,  antes  estão  unidas  por  casamentos  humas 
familias  com  outras,  dando-se  ao  descobrimento  do  certão,  e  á  fabrica  e  lauoura  dos  frutos 
da  terra  de  que  he  abundante,  prouendo  o  Ryo  de  Janeiro  e  mais  capitanias  de  farinhas, 
carnes,  algodoens,  legumes,  e  outros  géneros  até  á  Bahia,  e  por  sua  industria  tem  fabricado 
as  villas  de  que  se  faz  menção,  e  outras  muitas  povoações,  sem  ajuda  do  braço  de  S.  A. 

Em  vários  tempos  todas  as  vezes,  que  forão  chamados  para  o  serviço  de  S.  A.  o  fizerão 
com  muita  prompti*lão,  assi  com  as  pessoas,  como  com  o  soccorro  de  mantimentos,  o  que  se 
e.Kperimentou  no  sitio  da  Bahia  e  guerras  de  Pernambuco,  em  que  tiverão  diferentes  encon- 
tros com   o   inimigo,   cortando   aquelles   certões   e   fazendo-lhe   grande   damno. 

Desta  villa  saliio  o  Mestre  de  Campo  António  Raposo,  em  descobrimento  dos  certões,  em- 
penhando-se  de  tal  modo,  que  vindo  a  parar  em  Guito  dahi  pelo  Ryo  das  Almansonas,  veyo 
sair  ao  Maranhão,  em  cuja  viagem  passarão  grandes  trabalhos,  e  gastarão  mais  de  três  annos. 

Estes  moradores  são  aquelles,  que  por  varias  vezes  vierão  á  Bahia  a  desbaratarem  o 
gentio  Tapuya,  que  lhes  destruia  o  recôncavo,  e  estes  mesmos  desbaratarão  todo  o  gentio 
que  assistia  na  parte  do  sul  para  poderem  os  Tortuguezes  viverem  seguramente  em  suas 
fazendas,  e  cazas  como  fazem  actualmente  sem  moléstia  algun.<a. 

Proximamente  nos  annos  de  672  e  73,  vierão  por  ordem  dos  Governadores  do  Brazil 
Alexandre  de  Sonsa  e  Affonso  Furtado  outra  vez  á  Bahia  com  mais  400  pessoas  brancas, 
fora  Mamalucos,  c  índios  a  dar  guerra  ao  gentio  bárbaro,  que  senhoreava  o  recôncavo,  e 
tinha  feito  cruéis  estragos  e  hostilidades  em  seos  moradores,  por  cujas  cauzas  se  despejarão 
as  villas  de  Cayrú,  Caniamú  e  Boypeba  e  conj  vários  sucessos,  destruirão  as  nações  dos 
Tapuyas,  Tupiz,  Bangayos  e  Moracas,  deixando  aquellas  terras  liures,  e  os  moradores  quietos, 
sendo  cabos  desta  gente  Estevão  Bayão  Ribeiro  Parente  e  Brás  Rodrigues  de  Arsão,  os 
quacs  com  a  sua  gente  persistem  nas  terras  que  o  gentio  possuía  começando  nellas  a  fazer 
colónias,  e  pedindo   licença  a  S.  A.   para  erigirem  villas  a  sua   custa. 

Tambenv  a  S.  A.  se  fez  presente  como  a  estes  moradores  estão  dispostos  ao  descobri- 
mento dos  aueres  daquelles  certões,  tanto  assy  que  Fernão  Dias  Paes,  o  mais  rico  e  poderoso 
de  escravos  se  dispoz  á  sua  custa  por  servir  a  S.  A.  a  entrar  em  673  no  certão  com  gente 
considerável  ao  descobrimento  das  minas  das  Esmeraldas  e  serra  da  Prata,  *  i  este  cabo  cs- 
creveo  S.  A.  carta  de  agradecimento  por  este  serviço  e  o  mesmo  fez  á  caiv.ara  de  S.  l'a\ilo, 
e  a  vários  moradores  pelo  aviso  que  fizerão  de  se  disporem  a  este  emprego.  Outras  nuutas 
tropas  destes  moradores  tem  cortado  aquele  certão  com  considerável  despeza,  e  abertos  ca- 
minhos, que  os   faz  hoje  mais  correntes  para  o   descobrimento,   que   se   pretende. 

Ultimamente  passou  hum  cabo  com  200  brancos,  200  mestiços  e  400  arcos  desta  villa 
á  sua  custa  cortando  immensidade  de  caminhos,  e  vindo  parar  nas  cabeceiras  do  Ryo  dos 
Tocantins,  e  Grão  Pará,  onde  está  o  assistente  com  esta  gente,  e  se  tem  noticia  que  derão 
com  miiieraes,  por  terem  formado  cazas  e  aberto  estradas  para  a  villa  de  S.  Paulo,  con.o 
avizou  o  Governador  do  Maranhão  Pedro  César,  por  cuja  cauza  S.  A.  foy  servido  enviar 
por  via  do  Maranhão  ao  1'adre  António  Raposo,  natural  da  villa  de  S.  Paulo,  com  cartas  a 
esle  cabo  c  para  trazer  resi)osta  c  aviso  da  cauza  da  sua  demora  naquellc  sitio  e  partio  cm 
8   .le   maio    p.assado". 

1.218 


iSl 


Co.\t;ri.JA  do  Conselho  L'lliaiiiariiU)  e  ivlatorio  do  Dr.  Pedro  Alves  Seio  de  Alaeedo, 

sobre  a  devassa  de  residência  que  tirara  o  ouvidor  geral  do  Rio  de  Janeiro, 

do  Capitão  da  capitania  do  Esi)irito  Santo  Anioiíio  Mendes  de  Figueiredo. 

Lisboa,  26  de  maio  de  1674.  1.219—1.220 

CoNsii.TA  do  Conselho  l'ltrauiarino,  Pobre  o  i)roviniento  do  ))Osto  de  capitão  da  ca- 
pitania do  Cabo  Frio,  a  que  eram  pretendentes  António  Vaz  Tinoco,  Antão 
Freire  de  Lapinha.  DomingoH  da  Kilra  de  Agrella  e  Affonso  Lopes  de  Figuei- 
redo,  cujos  servigos  se   relatam    na   consulta. 

Lisboa,  4  de  junho  de  1674.  1.221 

PoiíTAiiiA  pela  qual  se  mandou  passar  carta  patente  a  Domingos  da  Silva  de  Agrella 
do  cargo  de  capitão  da  capitania  do  Cabo  Frio,  districto  do  Rio  de  Janeiro, 
por  três  annos. 

Lisboa,  .")  de  julho  de  1674.  1.222 

CoNsii.TA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  representação  em  que  o  administrador 
ecciosiastico  e  os  vigários  do  Rio  de  Janeiro  se  queixam  de  o  contratador  dus 
di/.imos  lhes  não  pagar  as  suas  ordinárias,  como  determinara  a  provisão 
regia  de  8  de  novembro  de  1608. 

Lisboa,  3  de  julho  de  1674.  1.223 

CoNsri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  ))etição  do  Procurador  geral  do  Rio  de 
Janeiro,  em  que  solicitava  que  fossem  abonadas  aos  officiaes  da  camará 
daciuella  cidade,  as  despezas  que  tinham  feito  com  as  manifestações  de  pezar 
e  regosijo  publico  ])eIo  sacrilégio  de  Odivellas. 

Lisboa,  3  de  julho  de  1674.  1.224 

Cosri.TA  do  Conselho  ultramarino,  sobre  o  pagamento  do  ordenado  do  medico  dr. 
Júlio  de  Marions.  que  o  Governador  geral  do  Brasil  mandara  prestar  serviços 
na  cidade  do  Rio  de  Janeiro,  a  requisição  da  camará  da  mesma  cidade. 

Lisboa,  17  de  julho  de  1674.  1,225 

Pi!ovis.\o  regia  pela  qual  se  approvou  o  pagamento  dos  ordenados  do  medico  dr.  Jú- 
lio de  Marions.  pelos  serviços  prestados  no  Rio  de  Janeiro,  e  se  estabelece  o 
de  "lOÇOOO  annuaes  paia  um  medico  de  partido  na  mesma  cidade. 

K.  d.  Minuta.  (Annexa  ao  n.  1.22.j).  1.226 

Co.Nsi  i.TAs   (2)   do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  approvação  do  contrato  cele- 
brado entre  a  Camará  do  Rio  de  Janeiío  e  Salvador  Corrêa  de  Sá,  sobre  a 
venda  de  umas  casas,  para  nellas  estabelecer  a  residência  dos  Governadores, 
Lisboa,  li)  e  L'0  de  julho  de  1674.  1.227— 1.22S 

Ri-:iMti:sK.\TA(  Âo  do  Senado  da  Canuira  do  Rio  de  Janeiro,  na  qual  se  pedem  i)rovi- 
dencias  que  evitem  os  abusos  praticados  por  alguns  governadores,  que  exigiam 
j»ara  sua  moradia  jiredios  occupados  pelos  proi)rios  donos. 

Rio  de  Janeiro,  16  de  setembro  de  1673.  (Annexa  ao  n.  1.227). 

"A  coiiiiiio(li(l:i<k'  (Ic-  .-ilgiiiis  iiiini.slros  <|iie  vem  ({'miriiar  esta  praça  obriga  a  fazerem 
«Icsiicjar  os  nioraflorcs  das  i)ro|)rias  casas  (|ik-  fabricão,  cm  que  vivem  com  suas  famílias, 
no  <|uc  lhes  dão  perda  e  ilelriíiieiito  consiileravel,  com  f|ue  (leixão  de  fazvr  melhores  edi- 
fícios para   aii«mciilii  da   ti-na,  avciido   ca/as   iimilo   iml.rcs   ilc   alunncl,   niidc   n.m    toda   a   l.ir- 


133 


gneza  <  aiilin-iiladc  so  pDiIciii  aconunodar  os  nie?iiios  ministros;  rciirczeiítaiuJo  a  V.  A.  pe- 
dindo ))or  nien-i-  concedida  a  estes  vasíallos,  etn  todas  as  occasiões  iniiy  leacs,  e  com  dis- 
pindio  de  suas  fazendas,  sempre  prnniptos  ao  serviço  de  V.  A.  que  não  possão  ser  tomadas 
l)cra    moradia    de    ministro    algum    de    qualquer    qualidade   que    seja    as    cazas    de    sua   própria 

vivenda    de    que    são    senhores '' 

1.229 

Aci.v  clíi  scissão  do  Senado  da  Camará  do  Ric  de  Janeiro,  ein  ((ue  resolveu  adíjiiirir 
as  casas  que  Halvador  Corrêa:  úc  í^á  possuía,  em  frente  da  Alfandega,  para 
residência  dos  governadores  daquella  praça. 

Rio  de  Janeiro,  ?,  de  novembro  de  10(11.  Copia.  (Annexa  ao  n.  1.227). 

1.230 

Pi;ovi.s.\o  regia  pela  qual  se  determinou  que  as  casas  dos  moradores  do  Rio  de 
Janeiro,  em  que  elles  vivessem  com  suas  famílias,  sendo  próprias,  não  po- 
dessem  ser  tomadas  para  residência  dos  governadores,  e  se  ai)provou  o  con- 
trato de  compra  das  casas  de  Salvador  Corrêa  de  «Sí(í. 

S.  d.  Minuta.  (Annexa  ao  n.  1.227).  1.231 

Co.N.SLi.TA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  devassa  que  se  mandara  tirar,  sobre 
o  assassinato  do  capitão  António  Pompeu  de  Almeida  e  sua  mulher. 
Lisboa,  24  de  julho  de  1C74. 

Tem  annrxa  uma  carta  do  Desembargador  José  de  Freitas  Serrão,  para 
Manuel  Barreto  de  Sampaio,  sobre  o  mesmo  assumpto.  1.232 — 1.233 

Co.NSfi.r.s.  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  resgate  de  João  de  Abreu  da  Silva, 
Ouvidor  geral  do  Rio  de  Janeiro,  que  se  encontrava  jjrisioneiro  em  Argel, 
com  sua  familia,  por  ter  sido  ajjresado  pelos  turcos  o  navio  em  que  regressava 
ao  Reino. 

Lisboa,  3  de  setembro  de  1071. 

"João  de  Abreu  da  Siliu,  cativo  em  Argel,  escreve  a  V.  A.  em  carta  de  20  de  maio  deste 
anno,  que  acabando  de  seruir  de  Ouvidor  geral  do  Rio  de  Janeiro,  e  tomando  posse  daquelle 

cargo  o  Licenceado  André  da  Costa  Moreira  em  junho  de   1^72 " 

1.234 

Co.Nsri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  as  informações  que  dera  o  Procurador 
da  Fazenda  do  Estado  do  Brasil  Pedro  da  Rocha  de  Gouvêa  acerca  das  ar- 
rematações dos  dizinios  na  Capitania  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  13  de  setembro  de  1<;74.  1.235 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  das  violências  que  exerceram  os  Pa- 
dres Luiz  Corrêa  e  Fr.  Bernardo,  da  Ordem  de  S.  Bento,  sobre  os  moradores 
dos  Campos  de  Goitacazes,  expulsando-os  das  suas  Terras,  para  delias  se  as- 
senhorearem. 

Lisboa,  6  de  setembro  de  1674.  (Vide  doe.  n.  1.2.53).  1.236 

C.MJTA  do  Ouvidor  geral  André  da  Costa  Moreira,  em  que  relata  a  exi)ulsão  dos  mora- 
dores dos  Campos  de  Goitacazes,  a  que  se  refere  a  c  ■nsulla  anterior,  e  as 
providencias  que  tomara  sobre  o  caso. 

Rio  de  Janeiro,  lõ  de  setembro  de  1673.  (Annexa  ao  n.  1.236). 


136 


"Hum  clcrigo  por  noim'  Liih  Crniu,  feitor  inór  dns  fiiziinbs  c  currais  nos  Campos  dos 
Oitacazes  ilc  Sahiurior  Corrca  de  Sáa  c  Bciianidcs  me  deu  liunia  peliicão  e  despachos,  feita  em 
nome  dos  creadorcs  dos  ditos  campos,  como  da  dita  petição  c  despacho  delia  constará  a  V.  A. 
o  que  mandei,  e  do  dito  despacho  nzou  este  clérigo  tão  mal,  que  a  fez  fundado  na  mais  alta 
velhacaria  que  considerar-sc  pódc,  como  pella  deuassa  junta  se  vê.  Tanto  que  este  clérigo 
o\uie  ás  mãons  a  carta  de  diligencia  que  nsandei  passar,  se  foi  com  ella  á  Capitania  de 
Caho  Frio,  onde  se  acumulou  com  o  ouuidor  delia  por  meyo  de  algumas  promessas  que  lhe  fez 
de  gado,  para  que  elle  fosse  o  executor  da  diligencia  que  eu  não  mandaua  fazer,  se 
não  da  que  elle  intentaua  obrar  e  como  este  negocio  hia  tão  cauilado  pedia  o  mesmo 
clérigo  ao  gouernador  desta  praça  20  soldados  e  hum  cabo  para  conseguir  melhor  o  seu 
intento,  que  se  lhe  concederão;  <lo  que  eu  não  tiue  noticias  senão  no  dia  que  soube  da 
desolação  que  nuião  feito  nos  ditos  can".<pos  e  da  tirania  com  que  expulsarão  seus  moradores, 
como  da  deuassa  a  V.  A.   melhor  llic  constará ■" 

1.237 

(.'iJM  ii'Ã()  (In  intimação  que  se  fez,  i)oi'  ordem  do  Ouvidor  geral,  ao  Padre  D.  Ahbade 
do  Convento  de  S.  Bento  para  julgar  e  caatigar  Vr.  ílcniardn  pelos  lados 
eriíiiinosos  a  que  se  lelerem  os  documentos  antecedentes. 

Rio  de  Janeiro,  IG  de  setembro  de  1673.  (Anncxa  ao  n.  1.236).  1.238 

Co.Nsii.TA  do  Consellio  Ultianiariíu)  favorável  :l  licença  (jue  iiedira   Isalicl  de  -/csí/s 
para  a  venda  de  umas  casas  (lue  possuía  no  Rio  de  .Janeiro  e  que  herdara  ;1« 
sou  i)ae  o  li(cnciado  Gaspnr  Gomes  da  Costa. 
Lisboa,  17  de  setembro  de  1674. 

Tem  nnnr.rd  a  parlaria  p<'la  qual  se  iixiikIok  pa.-^sar  a  respccliva  provisão. 

1.2:]i»— 1240 

Co.vst  j.TA  do  Consellio  Ultramarino,  sobre  a  petição  do  Padre  Malheus  Jaequcs, 
Vigário  da  Egreja  de  S.  .João  de  Tarlrapaga,  cm  <ine  iiedia  o  pagamento  de 
ri$0OO  ))ara  a  fabrica  da  sua  egreja,  como  recebiam  as  outras  do  districto  do 
Rio  de  .Janeiro. 

Jyisboa,  27  de  outubro  de  1674.  1.241 

Co.Nsiii.T.v  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  do  i)agamento  dos  soldos  do  Capitão-mór 
Manuel  da  Costa. 

Lisboa,  30  de  outubro  de  1674.  1.242 

CoNsri.T.\  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  petição  de  João  Dias  da  Costa,  em  que 
solicitava  a  continuação  da  serventia  do  officio  de  Provedor  da  Fazenda  do 
Rio  de  .Janeiro,  que  exercera  durante  um  anno. 

Lisboa,  3  de  novembro  de  1674. 

Tem  annexo  o  respectivo  reíjiieriínento.  1.243 — 1.244 

Co.\(si'i/rA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  ajuda  de  custo  «pie  pedira  o  CJover- 
nador  do  Rio  de  .Janeiro  Mathias  da  Cunha. 

Lisboa,  24  de  novembro  de  1674.  L245 

l'oinAiii.\  pela  qual  se  mandou  iiassar  itrovisã.)  a  Malhias  da  Cunha,  Governador  do 
Rio  de  Janeiro,  i)ara  se  lhe  pagarem  na(i\iella  Capitania,  pela  Fazenda  Real 
242$()00,  de  ajuda  de  custo,  para  sua  passagem  <í  frctaDiciito  do  navio  que  o 
devia  contlnzir  ao  lírasil. 

Lisboa,  H)  de  dezembro  ihí  1671.  (Aimcra  ao  n.  1.24.")).  1.246 


137 


Consulta  do  Conselho  Ultiamailno  acerca  das  ordens  passadas  pelo  mesmo  Con- 
selho para  os  Governadores  e  Provedores  da  Fazenda  da  Bahia,  Pernamluco 
e  Rio  de  Janeiro  entregarem  aos  administradores  da  Junta  do  commereio  a 
iiuportaní  ia  d??  munições  (jue  se  enviavam  para  a»  suas  capitanias. 

Lisboa,  29  de  novembro  de  1G74.  1.217 

CoNsur-TA  do  Conselho  Ultramarino  so1)re  a  lúiuidação  das  despezas  feitas  pelos 
officiaes  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro,  nos  annos  de  1668  e  1669. 

Lisboa,  7  de  dezembro  de  1G74.  1.248 

CoNsri.TA  do  Conselho  TTKrcimarino  favorável  á  i)etição  de  Luvas  da  Costa,  Capitão 
da  fragata  /S.  Josr,  em  que  partia  para  o  Brasil  o  Governador  do  Rio  de 
*  Janeiro  Mathias  da  Cunha,  na  qual  solicitava  a  mercê  da  patente  de  capitão 
de  mar  e  guerra  ad  honorevi,  em  recompensa  dos  serviços  que  prestara. 

Lisboa,  12  de  dezembro  de  1674.  1.249 

CoNsiTi.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  as  informações  que  dera  João  Ferreira  de 
Ormondo  acerca  da  existência  do  ouro  e  esmeraldas  na  serra  denominada  das 
Esmeraldas  e  as  providencias  que  este  pedia  para  proceder  á  sua  exploração. 
Lisboa,  17  de  dezembro  de  1674. 

Tem  annexa  a  carta  ãe  João  Ferreira  de  Ormondo,  relativa  ao  assuií,f)fo. 

1.250—1.251 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  relativa  ás  devassas  de  residência  do  Go- 
vernador do  Rio  de  Janeiro  João  da  Silva  e  Sousa  e  do  Ouvidor  André  da 
Costa  Moreira,  a  que  deveria  proceder  o  novo  ouvidor  Pedro  Unhão  de 
CasteUo  Branco. 

Lisboa,  22  de  dezembro  de  1674.  1.252 

Requiori .MENTO  do  Viscoude  de  Asseca  e  de  seu  irmão  João  Corrêa  de  Sã,  relativo  á 
concessão  de  terras  de  que  se  lhes  fizera  mercê  ao  norte  da  Capitania  do 
Espirito  Santo. 

(Vide  does.  ns.  1.2;J6  e  1.237). 

"Diz  o  Visconde  da  Asseca,  por  si  e  como  procurador  de  seu  irmão  João  Coitca  der 
Saa,  que  V.  A.  lhes  tem  feito  mercê  das  terras  que  ficavam  de  Gi!  Coes,  para  as  pouo;irem 
e  fazer  cada  hum  delíes  huma  villa  nellas;  e  porque  nas  ditas  terras,  tem  algumas  pessoas 
seus  curraes  de  gado,  como  também  seu  pay;  e  os  pastores  p  feitores  dcllcs,  ajudados  do 
Ouuidor  geral  do  Rio  de  Janeiro,  expulsaram  delias  a  alguns  pobres  que  a  elias  se  recolheram 
a  titulo  de  erigirem  villas,  o  que  não  teue  effeito,  e  de  iirczentc  o  dito  ouuidor,  por  ordem  do 
(louernador  e  a  requerimento  do  feitor  do  pay  do  supplicante  tem  prezos  a  7  ou  8  delles  na 
cadêa  da  dita  cidade  do  Rio  de  Janeiro,  por  esta  só  cauza,  que  cessou,  por  esta  obriga<;ão  <le 
elle  c  seu  irmão  fundaren.'  as  villas;  e  para  a  conducção  dos  povoadores  he  muyto  conve- 
niente que  se  conheção  aos  supplicantes  Visconde  de  Asseca  e  seu  Irmão  por  senhores  das 
ditas  terrss  e  villas,  que  fabricarem,  e  como  taes  por  seus  protectores,  com  o  r|uc  se  evitarão 
os  receyos  dos  furtos,  auendo  creação  d2  ju.^tiças,  que  mais  facilmente  com  cilas  se  pouoar.ío. 
1'.  a  V.  A.  se  siriia  de  i'iMidar  ao  (joucrnador  e  Ouuidor  gcrrd  soltem  logo  :i  tolas  as  pessoi.'.s 
prezas  por  esta  cauza,  declarando-lhes  ;■.  neuc  que  aoí  sui)ii!icantes  t(  ni  feito,  a  elle  Vis- 
conde de  20  legoas  desdonde  se  acalma  h  Capitn.iia  dj  Spirito  Santo  para  o  norte,  e  a  seu  irmão 
de  10  começando-se  desde  donde  as  suas  acabão  para  o  sul  e  que  não  tolhão  aos  que  volun- 
tariamente se  quizercm  passar  ás  ditas  novas  villas,  antes  os  favorcção,  por  ser  te.ição  de 
V.  A.  amparar  os  pobres  e  dar-lhes  onde  e  com  que  viuão  c  extinguir  as  discórdias  e  faci- 
norosos que  faz  a  necessidade  .e  falta  de  ministros  da  justiça  nos  despouo.^dos. " 

1.253 

I.  Tl  iS 


138 


Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  petição  do  sargento-niór  da  praça  do 
Rio  de  Janeiro  Martim  Corrêa  Vasqucancs,  em  que  solicitara  o  pagamento  de 
soldos  e  o  posto  de  Mestre  de  Campo  ad  lionorem. 

Lisboa,  IS  de  maio  de  1675.  1.254 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  favorável  á  concessão  da  licença  que  pedira 
Manuel  de  Mendonça  Furtado,  natural  do  Rio  de  Janeiro,  para  advogar  nos 
auditórios  dos  juízos  ultramarinos. 
Lisboa,  S  de  junho  de  1675. 

Tem  anncra  a  portaria  pela  qual  se  mandou  passar  a  respectiva  provisão. 

1.255—1.256 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  do  deferimento  da  concessão  da  licença 

que  pedira  Diogo  Ferreira  para  renunciar  o  officio  de  meirinho  do  Campo 
da  cidade  do  Rio  de  Janeiro,  de  que  era  proprietário. 

Lisboa,  14  de  setembro  de  1675.  1.257 


Requerimknto  de  Salvador  Corrêa  de  Sá,  acerca  da  concessão  de  terras  de  que  se 
havia  feito  mercê  a  seu  neto  o  Visconde  de  Asseca  e  a  seu  filho  João  Corrêa 
de  Sá,  entre  as  capitanias  de  Cabo  Frio  e  Espirito  Santo. 
1675. 

Diz  Salvador  Corrêa  de  Saa,  como  tutor  de  seu  neto  o  Visconde  da  Asseca  e  procurador 
de  íeu  filho  João  Corrêa  de  Saa,  que  em  seu  nome  fez  prezente  a  V.  A.  que  a  mercê,  que 
lhe  fez  da  Capitania,  que  foi  de  Gil  de  Goeí  no  Estado  do  Brazi!,  em  que  se  lhes  signalou 
ao  Visconde  20  legoas  e  a  João  Corrêa  10,  entendendo-se,  que  as  auia  entre  as  duas  Capi- 
tanias de  Caho  frio  e  Espirito  Santo:  Jí  poi-|ue  mandando-se  tomar  posse  e  fundar  as  villas, 
que  V.  A.  ordena  com  despeza  considerável,  senão  acharão  as  ditas  30  legoas,  com  que  se  não 
poderão  em  terra  tão  limitada  fundar  2  capitanias,  e  todas  as  que  V.  A.  tem  dado  no 
Estado  do  Brazil  e  Maranhão,  as  menores  são  de  50  legoas  de  costa,  e  muitas  de  100,  e 
outros  de  mais,  por  cuja  cauza  pedirão  a  V.  A.  lhes  quizesse  inteirar  50  legoas  a  cada  hum, 
nas  terras  que  estão  sem  donatários  naquella  costa  até  á  boca  do  Rio  da  prata,  de  que  se 
consegue  a  que  já  tem  reprezentado  a  V.  A.,  que  foi  seruido  resoluer,  que  se  medissem  as 
capitanias,  couza  quazi  impraticável,  porquanto  todas  as  que  V.  A.  tem  dado  vão  successiva- 
mente  pelas  doações,  declarando,  que  começará  em  tal  parte,  e  logo  as  mais  aonde  acabar 
a  prin«^ira,  e  os  Donatários  tem  tomado  posse  por  a  altura  e  a  rumo  direito;  E  para  se  auer 
de  medir  pela  costa  será  couza  impossível,  e  pêra  que  não  bastarão  100.000  cruzados  para 
estas  medições,  sendo  por  muitas  terras  despouoadas  e  de  rios,  pelo  que — P.  a  V.  A.  seja 
seruido  mandar  considerar  seu  requerimento,  que  he  encaminhado  a  seu  Real  seruiço,  e  a 
cuilar  que  os  Castelhanos  .se  não  facão  senhores  destas  terras  e  em  ponderação  disto  mandou 
V.  A.  ordens  ao  Gouernador  do  Rio  de  Janeiro  João  da  Silua,  que  procurasse  pouoalas  ])or 
conta  de  sua  real  fazenda,  o  que  não  fez  por  não  ter  as  noticias,  fazenda  prompla,  que 
concorre  nclle  naquelle  Estado,  e  escrauos,  índios  e  embarcações,  e  mandando-se  V.  A. 
informar  lhe  será  notório,  como  he  impraticável  esta  medição." 

1.2.58 

iM-oK.MArÕKs    (2)    do  Procuiador  da  Coroa   o  do  Conselho   da  Fazenda,  acerca  do 
requerimento  antecedente. 

Lisboa,  22  e  25  de  setembro  de  1675.  (Annexas  ao  n.  1.258).       1.259—1.260 

Cakia  de  IvUiz  Serrão  Pimentel   pdra  I\lanuel  Barreto  de  Sampaio,  em  que  lhe  dá 
diversas  informações  relativas  á  medição  das  capitanias  do  Brasil. 

Lisboa,  12  de  setembro  de  1675.  (Annexa  ao  n.  1.258).  1.261 


130 


Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  representação  dos  offioiaes  da  Camará 
do  Rio  de  Janeiro,  na  qual  pediam  que  a  fiscalisação  das  suas  despezas  só 
pudesse  ser  exercida  pelo  Ouvidor  geral  e  pelo  Provedor  da  comarca. 

Lisboa.  29  de  outubro  de  1675.  1-262 

CoxsiTT.TA  do  Conselho  Ultramarino  favorável  á  petição  de  António  ãe  Andrade, 
proprietário  dos  officios  de  Tabellião  e  Escrivão  dos  órfãos  e  sesmarias  do 
Rio  de  Janeiro,  na  qual  solicitara  licença  para  Francisco  da  Costa  Moura 
exercer  os  mesmos  officios  durante  o  seu  impedimento. 

Lisboa,  30  de  outubro  de  1675.  1.263 

Portaria  pela  qual  se  mandou  passar  provisão  a  Francisco  da  Costa  Moura  da 
serventia  dos  officios  de  Tabellião  e  Escrivão  dos  órfãos  e  sesmarias  do  Rio 
de  Janeiro,  i)or  tempo  de  dois  annos. 

Lisboa,  1!)  de  novemljio  de  1675.  (Anncxa  ao  n.  1.263).  1.263  (a) 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  do  requerimento,  em   que  Gonçalo  de 
Mcirelles  pedira  a  serventia  do  officio  de  patrão  da  Bjura  do  Rio  de  Janeiro. 
Lisboa,  16  de  novembro  de  167;'). 

Tem  annrxa  a  respectiva  portaria,  em  que  se  lhe  concede  a  serventia  por 
dois  annos.  1.264 — 1.265 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  petição  do  Alferes  Manuel  Luiz  Franco 
em  que  pede  a  legitimação  de  sua  filha  natural  Paula  Franco. 
Lisboa,  29  de  janeiro  de  1676. 

Tem  annexa  a  portaria  pela  qual  se  ^mandou  passar  a  respectiva  carta  de 
legitimação.  1.266 — 1.267 

CoNsn.TA  do  Conselho  Ultramarino-,  relativa  ao  requerimento  de  João  Dias  da  Costa, 

residente  no  Rio  de  Janeiro,  prpi)rietario  do  officio  de  Escrivão  da  Fazenda 

do   Estado   do   Brasil,   no   qual   pedia   que  Manuel   Freire   de   Ouvcdo   fosse 

nomeado  serventuário  do  mesmo  officio.  1.268 

Lisboa,  5  de  fevereiro  de  1675.  1.268 

Portaria  pela  qual  se  mandou  passar  provisão  a  Manuel  Freire  de  Ouvedo  da 
serventia  do  officio  de  Escrivão  da  Fazenda  do  Estado  do  Brasil,  por  um  anno, 
se  tanto  durasse  o  impedimento  do  proprietário. 

Lisboa,  2  de  março  de  1676.  (Annexa  ao  n.  1.268).  1.269 

Consultas  (2)  do  Conselho  Ultramarino  favoráveis  á  concessão  da  licença  que 
pedira  Thomé  de  Sousa  Corrêa,  Provedor  da  Fazenda  do  Rio  de  Janeiro,  para 
ir  ao  Reino. 

Lisboa,  18  de  novembro  de  1675  e  14  de  março  de  1676.  1.270 — 1.271 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  licença  que  requerera  Clemente  Martins 
de  Mattos,  natural  do  Rio  de  Janeiro,  bacharel  em  Cânones  pela  Universidade 
de  Coimbra,  para  advogar  nos  auditórios  do  Rio  de  Janeiro  e  das  mais  partes 
do  Brasil. 

Lisboa,  10  de  junho  de  1676. 

Tem  annexa  a  respectiva  portaria  de  licença.  \.21'2 — 1.273 


140 


CoNsn.TA  do  Conselho  ritramarino,  sobre  a  informação  que  dera  o  Provedor  da 
Fazenda  do  Rio  de  Janeiro  acerca  do  limitado  numero  de  officiaes  de  justiça 
que  havia  naquella  comarca  para  as  exigências  do  serviço. 

Lisboa,  18  de  Julho  de  167t;.  1.274 

Carta  do  Governador  Mathias  da  Cunha,  relativa  á  expulsão  de  Fr.  Bernardo, 
religioso  da  Ordem  de  S.  Bento,  da  administração  da  fazenda,  que  os  Reli- 
giosos dessa  mesma  ordem  possuíam  nos  Campos  dos  Goitacazes. 

Rio  de  Janeiro,  20  de  julho  de  1676.  .  1.275 

Carta  de  Fr.  Francisco  do  Rosário,  Abbade  do  Mosteiro  de  S.  Bento,  sobre  o  as- 
sumpto a  que  se  refere  a  carta  antecedente  e  os  factos  que  motivaram  o  pedido 
da  expulsão  de  Fr.  Bernardo. 

Rio  de  Janeiro,  22  de  julho  de  1676.  (Annexa  ao  n.  1.275).  1.276 

Requerimento  dos  possuidores  de  terras  e  creadores  de  gados  dos  Campos  dos 
Goitacazes,  em  que  pediam  a  expulsão  dos  mesmos  Campos  de  todas  as  pessoas 
que  nelles  não  tivessem  terras,  nem  curraes. 

Certidão.  (An jir.ro  ao  n.  1.275).  1.277 

Carta  de  diligencia  pela  qual  o  Ouvidor  Geral  do  Rio  de  Janeiro  mandou  proceder 
judicialmente  á  expulsão  dos  moradores  dos  Campos  dos  Goitacazes,  reque- 
rida na  petição  antecedente. 

Rio  de  Janfiro,  3  de  janeiro  de  1673.  Certidão.   (Annexa  ao  n.  1.275). 

Consulta    do   Conselho    Ultramarino    sobre   o   requerimento    em    que   João    Corrêa 
.  Ximenes  pedira  carta  da  propriedade  do  officio  de  tabellião  do  publico,  judi- 
cial e  notas  do  Rio  de  Janeií^o. 

Lisboa,  29  de  julho  de  1676.  '  1.279 

Ai.vAR.v  régio  pelo  qual  se  fez  mercê  a  José  Corrêa  Ximenes,  de  se  lhe  conceder 
licença  (em  satisfação  de  seus  serviços),  para  renunciar  em  seu  filho  primo- 
génito João  Corrêa  Ximenes.  o  officio  de  tabellião  do  publico,  judicial  e  notas, 
de  que  era  jjroprietario. 

Lisboa,  li)  de  janeiro  de  1672.  (Annexo  ao  n.  1.279).  1.280 

Pc)i.'iARiA  pela  qual  se  mandou  passar  a  João  Corrêa  Ximenes  carta  de  propiiedade 
do  officio  de  Tabellião  do  publico,  judicial  e  notas  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  27  do  agosto  do  1676.  (Annexa  ao  n.  1.279).  1.2S1 

Coxsuí.ffV  do  Conselho  ritramarino  acerca  da  representação  dos  senhores  de  enge- 
nhos do  Rio  de  Janeiro,  em  que  pediam  licença  de  porte  de  armas,  para  sua 
defesa. 

Lisboa,  12  de  agosto  de  1676.  1.282 

Portaria  pela  qual  se  mandou  passar  provisão  aos  moradores  do  Rio  de  Janeiro, 
liara  que  os  soldados  da  ordenança  podessem  ter  em  suas  casas  pistolas  e 
clavinas  e  usar  delias  nas  mostras  geracs,  e  os  mais  moradores  podessem  ter 
esjjjngardas  e  leval-as  nas  viagens  para  as  suas  fazendas. 

Lisboa,  16  de  setembro  de  1676.  (Annexa  ao  n.  1.282).  1.283 


141 


Coxsui-TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  representação  dos  officiaes  da  Camará 
da  Villa  de  Santos,  em  que  pediam  a  approvação  das  despezas  que  tinham 
feito  com  diversas  festas. 

Lisboa,  2  de  setembro  de  ItíTfi.  1.284 


Co.Nsui.TA    do   Conselho   Ultramarino,    sobre   as   diversas    informações    que   dera   o 
Ouvidor  geral  do  Rio  de  Janeiro  Pedro  de  Unhão  de  Castello  Branco,  acerca 
da  correição  que  fizera  nas  villas  daquella  Capitania  e  seu  districto  e  em 
Pernaguá  sobre  as  minas  de  prata. 
Lisboa,  15  de  novembro  de  1676. 

"O  papel  de  n.  8  que  V.  A.  manda  por  seu  decreto  de  29  de  outubro  próximo  passado 
se  veja  e  consulte,  he  huma  carta  larga  do  Ouvidor  Pedro  de  Unhão,  em  que  dá  conta  a 
V.  A.  de  haver  tomado  posse  daquelle  cargo  em  12  de  junho  de  675,  e  logo  passar  a  vizitar 
as  villas  daquella  Capitania  de  sua  comarca,  e  a  Pernaguá  a  tomar  posse,  em  virtude  da 
procuração  que  levou  do  Provedor  da  Fazenda  Thomc  de  Sousa  Corrêa,  de  administrador 
das  ditas   minas 

—  No  ponto  11°  sobre  o  deposito  que  achou  na  villa  de  Cananêa  dos  70  e  tantos 
mil  réis  para  os  ornamentas  da  igreja  matriz  desta  villa,  e.  esmola  que  V.  A»  deve  fazer 
para  este  mesmo  ef feito:  Parece  que  o  deposito  se  gaste  nos  ornamentos,  e  que  a  esmola 
mandará   V.   A.   deferir   aos  officiaes   da   Camará  quando   a   pedirem. 

Neste  mesmo  ponto  trata  sobre  os  índios  que  os  moradores  desta  villa  cazão;  os  livres 
com  os  seus  ciiptivos,  se  deve  meter  na  instrucção  do  Dezembargador  sindicante  para  informar 
sobre  este  particular.  Emquanto  á  villa  de  Pernaguá  tocar  ou  não  á  Coroa,  e  fazel-a  elle 
Ouuidor  conservar  na  jurisdição  que  tinha  da  mesma  coroa:  lhe  deue  V.  A.  mandar  escreuer 
que  procedeo  bem 

E  no  tocante  á  barca  que  os  Padres  da  Comfianhia  puzerão  no  Rio  Cubatão  na  villa  de 
Santos,  apropriando  a  sy  a  renda  dos  9o$ooo  rs.  delia,  não  tendo  para  isso  jurisdição:  deve 
V.  A.  ordenar  ao  dito  Ouvidor  peça  aos  Padres  lhe  mostrem  a  ordem  por  onde  lhes  toca  e 
não  a  tendo  V.  A.  proceda  conforme  o  direito " 

1.285 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  informação  que  dera  o  Governador 
Matliias  da  Ciuiha  sobre  os  grandes  prejuízos  que  soffrera  a  Fazenda  Real 
com  a  arrematação  do  contracto  da  pesca  das  Baleias- 

Lisboa,  9  de  setembro  de  1676.  1.28G 

Coxsrr.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  denuncia  de  descaminhos  de  rendi- 
mentos da  Fazenda  Real,  de  que  era  accusado  o  Provedor  da  Fazenda  Thomé 
de  Sousa  Corrêa. 

Lisboa,  S  de  julho  de  1676.  (Annexa  ao  n.  1.286).  1.287 


Parkci:ei:s  (2)  do  Conde  de  Vai  de  Reis.  Presidente  do  Conselho  Ultramarino,  sobre 
o  contrato  da  licença  da  pesca  das  Baleias  e  a  arrematação  do  contrato  dos 
dízimos  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  10  de  outubro  de  1674.  (Annexos  ao  n.  1.286).  1.288—1.289 

CoNSTLTA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  as  queixas  que  apresentara  o  Governador 
Matliias  da  Cunha  contra  o  Provedor  da  Fazenda  Thomé  de  Sousa  Corrêa  e  o 
Ouvidor  Pedro  de  Unhão  de  Castello  Branco. 

Lisboa,  3  de  outubro  de  1676.  1.290 


142 


CoNsri.TA  do  Conselho  Ultramarino  acerca  da  petição  de  -Simão  Farto  Brito  em  que 
requerera  a  posse  da  companhia  da  guarnição  do  Rio  de  Janeiro,  de  que  se 
lhe  fizera  mercê. 

Lisboa,  6  de  outubro  de  1676.  Copia. 

Tem  annexo  um  requerimento  ãe  Simão  Farto  Brito  em  que  pede  a  cer- 
tidão de  outra  consulta,  relativa  ao  mesmo  assumijto.  1.291 — 1.292 

Cox.srLT.\  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  uma  representação  dos  moradores  do 
Rio  de  Janeiro,  em  que  pediam  que  os  navios  daquella  praça  viessem  directa- 
mente para  o  Reino,  para  evitar  os  prejuízos  que  lhes  causavam  o  tocarem  na 
Bahia  e  em  Pernambuco. 

Lisboa,  19  de  dezembro  de  1676.  1.293 

CoNsrLT.\  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  provimento  do  posto  de  capitão  da 
Capitania  de  S.  Vicente  e  S.  Paulo,  para  o  qual  propuzera  o  Donatário  Marquez 
de  Cascaes,  Diogo  Pinto  do  Rego,  João  de  Brito  e  Elizeu  Corrêa. 

Lisboa,  12  de  dezembro  de  1676. 

A^a  consulta  encontram-se  relatados  os  serviços  de  Diogo  Pinto  do  Rego 
e  ú  margem  o  despacho  da  sua  nomeação,  datado  de  Lisboa,  2$  de  dezembro 
de  1676.  1.294 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  acerca  da  petição  do  Padre  Fr.  Christovão  da 
Madre  de  Deus,  Visitador  Geral  da  Província  da  Conceição  dos  Capuchos  do 
Rio  de  Janeiro,  em  que  requeria  a  esmola  da  ordinária,  que  se  dava  a  outros 
conventos  do  Estado  do  Brasil. 

Lisboa,  14  de  janeiro  de  1677.  1.295 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  relativa  á  fortaleza  que  Salvador  Corrêa  de  Sá 
pretendia   construir    nas    Capitanias    de   que    eram    donatários   seu    neto    o 
Visconde  de  Asseca  e  seu  filho  João  Corrêa  de  Sá. 
Lisboa,  25  de  janeiro  de  1677. 

"Salvador  Corrca  de  Sá,  conx)  tutor  de  seu  neto  o  ]'isco)ide  de  Asseca  e  procurador  de 
seu  filho  o  General  do  Estreito  de  Ormus  João  Corrêa  de  Sá,  donatários  das  Capitanias  de 
São  Saluador  dos  Campos  e  Santa  Catherina  da  Mos,  no  districto  da  Parahiba  do  Sul, 
aprezentou  neste  Conselho  hum  papel  por  elle  assinado  em  que  diz  que  V.  A.  lhes  acrescentou 
as  ditas  Capitanias  por  serem  limitadas  75  legoas  da  Costa  na  dita  Repartição  do  Sul  entre 
o  marco  do  Rio  da  prata,  onde  parte  esta  Coroa,  e  os  donatários  a  quem  V.  A.  tem  feito 
mercê;  porque  trata  de  mandalas  pouoar  e  para  o  poder  fazer  e  com  segurança  necessita  de 
fortificação  e  tem  feito  petição  a  V.  A.  pedindo-lhe  munições  e  sustento  para  a  Infanteria,  e 
para  os  vigários  e  ministros  da  Igreja,  e  ordinárias  apontando  os  meyos  para  este  ef feito;  e 
porque  para  conseguir  este  seruiço  de  se  pouoarem  aquellas  terras  necessita  de  pessoas  de 
toda  a  satisfação,  e  em  nome  dos  ditos  donatários  propõem  a  V.  A.  o  Capitão  de  Infantaria 
D.  Gabriel  Carces  y  Gralha  em  primeiro  lugar  por  nelle  concorrer  qualidade  e  mais  de 
20  annos  de  seruiço,  como  consta  neste  Conselho  e  entender  de  fortificações;  e  em  segundo 
o  capitão  também  de  Infantaria  da  dita  praça  Ale.xandre  de  Castro,  que  também  há  mais  de 

20  annos  que  o  he;  e  em  terceiro  ao  Capitão  Francisco  Munhós " 

1.296 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  de  Manuel  Cardoso  Leitão, 
em  que  pedia  a  serventia  do  offlcio  de  Tabellião  do  publico,  judicial  e  notaa 
dos  Rio  de  Janeiro,  por  mais  três  annos. 
Lisboa,  28  de  janeiro  de  1677. 

Tem  anncxa  a  portaria  pela  qual  se  mandou  passar  a  respectiva  provisão. 

1.297—1.298 


143 


CoxsuLTA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  petição  de  Agostinho  de  Banos  e 
Vasconcellos,  Capitão  da  Fortaleza  de  S.  João  da  Barra  do  Rio  de  Janeiro,  e 
dos  officiaes,  soldados  e  artilheiros  da  sua  guarnição,  em  que  pediam  o  paga- 
mento de  seus  soldos  e  uma  farda  por  anno. 

Lisboa,  26  de  fevereiro  de  1677.  1.299 


Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  queixa  que  fizera  o  Governador  Matinas 
da  Cunha  do  Ouvidor  geral  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  26  de  maio  de  1GT7.  1.300 


Co.xsuLTA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  as  informações  que  dera  o  Provedor  da 
Fazenda  do  Rio  de  Janeiro  Thomé  de  Sousa  Corrêa  acerca  dos  officiaes  das 
minas  de  sua  administração. 

Lisboa,  28  de  maio  de  1677.  1.301 


Co.Nsn.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  provimento  do  cargo  de  Governador 
da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  a  que  se  propõem  D.  Mamiel  Lobo,  Ayres 
de  Sousa  de  Castro  e  Bernardino  de  Távora  Tavares,  cujos  serviços  a  mesma 
consulta  enumera  minuciosamente. 

Lisboa,  10  de  junho  de  1677. 

Encontra-se  á  margem  o  seguinte  despacho:   "Nomeio  D.  Manuel  Lobo. 

Lisboa,  21  de  agosto  de  1677."  1.302 

PoKTAi;iA  pela  qual  se  fez  mercê  a  D.  Manuel  Lobo  do  governo  do  Rio  de  Janeiro, 
por  três  annos. 

Lisboa,  13  de  agosto  de  1678.  (Annexa  ao  n.  1.302).  1.303 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  relativa  á  representação  em  que  os  officiaes 
da  Camará  do  Rio  de  Janeiro  se  queixavam  dos  prejuizos  que  causava  áquella 
praça  o  virem  as  frotas  para  o  Reino,  pela  Bahia. 

Lisboa,  14  de  junho  de  1677.  1.304 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  representação,  em  que  os  moradores 
do  Rio  de  Janeiro  pediam  que  nenhum  ministro  os  podesse  remetter,  sob 
prisão,  para  o  Reino  sem  previa  ordem  regia,  e  para  a  Relação  da  Bahia  em 
primeira  instancia  e  só  por  appellação. 

Lisboa,  26  de  junho  de  1677.  1.305 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  favorável  á  petição  de  Gonçalo  Ribeiro  Barbosa, 
Escrivão  da  Correição  e  Ouvidoria  geral  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  solicitava 
a  sua  exclusiva  nomeação  para  todas  as  diligencias  a  que  os  ouvidores  pro- 
cedessem. 

Lisboa,  21  de  agosto  de  1677. 

Tem  annexa  a  portaria  pela  qual  se  mandou  passar  a  respectiva  provisão. 

1.306—1.307 


144 


Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  relativa  ás  devassas  de  residência  do  Gover- 
nador do  Rio  de  Janeiro,  João  úa  Silva  e  Sousa  e  do  Ouvidor  geral  André  da 
Costa  Moreira. 

Lisboa,  22  de  setembro  de  1677.  1.308 

Coxsi-i-TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  pagamento  dos  vencimentos  de  Bento 
Corrêa  Coutinho,  da  guarnição  da  praça  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  28  de  setembro  de  1677.  .  1.309 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  pretenção  de  Gunçalo  Ribriro  Barbosa 
á  serventia  do  officio  de  Escrivão  das  medições  e  tombos  do  Rio  de  Janeiro. 
Lisboa,  5  de  novembro  de  1677. 

Tem  annexa  a  portaria  pela  qual  se  mandou  passar  a  respectiva  provisão. 

1.310—1.311 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  favorável  á  pretensão  de  João  Soares  Pereira, 
commerciante  na  praça  do  Rio  de  Janeiro,  de  não  poder  ser  obrigado  a  desem- 
penhar o  cargo  de  Recebedor  da  Fazenda  Real  naquella  Capitania. 

Lisboa,  20  de  dezembro  de  1677.  1.312 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  favorável  á  licença  que  pedira  Francisco  Telles 
Barreto  para  renunciar  em  seu  filho  Luiz  Telles  Barreto  o  officio  de  Juiz  dos 
Órfãos  do  Rio  de  Janeiro,  de  que  era  proprietário. " 
Lisboa,  6  de  fevereiro  de  1678. 

Tem  annexa  a  portaria  pela  qual  se  mandou  imssar  o  respectivo  alvará. 

1.313—1.314 

Conulta  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  á  licença  que  tinham  pedido  a  Madre 
Regente  e  as  Recolhidas  do  Recolhimento  de  Santa  Apolónia  de  Lisboa  para 
pedirem  esmolas  no  Estado  do  Brasil. 

Lisboa,  7  de  janeiro  de  1678.  1.31.5 

Consulta   do   Conselho   l'ltramarino   sobre   o   requerimento   em   que   João   Corrêa 
Xitnenes,  Tabellião  do  publico,  judicial  e  notas  do  Rio  de  Janeiro,  pedira 
que  lhe  fosse  prorogado  o  praso  para  o  seu  casamento. 
Lisboa,  18  de  março  de  1678. 

Tem  annexa  a  portaria  pela  qual  se  concedeu  a  respectiva  autorisação. 

1.316—1.317 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  petição  de  Manuel  Barbosa  de  Lima 
em  que  solicitava  ser  nomeado  tutor  de  seus  enteados,  filhos  de  Manuel 
Corrêa  Vasqucanes. 

Lisboa,  2  de  maio  de  1678.  1.318 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  provimento  do  jiosto  do  capitão  de  uma 
das  companhias  de  Infantaria  do  Rio  de  Janeiro,  que  vagara  por  fallecimento 
de  Garcia  da  Oama  e  a  que  eram  concorrentes  Feliciano  da  Silva,  Manuel  do 
Rego  da  Silva,  Domingos  de  Bastos,  Diogo  Freire  da  Fonseca,  Gregório 
Coelho,  João  Gomes  de  Sousa,  Manuel  da  Costa  de  Carvalho,  Jorge  Fernandes 


i 


145 


Cardoso,  Luvas  do  Couto,  Luiz  de  Castro  de  Hii.  António  Monteiro  Her]m, 
Christovão  de  Mattos  Sa7-aiva  e  Miguel  Barbosa,  cujos  serviços  se  encontram 
relatadoíí  na  consulta. 

Lisboa,  12  de  maio  de  1678.  1.310 

Co.NSULTA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  uma  representação  de  Lucas  do  Couto, 
Alferes  da  Fortaleza  de  Santa  Cruz  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  protestava 
contra  a  interferência  do  Provedor  da  Fazenda  na  remessa  dos  guardas  para 
bordo  dos  navios. 

Lisboa,  17  de  março  de  1678.  1.320 


Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  relativa  ao  ouro  que  entregara  o  Provedor  da 
Fazenda  do  Rio  de  Janeiro,  Thomc  de  Sotcsa  Corrêa,  procedente  do  quinto  das 
minas  de  Pernaguay  e  Cananéa. 
Lisboa,  24  de  março  de  1678. 

Tem  annexa  a  avaliação  das  respectivas  barras,  feita  pelo  contraste 
António  Rodrigues  de  Mattos.  1.321 — 1.322 

Alvará  régio  pelo  qual  se  concedeu  á  Rainha,  entre  outras  coisas,  a  vintena  do 
'juinto  do  ouro  das  minas  de  S.  Paulo,  do  Estado  do  Brasil. 
Lisboa,  T.i  de  março  de  1(J44.   (Anne.ro  no  n.  1.321). 

"Faço  saber  aos  que  este  meu  Alvará  virem  que  tendo  respeito  a  (jue  a  fazenda  ■  com 
que  se  acha  a  Raynha,  minha  sobre  todas  muito  amada  e  prezada  mulher,  não  basta  para 
sustentar  as  despezas  e  gastos  de  sua  Caza  e  que  as  Raynhas  suas  predecessoras  tiuerão  nas 
conquistas  por  concesEÕes  dos  Reys  algumas  drogas  de  que  se  ajudauão:  Hey  por  bem  que  a 
Raynha  possa  mandar  vir  em  cada  hum  anno  200  quintaes  das  drogas  da  índia,  que  lhe 
parecer,  sendo  sempre  a  3"  parte  pimenta,  beneficiado  tudo  por  meus  officiaes,  liure  de  fretes 
e  direitos;  e  que  possa  mandar  vir  outrosy  liure  de  fretes  e  de  direitos  em  cada  hum  anno 
500  quintaes  de  páo  Braail  e  lhe  concedo  mais  500  arrobas  de  assucar  branco  do  Brazil, 
e  da  vintena  do  que  rezultar  para  minha  fazenda  do  ouro  das  minas  de  S.  Paulo,  não  pas- 
sando o  que  a  ella  lhe  tocar  de  5000  cruzados  em  cada  hum  anno,  com  declaração  que  com 
isto  cessarão  todos  e  quaesquer  alvitres,  mais  direitos  ou  interesses  alguns  que  em  tempos 
passados  tiuerão  as  Raynhas  nas  Ilhas  e  Conquistas  do  Rcyno  e  nos  próximos  cobrarão  as 
Rainhas  de  Castella  no  teinno  de  sua  instrucção " 

1.323 


Consultas  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  do  offerecimento  que  fizera  o  Pro- 
vedor da  Fazenda  do  Rio  de  Janeiro  Thomc  de  Sousa  Corrêa  de  mandar  á  sua 
custa  õO  cavallos  para  o  soccorro  de  Angola. 

Lisboa,  9  e  28  de  março  de  1C78.  1.324 — 1.325 

/ 

Ri:qufkimento  de  Thomé  de  Sou?a  Corrêa,  em  que  pede  para  receber  na  Alfandega 
da  Ilha  da  Madeira  a  tença  de  60$000,  de  que  se  lhe  fizera  mercê  em  recom- 
pensa da  offerta  a  que  se  referem  as  consultas  antecedentes. 

(Annexo  ao  n.  1.32o).  1.326 

AiAARÁ  pelo  qual  se  fez  mercê  a  Thomc  de  Sousa  Corrêa  da  promessa  de  commenda 

de  100$000  de  que  seriam  60  effectivos,  para  os  haver  com  o  habito  de  Christo. 

Lisboa,  14  de  janeiro  de  167-5.  (Annexo  ao  n.  1.326).  1.327 

I.  O  H) 


146 


Co.xsuLTA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  provimento  do  posto  de  Capitão  da 
Capitania  de  Cabo  Frio,  no  districto  do  Rio  de  Janeiro,  a  que  eram  preten- 
dentes José  Varclla,  José  da  Costa  de  Almada,  Francisco  Gomes  Ribeiro  e 
Luiz  da  Silva  Fragoso,  cujos  serviços  se  relatam  na  mesma  consulta. 

Lisboa.  30  de  março  de  1G78. 

Encontrase  ú  margem  o  seguinte  despacho:  "Nomeo  Francisco  Gomes 
Ribeiro.  Lisboa,  29  de  abril  de  1678."  1.328 

Portaria  pela  qual  se  mandou  passar  patente  a  Francisco  Gomes  Ribeiro  do  posto  de 
capitão  da  Capitania  do  Cabo  Frio,  por  três  annos. 

Lisboa,  18  de  maio  de  1G78.   (Annexa  ao  n.  1.328).  1.329 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  á  petição  de  Pedro  Rodrigues  Prego, 
antigo  alferes  da  guarnição  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  solicitava  a  patente 
de  capitão  de  mar  e  guerra  ad  Iwnorem  da  sua  não  Santo  Lenho. 

Lisboa,  1  de  abril  de  1678. 

Tem  annexa  a  respectiva  curta  patente.  1.330 — 1.331 

REgiERiMK.NTos    (2)   do  1'rovedor  da  P''azcnda  do  Rio  de  Janeiro  Thomé  de  Sousa 
Corrêa,  em  que  pede  o  habito  da  Ordem  de  Christo,  em  remuneração  de  seus 
■  serviços,   a   baixa   do   posto   de   capitão   de    Infantaria   e   licença   para   ir   ao 
Reino  tratar  dos  seus   negócios. 

(1673-1678).  1.332—1.333 

Certidão  da  nomeação  do  Provedor  da  Fazenda  Thomé  de  Sousa  Corrêa  e  da 
licença  de  dois  annos,  que  lhe  fora  concedida  para  ir  ao  Reino. 

( Annexa  ao  n.  1.332).  1.334 

Alvará  de  folha  corrida  de  Thomé  de  Sousa  Corrêa. 

Lisboa,  10  de  junho  de  1C7S.   (Avnexo  ao  )t.  1.332).  1.335 

F(:  UE  01  ijcio  do  Capitão  de  Infantaria  da  guarnição  do  Rio  de  Janeiro  Thomé  de 
Sousa  Corrêa. 

Rio  de  Janeiro,  7  de  abril  de  1673.  (.\nnexa  ao  h.  1.332).  1.336 

CEftTii).\o  do  registo  das  mercês  que  se  fizeram  a  Thomé' de  Sousa  Corrêa,  do  foro 
de  fidalgo  da  Casa  Real  e  de  Provedor  da  Fazenda  do  Rio  de  Janeiro,  por 
falleciniento  de  seu  pae  Pedro  de  Sousa  Pereira. 

Lisboa,  11  de  junho  de  1678.   (Annexa  ao  n.  1.332).  1,337 

Cakta  patente  pela  qual  se  fez  mercê  a  Thomé  de  Sousa  Corrêa  de  o  nomear  capitão 
de  Infantaria  da  guarnição  do  Rio  de  Janeiro. 

S.  Sebastião  do  Rio  do  Janeiro,  1  de  dezembro  de  1672.  (Annexa  ao  nu- 
mero 1.332).  1.338 

AiiEsiAW)  dos  offirjat^s  ,1a  ('amara  do  Rio  de  .launiro,  em  que  affirmam  o  caractiír, 
rectidão  e  diligencia  do  Provedor  da  Fazenda  Thomé  de  Sousa  Corrêa,  no 
desempenho  do  seu  cargo. 

Rio  de  Janeiro,  20  de  agosto  de  1677.  (Annexo  ao  n.  1.332).  1.339 


14: 


Ai.vAK.v  (le  folha  corrida  do  Provedor  da  Fazenda  Thonu'  de  •'^ousa  Corrêa. 

Rio  de  Janeiro,  19  de  agosto  de  1677.  (Annexo  ao  n.  1.332).  1.340 

Coxsri.iA  do  Conselho  IMtianiurino,  sobre  o  iiroviíhento  do  ijosto  de  caijltão  de 
Infantaria  da  guarnição  do  Rio  de  .Janeiro,  que  vagara  por  falleoimento  de 
Manuel  da  Costa  da  Cumaru  e  a  que  eram  concorrentes  João  de  Cáceres  de 
Amorim,  Manuel  da  Cosia,  João  da  Silva  Carvalho,  João  Alvares  Villa  Lobos, 
Luiz  da  Silva,  Manuel  da  Costa  de  Curvnlho,  Josr  Sanches  de  Góes  e  Manuel 
Fernandes  Teixeira. 
.  Lisboa,  8  de  junho  de  1G7S. 

"Na  consulta  eneontram-se  relatudos  os  serviços  de  todos  os  concorrentes 
e  á  margem  o  seguinte  despacho:  "Nomeo  a  João  de  Cáceres  de  Amorim. 
Lisboa,  6  de  julho  de  1678."  1.341 

CoNsrr.TA  do  Conselho  Ultramarino,  em  que  propunha  a  extincção  do  logar  de  Aju- 
dante do  mar  do  ])oito  do  Rio  de  Janeiro,  abusivamente  creado  poios 
governadores. 

Lisboa,  10  de  junho  de  1678.  1.342 

Co.NSULTA  do  Conselho  Ultramarino  acerca  das  informações  do  Capitão  da  guarnição 
do  Rio  de  Janeiro  Manuel  do  Rego  da  Silva,  sobre  as  fortalezas  daquella 
praça  e  a  falta  que  tinham  de  artilharia  e  munições. 

Lisboa,  22  de  junho  de  1678. 

Tem  annexus  a  curta  do  Cajntão  Rego  da  Silva  e  a  respectiva  informação 
do  Governador.  1.343—1.345 

,CoNsx'i.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  representação  dos  officiaes  da  Camará 
da  Villa  de  S.  João  da  Cananéa,  em  que  pediam  a  creação  de  uma  aldeia  de 
índios  para  auxiliai'oni  a  exploração  do  ouro,  e  um  subsidio  ijara  as  obras 
da  sua  egreja. 

Lisboa,  7  do  julho  de  1678. 

Tcni  unncju  a  respcctira  representarão.  1.346 — 1.347 

Coxsri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  ])etição  do  Visconde  de  Asseca  e  João 
Corrêa  de  Sá,  em  que  solicitavam  que  os  Superiores  de  diversas  aldeias,  que 
confinavam  com  as  suas  terras,  lhes  fornecessem  Índios,  obrigando-se  a  paga- 
rem-lhes  os  seus  salários. 

Lisboa,  7  de  julho  de  1678.  1.348 

CoxsrLTA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  do  requerimento  em  que  Francisco  de 
Pontes  Vidal  pedira  o  cancellamento  da  fiança  que  prestara  a  um  empréstimo 
que  a  Camará  de  Villa  de  Nossa  Senhora  das  Neves  fizera  ao  Capitão-mór  de 
Iguape  Diogo  Vaz  de  Escohar. 

Lisboa,  9  de  julho  de  1678.  1.349 

CoNSfLTA  do  Conselho  Ultramarino  relativa  ás  munições,  pólvora  e  petrechos  de 
guerra,  que  eram  necessários  para  a  defesa  da  praça  do  Rio  de  Janeiro. 
Lisboa,  11  de  agosto  de  1678. 

Tem    annexa   a   respectiva   requisição   do   Governador  1).   Manuel  Lobo. 

1.350—1.351 


Í4ã 


CoNSVi.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  provimento  do  posto  de  capitão  de 
Infantaria  da  guarnição  do  Rio  de  Janeiro,  que  vagara  por  fallecimento  de 
Gania  da  Gama  e  a  que  foram  concorrentes  Feliciano  de  Sousa.  Domingos 
de  Bastos.  Gregório  Coelho,  João  Gomes  de  Sousa.  Manuel  da  Costa  de  Car- 
valho. Jorge  Fernandes  Cardoso,  Luiz  de  Castro  de  Sá,  João  Lopes  da  Silveira, 
Luiz  Lopes  e  Gregório  da  Costa. 
Lisboa,  6  de  setembro  de  1678. 

A  consulta  relata  os  serviços  allegados  pelos  diversos  concorrentes  e  tem 
(í  margem  o  seguinte  despacho:  "Xomeo  João  Lopes  da  Silveira.  Lisboa,  17  de 
setembro  de  1678."  1.352 

CoNsn.T.\s  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  relativas  ás  devassas  de  residência  do 
Governador  do  Rio  de  Janeiro  João  da  Silva  e  Sousa  e  do  Ouvidor  geral 
André  da  Costa  Moreira. 

Lisboa,  10  de  novembro  de  1678. 

Têm  annexos  os  pareceres  do  Conselheiro  Feliciano  Dourado,  sobre  cada 
uma  das  devas.^as.  1.353 — 1.356 

Coxsult.sl  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  devassa  de  residência  do  Ouvidor  geral 
do  Rio  de  Janeiro  Pedro  de  Unhão  de  Castello  Branco,  a  que  se  deveria  man- 
dar proceder  pelo  Desembargador  João  da  Rocha  Pitta. 

Lisboa,  27  de  novembro  de  1678.  1.357 

Coxsri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  pagamento  dos  soldos  do  Capitão  de 
Infantaria  do  Rio  de  Janeiro  João  Lopes  da  SihH'ira. 

Lisboa,  12  do  dezembro  de  1678.  1.35S 

Coxsri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  petição  de  Fernão  Vaz  Pereira,  residente 
no  Rio  de  Janeiro,  em  que  requer  escusa  do  cargo  de  almoxarife  e  thesou- 
reiro  da  Fazenda  Real. 

Lisboa,  ;i  de  dezembro  de  lt!7S.  1.350 

CoxsuLTA  do  Conselho  Ultramarino  acerca  da  pretensão  do  Domingos  Alvares  ao 
logar  de  Patrão-mór  e  Mestre  dos  calafates  do  porto  do  Rio  de  Janeiro. 
Lisboa,  20  de  dezembro  de  1678. 

Te7n  annexa  a  portaria  pela  qual  se  lhe  mandou  passar  a  respectiva  carta. 

1.360—1.361 

Coxsi-LTA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  ajuda  de  custo  que  pedira  Filippe  Car- 
neiro de  Alcáçova.  Ajudante  do  numero  da  praça  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  n  de  janeiro  de  1679.  1.362 

CoNsiT.TA  do  Conselho  fltiamarino  acerca  da  petição  de  Sebastião  Gomes  Pereira. 
residente  no  Rio  de  Janeiro,  em  que  requeria  licença  para  renunciar  em  um 
dos  seus  filhos  a  propriedade  do  offlcio  de  escrivão  da  Alfandega  o  Almo- 
xarifado. 

Lisboa,  12  de  janeiro  de  1679. 

Tem  annexa  a  portaria  pela  qual  se  mandou  passar  o  respectivo  alvará. 

1.363— 1. 364 


140 


Coxst:i,TA  do  Conselho  Ultramarino,  relativa  á  petição  do  Padre  Francisco  ãe 
Mattos,  da  Companhia  de  Jesus,  Procurador  geral  da  Provinda  dó  Brasil,  em 
que  requeria  que  os  índios  das  Aldeias  de  S.  Barnabé  e  S.  Lourenço  fossem 
restituídos  á  posse  das  suas  terras. 

Lisboa,  17  de  janeiro  de  1679.  1.365 

Rkqukrimen'jo  do  mesmo  Procurador  geral  Padre  Francisco  ãe  Mattos,  em  que 
pedia  uma  nova  devassa  sobre  os  factos  occorridos  nas  Aldeias  de  S.  Barnabé 
e  S.  Lourenço. 

(Annexo  ao  n.  1.?>Ç>T>).  1.366 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  representação  dos  officiaes  da 
Camará  do  Rio  de  Janeiro  sobre  a  navegação  para  Angola  e  o  trafico  dos 
escravos  para  a  laboração  dos  engenhos. 

Lisboa,  28  de  janeiro  de  167Í).  1.367 

CoNsn.TA  do  Conselho  Ultiamarino,   sobre  a  petição  de  Manuel  Cardoso  Leitão, 
em  que  requer  a  propriedade  do  officio  de  Tabellião  do  publico,  judicial  e 
notas  da  cidade  do  Rio  de  Janeiro. 
Lisboa,  n  de  fevereiro  de  1679. 

Tem  anncxa  a  portaria,  pela  qual  se  mandou  passar  a  respectiva  carta. 

1.368—1.369 

CoxsiTLTA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  que  fizera  Bento  da 
Rocha  Gondim,  residente  no  Rio  de  Janeiro,  para  o  levantamento  de  um 
dinheiro  que  depositara  como  fiador  do  Almoxarife  Bento  de  Castro. 

Lisboa,  16  de  março  de  1679.  1.370 

CoNSfi.TA  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  á  petição  do  Ouvidor  geral  do  Rio 
de  Janeiro  André  da  Costa  Moreira  em  que  solicitava  autorisação  para  usar 
beca  no  exercício  do  seu  cargo,  a  exemplo  da  que  se  concedera  a  outros 
magistrados. 

Lisljoa,  5  de  junho  de  1679.  1.371 


CoxsuLTA  do  Conselho  Ultramarino,  relativa  á  arrematação  dos  dízimos  da  Capi- 
tania do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  3  de  outubro  de  1679.  1.372 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  rei)lica  dos  officiaes  da  Camará  do 

Rio  de  Janeiro,  sobre  a  preferencia  que  tinham  pedido  para  os  navios  que 
partissem  de  Angola  para  o  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  6  de  outubro  de  1679.  1.373 

Consulta  Jo  Conselho  IHtramarino,  sobre  a  licença  que  pedira  o  Desembargador 
João  da  Roc''ia  Pitta  para  regressar  á  Relação  da  Bahia,  por  ter  terminado 
no  Rio  de  Janeiro  a  commissão  de  serviço  que  lhe  fora  confiada. 

Lisboa,  in  de  outubro  de  1079.  1.374 


ir>o 


Coxsi-LTA  do  Conselho  Ultramarino,   relativa  á  ajuda  de  custo  que  requerera  o         { 
Governador  do  Rio  de  Janeiro  D.  Manuel  Lobo  para  pagamento  da  sua  pas- 
sagem. 

Lisboa,  28  de  março  de  1680. 

Teni  annexa  a  purtaria  pela  qual  se  mandou  passar  a  respectiva  provisão. 

1.375—1.376 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  de  Bento  da  Rocha  Gon- 
õim.  em  que  pede  escusa  do  cargo  de  Almoxarife  da  Fazenda  Real. 
Lisboa,  25  de  junho  de  1680. 

Tcn}  annexa  a  portaria  pela  qual  se  mandou  passar  o  respectivo  alvará. 

1.377— 1.37S 

Coxsn-TA  do  Conselho  Ultramarino  favorável  ao  requerimento  de  Pedro  de  Sousa 
Pereira  em  que  pedia  para  continuar  a  exercer  por  mais  dois  annos  a  serventia 
do  officio  de  Provedor  da  Fazenda  do  Rio  de  Janeiro. 
Lisboa,  23  de  junho  de  1680. 
Tem  annexa  a  respectiva  portaria.  1.379 — l.OSO 

Consultas  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  as  concessões  qu^  pediam  os  mestres 
dos  navios  que  levavam  ao  Rio  de  Janeiro  o  soccorro  da  Nova  Colónia  da 
Illia  de  S.  Gabriel. 

Lisboa,  17  e  28  de  setembro  de  1680. 

Têm  annexas  as  portarias  pelas  qaatíi  se  mandarani  passar  as  respectivas 
provisões.  1.381 — 1.384 

Consulta  do  Conselho  IHtramarino,  sobre  a  representação  dos  officiaes  da  Camará 
da  Villa  de  Pernaguá  sobre  a  falta  de  paiocho,  que  lhes  ministrasse  os  sacra- 
mentos. 

Lisboa,  7  de  oiitul)ro  de  1680.  L385 

Co.'*:suLrAS  (2)  do  Conselho  Ult laniarino,  lelativas  ás  devassas  de  residência  do 
Governador  do  Rio  de  Janeiro  Mathias  da  Cunha  o  do  Provedor  da  Fazenda 
Thomé  de  Sousa  Corrêa. 

Lisboa,  16  de  outubro  de  1680. 

Têm  annexos  os  pareceres  do  Conselheiro  Carlos  Cardoso  Godinho,  sobre 
cada  íima  das  referid<is  deimssas.  1.386 — 1.389 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  devassa  de  residência  do  Ouvidor 
geral  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro  Pedro  de  Unhão  Castelbraneo. 

Lisboa,  22  de  outubro  de  1680. 

Tem.  annexo  o  parecer  do  Conselheiro  Carlos  Cardoso  Godinho  sobre  a 
mesma  devassa.  1.390 1.391 

Coxsulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  representação  dos  officiaes  da  Camará 
do  Rio  de  Janeiro,  em  que  pediam  a  prorogação,  por  mais  seis  annos,  da 
mercê  concedida  aos  seus  habitantes  de  não  poderem  ser  executados  nas 
fabricas  dos  seus  engenhos. 

Lisboji,  '/:,  (]«.  outubro  de  16S0.  1.392 


I 


151 


PoiMAKiA  pela  qual  se  mandou  passar  provisi.o  aos  moradores  da  Capitania  do  Rio 
de  Janeiro  para,  durante  seis  annos,  não  poderem  ser  executados  nas  fabricas 
de  seus  engenhos. 

Lisboa,  20  de  fevereiro  de  1681.  (Aiincra.  ao  n.  1.392).  1.39o 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  subsidio  de  100  réis  diários  que  se  esta- 
belecera á  mãe  de  Fr.  Pedro  de  Sousa,  durante  o  tempo  que  este  permanecesse 
na  nova  Colónia  do  B^ori';  de  Saciamento. 

Lisboa,  8  de  novembro  de  1680.  1.394, 

Cy.\sui;rA  do  Conselho  Ultramarino  árorca  da  i)ctição  de  Diofio  F'ureira.  em  que 
requerera  licença  para  renunciar  o  officio  de  Meirinho  do  Campo  do  Rio  de 
Janeiro,  de  que  era  proprietário. 

Lisboa,  8  de  novembro  de  1680.  ,  1.395 

Co.vsn.TA  do  Conselho  Ultraniariuo,  favorável  á  petição  de  Luiz  Triles  Barreto,  em 
(jue  solicitava  autorisaç-ão  i)ara  nomear  serventuário  do  officio  de  ,iuiz  úoh 
órfãos  do  Rio  de  .laneiro,  de  (jue  era  ])ioprietario. 
I^isboa,  9  de  novembro  de  1680. 

Tc))i  aiiuc.ra  a  portaria  pcht  qual  se  mandou  passar  a  respectiva  provisão. 

1.396—1.397 

Co.\sii;rA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  em  que  Manuel  da  Hilva 

e  Vasconccllos  pedira  a  serventia  do  officio  de  Escrivão  da  Fazenda  Real  da 

Capitania  de  S.  Vicente,  que  vagara  por  fallecimento  de  Francisco  Luiz  Pina. 

Lisboa,  2  de  dezembro  de  1680.  ' 

Tem  anncra  a  portaria  pela  qual  se  conceãev  a  respectiva  serventia  por 

três  annos.  1.398—1.399 

Co.NsuLTA  do  Conselho  Ultramarino  relativa  á  petição  do  Sargentomór  Luiz  Car- 
neiro Solho,  sobre  o  commando  das  tropas  (200  Infantes,  dois  capitães  e  mais 
officiaes  de  milicia),  que  sob  as  suas  ordens  eram  enviados  para  o  Rio  da 
Prata. 

Li.sboa,  2  de  dezembro  de  1G80.  I.ÍOO 

CoNSULrA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  de  António  Rodrigues 
da  Costa,  nomeado  cirurgião-mór  da  nova  Colónia  do  Rio  de  Janeiro,  em  (r.ie 
pedia  que  se  lhe  fixasse  o  temi)o  que  ali  deveria  demorar-se. 

Lisboa,  2  de  dezembro  de  1680. 

Tem  annexo  o  respectivo  requerimento.  1.401 — 1.402 

Co\sii/iA  do  Conselho  ITltramarino,  sobre  as  considerações  que  apresentara  o  Bispo 
nomeado  do  Rio  de  Janeiro  a  respeito  da  sua  partida  para  o  Brasil  e  das 
verbas  necessárias  para  as  despezas  do  Cabido  e  da  fundação  da  Cathedral. 
íàsboa,  12  de  dezembro  de  1680. 

"Auizando  o  Secretario  Pedro  Sanches  Farinha  da  parte  de  V.  A.  a  José  de  Barros 
Alarcão,  Bispo  nomeado  do  Rio  de  Janeiro  sobre  a  sua  determinação  de  fazer  jornada  para 
aquella  parte,  satisfez  dizendo,  que  as  razoens  de  sua  impossibilidade  eram  muitas,  mas 
somente  diria   as  que   se  llie  offercciSo   de   prezente. 


152 


Que  havia  15  dias  que  se  Ibe  entregarão  as  suas  bulias,  e  que  athe  este  tempo  náo 
tinha  feito  preparaniento  algum  por  não  ter  cabedaes  próprios,  nem  parente  algum  de  que 
se  valesse,  e  os  homens  de  negocio,  que  por  seus  lucros  lhe  podião  assistir  com  dinheiro 
dizião  o  não  querião  dar,  sem  primeiro  estar  sagrado  e  ainda  depois  de  o  estar,  havia  de  dar 
fiadores  e  não  seria  pouco  achar  quem  o  fiasse  por  14.000  cruzados,  em  que  se  tem  orçado 
apertadamente  para  comprar  o  de  que  se  necessita,  e  achados  elles  havia  fazer  todos  os 
oman.-entos  assim  pontificaes,  como  prata,  ornato  de  caza,  e  todos  os  mais  aprestos:  e  era 
necessário  determinar  V.  A.  onde  devia  fazer  a  Sêe  e  donde  se  havia  fazer  consignação  para  o 
necessário  que  se  gastar  na  Igreja  que  se  eleger  para  Sêe  e  para  ornamentos  e  prata  necessária 
e  outras  miudezas  e  nomear-lhe  V.  A.  Cónegos  e  Dignidades  Capellaens  com  seus  ordenados 
para  si  e  para  elles  e  ajudas  de  custo  na  forma  que  se  fez  aos  mais  Bispos;  e  como  em 
nada  se  tiuesse  tomado  resolução  athé  o  prezente,  pelo  que  tocaua  a  elle  se  embarcaria  logo, 
se  estiuer  capaz,  porém  se  devia  considerar  primeiro  que  hia  para  huma  terra,  aonde  não 
podia  fazer  função  alguma  Episcopal,  porque  em  nenhuma  daquellas  Igrejas  hauia  orna- 
mento algum  para  os  acólitos  e  assistentes  de  hum  Bispo,  e  que  estas  mesmas  razoens  hauia 
reprezentar  pessoalmente  a  V.  A.  e  pedir-lhe  mande  a  este  Conselho  componha  este  Bispado 
para  que  esteja  capaz  de  poder  hir  logo   no   primeiro   navio   seguro   que   houuer. 

Ao  Conselho  parece  reprezentar  a  V.  A.  o  estado  em  que  hoje  se  acha  a  Capitania  do 
Rio  de  Janeiro,  e  a  falta  que  nella  ha  de  rendimentos  da  Fazenda  Real  que  apenas  se 
chega  a  pagar  á  Infantaria  daquella  praça  e  mais  prezidios  6  niezes  no  anno  e  agora  com  esta 
noua  Colónia  do  Forte  do  Sacramento  e  soccorros  que  lhe  uão  (que  desta  parte  hão  de  ser 
assistidos)  crescendo  nisto  as  despezas,  fica  mais  impossibilitada,  pois  todas  as  rendas  se 
consignão  para  este  effeito,  não  só  as  que  pertencem  a  este  Conselho,  mas  também  as  que 
tocão  á  direcção  do  da  Fazenda,  e  como  a  côngrua  deste  Prelado  e  a  de  seus  capitulares  c 
mais  pessoas  que  possão  formar  corpo  de  Cabido  importe  perto  de  6000  cruzados  e  além  disto 
sejão  necessários  hoje  neste  Reino  para  a  ajuda  de  custo,  ornamentos  e  mais  fabrica  da 
Igreja,  que  tudo  he  precizo,  pois  se  erige  de  nouo  huma  Sêe,  donde  não  ha  nenhuma  couza, 
mais  do  que  o  este  Bispo  leuar,  e  estando  ainda  por  pagar  o  custo  das  suas  Bulias:  por  todas 
estas  razoens  se  faz  prezente  a  V.  A.  a  impossibilidade  que  ha  para  que  este  Prelado  não  vá 
com  a  breuidade  que  V.  A.  ordena. " 

Dcsl^acho  á  margem  da  consulta:  "Ao  Bispo  do  Rio  de  Janeiro  mando  dar  6oo$ooo  rs. 
de  ajuda  de  custo;  e  para  ornamentos  e  prata  e  pontificaes  e  mais  couzas  necessárias 
.  para  a  sua  Igreja  3. .soo  cruzados,  que  se  considerou  serem  bastantes  para  o  Bispo  se  poder 
auiar,  e  prouer  das  couzas  prccizas  para  a  sua  Igreja;  e  porque  conuem  que  sem  dilação  se 
disponha  para  hir  na  primeira  embarcação,  mando  ordenar  á  Junta  da  administração  do 
Tabaco,  que  dos  100:000  cruzados  reseruados  á  minha  ordem,  se  entreguem  logo  por  em- 
préstimo ao  Thesoureiro  do  Conselho  para  se  darem  ao  Bispo  na  forma  do  decreto  que  será 
cora  e?ta  consulta. 

E  quanto  á  fundação  da  Cathedral  chegado  o  Bi.=po  ao  Rio  de  Janeiro  uendo  a  Igreja 
mais  commoda  para  este  effeito  e  tomando  noticia  dos  sugeitos  capazes  para  as  Dignidades 
e  Conezias  auizará,  e  com  sua  informação  se  disporá  esta  matéria  como  mais  conuier  ao 
seruiço  de  Deos  e  meu.  E  para  a  côngrua  assi  do  Bispo,  como  de  todas  as  Dignidades, 
cónegos  e  mais  officiaes  da  Sèe,  regulando-se  pelo  que  se  fez  em  Pernambuco  (que  tudo 
não  chega  a  6000  cruzados),  se  tirará  esta  despeza  do  contrato  das  Balêas,  cujo  arrendamento 
tem  crescido  em  cada  huir.'  anno  mais  de  6000  cruzados,  que  mando  aplicar  a  esta  despeza,  orde- 
nando ao  Conselho  que  se  não  diuirtão  a  outro  effeito,  para  que  fique  segura  a  côngrua  do 
Bispo  e  de  toda  Cathedral;  e  chegando  elle  ao  Rio  de  Janeiro  a  ache  certa  e  possa  logo 
com  segurança  tratar  da  fundação  da  Sêe,  desta  conformidade  o  execute  o  Conselho. 

1.403 


Certidão  da  data  da  Bulia  pela  qual  Josv  de  Banos  Alarcão   foi   nomeado   Bispo 
(o  1")  da  Diocese  do  Rio  de  Janeiro. 
(Aimexa  ao  n.  1.403). 

"Datum  Rome  apud  Sanctam  Mariam  Majorem  anno  incarnationos  Dominice  milessimo 
sesrcntcsimo  octuagessiiiio  quarto  desimo  Kaiendas  Septembris  Pontificatus  nostri  anno 
quarto.   (r9  de  agosto  de   1684). 

1.404 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  petição  de  Mathrufi  Nogueira  Pinto  em 
que  requerera  a  propriedade  do  officio  de  meirinho  da  correição  e  ouvidoria 


153 


Geral   da   Caiútauia   do   Rio   de   Janeiío,  que   pei  tencera   a   seu    pae  Jacinto 
Nogueira  Pinto. 

Lisboa,  17  de  dezembro  de  1680. 

Tem  anncxu  a  respectiva  iiortaria.  1.400 — T.406 

Co.\sri.T.\  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  pagamento  das  Bulias  do  Bispo  do  Rio 
de  Janeiro  José  de  Barros  Alarcão,  cujas  despezas  adiantara  João  Gomes 
de  Moura. 

Lisboa,  IS  de  janeiro  de  1(181.  1.407 

Co.Nsi  1  IA  do  Conselho  Ultramarino  acerca  do  requerimento  de  António  Rodrigues 
TourinJio,  residente  no  Rio  de  Janeiro,  em  que  pedia  escusa  do  exercício  dos 
cargos  de  Almoxarife,  de  recebedor  da  Fazenda  Real  e  das  fintas  e  de  The- 
toureiro  da  Camará. 

Lisboa,  18  de  janeiro  de  1681. 

Tem  annexa  a  respectiim  portaria.  1.408 — 1.409 

Co.NsiTi.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  representação  dos  officiaes  da  Camará 
do  Rio  de  Janeiro,  em  que  ])ediam,  ponderando  o  estado  miserável  em  que  se 
encontravam  os  moradores  daquella  capitania,  que  estes  fossem  alliviados  no 
pagamento  do  donativo  para  o  dote  da  Rainha  de  Inglaterra. 

Lisboa,  28  de  janeiro  de  1681.  1.410 

Carta  regia  dirigida  ao  Desembargador  sindicante  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  se  lhe 
ordena  que  proceda  a  averiguações  sobre  o  que  se  refere  na  consulta  ante- 
cedente. 

Lisboa,  21)  de  novenibio  de  1681.  íAintcra  ao  n.  1.410).  1.411 


Co.Nsii.iA  do  Conselho  ritraniai  iiio.  lelati.a  á  petição  de  L\  Isahcl  Mariz.  viuva 
do  Almirante  Rodrigo  Xíoniz.  acerca  da  venda  de  um  engenho  de  aí-sucar,  que 
por  morte  de  seu  marido  lhe  ficara  no  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  26  de  março  de  1681.  1.412 


CiiNsri.TA  do  Conselho  Ultramaiino,  sobie  o  inoviíuenlo  do  posto  de  capitão  da 
Capitania  do  Cabo  Frio,  por  estar  a  findar  o  seu  triennio  Francisco  Comes 
Ribeiro. 

Lisboa,  4  de  junho  de  1681. 

A  consulta  relata  os  serviços  dos  concorrentes  Domingos  da  Hitva  de 
Agrella  e  Miguel  Barbosa,  e  tem  á  margem  o  seguinte  despacho:  "Nomeo  a 
Domingos  da  Silva  de  Agrella.  Alcântara,  20  de  junho  de  1681."  1.413 

Co  \  SI  MA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  de  João  de  Heabiu,  Ca- 
pitão da  Fragata  Nossa  Senhora  da  Encarnação,  em  que  i)edia  o  pagamento 
de  duas  peças  e  vários  petrechos  que  o  Governador  do  Rio  de  Janeiro  lhe 
havid  tomado  para  o  írO-.corro  do  Rio  da  Prntt^. 

Lisboa,  18  de  junho  do  1681. 

Tem  annexa  a  respectiva  petição.  1.414-1.413 

i.  b  o„ 


154 


Consulta  do  Conselho  ritraniarino  Acerca  da  petigão  de  Jt-uu  Conra  Xiiiiciws, 
filho  de  Josc  Corrêa  Ximenes.  residente  no  Rio  de  Janeiro,  em  que  uede  lhe 
seja  prorogado  o  praso  para  poder  casar. 

Lisboa,  16  de  setembro  de  1681. 

Tem  awiexas  a  petição  c  a  portaria  pela  qual  se  mandou  2)assar  a  respe- 
etiva  provisão.  1.416     1.418 

Co.Nxri.T.x  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  á  licença  que  pedira  Gaspar  Vahial 
para  renunciar  ou  testar  a  propriedade  dos  officios  de  Contador,  inqiuridor  e 
distribuidor  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  19  de  setembro  de  1681. 

Tem  aHiie.ra  a  portai  ia  pela  qnal  se  eonccdeu  a  pretendida  licenea. 

1.Í13--1.420 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  licença  que  solicitara  Franeiseo  de 
Araiijo  para  renunciar  a  propriedade  do  olficio  de  meirinho  do  mar  e  sellos 
da  Alfandeí^a  do  Rio  de  Janeiro  na  pessoa  que  casasse  com  sua  filha  Joanna 
de  Araújo. 

Lisboa,  6  de  outubro  de  1681. 

Tem  annexa  a  respectiva  portaria.  1.421 — 1.422 

Co.Nsi  i.i.v  do  Conselho  Ultramarino  sobie  a  constiucção  de  armazéns  para  o  sal  e 

fabricas,  a  que  mandara  proceder  o  Provedor  da  Fazenda  do  Rio  de  Janeiro. 

LiHboa,  8  de  outubro  de  1681.  1.423 

Co.Nsii,T.\  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  representação  dos  officiaes  da  Camará 
do  Rio  de  Janeiro  acerca  do  novo  imi)Osto  de  1$.200  em  cada  barril  de  aguar- 
dente, para  o  sustento  da  Infantaria  e  a  obra  da  agua  do  Rio  da  Carioca. 
Lisboa,  8  de  outubro  de  1681. 
Tem  annexa  uma  portaria  relativa  ú  cobrança  do  referido  imposto. 

1.424—1.425 

Co.Nsri.i.s  do  Conselho  Ultramarino  acerca  da  queixa  que  fizera  o  Cal)itão  de  Cabo 
Frio  Domingos  da  Silva:  em  nome  dos  moradores  daquella  Capitania,  dos 
Padres  da  Comi)anhia  de  Jesus,  Suiieriores  da  Aldeia  de  S.  Pedro,  se  recusa- 
rem a  foinecer-lhes  Índios  i)ara  os  seus  trabalhos  e  da  esmola  ((ue  ])ediam 
jiaia  o  Convento  que  iiretendiam  edificar  ])ara  residência  de  religiosos  Fran- 
ciscanos. 

Lisl)oa.  !t  de  outubro  de  1681. 

"K  que  piíssaudi)  jior  ;iqi;i.-lla  citlaiK-  ii  ri(juiiicial  de  .São  iMaiiciscn,  lia-  indirão 
agucllts  nioraiiores,  (jiie  por  seniiço  de  Oeos,  e  de  V.  A.  llic  mandasse  fundar  lunn  tnn- 
ucnlo  de  3  ou  4  frades  para  sua  consolação  e  lhes  assislirein  toni  os  officios  dininos,  iior 
não    lerem    iiiais    que    unicamente    o    vÍKario,    (hr-    i)or    alKumas    uczcs    coiii    sua    au/.cncia    ou 

doença  os  deixa  dezaniparadus " 

1.426 


Consulta  do  Conselho   Ulliamarií.o,  á<er(a   da   iniormação  (lue  dera  o   Mestre  de 
Campo  Pedro  (Ujmcs,  g;>vernador  da   Capitania  do   Rio  de  .laneiro,   sobre  O 
curso  e  valor  das  patacas  e  meias  patacas. 
Lisboa,  11  de  outubro  de  168i. 


'"Sendo  \'.  A.  sfiiiido  orilciiar  i)(ir  prouizão  com  força  de  lei  de  2^  de  março  de  ('~0> 
que  em  todo  o  Kstado  do  Brazil  se  marcassem  as  j^atacas  que  hoime  se  por  marcar,  ni  Icrmo 
de  luim  mez,  c  que  passado  elle  não  podeí^sem  correr,  poiulose  a  pena  que  foi^se  conue- 
nienle  a  quem  uzasse  delia?,  para  que  assi  ficassem  todas  correndo  marcadas  por  640  rs., 
pagando  as  pessoas  que  as  leuassem  a  marcar  dentro  do  dito  mez  os  2  vinténs  que  as  nAircadas 
valião  mais:  escrtue  a  V.  A.  o  Mestre  de  Campo  Pedro  Gomes  que  ao  prezente  está  gouer- 
nando  a  Capitania  do  Rio  de  Janeiro  em  carta  de  20  de  maio  deste  anno,  que  em  13  de 
março  de  67f)  fora  V.  A.  seruido  mandar  passar  aluará  em  forma  de  lei  para  que  as  patacas 
marcadas  e  por  marcar  corressem  por  seis  tostões  e  por  três  as  meias,  a  que  as  Camarás  c 
poiios  daquelle  Estado,  acrescentarão  2  vinténs  nas  patacas,  e  hum  nas  meias,  parecendo-lliea 
que  este  valor  conseruasse  o  dinheiro  nellc  e  antes  o  adquirissem  a  troco  dos  friiclos  que 
produz,  como  que  sahira  todo  o  que  hauia  oculto  e  que  depois  viera  o  assucar  a  ter  tão 
má  sabida  que  acharão  os  mercadores  que  hera  menos  a  perda  nos  2  vinténs  que  perdião 
em  cada  pataca  qvic  a  que  tinlião  no  dito  assucar,  e  que  a  este  respeito  ficarão  as  praças 
daquelle  Estado  muito  faltas  de  dinheiro,  como  de  prezente  o  estauão;  e  qi.c  achando  agora 
a  prouizão  referida  com  carta  para  D.  Manuel  Lobo,  porque  V.  A.  lhe  ordenaua,  fizesse 
executar  o  disposto  por  ella,  não  achara  que  a  dita  ordem  se  publicasse  e  consultando-a,  como 
sindicante,  o  dezembargador  João  da  Rocha  Pitta  e  Prouedor  da  Fazenda,  resoluerão  que  hauia 
de  fazer  mais  de  gasto  que  de  proueito  á  Fazenda  de  V.  A.  por  não  ter  entrado  naiiuclla 
cidade    moeda    alguma    por    cunhar " 

1.427 


Coxsfi.TA  do  Conselho  Ultramarino  favorável  ao  i)agamento  da  ajuda  de  custo  que 
requerera  Duarte  Teixeira  Chaves.  Governador  da  Cai)itania  do  Rio  de  Ja- 
neiro, para  a  sua  passagem  e  fretamento  da  embarcação  que  o  conduzisse 
ao  Brasil. 

Lisboa,  17  de  outubro  de  1681. 

7'í'»í  anue.ra  a  portaria  peja  qual  se  mamloii  passar  a  respectiva  provisão. 

1.428—1.429 

CoNKiTT.v  do  Conselho  TMtiamarino,  sobre  a  representação  do  Capitão  da  Fortaleza 
de  Santa  Cruz  da  Barra  do  Rio  de  Janeiro,  cm  que  reclamava  contra  a  ordem 
do  Governador  que  mandara  stis))ender  os  vencimentos  de  quatro  índios, 
que  faziam  os  serviços  de  transi)ortes  para  aciuella  fortaleza. 

Lisboa,  20  de  outubro  de  1G81.  1.430 

Co.Nsii.TA  do  Con.selho  ntraniaiiuo.  favorável  á  licença  qtie  requerera  o  licenciado 
António  Coutinho  Fit/ueii  a  i)ara  advogar  nos  auditórios  do  Estado  do  Brasil. 
Lisboa,   27   de  outubro  de   IfiSl. 
.  Tem  anncra  a  ^orlaria  pela  t/i/al  sr  )iianilou  passar  a  respectiva  provisão. 

1.431—1.432 

CoxRT'i.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  petição  dos  Padres  Capuchinhos,  Mis- 
sionários assistentes  na  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  requeriam  al- 
guma ordinária,  especialmente  destinada  ás  missões  entre  o  gentio. 
Lisboa,  28  de  novembro  de  UJ^l. 

"Nella  (l-eticãoj  dizem  que  no  anno  de  fi/Z  fundarão  huma  aldca  do  (íentio  bravo 
por  nome  Gamulhos  nos  Cani/ws  dos  Ayta:a::es  junto  do  Rio  da  Parahiba,  os  quaes  forão 
l)uscar  ao  certão,  e  assistião  nella  de  continuo  2  Religiosos  sacerdotes  missionários  que 
sabião  já  a  lingoa  deste  fientio,  qr^e  en)  tudo  era  differente-  da  lingoa  geral  dos  índios  das 
Aldeãs  já  conuertidas,  e  hoje  tinhão  já  na  dita  aldca  algumas  500  almas  cate(|uizadas  e 
quazi  todas  baptizadas,  e  esperauão  reduzir  á  fé  todo  o  gentio  daquella  costa,  (|uc  tem  no 
sertão    aldêas,    e    que    de    hum    anno    a    e^ta    parte    si-    vinhão    cliesando    nnntos    para    .1    .Mdéa 


15G 


aonde   assistem   os   Religiosos,   e   contim-aiulo   o   liito   gentio   em    descer,    seria    necessário    fazer 
outras  aldéas,  como  já  se  tinha  prir.cipiado  outra  de  gentio  1)ravo,   na   qual    empreza   gastarão 

5o$oo  rs.  que  derão   z  deuotos  para   esta  obra   pia " 

1.433 

CoNi-ri.TA  tio  Conselho  Ultramarino,  sobre  os  vencimentos  cine  reqnerera  o  ]\restre 
de  Campo  Pedro  Gotves.  como  Governador  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro. 
Lisboa,  10  de  dezembro  de  1681. 

"O  Mestre  de  Campo  Pedro  Gomes,  fidalgo  da  Casa  de  V.  A.  fes  petição  a  V.  A.  por 
este  Conselho,  em  que  diz  que  estando  na  Bahia  seruindo  o  seu  posto  de  Mestre  de  Campo, 
foi  V.  A.  servido  ordenar-lhe  por  carta  de  19  de  outubro  do  anno  passado  de  680,  que 
fosse  gouernar  a  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  eniquanto  durasse  o  in.ipedimento  do  Gover- 
nador D.  Manuel  Lobo:  e  tanto  que  recebeo  a  ordem  referida  se  embarcou  para  aquella 
capitania  e  tomou  posse  daqi-.elle  (loucrno  em  28  de  janeiro  do  prezente  anno;  o  qual  esta 
exercitando  com  zelo  e  satisfação  <|uc  a  V.  A.  he  notório  e  com  que  se  portou  sempre  em 
todos  os  postos  que   occupou " 

1.434 

Coxsri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  relativa  á  representação  do  Bisiio  do  Rio  de 

Janeiro  Josr   de  Barros   de   Alarcão,    em    que   pedia   a   reclusão    dos   iiresos 

ecclesiasticos  nas  cadeias  civis,  por  não  ter  ainda  aljube,  onde  os  recolhesse. 

Lisboa,  23  de  dezembro  de  1681.  1.435 

CoxsT-LTA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  reciuerimento  do  Provedor  da  Fazenda 
do  Rio  de  Janeiro  Thomé  de  Sousa  Corrêa,  em  ciue  pedia  para  continuar  no 
seu  cargo,  de  que  era  proprietário,  sem  novo  acto  de  posse  e  .iuramento,  visto 
ter  sido  illibado  de  qualquer  culpa  jiela  devassa  que  lhe  moveram. 

Lisboa,  7  de  janeiro  de  1682.  1.436 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  acerca  da  iietição  de  Manuel  André  Adrião,  em 

que  solicitava  a  patente  de  capitão  de  mar  e  guerra  nd,  lioiiorem,  da  charrua 

S.  Carlos  que  ia  levar  ao  Rio  de  .Janeiro  o  Governador  Duarte  Teixeira  Chaves. 

Lisboa,  12  de  janeiro  de  1682.  1.437 

Coxsn.TA  do  Conselho  Ultramarino,,  favorável  á  ajuda  de  custo  que  requerera  o 
mesmo  capitão  da  charrua  S.  Carlos.  \)e\o  transporte  do  referido  Governador  á 
nova  Colónia  do  Rio  da  Prata. 

Lisboa,  13  de  janeiro  de  1682.  1.438 

Cox.sri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  ajuda  de  custo  que  pedira  o  contra- 
mestre da  charrua  Leonardo  liodriçiues,  i)ara  a  sua  viagem  á  nova  Colónia  do 
Sacramento. 

Lisboa,  13  de  janeiro  de  1682.  1.439 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  pretenção  de  Felippc  Lobo  de  Araújo, 
nomeado  engenheiro  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro  e  Colónia  do  Sacramento, 
de  exercer  este  cargo  com  a  jiatente  de  caijitão  do  Infantaria. 

Lisboa,  18  de  janeiro  de  1682. 

Tem  ii)ine.rn  a  rrspc<tiv(t  portaria.  1.440—1.441 


157 


Coxsn.TAS    (2)    do  Conselho  (iltiMimuino,  sobre  o  provimento,  por  três  annos,  do 
cargo  de  capitão  da  Capitania  de  S.  Paulo  e  S.  Vicente,  para  o  qual  o  res- 
pectivo  donatário,   o    Marciuez   de   Cascaes,    propuzera  em    1"   logar    Thomaz 
Fr) iiavdes  de  Olivcixi.  em  2"  J(m'i<)  de  Brito  e  em  3"  FAiscu  Corrêa. 
Lisboa,  T.t  de  janeiro  de  1682. 

A  consulta  relata  os  serviços  prestados  pelo  primeiro  proposto  e  tem  á 
margem  o  seguinte  despacho:  ''Xonieo  a  Thomaz  Fernandes  de  Oliveira.  Al- 
meirim, 22  de  janeiro  de  1682."  Está  annexa  a  portaria  pela  qual  se  mandou 
passar  a  respectiva  provisão.  1.442 — 1.444 

CoNsn.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  as  duvidas  que  offereciam  as  cartas  de 
doação  passadas  ao  Conde  da  Ilha  do  Príncipe  e  Marquez  de  Cascaes  da  Ca- 
l)ilania  de  S.  Vicente. 

Lisboa,  111  de  janeiro  de  1682. 

"O  Conde  da  Ilha  do  Primipe  fez  petição  a  V.  A.  por  este  Conselho,  cin  que  dizia,  «lue 
V.  A.  Ilie  fizera  mercê  de  loo  Icgoas  de  terra  no  Estado  do  Brazil  na  repartição  do  sul,  de 
que  fora  donatário  seu  trisavô  Martym  Affonso  de  Sousa,  e  em  razão  de  que  naquelle  tempo 
em  que  se  fizera  doação  ao  ditto  Martym  Affonso  não  havia  pouoações  nas  dittas  loo  legoas 
de  terra,  se  não  nomeara  a  torra  de  que  era  capitão  e  gouernador,  e  depois  o  ditto  Martym 
Alfctisc  edificara  :;  í<7.''/  de  S.  luinlc  e  oulri.s  mais.  e  d;.ly  em  deante  se  nomeara  por 
capitão  e  Couernador  da  ditta  villa,  por  ser  a  cal)eça  das  mais  villas,  e  que  nesta  mesma 
fornia  se  nomearão  todos  os  seus  descendentes,  que  succederão  na  mesma  capitania;  e  porque 
na  doação  que  a  elle  «upplicante  se  pa«sára  se  não  declaraua  o  ditto  titulo,  e  só  que  era 
capitão  e  gouernador  de  loo  legoa?  de  terra,  o  que  era  impropriedade  e  se  deuia  acrescentar 
que  o  era  da  ditta  Capitania  de  São  Vicente  c  suas  anncxas.  Portanto  pedia  a  V.  A.  lhe  fizesse 
niercc  mandar  pôr  postilla  na  ditta  carta  de  doação,  em  que  se  declarasse  que  era  capitão  e 
Ciouernador  da  ditta  capitania  de  São  Vicente,  e  das  mais  annc.xas,  na  forma  em  que  se  no- 
ineauão   seus  antepassados. 

Com  a  ditta  petição  aprczcntou  a  carta  de  doação  que  se  lhe  passou  das  loo  Kgoas  de 
terra  com  o  titulo  fie  capitão  c  Gouernador  delias,  e  huma  certidão  dos  officiaes  da 
Camará  da  Villa  de  S.  Vicente,  de  como  cm  virtude  da  ditta  doação,  lhe  derão  posse  da  mesma 
capitania,  que  ficaua  dentro  das  dittas  loo  legoas,  e  outros  papeis  porque  constaua,  que  em 
varias   prouizões   e   ordens   reaes  aly    hião   se   nomeaua   ao   ditto    Martym   Affoitso    de   Soiisoi 

por   donatário,    capitão    e    Ciouernador    da   ditta    Capitania    de    São   Vicente " 

1.44;") 

Co\sri.T\s  Í2)  do  Conselho  intraniaiino.  sobre  as  ajudas  de  custo  que  haviam  reque- 
rido Christovão  d'()rnelhts.  Tenente  de  Mestre  de  Campo  General  do  Rio  de 
Taneiro  e  nova  Colónia  do  Sacramento,  e  Felippe  Loho  de  Araújo,  engenheiro, 
nomeado  para  a  mesma  capitania. 

Lisboa,  13  e  24  de  janeiro  de  1682.  1.446—1.447 

CoNsuLT.xs  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  das  petições  de  Francisco  André 
e  Mathias  da  Costa  Calveiro,  o  1."  proprietário  da  charrua  .S'.  Carlos  e  o  2." 
capitão  do  navio  N.  Jorge,  em  que  requeriam  certas  concessões  e  o  pagamento 
de  fretes  pelas  suas  viagens  á  nova  Colónia  do  Sacramento. 

Lisboa,  26  e  30  de  janeiro  de  1682.  1.448—1.449 

Coxsn.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  requisição  que  fizera  o  Governador  do 
Rio  de  Janeiro  Duarte  Teixeira  Chaves  de  camas  e  cobertores  i)ara  os  sol- 
dados que  iam  para  a  fortaleza  da  nova  Colónia  do  Sacramento. 

Lisboa,  ')  de  fevereiro  de  1682.  1.4.)0 


158 


CoxsvLTA   do  Conselho   ritrainarino.   aceita   das   infoiniações   que    remeltera   Luiz 
Lnprs  <1e  CarvaUio  sobre  as  uiinas  da  rei)ai  tic:ão  do  Sul. 
Lisboa.  16' de  março  de  l(iS2. 

"Luic  l.oj^cs  lie  Cairallio  fes  i)rtzcnte  iictc  ('niiSfllio,  qiic  scruiiulo  de  caiiitão  da 
r.Tpitania  de  Tinhaeni,  dt.scol)riia  no  termo  da  villa  de  Sorocaba  as  minas  da  Serra  de  Bira- 
sojal)a,  que  dista  3  legoas  da  ditta  villa,  c  as  minas  da  serra  de  Caatili.i,  ijuc  fic.i  .1  Ic.^cias  da 
nicMna  vil'a,  indo  em  sra  comiianhia  Hyacinto  Moreira  Cabral.  A'ra:ile  i.vir  deli-,  j.cl.i  dona- 
tário o  Conde  da  Ilha  do  Princil^c  e  o  coronel  Paschoai  Moreira  Cabral,  moradures  no  termo 
da  me- ma  villa,  aos  quaes  deuia  \'.  A.  mandar  cscreuer  para  irem  mos.r.-.r  ;;s  dittas  minas, 
e  ajudarem  com  .«inas  pes.soas  e  escranos  ao  Padre  Frey  Pedro;  como  taml)em  a  Miçi  :cl 
Lo/^cs  de  Carualbo,  capitão  da  Capitania  de  Tinliaem;  o  Capitão  Domingos  de  Ilrito  Pciv^ilo: 
o  capitão  Pedro  da  Guerra,  moradores  todos  3  na  villa  de  Sanctos;  o  cnpitãn  (iuilUcrúfe 
Poiíipeo  de  Almeida:  o  capitão  .-Intinno  de  Codoy  Moreira,  e  o  capitão  Pedro  de  Wis  de 
Barros,  estes  inoradores  na  villa  ilr  S.  1'anlo.  porípic  iodos  linlião  po-sc-,  nuiito-,  nédios,  e 
grande  dezejo  de  seruirem  a  \'.   A " 

i.4r.i 

CoNsri.T.\  do  Conselho  ritraniarino,  sobre  a  illegalidade  da  nomeação  de  dois  escri- 
vães da  Fazenda,  feita  pelo  Provedor  da  Fazenda  do  Rio  de  .Janeiro. 

Lisboa,  12  de  .junho  de  1682.  \.\'*2 

Coxsfi.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  abono  que  o  Provedor  da  Fazenda  do 
Rio  de  Janeiro  fizera  ao  Padre  Frei  Prdro  de  ,Soii.sn  (\\\e  fora  á  exi)loraoão 
das  minas  de  D.  Francisco  de  ^oii.^a. 
Lisboa,  12  de  .innho  de  1()S2.  -[.4^)^ 

Coxsci.iA  do  Conselho  Ultramaiino  acerca  das  informações  que  dera  o  Provedor  da 
Fazenda  do  Rio  de  Janeiro  sobre  as  meias  annataa  que  iiagavain  os  serven- 
tuários dos  diversos  officios. 

Lisboa,  12  de  junho  de  1682.  1.454 

Ri;(;imi;nto  i)ara  o  Escrivão  do  almoxarifado  e  recel)edor  da  Fazenda  real  cobrarem 
as  meias  an natas. 

(A7i7iexo  ao  n.  14Õ4).  1.455 

CoxRirr.TAS  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  de  Jeronymo  de 
Loureiro,  em  que  i)edia  a  serventia  do  officio  de  escrivão  da  camará  do  Rio  de 
Janeiro. 

Lisboa,  28  de  setembro  de  1682  e  24  de  .ianoiro  de  1681. 

Tem  annexa  a  portai  in  pela  qnu]  se  mandou  pas.sar  a  André  Ferreira 
(la  í^ilra  a  servcntiu  do  referido  officio.  1.456-1.458 

CoMMixifAíÃo  do  Conselho  Ultramarino,  relativa  á  chegada  do  Governador  Duarte 
Teixeira  Vliaves  ao  Rio  de  Janeiro  e  á  sua  partida  para  Buenos  Ayres. 
Lisboa,  20  de  novembro  de  1682. 

"O  Gonernador  d..  Kio  de  janeiro  Duarte  Teixeira  Chaee.<:  por  carta  de  25  de  jidl;o 
deste  anno  dá  conta  a  \'.  A.  (pie  em  o  1"  de  j\inho  cliexara  aípiclla  Capitania  e  lo^o  tr;;ctara 
de  SC  dispor  para  a  uiagem  de  Buenos  Ayres  na  forma  em  que  V.  A.  ordenara  c  q.ic  com 
lodo  o  cuidado  hia  Iractando  dos  aprestos  para  poder  partir  na  monção,  porqc.e  anf^s  dell.i 
llic  soRurauão  os  práticos  que  não  hcia  conueniente:  que  passara  mostra  ás  i  comp.iiihias  de 
Infanteria  que  forão  deste  Ueyno  c  não  achara  nellas  mais  que  229  soldados  c  a  t  que  leuan- 
tara   João    Tauarcs    Koldâo    ., , .    q,,,-    .l.lrrmin.nia    prefazer    eslas    4    companliias    ao    „„i,i.  ro    de 


15» 


iiin   ^<)1lla(I(JS   cada    liuiiia   ila   geiílc   da   terra   iiida   que   não   lu-ra   muito  capaz   para   o   exercício 
militar   c   iiiciii>s  para   n   tra1>alli(i,   irjmtudu   seruiria  de   supprir   o   numero   da   guarnição    que   se 

acliaua    na    fortaleza    ao    tempo    cm    que    a    ganharão " 

1.4Ò9 

CoNsri.TAs  (3)  (lo  ('onselho  ritiainariíio,  lelativas  ás  minas  da  Serra  de  Birasujal)a, 
no  termo  da  villa  de  Sorocaba. 

Lisboa,  10  de  dezembro  de  1682.  1.460— 1.1G2 


Co.Nsri.i  A  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  devassa  de  residência  qne  tirou  o  Desem- 
bargador Francisco  (la  Silveira  Sottomaior  do  tempo  que  governou  a  praça 
do  Rio  de  .Janeiro  o  Tenente  General  João  Tavares  Roldão. 
Lisboa,   11   de  dezembro  de  1682. 

Tem  annexo  o  relatório  do  Desembargador  Carlos  Cardoso  (lodinho  sohrc 
a  mesma  devassa.  1.468 — 1.464 

Co.Nsi'i/iA  do  Conselho  ritraniaiiiio,  sobre  a  necessidade  de  construir  2  armazéns 
na  praça  do  Rio  de  .lanei lo. 

Lisboa,   23  de  dezembro  de  1682.  1.465 

Co\sri/rA  do  Conselho   Ultramarino  acerca   da   petição  de  Francisco  da   Hilva  Cha- 
ves, em  que  requeria  a  contiiniação  da  nomeação  que  fizera  do  officio  de  escri- 
vão da  Almotaçaria  do  Rio  de  .Janeiro,  em  sua  filha  Anna.  e  do  de  Meirinho 
em  sua  filha  primogénita  Luzia,  para  ambas  poderem  casar. 
T^isboa,  7  de  janeiro  de  1683. 
Tem  anncxa  a  respectiva  portaria  de  eonfirma(:ão.  1.466 — 1.467 

CoNsii/iA  do  Consellio  Ult  laiiiariíio,  relativa  á  acção  que  intentara  Francisco  Telles 
Barreto  contra  Bento  da  ItocJia  (Jondim.  contratador  dos  dízimos  do  Rio  de 
.Janeiro. 

Lisboa,  23  de  janeiro  de  1682.  1.468 

CoN.sri.TA  do  Conselho  lltraniarino,  sobre  o  requerimento  de  Frinnisco  da  Costa 
Moura,  em  que  pede  a  serventia  dos  officios  de  Tabellião  e  Escrivão  dos  ór- 
fãos e  sesmarias  do  Rio  de  .Janeiro. 

Lisboa,  23  de  janeiro  de  1683.  1.469 

Co.\sri/rA  do  Conselho  Ultrainaiino,  acerca  da  petição  de  Manod  Cordeiro,  em  que 
solicita,  por  três  annos,  o  cargo  de  Thesoureiro  do  Donativo  do  dote  de 
Inglaterra  e  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro. 

I>isboa,  23  de  janeiro  de  1683. 

Tem  íinne.ni  a  jxirfdria  pela  qual  sr  mandou  passar  a  respectiva  pro- 
visão. 1.470 — 1.471 

CoNsri.TA  do  Conselho  Ult  i  aniarino,  sobre  a  prorogação  de  praso,  (pie  i)C(liia  João 
Corrêa  Ximenes.  Tabellião  do  iiublico,  judicial  e  notas  do  Rio  de  .Janeiro, 
])ara  se  poder  casar. 

Lisboa,  23  de  janeiro  de  1683. 

Tem  anmxa  a  p"rtaria  pela  qual  se  mandou  passar  a  respectiva  provisão. 

1.472—1.473 


160 


CoNsi-í.TA  lio  Conselho  Ultraiuarino.  favorável  á  lireiíya  (lue  pedira  .Toão  úc  Lemos, 
capitão  da  Fortaleza  de  Espirito  Santo  do  Rio  de  Janeiío,  para  vir  ao  Reino 
buscar  sua  mulher  e  filhos. 

Lisboa,  4  de  fevereiro  de  1683. 

Tem  xinnexa  a  portaria  pela  qual  ac  vianrloii  passar  a  respectiva  pro- 
visão. 1.474—1.475 

CoNsii.iA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  infoiniação  do  Governador  Duarte 
Teixeira  Chaves,  em  que  fazia  sentir  a  falta  de  regimento  (lue  regulasse  as 
fuucções  do  Provedor  da  Fazenda. 

Lisboa,  17  de  fevereiro  de  1G83.  1.476 

Co.M.MrMc.\(  Ão  do  Conselho  ITltramarino,  da  noticia,  que  recebera  do  Governador 
do  Rio  de  Janeiro,  de  ter  sido  morto  a  tiro,  no  sertão  de  S.  Paulo,  o  admi- 
nistrador das  minas  D.  Hodrigo  de  Castello  Branvo.  1.477 

Co.M.MU.xKAç.lo  do  Couselho  Ultramarino,  relativa  ás  informações  que  enviara  o 
Governador  do  Rio  de  Janeiro  Duarte  Teixeira  Chaves  sobre  a  sua  jornada 
para  Buenos  Ayres,  e  sobre  o  apresto,  gente  e  diversas  couzas  que  levava 
comsigo  ])ara  a  nova   Colónia  do  Sacramento. 

Lisboa,  29  de  abril  de  1683.  1.478 

Ri;i.ArÃo  da  gente,  mantimentos  e  aprestos  com  que  o  Governador  Duarte  l^eixeira 

Chaves  sahe  do  Rio  de  Janeiro  para  a  Colónia  de  Sacramento  de  Buenos  Ayres. 

(Annexa  ao  n.  1.478).  1.479 

Co-Nsi  i.TA  do  Conselho  Ultranuuino,  sobre  a  necessidade  de  construir  no  Rio  de 
.Janeiro  armazéns  pai'a  recolher  o  sal. 

Lisboa,  30  de  abril  de  1683.  1.480 

Co.xsi  i.rA  do  Conselho  intiamarino,  favorável  á  petição  de  António  de  Andrade. 
em  que  solicitara  licença  para  renunciar  o  officio  de  Escrivão  dos  órfãos  do 
Rio  de  Janeiro,  de  que  era  proi)rietario. 

Lisboa,  12  de  maio  de  1683. 

Tem  annexa  a  po)  faria  pela  (jiial  se  mandou  itassar  o  respectivo  al- 
vará. 1.481—1.482 

Co.Nsti.iA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  excusa  (lue  pedira  Francisco  de  Oliveira 
Leitão  de  exercer  o  cargo  de  recebedor  da  Fazenda  Real. 

Lisboa,  2õ  de  junho  de  1683. 

Te7n  annexa  a  portaria  pela  qual  se  viandou  passar  a  respectiva  pro- 
visão. 1.483—1.484 

Co.vsii.TAK  (2)  do  Conselho  Ultramaiino,  relativas  ás  informações  que  commuiii- 
cára  o  Governador  do  Rio  de  .Janeiro  Duarte  Teixeira  Chaves  sobre  a  resti- 
tuição da  (olonia  do  Sacramento. 

Lisboa,  11  de  outubro  de  1683  e  7  de  janeiío  de  1684. 

'•Vcn.io-sc  iicvic  Coii.scllio  .n  iniia  iiicki^;i  du  (.loiícriiadur  rio  Rio  de  Janeiro  Dua-tc 
Teixeira  Chaucs.  escrita  em  4  de  julho  deste  anno,  pella  qual  dá  conta  a  V.  M.  da  viagem 
que  fez  a  Buenos  Ayrez,  posse  que  tomou  do  sitio  da  Fortaleza  Sacramento;  duuidas  que 
houuc  sobre  a   forma  da  entrega  dellc;    falta   que  achou   nas  armas,   munições  e   ferramentas, 


161 


qiic  consta  do  protesto  ((iie  fes  ao  r,fiiiernador  daqucllas  Prouincias,  o  estado  em  iine  deixara 
a  dilta  fortaleza  e  outros  particulares  de  que  trata  a  ditta  carta,  em  que  auiza  taml)em  da 
iii«rtc  lio  Coueruador  Dum  Manuel  Lobo  e  da  retirada  de  Joryc  Suares  de  Macedo  para  Lima 
depois    de    llic    escicuer    a    que    também    vay    induza. 

Parecco  ao  fonseiiio  fazer  prezente  tudo  a  V.  M.  e  que  V.  M.  dcuc  mandar  agradecer 
an  floucrnador  Duarte  Teixeira  Chaucs,  o  zelo  e  bom  procedimento  com  que  se  houue  nesta 
n.<ateria,  c  na  mesma  forma  ao  Tenente  de  Mestre  de  Campo  general  Cltristouão  de  Ornellus 
de  Ahrcu  e  ao  Sargento  mór  Luis  Canteiro  Solho.   (Doe.  n.   1.485). 

".Senhor.  —  Pclla  resolução  de  V.  M.  tomada  á  margem  desta  consulta  ordena 
V.  M.  a  este  Conselho  interponha  feu  parecer  sobre  todos  os  particulares,  que 
contiicm  os  papeis  inclusos  tocantes  á  restituição  da  Colónia  do  .Sacramcito. 
E  ouuindo-se  primeiro  nesta  matéria  o  Procurador  da  l'azenda,  c  rcspondco  quo 
I)ara  cabalmente  dizer  o  que  sentia  sobre  a  carta  e  relação  induza  do  Coucrnador 
do  Kio  de  Janeiro  Dnarle  Tci.veira  Chaues  era  necessário  ter  também  noticia  da 
forma  <ias  ordens  que  leuara  pertencentes  a  esta  matéria;  porém  vista  a  relação  do 
que  tinha  obrado  parecia  que  se  ajustara  á  sua  obrigação,  porque  ainda  que  a 
entrega  das  munições,  anuas  e  mais  petrechos  de  guerra  não  fora  total,  como  o 
lirincipal  intento  era  a  restitiiição  da  posse  do  sitio  e  podermos  ocupalo  e  reedificar 
nelle  a  nova  Fortaleza,  não  seria  razão  que  por  aquella  pequena  falta  se  deixasse  de 
conseguir  o  principal  intento  e  reputação,  e  mais  quando  se  acautelara  com  o 
protesto  de  que  V.  M.  mandaria  uzar  como  fosse  mais  conueniente  a  seu  Keal 
Seruiço. 

E  satisfazendo-se  ao  que  V.  M.  ordena,  pareceo  ao  Conselho,  que  supposto 
ndle  não  houuessc  noticia  das  ordens,  que  forão  sobre  esta  matéria  .  .  .  como  uzasse 
do  meio  do  protesto  para  «er  inteirado  de  tudo,  dcuc  V.  M.  mandar  nesta  parte 
escreuer  :io  Enuiado,  ((ue  rizidc  em  Madrid  procure  de  Elrc)'  de  Castella  a  resti- 
tuição de  tudo  o  que  se  nos  faltou  por  entregar  e  outro.sy  o  dinheiro  dos  parti- 
culares   (|ue    está    em    deposito    nas    arcas    reaes    de     Bmnos    Ayres,    para    que    se 

entregue  ás  partes  a  quem   tocar 

Desfaclio  á  man/cm:  "Escreua-se  a  Duarte  Teixeira  agradecendo-se-lhe  o  cuidado  e 
acerto  com  que  tem  obrado,  e  tãobem  se  lhe  escreua  que  elle  se  informe  muito  miudamente 
d.is  utilidades  (jue  podem  rezultar  ao  Reino  da  conseruação  daqmlla  Colónia  ou  dos  damnos 
(|uc  se  lhe  podem  seguir,  e  da  possibilidade  de  a  conseruar  e  fiuc  na  iiriíiieira  ocazião  mande 
logo  com  toda  a  miudi.za  esta  informação  com  o  seu  parecer  e  oiie  neste  meio  tempo  chegar  a 
estado  que  elle  julgue  por  prccizo  não  se  poder  sustentar,  e  ser  conueniente  largar-se, 
despache  hum  patacho  com  este  auizo:  c  que  tãobem  procure  dar  remédio  a  que  os  soldados 
que  nel'a  assistem  não  fujão,  nem  regressem  a  Buenos  Ayres;  e  o  Conselho  assista  a 
Duarte  Teixeira  com  todos  os  meios  para  se  conservar  a  dita  colónia  té  a  ultima  resolução 
minha,  mandando-llie  para  isso  todas  as  ordens  necessárias.  Escreua-se-lhe  tãobem  que 
(pianto  ao  protesto  que  fez  acerca  do  que  faltou  por  restituir,  que  sendo  o  que  pertencia  á 
l'"azenda    Keal   de   pouca   importância   não   ha   para   que   falar   nisso,   e   que   i)elo   toca   aos   i)ar- 

ticularcs,  quando   clles  o   requeirão,   mandarei  assistir   a  seus  requerimentos 

Lisboa,   J  de  março  de   1684." 

1.48.5— 1.4  SG 

CoNsii/iAS    (2)    do   Conselho   ritraiiiaiino,   acerca   das   iuforiiia(;ões   do   Governador 

do  Rio  de  Janeiro  Duarte  Teixeira  Chaves  sobre  os  officiaes  de  infantaria 

da  gnarnição  e  a  necessidade  de  não  angmentar  esta  para  evitar  a  despeza. 

Lisboa,  11  de  outubro  e  22  de  dezembro  de  168:].  1.487 — 1.488 

Rki..\(  Ão  de  todos  os  officiaes  vivos  e  reformados  que  estavam  servindo  na  Capi- 
tania do  Rio  de  .Janeiro  e  sua  jurisdição  e  n'el]a  venciam  soldos. 
(Avnexd  ao   n.  1.487). 
Indicam-se  nesta  relaeão  as  datas  das  patentes  de  todos  os  offieiaes.     I.IS!) 

CoNsn.iw  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  licença  que  reciuerera  Luiz  Carneiro 
Solho,  sargento  mór  do  presidio  da  colónia  do  Saframento,  para  vir  ao  Reino 
tratar  da  sua  snudo. 

Lisboa,  14  de  outubro  de  lUSÍ'.. 

I.  6  o, 


162 


Tem   aniic-ra  a   portaria   pela  qual  se   inaiiduii   passar  a   rcspeetivn  pro- 
visão. 1.490—1.491 

CoMMrMCAÇÃo  do  Conselho  Ultramarino,  relativa  a  unia  carta  do  Governador 
D.  Manuel  Lobo.  escripta  (luatro  dias  antes  do  seu  fallecimento,  e  duas  de 
Jorge  Soares  de  Maeeão.  sobre  os  successos  da  Colónia  do  Sacramento, 
euviada.s  jielo  capellão   Xnionio  Durão  ãa  Motta. 

Lisboa.  14  de  outul)ro  de  16S8.  1.492 

Cautas  (2)  de  .Torge  Soares  de  Macedo,  em  que  refere  os  acontecimentos  da  Colónia 
do  Sacramento  e  esjjecialmente  o  que  se  passara  com  o  seu  aprisionamento. 
Buenos  Ayres,  1.")  de  dezembro  de  1682  e  20  de  janeiro  de  16S:?. 

"Senhor.  —  .^ntfs  que  )i,Trti=se  da   Ilha  ile  S;iiita   fallierina  dei  conta  a   \'.   A.   das  razões 
que  me   obrigarão   para   liir  aquella  parte,   depois  dos   encontrados   sucessos   que   tiue   naquelle 
tempo   para   não  poder  chegar  ao   Rio  da   Prata  como   V.   A.   me  auia   mandado:   considerando 
que  para  o  intento  que  nelle  se  pretendia,  hera  aquella   Ilha  de  grandes  utilidades,  razão  que 
me  obrigou  a  situar  ali  a  gente  que  conmiigo  leuaua;   uisto  o  impossiuel  de  poder  adiantar-nie 
a  obrar  outra  couza.   Também    fiz  auizo   a   V.   A.   que   o   (louernador  Dom   Manuel  Lobo,  com 
quem   V.  A.  me  mandou  ajuntar  no    Kio  de  Janeiro,  jiara   inm   elle   fazer  a   viagem   que   estaua 
determinada;   estando   já   em   caminho   para   pòr   em    execução   a   ordem   de   V.   A.    me   escreuto 
fazia    a    \'.    A.    muito    maior    seruiço    na    assistência    da    Ilha,    encommendando-me    que    nella 
mandasse    fazer    cal,    telha,    tijolo,    sestos,    caruão    herua    provechosa,    canoas    e    carrinhos    de 
fortificação,  com  toda  a  madeira  laurada  e  tal)oado  que  fosse  possivel,  tudo  necessário  á  Coló- 
nia que  se  auia  de  situar  nas  Ilhas  de  S.Gabriel  o  que  se  poz  logo  ení  execução  e  se  conseguio 
jirontamente  com   aquella  breuidade  necessária;    auizando-mc  diuersas   uezes  que   no  tempo   da 
sua  viagem   me  viria  aly  bu.scar  com   os  nauios,   e   a   gente   que   me  acompanhaua;    o   que   não 
teue  effeito,  porque  de  Santos  me  fez  outros  2  auizos,  dizendo,  como  os  Pilotos  lhe  aduertião 
ser  perigozo  uir  correndo  a  costa  com  nauios  grandes;  e  assim  deterniinaua  fazer-se  tanto  ao 
mar   que   nãn    podose    ter   uista    de   terra,    mais   (jue   a    do    Cnho    de   Santa    Maria    ou    Jlha    (i(<s 
Loho.t   do    Kio    da    prata    para    bonde    eu    também    jjoderia    hir,    se    me    parecesse    em    huma    de 
2  suniacas,   que  á   minha  ordem  auião   de  aportar   na   Ilha   de  Siaitta  Cathcrina   carregados   de 
mantimentos  e  que  nellas  mandasse  meter  tudo  o  que  podesse  da   fabrica  do  armazém  que  aly 
tinha   e   auia   mandado   fazer  por   seu   auizo,   rezâo   que   me   obrigou   a   chamar   os   officiaes   de 
milícia    que   commigo    assistião,   os   quaes   herão    os   capitães   Fraiicisrn   Dias    l'clho,   Josc   Dias 
1-ranco  Pires,  João  Freire  Farto,  o  Alferes  da  Companhia  paga  Mauricio  Pacheco  e  os  Padres 
Capellães  Fr.  Lourenço  da  Trindade  e  Fr.  Feliciano  de  .Santa  Roza,  para  que  dissessem  o  que 
lhes  parecia  sobre  este  particular,  e  mostrando-llie  as  cartas  que  V.  A.   foi   serui<lo  de  mandar 
se  me  escreuessem,  e  todas  as  que  o  (louer.nador  D.  Manuel  Lobo  me  auia  escrito,  lhes  parecco 
a  todos  que  me  deuia  embarcar   em   huma   das   dittas   sumacas,   somente   com   a   minha   pessoa, 
uisto  não  hauer  embarcações  para  a  demais  gente,  e  hir  a  Pouoação  noua  de  S.   Gabriel  donde 
V.   A.  me  mandaua,  e  que  aly   podia   solicitar  a  sua  coiiducção   aijuella   parte   e  ainda   no   cazn 
de  não  virem  aly  as  dittas  sumacas,  por  alguma  razão,  deuia  hir   por  terr.-i  a   todo   o   risco,  de 
qiic   mandei    fazer    hum    auto    para   que   disto    constasse    a    todo    o    tempo,    i-    chegando    aquelle 
porto   huma   das   sumacas   referidas,    com    effeito    me    embarquey    logo    nella   somente    com   a 
gente  de  nuu  seruiço;   hum   sargento  e  2   soldados,  deixando   ordem   para   que   na  outra   embar- 
cação que  também  aly  auia  de  vir  se  endjarcasse  da   fabrica  tudo  o  que  coubesse  e  30   índios, 
officiaes  i)ara  o  que  fosse  necc-sario  na  pouoação  noua,  deixando  a  demais  gente  e  fabrica  de 
V.  A.  encarregada  aos  officiaes  de  milicia  que  aly  assistião,  e  depois  de  me  ter  embarcado  no 
porto  do  sul  daquella   Ilha  ate    13  de  fcuereiro,  por  razão  do   tempo  ser  contrario,   .sahindo  ao 
mar,  nos  pozemos  em  4  sangraduras  em   altur.i  de   33''"    1/2,  com  o  que  em   20  do  mesmo  mez 
anistamos  a  terra  da  boca  do   Rio  d.i  piat.i  e   Ilha  dos  Lobos,  donde  por  falta  de  pratico   e  de 
pdoto  andamos  3  dias,  obrigados  também   da  corrente  das  aguas,  que   hera  grande,   sem   poder 
montar  a  pauta  de  Maldonado,  que  muitas  vezes  anistamos,  até  que  passando  o  vento  a  Osuesfe 
que  aly  he  trauessia,  cresceu  com  tanto  impeto  que  sem  algum   riniciiio  humano,   não  podendo 
montar  o   Cabo   de  .Santa   Maria,   chocamos  com   as   penhas   delle,   donde    se   perdeo   a    sumaca 
mizcrauclmente,  escapando  com   as   vidas  do   naufrágio,   sendo  pelas   2    horas  depois  da   meia 
not.te.  por  milagre  euidente  de  Deos,  perdendo  naquelle  lugar  com  o  pouco  possuia  todos  os 
papeis   e   .locumentos  que   leuaua   para   que   constasse   ao    Goucrnador  Dom    .Manuel   Lobo   as 
razões  que  me  obrigarão  á  viagem  por  mar  e  gastos  que  ncHa  auia  feito  da  fazenda  de  \',  A, 


1C3 


e  fnicrcnild   tir;ir   .-il^inii   |>rciiK:il(i   dista   (Ics^rai;;!    vm    liir   Cíirremlo   a   co>-ta   (1(j    Kio   para   ncr   os 
V)ortos  c  enseadas  (jiic  iielle  auia  capazes  de  puuoação,  .st  iii   eiiiliargo  de  me  achar  imiito   ferido 
das  penhas  em  qiu-  auia  dado,  e  por  não  aiier  também  que  comer  na  aspereza  daquclle  districto. 
me  puz  em  marclia  com   24  pessoas,  mai\dando  a  demais  gente  em   huma  canoa  grande  que  de 
Ilha  de  Santa  Cathcriíia  auia   sahido  em   ininlia   companhia,   que  pm-   hir  correndo  a  terra  por 
razão    da    tempestade    se    auia    recolhido    cm    liuma    cnseadrv    vizinlia    ao    lugar    do    nosso    nau- 
frágio; e  chegando  já  depois  de  muitas  difficuldades  de  rios,  lagoas  e  outros  inconuenieiítes  ú 
vista  das   llhax  das  Flores  fomos  alcançados  de   huma   tropa  de   800   índios,   f|ue   aly   andauão 
com  os  Padres  Jesuitas,  Domingos  Rodiles  e  Jeronymo  Delfim,  com  quem   não  bastou  alguma 
razão,  protestos  e  rogos,  para  deixarem  de  me  leuar  á   primeira  das  suas  reducções  chamada 
dos  lieys  Magos  daquelle  lugar  distante   180  legoas  c  depois  a  Buenos  Ayres,  donde  me  entre- 
garão ao  Gouernador  Dom  José  de  Garro,  trazendo-me  para  este  fim  com   3000   índios  os  Pa- 
dres Pedro  Ximenes,  João  António  Solinas  e  Jacinto  Marques,  e  sem   embargo  do  aperto  em 
que  if.*  teue  o  ditto  fiouernador,  não  podendo  ainda  sequer  falar  com  os  soldados  que  me  fazião 
sentinella  á   porta   do  calabouço   em   que  me   tinha   prezo,  tendo   meio   para   falar   com   /).   7o.?,- 
de   Garro   lhe   protestei    por    vezes   e    lhe    requeri   demitisse   o    intento   de   mandar    cxpugnar    a 
noua    pouoação,    dizendo-lhe    que    se    aquellas    terras    tocauão    ao    estado    de    V.    A.    nenhum 
agrauo    fazia   o   ( iouernador  Dom   Manuel  l.aho   á    Coroa  de  Castella   em   as   occupar   e   que   se 
fossem    suas   logo   nos   hiriam<is   daly,    poi(n\e    entendia   que   V.    A.    não    auia    de    querer   o    que 
lhe  não  toia^sc  com   o  que  deuia   esperar  resolução   de   Kspanha;   e  não   abrir  a   porta  a  huma 
guerra   (|ue  auia  custado  tanto  sangue,  porque  V.   A.  não  auia  de  sofrer  aquella  sem   razão  de 
iiue   auiãii    de    rezultar    á    Coroa    de    Castela    muy    perigozas    consequências;    porém    como    este 
gouirnaiior   se   regia   em    tudo   pelJ.s   Padres   Jesuitas   mais   empenhados   que  todos   ou    somente 
empenhados   na   nossa   expulsão   por   re-peito   das   suas   re<lucções   que   se   compõem    dos   índios 
do    Brasil,   vassalos   de    V".    A.    e    terras   daquelle    Estado    em    que    são    intiuzos;    persuadido    o 
(iouernador  das  suas  razões  e  obrigado  da   certeza  de  que  a   noua   pouoação   não   estaua   forti- 
ficada nem  podia  ser  deffendida,  e  o  (iouernador  Dom  Manuel  Lobo  enfermo  a  mandou  entre- 
prcnder  no  dia  de  7  de  agosto  daquelle  anno,  como  a  V.   A.   foi  prezcnte  e  depois  temendo-se 
de   nos   ter   nesta   praça    juntos,   tratou   da   nossa    transmigração,    mandando-mc    a    mim    para   o 
Reyno    de    Chile    em    que    estiue    prezo    até    o    primeiro    de    mayo    deste    anno,    donde    sendo 
proniouido   ao    Couerno   daquelle    Ucyno   Dom   Josef^h    de   Garro,   com    a    noticia    (|ue    leuou   do 
ajuste    provensional    que    ouuc-    entre    \'.     A.     e    P>lrey,    conitudo    pedindo-lhe    me    manilasse 
Icuantar  o   pleito   homenagem   que   auia  tomado   e  dar-me  licença   e  aos   mais   Portuguezes   que 
aly    assistião    para    que    viéssemos   liures    a    este    porto    de    Buenos    Aires    a    esperar   a    ordem 
de  V.  A.,  o  não  quiz  Dom  Josefh  de  Garro  fazer,  mandando  passar  huma  ordem  em  que  nos 
permitio    somente    poder    vir    á    Cidade    de    Cardona    da    prouincia    de    Tucuman    debaixo    do 
mesmo   pleito   homenagem,   sem   extraviar   caminho   ['or  se   achar  naqitclle   pono   o   Gouernador 
1>.    Manuel    com    a    mesma    sugeição,   e    sem    embargo    de   que   Dom    Joseph    de    Garro    me    auia 
tomado   e  vendido   5   negros  de  meu   seruiço,  que  conimigo   se   saluarão   no   naufrágio,   me   não 
quiz  dar  couza  alguma  para  poder  custear-me  em  tam   dezertos  e  dilatados  caminhos,   nem  aos 
demais    Portuguezes,    por    cujo    respeito    me    acompanhou    somente    Dom    Francisco    Na/^er   de 
Alencastro,  que  agora  com  a  i)ermissão  da  nossa  soltura,  acompanhou  também  ao   Gouernador 
I^om  Manuel  até  este  porto;  de  que  de  tudo  me  pareceo  dar  conta  a  \'.  A.  o  quê  faço  tand)em 
de  como  escreui  ao  administrador  geral  das  Minas  Dom  Rodrigo  de  Castelhranco  visse  o  meio 
(|uc  podia  auer  para  que   a  gente   que   ficou   na   Ilha   de  Santa   Catherina   se   podesse   ali   con- 
servar até  ordem  de  V.  A.,  respeitando  a   utilidade  que  auia   em  a  Ilha  estar  pouoada  para  a 
conseruação   das   pouoações   que   se   intentauão   desta   banda,    como    também    mandasse   pôr   em 
arrecadação  o  que  se  dispenòeo  da   fazenda  de  V.   A.   por  modo  de   empréstimo  com   os  mora- 
dores  de   S.    Paulo   (|ue   vinhãn    em    minha   companhia,   o   que   auia   fie   constar   i)elos   liuros  da 
('amara  daquella  villa,   em   os  quaes   se   obrigarão  por   suas  pessoas  e   fazendas   a   pagar   o   que 
lhes    foi    entregue    para    seu    auios    naquella    occazião    que    não    poderão    fazer    sem    este    meio. 
Pedindo   de  prezente  a   V.   A.   seja   seruido   de   mandar  passar   ordem    para   a   mesma   cobrança 
que    hade    seruir    a    minha    dercarga,    sem    a    cjual    não    poderá    ter    ef feito    ou    como    fõr    mais 

conveniente   ao    Kcal   serviço   de   V.   A.    que   mandará    o   que   fôr   seruido 

Buenos  Ayres,   Dezembro    15   de    1OH2. " 

"Senhor.  —  Fiz  auizo  a  \'.  A.  em  carta  de  15  de  Dezembro  do  anno  i)as-ado, 
de  tudo  aquillo  que  me  foi  succedido  do  ten.<i)0  em  que  sahi  da  Ilha  de  Santa  Ca- 
therina athe  este  prezente;  e  o  auia  também  feito  do  que  tocaua  a  sua  parte  o  Go- 
uernador do  Kio  de  Janeiro  Dom  Manuel  Loho  e  como  Deos  foi  seruido  leualo  desta 
vida  prezente,  em  7  deste  mez,  como  tamben?  em  12  delle  fiz  auizo  a  V.  A.  com  o 
sargento  João  Teixeira  de  Carualhu.  e  não  podesse  o  Gouernador  D.  Manuel  I.cho 
assignar  a  carta  respeito  da  doença,  sem  embargo  a  remette  a  X.  A.  o  Padre  An- 
tónio   Durão    da    Motta,    que    sendo    Cxipellão    mayor    do    prezidio    ila    (Jidadela    dg 


1G4 


Sacramento,  lhe  seruia  tanibeni  ilc  secretario  e  como  o  (ioveriiador  D.  Manuel. 
auia  disposto  remeter  a  esse  Keyno  pelo  caminho  dos  nauios  de  permisso,  que  parlem 
deste  porto,  a  Dom  Francisco  Naper  de  Aleucasiro  para  poder  informar  a  \'.  A.  do 
estado,  em  que  se  achão  as  couzas  desta  banda  e  de  prezente,  lhe  inipidão  tniliar- 
car-se,  vendo  eu  da  mesma  sorte  qvie  pode  conviir  ao  seruiço  de  \'.  A.  que  tciiha 
esta  informação,  se  pôde  conseguir  que  o  Ajudante  do  n."  Tlioiiic  Ro'1i':t.ics 
fizesse  esta  viagem  que  me  parece  agoia  mais  necessária,  com  a  morte  do  dito 
(íouernador  e  ser  Thoinr  Rodriç/ucs  pessoa  que  jioderá  informar  a  \^.  A.  respeito 
de  se  achar  na  pouoação  das  Ilhas  de  .S"(i;m  Gabriel  donde  saliio  grauemente  ferido 
e    assistir    senijire    neste    porto,    sendo    homem    i)ralico,    qvie    poilerá    dar    lioa    razão 

de     tudo 

Buenos   Ayres,    --(r   de   janeiro   de    Kj.Sj." 

1.493—1.494 

Carta  do  Governador  do  Rio  de  Janeiro  D.  Manuel  Lobo,  sobre  os  acontecimentos 
Decorridos  na  Colónia  do  Sacramento  e  especialmente  sobre  o  seu  captiveiro. 
Buenos  Ayres,  3  de  janeiro  de  1683.   (Annexa  ao  n.  1.692). 
E.sta  carta  não  está  assignada  e  foi  csrripta  quatro  tilas  (Dites  áo  fallc- 
cimento  de  D.  Manuel  Lobo. 

".Senlior. —  En?  o  nauio  que  viidia  de  socorro  c/ Icuou  o  auizo  da  ocazião  de  .Sam  Ciabricl, 
dey  conta  a  V.  A.  do  sucedido  naquella  Colónia,  que  pellas  noticias,  que  aqui  ouue,  crcyo 
chegaria  ás  reaes  mfios  de  V.  A.,  e  como  na  ocazião  me  achaua  incapaz  de  uer,  nem  saber  o 
que  se  obrou,  fiz  o  dito  auizo  com  a  primeira  e  melhor  informação,  que  me  foi  possiuel  e 
supixisto  que  emquanto  ao  essencial  peila  segunda  achey  pouca  differença,  "sonlje  depois  de 
estar  nesta  Prouincia,  algumas  circumstancias,  que  concorrerão,  com  que  se  deixa  intender  foy 
mero  castigo  de  meos  peccados  e  dos  mais,  que  aly  nos  achauamos,  porqtie  o  auanso  o  den  o 
cabo  e  mais  officiacs  sem  nenhuma  esperança  de  bom  sucesso,  e  só  pro  forma,  e  por  mostrar 
que  fazião  alguma  couza,  pois  com  hvuiias  sondiras  de  defença  que  ouuesse  da  nossa  parle 
estauamos  quazi  seguros  de  ser  expugnados,  o  que  bena  se  deixa  uer  pelo  que  sucedeu  ao 
Tenente  Bartlivloiiieii  Saiichcx  Xará,  que  montando  só  com  7  ou  8  caualos  lançou  todos  os 
índios  fora  deí-sa  jxiuca  terra,  que  se  tinha  leuantado,  e  como  a  Infantaria,  por  aqucila  parte 
tinha  vilmente  dezamparado  os  seus  postos,  largando  as  armas,  tiuerão  lugar  os  CasteUianos, 
que  uinhão  na  retaguarda,  de  chegar  á  dita  trincheira,  que  quazi  era  tão  alta  de  fora,  como  de 
dentro,  e  com  a  niosquetaria  começarão  a  pelejar  com  o  dito  Tejiente  e  alguns  mais,  (|ue  se 
llie  agregarão,  o  que  durou  athe  muito  de  dia  e  vendo-se  o  dito  Tenente  só,  pellos  mais  serevii 
mortos  e  mal  feridos,  e  tudo  o  mais  já  i)erdido,  porque  esta  defensa  a  fazião  em  hum  .-uigulo 
do  principio  de  hum  baluarte,  desmontando  do  caualo  se  lançou  pella  parte  de  fora  com 
Dom  Francisco  de  Alencastro,  que  o  acompanhaua,  e  uendo  o  estrago  que  fazião  os  índios,  e 
que  não  tinhão  outro  remédio  senão  buscar  a  Igreja  para  escapar  as  uidas,  se  rezohierão  a 
fazel-o  com  a  espada  na  mão,  passando  por  entre  mais  de  i.ooo  índios  de  pé  e  de  cauálo, 
athé  ganhar  a  dita  Igreja,  e  siipposto  que  no  caminho  tiuerão  alguma  opozição,  como 
os  uirão  rezolutos  a  uender  ás  uidas  llie  derão  passo  franco.  K  o  Capitão  Manuel  de 
Agnila,  que  pode  conseruar  comsigo  8  ou  to  homens,  em  a  estacada,  que  tinha  a  seu  cargo, 
com  alguns  tiros  de  roqueira,  a  defendeo  athé  já  de  dia,  e  vendo,  que  a  multidão  dos 
índios,  os  cercauão  por  huma  e  outra  parte,  se  resolueu  acolher  huma  canoa  grande  que 
aly  estaua,  e  foi  tal  a  sua  desgraça,  que  depois  de  dentro,  com  o  peso  da  gente  ficou 
quazi  em  seco,  com  que  chegarão  os  índios,  e  os  matarão  a  todos,  a  sangue  frio,  uzando 
com  elles  como  com  os  mais,  que  lhe  cahirão  nas  n'.úos,  mas  o  pânico  temor  que  ocupou  a 
itiayor  parte  da  gente,  qi\e  aly  se  achaua  foi  tal  como  dirá  o  portador  desta  Dom  Fran- 
cisco Nafer  de  Alencastro  a  quem  rogucy  quizesse  fazer  esta  viagem,  que  faz  com  bas- 
tante discomodiílade,  que  como  quem  se  aehou  prezente  a  tudo  o  que  então  sueedeo,  e 
agora  passa  ne.sta  nossa  prizão,  e  he  pessoa  de  todo  o  credito,  fará  prezente  a  V.  A.  vocalmente 
todo  o  sucedido,  ainda  que  não  posso  deixar  de  reprezentar  a  \.  A.  que  depois  de  uir  ao 
calabouço  do  castelo  desta  cidade  me  teue  nelle  prezo  8  mezes  D.  Josepli  de  Garro,  couí  o 
Tencntc.(;encral  Jorf/c  Soares,  o  capitão  Sitnõo  Farto,  o  Tenente  Sanches,  o  dito  Francisco, 
padre  António  Durão,  eapellão  daquelle  prezidio,  que  forão  os  officiaes  que  somente  esca- 
parão debaixo  de  chaue  e  com  sentinela  na  porta,  não  pcrmittindo  em  muitos  tempos,  que 
lanças- em  a  cabeça  a  h.una  janela,  c  em  todo  o  que  ali  e.stiue  não  consentio  que  nin({uem 
me  falasse,  excepto  o  Bi.spo  e  algum  ..fficial  de  guerra,  que  (|uazi  fazia  a  furto,  e  eomo  para 
estch  apertos  ainda   os  mesmos  casielhanos.   não  aehauão    la/ãu   alguma    mililar,   ou    i-olitica,   ic 


1«5 


deixa  bem  entender  o  ódio  (lue  e^te  Biscainho  tem  á  Xação  portugueza,  como  tanihein  das 
mortificações,  que  fez  assim  a  mim  conio  aos  mais  i)rizioneiros,  a  quem  tratou  e  fez  tratar 
como  todo  o  rigor,  mandando  o  Tenente-Ceneral  Jorye  Soares,  o  capitão  Siinào  l-arto, 
D.  Francisco  de  Alencaslro  e  outros  prizioneiros  mais  para  o  Keyno  de  Chile,  com  as  desco- 
niodidades,  que  o  dito  Tenente-Ceneral  deue  relatar  a  V.  A.  na  conta,  que  lhe  dá  de  sua 
peregrinação,  e  como  eu  n.«e  achaua  ainda  tão  infermo,  não  foi  possiuel  niandar-me  então,  o 
que  intentou  dahy  a  poucos  dia?-,  sem  embargo  de  se  me  continuar  a  incapacidade  de  '.)oder 
f.-izcr  caminho,  tão  dilatado  e  dezerto,  o  qv.e  dera  á  execução  com  qualquer  violência,  se  o 
Uispo  desta  cidade  mouido  á  compaixão  desta  injustiça  o  não  impedira  com  o  que  se 
rezolueo  a  niandar-me  prezo  á  cidade  de  Cordoiia,  que  dista  desta  130  legoas,  sita  em  a  pro- 
uincia  do  Tiiciimait,  com  tão  pouca  ou  nenhuma  preparação  para  o  caminho,  que  se  D.  Fer- 
nando de  Mendonça,  que  nestes  nauios  de  registro  auia  chegado  de  Espanha  por  fíouernador 
daquella  prouincia,  me  não  sustentara  leuando-me  em  sua  companhia,  o  fizera  com  harta 
miilestia  e  passara  muito  pcior  naquella  cidade  se  hum  Portugucz,  que  aly  se  achaua  não 
tomara  por  sua  conta  o  sustentar-me  pernuttindo  Deos  dar-lhe  animo  generozo  em  cabedacs 
limitados,  obrando  em  tudo  o  dito  D.  Josepit  Garro  contra  toda  a  razão,  e  estilo  praticado  com 
prizioneiros  de  guerra,  principalmente  em  parte  donde  he  tão  dificultozo  o  socorro  da  sua 
pátria,  i)odendo  elle  muito  bem  fazer  o  contrario,  porque  em  o  que  veyo  a  esta  praça  de 
fazenda  e  negros  de  particulares  fez  mais  de  jo:ooo  pezos,  em  publica  almoeda,  não  entran- 
do o  que  elle  deu  e  tomou  para  sy,  que  não  foi  pouco,  e  emquaiiio  csteue  neste  gouerno  de 
líuenos  Ayres  obrigou  a  alguns  prizioneiros,  que  aqui  se  titdv-io  acomodado  a  scruir  aos 
visinhos,  para  poder  passar  ajuda  a  que  penetrassem  estas  dilatadas  prouinrias,  mostrando 
dezejar  que  se  exterminassem  os  pouos,  que  escapamos,  de  sorte  que  nenhum  tornasse  a 
esse  Keyno,  conformando-se  em  este  intento,  com  o  que  tiuerão  ainda  que  níais  cruel,  os 
Tadres  da  Companhia,  que  capitaneauão  os  índios  em  a  occazião  de  São  Gabriel,  que  so- 
bre sircm  os  primeiros  e  principaes  mouedores  desta  rezolução  a  neguão  todos  os  que  se 
acharão  prezentes,  asi  Castelhanos,  como  portuguezes,  que  antes  e  na  dita  ocazião  derão  repe- 
tidas ordens  aons  índios  para  que  nenhum  de  nós  ficasse  viuo,  dizendo  nella  em  altas  vozes 
ayiua  ca  raiha,  que  em  a  lingoa  dos  índios  quer  dizer  m-.itai  os  brancos,  e  supposto  que 
de  homens  religiosos  e  sacerdotes,  se  não  pode  crer  tal  crueldade,  os  effeitos  forão  taes  que 
dão  bastante  ocazião  para  se  dar  credito  a  esta  fama,  porque  sobre  não  matarem,  nenhuns 
negros  nem  índios  dos  nossos,  executando  em  os  brancos  rendidos  hum  cruel  estrago,  não 
escapando  delle  sexo  ou  idade,  achando-se  a  tudo  prezentes,  os  ditos  Padres  Cappellães  longe 
de  impedir  esta  tirania  que  alguns  Castelhanos,  a  quem  pareceo  deniaziada.  quizerão  valer 
aos  Portuguezes  lho  extranharão  de  palavra,  e  os  seos  índios  castigarão  con;?  obras,  como  os 
mesmos  Castelhanos  certificarão,  e  finalir.«ente  o  que  não  pôde  colher  a  Igreja  dos  nossos 
Padres  da  Companhia  ou  a  caza  em  que  eu  estaua,  que  tomou  por  sua  conta  defendela  o 
Mestre  de  Campo  António  de  Vera  Moxica,  cabo  daquella  gente,  pereceo  mizeravelnunte. 
Tanto  pôde  em  estes  homens  o  receio  que  na  demarcação  destas  ferras  fique  huma  grande 
parte  das  suas  reducçoens  no  que  tocar  á  Coroa  de  V.  A.,  o  que  creio  será  mais  infalivel  por 
escasa  que  seja  a  partilha,  e  como  elles  athegora  mandão  estas  reducçoens,  com  quasi  dis- 
potico  império,  ;entem  amargamente  que  se  lhe  haja  de  tirar  parte  delle. 

Depois  que  chegou  aqui  o  tratado  que  ouue  entre  as  C"oróas  sobre  este  cazo  passado, 
rezoluerão  mandar  hum  dos  maiores  sugeitos  que  aqui  tem  a  Corte  de  Castella,  e  concordão 
todos,  que  fará  grande  esforço,  com  rezoens  e  dinheiro,  para  que  não  pouoemos  em  este 
Kio  da  Prata,  pois  já  este  disse  a  algumas  pessoas  auia  de  propor  naquella  Corte,  ser  mais 
conueniente  dar  alguns  navios  de  registro  todos  os  annos  a  Portugal,  do  que  consentir 
na  intentada  Colónia,  e  não  se  pode  entender  com  estes  Padres  a  opinião  commum,  que  em 
toda  a  parte  sejão  os  mesmos,  porque  os  destas  prouincias,  em  muitas  couzas  não  tem  mais. 
semelhança  com  os  desse  Keyno  e  suas  Conquistas,  que  em  roupeta,  pelo  que  2  Reli- 
giosos que  trouxe  commigo  do  Kio  de  Janeiro,  chamados  o  Padre  Manoel  Pedroso  e  o  padre 
^lanoel  Alvares,  pessoas  de  muita  doutrina,  zello,  e  exemplo,  que  tem  sido  neste  naufrágio 
fieis  companheiros,  ç  consolação  de  todos,  por  mais  que  queirão  defender  por  credito  da 
Keligiâo  as  acçoens  destes  Homens  ficâo  conuencidos  com  as  experiências,  nem  tem  outra 
resposta   mais   que   a  dos   hombros. 

Vendo  o  (iouernador  de  Tucuman  os  poucos  meios  com  que  eu  passava  em  a  cidade  de 
Cordoua  se  resolueo  a  escreucr  ao  Vizoiey  a  Lima  e  a  Prezidente  de  Chuquisaca,  ser  contra 
toda  a  razão,  terem-nie  prezo  sem  huma  côngrua  com  que  poder  passar,  e  como  as  distancias 
por  estas  partes  são  tão  dilatadas,  antes  de  uir  a  resposta,  chegarão  por  Lima  e  por  este 
porto  as  duas  vias  do  tratado  prouizional  entre  as  Coroas,  ocazião  com  que  escreueo  o  prezi- 
dente ao  dito  Governador,  que  conforme  o  capitulado  já  nos  não  deuia  olhar  como  prizioneiros, 
pelo  que  auia  cessado  a  cauza  da  urbanidade  militar,  c  que  se  nos  não  pareça  estar  em  aquclla 


um 


cidade,  Laisasscnos  a  esta  praça.  ..  que  logo  fiz.  d..n.le  o  t;ouernaaor  que  hujc  l.c  .Iclla 
D.  Joscfh  de  Herrcra  Sollomaior  nos  podia  sustentar,  cniquanto  não  chcgassen?  nauios  desse 
Rcyno,  da  fazenda  que  se  nos  auia  de  restituir,  c  supposto  que  o  dito  D.  Joscph  de  Herrcra  se 
aolla  com  pronipto  animo  de  dar  a  execução  tudo  o  conthcudo  nas  cappitulaçOes  e  se  ha 
auido  com  os  prizioneiros.  com  tanta  cortezania  e  bom  modo,  que  bem  mostra  athegora  a 
diferença  que  faz  .io  dito  Carro,  assim  no  nascimento,  como  na  capacidade,  deixou  o  dito 
Garro  também  ajustado  este  negocio,  que  dos  20:000  pezos,  que  se  fizerão  na  abnoeda,  rein- 
tregou  15  nas  caixas  da  l"azenda  Real  desta  praça,  por  outros  tantos  que  diz  gastou  na 
expedição  de  São  C.abriel  e  o  resto  disse  gastara  commigo  e  mais  prizioneiros.  sendo  a 
summa  verdade,  o  que  neste  particular  relato  a  V.  A.  porque  só  nu  parece  gastaria  perto 
de  500  patacas,  na  conducção  do  Tenente  Cencral  e  mais  companheiros,  quando  os  enuiou 
ao  Reyno  de  Chile,  os  quacs  gastou  o  conductor  em  pagar  suas  diuidas  e  os  leuou  só  athé 
o  meio  do  caminho,  com  peior  trato  do  que  se  costuma  fazer  aos  índios,  por  esta  parte 
parece  que  de  propósito  buscou  Garro  este  Homem  para  o  tal  effeito  e  ahy  os  deixou  sem  ne- 
nhum de  o  continuar,  o  qual  fizerão  com  as  esmolas  dos  passageiros  que  encontrauão,  e  como 
o  dito  Gano  se  foi  logo  para  o  governo,  e  Prczidencia  daquelle  Keyno  de  Chile,  e  deixou  ao 
dito  Dom  Joscl'h  de  Herrcra,  memoria  do  que  está  em  ser  Ja  Fazenda  de  \'.  A.,  que  se 
pôde  restituir  que  lic  só  a  artilharia,  alguma  poluora,  e  poucas  mais  munições,  ficamos  com 
a  mesma  difilcudade  de  meios  para  nosso  sustento,  e  não  sei  que  caminho  a  descobrir  a 
necessidade  para  acudir  a  esta  tão  urgente,  porque  a  quantidade  de  madeira,  que  aqui  passou 
que  era  o  que  se  podia  vender,  pella  facilidade  de  se  poder  conduzir  outra  a  tempo  neces- 
sário, o  dito  Garro  a  dispendeo  antes  que  se  fosse,  como  quiz  e  foy  seu  gosto,  não  sendo 
pouca  nem  de  má  qualidade  aque  aqui  chegou  em  ser,  não  obstante  a  muita  que  os  índios 
e  espanhoes  queimarão  e  destruirão  naquelle  sitio.  De  quazi  toda  deue  auer  rezão  em  o  Kio 
de  Janeiro,  porque  a  memoria  estaua  em  a  pouoação  em  poder  do  Almoxarife,  e  ficou  no 
dos  índios  Castelhanos,  que  o  matarão  e  saquearão  todo  o  armazém  de  V.  A.  em  que  elle 
viiiia,  leuando  todas  as  armas  de  fogo,  que  aly  estauão  para  as  reducçoens,  como  também 
as  com  que  seruião  os  soldados  daquella  Colónia  i)orque  muy  poucos  trouxerão  os  castelha- 
nos deste  Prezidio,  e  os  mais  qvie  aly  se  acharão;  destas  acho  impossível  a  restituição  jjorque 
elles  buscarão  traças  e  modo  para  não  oliedecer  a  nenhumas  ordens  como  costumão,  c  tudo 
(I  que  se  perdeo  da  I"azenda  de  V.  A.  e  não  está  em  ser,  faz  somma  considerautl  pellos  su- 
bidos preços,  que  aqui  tení  semelhantes  géneros.  Dcos  guarde,  ctc. 
Hueniis   Ayres,    ,j    de    janeiro    de    i'iS3. 

1.495 


CoNscLTA   do  Conselho  Ultramarino,   favorável   á  concessão  da  licença  de  quatro 
annos  que  requerera  o  licenciado  >louo  de  Housn  de  Araújo,  capellão-mór  da 
praça  do  Rio  de  .Janeiro,  para  tratar  no  Reino  dos  seus  negócios. 
Lisboa,  29  de  janeiro  de  16S4. 
Tem  annexa  a  respectiva  jwiiaiia.  1.49G — 1.497 


Coxsn.TA  do  Conselho  ntrainarino,  acerca  de  uma  (|ueixa  (jue  apresentara  o  Gover- 
nador dos  navios  de  legisto  de  ÍTespanha  João  Thomaz  Memiiy  contra  o 
ouvidor  geral  e  os  ofliciaes  da  Camará  do  Rio  de  .Janeiro. 

LisJjoa,  t>  de  fevereiro  de  lfi84. 

Tem  annexa  a  respectiva  queixa,  dirifjida  ao  Governador  Duarte  Teixeira 
Chaves.  1.498—1.499 


CoNsri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  de  José  Corrêa  Ximenes, 
residente  no  Rio  de  .Janeiro,  em  (|up  i)ede  i)rorogação  de  prazo  para  seu  filho 
João  Corrêa  Ximenes  poder  casar. 
Lisboa,  11  de  fevereiro  de  1(184. 

Tem  annexa  a  portaria  jx-lu  (iiial  se  uiaiidnii  passar  a  respeeliva  provisão. 

1.500—1.501 


167 


Co.xsii.TAs  (lo  Conselho  Ultraniariíio,  relativas  á  petição  em  <iue  o  Ajudante  Thoiné 
Rudrif/ues  re(|uerera  o  pagamento  dos  soldos,  correspondentes  ao  tempo,  em 
que  estivera  i)risioneiro  em  Buenos  Ayres. 

Lisboa,  10  de  fevereiro  e  2  de  março  de  1684.  1.Õ02 — l.r)0;j 

CoNsi  i.r.\  do  Conseliio  Ultramarino,  favorável  á  concessão  da  licença  que  pedira  o 
Padre  Frauci.sco  da  Motta,  residente  no  Rio  de  Janeiro,  para  advogar  nos 
auditórios  seculares. 

Lisboa,  22  de  março  de  1684. 

Tem  annexa  a  respectiva  portaria.  l.r)04 — 1.505 

('oN.sri/iA  do  Conselho  Ultramarino,  ielaliva  á  justificação  de  sci-viços  do  Ajudante 
Manuel  de  Aguiar. 

Lisljoa,  'S-\  do  março  de  1684.  l.õOlj 

CoNísn.iAs  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  autorisação  (|ue  i)cdira  Tliotnv  de 
Soii.sa  Corrêa  i)ara  arrendar  o  officio  de  Provedor  da  Fazenda  da  Cajjitania 
do  Rio  de  Janeiro,  de  (lue  era  proprietário. 

Lisboa,  28  de  julho  e  29  de  agosto  de  1684. 

Tem  annexa  a  portaria,  pela  qual  se  mandou  pansar  o  respectivo  uivará. 

1.507—1.509 

Co.Nsn.rA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  nomeação  do  capitão  da  Capitania  de 
Nossa  Senhora  da  Conceição  de  Tinhaem.  para  cujo  cargo  propuzera  o 
Donatário  Conde  da  Ilha  do  Príncipe,  em  1"  logar  Filippe  Carneiro  de  Alça- 
(jova.  em  2"  Luiz  Corrêa  Gameiro  e  em  3"  António  Pereira. 

Lisboa,  3  de  outubro  de  1684. 

Tem  á  margem  o  seguntle  dcs/xiclio:  "Xnineo  a  t'ilii)pe  Carneiro  (de  Al- 
cáçova). Lisboa.  1  de  dezetnltro  de  1084";  e  annexa  a  respectiva  portaria  de 
nomea(^ão  por  três  unnos.  1.510 — 1.511 

CoNsi  i.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  jjagamento  dos  soldos  do  Ajudante  do 
numero  do  Presidio  do  Rio  de  Janeiro  Thomc  Rodrigues. 

Lisboa,  5  de  outubro  de  1684.  1.512 

Co.Nsri;iA  (lo  Conselho  Ultramarino,  em  (|ue  propõe  a  nomeação  de  Francisco  de 
AlhuQuerqtie  Telles  iiara  o  cargo  de  ca])itão  da  Capitania  de  Cabo  Frio,  (pie  va- 
gava i)or  terminar  o  triennio  Domingos  da  Hilva  de  Agrella. 

Lisboa.  2ÍI  de  noveml)ro  de  1684. 

Ton  aune.ra  a  rcspectira  portaria  de  nomeação.  1.513 — 1.514 


Co.Nsn.iA  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  á  licença  (|ue  requerera  Manuel  Car- 
doso Leitão  para  renunciar  em  um  dos  filhos  o  officio  de  Tabellião  do  i)ubliro, 
judicial  e  notas  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  7   de  dezembro  de  1684. 

Tem  annexa  a  portaria  pela  filial  se  mandou  passar  o  respectivo  alvará 
de  liceiíça,  1.515 — 3.516 


168 


CoNsn.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  provimento  do  officio  de  Escrivão  do 
Meirinho  da  cidade  do  Rio  de  Janeiro,  a  que  eram  concorren*^es  Marfiiii. 
Guedes  Coutinho  e  João  yuucs  da  Serra,  cujos  serviços  a  mesma  consulta 
relata. 

Lisboa,  12  de  dezembro  de  16S4.  1.517 

Ai.vAHÁ  régio  pelo  qual  se  fez  mercê  a  Martim  Guedes  (Coutinho)  da  promessa  de 
um  officio  da  Fazenda,  justiça  ou  guerra,  no  Reino  ou  no  Ultramar. 

Lisboa,  14  de  maio  de  1677.  (Annexo  ao  n.  1.517).  l.TilS 

Poi!r.\i>'i.\  pela  qual  se  mandou  passar  carta  a  Martim  Guedes  Coutinlio  da  !)roi)iie- 
dade  do  officio  de  Escrivão  do  Meirinho  da,  cidade  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  8  de  janeiro  de  1685.  (Annexa  ao  n.  1.517).  1.519 

Co.Nsii.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  petição  do  Provedor  e  Irmãos  da  Sania 
Casa  da  Mizericordia  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  solicitavam  a  consignação 
de  uma  ordinária  para  auxiliar  as  despezas   do  seu  hospital. 
Lisboa,  14  de  dezembro  de  1684. 

"...as  (jespezas  do  Hospital  trão  tfiu  extraiinliiiarias,  (jm.-  liuni  amici  jinr  (MiIio  si'  i.as- 
tau.ão    2.445$i)i)i)    rs.,    por    se    curart-n.'   cm    caila    lumi    anuo    _'2o    c    tantos    enfermos,    ^emlo    os 

mais  ilelKs  soldados,   que  iior   pohres  nãi)   linlião   outro   abrigo 

1.520 

Poiíi AiiiA  pela  qual  se  mandou  passar  provisão  ao  Provedor  e  Irmãos  da  Mizericordia 
do  Rio  de  Janeiro,  para  serem  api)licadas  ao  seu  Hospital  as  miuucas  dos 
dízimos,  gallinhas,  frangos,  ovos,  cabritos  e  leitões,  por  esi)aço  de  seis  annos 
e  na  forma  que  se  haviam  concedido  ás  da  Bahia,  Pernambuco  e  Angola. 

Lisboa,  4  de  janeiro  de  1685.  (Anncxa  ao  n.  1.520).  1.521 

Co.NSL  í.TA  do  Conselho  Tltramarino,  acerca  do  i)roviniento  do  posto  de  sargento-niór 
da  Capitania  de  S.  Vicente,  que  vagara  por  fallecimento  de  Sebastião  V^^lJio 
de  Lima  e  a  que  fora  único  concorrente  Domingos  de  Araújo,  cujos  serviços  se 
encontram  relatados  na  consulta. 

Lisboa,  16  de  dezembro  de  1684.  1.522 

('o.v.sii.TA  do  Conselho  Ultramarino,  i-elativa  á  devassa  de  tesidcm-ia  do  Ouvidor 
geral  do  Rio  de  Janeiro  Audrr  da  Costa  Moreira. 

Lisboa,  21  de  dezembro  de  1684. 

Tem  anwxo  o  pareeer  do  Coiisellieiro  Cardoso  Godinho  sobre  a  referida 
devassa.  1.523—1.524 

(■(jNsi  MA  do  Conselho  Ultramarino,  sobrtj  a  nomeação  do  Governador  da  Capitania 
do  Rio  de  Janeiro,  a  (jue  eram  concorrentes  Vitorio  Zayallo  Preto,  João  Fur- 
tado  de  Mendonea  e  António  Pereira   da   Cunha. 

Lisboa,  11  de  janeiro  de  1685. 

\'est<i  consulta  relntam-se  miiniciosanieiite  os  servieos  dos  coneorrentes. 
Tem  á  )n<nticni  o  si-fiuinte  de.sjxnlio:  "Xoiiieo  João  Furtado  de  Mendonça. 
Lisboa,  i:',  tic  junho  de  1685",  c  Irm  anncru  a  rcsitrclira  jjorhiria  de  nom.e.aeão 
por  três  annos.  1.525 — 1.52C 


16'J 


Co.NsLi/iA  (lo  Conselho  Tlti  amai  ino,  s()l)ic  a  peligão  do  João  Alvares  de  Suusa.  em 
(luf  solicitava  a  inercô  de  continuar  no  exercido  do  officio  de  Escrivão  do 
l)ul)lico,  judicial  e  notas  do  Rio  de  Janeiro. 
Lisboa,   2o  de  janeiro  de   IGS."). 

Tem  anncxu  a  portaria  pela  qual  se  inandou  passar  a  respeitiva  provisão. 

1.027—1.528 

Co.Nsii.i  A  do  Cons(<Ilu)  ritraniarino,  lavoravcl  ao  requerimento  de  Marlim  Guedes 
CoutiiiJio.  em  que  pedia  licenga  para  tomar  posse,  por  i)rociiração,  da  proprie- 
dade do  officio  de  Escrivão  do  .Meirinho  do  Rio  de  .laneiro. 

Usboa,  15  de  fevereiro  de  IfiS."). 

Trm  annexa  a  respectiva  portaria.  \.7>2^ — l.õoO 

CoNsri.iA   do  Conselho   ritramai"ino,  sobre  o   re.iuei^imento  em   <iue   í).   Angela  de 
McndoiK.d.   viuva   de  BaltJiasar   ííaufjel   de   í^oiisa,   pedia   a   iiropriedade  dos 
olficios  de  Escrivão  da  Camará  e  Tabellião  do  Rio  de  .Taneiro  i)ara  seu  filho 
primogénito  Julião  de  Sousa. 
^  Lisboa,  15  de  março  de  16.s.'i. 

Tcin  aii»e.ra  a  portaria  pela  (/iial  .se  iiuinilou  passar  o  respectivo  alvará. 

1.531— 1.5:J2 

CoN.siLTAs  (2)  do  Conselho  Clt ramarino,  favoráveis  á  licenga  que  pedira  Dowingos 
Rodriíjues  de  Lisboa  i)ara  nomear  serventuário  do  officio  de  Meirinho  do  mar 
do  Rio  de  .lanei lo. 

Lisboa,   !i   de  outubio  de   1(1X5. 

Têm   aiuicra   a    rcspcrfiva   portaria.  1.533 — 1.535 

Cf).\si  i.i  AS  (2)  (lo  Conselho  lltraniarino.  sobre  a  autorisagão  ()ue  requerera  João  da 
Fonseca  Coutiiitio  para  renunciar  em  um  dos  seus  filhos  a  propriedade  do 
officio  de  Escrivão  da  Ouvidoria  geral  do  Rio  de  Janeiro. 
Lisboa,  11  de  outubro  de  1085. 
2'êm  annexa  a  respectiva  portaria.  1.536 — 1.538 

('o.Nst  i.iA  (lo  Conselho  Ultramarino  sobre  a  nomeagão  do  Capitão  da  Capitania  de 
S.  Vicente  e  S.  Paulo,  i)ara  cujo  cargo  |)ioi)uzera  o  Donatário  Marquez  de 
Cascaes,  em  1"  logar  Luiz  Ferrou  U orlei,  em  2"  João  Pereira  de  Faria  e  em  3» 
António  de  Sousa. 

Lisboa,  i:;  de  outnhio  de  1(;S5.  1.539-1.540 

PoiMAKMA  pela  qual  se  mandou  passar  i)atente  a  Luiz  Percon  Hortel  do  posto  de 
capitão  da  Capitania  de  S.  Vicente  e  S.  Paulo,  i)or  tros  annos. 

]Jst)oa,  31  de  outul"o  di    10X5.   lAnucra  fc*   u.   1.510).  1.541 

CoNsri.TAs    (2)    do   Conselho   ritramarino,   acerca   da    licenga   que   pedira  João   da 
Fonseca  Coutinho  jjara  nomear  serventuário  do  officio  de  Escrivão  da  Ouvi- 
doria geral  do  Rio  de  Janciío,  de  que  era  proprietário. 
Lisboa,  X  '.]('  novembro  de  1(1X5. 
'J'cui  ;i,ni'-.ia  a  rcspcclira  portaria,  1.542 — L544 

l.  6  2i 


170 


CoNsii.iA  do  Conselho  Ultianiarino.  relativa  á  licença  (lue  re<iuereia  o  Cai)itão  de 
Infantaria  do  Presidio  da  Colónia  do  Sacramento  Frainisvo  ^'c^n)  lUiibosa. 
para  tratar  no  Reino  dos  seus  negocies  particulares. 
Lisboa,  16  de  novembro  de  1685. 
Tem  (iiiiicxa  a  respectiva  portai  hi  dv  Uvcii\-a  por  dois  ninios. 

l.n-l.J— 1..-.1G 

CoNsi  i.iA  do  Conselho  L'ltraniariiio,  sobre  a  arrecadação  do  subsidio  dos  vinhos  na 

Capitania  do  Rio  de  Janeiro  e  as  intornuigões  que  dera  o  Govenuidor  Dmitl». 

Teixeira  Chares  sobre  as  obras  do  encanamento  das  aguas  do  rio  Carioca. 

Lisboa,  19  de  outubro  de  1685.  l..')4T 

CoNsn.iA  do  Conselho  1'ltiamarino,  sobre  as  informações  que  reniettora  M(inii<'l 
()(<  Costa  Cahral.  Capitão  da  Fortaleza  de  Santa  Cruz  da  Barra  do  Rio  de 
.Taneiro,  acerca  das  obras  que  nella  mandara  fazer  o  Governador  Pedro  Gomes 
e  das  que  ainda  carecia. 

Lisboa,  19  de  outubro  de  IGS.'!.  l.õlS 

Co.Nsri.TA  do  Conselho  Ultrama)'ino,  favorável  á  ajuda  de  custo  (|ue  re(|uerera 
o  Bis]J0  do  Rio  de  Janeiro  D.  José  de  Barras  de  Alarrãa  i)ara  pagamento 
da  i'enda  da  sua  i-esidencia,  emquanto  a  não  tivesse  proi)ria. 

Lisboa,  20  de  outubro  de  1683.  1.549—1.550 

Co.Nsti.T.V  do  Conselho  Ultramarino,  relativa  a  uni  eiii|ires(imo  qiu^  fizera  o  coiilia- 
tador  da  Fazenda  Real  António  Antunes  para  o  fardamento  da  Infantaria 
da  guarnição  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  30  de  outubro  de  1683.  1.551 

Co-NSLi/iA  do  Conselho  riliamaiino,  sobre  a  iietição  do  Ajiulaiite  FiUppe  Carnrho 
de  Alea(:ova.  em  que  solicitava  ser  dispensado  de  ir  servir  na  colónia  do 
Saci-amento,  por  causa  do  estado  piecario  da  sua  saúde. 

Lisl)oa.  :!  de  novembro  de   1683.  1.552 

Co.vsi  i.iA  do  Conselho  l'ltiamarino,  sobre  a  ajuda  de  custo  «lue  re<iuerera  o  licen- 
ciado .João  de  Sousa.  Ouvidor  Cerai  do  Rio  de  .laneiro. 

Lisboa,  13  de  novembro  de  '1683.  1.553 

Co.Nsii.TA  do  Consellio  UUramarino,  relativa  ás  informações  que  dera  o  Governador 

do  Rio  de  Janeiro  sobre  o  procedimento  do  Ouvidor  e  dos  officiaes  da  Camai'u 

com  João  Vlunnaz  Menuty  (íoveniador  dos  navios  de  registo  de   llesjjanha. 

Lisboa,  18  de  novembio  de   liiS3.  1.554 

Co.Nsi  i.iA  do  Consellio  rin  ainaiino,  solire  as  informações  (pu"  remettei'a  o  Caijilão 
de  Cabo  Frio,  Doiiiíikios  da  Silrd  de  Afirella  acerca  da  (pieixa  dos  moradori;s 
daquella  ('apitania  contia  os  Padres  da  Conii)anhia,  por  estes  lhes  diffi- 
cujtarem  os  trabalhos  dos  Índios,  da  voida  de  terras  e  das  obras  do  convento 
de  S.  Francis<o. 

Lisboa,  26  de  novembro  de  1683.  1,555 


171 


CoNsri.iA  (lo  C;iiisrilu)  iMI  raiiKiiiiKi,  líivoíavi;!  ao  i)aganieiito  dos  salai-ios  iiuo  pedira 
n  Dcseiubargadoí'  Fm nriscn  da  Sili^cira  Sottoinmny  pelos  serviços  da  devassa 
que  deseniijenhaia  iio  Rio  de  .janeiro. 

Jjislioa,   7   de  Jiiiieiro   de    IC.xl.  l.õOtí 

CoNsii.iw  do  ("oiiselho  ntramarino,  acerca  da  queixa  que  apresentara  Avlnuin 
Mc))ih\s  <]<■  Aliiiciíld  contra  o  Pravedor  da  Fazenda  Prdro  de  í^oiisa  Pereira, 
em  íiue  II  accusa   de  prejudicar  esta  na  ai'reniatação  dos  dizinios. 

Lisl)oa.    i  li  de  Janeiro  de   ICiSI!.  l.."i.'>7 

CAirr.vs  (2)  dos  ofliciaes  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro,  rcdalivas  ás  obras  do  enca- 
namento das  aguas  do  rio  Carioca. 

Rio  de  Janeiro,   21    de  junho  de   1(586   e  12   de  junho  de  UúST. 
7V'Hí  anncra  iniia  informação  do  Governador  do  llio  de  .Janeiro  João  Fiir- 
tiiiUi   de  Meiíiloiica.  sobre  a    iiii ]>oi  l(íiii-\a   dns   reiíditiieiiloK   eonsif/niidos  a   esla. 
obra.  IS>'}'Á — l.rjfiO 

Ri:iM:i:si:Nr.v(;.\o  dos  officiaes  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  estes  se  queixam 
dos  cai)itães  e  ])essoal  das  guarnições  dos  navios  de  guerra  que  entravam 
no  porto  daípiella  cidade,  se  negarem  a  iiagar  direitos  dos  vinhos  que  le- 
vavam. 

Lisboa,  2r.  de  junho  de  l(iS6.  l.-'(U 

IXFOi!.\rAc Âo  do  Provedor  da  P^azenda  sobre  a  representação  antecedente. 

Rio  de  .lanoiro,  22  de  junlio  de  IfiST.  (Anne.ra  ao  n.  ^S>i>\  ).  ^  .'>('> 2 

CoNsi'i/r.\  do  Conselho  Ultramarino,  sol)re  o  ])agamento  que  Darid  (íodeffroi  exigia 
l)ela  sua  charrua  A".  »S'.  do  Livramento,  que  o  Governador  D.  Manoel  Lobo 
lhe  tomara  i)ara  n"ella  ir  estabelecer  a  nova  Colónia  de  Buenos  Ayres. 

Tiisboa,   !)   de  setembro  de  IfiSí!.  l.ilGíí 

CoNSC[.T.\  do  Conselho  Ultramaiino,  lavoravel  á  licença  que  recpierera  João  Uodri- 
(/ucs  de  Mesquita  em  nome  de  seu  enteado  Franci.seo  Barbosa  Vier/as.  i)ara 
este  i-egressar  da  Colónia  do  Sacramento  ao  Reino. 

Lisboa,  1?)  de  setembro  de  1086. 

Tem  anne.ra  a  portaria  pela  qual  lhe  foi  concedida,  a  licença,  por  trcs 
annos.  1.'>(\4 — l..")6r) 

Coxsri.i'.\  do  Conselho  lUti^amarino,  sobre  a  proposta  fiue  tinham  apresentado  Bal- 
Ihazar  Dias  de  Peralta.  l>o)nin(ios  Cordeiro  e  Amaro  Comes  pai'a  a  explora- 
ração  de  minas. 

Lisboa,  6  de  novembro  de  1686.  1.566 

Coxsri.i  A  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  representação  dos  Religiosos  do  Cainio 
do  Rio  de  Janeiro,  em  que  pediram  que  nenhuma  construcção  se  fizesse  no 
rocio,  (pie  ficava  em  fronte  do  seu  convento, 
l^isboa,   6   de   novembio   de   16S6. 

Tem  anne.ra  a   iiortaria  iiela  (jual  foi  deferida  a  referida   reprcítentacâo. 

1.567 — 1.568 


172 


Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  áierca  das  informações  que  enviara  o  Gover- 
nador do  Rio  de  Janeiro  João  Furtaria  (Ir  Mendonça,  relativas  ao  soccorro 
da  Colónia  de  Sacramento  e  ao  encanamento  das  aguas  do  rio  Carioca. 
Lisboa,   S   de   novembio   de    KiSC. 

"(1  (^onernador  do  Kio  ile  Janeiro  /íkti)  Furtado  de  Mciidoncn.  por  carta  ile  jí  do 
junho  deste  aiino  dá  carta  a  V.  M.  em  eoino  cliec/ára  aquclla  praça  cm  ig  de  abri!,  com 
-;  dias  de  viagem  e  que  n  22  tomara  i^osse  do  gouerno,  achando  aqitelle  pouo  com  a  opressão 
da  falta  dos  mantimentos,  que  a  occaziona  os  que  todos  os  annos  se  costumão  mandar  de 
soccorro  ao  Prezidio  dh  Colónia  do  Sacramento,  e  se  fazia  mais  sensivel  este  damno  a  todos 
os  moradores  daquella  Capitania,  vendo  que  delle  lhe  não  rezultava  a  menor  utilidade,  porque 
os  castelhanos  de  Buenos  Ayres,  segundo  as  noticias  que  tinham,  em  nenhuma  fórm<a  permctião 
o  mais  leve  commercio  para  aquella  parte,  nem  davam  esperança  de  que  o  podessem  consentir 
em  nenhum  tempo,  e  assi  nem  aqviclle  Povo,  nem  a  fazenda  Real  de  V.  M.  tiraua  de  se 
conseruar  aqiielle  Prezidio  conueniencia  alguma,  antes  delia  se  fazia  todos  os  annos  a  con- 
siderauel  despeza  de  6:3oo$ooo  rs.  e  os  soldados,  que  assistião  naquella  ]"ortaleza,  ainda 
sendo  soccorridos  com  toda  a  pontualidade,  se  hião  passando  muitos  para  o  serviço  de  C;is- 
tella   e   brevemente    se   cxtinguirião    quasi    todos   pelo    continuo    discoinodo,    com    que    ])assavão 

pelos  grandes  que   os  Castelhanos  lhe   of fereciãn " 

1.5G0 

Coxsri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  imi)Ossibilidade  que  tinha  a  Fazenda 

Real  de  ocoorrer  ás  despezas  dos  dois  novos  patachos,  destinados  a  guardai' 
a  costa  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  S  de  novembro  de  IGSG.  l..^)70 

Relação  de  todos  os  rendimentos  da  Fazenda  Real  na  cidade  do  Rio  de  Janeiro. 
S.  d.   (1686).  (Annexa  ao  n.  A.íuO). 

Do  contrato  dos  dízimos,  (arreiíuitado  por  Manoel  Pacheco  Callieiros)  —  S.6('ifi$6(.('i: 
do  contrato  das  Baleias,  (arrematado  por  Manuel  Cardoso  Leitão),  4.26o$ooo  rs. ;  do 
rendimento  das  meias  annatas  dos  officios,  ioo$ooo  rs;  do  rendiir,<ento  da  Chancellaria, 
2o$ooo;  do  contrato  do  subsidio  (arrematado  por  António  Rodrigues  Tourinho  e  Thomc  da 
Silva  e  destinado  ás  despezas  da  Infantaria) — 2.5oo$ooo  rs. ;  do  contrato  da  aguardciiie  da 
terra  (arrematado  por  Manuel  J.upcs  Pereira)  ^i^ofimo  rs. ;  do  contrato  do  sal,  5or;$o<io  rs.; 
do   novo   imposto    sobre   ;i    aKn.irdcnle,   .inciifucHi    rs. ;    tiit:il,    i  íi.S-(>5;i,(i6    rs. 

i.r.71 

RflaçÃo  da  despeza  da  Fazenda  Real,  na  cidade  do  Rio  de  Janeiro. 
(Anne.ífí  ao  11.  1.570). 

"Ao  (lovcrnador  da  Praça,  vigários,  coadjuctorcs,  conventos,  officiaes  da  Fazenda,  ctc, 
3.77'$'2o;  ao  Bispo,  i.ooo$ooo  rs.;  ordinária  das  dignidades  e  cónegos  da  Sc,  i  :336$92o  rs. : 
para  a  moradia  do  Bispo,  i2o$ooo  rs. ;  ao  alcaide  mór  da  cidade.  Visconde  de  Asscca,  2o?ooo; 
Armazéns  da  fabrica  da  Fazenda  Keal,  32$ooo  rs. ;  despezas  n^eudas,  loo^ooo  rs. ;  aos  officiaes 
maiores    c    soldados    de    Infantaria    do    Prezidio    da    cidade    do    Rio    de    Janeiro,    c    aos    <las 

fortalezas,    3.f)94$i4o    rs. ;    total     io.o7.4$iSo    rs " 

l..-,72 

CovsiM.TA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  de  uma  rei)rescntagão  dos  oITiciaes  da 
Camará  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  se  queixavam  do  Bispo  D.  Josr  de  Barros 
dr  Alarcão  continuar  a  residir  na  villa  de  S.  Paulo. 
]>isboa,  14  de  novembro  de  1686. 

"Os  officiaes  da  Camará  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro  em  carta  de  2r,  <lc  jiniho  di-  ■ 
anno.  ía/em  prc/nile  a   \'.   .M.   ,•111  como  o   Mispn  /).  José  de  Harros  de  Alarcão,  assiste  na  vill.i 


173 


ilc  S.  Pau7o  á  ni.-iis  ilc  3  annus,  s-cm  liamn  111  iursuasões,  nem  rogos,  (|ue  o  possão  re- 
duzir a  (|uc  SC  rL-collia  para  a(|iiella  cidaile,  st-ndu  a  sua  ausência,  (sobre  causar  muitas 
desconsolações  náciuelle  Povo,  por  falia  dr  l'asliir)  tauza  i\q  que  a  Sée  não  esteja  forniada, 
nem  se  reze  n'ella,  nem  se  celclirini  os  officios  diuinos,  íiin  para  que  V.  M.  a  fundou, 
não    piidcndii    elles    alcanear   a    c;iusa    da    sua    retirada " 

1.573 

CoNsn.TA  do  Conselho  Ultianiarino  sobre  o  requerimento  de  Josr  Ramires  do   VaUe, 

em  que  pedira  o  cargo  de  medico  da  Camará  e  Prezidio  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,   IS  de  iiovemliro  de  1686.  1.r>T4 

CoNsri.TA  do  Consellio  Ultramarino,  sobre  a  petição  de  António  Pereira  (íalvão  em 
que  requeria  a  te  de  officio  de  seu  pae  ^ebastido  Itihciro,  {juc  (biraiite  muitos 
annos  servira  em  Pernambuco  e  no  Rio  de  Janeiro. 

Lisl)oa,  1í)  de  novembro  de  1686.  1S>~') 

CoNsn.iA  do  Conselho  rUiamarino,  acerca  da  re])resentação  dos  offieiaes  da 
Camará  do  Rio  de  .Janeiro  em  que  pediam  prorogação  do  ])raso  concedido  aos 
moradores  daquella  Capitania,  durante  o  cpial  não  poderiam  ser  executados 
nas  fabricas  dos  seus  engenhos  e  lavouras. 

Lisboa,  20  de  novembro  de  1086.  1.576 

PofriAiiiA  i)ela  qual  se  fez  mercê  aos  moradores  da  Capitania  do  Rio  do  Janeiro  do 
lhes  prorogar  i)or  mais  seis  annos  a  provisão  de  26  de  fevereiro  de  1G81,  que 
se  lhes  passara  ])ara  não  serem  executados  nas  fabricas  dos  seus  engenhos  e 
lavouras. 

Lisboa,  6  de  (lezeml)ro  de  1686.   (Annexa  ao  n.  l..")76),  1..577 

Coxsfi.TA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  dos  inconvenientes  que  apresentara  o 
(ioveinador  do  Estado  do  Brasil  para  ser  empregada  a  Fragata  Hanto  António 
de  Flores  na  fiscal isação  da  costa  do  Rio  de  Janeiro. 

T^isboa,  2!»  de  novembro  de  1686.  l..")78 

Coxsn.rA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  pagamento  de  ordenados  qne  requerera 
o  Ouvidor  geral  do  Rio  de  Janeiro  Thomé  de  Almeida  c  Oliveira. 

Lisboa,  9  de  dezembro  de  1686.  l.r)79 

Coxst;i,ta  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  á  ])rorogação  do.  i)raso  que  requerera 
■João  Corrêa  Xinienes.  Tabellião  do  Rio  de  .Janeiro,  para  effectiiar  o  seu 
casamento. 

Lisboa,  2  de  dezembro  de  1686. 

Tevi  annera  n  portaria  pela  qual  lhe  foi  proroijado  o  praso.  por  H/rt/.s 
í/o;.s   annofi.  1.580 — 1.581 


Coxsri.TA    do   Conselho   Ultramarino,    sobre   a   contagem    do   temi)o    de   serviço   de 
António  Megas  Corrêa,  que  estivera  prisioneiro  em  Buenos  Ayres, 
l^isboa,  17  de  dezembro  de  1686. 
Tem  annexa  a  respectiva  portaria. 


J74 


•• .  .  ..Aiitoiíiu  ricyiis  Coni-a  eslaiulo  sii-vimlo  a  \'.  M.  iki  Pinviíicia  ile  Ak-niujn.  ii:i  iita<,'a  iK  \'illa 
Viçoj-a  veio  para  esta  corte  com  licenica,  aomle  seiUmi  pracca  na  ( 'oinpanliia  de  cauallos  que 
se  formou  para  liir  em  companhia  do  (iovernailnr  iln  Rin  de  Jaiíeit-o  /'.  MaiiorI  Lobo  ]>ara 
a  nova  Colónia  do  Sacramento  o  qual  assento  se  lhe  fez  em  15  de  marj,!)  de  (178,  e  hindo 
com  effeito  e  estando  sernindo  com  toda  a  satisfação,  foi  U  nado  pri/.ioiíeini  a  Buenos  Ayres 
na    occazião   de    6    de   agosto   de    ()8o,    em    que    os   Castelhanos    ton.i;irào    aquella    fortaleza    por 

cntrepreza.  aonde   estcue  perlo  de   ,1   annos.   athe  março  de   63,   cnj  quei    foi    restitudida " 

1.582—1.58:'. 

Coxsx-i.TA  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  ao  re<]uerimento  em  que  Antonid 
Vicças  Corrêa  pedira  que  lhe  fosse  abaonado  o  soldo  correspondente 
ao  tempo  em  que  servira  na  colónia  do  Rio  da  Prata  e  aquelle  em  que 
estivera  prizioneiro  em  Buenos  Aires. 

Lisboa,  28  de  .ianeiro  de  l(i87.  1.584 

CoNsii.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  ajuste  dos  fretes  da  Charrua  de  David 
Godrffroy.  que  o  Governador  1).  Manuel  Lobo  havia  tomado  para  nella  oon- 
duzir  tropas  e  munições  para  a  Colónia  do  Rio  da  Prata. 
T^isboa,  4  de  março  de  1687. 

Tem,  annvjcos  dirersos  rcqiicriDiviifos.  prorisõrs  c  itiformaçõCN,  relaiifiOíi 
ao  mesmo  assumpto.  1.585 — 1.592 

CoNsii.T.v.  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  i)agamento  das  despezas  da  syndicancia 
que  se  fizera  a  ■lodo   Tarares   Uolddo. 

Lisboa,  10  de  março  de  1687.  1.50?. 

CoNSfi.TA  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  á  ])retensão  de  Manuel  Xinirs  Tdariha 
de  ser  isento  de  exercer  o  cargo  de  almoxarife  da  Fazenda  Real. 

Ijisboa,  18  de  março  de  1687.  l..")')4 

CoNstrr.TA  do  Conselho  Ultramarino,  relativa  ao  paganiento  dos  fietes  da  Charrua 
de  David  Godeffroy.  a  que  outros  documentos  anteiiore.^'  se  referem. 
Lisboa,  29  de  abril  de  1687. 

Tem  annexos   15   documentos  diversos,   relativos  ao  ajuste  e  liquidação 
dos  TQferidos  fretes.  1.595 — 1.610 

C.\i:t.\  do  Governador  .João  Furtado  de  Mendonça,  sobre  a  falta  de  gente  que  havia 

na  guarnição  na  Fortaleza  da  nova  Colónia  do  Sacramento  e  a  conveniência 

de  substituir  o  seu  Governador  Christorão  Ornellas  de  Abreu. 

Rio  de  .Janeiro,  4  de  junho  de  1687.  1.611 

I 

CxitiA  do  Governador  .João  Furtado  de  Mendonça,  na  <iual  informa  sobre  o  prejuízo 
que  poderia  resultar  de  correrem  na  Cai)itania  do  Rio  de  .Janeiro  moedas 
cerceadas. 

liio  de  .Jíineiro,  5  de  junho  de  1687.  1.612 

Cauta  do  Governador  do  Rio  de  .Janeiro  João  Furtado  de  Mendonça,  sobre  o  fabrico 
e  ((ualidades  dos  as-sucares  e  a  difficuldade  que  havia  de  marcar  a  fogo  as 
í-aixas,  com  a  indicação  dos  engenhos  em  (|uo  fossem  labricados. 

Jíio  fie  .Jaiíeiío  de  1687.  1.G13 


175 


lNi-oi!M.\(;Ão  do  Ouvidor  Geral  Tlioiné  de  Almeida  de  Oliveira,  sobre  a  desvantagem 
da  couservagão  da  nova  Colónia  de  Buenos  Ayres. 
Rio  de  Janeiro,  ITi  de  junho  de  1687. 

"l'nr  (.-.•iita  de  -'3  ilc  março  ilcsle  iirezcnte  anuo.  foi  servido  niaiidar-mc  L->(.-rc-vfr  V.  j\l., 
qiic  iiif.irinassf  cum  toda  a  miudeza  e  circumstancias  que  podião  auer,  sobre  a  couseruação  da 
noua  C'oli)iiia  do  .Sricramciilo  assi,  das  conueniencias  delia,  coiiío  dos  iiicommodos,  ((uc 
cau.sasse,  assi  ao  coii..  iu  rcio  que  podião  ter  os  vassallos  de  V.  M.  como  á  dimiiuiição  ile  .Sua 
]<eal  fazenda,  e  do  que  acliasse,  entendesse,  neste  particular,  fizesse  liuma  verdadeira 
informação,  não  omitlindo  nenhuma  leue  eircunislaneia,  porque  tudo  era  muito  importante 
com    o    mais    que    se    declara    em    ditta    ordi'm. 

'l'ralei    lo^o    i-oiii    tnil,]    1,    c-uidado    e    diligencia    de    saber    de    pessoas    (pie    tinh.ão    p.t^sad'! 
áquclla   parte   e   de   oiilras    (|mc   mr    iiarecerão    desinteressadas. 

E  aelui  (|ne  na  forma  em  (|ue  hoje  se  governa  a  nova  Colónia  não  será  de  nenhum 
lucro,  nem  avanç"  a^si  á  fazenda  de  V.  M.,  como  utilidade  a  seus  vassallos,  mas  antes 
(k-  muitos  custos,  assi  a  V.  M.,  como  de  detrimento  a  estes  moradores,  cm  razão  de  que 
nãn  ha  coinmercio  com  o.s  moradores  de  Buenos  Ayres  pella  cau.sa  de  <pie  o  Couernador 
Christorão  d'Oriiclhif  nfuj  consente  que  o  aja,  querendo-o  só  para  si,  no  que  conside- 
rauão  pois  se  tinha  de  tal  sorte  congraçado  com  o  de  Buenos  Ayres,  com  estreita  ami- 
zade e  correspondência  de  tal  sorte,  que  ambos  fazião  o  seu  negocio  e  para  o  pouo  era 
tão  prohibido  da  parte  do  (iouernador  castelhano,  que  tinha  nisso  toda  a  vigilância 
e  da  do  de  V.  M.  que  lhe  fazia  auizo,  quando  ocultamente  hião  os  Portuguezes  fazer 
algum  negocio,  ccnno  succedeu  na  ocasião  em  que  hia  hum  lanchão  escondidamente  (como 
em  outra  parte  se  auia  feito)  e  auizar  o  dito  Ciovcrnador  ao  outro,  de  modo  que  foi 
ton-.udo  pelos  castelhanos,  em  que  derão  muita  perda  aos  interessados,  o  que  fez  desanimar 
a  todos,  e  assim  aos  que  lá  rczidem,  como  a  estes,  que  este  pouo,  pois  indo  a  embarcação 
com  tanto  segredo,  lhe  ser  tomada  por  auiso,  e  também  pello  niáo  trato  do  dito  Governador 
com    os   soldados,    que    todos    desejão    ver-se    fora   dellc. 

Tambenv  me  informarão  que  na  parte  donde  está  a  dilla  fortaleza,  não  ha  de  con- 
ueniencia  ao  conimercio,  por  ficar  muito  ]ieito  de  Bvienos  Ayres,  donde  assiste  o  (Jouerna- 
dor  e  que  de  muita  utilidade  fora  o  fazer-se  huma  pouoação  ou  no  sitio  do  Maldonado,  ou 
no  do  Montivideo,  jjor  ficarem  distantes,  mais  para  a  nossa  vizinhança  cn?  terras  muito 
abundantes  de  gados,  lenhas,  agoas  e  pescado,  e  sobre  tudo  adonde  podião  uir  os  Castelha- 
nns  a  eniiti.-ilar  sem   ser  consentidos  jKjr  afastados  e  os  vassallos  de   V.    M.   com   mais  largueza. 

\)'\yx\\\  muitos  que  juira  esta  nova  pouoação  fora  necessário  uirem  cazaes  de  Portugal, 
mas  cu  digo  que  sem  esses  grandes  gastos,  que  V.  M.  pode  mandar  fazer,  remediarei  eu 
com  naturaes  desta  cidade  e  seus  limites,  com  muitos  degradados  que  para  essa  parte  pos- 
so mandar  e  com  muitos  vagabundos  que  aipii  ha  de  todo  o  género,  machos  e  femiaes,  assi 
brancos,  como  mulatos  e  de  outras  castas,  que  para  os  ijrincipios  desta  operação  podem 
seruir,  porque  depois  de  auer  alguma  forma  de  pouoação  se  hade  nuular  muita  gente  por 
'  buscarem  remédio  a  sua  pol)reza,  de  que  he  a  gente  muita  e  nad?  se  fica  perdendo  neste  pouo. 

As  noticias  do  (jue  tenho  ditto  sobre  o  Gouernador  Chrisíovão  d'Ornelhis  derão  todos 
os  (|ue  uierão  no  soeurro  em  o  mes  de  abril,  deste  prezente  anno  e  jjara  e:«aminar  esta  cer- 
teza, era  necessário  passar  eu  em  pessoa  á  ditta  noua  ("oloiiia,  como  também  jiara  informar 
a  V.  M.  com  toda  a  verdade  sobre  os  sitios  qvie  aiKintei,  por  andar  a  verdade  algmn  lauto 
escondida. 

Colónia  não  ha  occazião  se  não  para  Janeiro  cpie  ueiu, 
I,  1111  i)r)(le  ordenar,  nos  iirimeims  uaiiios,  ([Ut!  do  Porto 
I  cbeRaibi,  ou  liiis  <.[w  eo^tuinão  lofjo  uir  dessa  ("ôrte, 
ao  ditto  (lovernador  ]jara  que  eu  lhe  tome  rezidencia, 
cauza  de  tantos  desseruiços  e  inconuiiodos  á  Real  fazenda 
de  V.  M.  e  com  toda  a  uerdade  faça  informação  de  tudo  o  que  achar  assim  de  commodo, 
como  lie  ineonuenieueia,  assim  de  eon-ervação,  como  momentâneo,  e  o  farei  com  tal  desin- 
teresse,   (pie    possa    \'.    M.    mandar    tomar    verdadeircj    acordo    e    melhor    acerto " 

1.614 

Co.Nsii.T.v  do  Conselho  intramarino,  contraria  á  recondução  de  João  Tavares  Roldão, 
no  posto  de  Tenente  de  Mestre  de  Campo  General,  de  que  fora  jirivado,  em 
virtude  da  devassa  a  que  se  jn-occdera  depois  de  ter  teniiinado  o  seu  .s^overno 
da  Caiiitania  do  Rio  de  .laneiro. 

Lisboa,  .1  de  setepil)ro  de  1687.  1-61Õ 


P.ar: 

poder 

eu    iia-sar    .á    ililt;i 

tempo    em 

(lue    V. 

M.    já    infoniiad 

eostumãij 

]>artir, 

leiHiis    .lesta     írot 

in,-uiilaiHli 

\',     M. 

sueeessor,    logo, 

syndicaiK 

o    <le   lui 

o  0  mais  que  he 

176 


CoNsri.TA  do  Cunsellu)  rUraiiiariíio,  áiena  da  intorniayão  (lue  dera  o  Governador  do 
Kio  de  Jaueiro  sobre  o  prejuízo  que  poderia  causar  á  Capilauia  o  curso  das 
moedas  cerceadas. 

Lisboa.  27  de  setembro  de  ItíST.  I.CIG 

CoNsn.iA  do  Conselho  ntraniarino  solire  a  falta  de  gente  (pie  havia  na  nova  Colónia 
do  Sacramento  e  a  conveniência  de  substituir  o  seu  Governador  Clnistovão 
(ronwllas. 

Lisboa,  30  de  setembro  de  1687.  1.617 

Co.Nsii.r.\   do  Conselho  1'ltramarino,  relativa  á  devassa  de  residência  do  Ouvidor 
geral  do  Hio  de  .Janeiro  João  ãe  Sousa. 
Lisboa,  10  de  outubro  de  1687. 

Tem  anneros  os  relatórios  do  Conselheiro  Bento  Teixeira  de  í<aU1(tnli(i  e 
lio  Ouvidor  syndivaiite  Tliomc  de  AJ)neida  e  Oliveira  sobre  a  mesma  devassa. 

1.618—1.620 

Co.Nsn/rA  do  Conselho  Ultramarino  acerca  da  devassa  que  tirara  o  Desembai'gador 
Belchior  da  Cunha  Biochado   sobre  os  assassinatos  do  Alcaide-mór   do   Rio 
de  .Janeiro  Pedro  de  Sousa  Pereira  e  Martinho  da  Silva. 
Lisboa,  29  de  outubro  de  1687. 

Tem  annexa  uma  certidão  do  Escrivão  Manuel  da  Fonseca  Carneiro,  rela- 
tiva ú  prisão  dos  criminosos  e  sequestros  de  seus  hens.  1.621 — 1.622 

Co.Nsii.TA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  representação  dos  oFficiacs  da  Ca- 
mará do  Rio  de  Janeiro  contra  a  pretendida  isenção  de  direitos  dos  vinhos 
que  levavam  para  o  Rio  de  .Janeiro  as  nãos  de  guerra  que  ali  aportavam. 
Lisl)oa,  õ  de  novem])io  de  1687.  1.623 

CoNsii/iA  do  Conselho  tTJtraniarino  sobre  a  petição  de  João  Alvares  de  Sousa,  em 
que  solicitava,  ])or  mais  três  anãos,  a  serventia  do  officio  de  Tabellião  de  notas 
do  Rio  de  .Janeiro. 

Lisboa,  5  de  novembro  de  1687. 

Tem  annexa  a  respectiva  portaria  de  mercê.  1.624— J.C2."i 

Co.Nsri.TA  do  Conselho  Ultramarino  favorável  á  soltura  do  advogado  do  Reino  de 
Angola  Manuel  de  Moraes  Frazão,  preso  no  Rio  de  .Janeiro,  em  virtude  do  pro- 
cesso que  lhe  moveram  o  Governador  do  mesmo  Reino  João  da  Silva  e  Sousa 
e  o  Ouvidor  João  Teixeira  Leitão. 

Ivisboa,  17  de  novembro  de  1687.  1.626 

("oNsri.TA  do  Coní-elho  Ultramarino  favorável  á  concessão  de  ajuda  de  custo  'pu- 
l)edira  Luiz  Barhulho  Bezerra,  ca|)itão  da  Capitania  de  Cabo  Frio. 

lJs1)oa,  7  de  janeiro  de  16SS.  1.627 

CoNsri.TA  do  Consellio  CltraiiKirino  solu'»-  o  rc'|iuMÍnionto  de  Taiíz  Triles  Itarreln, 
I)roi)iiotario  do  olljí  io  de  .luiz  dos  Órfãos  da  Capilania  do  liio  de  .íaucirn,  cm 


177 


que  pede  licença  para  servir  o  me?nio  cargo,  sem  embargo  de  estar  solteiro. 

Lisboa,  12  de  janeiro  de  1687. 

Tem  aviwxa  a  respectiva  portar  ia  c  uma  informarão  de  Duarte  Teixeira 
Chaves.  1.628—1.630 

CoNsiLTA  do  Conselho  ritraniarino,  scbic  o  pagamento  de  soldos  do  Tenente  de 
Cavallos  da  guarnição  da  Colónia  do  Sacramento  Bartholomeu  Sanches  Xará, 
(|uc  este  vencera  dui-ante  o  temiJO  em  que  estivera  prisioneiro  em  Buenos 
Ayres. 

Lisboa,   28  de  janeiro  de   16SS.  1.631 

C.\KTA  de  Domingos  de  Brito  Peixoto,  residente  na  villa  de  Santos,  em  que  expõe  ao 
Rei  a  sua  pretenção  de  povoar  a  Lai/una  e  se  offerece  ao  seu  Real  serviço. 

Santos,  10  de  fevereiro  de  1688. 

Tem  á  margem  e  no  verso  as  informações  fios  Procuradores  da  Fazenda  e 
da   Coroa  <•  o  parceer  do  Conselho   Ultramarino. 

"Hum  v:iss;ill<i  de  \'.  .M .  iiioiailor  na  villa  ilc  .Sanctos,  que  iiiuia  abastado  de  l)ens, 
com  2.O00  cruzados  de  renda,  aparentado  com  as  melhores  famílias  desta  Capitania,  me  ani- 
mei a  querer  fazer  a  conqiiis'a  da  Laguna,  terras  :nuito  férteis  e  abundantes  de  pescado 
e  carnes  e  para  a  mais  lavoura,  con'.>  a  uizinhança  das  de  Buenos  Ayres;  donde  me  parece 
auerá  niayores  aueres;  pelo  que  me  rezolui  a  fazer  duas  embarcaçones,  huma  que  perdi 
aucrá  já  14  annos,  outra  em  que  de  prezente  vou  á  minha  custa  com  meus  filhos,  parentes 
e  amigos,  com  desígnio  de  mandar  fazer  deligencia  por  prata,  porque  por  alguns  signaes 
intendo   não   faltará. 

Se  bem  que  he  necessário  o  poder  de  V.  M.  a  quem  me  recorro,  i)ara  que  permita  dar 
a  mão  a  este  humilde  vassallo,  que  com  animo  de  bom  Portuguez  quer  adiantar  o  nome  de 
\'.  M.  em  tan."  remotas  partes,  e  também  a  propagação  da  Fée  catholica  para  o  que  leuo  hum 
religioso  de  Santo  António,  e  para  o  anno  faço  de  conta  mandar  buscar  três  e  do  progresso 
i|ue  tiuer  nesta  conquista  eide  dar  conta  a  V.  M.  por  uia  do  Desembargador  Thomé  de 
.1 /incida   c   Olitcira,   (Juuidor   geral    desta   repartição,    e   me   offereço   ao    Keal    Seruíço    de    V. 

M.     para     mayores    cmprezas '. " 

"Ao  Conselho  parece  que  V.  M.  deue  de  mandar  estranhar  ao  Ouuídor  rezoluer  com 
tam  pouca  consideração  huma  matéria  tam  graue  c  de  tantas  consequências,  arrogando 
a  si  a  jurisdição  que  lhe  não  pertence,  deixando  de  dar  parte  ao  (jovernador  Geral,  para  que 
considerada  eíta  niatcria  a  fizesí-e  primeiro  prezente  a  V.  M.  para  rezoluer  o  que  mais 
conueniente  fosse  a  seu  Keal  seruiço;  c  he  outrosi  de  parecer,  ordene  V.  M.  ao  Gouernador  do 
Kio  lie  Janeiro,  como  também  ao  (íouernador  Geral  do  Brazil  suspendão  a  execução  deste 
negocio,  e  informem  com   o  seu  parecer  sobre   esta  matéria,  dando  as  razões  de  conveniência 

e  as  que  pôde  hauer  de  impedimento  para  se  fazer  a  noua  pouoação " 

1.632 

C.MiiA  do  Ouvidor  Geral  Thomé  de  Almeida  e  Oliveira,  em  que  communica  os  pro- 
jectos de  Domingos  de  Brito  Peixoto  e  o  auxilio  (lue  lhe  prestara. 
Rio  de  .Janeiro,  26  de  maio  de  168'8. 

"  Dou  a  \'.  M.  eonta,  que  estando  na  villa  de  Santos,  em  correição  me  deo  noticia  o 
eapiíão  lhiiiiiiiiii'S  de  tirito,  morador  na  dita  villa,  que  hia  pouoar  a  Laguna,  parte  m.nis 
vizinha  a  Maldonado,  porquanto  queria  fazer  alguns  descobrimentos  de  prata,  que  já  tinha 
noticia,  por  ter  já  postos  alguns  curraes,  c  eu  o  ajudei,  com  o  que  lhe  foi  necessário,  e 
alguns  cazaes  que  logo  leuou  para  a  dita  pouoação,  e  a  induza  escreue  a  V.  M.  para  que 
mereça  o  animal-o  ao  seu  intento  pois  hadc  ser  de  muita  utilidade  esta  pouoação. 

Também  os  moradores  da  Ki7/n  di;  .Sorocaba,  que  fica  30  legoas  da  de  S.  Paulo,  pello 
'crtão,  qucrcui  fazer  entrada  em  Villa  Kíca  e  Cidade  de  Xeres,  c  uercm  se  podem  commertcar 
com    os    Ca.ste'hauos    daqitellas    parte,    p.Tia    melhorarem    as    que    uiucm    pobros,    ao    iiie    09 

1.6  23 


178 


aiiiiix'i,   a    qiic   ainanln-ss^iin    cm    o    soruiçci    ile   V.    M.,    ijnc    luiiào   de    sir    iircniiados   c    lição    de 

distancia    da    dila    villa    s    semanas    de    caniinlm " 

1.633 

Co-Nsn.TA  do_  Conselho  Ultianiaiino,  acerca  do  requerimento  em  qne  D.  Angela  '?«' 

Mendonça  pedia  licença  jiara  nomear  serventnaiio  do  olficio  de  Tabellião  de 

notas  do  Rio  de  Janeiro,  durante  a  menoridade  de  seu  filho  Julião  lUiiu,icl. 

Lisboa,  23  de  janeiro  de  168S. 

Tvm   aiinrsa  a    rcsprctira   portaria    ilc   //cc/írrt.  1.634 — 1.635 

Co.Nsri.iA   do   Conselho   Ultramarino,    sobre   a   i)etição   em   que    I(/iiavíu   (lo    i^ilrrirn 
MUa   Lobos    solicitava    autorisação      para      Luiz    Lopes    Pegado    exercer    o 
seu  otficio  de  Escrivão  da  Fazenda  Real  e  contos  do  Rio  de  .Janeiro. 
Lisboa,  23  de  fevereiro  de  1688. 
Tem  annexa  a  7-espcetiva  porfaria  de  lieciiça.  1.636- •1.6jT 

CoNsri.T.v  do  Conselho  Ultramarino  favorável  ao  cancellamento  da  nota  qne  se 
lançara  no  assento  de  António  Cordeiro,  filho  do  Cai)itão  João  Cordeii'o.  por 
se  ter  ausentado  da  Colónia  do  Sacramento,  onde  servia. 

IJsboa,  2S  de  fevereiro  de  1688. 

Tem  aniie.rod  respectiva  iwrtaria.  1.638 — 1.630 

CoNsri.iA  do  Conselho  Ultiamaiino,  sobre  o  ])iovimento  do  cargo  de  cirurgião  da 
Pi'aça  da  nova  Colónia  do  Sacramento,  a  que  eram  concorrentes  Manuel  de 
Oliveira  de  Sousa.  Manuel  Rosado.  Jacinto  Pinto  Pereira.  Bento  Dias  de 
Almeida.  Francisco  Levaflor.  João  Freire  de  Andrade  e  Tliomaz  Duarte,  cujas 
habilitações  e  serviços  se  acham  relatados  na  mesma  consulta. 

Lisboa,  4  de  março  de  1688. 

Tem  annexa  a  proposta  graduada  do  Cirurgido-mijr  e  á  margem  o  seguinte 
despacho:  "Nomeo  a  Manud  dr  Ol!r<'ira  de  Sousa.  Lisboa,  5  de  março  do 
1688." 

1.640—1.641 

CoNsui-TA  do  Conselho  Ultramai'ino,  sobre  o  ])rovimen(o  do  cargo  de  Secietario  do 
Estado  do  Rio  de  .Janeiro,  a  (pie  eram  concorrentes  l^raiicisco  Monteiro  Voellio 
e  Manuel  Tavares  1'oldão.  cujos  serviços  se  acham  relatados  na  mesma 
consulta. 

J.,isboa,  13  de  março  de  1688. 

Tem  á  margem  o  segtiinie  despacho:  "Xomeo  para  Seci'etario  do  Estado 
do  Rio  de  .Janeiro,  por  tenii)0  de  ti-es  annos  a  Francisco  Monteiro  Coelho. 
IJsboa,  16  de  nifrço  de   HiSS."  1.042 

])i:ciirro  i)elo  cpial  se  oi-denou  tpie  os  regimentos  dos  Secretários  do  Estado  das 
Conquistas  se  fizessem  em  conformidade  com  o  do  Secretario  de  Pcrnaml)uco 
e  as  modificações  es|)ecialmente  indicadas  para  cada  um. 

Ivisboa,  S  de  março  de  1688.   (Anne.ro  ao  n.  1.642).  1.6|:', 

Nota  das  alterações  que  se  deveriam  introduzir  nos  regimentos  dos  Secretários  do 
Reino  de  Angola,  do  Maranhão  c  do  Rio  de  .Janeiro. 

Lisboa,  8  de  março  de  1688,  (Annexa  ao  n.  1.642),  1.644 


17D 

Poin.vKiA  i)ela  qual  se  íey.  inei'cê  a  Francisco  Monteiro  Coelho  do  cargo,  crendo  de 
novo,  de  Secretario  da  Cai)itania  do  Rio  de  Janeiro,  |joi'  ties  annos. 

Lisboa,   10  de  dezembro  de  1688.    {.Vnnc.io  (to  ii.  1642).  1.61;") 

Co\si'i.T.\  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  ao  pajíamento  dos  soldos  de  Andrr 
■lutlo,  furriel  da  companhia  de  cavallos  do  Presidio  úi\  cidade  do  Sacramento, 
durante  o  tcmi)o  que  estivera  prisioneiro. 

]>isl)oa,   17  de  março  de  1688.  1.G16 

Co.Nsn.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  aequisiyão  de  paramentos  e  alfaias 
para  a  Sé  do  Rio  de  Janeiro. 

J^isboa,  8  de  abril  de  1688. 

Tc7n  anncvos  um  aviso  régio  e  a  relerão  dos  ixirauientos  c  alfaias,  requi- 
sitados  pelo   Vahldo   do   Itio   de  -laueiro.  1.647--l.e4í) 

Caiíia  do  Ouvidor  geral  do  Rio  de  Janeiro  Thonié  de  Almeida  e  Oliveira,  em  que 
participa  o  assassinato  de  Pedro  de  Sonsa  Pereira  e  as  diligencias  que  em- 
l)regara  pai'a  i)render  os  criminosos. 

Rio  de  Janeiro,  22  de  maio  de  1688. 

Tem  anncxa  uma  consulta  do  Conselho  Ultramarino  relativa  á  respectiva 
devassa.  1.650— 1.C51 

Caiíta  do  Ouvidor  geral  Thonié  de  Almeida  e  Oliveiía,  em  que  partici|)a  ter  feito 
correição  nas  villas  da  sua  jurisdição  e  accusa  o  Bispo  1).  José  de  Barros  ãe 
Alarcão  de  commetter  graves  irregularidades. 

Rio  de  Janeiro,  26  de  maio  de  1688. 

Tem  annexa  unia'  consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sohve  os  referidos 
assumptos.  1 .652 — 1.653 

CoNstM/rA   do   Conselho   Ultramarino,    sobre  o    provimenlo   do   posto   de   cai)itão   da 
Capitania  do  Cabo  Fiio,  a  que  eram  concorrentes  António  Vaz  Tinoco  e  Luiz 
BaihalJio  Bezerra,  cujos  serviços  se  encontram  relatados  na  mesma  consulta. 
Lisboa,  17  de  agosto  de  1688. 

Tem  annexa  a  respectiva  portaria  e  á  margem  o  seguinte  despacho: 
"Nomeo  a  Luiz  Barbalho  Bezerra.  Lisboa,  17  de  novembro  de  1868". 

1.654—1.653 

Coxsri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  aprezamento  que  tinhão  feito  os  i)iratas 
ínglezes  da  Fragata  Xossa  Senliora  da  Conceição  e  Sailfo  A)itonio.  (piando  se 
achava  ancorada  no  i)orto  da  Colónia  do  Sacramento. 

Lisboa,  2  de  setembro  de  1688. 

Tem  annexos  um  officio  do  Governador  João  Furtado  de  Mendonça  fí 
outro  do  ouvidor  Geral.  1.656 — 1.658 

Co.Nsri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  dos  projectos  do  Capitão  Domingos  ãe 
Brito  de  povoar  a  Laguna  e  estabelecer  o  commcrcio  com  os  castelhanos  de 
Villa  Rica  e  Cidade  de  Xerez. 

Lisboa.  1  de  setembro  de  1688.  1.650 


180 


Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  as  informações  que  transmittira  o  Gover 
nador  João  Furtado  de  Mendonça  sobre  os  successos  da  cidade  de  Lima  e  de 
outras  do  Pení. 

Lisboa,  4  de  setembro  de  l(í88. 

Tem  annexa  uma  relação  das  cousas  mais  necessárias  para  o  soccorro  da 
Colónia  do  Socratnento.  1.660 — 1.661 

"Relacion  de  lo  sucedido  en  los  Reynos  dei  Perii  asta  oy  primero  de  diziembre  desto 
ano  de  1687,  que  remete  el  Padre  Procurador  General  de  Castella  Francisco 
de  la  Fuente.  desde  la  Villa  Imperial  de  Potassi  ai  Padre  Provincial  de  la  Pro- 
víncia de  Castilla  en  los  Reynos  de  Espana." 

(Annexa  ao  n.  1.660).  1.662 

Consulta  da  Mesa  da  Consciência  e  Ordens,  sobre  a  queixa  do  Bispo  do  Riu  de 
Janeiro  contra  o  Governador  João  Furtado  de  Mendonça;  por  este  ter  impe- 
dido a  visita  da  Egreja  de  Santa  Cruz. 

Lisboa,  12  de  outubro  de  1688. 

Tem  annexos  um  decreto  c  os  pareceres  do  Procurador  da  Coroa  c  do 
Conselho  Ultramarino. 

"  o  Bispo  (lo  Rio  ilc  Janeiro  reprezcntou  a  V.  M.  neste  Trilnmal  que  manilando  vi/ilar 
por  seus  vizitadores  a  Igreja  de  Santa  Crus,  erecta  pelo  Deseiubargador  Manuel  de  Sousa  </<• 
Almada,  Prelado  que  foi  naquella  Dioceze  e  vizitada  sempre  pelo  Ordinário,  lho  impedira  o 
gouernador  daquella  praça  Joam  Furtado  de  Mendonça,  niandando-a  fechar  e  recolhendo  a  si 
as  chaves,  com  fundamento  de  que  aquella  Igreja  era  dos  soldados,  feita  com  suas  esmollas: 
o   que   nunca   fora,'   nem   podia   ser   razão,   jiara   deixar   de   estar   sugeita   aos   vizitadores,   como 

sempre    esteve " 

1.663—1.66.-. 

Consulta  do  Conselho  Ultamarino,  sobre  as  correições  que  fizera  o  Ouvidor  Geral 
do  Rio  de  Janeiro  e  as  queixas  que  este  apresentara  do  máo  procedimento  do 
Bispo. 

Lisboa,  13  de  outubro  de  1688. 

Tem  annexo  um,  attestado  de  vários  moradores  de  S.  Paulo  sobre  o  zelo, 
prudência  e  serviços  do  Ouvidor  Thomc  de  Almeida  e  01iveÍ7'a.        1.666 — 1.667 

CoNsri.rv   do  Oons-ulho  Ultramarino  sobre  a  queixa  do  Bispo   do   Rio   de  Janeiro 

contra  o  Governador,  ])or  haver  impedido  a  visita  da  Egreja  de  Santa  Cruz. 

Lisboa,  6  de  novembro  de  1688.  (V.  documento  n.  1.663).  1.668 

CoNRi'LTA  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  á  consignação  da  côngrua  do  mestre 
de  ceremonias  da  Sé  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  S  de  novembro  de  16SS.  LG6!) 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  devassa  sobre  o  assassinato  de  Pedro 
de  Housa  Pereira. 

Lisboa,  15  de  dezembro  de  1688. 

Tem  annexos  vários  requerimentos  e  officios.  relativos  <io  mesmo  as- 
sumpto. 1.670—1.678 


é 

I 


181 


CoNsn.TA  (lo  Conselho  ntraiiiai  íikj,  sol)re  o  iJioviniento  do  cargo  de  Governador  da 
nova  Colónia  do  Sacianiento,  a  que  eram  concorrentes  D.  Francisco  yaprr 
(Ir,  Alrncdstre  e  Sebastião  ác  Castro  e  Caldas,  cujos  serviços  se  encontram 
relatados  na  mesma  consulta. 

Lisboa,  22  de  dezembro  de  1688. 

Tem  á  margem  o  seguinte  despacho:  "Nomeo  a  D.  Francisco  Xaper  de 
Aleucastre  n'este  Governo.  IJsboa,  4  de  janeiro  de  1689."  1.679 

Aviso  polo  qual  se  communicou  ao  Secretario  do  Conselho  Ultramarino  que  a  no- 
meação do  Governador  D.  Francisco  Xapcr  de  Alencastre  era  por  três  annos. 
Paço,  9  de  janeiro  de  1689.  (Annexo  ao  n.  1.679).  1.680 

Di:c  I!i:to  pelo  qual  se  fez  mercê  a  D.  Francisco  Xap<-r  de  Alencastre  do  goveino  da 
Colónia  do  Sacramento,  com  o  ])osto  de  Mestre  de  Campo. 

Lisboa,  1?.  de  janeiro  de  1689.  (Annexo  ao  n.  1.679).  1.681 

Rkgisto  da  fiança  aos  dii-eitos  que  dentro  de  um  anno  1).  Francisco  Xaper  de  Alen- 
castre deveria  pagai-  pela  referida  mercê. 

Lisboa,  14  de  janeiro  de  1689.  (Annexo  ao  n.  1.679).  1.682 

CoNsnnA  do  Conselho  Ultramarino,  relativa  ao  pagamento  dos  vencimentos  do 
Bispo,  cónegos  e  ministros  ecclesiasticos  da  Sé  do  Rio  de  .Janeiro. 

Lisboa,  10  de  janeiro  de  1689.  1.683 

Ai.vAii.v  régio  pelo  qual  se  determinou  que  nenhum  im]>edimento  ou  verba  se  i)Ozesse 
no  pagamento  do  ordenado  do  Bisi)o  do  Rio  de  Janeiro,  cabido,  mais  ministros 
ecclesiasticos,  fabrica  da  Sé  e  das  mais  egrejas,  e  que  lhes  fosse  pago  aos 
quartéis,  primeiro  que  outras  despezas,  sem  diminuição,  posto  que  a  hou- 
vesse no  rendimento  das  Baleias,  que  lhe  estava  consignado. 

Lisboa,   3   de  novembro   de   1687.    (Annexo  ao  n.   1.683).  1.684 

Rf-querimexto  do  Cónego  Gaspar  Ribeiro  Pereira  e  do  Mestre  Escola  da  Sé  do  Rio 
de  .Janeiro,  nos  quaes  pedem  o  pagamento  dos  quartéis  de  ordinária,  já 
vencidos. 

(Anncxos  ao  n.  1.6S3).  1.685—1.686 

Imoumaí  Ão  do  Procurador  da  l^''azeiida,  acerca  da  representação  dos  officiaes  da 
Camará  do  Rio  de  .Janeiro,  sobre  o  Donativo  para  o  dote  da  Rainha  da  Ingla- 
terra e  a  Paz  da  Hollanda. 

Usboa,  n  de  janeiro  de  1689. 

Tem  anncxas  a  representação,  uma  carta  do  Governador  João  Furtado  de 
Mendonça  r  a  minuta  da  respectiva  consulta  do  Conselho  Ultramarino. 

1.687—1.690 

Co.\si'i.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  representação  do  Cabido  da  Sé  do  Rio  de 
.Janeiro,  em  que  pedia  que  a  Camará  fosse  obrigada  a  forne«er  velas  aos 
cónegos  e  dignatarios  do  Bispado  em  todas  as  procissões  reaes. 

Lisboa,  11  de  janeiro  de  1689.  1.691 


182 


Co.Nsri.iA  (lo  Conselho  riliaiuaiiiu),  lavoíavol  á  petiyão  de  l)oinui<nis  Alvares  Fina. 
em  que  solicitara  licença  paia  noiuoar  serventuário  do  officio  de  Escrivão  da 
Fazenda  Real  e  Almoxarilado  olo  Rio  de  Janeiro,   do  que  era   proprietário. 

Lisboa,  25  de  janeiío  de  IGSÍ). 

Tem  anncxa  a  respectiva  portaria  de  licença.  1.602 — 1.693 


CoNsri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  provimento  do  posto  de  sargento-mór  da 

nova  Colónia  do  Sacramento,  a  que  fora  único  concorrente  Francisco  lliheiro. 

Lisboa,  26  de  .ianeiro  de  1689.  1.694 


Attkstado  em  que  os  sargentos-móies  .José  Corrêa  de  Moncada  e  Manuel  Xunes 
Leitão,  certificam  a  competência  de  Francisca  Riiíeiro  para  exercei-  o  posto 
que  requerera. 

Lisboa,  20  de  janeiro  de  1689.  1.695 


CoNSvi.TA  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  ao  pagamento  da  ajuda  de  custo,  que 
requerera  o  Governador  da  Colónia  do  Sacramento  D.  Francisco  Najicr  de 
Alencastre. 

Lisboa,  27  de  janeiro  de  1689.  1.696 


Co.xsri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  ajuda  de  custo  que  se  deveria  jiagar  a 
Francisco  Riheiro,  sargento-mór  da  Colónia  do  Sacramento. 

Lisboa,  10  de  fevereiro  de  1689.  1.697 

CoNsri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  em  que  Sebastião  Garcia 

pedia  o  cargo  de  gentil-homem  da  Artilharia  da  nova  Colónia  do  Sacramento. 

Lisboa,  17  de  fevereiro  de  168ÍI.  1.698 


Coxsrr.TA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  ajuda  de  custo  que  requerera  Matheus 
Pereira  Girão,  alferes  de  cavallos  da  Colónia  do  Sacramento. 
Lisboa,  28  de  fevereiro  de  1689. 
Tem  annexo  um  aviso,  relativo  á  partida  do  mesmo  alferes  para  o  Brasil 

1.699— 1. 700 

CoNsri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  á  ajuda  de  custo  que  solicitara  .S'c- 

bastião    Gareiu,    Gentil-homem    da    Artilharia    da    Colónia    do    Sacramento. 

Lisboa,  2  de  marco  de  1689.  1.701 

Co.\sui/rA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  devassa  sobre  a  lomadia  da  Fragata 
X.  .S'.  da  Co7icei(;ão  e  Imanto  António  itelos  i)iratas  inglezes  no  i)orl()  da  Colónia 
do  Sacramento. 

Lisboa,  9  de  niargo  de  J689. 

Tcw  annexos  dois  pareceres  do  Conselheiro  lii^nln   Tci.rcirn-  de   Saldanha 
e  lima  informarão  do  Provedor  da  Fazenda  António  <le  Moura.         1.702—1.705 


183 


IxioK.MAí  õi;s   do   Desembargador   Belchior   da   Cunha   Brochado   o  João   de   SeiMl- 
veda  e  Mattos,  relativas  á  devassa  sobre  as  afcusações  graves  que  fizera   o 
Governador  Duarte  Teixeira  ('liares  contra  o  Ouvidor  Anãré  da  Costa  Morei' a. 
Rio  de  Janeiro,  28  de  abril  e  Lisboa,  4  de  novembro  de  IGSÍJ. 

1.70G— 1.707 

Co.Nscr.iA  do  Consollio  ritiamariuo,  favorável  á  baixa  do  Capitão  da  Colónia  do 
Sacramento   Franciseo   Vcllio  Barbosa. 

Lisboa,  17  de  maio  de  16S0.  1.70S 

LMOKMArÃo  do  Desembargador  syndicante  Belchior  da  Cunha  Brochado,  acerca  da 

devassa  sobre  o  assassinato  de  Pedro  de  ffoiísa  Pereira  e  Martinho  da  •'■^ilva. 

Rio  de  Janeiro,   17  de  junho  de  1689.  1.709 

LvKOii.MAi  Ão  do  Provedor  da  Fazenda  Domingos  I'ereira  Fortes,  sobre  as  difficul- 
dades  da  transferencia  do  dinheiío  necessário  iiara  a  'ompra  dos  ornamentos 
da  Sé. 

Rio  de  Janeiro,  20  de  junho  de  1689.  1.710 

Ri;i'UKsr:M'A(  .\o  do  senado  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro,  sobre  o  pagamento  do  do- 
nativo estabelecido  para  o  dote  da  Rainha  de  Inglaterra  e  a  paz  da  Hollanda. 
Rio  de  Janeiro,  20  de  junho  de  1689. 

Tem  annexa  uma  earta  do  Governador  João  Furtado  de  Mendonça,  sobre 
o   mesmo  assumpto.  1.711 — 1.712 

T.vioií.AfAf  Ão  do  Desembargador  Belchior  da  Cunha  Brochado,  acerca  da  devassa 
sobre  as  accusações  graves  que  houvera  contra  o  Bispo  do  Rio  de  Janeiro 
D.  José  de  Barros  e  Alarcão. 

Rio  de  Janeiro,  24  de  junho  de  1689. 

Tem  annexa  a  informação  do  Procurador  da  Coroa  e  os  pareceres,  em. 
separado,    dos    membros   do    Conselho    Ultramarino.  1.71.3 — 1.721 

Cauta  do  Governador  D.  Francisco  Xa])er  de  Lancastro,  em  que  dá  diversas  in- 
formações, relativas  á  Colónia  do  Sacramento. 

Rio  de  Janeiro,  25  de  junho  de  1689.    fV.  doe  .  n  .  1726). 
Tem  annexa  a   respectiva  consulta  do   Conselho   Ultramarino. 

1.722—1.723 

Cakta  do  Governador  D.  Francisco  Xai)er  de  T^ancastro.  na  qual  informa  sobre  a 
causa  que  tivera  o  seu  antecessor  i)ara  não  permittir  ao  Bispo  a  visita  á 
Egreja  de  Santa  Cruz. 

Rio  de  Janeiro,  30  de  junho  de  1689.  (V.  doe.  n.  1727).  1.721 

CoNsiM-iA  do  Conselho  Ultramaiino.  sobre  a  petição  do  Piovincial  dos  Cai)Uchos 
de  Santo  António  da  Província  da  Conceição  do  Rio  de  Janeiro,  em  que 
solicitara  o  )iagamento  de  ordinárias  a  dois  religiosos. 

Lisboa,  14  dç  outubro  fie  1G89,  1.72o 


184 


CoNsii.TA  (2)  do  Couiíellio  Ultramarino,  áeerc-a  das  informações  nue  dera  o  Governa- 
.  dor  do  Rio  de  Janeiro,  sobre  a  Colónia  do  Saoramento  e  o  impedimento  que 
opposera  o  seu  antecessor  á  visita  da  Egreja  de  Santa  Cruz. 
Lisboa,  17  e  20  de  outubro  de  'ÍGS'.).  (V.  does.  )i.  1722  e  1724). 

1.726—1.727 

CoxsuLTA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  devassa  de  residência  do  Governador 
da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro  Duarte  Teixeira  Chaves. 
Lisboa,  29  de  outubro  de  16S9. 

Tem  annexo  o  pareeer  rio  Conselheiro  Bento  Teixeira  de  Saldanha. 

1.728—1.729 

Co.Nsi  LT.\  do  Conselho  intramarino,  relativa  ao  pagamento  do  donativo  para  o 
dote  da  Rainlia  de   Inglaterra  e  paz  da  Hollanda. 

Lisboa,  31  de  outubro  de  1689. 

Tem  (ninexa  a  provisão  regia  de  12  de  julho  de  1666,  relativa  ao  lan- 
çamento do  mesmo  donativo.  1.730 — 1.731 

Co.\sri/rA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  devassa  a  que  se  procedera  contia  o 
Ouvidor  Geral  do  Rio  de  Janeiro  André  da  Costa  Moreira  por  iniciativa  do 
Governador  Duarte   Teixeira  Chaves. 

Lisboa,  5  de  novembro  de  1689. 

Tein  annexo  o  relatório  do  Conselheiro  João  de  Sepúlveda  e  Mattos, 
sohre  a  mesma  devassa.  1.732 — 1.733 

Co.Nsii.TA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  devassa  (lue  se  tirara  do  Ouvidor 
Geral  do  Rio  de  Janeiro  o  Licenciado  João  de  >^ousa. 

Lisboa,  8  de  novembro  de  1689. 

Tem  annexo  o  relatório  do  Conselheiro  João  de  í<epulveda  e  Mattos, 
sohre  a  mesma  devassa.  1.734 — 1.735 

í^o.Nsri.i A  do  Conselho  Ultramai-ino,  relativa  ao  |)aganiento  dos  salários  de  Manuel 
da  Fonseea  ('arneiro  e  Manuel  de  MagalJiães  Maldonado.  Escrivão  e  Meirinho 
da  Alçada  da  devassa  de  residência  do  Governador  do  Rio  de  Janeiro  Duarte 
Teixeira  Chaves. 

Lisboa,   12  de  novembro  de  1689.  1.736 

Co.NsiTj.TA  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  á  licença  que  pedira  o  Capitão  de 
Infantaria  da  Fortaleza  da  Colónia  do  Sacramento  Domingos  Fernandes 
Guimarães,  para  ir  ao  Reino  tratar  da  sua  saúde. 

Lisboa,  28  de  novembro  de  1689. 

Tem   annexa   a  respeetiva  portarial  1.737 — 1.738 


CoA.SLi.iA   do  Conselho   UUramailno,   .sobre  as   informagões   que   tinham   enviado   o 

íJoveinador  e  Chanceller  da  Relação  do  Brazil  e  os  officfaes  das  Camarás 

(la  Bahia.  Pernambuco  e  Rio  de  Janeiro,  acerca  das  difficuldades  que  offe- 

recia  a  execução  da  ordem  logia  relativa  ao  levantamento  do  valor  das  moedas. 

Lisboa,  2  de  dezembro  de  1689. 


18' 


"O  Arlcl)i^|H)  (la  lialiia  mu-  i  sla,  kiii'<'I'"''i'iiIii  "  K^tailu  do  Brazil  cm  carta  ilc  ti  de 
;nllii)  (i\s;o  amio  dá  lonia  a  V .  M.  cm  onnii  lo^ci  tp-c  rçcclicra  a  ordfiii  sobre  o  levantamento 
í!a  nifi-,la  a  niaiidaia  an  ( 'liaiucllir  da  ls<Iai,am  para  (HK-  a  mandasse  puldicar  na  Chanccllaria, 
jaiii-ui  (K-  lai  maneira  ficara  lallada  a  ililla  ))nlilica(;ãi),  cpie  nenhuma  pessoa  tiuera  noticia 
dil'a;  c  (picrcndci  cllc  Arcebispo  maiidala  publicar  considerara  os  inconiienientes  que  se  se- 
gi!Íiiãii  de  SC  pidiHear,  por(p;ai]lii  nilla  mandaua  \'.  M.  que  toda  a  moeda  de  vintém  fará 
Mhia  1  iwuesse  no  '■olor  dei  hirado  na  iiie.uiui  ley,  e  nesta  parte  ^e  iiffcrec'a  a  dnuida,  de  qne 
na(|nellc  l-^slado  nã./  liania  ncidiimia  espécie  de  moeda,  ila  iiui-  nn  Iseyno  actualmente  corria 
j)or(iue  suposto  liovuicsse  alguma  da  fabrica  do  Reyiio,  como  erão  ,;  vinténs,  tostoens  e  6  vin- 
téns, ti}do  este  dinheiro  era  muito  antigo  e  corrião  os  ,;  vintcus  marcados  por  loo  rs. ;  os 
:irtiiens  c  ()  vinténs  m.are.ubis  por  joo  rs.  e  os  por  marear  por  X  vinténs,  e  ass.m  ficaua  em 
(i\nnd.a  se  \'.  M.  era  seruido  leuantar  esta  mocd.a  respectivamente  á  das  fabricas  nonas,  visto 
ter  já   tão  fír.-inde   excesso   no   valor  ;i   respeito   do   que   tiuera   na   sua   fabrica. 

Oue  na  j"  i)artc  da  ley  i)ertenec  as  moedas  da  fabrica  estrangeira,  mandaua  V.  M.  que 
toda  esta  corresse  por  pe.ai  á  razão  de  tostão  a  ontau.i,  e  nesta  forma  ficaua  como  moeda 
corrente,  c  nest;i  ])artc  ^e  offerecia  ;iinda  maior  duuida,  por(pianto  (piasi  todo  o  dinheiro 
daqui'!!.!  cid.ide  (íhiliiai  e  su.as  capitanias  consstia  nesta  casta  de  moedas,  e  ser  aly  esta 
mi;c(l.i  ccioiíi  n.acioual  di'  teni|M)s  muito  anlinos  e  ))arecia  grande  confusão  andar  com  nezos 
]),ira  tildo  o  coiixMcio  grosso  c  meudo  daquellcs  moradores,  de  mais  de  que  mandaua  V.  M., 
(pie  c-t:i  moeda  se  circulasse  e  divisasse  com  cspheras  para  evitar  o  cerceio,  datidodhe  niuy 
alto  valor  cxtrinsico,  convinha  a  saber:  a.s  [jatacas  de  4  outavas  e  meia  para  sima  640  rs.  o  as 
meias  i)atacas  o  de  .^.'o  rs..  e  sendo  a  in.iis  da  moeda  em  razão  do  cerceio  que  teue  de  4  ou- 
tauas  e  meia  athe  6  cm  leiído  a  pczo.  .liiala  (lue  a  tostão  a  outaua  ficaua  rezultando  em  liunia 
.grande  perda  dos  donos,  o  que  V.  M.  declara  na  ditta  ley  não  quer,  antes  pretende  só  a  uti- 
lidade de  seus  vassalios,  e  em  razão  destas  dnuidas  daua  conta  a  V.  M.  juira  mandar  dec'arar 
o  que  se  ha.uia  de  executar  c  no  entretanto  não  passara  a  mandar  ,1  publicar  ])cIo  pouo 
a   mesma   ley. . . 

Oue  neste  temim  succedera  leuantar  se  a  moeda  em  Pernandiiico.  co'n  qu''  aquelle  pouo 
comegara  logo  a  pedir  semcihanie  leuant.amento,  e  se  aj\int;ina  a  isto  fa?.eremdhc  repetidas 
(pieÍN.is,  de  i|ue  com  .1  pouca  ^aliida  dos  as^iicares  neste  Keyno,  todos  os  que  aly  poderão 
vender  fa/enda  a  não  (luizerão  vendei  s(.'não  a  dinluiro  di-  contado,  c  não  por  pagamentos  de 
assnearcs.  como  cr.i  estilo,  e  se  andaua  buscando,  e  trocando  dinheiro  ipie  tiuesse  pezo  de 
(1  outanas  e  p.ir.i  '■im.i  ]iara  •-e  mand.ir  p.ara  este  l\eyno  e  jiara  ;is  iiaçoens  donde  vierão  as 
f.izendas.  de  que  rezultava  não  só  a  falta  -iiue  este  ficaua  fazendo  na  'erra,  i"n=  a'ndq  n=!o 
hauer  (|ucm  comprasse  huina  arroba  de  assucar,  e  estava  a  frota  tão  detida,  que  sendo  quasi  o 
termo,  cm  (pie  ^^  M.  a  mandaua  partir,  muitos  navios  não  tinhão  ainda  lastro  e  os  mais  não 
chegavão  a  nie'a  carga:  Oue  nestes  termos  mandara  publicar  a  ley  de  V.  M.  para  sobre  e=fa 
publicação  res(ducr  o  ((ue  n.vais  conuiesse,  e  tanto  que  se  divulgara  se  suspendera  tudo,  e  no 
dia  scyuinic  se  ajnntara  grande  parte  do  pouo  na  Camará,  e  .se  fizera  o  papel  e  carta,  que  rc- 
metlia,  e  com  esta  se  cnvião  a  V.  M.,  e  logo  mandara  conuòcar  huma  Junta  geral  em  que  as- 
sistirão Iodas  as  pessoas  de  todos  os  estados,  (pie  em  semelhante  cazo  o  costunião  fazer  (me- 
nos o  Chanccllcr  que  sendo  avisado,  não  (piiz  ir  a  ella)  e  todos  votarão,  que  a  moeda  se  le- 
u.anlasse  mais  ou  menos,  e  depois  de  ouidaií  as  razoens  de  todos  rcsoluera  que  se  deuia  guar- 
d;ir  inuiídavelii  •-■nlc  ;i  ley  de  V .  M.  iia(|ue]l,i  ])artc  em  (|ue  se  devia  adequar  aquelle  estado, 
subindo  :i  moed.i  nacioií.al  (|ioslo  (pie  ,intÍL';i  pro])ore;onadamente).  fonuem  a  saber,  as  moe- 
d.i-^  (pie  por  não  ter(.iii  marca  :Mii(la  corrião  iior  3  vinténs,  a  4;  as  de  4  a  5;  a  de  tostão 
a  O  vinténs,  r  as  que  ainda  havia  de  O  vinténs  a  S ;  as  de  8,  que  antigamente  forão  tostoens, 
e  linhão  marc:i  de  150  rs.  a  2  tostoens;  e  as  de  joo  a  -'.(o  rs.  e  esta  era  a  moeda  em 
(pie    se   jiodia    praticar   a   primeira   parte   da   ley. 

Porém  que  vistos  os  grandes  inconuenicntes,  que  se  seguião  de  correrem  só  a  pezo  as 
patacis,  meyas  e  qfartos,  ficassem  correndo  toda  a  pataca  de  b  outauas,  perfeitas,  athé 
(1  e  meia  por  valor  de  700  rs.,  três  vinténs  mais  do  que  corrião,  e  a  que  tiuesse  6  outauas  e 
iiie;,.i  i  (Tahi  para  sima  ]ior  j  cruz.ados,  e  as  meyas  patacas,  que  tiuessem  3  outauas  athé 
.!  e  iiiey.i  por  1  ,S  vinténs  e  as  (jue  tiuessem  .i  e  mey.a  e  d'ahv  nara  s'nia.  nor  rr"zadn.  e  a« 
));il,icas  <pic  não  chegasscii,'  ;i  o  outauas  e  liuesscm  4  e  meya  allie  fí,  e  as  meyas  que  não  che- 
g.issem  ;i  3.  corressem  como  de  antes  (lor  640  e  por  3J0,  e  os  quartos  do'irados,  n-e  n-r  "■<■• 
l)in-  S  vinlcns  e  que  teii'  (|uasi  todos  -'  outauas  (poripie  por  pequenos  lhe  perdoara  a  thesoura), 
corressem  por  2  tostoens,  e  os  quartos  singellos  que  valião  4  vinténs  por  tostão  e  que  isto  se 
obseruasse  nesta  fornia  para  remédio  de  não  sahir  o  dinheiro,  de  que  tudo  se  fizera  termo  q"e 
enuiana  e  com  est.i  se  remete  a  V.  M.  Que  logo  mandara  publical-a  com  declaração  q"e 
<  iii(|uanlo  não  sahi^se  a  írot.i  o  ditlo  diiiluMro  de  pezo,  corresse  pelo  pezo  na  forma  assentada, 
poiíp.e    tanto    (|iie    pai  li- se    liiiia    Ioda    c-i;!    iiio(.'(la    que    tem    o    valor    de    7    e   .'^    tosloen---,    e    de 


186 


l8  viiiU-ns  c  de  cnizadu  á  casa  da  moeda  para  st  ciicidar  coiim  \'.  M.  Inii  mandado,  porque 
atlie  agora  íc  não  mandara  recolher  e  circular  mais  que  a  de  menos  pezo,  c  para  se  evitar  a 
confusão  de  se  andar  comprando  e  vendendo  com  balança,  na  de  2  cruzados  além  das  espliera^, 
que  se  lhe  costumavão  pôr  nas  extremidades  para  remédio  do  cerceio,  se  lhe  pozesscm  2  cm 
a  outra  banda  no  meyo,  e  nas  de  700  rs.   hunia,  e  da  mcsn-.«  sorte  na  de  400  rs.,  2,   e   nas 

de    18   vinténs    huma    e   com   esta    divisa    ficava   cessando    toda    a    confuzão.. 

Das  ditias  cartas  e  pai>eis  referidos  houve  vista  o  Procurador  da  Coroa  e  rcspondeo,  (|uc 
(I  /i'.v  do  leuantamcnto  da  moeda  era  de  4  de  agosto  de  iíi88,-  c  fizera  bem  o  Chaneeller  em  a 
não  publicar,  como  tamlicm  n  Arcebispo,  suposto  que  a  publicou  fizera  bem  cm  susi)cnder  em 
sua  execução,  mas  anti  s  cr'a  que  para  o  Brazi!  não  fora  feita  a  ditta  ley.  nem  tal  podia  ser 
a   tenção   de   \'.    M " 

i.7;i9 

CoNsn.TA  (lo  Conselho  Ultianiarino,  favorável  á  ajuda  de  custo  que  requerera  o 
Ouvidor  Geral  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro  Miguel  de  Sequeira  de  Cos- 
lelhraiieo. 

Lisboa,    11    de   janeiro    de    1(390. 

Tem  anne.ra  a  rcspeviivd  portaria.  1.740 — 1.741 


Co.\>i  i.r.\  do  Conselho  Ultraniaiino,  sobre  o  provimento  da  propriedade  do  otTirio 
de  Es(  rivão  do  Meiíinho  da  cidade  do  Rio  de  .laneiro,  cpie  vagara  i)or  falle- 
ciniento  de  Martim  Guedes  Coutinho  e  a  que  tora  único  concoiTente  João 
da  Cunha  de  Ahreií.  cujos  serviços  se  acham  largamente  relatados. 

Lisboa,  12  de  julho  de  161J0.  1.742 


Poi(T.\]>i.\  pela  !pial  se  le/.  mercê  a  João  da  Cunha  ãc  Ahreii  da  .nropriedade  do  ot'1'icio 
de  Meirinho  do  Rio  de  .laneiro. 

Lisboa,  1)  de  agosto  de  1090.   (Auue.ra  í/o  //.  1.712).  1.74?> 

Co.M.Mr.MCA(;.\o  do  Conselho  nitramarino,  acerca  da  nuinireKta(;ão  dos  officiaes  da  Ca- 
mará do  Rio  de  .Janeiro,  a  que  se  relere  o  documento  seguinte. 

Lisboa,  5  de- outubro  de  1790.  1.744 

C.\i{T.\  dos  officiaes  da  Camará  do  Rio  de  .Janeiro,  em  que  relatam  os  serviços  i)res- 
tados  pelo  Governador  D.  Franeiseo  Xaper  de  Lav castro  e  o  elogiam  pelo  seu 
grande  zelo,  independência,  rectidão  e  inteire/a,  com  (|uc  se  houve  no  des- 
empenho do  seu  cargo. 

Rio  de  .Janeiro,  :!  de  juniio  de  KilHi.  fAmie.ra  no  n.  1.744).  1.745 

Co.Nsri.iA  do  Conselho  l'ltraniarino  sobre  o  requerimento  em  que  ,fosr  da  Fonseid 

Barreto  pedia  dispensa  de  idade  para  exercer  o  officio  de  Escrivão  das  e.\- 

ecuções  e  Ouvidoria  geral  do  Rio  de  .Taneiro,  de  que  seu  pae  era  proi)rietario. 

J^isboa,  fi  de  outubro  de   HHhi.  1.7  Iti 

Co.Nsi  i.TA  do  Conselho  Cltiamai-ino  acerca  da  iietição  de  João  da  Cunha  dr  Attrcu. 
em  que  pede  autorisação  jjara  nomear  serventuário  do  ollicio  de  I^Jscrivão  do 
Meirinho  do  Rio  de  .Janeiro,  de  cuja  propriedade  se  lh(>  fizera  mercê. 

Lisboa,  31  de  outubro  de  1690. 

Tem  annexa  a  respectiva  portaria,  1,747 — 1.748 


18-: 


CoNSTi.TA  (lo  Coiisellio  l'!l  laiiiaiiiio,  sobre  o  requerinieuto  em  que  Manuel  Alves  do 
Couto  pedira  a  serventia,  i)or  ties  aiinos,  dos  ofticios  de  Tabellião  publico  de 
notas  e  de  Escrivão  das  sesmarias  do  Rio  de  .laneiro. 

Lisboa,  31  de  outubro  de  1690. 

Tem  annexa  a  respectiva  portaria.  1.749 — 1.750 

Co.Nsii.TA  do  Conselho  Ultraniai-ino,  a  respeito  da  devassa  de  residência  do  Ouvidor 
geral  do  Rio  de  .Janeiro  Mif/iirl  de  Sequeira  Castello  Branco. 
IJsboa,  :!  d(^  noveniliro  de   lllIMi. 

Tem   aniie.id  o   rcJalmiu  do  Consfllicini    VaJenlini   Gregório  de  Rezende, 
soI))c  a  mesma  derassa.  1.7õl — 1.752 


Coxsri.TA  do  Conselho  riti'aniarino,  acerca  da  devassa  de  residência  do  Governador 
do  Rio  de  .Janeiro  J).  Mamic]  L(jho. 

Lisboa,  3  de  novembro  de  1G90. 

Tem  annexo  o  relatório  do  Conselheiro  Valenlim  Gregório  de  Rezende, 
sohre  a  mesma  devassa.  1.753 — 1.754 


Caim  A  do  Governador  Luiz  César  de  Menezes,  dirigida  ao  Rei,  sobre  a  circulação  e  o 
augniento  do  valor  das  moedas  correntes. 

Rio  de  .lanei  10,  22  de  novembro  de  1790.  1.755 


Ri;i'i;i:sKXTA(  Ão  dos  ofíiciaes  da  Camará,  dirigida  ao  (loNornador,  sobip  o  acrescen- 
LanH;'.'to  do  valor  das  moedas  em  circulação. 

Rio  de  Janeiro,  23  de  abril  de  1790.   iAinie.ra  m,  n.  1.755i.  1.756 


CoNsn.TA  do  Conselho  Cltramaiiiio,  lavorave]  á  licença  que  requerera  -íoão  Corrêa 
Ximenes  para  nomear  serventuário  do  olficio  de  Tabellião  iiublico  de  notas 
do  Rio  de  .Janeiro,  de  que  era  pro])i-ietario  e  que  não  podia  exercer  ])or  falta 
de  saúde. 

Lisboa,  11   de  dezembro  de  1G90.  1.757 

CoNsri.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  conveniência  de  enviar  i)ara  o  Rio  de  Ja- 
neiro 5  Índios  Tapuj'as  c|ue  tinham  vindo  de  Pei-nanibuco,  iiara  serem  en- 
tregues aos  Padres  da  Companhia. 

Lisboa,  19  de  dezembro  de  1(190. 

Tem  anvexa  uma  carta  do  Heeretario  de  Estado  M(  ndo  de  Foyos  Pereira, 
sohre  o  mesmo  assumpto.  1.758 — 1.759 

CoNsii.TA  do  Conselho  Dtramarino,  acerca  das  controvérsias  (lue  tivera  o  Ouvidor 
Geral  do  Rio  de  .laneiro  Mifiuel  de  t^equeira  Castello  Branco  com  os  Religio- 
sos do  Convento  de  S.  Bento. 

Lisboa,  24  de  janeiro  de  1G91. 

Tem  anncxas  cartas  do  Governador  e  do  Ahhade  do  Convento  e  três 
certidões  relativas  ao  mesmo  assumpto.  1.760 — 1.765 


188 


Carta  do  Governador  Luiz  César  de  Menezes,  sobre  a  lei  do  levantamento  do  valor 
das  moedas  corentes  e  os  attritos  e  inconvenientes  que  tinha  a  sua  execução 
no  Brazil. 

Rio  de  Janeiro,  2  de  abril  de  lt!91.  1.766 

Representações  (2)  dos  officiaes  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro  contra  a  execução 

da   lei   de    4   de  agosto   de    lliS8,   sobre   o   augmento    do   valor   das   moedas. 

Rio  de  Janeiro,  4  de  abril  e  31  de  maio  de  1691.   (AnDCios  ao  n.  1.76o). 

1.767— 1.76S 

Autos  de  embargos  que  os  ofliciaes  da  Camaia  do  Rio  de  Janeiro  oppusoram  á 
execução  da  referida  lei. 

(Annexos  uv  n.  1.766).  1.76y 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  provimento  do  posto  de  cai)itão  da 
Capitania  de  Cabo  Frio,  a  que  fora  único  concorrente  João  Pereiro;  úo  Lacto. 
cujos  serviços  se  encontram  relatados  na  mesma  consulta. 

Lisboa,  28  de  maio  de  1691.  1.770 

Portaria  pela  qual  se  mandou  passar  patente  a  João  Pereira  ão  Lago  do  posto  de 
capitão  da  Capitania  de  Cabo  Frio,  por  três  aunos. 

Lisboa,  23  de  novembro  de  1691.    (Anneja  ao  n.  1.770)    .  1.771 

Fé  de  officio  de  João  Pereira  ão  Lapo.  rilho  de  Manuel  Pereira  ão  Laç/o.  natural 
de  Guimarães. 

Lisboa,  22  de  dezembro  de  1691.   (Annexa  ao  ».  1.770).  1.772 

Consulta  do  Conselho  THtramarino,  favorável  á  ajuda  de  custo  que  requorei-a  João 
Pereira  ão  Lar/o. 

Lisboa,  7  de  julho  de  1091.  1.773 

Consulta  do  Conselho  intramarino,  favorável  á  licença  (pie  iiedira  Joãi)  Corrêa 
Ximenes  i)ara  nomeai-  serventuário  do  officio  de  Tal)ellião  pnl)lico  de  notas 
do  Rio  de  .Janeiro,  de  que  era  proprietário. 

Lisboa,  9  de  agosto  de  1691. 

Tem  annexa  a  respeetiva  parlaria.  1.774—1.77.') 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  as  informações  que  enviara  o  Reitor 
do  CoUegio  da  Com])anhia  de  Jesus  do  Rio  de  Janeiro,  acerca  dos  Índios 
Tapuyas  que  lhe  tinham  sido  reniettidos  do  Reino. 

Lisboa.  19   de  setembro  de  1691.  1.77(1 

Consultas  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  relativas  ao  aiirisionamento  de  10  pi- 
ratas inglezes  ])elos  moradores  de  Cabo  Frio. 

Lisboa,  17  de  outubro  de  1790  e  IS  de  setembro  de  1791.         1.777 — 1.77S 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  petição  do  Padre  Malhrus  ãe  Moura. 
Reitor  dn  Collegio  dos  Josuilas  do  Rio  de  Janeiro,  cm   ;iuc   pedia    nina    nova 


IbO 


(1eva.s.-:;i  acerca  das  aggressões  (|iie  Mmtirn  Conca  Vasíjiiraiicfi  e  José  de  Bar- 
<rll'i.s  Machado  tinham  praticado  nas  suas  fazendas  dos  Campos  de  Goytacazes. 
Lisboa,  10  de  outubio  de  l(i91. 

"O  r.-idrc  Muthciis  de  Moura...  fez  petição  a  \'.  .\I.  jinr  este  (.'on-uUio,  cm  (|iic  iliz 
l>o>;suircni  nos  Campos  tle  Oitacazcs  liarias  fazeiulas,  c  entre  alguns  curraes  de  gados  de  ciiio 
rciidimenio  se  sustentão  os  Keligiozos  do  dito  Collegio,  e  porque  alguns  moradores  com  menos 
amor  á  sua  religião  e  dczcjando  st  reiíi  possuidores  daqi;el!as  terras,  por  todo  o  modo  os 
lnTturl)ão,  não  só  iizuri>an<io-llie  o  gado,  mas  maltratando-Uie  os  seus  escravos,  em  tal 
finina  (lue  temem  justaiiiente,  que  amedrontados,  não  qneiíão  assistir  naqnelK-  sitio " 

1.779 

CoNsn.iv  (lo  Cons(i!!io  ritramaiino,  sobre  a  devassa  (jue  remettera  o  Covei-nador 
Ijttiz  César  de  Mcnezcíi  acerca  do  assalto  armado  que  fizeram  Franci.ico  do 
Amaral  e  seu  irmão  Bento  de  Amaral,  auxiliados  por  30  Índios  de  S.  I*aulo, 
a  diversas  fazendas  do  recôncavo  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  19.de  outubro  de  IfiOl.  1.7S0 

Pai:i:(  i;i:  do  Conselheiro  .João  de  Sei)ulVeda  e  Mattos  sobre  a  referida  devassa. 

Lisboa,  IS  de  outubro  de  1(391.  (Amiexo  ao  n.  1.7S0).  1.7S1 

CoNsiLTA  do  Conselho  Ultramarino  acerca  das  representações  dos  Governadores  e 
officiaes  das  Camaias  do  Rio  de'  Janeiro  e  Pernambuco  contra  a  execugão  da 
lei  sobre  o  augmenro  do  valor  da  moeda. 

Lisboa,  3  de  novembro  de  1691.  1.7S2 

CoNsrr.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  em  que  Julião  Rangel  de 
Siiusii  pedira  dispensa  de  edade  para  se  encartar  na  propriedade  dos  officios 
de  escrivão  da  Camará  e  Tabellião  publico  de  notas  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  10  de  dezembro  de  1691.  1.783 

CoNsci.T.v  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  provimento  do  posto  de  capitão  da 
Capitania  de  S.  Vicente  e  S.  Paulo,  iiaia  o  (jual  proi)uzera  o  Donatário 
Marquez  de  Cascaes  em  1"  logar  Manuel  Peixoto  da  Motta,  em  2"  Francisco 
Corrêa  e  em  3"  João  de  Brito. 

Lisboa,  12  de  dezembro  de  1691.  1.784 

Poi;tai!T.\  pela  qual  se  mandou  passar  patente  a  Manuel  Pelroto  da  Malta  da  Caiii- 
tania-niór  de  S.  Vicente  e  S.  Paulo,  por  três  annos. 

Lisboa,  20  de  dezembro  de  1691.  (Ânnexa  ao  n.  1.784.  1.78.5 

Co.Nsiri.iA  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  ao  pagamento  de  120^000  tiue  o  Bispo 
do  Rio  de  Janeiro  reqiierei'a  para  o  aluguel  ila  casa  em  rpie  lesidia  na  sua 
Diocese. 

Lisboa,  l.-j  de  dezembro  de  1691.  1.786 

Co.vsii.T.v    (lo   Conselho    Ultramarino   acerca    do    requerimento    em    (pie    Christorão 
Lopes  Leitão  solicitara  excusa  do  exercido  de  qualquer  cargo  de  justiça  ou 
fazenda,  pelos  motivos  que  allega. 
Lisboa,  20  de  dezembro  de  1691. 
Tcvi    annexa    a    respectiva    portaria.  1.787  —  1.788 


1!>0 


CoNsn.TA  do  Conselho  Ultramarino,  lavoravel  á  preten(;ão  do  Bispo  do  Rio  de  Ja- 
neiro de  que  fosse  concedido  ao  Meirinho  dos  clérigos  daquella  Capitania  o 
uso  de  vara  branca. 

Lisboa,  17  de  janeiro  de  1692. 

Trni  anncrd  a  rcspcvliva  paihirid.  1.78!> — 1.790 

CoNsn/iA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  reqneiimento  do  António  Montiiin. 
Capitão  de  Infantaria  da  Nova  Colónia,  cm  que  i)Pdia  licença  para  ir  ao 
Reino. 

Lisboa,  17  de  janeiro  de  1Gͻ2. 

Tcni  aniicxn  a  i-cspectiva  poria) id.  1.7Í)1 — 1.792 

CoNsiT.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  pagamento  dos  soldos  dos  capitães 
Fifíiicisco  Munhos  Corrêa.  Alexandre  de  Castro  e  D.  Gabriel  Gareez  y  Gralht, 
que  i)ela  sua  edade  e  estado  de  saúde  não  podiam  continuar  em  exercício. 

Lisboa,  5  de  fevereiro  de  1G92.  1.793 

Ri;(;rKiUMKNT0s  (2)  dos  Cai)itães  Francisco  Munhos  Corrêa  e  D.  Gabriel  Garcez 
y  Gralla,  em  que  pedem  o  pagamento  dos  seus  soldos. 

(Annexos  ao  n.  1.793).  1.794 — 1.795 

CoNsn.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  nomeação  do  Secretaiio  da  Cai)itania 
do  Rio  de  Janeiro,  por  findar  o  triennio  de  Frarfeiseo  Monteiro  Coelho,  a  cujo 
logar  eram  concorrenles  João  Peicira  da  Sih^a.  João  Thowaz  Duarte  r  Do- 
miniivis  Paet  Sarmento. 

Lisboa,  14  de  março  de  1692. 

Tem   annexa   a  re.speetiva   portaria   e   d    margem   o   ftepulnte   despacho  : 
"Xomeo  a  João  Pereira  da  Silva.  Lisboa,  8  de  maio  de  1692."        1.796—1.797 

Caima  do  Provedor  da  Fazenda  Domin.gos  Pei-eira  Fortes,  sobre  as  deducçõos  que 

se  deveriam  fazer  nos  pagamentos  dos  fretes  da  charrua  de  David  Godeffroy. 

Lisboa,  11  de  junho  de  1692.  1.798 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  dos  motivos  que  allegára  o  Provedor  da 
Fazenda  do  Rio  de  Janeiro  para  não  dar  posse  a  Gaspar  Galhete  de  Andrade 
do  officio  de  Provedor  das  Minas  de  Pernagua,  campos^  da  Curutiiba,  para 
(lue  fora  nomeado  ])elo  Governador  Geral  do  Brazil. 

l^isboa,  16  de  ouiubio  de  1692.  1.799 

Pi:ovi.s.\o  pela  (|ual  se  fez  mei-cê  a  Gaspar  Galhete  de  Andrade  da  serventia  do  cargo 
de  i)rov(.dor  das  minas  de  ouro  de   Pernagua,  com   jurisdicção   nas  (|ue  de 
novo  se  descobrissem  no  Rio  de  S.  Francisco  e  Campos  de  (íuaratiuba. 
Bahia,  14  de  setembro  de  1691.  Copia   (Annexa  ao  n.  1.799). 

l.SOíi 

Ri:<írKiti.MK\To  de  Gaspar  Galhete  de  Andrade,  em  que  pode  a  entrega  da  ollicina, 
caza  dos  ciuintos  e  cofre  das  Minas  de  Pernagua. 

(^nnero  ao   n.    1.799).  1.801 


lííl 


C'(),\sri.iA  (lo  Conselho  Ultraiuaiiuo,  favorável  á  foiuessão  da  licença  de  dois  annos, 
(|ue  retiuerera  Martim  Corrêa  Vasqiics,  Sargento  niór  do  Prezidio  da  Capita- 
nia do  Rio  de  Janeiío,  para  ir  ao  Reino. 
Lif-;l)oa,  17  de  outubro  de  ]C}[)2. 
Tem  anncxa  a  respectiva  portai  i<i.  1.802 — 1.803 

Co.Nsri.TA    do   ConHelho    intianiaiúno,    sobre   a    incai)acidado   de   ■fduo    Vicf/as    para 

exercer  o  posto  de  alteres  da   Koitaleza  de  Santa  Cruz  do   Rio  de  Janeiro. 

Lis])oa,   20  de  outubi-o  de   l(;íi2.  1.804 

Co.Nsn.iA  do  Conselho  Tlt  rainarino,  acerca  das  iutorinações  (jue  enviara  o  Governa- 
dor sobre  a  impossibilidade  em  que  se  achavam  os  moradores  da  Capitania 
do  Rio  de  .Janeiro  de  contiibuirem  para  o  estabelecimento  da  Companhia  do 
coiiiiiicicio  do  Estado  da  índia. 

Lisboa,  20  de  outubio  de   l(;'.t2.  1.805 

ri:uriiiÃo  em  que  o  Escrivão  da  Fazenda  Lidz  Ijopen  Pegado  attesta  ter  o  Coverna' 
ilor  (lo  Rio  de  Janeiro  convocado  os  i)rincipaes  negociantes  e  moradores 
ricos  daqu(^IIa  i)raça  para  uma  reunião  no  seu  palácio,  afim  de  os  convidar 
para  entrarem  com  os  seus  cabedaes  para  a  Companhia  da  índia. 

Rio  de  Janeií-o,  17  de  junho  de  1692.   (Anw^xa  ao  n.  1.805).  1.806 

Co.NSLi.TA  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  á  concessão  da  a.juda  de  custo  (|ue 
requerera  Manoel  de  Carvalho  MoutUilio,  Ouvidor  Geral  da  Cai)itauia  do 
Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,   20  de  outuiiro  de   lOllL'. 

Tciii   ainie.ru  <i   ir!ip<'<(ira   portana.  1.807 — 1.808 

Co.Nsii.iA  do  Conselho  Llt  i  aniarino,  sobre  a  peli(,-ão  do  .Miiiistio  Provincial  da  Pio- 
vincia  da  Conceigão  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  solicitava  a  mercê  de  se  dar 
aos  Religiosos.de  Cabo  Frio  a  mesma  ordinária  que  se  dava  aos  outros  con- 
ventos daquella  Caijitania. 

Lisboa,  27  de  outubro  de  Hi'.»!'.  1.809 

CoNsui/rA   do   Conselho   Ultramarino,   relativa  á  prisão  de  Agostinho   de  Azevedo, 

que  assassinara  um  soldado  da  guarnição  da  nova  Colónia  do  Sacramento. 

Lisboa,  i  de  noveml)ro  de  1692.  1.S10 

Co.vsn.rA  do  Conselho  Ultramarino,  sol)i'c  as  informaí-ões  (|ue  enviara  o  Governador 
António  Pí/c.s-  de  Hande  sobre  a  insufficiencia  da  guarnição  militar,  a  in- 
capacidade dos  officiaes,  e  a  necessidade  de  haver  naquella  Capitania  um 
engenheiro. 

Lisboa,  22  de  novemlno  de  1692. 

".Suiilior.  —  l'(jr  dci-rclo  ik:  i')  i!o  pri^sciilu  mcz  c  aiuiu,  lic  V.  .M.  siruido  (luc  iiustc 
Conselho  se  veja  e  c-on.snlle  com  o  seu  ]>arecer  hum  papel  que  ncllc  aprezentou  o  (ioueniador 
António  Paes  de  .Sande,  cm  o  qual  faz  prezente  a  V.  M.  que  a  guariii(;ão  da  juaça  de  S'io 
Sebastião  do  Rio  de  .Taneiro  hauia  sido  sempre  (ao  menos)  de  6  companhias  de  Infantaria  com 
hum  sargento-mór,  ali-  o  iempo  que  se  fundara  a  nova  Colónia  de  Huenos  Ayres,  i)ara  cuja 
guarnição  e  defensa  se  tirarão  da  dita  praça  3  companhias  dos  melhores  soldados  e  officiaes; 
e  as  3  que  ficarão  e  cxistião  hoje  naquella  cidade,  o  erão  no  nome,   por  serem   os  soldados 


193 


poucos  c  muitos  ilclles  inúteis  e  os  3  capitães  incapazes  por  i^eiis  muitos  ânuos  c  achaques  Jc 
todo   o   CNcreicio   militar. 

(Hie  a  defensa  da  cidade  cor.sistia  nos  2  Fortes-  da  Barra  Santa  Cruz  e  S.  João;  pelo 
canal  de  Santa  Cruz  podia  entrar  toda  a  sorte  de  embarcações,  pelo  de  S.  João  só  ás  pequenas; 
e  passados  estes  canaes  até  á  cidade,  (que  dista  pouco  menos  de  légua)  liauia  fundo  para 
qualquer  armada  poder   surgir   junto   a   ella   e   lançar   gente   em   terra    sem   hauer    fortificação, 

nem  defensa,  que   lho   podesse  impedir,   nem   deter  a   entrada   da  Praça "' 

1.8U 

CoNsn.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  projiosta  que  fizera  o  Governador  do 
Rio  de  Janeiro  António  Paes  de  Snnde  de  ser  substituido  por  seu  filho  Anlunio 
de  Castro  de  Sande,  durante  o  tempo  em  que  estivesse  ausente  no  desempenho 
de  commissões  de  serviço  de  que  iôra  encarregado. 

Lisboa,  24  de  novembro  de  1692.  1.812 

Co.Nsri.T.v  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  licença  que  a  Camará  do  Rio  de  .Janeiro 
concedera  a  Franeiseo  de  Almeida  Jordão  e  ao  Cai)itão  Manuel  Mendes  de 
Almeida  para  a  construcção  de  um  tiapiche  para  os  assucares  e  os  embargos 
que  se  oppuzera  a  essa  concessão. 

Lisboa,  lií»  de  novembro  de  1692.  '  1.813 

Ri.tíi  Kiíi.MKNTo  da  Viscondessa  de  Asseca,  no  qual,  allegando  as  grandes  e  dispen- 
diosas obras  que  se  tinham  feito  no  trapiche  dos  assucares  de  seu  filho 
Halrador  Corrêa  de  Sá,  pedia  que  se  fixassem  maiores  emolumentos  péla 
arrecadação  e  pezagem  das  caixas. 

(Annexo  ao  n.  1.813).  1.814 

EscKiiTiKA  pela  qual  a  Camará  do  Rio  de  Janeiro  alorou  a  Slalradm-  Corrêa  de  i<êi 
e  Benevides  10  braças  de  terra  por  cinco  de  largo,  para  nellas  construir  uh; 
armazém  para  os  assucares  e'  outras  mercadorias. 

Rio  de  Janeiro,  8  de  março  de  1636.  Traslado.  (Anncxa  ao  n.  1.813).    1.81.") 

lísí  Kii-niiA  pela  cpial  Salvador  Corrêa  de  Sá  e  Benavides  aforou  pela  quantia  aii- 
nual  de  12()íp000,  a  Franclsio  d''  Oliveira  Leitão  o  trapiche  c  balanças  a 
que   se    refere   o   documento   antecedente. 

Rio  de  Janeiro,  10  de  dezembro  de  1678.  (A)ine.ra  ao  11.  l.Si;!).  1.N16 

I'iiovis.\o  j-egia  pela  (piai  se  fez  mercê  a  Franeiseo  de  Oliveira  Leitão  de  o  isentar  do 
exercício  de  recebedor  da  Fazenda  Real  e  o  seu  feitor  do  traiiiclic  do  Rio  do 
Janeiro  do  serviço  militar. 

Lisboa,   ■'!!    áe  julho   de    168.'!.    Traslado.    (An iic.ra  ao  )i.  Í.S^i:)) .  1.817 

A  riKSTAiK)  dos  meicadoies  e  capitães  de  navios  da  praça  do  Rio  de  .lanciro,  acena 
das  vantagens  e  beneficio  que  os  trai)iches  i)restavam  ao  commcrcio. 

Rio  de  .Janeiro,  30  de  .junho  de  1688.  (Annexo  ao  n.  1.813).  1.818 

Cl  iniKAo  <in  que  o  hJscrivão  da  Fazenda  Real  attesta  os  serviços  dos  trapiches  e 
<pic  Francisco  de  Olircira  Leitão,  filho,  occujiava  o  posto  de  alferes  da  orde- 
nau<;a  da  couijjanlna  dos  incrcadoies. 

Rio  de  .laneiro,  12  de  Julho  de  1688.   (Ainnxa  at>  u.   l.si:; ).  I.SIO 


193 


Ri:<;i  i.iii  Mi;.\io  (la  Viscondcst  a  de  Astifca,  cm  ((ue  pede  a  fixayão  dos  salários  (lue  se 
dtíviaiii  lolirar  no  trapiche  do  Rio  de  Janeiro. 

(A  micro  (10  II.   I.M:;  ).  1.820 

Caima  dl'  conriíiiiação  do  alor;  iiimlo  do  ItMieiío  que  o  Senado  da  Camará  concedeu  a 
Kdlvdílor  (U)i rva  de.  t<<'i  jiaia  a  conslrucção  do  trai)iclie  dos  assacares  e  outras 
mercadorias  por  escriíitura  de  8  de  niarjgo  de  IGIJíi. 

Ccrliilihi.  (Aiiiicid  (IO  II.   isi:;).  1.821 

C'i:in  inÃo  em  (|uc  o  I<>s(iivão  da  C;  niara  do  Rio  de  .lanciro  .Fulião  Rangel  de  Sousa 
attesta  (lue  os  bens  do  Conselho  alé  1GS4,  (luando  aforados,  o  tinham  sido  por 
avenqa  das  i)artes  e  nunca  postos  em  arrematação. 

Rio  de  .lanoiío,  H)  de  abril  de  WV-^l.  (Aiiiicm  ao  ii.  I.SKí).  1.822 

Coxsci.rA  do  Conselho  inirauiarino.  acerca  das  informações  que  o  Governador  do 
Rio  de  .Janeiro  tinlia  enviado  sobre  a  Colónia  do  Sacramento. 

Lisboa,  20  de  outubro  de  1(>!)2.  1.823 

CAitrA  do  (Jovernador  i^uiz  César  de  IVIene/.cs,  cm  que  dá  divcisas  informações  rela- 
tivas á  nova  Colónia  do  Sataamento. 

Rio  de  .Janeiro,  25  de  junho  do  1692.  (Anncia  ao  ii.  1.823).  1.S24 

Alio  do  fretamento  da  charrua  »s'.  (UirJon.  para  transportar  o  soccorro  á  ('olonia  do 
Sacramento  do  Rio  da  Prata. 

Rio  de  .Janeiro,  18  de  maio  de  l(i',t2.  '/'laslado.  (Aiiuc.ro  ao  ii.  1.S2;!). 

1.S25 

Cama  do  Coveinador  I).  I'^van(  isco  Naper  de  l^anc;islre,  em  (jue  relala  o  estado  da 
Colónia  do  Sacramento  e  vários  acontecimentos  (|ue  nella  se  haviam  i)assado. 
Colónia  do  Sacramento,  6  de  dezembro  de  1(!!)!.  (Annrxa  ao  n.  1.821!). 

ssíuli)  (Ifi  ciiiit;i  ;i  \'.  M.  do  csl.ulo  i-in  í\\\v  acliura  esta  fijrla'cz<i,  c 
itliL-  aciiicllc  Uinpo,  assi  no  rci)aio  das  siia.s  r\iina.s,  porque  estava 
ii;i~^  seiíK-iileiras  í|1!l'  'c  liião  fa/endo,  p.ir.-i  evitar  (j  dis|)cn(lio  d;i 
fazenda  de  \'.  M.  Cdin  t.anto  ]ireji'izo  aos  moradores  do  i\io  de  Janeiro  eoni  a  eondnQào  das 
fa.riídias  p.ir.i  esta  Colónia,  c  lamlieni  fis  presente  a  \'.  M.  a  lioa  correspondcneia  (|ne  tinliainos 
depois  que  aqui  ctiegt:ei  com  o  (ioverundor  de  Buenos  Ayres,  de  que  rezultava  liireni  as 
endjarcações  de  V.  M.  repetidas  vezes  aquelle  porto,  de  onde  se  conduzião  os  mantimentos  com 
grande  conveniência  (U?-tcs  moradores.  Esta  se  conservou  até  que  em  o  mez  de  abril  pro.vinui 
passa  Io  clugarão  a  i-!t  i\io  3  navios  de  Espanha.,  com  novo  governo  c  200  homens  p.ara 
aquelle  prezidio,  com  pretexto  de  que  avião  de  passar  para  o  Reino  de  Chili,  c  hum  Dezem- 
bargador  para  sindicar  do  (Jovernador  antiguo,  pelas  culpas  que  lhe  impunham  a  nosso  respei- 
to, sobre  o  commercio  que  elle  nunca  fez.  E  desejando  eu  entender  se  por  este  avcria  alg.ima 
alteração  no  tratamento,  mandei  Innn  Ajudante  a  Buenos  Aires,  com  o  pretexto  de  lhe  dar  as 
boas  vindas  c  respondendoine  o  (Jovernador  cortezmente  foi  o  dito  ajudante  tal  mal  recebido, 
(jue  sem  llie  i)ermitirrm  connnunicaçào  com  pessoa  alguma,  o  fizerão  logo  embarcar,  com  tam 
«ranclj  tornient.i,  que  esteve  quazi  perdido  e  logo  sonhe  que  o  Covernador  trazia  ordem  para 
negar  o  inantin'ento  e  refresco,  que  sempre  nos  permitio,  entendo  que  faltando-nos  este,  obri- 
gasse a  necessidade  aos  soldados  a  desamparar  este  sitio,  cujo  alvitre  levou  a  Madrid  hum 
1>.  Pedro,  official  real  de  Buenos  Aires,  que  ha  2  annos  passou  em  embarcação  nossa  a 
Espanha,  a  ponderar  o  grande  prejnizo  que  se  seguia,  aquella  Coroa,  com  a  nossa  vizinhança, 
pelo  grande  extravio  que  linha  a  prata  por  este  porto,  c  que  só  negando-nos  os  mantimentos, 
sem  os  (|u;ies  era  im]iossiveI  o  con^ervar-nos,  ])or  não  lermos  outra  prevensão  em  todo  o 
tempo   (jue   aqui  assistimos,   mais   que  a   limitada   farinh.i   (pie   costuma   vir  do   Rio   de   Janeiro^ 

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194 


Vriíicilialnu-iUc  taltamlo  por  al«inii  aiidenlc  a  eniliarca<;ão  cm  que  si  conduz:  isla  uotiria  me 
obrigou  a  mandar  aqucUe  porto  a  íragatinha  de  V.  M.  cnmu  costumava  a  Iniscar  o  refresco 
referido,  a  que  o  (iovernador  rcsiiondeo,  que  estava  falta  de  mantimentos  (sendo  o  que  llic 
pedia  carnes,  de  que  aquella  terra  he  al)undantissima )  e  (|ue  não  avia  lei  que  o  obrigasse  a 
dar  hum  amigo  aquillo  de  que  necessitava,  e  a  gente  da  fragatinha  experimentou  os  mesmos 
apertos  que  o  Ajudante,  e  sendo  despedida  brcvenjente  me  mandou  dizer  que  o  podia  livrar  do 
trabalho  de  hir  aquelle  Porto;  e  porque  pelo  Rio  de  S.  Jmvn,  vinhão  também  mantimentos, 
que  os  soldados  que  ali  assistem  costumavão  trazer  a  esta  Colónia  a  troco  de  alguns  géneros, 
lhe  jirohibio  o  dito  Governador  o  não  'fizessem,  e  para  o  conseguir  lhe  permilte  somente  embar- 
car aquelles  que  precisamente  lhe  são  necessários  para  os  3  mezcs  que  da  nossa  parte  assistem:  e 
para  que  por  aquella  via  se  não  introduza  alguma  prata,  se  lhe  manifcstãn  todos  perante  os 
offieiaes  reaes,  com  tanto  excesso,  (|ue  chegam  a  despir  os  seus  mesmos  soldado^,  i)rlri  que 
estão  iam  descontentes  que  se  receia  ao  dito  (lovernador  algum  trabalho;  e  porque  nesta 
fornia,  limpos  de  prata  e  mantimentos  Uie  permitem  francamente  a  vinda  a  esta  Colónia; 
considerando  eu  todas  as  razões,  e  que  ella  se  encaminha  só  a  saber  o  que  a  que  se  faz  e  a 
persuadir  estes  soldados  a  que  se  passem  á  sua  parte,  ponderando-lhe  não  só  o  perigo  com 
que  aqui  vivem,  mas  o  regalo  c  estimação  com  que  lá  hão  de  ser  tratados,  me  rezolvi  a  ne- 
gar-lhe  a  entrada  nesta  fortaleza  a  communicação  com  estes  soldados,  na  mesma  forma  que 
usão  com  elles  em  Buenos  Aires;  e  porque  naquelle  porto  mandarão  tirar  as  espadas  a  huns 
soldados  nossos  para  melter-lhe  as  niaons  nas  algil)ciras  para  tirar-lhe  delias,  como  com  efi'--ii') 
tirarão  alguns  géneros  de  i)ouquissima  consideração,  que  levavão  para  resgate  dos  mantimentos 
])or  não  correr  lá  o  nosso  dinheiro,  mandei  eu  fazer  o  mesmo,  sem  differença  alguma  a  a  sol- 
dados  seus  que   aqui   vierão,   e   sabia   !eva\-ão   algum   emprego,   os   quaes   entre   algumas   cousas 

de  pouca  valia  levavão  alguma  pólvora 

Passados  alguns  dias  me  escreveu  o  (lovernador  de  Buenos  Aires  Inuua  carta,  na  qual  me 
dizia,  que  extranhava  que  da  nnssa  par;e  se  faUasse  ao  cumprimento  de  i|uasi  todo>  os  artigos 
d'j  Ira  ado  proviziona!;  porque  di  ^pi^nco-se  i.i  de  <iue  esta  fortaleza  se  poria  no  estado  de  :i,i1es, 
que  era  eni  iiartes  si'i  delineaila.  e  cm  outras  de  o'to  pnlmos  de  altura,  eu  a  tinha  posto  toda  em 
muito  maior,  que  o  numero  da  gente,  munições,  armas,  eazas  e  gado  1;imbeni  excedia,  e  qi;e 
saldamos  á  campanha  a  matal-o,  o  que  só  a  elles  pertencia,  asi  pe'o  gado  ser  seu,  como  por  se 
nos  não  permittir  sahir  desta  fortaleza,  e  finalmente  que  se  admirava  que  eu  me  arriscasse  a 
tanto,  que  mandasse  matar  o  gado,  que  os  índios  avião  de  impedir  e  defender;  a  esl.as  razões 
resjwndi  que  não  avia  artigo  no  tratado  provizional  que  mandasse  que  esta  fortaleza,  se 
pozessc  no  estado  que  de  antes,  porque  só  no  art.  3"  se  dispõe,  que  faremos  reparos  com  qre 
cobrir  a  nossa  artilharia,  e  se  ella  estava  então  só  delineada  em  partes,  agora  se  manda,  (|ue 
façamos  reparos  com  que  nos  cubramos,  e  se  estava  só  delineada  como  lhe  chanião  fortaleza, 
que  o  eubrir  não  tem  limite,  que  he  á  vontade  <los  generaes,  conforme  o  tempo  que  tem  para 
o  fazer,  c  que  a  difinição  dos  reparos  conforme  a  opinião  dos  melhores  autores  da  ar(|uile- 
ctura  militar,  he  huma  muralha  de  terra  somente,  (pie  errea  toda  a  praça  a  (|ue  não  dão 
menos  altura  (pie  de  15  pés  sobre  o  nivel  da  campanh;i.  e  ile  grossura  2u  pés,  i|ue  eu  não 
fazia  mais  que  reedificar  o  que  o  ti  mpo  hi.a  arruinando  na  terra,  e  iiue  c:iso  negado  (jue  o 
tratado  <Iisi)ozesse,  que  esta  fortalez.i  ^e  levantasse  na  form.i  que  de  antes,  seria  dificultoso 
este  ajuste,  porque  não  avia  em  Buenos  Aires  quem  a  tivesse  medido,  salvo  o  autor  de  hum 
livrí)  que  remeto  ao  Conselho,  pelo  qual  consta  em  o  capitulo  12"  do  livro  3",  tinhamos  huma 
fortificação  regular,  coroada  toda  de  artilharia,  com  muralha  e  baluartes  lerrai)!anados.  ,1 
melhor   que   avia    em    toda   a   America. 

Que  o  numero  da  gente  he  nniilo  menus  do  que  .ivia  ,in',cs  do  projecto,  porcpie  avendo 
mais  de  400  soldados,  hoje  entre  offieiaes  estes  não  chegão  a  300,  avendo  100  cazaes  de 
índios  e  brancos  com  muitos  filhos,  hoje  entre  huns  e  outros,  não  ha  60.  Ha  muito  menos 
escravos  do  que  então  avia  porque  só  a  veiula  delles  em  Buenos  Aires  passou  de  jo.ooo  pczos, 
que  inda  se  não  restituirão.  Tambcm  ha  menos  armas,  porque  da  artilharia  que  se  restituiu. 
estão  3  peças  levantadas  e  incapazes. 

No  armazém  de  V.  -M.  não  ha  mais  arm.is  de  sobreci  lente  (jue  as  com  que  servem  os 
soldados,  avendo  em  o  tempo  do  (íovernador  D.  Muinicl  I.uhu  mais  de  800,  que  inda  est.irão 
em  Buenos  Aires.  Na  pólvora  e  munições  não  fallei,  porque  não  soubessem  a  pouco  que 
tinhamos,  que  não  só  he  menos  da  cpie  avia.  mas  ainda  da  que  os  mesmos  castelhanos  resti- 
tuirão, porque  cahindo  o  .irinazem  delia  eom  ;i^  iiiiiitas  agoas  deste  inverno,  se  molharão  de 
100  liarris  que  avia  50. 

Ov.v  nas  cazas  que  se  tem  feitij,  se  não  excede  o  dito  tratado,  porque  ilizeiído-se  no 
arl.  3"  deste,  que  as  poderemos  fazer  para  habitação  deste  sitio,  era  sem  duvida,  podíamos 
fazer  que  nos  fossem  necessárias,  ainda  (|ue  das  fabricas  antiguas  tivessen?  ficado  algumas, 
nSo  sendo  bastantes,  principalmente  não  a  sabendo,  nem  sendo  as  que  ha  da  matéria  prohi- 
bida  no  .lilo  artigo.   ()ue  eiiiqnanlo  ao  gado   destas  campanhas,   p(.is  elle   o   levavão   em   grande 


lí)õ 


nnmorn  c  maliivãn  Imld  (,  <|it  nlirinailí.  tlcs  jinslns  sf  viiilia  iii-cri-andd  :i  fsta  Coliinla.  iK-via- 
nins  nós  fazor  n  iiicsinn,  piitf|nc  tiiihanins  nas  (erras  o  niesnn  iloniinl(},  fine  elk-s  durante  a 
i-nnlmvi  r^i.-i,  cmíh  i.sd  cU'via  ser  n  ci|ir(n(i,  u  (|\K'  ao  «ado  titdiair.MS  mais  <l()niiiiio  ([nc  ille-.imr 
proceder  (  sle  ile  liniua^  vacas,  ipie  n  (leneral  Stil:'ii(liir  Carrrn  de  Sá  mandara  lam;ar  nas 
terras  ipie  \'.  M.  lhe  fez  niercé  cnlre  o  Culw  li^c  S.  Maria  e  Maldcniaild,  e  finalmente,  (lue  llie 
não  desse  cuidado,  o  risco  a  qní  me  expnnlia  a  respeito  dos  índios  i)or(pie  (|nandr>  estes  se 
arrojasssem  a  algmiT  .itrcvimento  a  minha  gente  que  se  defenderia  dclles,  cnmo  lhe  permitte  o 
direito  natural   c  ilivino. 

A  esta  resposta  tão  ajustada  com  a  razão  e  com  o  mesmo  tratado,  de  (|ue  eu  me  não 
afasto  hum  ponto,  conforme  alcança  o  meu  entendimento,  se  seguio  a  carta  <|ur  remeto  ao 
Conselho,  pel.a  (|ual  Se  pode  entender  huscão  estes  homens  algum  pretexto  para  o  rompimento, 
na  iiouca  veid;ide  com  que  i|uerem,  que  á  forca  faltemos  ao  capitulado,  sendo  ellcs  o  que  o 
iiuerpretão  .a  seu  modo,  valendo-se  jiara  este  fim  dos  índios,  (|ue  sendo  tributários  e  vassallos 
de  Klrei  Catholico,  como  consta  do  artino  5"  do  mesmo  tratado  diz  o  Covernador  que  não 
tem  m.-iis  dmuinio  nelles  ([ue  o  espiritual  (pie  possuem  os  Padres  da  Compaithia,  e  que 
dispõem  vir  com  a  satisfação  de  se  não  aver  cumprido  com  a  restituição  de  Villa  Rica,  não 
existindo  já  hoje  nenhuma  cousa  que  os  Paulistas  levarão  delia,  e  no  caso  que  estives.se  em  ser 
me  p.-ircce  se  lhe  não  dcviãn  restituir  sem  clles  as  hirem  buscar,  nem  sem  o  fazer  podem  dizer 
(pie   SC   lhe    falt.-i. 

Estas  razões  fiz  prczentes  ;uj  dito  (lovernador  e  a  pouca  que  tinha  nos  índios  não 
estando  debaixo  do  seu  dominio  para  tomar  a  satisfação  referida,  pelo  cuniiirimeiíto  ou  não 
cumprimento  do  tratado  entre  es'as  2  Coroas,  nem  pelo  successo  dos  Paulistas  com  hurrsas 
nações  barbaras  de  índios  seus  confinantes  e  habitadores  nas  terras  do  dominio  de  V.  M.  (caso 
negado  que  tenha  acontecido)  e  (pie  S(')  com  os  Paulistas,  seria  a  defensa  delles  natural, 
lior(pie  vir-me  tomar  satisfação,  lie  ofensa  e  não  defensa;  e  ultimamente  terminei  a  minha 
resposta  com  dizerdhe  que  se  elle  não  tinha  dominio  para  remediar  o  que  os  indios  quizessem 
executar,  tinha  eu  resolução  para  castigar  severamente  o  seu  atrevimento  quando  intentassem 
o  de  chegar  a  esta  ("olonia;  e  porque  depois  da  minha  resposta,  derão  os  Castelhanos  que 
assistem  no  Rio  de  Janeiro  eiií  seguir  as  nossas  embarcaç()es  pelas  margens  destes  rios 
visinhos.  de  donde  vão  alguns  soldados  a  conduzir  lenha,  perguntando  a  estes  a  donde  hião, 
])Oique  Sendo  :\  m;'l„v  garbi  I  iuhão  ordem  jKira  o  impedir,  e  isto  s ')  a  fim  ou  de  atemorizamos, 
ou  de  que  a  necessidade  obrigasse  os  soldados  a  dezampararem  esta  fortaleza,  negocio 
este  taníbem  premeditado,  (|ue  sem  duvida  o  conseguirião  se  o  intentassem  alguns  annos  antes, 
])or(|ue  me  colherão  com  gr.inde  iirevenção  de  legumes,  ([u.aiilid.-ide  de  iieixe  salgado,  que 
mandei  fazer  pelos  soldados  o  verão  poss.-ido,  que  chegou  á  maior  [larte  do  inverno,  e  porque 
neste  nicu  temim  cri  seco  o  numero  (b  índios,  mulheres,  nu-ninos  e  escravos  a  mais  de 
.^do,  me  foi  i)reciso  cortar  ;i  ração  de  farinha  aos  soldados  e  índios  (|ue  S('i  a  tem  para 
(pie  no  caso,  em  que  por  .'dgum  acidente  f.iltasse  embarcação  do  Kio  de  janeiro,  e 
succedesse  al.mima  desgraça  ás  sementeiras  do  trigo,  não  chegássemos  á  ultima  mizeria, 
e  jxirque  com  a  dita  ração  de  farinha  cortada  se  não  podião  só  sustentar  acabados  os 
mais  mantimentos,  mandei  ao  capitão  de  cavallos  Bartholomcn  Sanches  Xará,  6  legoas 
jior  esta  campanha  dentro  com  lO  cavallos  de  que  consta  a  sua  companhia,  e  com  5 
galgos  que  unicamente  ha  nesta  Colónia,  o  qual  em  21  dia,  matou  335  veados,  que  eirj 
carros  forão  conduzidos  a  esta  fortaleza,  e  acabados  estes  o  mandei  na  fragatinha  de 
\'.  M.  com  40  homens  ao  Rio  de  S.  l.iisia  a  matar  gado,  e  cm  trinta  e  tantos  dias  que  nelle 
assistirão,  matarão  á  espingarda  mais  de  joo  rezes  e  entre  ellas  140  touros,  com  cuja  carne 
se  sustentou   esta   povoação  athe   á    entrada   do   verão,   que   começou   a   morrer   juixe. 

A  causa  que  tive  par.a  mandar  a  este  Riu  de  S.  I.ucia,  estando  o  gado  muito  mais 
perto  desta  colónia,  he  pel.a  conveniência  de  entrar  a  fragatinha  de  \'.  M.  por  elle  acima. 
ler  1>;istante  fuiuhj  ])ara  chegar  a  terra  c  segura  a  retirada  da  gente  a  ell.a  (piando  fosse  ne- 
cessário, da  (|ual  com  ;Mtil]iari;i  se  podia  defender  de  maioi'  poder;  e  porque  entendi  se 
não  devia  desiireziir  o  ame.aço  dos  Índios  do  ( iovernandor  de  Buenos  Ayres,  comparecer  do 
sargento  maior  e  capitães  desta  Colónia,  me  rezolvi  a  preparar-me  para  defcnder-me,  alteando 
e  terraplanado  os  2  Baluartes  da  campanha,  e  iiondo  a  cortina  á  prova  de  canhão  com  40 
palmos  de  grossura,  iior  ser  está  só  a  parle  onde  se  podem  asestar  as  baterias  de  hum  padrasto 
(pie   lhe  fica  defronte,  pelo   Kio  defender  todas  as  outras 

Com  todo  este  trabalho,  não  ouue  também  descuido  no  das  lavouras,  como  igualmente 
nesse  serviço  i)ara  conservação  desta  praça,  e  se  sentarão  este  anno,  fora  quantidade  grande 
de  legumes,  260  alqueires  de  trigo,  que  fazem  perto  de  500  pela  in.edidyci  desse  Reino,  que  per- 
mittiiido  Deus  se  recolha,  he  bastante  para  todos  os  soldados,  e  o  fora  para  toda  a  mais  gente, 
si'  se  não  occuiiarão  os  bois,  asi  na  condução  dos  veados,  como  na  do  torrão  e  a  gente  toda  n  1 
trabalho  da  fachina,  o  mesmo  cuidado  tenho,  na  vigilância  desta  praça,  com  as  sentinelas,  ron- 
das e  patrulhas  de  i>C-  e  de  cavallo,  e  afora  os  soldados,  anda  sempre  sobre  a  muralha  hum  offi- 


196 


ciai,  e  fora  delia  outro  da  conipaiihi.i  dos  civaKos,  e  no  por'o  onde  estão  as  cmliarcações  entr? 
de  guarda  para  sua  dcfinsa  hunw  esquadra  com  um  sargenio;  na  fragatinha  de  \'.  M.  outra 
todos  os  officiaes  e  marinheiros  delia;  no  quartel  de  cavallaria,  que  fiz  na  entrada  da  povoa- 
ção, está  sempre  a  coiiviíanhia  de  guarda  e  como  os  postos  são  tantos  para  guarnecer  e  os  sol- 
dados não  passão  de  260,  sempre  fazem  j  quartos  cada  noite,  o  que  não  é  possível  atar. ir 
en>  terra  tão  fria,  nem  continuar  com  o  trabalho  das' lavouras,  se  \".  M.  não  fôr  servido  man- 
dar 40  ou  50  caznes  de  lavradores  desse  Reino  e  Ilhas,  c  eulri'  elles  2  moleiros,  com  a  fabrica 
necessária  de  engenhos  c  pedras,  que  se  armarão  em  huma  lagoa,  mcya  legoa  desta  forta- 
laleza  e  se  conseguirá,  não  só  o  sustento  para  o  prezidio,  mas  o  irato  das  fazendas  para  o 
Brazil,  sem  o  qual  se  não  podem  aumentar  as  povoações,  e  poderá  o  rendimento  dos  dizimos 
suprir  alguma  parte  do  pagamento  deste  prezidio,  porque  liia  este  annn,  se  eu  tivera  ordenj 
de  V.  M.,  para  os  mandar  cobrar,  chegarião  a  3oo$ooo  rs.,  e  sobretudo  o  de  ([uc  mais  se  neces- 
sita nesta  Colónia,  hede  cavallos,  sem  os  quaes  tenho  por  impossível  o  aumentar-se,  porque 
o  gado  oue  aqui  temos  manso,  não  será  tão  cedo  bastante  para  nos  sustentar,  e  avendo-os, 
não  só  o  teren.MS  para  esse  effeito,  mas  nos  couros  que  se  podem  fazer,  poderá  V.  M.  ler 
tal  lucro,  que  exceda  muito  o  gasto,  que  faz  todos  os  annos  com  este  prezidio,  o  que  jjóde 
inferir  da  facilidade  com  que  4  homens  matarão  á  espingarda  todo  o  gado  referido,  afora 
muito  mais  que  depois  se  acharão  mortos  naquellas  campanhas,  os  (jiiaes  a  geiUi-  a  i)é  não 
pode  seguir  para  este  effeito;  he  esta  terra  mais  capaz,  que  ainda  a  da  oulrji  banda  de  Rucnos 
Ayres,  porque  G  legoas  desta  fortaleza  está  o  Rio  do  Rosário  pouco  adeante  o  do  An^orfilo, 
asi  chamado  pelo  muito  que  tem,  a  que  se  segue  o  Rio  de  S.  l.iisia,  navegável  S  ou  m 
Ugoas  por  elle  asima;  5  legoas  mais  adeante  o  de  Monte  \'idio,  junto  do  mesmo  monte, 
con?  huma  enseada  e  ilha  na  boca,  capaz  de  dar  fundo  nelle  os  mayons  navios  e  abrigada  a 
todos  os  ventos;  o  Rio  he  pouco  navegável  e  com  menos  lenha  que  os  mais,  mas  inda  assim 
entra  também  nelle  a  fragatinha  ile  \'.  .M.  lie  Monte  Vidio  para  Moldonado  fidi  outro  rio. 
a  que  ignoro  o  nome,  da  me.sma  capacidade  que  os  mais;  em  todos  estes  se  poderão  fazer  pelo 
ttnipo  adeante,  muito  grandes  povoações  por  ser  o  sitio  para  ellas  muito  capaz  que  esta  em 
ipie  es  amos,  principalmente  o  de  Monte  Vidio  pelo  -  abrigo  que  tem  para  as  embarcações 
grandes,  sem  obstáculo  da  passagem  do  banco,  todos  os  outros  tem  a  conveniência  da  lenha 
que  não  he  a  de  menor  consideração,  asi  para  o  fogo,  como  para  os  grandes  curraes  que 
nelles  se  podem  fazer,  como  tem  feito  (e  estam  em  ser)  os  índio?  das  reduções  dos  Padres 
da  Companhia.  O  gado  he  tanto,  que  se  não  poderá  nunca  extinguir,  porque  ocujia  todas  as 
terras  que  ha  desde  Castilhos  athe  o  Rio  do  Rozario,  e  tem  mais  (io  legoas  de  longitude,  e  no 
tempo  em  que  eu  aqui  assisti  com  o  (iovernador  D.  Manuel  Lobo;  não  passava  este  gado  de 
Monte  \Mdio,  com  que  si  pode  inferir,  que  se  em  8  annos,  p.issou  mais  aíiuem  de  -'3  Ic.noas 
athe   o   Rio   do  Rosário,  brevemente   chegará   a   esta   povoação. 

A  este  rio  tenho  mandado  cortar  esteios  para  fazer  _•  estacad;is.  na  forma  em  que  as  avia  no 
tempo  do  (iovernador  /).  Moinicl  l.olui.  que  cortem  das  faces  dos  j  b.ilnartis  d;i  campanha 
athe  as  _•  t-n--ead,is.  i|ue  de  hiiin.i   c  (i\Ur;i  parle,  pcl.i   punia   em  que  cslamos.   faz  o  rii " 

i.siit; 

Co.NstTi.TA  do  Conselho  ITltraniai-iiio,  fio))re  a  representação  dos  officiaes  da  Camará 
do  Rio  de  .Janeiro,  na  qual  i)ediani  que  cessasse  naquella  Cai)itania  a  cobrant.-a 
do  donativo  i)ara  o  dote  da  Rainli-a  de  Inglaterra  e  a  paz  de  Ilollaiida,  vislo 
estar  paga  a  impoitanoia  que  lhe  fora   lançada 

Lisboa,   2."!  de  outubro  do   l(;ít2.  1.S27 

CoNST'i.TA  do  Conselho   ritrainaiino,   sobre  a   iiuleninisação  quo   podiam    Lourenço 

P^ernandes  Ferreira,   Lotirenço  de  Araújo  e  .loão  Carneiro   de  Araújo,    pelo 

prejuízo  que  tinham  soffrido  com  a  tomada  do  seu  navio  Nohsu  i^cnhoia  do 

Pillar  e  H-  António  para  transportar  o  soccorro  á  Colónia   do   Sacramento. 

Lisboa,  10  de  dezembro  de  1692.  l.siiS 

Portaria  do  Arcebispo  Governador  Cerai  do  Estado  do  nra/.il  1).  Fr.  Manuel  da 
Ressurreição  sobre  o  navio  que  deveria  transportar  o  soccorro  (lue  do  Rio  <le 
Janeiro  se  enviava  imra  a  nova  Colónia  do  Sai  ramento. 

Bahia,  H  de  novembro  de  ICS!).  TmsUitlo.  (Ánin.n,  no  n.  1..S2S).  l.S2'J 


197 


TrnAfo  fia  obi'igação  que  se  tez  a  Manuel  Duarte  Pessoa.  Capitão  do  navio  Xossa 
SiuJioia  (lo  Pilar  c  8anto  António  que  levava  do  Rio  de  Janeiro  o  soccorro 
á  nova  Colónia. 

Bahia,  C  de  novenibi-o  de  IfiS!).  Traslado,  (.\nne.m  ao  n.  1.S28).  1.S30 

Rr:QrKRiMK\'ro  do  Cai)ilão  Manuel  Duarte  Pessoa,  no  qual  pede  certidão  da  viagem  do 
seu  navio  á  nova  Colónia,  do  toniiio  <iue  se  demorou  e  de  lhe  não  ter  sido  pago 
frete  algum. 

(Annc.ro  ao  ii.  1.S2.S). 

A  certidão  scf/iic  ao  ic.rlo  do  rcquerimvnlo.  ].S:;i 

Cr.miDAO  do  trote  (|uo  por  conta  da  Fazenda  Real  se  pagara  jiclo  navio  q\ie  se  enviara 
á  nova  Colónia  e  de  que  era  caiiitão  Anionio  Vaz  Dotiviwntes  e  mesí  re  Ma- 
nuel  Ferreira   Santos. 

(Aii)i<'.ra  (K,  V.  1.82S).  1.832 

Ti:r!Aio  da  vistoria  e  avaliação  dos  prejui/.os,  que  solTrora  a  Fragata  Xos.m  Senhora 
dl)  filar  e  Santo  A)itonio  na  viagem  que  fizera  á  Colónia  do  Saeramento. 

Rio  de  Janeiro,  7  de  junho  de  1(590.  Tiaslndo.  (Anne.ro  ao  n.  1.S2.S).      l.S:;:! 

Co.Nsi  i.rA  do  Conselho  Ultramaiino,  favorável  á  representação  de  André  J'odri{/nes 
de  Mattos,  como  procurador  geral  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  na  qual 
l>edia  que  aos  moradores  daquella  cai)itania  se  não  podessem  pôr  em  nire- 
matação  os  géneros  das  suas  teiras,  antes  do  tem])0  das  frotas. 

Lis))oa.  12  de  dezembro  de  1(3!)2.  l.S3t 

1'oi;t\i;iv   pela  qual  se  mandou  ])assar  piovisão  p.os  moradores  da  Cai)itania  do  Rio 

de  Janeiro,  para  que  durante  seis  annos  lhes  não  fossem  arrematados,   por 

dividas,  os  seus  gemi  o;-  ante.s  do  tcniiJO  das   fiotas,   como  se  concedera   ans 
dii  Bahia. 

Lisboa,  3  de  janeiro  de  1G!)3.   {Anncxa  ao  n.  1.834).  l.SS^l 

(V)\sri.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobi'e  o  alvitre  proiiosto  iiolo  Cíoveriiador  An- 
tónio Paes  de  Sanãe  para  a  exploração  das  minas  de  ouro  c  prata  (h'  Para- 
nagoa,  Tabanhana  e  Serra  de  SabF.rabussú. 

Lisboa,  8  de  janeiro  de  1693.  1.836 

Ri;i.Aioi!io  do  (iovernador  António  Paes  de  Sande,  em  (pu'  indica  as  causas  do  lua- 
logio  das  i)esquizas  das  minas  do  Sul  e  i)ropõ(;  o  alvitre  para  se  ohtei-  de  uma 
maneira  segura  o  seu  descobrimento. 

S.  a.  c  s.  d.    (Annrxo  no  n.   1.836). 

"A  fniii;i  (ias  mina^  de  ouro  c  i)rata  de  Pernagiiá,  Ttabaiiliana  c  Serra  ãc  Sal)arnl)iiSi;i'i, 
dcsiiertou  o  cuidado  e  applicaçain  para  se  descolirircni  ainda  no  Icnipo  do  doininio  de  Caslilla. 
fltinianicnte  S.  M.,  que  Deus  guarde,  com  despezas  consideráveis  de  sua  Keal  I^azenda  i>ro- 
cnrou  o  descobrimento  e  entaliolamento  destas  minas,  mandando  para  este  efftito  a  Jhiiu 
Rodrigo    de    Castcibraiicv,    gue    as    não    pôde    ou    não    soube    descobrir. 

A.  minlia  curiosiclade  (quando  Ilie  não  queiram  chamar  zdlo)  procurou  cm  diuersos 
tempos  c  ocasiões  inuestigar  a  causa  de  não  coníeguir-.se  este  descobrimento  das  minas, 
q\ic  prometia  tam  grandes  interesses  a  esta  Coroa,  valcndo-me  nas  uczes  que  estiuc  na  Haya 
e  no  Kcyno  da  noticia  de  algumas  pessoas  praticas,  que  nfa  podiam  dar  dos  dcsculuimciilos 
an;iguo6  c  modernos.   Affirmauam  lodos  que  iiauia  as  minas  que  se  procurauam  descobrir  e 


108 


entabolnr,  mas  que  se  não  ncliavair.  lu  iii  se  liaiiiani  de  de-cnlirir  pellos  iiieyos  (luc  fe  liaiiia 
até  agora  a|iplica(1o,  por  não  yercni  jiroporeionados  liara  se  conseguir  o  fim  que  se  dcsejana. 
I'osso  depor,  que  aclian<lo-nie  na  líaiiya  ao  tempo  que  Dom  Kodritio  de  Caslclhranco  liauia 
entrado  a  fazer  o  seu  descoliriniento  (antes  do  sucesso)  affirniauain  algunias  pessoas  praticas, 
que  era  impossível  conseguir  o  intento  (com  a  experiência  mostrou)  pellas  manifestas 
contradições,   de   n:«cyos,   desordens   e   disposições. 

A  primeira  contradiçam  era.  que  mal- pôde  descobrir  e  entalxjlar  minas,  quem  não  sabe 
o  que  ellas  sam,  que  os  sojeitos  que  ategora  se  liauiam  escolhido  i)ara  estes  descobrimentos 
não  tinhão  sciencia  alguma  delias.  A  prata  das  Índias  se  beneficia  por  diuersas  faculdades, 
desde  que  em  hum  cerro  se  acha  a  mina,  até  que  a  prata  que  nella  ha,  o  uenha  a  ser,  porque 
huns  índios  (ou  brancos  que  os  imitão)  não  tem  mais  officio  que  buscal-as;  outros  depois 
de  achadas,  seguir  as  betas  e  penetrar  os  estados  que  mais  ou  menos  profundamente  seguran; 
serem  reaes;  outros  metem  o  cabedal  naquella  mina  que  se  lhe  achou  ou  comprou  ou  pedio 
ao  administrador  geral;  outros  tem  os  engenhos  donde  se  nxie  a  pedra  e  outros  finalmente 
temperam  a  n-^esma  pedra  depois  de  moida  e  lhe  aplicam  os  ingredientes  com  que  (conforme 
a  espécie  e  qualidade  de  que  ella  he)  tem  mostrado  a  experiência  se  une  menos  uagarosa- 
niente  o  azougue,  funde  com  mais  facilidade  o  metal,  no  que  é  necessário  deliqadissinio 
tento,  porque  por  qualquer  falta,  se  perdem  muitas  uezcs  muito  grandes  caliedaes  no  erro  do 
ten?pcraniento. 

Dom  Rodrigo  de  Casiclhranco  nunca  nas  índias  foi  escrutador  ou  bruxula  (como  os 
índios)  das  minas  pellos  cerros;  nunca  foi  mineiro,  nem  seguio  betas  ou  profundou  esta- 
dos; nunca  foi  senhor  de  minas,  nein  teue  officio  de  temperar  a  pedra  moida,  se  fallaua  em 
alguns  termos,  era  pellos  ouuir  e  não  pellos  praticar,  e  assi  como  no  Brazil  ha  tantos  senhores 
de  engenhos  e  nenhum  delles  sabe  como  se  tempera  o  assucar  das  canas  que  nelles  moem,  e  se 
o  quizerem  fazer  se  perderam,  e  todauia  faliam  como  se  entendessem  da  arte,  assi  Dom 
Rodrigo  ainda  que  tiuera  engenho  nas  índias,  nem  por  isso  era  descobridor  de  minas,  pent- 
trador  de  betas,  nem  temperador  de  prata;  não  he  pequena  contradiçam  do  intento  encarre- 
gar  o   effeito   a   quem    não    sabe    ser   causa    efficiente.    nem    ainda    instrumental    delle. 

A  2'  contradiçam  era  a  Infantaria  que  leuaua  esse  homem,  porque  ou  fosse  para  se 
introduzir  e  obedecer,  se  os  Paulistas  o  não  quizesseni  admitir,  ou  para  authoridade  de  sua 
pessoa,  e  execução  de  suas  ordens,  ou  i)ara  o  acompanharcnj  no  certam.  Se  para  se  intro- 
duzir e  fazer  obedecer,  no  cazo  que  os  Paulistas  o  repugnem,  nem  loo  uezes  50  soldados 
que  leuaua,  o  poderiam  meter  na  /'i7/a.  de  S.  Paulo,  porque  os  serros  a  defendem  por  to- 
das as  partes,  seus  moradores  de  grande  valor  e  constância  em  causa  publica,  e  todos  na  i:l- 
tin.«  dezesperaçani  sam  inconquistaueis;  e  como  o  nome  de  infantaria  para  elles  he  abomi- 
niauel,  e  introduzida  esla  priniieira,  poderrm  ter  entre  si  a  despoziçan.'  de  locla  a  mais,  seria 
muito  para  temer  que  a  não  deixem  subir  á  serra,  c  ir  á  Villa;  e  se  para  authoridade  de 
sua  pessoa  e  execução  de  suas  ordens,  com  a  mesma  Infantaria  se  impossibilita  o  intento, 
porque  quanto  he  mayor  a  authoridade  que  se  funda  em  leuar  soldados,  he  niayor  o  escrúpulo 
d;i(iuelles  por  cuja  causa  os  leuam,  e  deste  lhe  pode  nascer  a  desconfiança  de  se  considera- 
rem   dominados,    quando    todo    o    estudo    dos    Paulistas    he    a    conservaçant    da    sua    liberdade. 

Se  para  o  acon.ipanharem  eo  eertão  até  á  serra  de  Sahanihiissú,  não  ttiu  ii.ira  isso  prés- 
timo infantaria  alguma  do  Brazil,  não  sendo  Paulistas,  como  a  exi)eriencia  tem  mostrado,  c 
suppondo-se  que  não  ouue  repugnância  em  admitirem  os  50  soldados  que  leuaua  y>.  Ro- 
drigo, he  certo  que  hão  de  ir  só  com  os  índios  a  Sabarabiissú,  e  he  impossível  conseguir-se 
a  jornada,  ou  hão  de  ir  ao  menos  40  l^aulistas  com  elles  i)ara  os  conduzir  a  aquella  serra, 
o  que  se  não  poderá  conseguir  sem  temor  grande,  que  o  receyo  de  se  considerarem  escrauos 
dessa  mesma  Infantaria,  e  dos  estragos  que  ao  futuro  poderam  fazer  ein  suas  familias  c  cre- 
dito, os  cabos,  officiaes  c  soldados,  que  necessariamente  hão  de  prezidiar  aquella  praça. 
se  se  descobrirem  as  minas,  disponhão  secretamente  os  meyos  de  se  não  acharem.  Muitas 
outras  razões  ouui  praticar,  mostrando  com  ellas  ser  quasi  impossível  descobrireni-sc  estas 
minas  fiellos  meyos  que  atégora  para  este  effeito  se  hauiam  applicado,  que  deixo  de  refi  ■ 
rir,  por  chegar  ao  nu-yo,  que  este  discurso  offerece  pello  mais  efficaz  c  o  único  para  ^  • 
poderem  descobrir  e  cntabolar  as  minas  dezejadas,  mostrando  primeiro  as  razões  em  que  se 
ítinda. 

Esta  a  l'illa  de  S.  Paulo  (cuja  are;i  he  capaz  de  se  fundar  nella  luuna  populosissima 
cida(|e)  na  eminência  de  hum  plano  pouco  desigual  do  c.impo  que  cm  c.rciunfeiencia  doiniu.i, 
por  himia  parte  a  todo  o  alcance  da  vista,  e  por  outra  a  multidão  de  uarios  serros,  que  ao 
longe  llie  formão  o  horizonte.  I)iiuida-se  se  os  grãos  de  ouro.  que  em  todo  elle  se  acham  sam 
abalados  dos  mesmos  serros  pelas  agoas  natiuas,  que  delles  se  despenhão,  se  descobertos 
pclla'.- chuvas,  donde  separadamente  se  criam,  lie  o  campo  amenissMUo,  retMlIi.iiln  de  diuersas 
rdteiras,  c  principalmente  de  hum  rio,  de  cujas  margens  se  tira  o  ouro.  (|iie  elian-Mo  de 
lauagcm.     liisla    esta    villa    da    de    .S;,iiii,s     (<iue    he    o    ].,,rlo    mais    fn  ,|iieme    d,i(iu(ll:i    eosta) 


199 


!-•  I>;g'i.-is,  a  iiiayor  parte  iltllas  pdr  cauiiulKjs  a  (iiic  daiii  lugar  alKUiiias  serras  nieiiorcs  lé  se 
thcijar  ao  pé  da  que  cliamãu  l'arunaj'ia(:nba,  a  qual  lie  altis>ima,  e  quasi  iiiaccessivel  por 
huiiia  l),-eiie  estreiteza  que  os  rochedos  deixam  escassamente  ao  transito  de  luima  só  pessoa 
atras  de  outra.  Do  cume  delia  se  estende  aquelle  campo  até  á  Villa  de  S.  Paulo,  que  por 
esta  cauza  he  naturalmente  inconquistauel.  A  exccllencia  do  clima,  dos  ares  e  do  temperamen- 
to se  infere  bem  de  não  liaucr  até  hoje  alli  medico  algun?.  Tem  todas  as  flores,  frutas,  legumes 
e  pam,  que  ha  em  I'ortugal,  e  no  Brazil  em  grande  abundância,  por  a  terra  ser  fecundissima, 
só  o  vinho  não  chega  a  ser  perfeito,  mas  sam  perfeitissinias  as  carnes  de  todas  as  espécies; 
de  maneira  que  produz  aquella  regiam  tudo  o  que  a  natureza  humana  pode  appetecer  para 
o  sustento  e  para  o  regallo;  assi  como  as  influencias  delia  geram  ouro  nos  serros,  e  nas  arêas 
de  que  se  tira,  parece  geram  tamhem  nos  homens  os  espíritos  gencrozos  que  nelles  ha,  porque 
todos  sam  briozos,  valentes,  impacientes  da  menor  injuria,  ambiciozos  de  honra,  amantissimos 
da  sua  pátria,  benéficos  aos  forasteiros,  e  aduersissimos  a  todo  o  acto  seruil,  pois  até  aquelles, 
euja  muila  pobreza,  lhe  não  permitte  ter  quen?  o  sirua,  se  sogeita  antes  a  andar  n.iiitos 
annos  pello  certam  em  busca  de  quem  o  sirua,  do  que  a  seruir  a  outrem   hum  só   dia. 

lia  muitos  de  grossos  cabedaes  para  aquellas  partes,  e  não  poucas  famílias  bastantemenle 
nobres,  e  ainda  que  entre  si  tragão  inimizades  particulares,  todos  se  unem  para  a  coni-er- 
vaçam  da  sua  republica.  As  mulheres  são  formosas  e  varonis,  e  he  costimie  alli  deixarem  seus 
maridos  á  sua  dispoziçam  o  gouerno  das  cazas  e  das  fazendas,  para  que  sam  industriozas,  e 
inclinadas  a  cazar  antes  suas  filhas  com  estranhos  que  as  authorizem,  que  com  iiaturaes  qi;e 
as  igualem. 

<)s  filhos  primeiro  sabem  a  lingoa  do  gentio,  do  que  aprendem  a  materna,  sam  de 
gentil  Índole  e  génio  para  as  campanhas,  e  para  as  escholas,  engenhozos  para  tudo,  e  todos 
saem  do  berço  com  a  doutrina,  da  conscrvaçam  da  sua  liberdade,  cujos  ciúmes  dam  a  seus 
pacs  as  minas  de  ouro  e  prata  que  ocultam,  e  as  anciãs  de  quantas  diligencias  se  tem  man- 
dado fazer  por  descobrilas.  He  finalmente  a  :-i7/a  de  S.  Paulo  digníssima  de  se  verificar  nella 
o  celebre  vaticínio  do  grande  padre  Joscth  de  Anchieta,  que  ha  ella  de  ser  a  metrópole  do 
Brazil.  e  parece  que  não  tem  para  isso  mais  adequadas  dispozições,  que  as  do  meyo  que  logo 
se  apontará,  pois  he  certo  que  não  pode  subir  a  aquelle  auge  com  a  ruina,  se  não  com  o 
augmento  de  seus  habitadores. 

-Sendo  pois  esta  a  natureza  e  o  estudo  destes  homens,  considerando  elles  (como  se  ha 
ouuido  praticar  a  muitos  delles)  que  se  as  minas  reaes  da  prata  e  ouro  se  descobrirem,  ne- 
cessariamente se  ha  de  mandar  (íovcrnador  ou  \'ice-Key  para  aquellas  Capitanias,  n^eter  nel- 
las  prezidios  para  a  sua  segurança,  multiplicar-lhe  tributos,  que  hão  de  ficar  as  suas  cazas  ex- 
postas ao  descrédito,  que  tem  padecido  muitas  nos  estragos  que  costumão  fazer  os  cabos  e  os 
soldados,  que  o  gouerno  quasi  liure  que  linhão  da  sua  republica  ha  de  ser  sogeito;  que  donde 
mandauaiij  tudo,  hão  de  ser  mandados,  que  os  não  deixaram  ir  ao  certão,  ou  se  forem  lhe  hão 
de  tirar  os  índios  para  as  minas,  ((ue  toda  a  utilidade  destas  hade  ser  ruina  de  suas  pessoas, 
cazas,  e  famílias;  e  que  aquellas  terras  que  seus  antepassados  pouoaram,  e  seus  descendentes 
foram  descobrindo,  e  multiplicando  tam  numerozas  villas  com  tanto  trabalho  seu,  augmento  da 
fazenda  real  e  do  Estado,  hão  de  ser  agora  premio  dos  estranhos  sem  merecimento,  e  terem 
seus  netos  por  remuneraçam  do  que  tinhão  merecido  seus  progenitores,  ficarem  quasi  escrauos 
dos  que  os  hão  de  ir  dominar;  bem  se  infere  que  para  se  conseruarem  no  estado  prezentc.  e 
euitarem  aquelle  damno  futuro,  liãn  de  dispor  todas  as  industrias  de  se  não  descobrir  a  pre- 
ciozidade  daquellas  minas.  Euidente  proua  .he  deste  receyo  o  successo  que  teue  Dom  Fran- 
cisco de  Sousa,  quando  foi  a  aquella  Capitania,  pois  acompanhando  os  Paulistas  ao  mineir;)  que 
mandou  á  serra  de  Sabarabussú,  para  saberem  a  parte  donde  ella  occultaua  as  minas,  depois 
de  achadas,  de  que  se  fez  auiso  ao  ditto  Dom  Francisco  de  Sousa,  e  tiradas  muitas  cargas  de 
pedra,  que  o  mineiro  trazia  com  grande  contentamento,  ponderando  elles  a  mesma  cscrauidão, 
que  agora  temem  seus  netos,  mataram  no  caminho  ao  mineiro,  e  esconderam  a  pedra,  dis- 
seram a  Dom  Francisco  que  morrera  no  caminho,  e  se  enganava  no  que  hauia  escripto  a, 
S.  .Senhoria,  de  que  rezultou  morrer  o  dito  Dom  Francisco  de  Sousa  em  breues  dias,  e  se 
perpetuar  na  suspen.são  daquellas  minas,  a  tradiçam  de  as  hauer  muito  ricas,  e  ainda  ha  poucos 
annos  algumas  pes.soas  que  ei<istiam  na  Filia  de  S.  Paulo  dauam  noticia  da  prata  que  se  fundio 
tias  cargas  di'  pedra,  que  se  encobriram,  das  quaes  tinha  huma  fernão  de  camargo  e  eram 
suissos  os   filhos  do  ouriues  ijue   fez  a   fundiçam. 

Logo,  se  toda  a  repugnância  destes  homens  consiste  no  dominio  que  temem  dos  estra- 
nhos, na  magoa  de  perderem'  a  authoridade  e  poder  que  hoje  tem  no  gouerno  da  sua  republica 
e  no  abatimento  ou  descrédito  futuro  das  suas  famílias,  claro  está,  que  se  lhe  uirem  que 
S.  Aí.  não  só  os  conserua,  mas  ainda  os  nuthoriza  com  lhes  fazer  aquellas  honras  e  mercês, 
e  com  aquelles  postos,  cargos  e  officios,  que  ha  de  dar  aos  estranhos,  e  que  sejam  elles  os 
que   hão   de  gouernar  a   sua   pátria   e  ter  as   utilidades   de   se   descobrirem   as   minas,   que   se 


200 


pninictcni  aos  ipic  não  saljeni  doiulc  ellas  estani.  v  que  haliililados  (.Ucs  com  as  mesmas  honr.-s 
que  S.  M.  llie  fizir  poderão  cazar  suas  filhas  dando-llie  os  caljedacs  tjue  tem  e  os  que  adqvii- 
rirem,  com  fidalgos  iiuiilo  honrados  c  pobres,  de  que  não  hm  poucos  no  Keyno,  e  que  seus 
ue^cendentes  ficaram  aparenta<h)S  com  as  cazas  de  Portugal,  e  dignos  de  ocuparem  os 
luayores  pontos,  e  a  si.a  Repuldica  florente  nas  qualidades  e  nas  riquezas,  e  capaz  por  este 
modo  de  vir  a  ser  a  l'illa  de  S.  Paulo  a  cabeça  do  Brazil;  claro  está  que  como  tam  generozos 
c  r.mbiciozos  desta  gloria,  de  qfe  podem  ser  fundadores,  todas  as  diligencias  (pic  puzcram  alé 
hoje  em  occultar  os  thezouros,  que  a  natureza  tem  depositado  naquellas  terras,  ;is  appliqiuin 
logo   em   dcscobrilas,   e   offerecelas   humildemente   a    S.    Magestade. 

Sobre  estes  fundamentos  se  propõe  o  meyo  que  parece  mais  adequado  para  se  conseguir 
o  descobrimenlo  das  minas  de  Sabaiabiissú,  Pcrnagoa  c  todas  as  mais  que  ouuer  naquella 
região  de  S.  Vicente,  e  outras  capitanias  do  Sul,  e  vem  a  jcr  o  meyo,  seruirsc  S.  M.  de 
encarregar  aos  mesmos  moradores  de  S.  Paulo  este  negocio,  pois  a  confiança  que  faz  daciuelles 
vassallos  os  empenha  ao  effeito  das  obrigações  delia,  e  com  serem  elles  os  que  logrem  aqucllas 
mercês,  honras,  juros,  foros,  commendas,  haiiitos,  cargos  e  soldos  que  se  deram  e  prometeram 
a  Dom  Rodrigo  de  Castetbranco,  não  só  se  seguram  do  escrúpulo  de  serem  pessoas  estranhas, 
as  qui-  leuem  a  gloria  c  tenhão  o  merecimento  de  acharem  aquelle  thezouro,  que  a  natureza 
e  a  fortuna  depozitou  com  mais  próprio  direito  para  os  que  primeiro  pouoaram  as  terras, 
donde  se  escondem,  mas  ainda  a  esperança  de  verem  seus  descendentes  ennobrecidos  e  a  sua 
pátria  com  a  ointlencia,  que  das  minas  lhe  ha  de  rezultar,  sem  o  temor  de  escrauidão,  que 
supõem  se  ellas  se  descobrirem,  não  sendo  elles  os  instrumentos  dessa  felicidade  e  a  causa 
de  com  ella  per])etuarem  liure  a  sua  reptiblica. 

C'onsiderando-se  pois  que  não  ha  no  Estado  do  Brazil  pessoas  que  cnlendam  cou-a 
alguma  de  minas,  mais  que  loão  Alvares.  Coutinho,  que  he  já  muito  velho  e  Fr.  Joain  de 
(iraiiica,  de  quem  se  não  deue  fazer  confiança,  e  sem  pessoas  intelligentes  nesta  arte,  se  não 
|)óde  alcançar  a  certeza  e  qualidade  das  n:inas  de  ouro,  prata  e  pedraria,  ou  o  dezengano 
ultimo  de  as  não  hauer  no  Brasil,  intentando-se  este  descobrimento,  he  conueniente  c  preci- 
samente necessário  mandar-se  logo  buscar  em  Cadiz  e  Seuilha  ou  em  alguma  primeira  das  de 
Europa,  adonde  se  tira,  e  ha  minas  de  prata,  pessoas  intelligentes  de  conhecer  os  serros, 
penetrar   as  betas,   e   fundir   os   metaes   até   os   reduzir   a   prata   e   ouro. 

Não  pareça  que  fará  a  fazenda  real  grandes  despezas  com  estes  homens,  pois  não 
l«)(lem  passar,  nen  chegar  ás  que  se  fizeram  com  D.  Rodrigo,  não  tendo  mais  sciencia.  que  a 
que  elle  disse  tinha,  nem  as  que  cada  hora  sucedem  em  cazos  accidentaes 

Em  2°  logar  deue  S.  M.  ser  seruido  mandar  passar  as  prouizões  e  aluarás,  que  se  con- 
siderarem conuenientes  para  os  moradores  de  S.  Paulo  se  assegurarem  dos  priuilegios  e  mercês, 
que  se  hão  de  conceder  á  sua  villa,  e  a  elles,  quando  com  effeito  se  descobrirem  as  celebres 
minas  de  prata  da  Serra  de  Sabarcthassú,  ou  outras  que  sejam  reaes,  e  que  dêem  cada  ai.no 
[lara  a  fazenda  real,  liures  40.000  cruzados  ao  menos,  e  bem  assi  se  hão  de  escreuer  c.irtas 
particulares  á  camará  e  a  outras  pessoas  que  se  apontarem   para  os  animar  a  aquelle  seruiço. 

A  pessoa  que  S.  M.  nomear  para  ir  a  S.  Paulo  (que  se  sui)põe)  será  hum  sogeito  de 
cuja  authoridade,  e  prudência  se  possa  fiar  negocio  de  tanto  pezo,  não  levará  comsigu  mais 
que  seis  creados  x  as  ordens  e  poderes  reaes. 

Ha  de  leuar  o  tal  sogeito  a  superintendência  sobre  a  fazenda  real  daquella  Capitania,  o 
das  mais  do  sul  com  a  moderaçam  que  parecer  conueniente  para  a  cobrança  dos  effeilos  (|ue 
se  hão  de  cobrar  e  applicar  a  este  descobrimento  e  o  escriuão  da  Camará  da  dilla  villa  será 
<piem  escrcue  as  receitas  e  despezas  de  tudo  o  que  se  cobrar  c  despender  por  ordem  do  dillo 
su]ii-rinlen<lençia  e  hum  dos  vereadores  o  recebedor,  de  ludo,  dando-s<;  papeis  em  fornia  para 
os  almoxarifes  ou  recebedores  da  fazenda  real  para  as  suas  contas  c  se  se  proceder  nisto 
com   toda  a  clareza   necessária   e   conveniente   a    reputaçam   do   mesmo   sogeito." 

1.837 

I.Moi!M.\r.\o   (lo   Sebastião   Cardoso   do    Sampaio,   acerca   do   relatório   antccCHlcuto. 
Lisboa,  22  do  novembro  de  1602.  (annexa  a»  11.   1836) 

"A  contextura  do  papel  que  se  ileu  a  S.  M.  sobre  o  ileseobrimento  das  minas  do  Brasil, 
se  diuiile  em  ires  parles. 

A  primeira  (pie  rc-peita  as  niinas  ile  ouro.  a  segunda  que  pertence  ás  minas  de  prata 
c  a  ttreeira  que  insinua  os  meios  ilc  conseguirem  estes  descobrimentos  e  de  se  tirar  o  .linluiro 
iiecc^íario   para   as   grandes  despi zas   desla   im|)ori.inte   diligencia. 


aoi 


Quanto  á  i^  parle  no  Estado  <io  Brazil  se  não  descobrio  athe  aqui  mina  de  ouro  de  beta 
e  só  se  presume  que  as  ha  grande  quantidade  de  ouro  de  lauagem  que  de  muitos  annos  a  esta 
parte  se  tem  tirado  nas  capitanias  de  S.  Paulo,  Iguape  e  Pernagua:  persuadindo-se  os  que 
mais  superficialmente  discorrem  que  o  ouro  de  lauagem  fe  cria  em  minas  de  beta,  donde  st 
corrente   das  agoas,   que   por  ellas   passão   a   conduz  aos  ribeiros,   onde   se  acha. 

•  Porém  os  mais  práticos  e  intelligentes  desta  matéria  affirmão  constantemente  que  o  ouro 
de  lauagem  não  nasce  nem  se  cria  em  minas  de  beta,  mas  hc  produzido  pela  actiuidade  do  sol 
nos  mesmos  lugares  em  que  se  acha  em  mayor  ou  menor  quantidade,  segundo  o  tempera- 
mento e  disposições  do  terreno.  O  qual  discurso  não  só  parece  verosímil,  mas  evidente  por 
3  razões:  a  i"  porr/.ie  se  este  ouro  se  criava  em  minus  e  dahi  o  arrancava  a  corrente  das 
agoas.  Se  acharia  certamente  á  superfície  das  ribeiras  e  lugares  húmidos,  onde  se  busca,  o 
que  he  contra  o  que  experimentão  os  que  trabalhão  nesta  diligencia,  pois  para  descobrirem 
alguns  grãos  costumão  profundar  5  c  o  palmos  de  terra  virgem  antes  que  cheguem  aos 
criaduuros  onde  não  era  possível  penetrarem  estes  grãos  de  ouro  se  forão  conduzidos  pellas 
correntes  pela  resistenci"  que  faz  ao  seu  natura^  pezo,  a  contextura  solida  da  superfície 
da  terra. 

A  2"  porque  não  sendo  verosimil  que  todo  o  terreno  daquellas  capitanias  esteja  semeado 
de  minas  de  ouro,  princinalmenfe  não  se  havendo  cm  tantos  annos  descoberto  nenhuma,  e  não 
costimiando  ser  tam  pródiga  a  natureza  na  produção  de  hum  metal  tão  raro:  se  não  havia  de 
achar  ouro  em  todas  as  ribeiras,  mas  só  naquellas  cuja  corrente  se  encaminhasse  por  cima 
de  alguma  delias,  e  coir.'  a  continuação  do  seu  curso  fosse  desenterrando  e  conduzindo  algumas 
porções  de  ouro  que  nellas  nascia.  O  que  também  passa  pello*  contrario,  pois  o  ouro  de  la- 
uagem em  mais  ou  menos  quantidade  em  todo  o  âmbito  daquellas  capitanias  se  acha  em  todas 
as  ribeiras  e  valles  húmidos  em  que  se  busca. 

A  3"  porque  í-c  o  ouro  correra  das  minas  para  as  ribeiras  já  os  moradores  de  S.  Paulo 
teriãi)  descoberto  alguma  beta  na  Serra  de  Geraldo,  pois  não  ha  ribeira,  valle  ou  regato  que 
não  tenhão  seguido  e  esquadrinhado  do  pé  da  serra  athe  o  cume  onde  todos  tem  o  seu  nasci- 
mento, como  que  se  estes  arrancarão  das  minas  o  ouro  que  trazem  necessariamente  hauião  de 
topar  com  ellas,  seguindo  o  curso  da  corrente,  os  que  tantos  annos  trabalhão  nesta  utilissima 
averiguação. 

Mas  ainda  que  esta  pareça  a  verdade  e  que  não  haja  motivo  algum  prouauel  para  se 
esperar  o  descobrimento  de  minas  de  ouro  de  beta,  o  curo  de  lauagem  que  se  pôde  tirar 
daquelias  capitanias  he  negocio  de  tanta  importância  que  pede  mayor  attenção  da  com  que 
athe  agora  se  tem  administrado,  c  seri.-»  conueniente  ao  seruiço  de  S.  M.  e  a  utilidade  publica 
dos  seus  vassallos,  mandar  ás  ditas  capitanias  hum  ministro  de  confiança,  zello  e  authoridade 
que  procurasse  o  augmento  dos  Pouos  vizinhos  ás  minas  de  lauagem,  e  aplicasse  os  moradores 
ao  seu  lauor,  pois  o  tirar-se  delias  mais  ou  menos  ouro  não  depende  de  mais  fabrica  que  ser 
mayor  ou  menor  o  numero  dos  trabalhadores,  o  qual  crescendo  e  espalhando-se  por  todos 
aquelles  valles,  será  o  meyo  mais  efficaz  para  se  descobrirem  as  minas  de  beta,  se  acazo  fòr 
certa  a  sua  existência.  •  < 

Quanto  á  2*  parte  de  hauer  minas  de  prata  no  mesmo  Estado  do  Brazil  não  ha  mais  pro- 
babilidade que  a  tradição  que  se  conserua  entre  alguns  moradores  das  capitanias  de  .S.  Paulo 
c  da  Bahia  de  que  já  em  algum  tempo  se  achaua  este  metal  nas  serras  de  Tabiana  c  Saba- 
rahussú^  e  a  circurrctancia  de  confinar  o  Brazil  pelo  sertam  de  Pernambuco  athe  o  Rio 
da  Prata,  e  com  o  Reino  do  Peru,  e  concorrerem  as  serras  de  Tahiana  e  Sabarabasu 
debaixo  da  mesma  altura  e  pararello,  como  o  celebrado  cerro  de  Potosy  que  he  a 
fonte  de  prata  inexausta  que  tem  inundado  todas  as  quatro  partes  do  mundo,  donde  se  con- 
jectura que  sendo  a  producção  de  todos  os  metacs  ef feito  do  calor  e  actividade  do  sol  pela 
igualdade  da  altura  e   pararello   participarão   aquellas  serras  das  mesmas   influencias. 

Estas  conjecturas  ou  estas  probabilidades  derão  occazião  a  que  repetidas  uezcs  com  con- 
siderauel  despeza  da  fazenda  Real  e  dos  particulares  se  intentasse  o  descobrimento  destas 
minas,  o  aiie  athe  agora  se  não  corseguio.  E  .suposto  que  no  papel  que  se  dco  ;í  S.  M.  sc 
insinue  que  a  causa  de  se  não  descobrirem  foy  porque  algumas  uezes  o  impedirão  os  moradores 
de  S.  Paulo  e  outras  faltou  a  intelligencia  necessária  daquellas  pe-ssoas  a  quem  a.ssi  encar- 
regarão os  descobrimentos:  e  especialmente  cm  D.  Rodriyo  de  Castelo  Braii.o,  que  foi  o 
ultimo  que  passou  ao   Brazil  com   esta  commissão. 

Quanto  a  esta  ultima  cauza,  o  que  se  me  offerece  dizer,  he  que  suposto  não  pos.sa  affir- 
mar  que  o  tal  D.  Rodrujo  ouuesse  tido  toda  aquella  pericia  e  sciencia  que  no  papel  se  suppõe 
necessária,  st  não  pode  duvidar,  que  tinha  bastante  intclligcncia  desta  niatvria:  porque  estando 
eu  na  Bahia  lhe  uy  fazer  differentes  en^ayos  cm  varias  pedras  que  tirou  da  Serra  de  Ta- 
biana, e  também  uy  que  dos  ditos  ensayos  tirou  prata  que  mostraua  bastante  rendimento.  Os 
quaes  ensayos  he  sem  duuida  que  forão  sem  suspeita,  porque  se  fizerão  em»  casa  do  Gouer- 
nador  Ajfonso  Furtadg   de  Mendonça,  estando  eu  e  elle  prezentes,  e  alguns  ouriues  de  boa 

,6  26 


202 


Inlelligencia  cm  que  não  era  possível,  que  sem  vermos  se  lançasse  prata  no  moer  da  pedra, 
no  ladinlio  ou  quando  se  lhe  lançaua  o  azougue.  E  também  posso  afirmar  que  tornando  o  dilu 
D.  Rodrigo  á  mesma  serra  dt-pois  de  se  aueriguar  por  estes  ensayos  que  a  prata  a  respeito  da 
quantidade  das  pedras  prometia  bastante  rendimento  e  acompanhando-o  algumas  pessoas  de 
toda  a  confiança  do  mesmo  Gouernador,  trabalharão  em  profundar  a  mina  em  ordem  a 
descobrir  algum  ramo  do  ponto  que  suppunhão;  e  tanto  que  passarão  de  5  ou  6.  braças,  em 
nenhuma  das  pedras  que  tirarão  se  pode  achar  prata  por  mais  diligencias  que  se  fizcrão. 
E  filosofando  o  mesmo  D.  Rodrigo  com  outras  pessoas  intelligentes,  qual  seria  a  cauza  de  que 
achando  se  prata  na  superficie  da  terra  se  não  achasse  tanto  que  a  mina  se  profundaua  para 
o  centro;  succedendo  o  contrario  nas  minas  de  Potosy,  que  quanto  mais  se  profundão  mais 
prata  descobrem,  assentarão  que  podia  ser  a  cauza  a  diferença  de  clima,  e  do  terreno,  pois 
sendo  o  do  Brazil  muito  mais  frio  impedia  e  baldaua  as  influencias  do  sol,  cuja  actividade  não 
podendo  vencer  a  rezistencia  da  frialdade  do  centro  não  passava  a  produzir  mais  do  (ine  na 
superficie. 

O  que  se  corroboraua  com  a  experiência  das  aruorcs  daquelle  clima  pois  ncnluiina 
lança  raizes  direitas  para  o  centro,  nxis  somente  espalhadas  pela  superficie  por  occasião  da 
frialdade   da    terra    que    lhe    impede    o    penetrar    mais    abaixo. 

Mas  porque  não  he  forço.-o  que  todo  o  terreno  do  lirazil  tenha  a  mesma  reiíugnancia 
variando  frequentemente  as  qualidades  das  terras  segundo  as  constituições  e  differenças  dos 
climas  e  em  hum  negocio  de  tanta  importância  não  he  razão  que  se  deixem  de  apurar  todas 
as  diligencias,  parece  conueniente  que  S.  M.  valendo-se  da  industria  e  zelo  do  ministro  que 
deu  esse  papel  seja  sçruido  mandar-lhe  encarregar  este  descobrimento,  porque  do  grande  cui- 
dado com  que  alcançou  as  noticias  que  nelle  indiuidua  se  pôde  esperar  que  aplique  toda  a 
diligencia   por   conseguir   o   descobrimento   das   minas. 

E  quanto  á  3*  parte  me  parece  que  os  meyos  que  este  minis; ro  aponta  são  os  mais 
adequados  pE.ra  se  pór  em  execução  huma.'  tam  grande  obra,  e  ainda  que  não  he  fácil 
averiguar  o  n^odo  porque  depois  de  descobertas  as  minas  de  prata  se  haja  de  desct)brir 
outra  mina  de  homens  tam  numerosa  como  he  níces.sario  para  trabalharem  neste  launr 
com  as  incomodidades  e  perigos  que  experimentão  os  que  trabalhão  nas  de  Peru:  principal- 
mente encarecendo-se  tanto  no  mesmo  papel  a  ociosidade  dos  n-joradores  de  S.  Paul". 
cu;ntudo  a  ambição  dos  homens  tudo  facilita,  porque  se  não  malogre  o  zelo  deste  m.- 
nistro,  neiii  se  despreze  huma  diligencia  tam  útil,  parece  que  esta  se  deve  pôr  por  obra, 
na  forma  que  elle  o  tem  proposto,  fazendo-se  por  conta  da  fazenda  real  a  despeza  precisa 
para  o  ministro,  que  ouuer  de  ir  fazer  o  descobrimento  e  para  os  ingredientes  necessários 
e  ensayos  e  que  as  mercês  que  se  ouueren?  de  fazer  por  couta  deste  seruiço  assim  ao 
ministro  a  que  se  commeter  a  super-intendencia,  como  as  mais  pessoas  que  para  elle 
ouuerem  de  concorrer  se  assentarão  Todas  no  rendimento  das  mesmas  minas,  pois  desta 
sorte  se  aplicarão  ao  descobrimento  com  mayor  cuidado,  e  não  ficará  o  património  real 
com  detrimento  de  despezas  inúteis,   como  athe  agora  tem   succedido. " 

1.838 

Cakta  do  Provedor  da  Fazenda  do  Rio  de  .Janeiro  e  Administrador  geral  das  Minas 
do  Sul  do  Brasil  Pedro  de  Sonsa  Pereira,  dirigida  ac  Rei,  na  qual  o  informa 
(•irfunistanciadamente  acerca  das  minas  que  se  tinham  descoberto  e  do  que 
era  necessário  fazer-se  para  as  conservar. 

Villa  da  Conceição,  20  de  maio  de  \^Tu,.  (Aiivr.ra  nn  n.  1.83G). 

".Senhor.  Da  villa  da  Ilha  grande  (vindo  para  estas  capitanias  do  Sul)  escreui  a  V.  M.  a 
ultima  carta  que  auia  ser  remettida  pelo  proucdor  da  fazenda  que  em  meu  lugar  ficaua  ser- 
uindo  Thomr  Corrra  de  Ahinreiíga,  com  hvuna  arroba  de  pedra  crauada  de  ouro  que  me 
uinha  do  Parnaguá,  aonde  a  tinha  mandado  buscar  com  encarecida  brcuidade,  entendendo 
podcsse  hir  na  Armada;  dahy  passei  já  á  Ilha  de  Sam  Sebastião,  correndo  á  costa  em  embar- 
cação de  remos,  por  razão  do  inimigo,  athe  á  Filia  de  Saticlos,  e  na  de  5.  Vicente  aprezentei 
as  ordens  de  V  M.,  e  as  f'z  registrar  coní  todos  os  mais  papeis,  pertencentes  ás  minas;  sid)i  a 
S.  Paulo  em  que  está  a  Caza  Kcal  dos  quintos,  Prouedor  e  mai;'  officiaes,  na  qual  achei 
somente  do  rendimento  delles  para  V.  M.  30  oitauas  de  ouro  em  pô,  e  como  o  inlcnlo  que 
trazia  hcr^  de  alcançar  nonos  descobrimentos  e  animar  aos  moradores  daquella  villa  (pur  si  - 
rem  og  mais  possantes  em  razão  de  índios  a  os  fazerem)  não  dcuacei,  nem  tnnu  i  ccuilas  an- 
officiaes  da  dita  caza,  porque  conuencidos  como  he  certo,  pois  em  nada  cost.umão  fa/er  áua 
ctirigação,  nem  guardar  o  Kegimcnto  de  V.  M.  hera  força  castigallos,  e  aquelle  po\io  (em  que 
CHtão   cazados   e    aparentados)    com    muito    menos    cauza    costuma    amotinar-se    e    desobedecer 


203 


como  a  expericncia  de  tantos  successos  tem  mostrado,  e  acabei  de  experimentar  quanto  tra- 
tão  de  se  conseruar  liures  no  mau  anin-o  (|uc-  todos  tem  para  o  particular  das  minas,  trazendo 
em  pratica,  que  auendoas  de  importância,  ficarão  sugeitos  aos  prezidios  e  gouernadorcs  de 
V.  M.  e  lhes  está  melhor  uiuerem  de  suas  lauouras,  com  a  liberdade  que  athe  agora,  de  que- 
rerem   recuzar    ou   acceitar    os    minisrtos   que   lá   vão. 

Somente  tratei  de  averiguar  as  noticias  que  haaiia  das  p.-dras  da  prata,  que  do  sertão 
trouxe  António  Xuucs  Pinto,  e  as  da  Serra  de  Saberabussú,  e  achando  de  huma  e  outra  couza 
bastantes  informações,  encarreguei  do  descobrimento  da  dita  Serra  a  Aluara  Rodngues  do 
Prado  grande  sertanejo,  pessoa  muito  hábil  e  de  ualor  para  semelhante  empreza,  e  elle  se 
offfreccu  com  seus  filhos  e  escrauos.  muy  animozamente;  mandei-o  auiar  de  tudo  o  necessário 
á  custa  de  minha  fazenda,  e  pedi  aos  officiaes  da  Camará  hum  índio  principal  de  huma 
Aldèa  de  \".  M.  que  sabia  bem  aquelle  caminho  para  guia  e  reparo  dos  índios,  por  domes- 
ticar, que  ha  nelle;  e  deixando-o  assi  ordenado  me  parti  para  a  Villa  de  Sanctos  muito 
doente  por  cauza  de  huma  queda  qvte  dei  no  caminho,  aonde  depois  soube  que  não  só  lhe 
negarão  e  induzirão  o  índio  prometido,  mas  ainda  tratauão  de  lhe  impedir  a  jornada  por  via 
de  ameaçarem  os  homens  que  nella  o  querião  acompanhar,  e  assi  mo  mandou  dizer  o  mesmo 
Aluara  Rodrigues,  certifícando-me  que  a  bade  fazer  só  com  seus  fiUios,  queira  Deus  dar-lhe 
bom  successo. 

Foi   minha  tenção  com   qualquer  melhoria   seguir  logo   a  jornada  de  Parnagua  e   obrigar 
o  que  V    M    foi  seruido  encarrrgar-me,  e  auiar  dali  a  António  Nunes  Pinto,  que  se  tinha  la 
retirado,  ameaçado  dos  moradores  de  S.  Paulo  por  fallar  afirmativamente  na  pedra  da  prata, 
para  hir  ao  dito  sertão,  porém  a  enfermidade  cresceo  de  maneira  que  sem  esperança  da  vida 
passei   3   me/es   e  com   o  discomodo   da   auzencia   de   minha  caza,   em   lugar   tão   distante,   mas 
como   da   obricação   do   seruiço   de   V.    M.    me   não   deuerte    nada   no    mesmo    Estado    (por   me 
ualer  do  tempo)   procurei  alguns  homens  que  tinhão  acompanhado  ao  dito  António  A  unes,  na 
jornada   que   fez   quando   trouxe   as  amostras   da   dita   pedra,    os   quaes   me   derão   boas    infor- 
mações   e    alcancei    do    guardião   dò    Mosteiro   de    São    Francisco    licença    para    hum    Religiozo 
chamado  frei  Belchior  hir  com  elles,  por  ter  algxim  conhecimento  e  experiência  de  fundição  de 
metaes,  e  me  auer  afinrado  que  de  huma  mais  pequena  pedra  destas  que  trouxe  António  Nu- 
nes, tirara  prata,  e  com  70  índios  e  10  ou   12  homens  brancos,  auiados  com  largueza  do  neces- 
sário, mantimentos,  ferramentas,  roupas,  armas  e  muniçoens,   em   um   nauio  que   fretei,  tudo 
á  custa  de  minha  fazenda,  os  n.-andei  ao  dito  descobrimento  com  ordem  que   fossem  por  Par- 
nagua  tomar  António  Nunes,  remettcndo-lhe  a  elle  as  necessárias  para  leuar  a  dita  gente  a 
seu  cargo  com  o  offerecimento  de  muitas  honras  em  nome  de  V.  M.;  nos  primeiros  de  janei- 
ro passado  partirão  do  porto  da  Laguna  para  o  sertão,  e  me  escreueo  António  Nunes  que  hia 
com   grande  anin-)   e   confiança,   e   porque   sendo    o   caminho   me   afirmarão   bastauão   4   mezes 
pp.ra   uoltarem,  lhes  mandei   já   outro   nauio   fretado   a   aquelle   porto,   com   refeição   de   manti- 
mentos,  que  o  está   ..spcrando.;   permita   Deus  trazellos  com   felicidade,   que   ao   dito  António 
.ViíHíítcnho   offerecido   de   minha    f.izenda,   toda   a   que    ouuer   mister   para   hir   a    essa    tôrte 
requerer  a   V.   M.   Nos  prim<  iros  t.e  mar-^o,   pouco  melhorado   me   para   eii;   hunr>.   caraucila   á 
lilla   de   Cananca.  para   dahy    hi^  por   terra   a    Parnagíiã,    e   para   esse   effeito    e    fazer   a   dili- 
gencia no  descobrimento  de  mayor  quantidade  das  pedr:xs  crauad-is  de  ouro,  mandei  pedir  aos 
officiaes  da   Camará   e   Capitão   mór  da  villa  de   S.   Paulo   80    índios  das   Aldeãs   que   aly   ha 
de  V.   M.,   e  com   grande  dilação    (só   a   fim   de  me   empatarem)    enten.lendo   o   r.ão,  podesse 
remedear  por  outra  via)   me  mandarão   6,   estes  de   maneira   induzidos  que   logo   fugirão,   mas 
eu  me  vali  de  mandar  por  terra  o   Escriuão  da   Fazenda  de   V.   M.,   que  commiiío   Irou.ve   do 
Uio  de  Janeiro,  pessoa  de  grande  confiança  e  préstimo,  á  villa  da  Conceiç-io,  que  he'  da  Ca- 
pitania  do   Conde  de   Vimieiro,   com   ordem   de   nella   pedir   os   índios   que    ouuesse,   e   coin   os 
mais   que   podesse   ajuntar   alugados,   se   hirem    encontrar   commigo    a    Cananéa,   como    o    fez 
Icuando   .30   índios,   huns  alugados,   e  outros  dados  pelos   officiaes  da   Camará   que   neste   par- 
ticular, e  em>  todos  os  mais  do  seruiço  de  V.  M.  tem  procedido  muy  conforme  a  sua  obrigação, 
e  com  elles  me  parti  logo  por  terra  a  Parnagua,  e  tomando  na  pouoação  ao  Capitão  Gabriel 
de   Lara.   e   com    o   mesmo   Eícriuão   da    Fazenda,    e    30    trabalhadores,    fui    .10    sertão   da   cha- 
mada mina  de  pedra  de  ouro,  e  reconhecendo  o  sitio  vi  que  hera  o  lugar  a  fralda  de  hum 
serro,    cujas   pontas    estão    de    leste,    oeste,    regado    com    hum    pequeno    ribeiro    que    uem    do 
mesmo  serro,  e  neste  lugar  achei  cauado  em  partes,  espaço  de  40  braças  eir.«  quadra  daonde 
--e  avião   tirado   as   pedras   que   se   manifestarão,    e   outras   muitas,   tiue   noticia   e   certa    infor- 
mação que  se  fundirão  para   se  tirar  ouro,  além  das  que  se   espalharão   por  diuersas   maons 
e   um  homem  bom  christão,  e  zeloso   do  seruiço  de  V.   M.   que  se  achaua  prezente  ao  tirar 
fie  algumas,   c  as  ajudou  a   fundir  a   Gabriel   de   Lara,   que   he  o   que   se   intitula   rlescobridor 
desta   chaiTsada    mina,    e    ouera   pedra   de   mais   de    um    quintal,    cujo    rendimento    foi    exces- 
siuo;   mandei  abrir  huma  cata  bem  ao  pé  do  monte  e  com   30  palmos  de  altura,  se  iiao  achou 
pedra   alguna,   c   fazendo   abrir  outra   mais  abaixo,   afastada   C   braças   da   primeira   na   qual   se 


204 


começou  a  achar  pedra  em  altura  <ie  6  palmos,  e  em  grande  quantidade  assentadas  ci.t  pis- 
sarro  amarello  e  duro,  juntas  como  legadas  mas  desunidas,  e  continuadas  do  mesmo  modo 
the  altura  de  i8  e  20  palmos. 

Em  12  na  mesma  cata  achei  essas  crauadas  em  que  ha  huma  de  arroba,  e  outra  arroba 
de  meudas.e  por  ser  tempo  de  agoas,  inucrno  nestas  partes,  e  gente  pouca  para  o  grande  tra- 
balho de  derrubar  matos,  e  fazer  cauas,  entrada  a  Semana  Sancta  me  tornei  para  a  pouo.içã;). 
Domingos  de  Ramos,  e  o  que  cá  se  pode  alcançar  emquanto  não  ouer  mineiros,  e  pes.sons 
que  o  entendão,  he  que  estas  pedras  se  começão  e  acabão  de  achar  na  altura  referida  entre 
pissarros  diferentes,  são  soltas,  e  desunidas,  mas  muy  assentadas  dentro  no  barro,  com 
(■.miadas  de  barro,  c  pedra»,  grandes  e  pequenas  em  muita  quantidade,  todas  de  huma  cór 
branca,  saluo  que  ha  ouir.is  negras  imii  raras,  as  quacs  quebradas  n-.'.istrão  ter  luun  modo 
,1c  luzimcnto,  que  reprezcnta  vidro,  r  se  averigua  ser  esmeril,  e  eu  me  não  atrevo  a  alir- 
malo,  e  as  que  fc  achão  crauadas  de  ouro  são  raríssimas,  porque  entre  muitos  centos  delias 
que  se  vem  lauar  ao  Kio  para  serem  conhecidos  se  descobre  huma,  se  bem  se  afirma,  serem 
infinitas,  as  que  se  ten.-  tirado  no  pouco  desiricto  que  achei  com  causas,  e  que  em  distancia  de 
2  legoas  se  acharão  algumas  não  tiue  lugar,  nem  cabedal  de  gente  para  tão  grande  expe- 
riência, só  >i  que  em  espaço  de  inca  kgoa  os  ribeiros  que  ha  tem  a  mesma  pedra,  e  as  que 
tirei  são  apartadas  do  ribeiro  de  agua  s  e  6  braças,  nem  nas  cauas  se  acha  nunca  agua,  tão 
pouco  se  acha  ouro  de  lauagem  nestes  ribeiros,  e  partindo  algumas  das  pedras,  que  não  mos- 
trão  ouro,  e  todas  estão  igualmente  assentadas  com  as  que  o  tem,  lhe  achei  por  dentro  humas 
véas  de  diferentes  côns,  com  huma  massa  branda,  e  em  algumas  de  mayor  perfeição  e  de- 
monstrações de  ouro,  como  se  vay  (rasmutando  e  conuertendo  no  tal  metal  -.leio  que  me 
])arcceu  mandar  esses  2  caiNÕc^  das  mesmas  pedras,  tiradas  no  próprio  lugar  en-;*  que  achei  as 
crauadas,  e  cntE*-  ellas,  para  que  \'.  M.  m.mde  considerar  tudo  com  esta  informação,  que 
he  dada  com  a  uerdade  de  hum  vassallo,  que  só  zela  o  seruiço  de  V.  M.  vio  e  apalpou  tu<lo 
o  que  diz  e  fazer  fundição  delias,  porque  se  assy  fundidas  derem  qualquer  rendimento  essas 
que  não  mostrão  ouro  ha  aqui  hum  grande  thezouro.  Ordenei  com  grandes  penas  em  nome 
de  V.  M.  que  ninguém  fosse  a  este  lugar  tirar  pedra,  nem  mais  se  bulisse  nelle,  só  con- 
cedi que  se  continuasse  a  lauoura  do  ouro  de  lauagem  que  se  tira  em  ribeiros  dahi  mui 
distantes,  e  não  he  eir?  muito  grande  quantidade  por  serem  muy  os  moradores  daquellas 
jiartcs,  que  apenas  tem  4  e  5  cscrauos  cum  que  laurão  seus  mantimentos  e  vão  as  minas,  mas 
hc  certo  que  todo  ai|uelle  sertão  tem  ouro,  e  que  se  andarão  nelle  n?uitos  trabalhadores  con- 
tinuos,  ouuera  para  os  quintos  reaes  grande  rendimento,  cobrando-se  também  por  mão  de 
officiaes  inteiros,  zelozos  c  tementes  do  castigo,  os  quaes  não  ouuc  athegora,  assi  me  atreuo 
a  afirmalo  a  V'.  M.,  e  que  os  erros  e  descaminhos  que  ha  auido  na  recadação  destes  quintos 
me  são  muy  pertencentes,  sendo  muitos  e  me  não  atreui  a  proceder  como  entendi  tiestcs 
princípios,  por  não  atalhar  ao  principal  intento  de  nouos  descobrimentos,  e  continuação  do 
que  está  alcançado  porque  achei  que  os  officiíaes  que  scruião  na  officina  do  Parnagria  noua- 
mente  instituhida  (com  muito  grande  fundamento)  pelo  Administrador  Geral  Duarte  Corrêa 
Vasqncancs,  herão  os  moradores  ali  mais  aparentados,  e  sendo  elles  tam  pouco,  com  qual- 
quer motivo  se  hirião  para  o  sertão,  a  que  são  inclinados,  buscar  sitios  em  que  viverem.  Re- 
colhi os  liuros  pelos  quaes  a  seu  ten;\)o,  e  com  maior  suavidade,  espero  hir  obrando  de  ma- 
neira que  segure  o  rendimento  dos  quintos  de  V.  M.  que  foi  maldespondido,  que  o  que  se 
occultou,  e  deixou  de  uir  quintar  hc  infinito,  tudo  por  causa  da  Casa  que  está  na  Villa  de 
S.  Paulo,  que  não  sendo  de  nenhum  effeito  por  se  não  tirar  ha  annos  na  dita  villa  ouro, 
como  he  notório,  e  consta  de  seu  rendimento,  he  ocasião  dos  moradores  que  de  lá  ucm 
a  buscalo  a  Parnagua,  e  á  Ribeira  de  Igiiape  com  mayor  poder  do  gentio,  o  deixarem  ('c 
quinUar  onde  o  tirão,  dizendo  o  leuão  a  caza  de  S.  Paiulo,  que  fica  das  minas  50  legoas  e 
o  uein  V.  M.  a  perder  em  huma  e  outra  parte,  e  o  uendem  em  pó,  e  fazem  obras  delle  com 
grande  desaforo  athegora,  e  muito  pouco  cuidado  de  sua  arccadação  no  prouedor  da 
dita  caza  de  S.  Paulo  Pascoal  Afonso  e  seus  officaes,  que  todos  são  semelhantes  a  seu  si-- 
geito,  do  qual  com  toda  a  uerdade  e  sem  cauza  de  paixão  alguma  informo  a  V.  M.  para  que 
o  mande  remedear  como  fòr  seruido,  he  homem  sem  préstimo,  není  talento,  ignorantíssimo  nas 
couzas  da  fazenda  Real  dado  ao  trato  da  mercancia,  e  asistente  de  ordinário  a  e.st':  respeito 
na  Villa  de  Sanctos,  onde  tem  sua  níidher  e  família,  foi  á  dous  dias  homem  do  m:ir  (|;ic 
seruio  nesta  mesma  costa  em  barcos  de  sua  navegação  pouco  temido  e  menos  respeitado,  e 
nas  obrigações  de  seu  cargo,  tão  remisso  e  froxo  que  nunca  foi  ás  minas  a  visitalas  e  faz.-r 
nellas  a  repartição  de  cada  que  V.  M.  tão  claramente,  encomenda  cm  seu  regimento,  de  que 
SC  cauzou  a  grande  confuzão  de  hircm  todas  ás  minas  laurar  como  querião,  sem  hauer  res- 
res  que  dauão  menos  rendimento,  buscando  os  de  mayor  a  flor  da  terra  sem  se  fundear 
res  que  dauão  menos  rendimentos,  buscando  os  de  mayor  a  flor  da  terra  sem  se  fundear 
que  veio  a  ser  de  notauel  prejuízo,  por  ficarem  os  ditos  lugares  em  grande  distancia  lui- 
lidos    e    cauados,    incapazes    de    ser    tornar    a    tirar    delles    ouro,    e    sendo    muito    u    (jue    se    ha 


203 


tirado  por  ser  nesta  fóriv.ti  c  o  dito  prniiedor  tratar  somente  de  se  pagar  de  seus  ordenados 
e  estar  na  parte  que  lhe  lie  mais  comnioda  á  sua  vivenda,  não  lem  V.  M.  rcndinienio  al- 
yu.iM  •)  c|ue  espero  en.'  IDeos  se  melhore  de  hoje  em  diante  de  tal  maneira  qne  tenhi  V.  M. 
nniita  oeazião  de  mandar  pouar  estas  villas,  principalmente  as  do  Conde  de  Vimieiro,  por- 
que só  nellas  se  tira  ouro,  e  este  á  beira  mar  com  muita  facilidade,  e  pouco  detrimento  dos  que 
II  uão  tirar  porque  para  euitar  a  ocazião  de  o  leuiarem  a  caza  de  S.  Paulo,  emquanto  V.  M.  não 
fór  scruido  nxmdar  extinguir,  como  será  direito,  pois  não  hc  da  utilidade,  sc  não  d,'-  dam- 
uo  jielas  razõ.s  apontadas  e  outras  muitas  de  que  V.  M.  se  poderá  mandar  informar; 
ascnley  a  casa  dos  quintos  que  achey  cm  Parnaguá,  na  ]'ilía  de  Iguajic.  a  onde  está  a 
íírande  Ribeira  de  que  informo  n  V.  M.  pela  Rolação  que  com  esta  uay  de  fora,  e  deue 
ser  vista  com  tenção  pelo  que  mais  contém  das  clarezas  d'?  tudo,  c  fica  sendo  forçozo- 
quintar-se  nella  o  ouro,  tanto  o  que  se  tirar  em  ParnaQuã  que  fica  mais  ao  sul,  e  não  po- 
dem vir  os  que  tirarem  i)or  outra  parte,  como  o  da  nvesma  Ribeira  que  promete  dar  muito, 
e  he  melhor,  ainda  que  scjão  os  moradores  de  São  Paulo,  e  para  sua  rccadação  ser  com  toda 
a  verdade,  e  clareza,  e  do  mesmo  modo  V.  M.  informado  por  folhas  como  ordena,  em  caila 
hum  anno,  de  todo  o  rcndin.iento  dos  quintos,  e  em  todas  as  mais  villas,  e  lugares,  excepto 
n;i  de  São  Paulo,  porque  como  aquelle  prouimento  he  por  V.  M.  ainda  que  faltasse  a  deuida 
informação,  e  o  sogeito  seja  qual  tenho  dito  me  não  atreui  a  proceder  sem  ordem  de  V.  M. 
A  Diogo  Vas  de  Escobar,  Escrivão  da  fazenda  Real,  e  matricula  de  guerra,  com  grande 
satisfação  ha  ii.Mitos  annos  no  Rio  tir  Janeiro,  e  pela  muita  que  tenho  delle  de  seu  talento 
o  troxf  em  minha  companhia,  e  ucndo  que  necessitauão  estas  minas  seu  entabolamento  c 
beneficio,  de  semelhante  pessoa,  alcançando  mais  seu  préstimo  nesta  jornada  o  obriguei  a 
aceitar  o  dito  cargo  e  deixar  o  do  Rio  de  Janeiro,  de  que  viuia  com  differente  comodidade  e 
fica  assistindo  na  mesma  villa  de  Igiuipc  com  thezoureiro  escrivão,'  homens  todos  de  prés- 
timo e  qualidade  necessária  a  semelhantes  cargos,  e  estou  bem  confiado,  que  será  V.  M. 
seruido  com"  grandíssima  diferença  por  via  desta  minha  eleição  que  espero  seja  aproiiada 
pelo  merecimento  (lue  mostrem  na  experiência  de  seu  pocedimcnto,  além  de  que  emquanto 
V.  M.  me  não  mandar  o  contrario  assistirei  os  mais  dos  tempos  nestas  partes,  e  se  António 
Niincs  Pinto  trouxer  (como  confio  em  Deos)  a  prata  que  se  espera,  me  não  sahirei  delias  para 
tratar  das  fortificações  que  no  inter  poder  ordenar,  e  para  isso  e  o  mais  que  pretendo  obrar 
no  seruiço  de  V.  M.  estou  esperando  a  resolução  das  Aldeãs  dos  índios  que  mandei  pc- 
ilir  a  São  Paulo  á  camará  e  capitão  nvór,  que  serão  de  grande  effeito  a  todo  o  intento,  e 
V.  M.  se  sirua  de  (inerer  entender  que  o  que  contem  desta  caria  e  relação  he  a  verdadeira 
informação  de  tiulo  n  í\\h-  cá  ha,  e  jicrtence  a  este  particular  (jue  iniui  com  cj  cuidado  de  quem 
linha    a     sii;;    conta    dali    a     W     M." 

1.S39 
I 

RKr.AfÃo   das   Capitanias   da   Reparti(:ão   do   Sul,   com    svias   hai-ras   c   portos,    i)or 
Ppdro  de  Sousa  Pereira. 
(Anitcxa  ao  n.  1.839). 

"Acabadas  as  d  legoas  que  tem  a  cidade  do  Rio  de  Janeiro  de  distrito  para  o  Sul,  se 
repartem  nas  2  capitanias  do  Marques  de  Caseacs  e  Conde  de  Vimieiro  as  villas  seguintes, 
Km  20  legoas  de  distancia  a  Ilha  Grande  do  conde  de  Cuiabarra  e  Porto  são  capazes  de  quaes- 
(|iur  endíarcaçõcs;  ha  no  reconc.auo  alguns  engenhos  de  assucares,  muitas  madeiras  e  conu)- 
do    jiara   todos   os   mantimentos. 

Dahi  a  12  legoas  fica  a  Ilha  de  São  Sebastião  do  Marquez,  bom  porto  c  enirada,  nliiiuis 
engenhos,    mas    não    produz    bem    mantimentos. 

Desta  á  Villa  de  Santos  ha  a  própria  distancia  também  do  Marquez,  tem  2  barras  huma 
grande  e  outra  mais  pequena,  ambas  francas  e  de  boa  entrada  para  as  end)acaçõens  e  ca- 
)>azes  de  facilmente  se  fortificarem  de  modo  que  fiqiiem  impossiueis  ao  inimigo,  he  porto 
lia  Villa  de  São  Paulo  do  mesmo  Marquez  que  está  pelo  sertão  14  legoas,  a  -'  da  de  Santos  á 
/ ' illa  de  São  !'ii-ente,  an.óas  estas  são  mui  faltas  de  mantimentos  e  In-.to.í  pela  inc.apaculade 
lia  terra. 

12  legoas  abaixo  pela  costa  está  a  '■illa  de  Nossa  Senhora  da  Conceição,  por  outro  nome 
Itanhaen?,  cabeça  das  Capitanias  do  Conde  de  Vimieiro,  com  barra  mui  difficultoza  para  a 
entrada  e  impossiuel  a  nauios  grandes,  dentro  no  rio  sc  fazen.«  alguns  de  athe  .400  toneladas 
porque  ao  sahir  não  ha  risco,  a  terra  he  nuiy  conunuda  [lara  toilos  os  mantimentos  e  provem 
ileila   outras  Capitanias. 

A  villa  do  Iguape  em  distancia  de  15  legoas,  do  Conde,  com  muito  peor  barra  qne  a  da 
Conceição,  tam  baixa  que  se  muda  com  os  bancos  de  arêa,  de  sua  entrada  corre  huma  res- 
tinga  em   Ilha    12   legoa<^   athe   á    enirada   da    barra    da    Cananéa,    e   pelo   rio   que    fica    entre   a 


206 


terra  firme  e  esta  Ilha  se  nauegvT  de  liuniíi  villa  a  outra  com  tanta  largueza  que 
he  capaz  de  mayores  eiiAarcações  do  que  podem  entrar  pelas  barras;  tem  mais 
esta  villa  de  Jguapc  pela  outra  i)artc  da  terra  firme  liuma  grande  ribeira 
de  agua  doce  que  sae  ao  mar  na  costa  perto  da  outra  barra,  c  supposto  que  se 
alargue  muito  na  sabida  que  faz.  lie  perigosíssima  a  entrada  em  razão  dos  bancos  de  aréa,  e 
para  o  sertão  caminha  esta  ribeira  por  todos  os  rumos  muitas  vezes,  em  largura  de  300  e 
400  braças,  e  tanto  fundo  que  nas  mais  partes  tem  30  braças  e  fui  certificado  por  pessoas  de 
credito  ali  moradores  que  nauegarão  por  ella  acima  60  e  tantos  dias  sem  alcançarem  noticia  de 
seu  nascimento,  e  he  certo  que  são  vistas  mais  de  :5o  kgoas  nas  quaes  ha  serras  escaluadas,  e 
continuamente  fe  ouuem  rebentar,  e  dar  grandissimos  estalos  e  he  tão  or(linar'a  que  uem  a 
ser  de  verão,  e  inucrno,  tem  grandissinvis  nebrinas,  frescos  e  temperados  ares,  e  mais 
quanto  mais  ao  certão,  hc  abundantíssima  de  todo  o  género  de  pescado,  caça  e  mel  de  abelhas, 
e  nas  cabeceiras  (que  rega  o  mesmo  rio)  tem  campos  mui  férteis  e  espaçozos,  todos  cheos 
de  pinhaes  com  serras  escaluadas  e  queimadas,  e  também  nelles  se  tem  achado  ouro,  e  enj 
toda  a  ribeira  e  seus  braços,  que  são  muitos  ha  ouro  em  quantidade  se  afirma  muito  finís- 
simo, algum  tirão  os  moradores  que  por  serem  muito  pobres  o  não  continuão  e  os  da  villa  de 
São  Paulo  são  os  que  o  uen.'  tirar  e  como  lá  o  Icuão  a  quinlar  não  \\n  delle  clareza,  mas  he 
certo  que  em   tanta  distancia  de  caminho   se  desencaminha   todo. 

E  na  já  referida  de  12  legoas  está  a  Villa  de  Canaiica  com  barra  para  ordinários  pataxos 
de  sabida  e  entrada  mas  muy  capaz  de  se  fortificar  de  modo  que  fique  de  todo  segura,  e 
com  esta  se  defende  de  todo  Iguape;  huma  e  outra  villa  dão  muitos  mantimentos  da  terra  e 
tem  largueza  e  fertilidade  para  toda  a  mais  lauoura  assi  para  canas  e  engenhos,  se  ouuer  n?3- 
radores,  como  gados,  e  grandes  madeiras  de  que  são  abundantes,  e  o  meneio  muito  fácil  em 
razão  do  Rio  que  faz  a  terra  firme  com  a  Ilha  que  fica  ao  longo  da  Costa. 

Pela  qual  ha  12  legoas  de  Cananêa  a  Parnaguã,  em  que  se  entra  por  3  barras,  a  pri- 
meira pegada,  a  praia  da  terra  firme  que  lhe  fica  pela  parte  do  norte,  e  lhe  faz  a  boca  da 
entrada  huma  Ilha  grande  que  corre  para  dentro  chamada  das  Pessas,  he  esta  barra  muito 
baixa  e  ainda  para  embarcações  de  remo  de  grande  perigo;  e  da  ponta  desta  mesn.a  Ilha  co- 
meça a  barra  grande  athe  á  ponta  da  outra  ///ia  chamada  do  Mel,  auerá  de  huma  a  outra 
ponta  largura  de  400  até  500  braça',  c  o  canal  desta  barra  com  fundo  de  í^  até  m  braças  (eu 
a  sondei)  mas  esta  se  hade  uir  de  fora  forçozamente  buscar  pela  ponta  da  Ilha  do  Mel, 
porque  da  outra  das  Pessas  sac  hinn  banco  de  arca  que  uae  fazendo  voltas,  c  se  alarga  ao  mar 
mais  de  huma.  legoa  deixando-se  o  canal  pegado  á  Ilha  do  Mel  e  ao  dobrar  da  ponta,  que  fica  ao 
nordeste  roçando  por  ella;  de  modo  que  com  fortaleza  na  ponta  desta  Ilha  se  segara  dr  todo 
esta  barra,  como  iiarece  da  planta  qi-.e  aqui  vae.  A  terceira  que  chamão  barra  do  sul  se  faz 
com  a  outra  ponta  da  Ilha  do  Mel  (que  está  ao  sudueste)  e  a  terra  firme  he  mais  baixa  e 
estreita,  e  só  para  barcos  pequenos,  também  se  segura  com  fortificação  pa  ponta  da  Ilha  do 
Mel;  destas  barras  que  todas  estão  iguaes,  para  dentro  ha  huma  grande  bahia,  e  recôncavo 
tão  dilatado  que  se  aiiantaja  ao  do  Rio  de  Janeiro  com  larguíssimas  terras,  e  grandes  ilhas, 
muitas  n.iadeiras,  e  ribeiras  de  aguas,  capacidade  para  engenhos  e  gados,  e  toda  a  mais 
lauoura,  e  aiée  ao  longo  do  salgado  vem  os  rios  que  tem  ouro  de  lauagem,  correm  as  minas 
para  a  este  e  com  3  dias  de  caminho  pelo  certão  se  dá  nos  campos  que  chamão  de  Coritiba 
que  são  muy  férteis  (segundo  a  informação)  em  que  ha  já  gado  de  alguns  moradores  do 
Parnaguã,  e  grande  quantidade  de  pinhas,  destes  campos  e  sua  fertilidade  se  contão  notauris 
cousas  e  dos  ribeiros  que  tem  se  ha  tirado  ouro,  são  cabeceiras  da  Ribeira  do  Iguape  e 
pelo  certão  se  comunica  tudo  com  pouca  distancia;  ha  nesta  pouoação  do  Parnaguã  (que 
athegora  se  reputa  por  do  Conde  de  Vimieiro)  poucos  moradores,  c  muito  pnbrcs,  pôde  aga- 
zalliar  com  grandíssima   largueza  todos  os  que  vierem. 

Daqui  vae  correndo  a  mesma  costa  para  o  sul  athé  o  Rio  grande,  e  cm  toda  tila  ha  só  a 
pouoação  do  Hio  de  São  Francisco,  aonde  não  cheguei.  Ainda  que  este  referido  caminho  lie 
todo  pela  cos;a,  por  rios  de  agua  salgada  e  doce,  e  algim'.\as  praias  da  mesma  costa  se  pôde 
andar  cm  todo  o  tempo  com  segurança  de  Parnaguã  por  todas  estas  villas  athe  á  de  Sonetos, 
e  será  caminho  de  70  legoas,  porque  de  dentro  do  recôncavo  de  Parnaguã  c  lugar  das  minas, 
entra  hum  rio  de  agua  doce  pela  terra  ficando  a  praia  pela  costa  que  também  hc  caminho,  e 
vai  .sair  com  distancia  de  (>  legoas  a  outro  rio  de  salgado  chamado  de  Rarapira  c  este  vae 
continuando  athe  Cananêa  com  12  kgoas  e  de  boa  nauegação  para  quaesqucr  embarcaçoens 
Me  r(ino  ainda  que  scjão  grandes,  e  hc  f)  próprio  rio  que  corre  de  Cananêa  a  Iguape  com 
outras  10  legoas  nas  quaes  podem  nauegar  nauios,  como  fica  dito;  daqui  se  toma  a  ribeira  de 
agua  doce  i)ela  (|u.il  se  tiauega  athe  a  sua  barra  8  legoas,  e  supposto  que  sae  ao  mar,  vae 
continuando  esta  ribcir.i  por  entre  a  terra  e  a  costa,  e  rl.mdo  voltas  jamais  estreita  ao  redor 
da  grande  serra  de  Jurêa,  <•  entra  no  rio  Una  largo  e  fundo,  o  qual  caminho  será  de  15  legons, 
e  com  meia  que  se  anda  por  terra  ar  (orna  a  entrar  em  oulro  rio  de  .salgado  que  athe  á  cosia, 
onde  sac  com   muito  ruim   barra,  hc   imposMvel   .Ic  tomar  de   fora   ha   -■   legoas,  e   se  ehatua  de 


207 


Giianihi,  e  caminliaiulo  mais  liiinia  Ugoa  por  terra  st-  iiein  á  /■raia  da  CoiicejKSo,  oisla  (iraba 
tin  que  SC  não  pódc  dezenibarcar,  mas  a  i>r:;ia  l)oa  de  andar,  c  muy  c^paçoza,  tem  de  eon> 
priíiienld  13  Ictíoas,  5  athe  chegar  a  villa,  e  8  athe  o  porto  cm  cjue  se  dá  em  outro  rio  de 
saldado  ((uc  vae  á  villa  de  Saiictos  com  outras  8  lagoas,  fundo  e-  de  l)oa  nauegação,  e  toda  a 
praia  se  aiula  em  carros  e  para  isso  os  lia  de  aluguel  dos  moradores  de  que  está  pouoada. 
Ti-d')  esies  canwnlio  andei  na  volta  que  fiz  de  Parnaguá,  excepto  o  rio  que  rodea  a 
sc'ini  Jc  Jin-ca  que  por  falta  de  emljarcação  a  subi  c  desci  a  pé  em  que  se  gasta  lium  dia,  e 
na  niineira  referida  se  pôde  assi  andar  por  dentro  com  segursnça  por  que  llic  faz  guarda  a 
costa  do  mar  em  que  não  lie  possivel  dczembarcar,  e  sendo  que  Puniagiiã  pelo  que  se  al- 
cançar das  pedras  de  ouro,  se  deue  fortificar  conuem  em  todo  o  cazo  ser  com  muita  breui- 
dade  a  principal  defensa  c  reparo  de  suas  barras  pondo  as  fortificaçoens,  e  nas  pontas  da 
/lha  l/o  Mel.  c<jm  (jue  a  mesma  Ilha  e  barras  se  segura  porque  em  cazo  que  o  inimigo  se 
ucnda  situar  nella  será  impossiuel  dczalojaio,  e  tendo-o  eu  assim  uisto  e  considerado  (em- 
quanto  daua  conta  a  V.  M.)  ir«  quiz  valer  do  mais  pronto  remédio  que  achei,  tanto  para  a 
defensa  desta  barra  como  para  outros  particulares  do  scruiço  de  V.  M.  e  recorri  á  Camará  e 
capitão  mór  da  fi7/«  de  São  Paulo  (a  cujo  cargo  está  a  administração  das  3  akléas  que  V.  M. 
lá  tem)  ordenando-lhe  e  pedindo-lbe  mas  mandassem  coni  toda  sua  familia,  olirigando-nu-  a 
apozentalas  cm  terras  próprias  com  mais  largueza  da  que  tem  nm  S.  Paulo,  e  sitios  á  beira 
mar  que  todos  IIk-  são  muito  commodos  para  o  sustento  com  a  reprezentação  das  razoens 
do  seruiço  de  V.  M.  que  todas  constão  dos  mesmos  laapeis  cujos  treslados  n.iando  para  que 
N'.  M.  veja  em  (|ue  as  fundei  além  de  que  não  ha  nenhuma,  porque  estas  Aldéas  de  índios 
dcuão  estar  na  dita  villa  de  S.  Paulo  sendo  tão  distante  dos  portos  de  mar  aonde  de  ordinário 
o  inimigo  nos  acomc'e,  c  tb  lá  ii".o  i>oiIcm  socorrer  se  não  depois  do  damno  feito,  que  ao 
menos  são  necessários  8  dias  para  com  auizo  descerem  abaixo  e  já  com  este  fundamento 
niand;'ua  n  Cnude  de  Casldiuclrnr,  ( Inucrnador  geral  deste  Estado  remedear  a  (jueixa  que  lhe 
foi  fazer  hum  Índio  principal  de  huma  das  ditas  Aldêas  de  São  Paulo  chamado  João 
Fernandes,  do  mal  que  ali  cstauão  por  falta  de  terras,  e  os  moradores  lhes  trazerem  suas  n«- 
Ihcres  e  filhas  no  seruiço  de  suas  cazas,  passando  prouizão  para  se  uiren."  por  a  beira  mar 
cm  silio  (uit  lhe  mandou  signalar  o  qr.e  athegora  se  não  ha  po^to  em  cffeito:  o  que  tudo  re- 
prezenta  a  V.  M.  para  que  seja  scruido  mandar-me  sobre  estas  Aldêas  apertadas  ordens,  que 
será  de  grande  importância  pôr  huma  na  Ribeira  de  Tgnapa  para  maior  descobrimento  do  que 
jiromcte  ou  asegura  e  as  2  no  Paruaç/uã  para  o  mtesmo  effeito  e  trabalho  das  fortificaçoens 
de  sua  defensa,  como  também  para  fabricarem  mantimentos  nos  lugares  que  possão  seruir 
aos   que   vierem    c   as   armadas   quando    para    ellas    Deus   dê    cauza. 

Tan-ibcm  deue  V.  M.  mandar  considerar  que  sendo  estas  villas  tantas  e  tão  distantes  ha 
grande  engano  no  arendarem-se  os  dizimos  em  mas.-a  junta  na  villa  de  Saiictos,  porque 
auendo  nellas  engenhos,  gados,  farinhas  de  trigo,  da  terra,  e  outras  muitas  creações  e 
n.tantimentos  uem  a  ser  muy  limitado  o  preço  de  4.000  cruzados  cada  anno,  que  he  o  mayor  em 
que  andaua,  e  subirão  sem  duuida  muito  mais,  ordenando  V.  M.  quando  menos  se  remateir.'  em 
cada  capitania  de  per  si,  em  Sar.ctos  a  do  Marquez,  e  a  do  Conde  na  villa  da  Conccf^ção,  e 
porque  tenho  bem  experimentado  que  se  não  pode  por  estas  partes  obrar  couza  alguma  sem 
o  temor  dos  soldados  de  prezidio,  por  serem  os  moradores  e  naturaes  pouco  sugeitos  e  obe- 
dientes e  fáceis  em  recuzar  o  que  lhe  não  está  a  commodo,  sem'  respeito  ao  seruiço  de 
V.  M.  de  que  se  dczobrigão  com  se  metereni  em  suas  fazendas,  me  acho  eu  obrigado  a 
representar  nesta  a  V.  M.  a  muita  importância  e  grande  effeito  de  que  será  prezidiarem-se 
estas  Capitanias  com  150  soldados,  seu  capitão  e  Alferes  que  os  gouernem,  estes  assistentes  na 
]''illa  iic  Saiicfos  por  mais  commoda  e  capaz  e  porque  delia  com  facilidade  podem  acudir  a 
todas  as  partes  e  ser  total  remédio  para  reduzir  estes  pouos  e  obrigalos  a  que  em  tudo 
cumprão  as  ordens,  e  mandados  que  pelos  ministros  de  \'.  M.  lhe  forem  notificados,  e  este 
he  o  fundamento  mayor  de  se  alcançar  muito  mais  no  iiarticular  das  minas,  valendo-se  os 
nfficiaes  delias  da  ajuda  dos  soldados  nos  cazos  que  assi  o  pedirem,  e  quando  logo  não  possa 
uir  todo  o  numero  de  150  com  a  companhia,  trazer  60  Infantes,  e  me  uir  ordem  de  V.  M. 
jiara  eu  ajuntar  a  el!a  os  soldados  que  fugidos  do  prezidio  do  Rio  de  Janeiro  se  uierão 
cazar  a  estas  Capitanias,  e  para  que  as  camarás  e  capitaens  mores  me  dem  para  hisso  o  fauor 
necessário  me  atreuo  a  fazer  muito  maior  numero,  porque  só  na  -■ilIa  de  São  Paulo  ha  mais 
de  200  destes  soldados  além  de  os  espalhados  por  as  outras  villas  que  são  muitos,  e  por  esta 
cauza  está  tão  desmantelado  o  prezidio  do  Rio  de  Janeiro  tendo  elles  logrados  tantos  soldos 
da  fazenda  de  V.  M. 

E  para  o  sustento  deste  pn  xidio  liastará  que  V.  M.  Ilir  mande  aplicar  os  sobejos  das 
rendas  das  Capitanias,  que  sendo  rematadas  eir.>  ramos  serão  muito  mais,  e  o  subsidio  dos 
4000  rs,  <|ue  no  Kio  ile  Janeiro  se  poz  (alem  do  principal)  em  cada  pipa  de  uinho  que  nem 
para  estas  partes  e  lá  se  paga  cobrando-se  pelos  officiaes  da  Camará  de  que  não  dão  razão  a 
fazenda  Kcal  mandando  V.  M,  que  estes  4000  rs.  se  paguem  aqui  pois  os  dão  as  pessoas  que 


208 


coiiiprão  os  vinhos  pata  os  trazerem  a  estas  villas,  e  scjão  aplicatlos  ao  gasto  ilo  ilito  pic?idio, 
e  oufrosi  o  rendiíiieiito  da  postura  que  ua  uilla  de  Sanctos  se  poz  em  cada  pipa  de  aguar- 
dente da  terra,  o  tudo  isto  cobrado  e  despendido  por  mão  dos  officiaes  que  parecer  a  V.  M. 
ou  arendado  para  maior  clareza,  e  com  quantidade  de  sa'  ])or  preço  de  600  rs.  que  he  o  mais 
acon'odado  que  nestas  partes  pode  auer  por  valer  de  ordinário  mil  reis,  e  com  islo  andarão 
mui  á  uontade  socorridos  os  soldados  e  officiaes  e  para  as  fardas  com  que  os  uestir  por  remate 
Ae  seus  soldos,  pode  V.  M.  mandar  aplicar,  o  que  deste  género  de  farda  sobeja  no  Rio  de  Ja- 
neiro daquella  ametade  que  os  contratadores  dos  dizimes  pagiio  em  fazendas  que  lio  mais  do 
•)ue  lá  se  gasta,  e  tudo  redundará  cm  giandc  augmento  das  minas,  para  as  quacs  e  seu 
•Iene  estar  obrigado  o  prezidio,  porque  com  el!e  se  evitão  desobediências,  e  de  outra  sorte 
tem  muitas  dependências  os  officiaes  delias,  e  ocaziocns  de  duuidas,   c  de  desauensas  de  f;::i 

eu  scn-,"pre  fugi  buscando  os  meios  mais  suaues,  para  o  que   tenho   conseguido " 

1.840 

Fi.ANTA  da  Bahia  de  Paranaguá,  compreheudendo  as  barras  de  Soporagui  e  de  Ubii- 
l)etuba,  as  Ilhas  do  Mel,  das  Peças,  das  Cobras,  das  Gamelas,  Rosa,  Ibirarenia 
e  a  perspectiva  da  cidade  de  Paranaguá. 

0,"'300X0,'"410.  Colorida.  N.  373  (la  coUecçõo  de  DWppas  c  plantas  — 
Ennn.  (An neva  ao  n.  1.839). 

'■Ti;asi..\do  da  informação  que  tomou  o  Administrador  geral  das  iMiuas 
Peio  de  .S'o/í,s«  Pereira,  estando  na  Villa  de  Parnagua,  dos  portos  da  Costa 
que  da  dita  villa  corre  para  o  sul,  e  em  particular  do  Rio  de  S.  Francisco  e 
enseada  que  chamão  Garopas,  a  qual  lhe  foi  dada  por  Daniel  Gonralve-s, 
Piloto,  homem  de  mar  de  muitos  annos  e  o  mais  i)ratico  dito  de  toda  esta 
costa,  cursado  nella  e  morador  no  dito  Rio  de  Suo  Francisco". 

Villa  do  Parnagua,  24  de  março  de  1653.  (Aviiexo  ao  n.  1.S36). 

"...sendo  chamado  (Daniel  Gonçalves)  pelo  diln  adininistrador  cm  jirc^en^a  de  todos 
os  ditos  lhe  foi  por  ellc  perguntado  que  capacidade  tinlia  a  b.irra  c  entrada  do  Rio  de  Siio 
l'rancÍ!!C(i,  em  que  já  hoje  hri  huma  pouoaç.-io  e  dahi  jiara  baixo  qual  hera  o  melhor  iiortn 
e  abrigado  de  entrada  <le  nauios  c  recolliinienlo  delles;  ao  qiK  n  dito  Daniel  (iiiiieii'-e.\ 
respondeu  que  elle  de  tudo  podia  dar  melhor  infoniuição  que  ningunii  por  tudo  ter  uistc; 
e  CNaminado,  e  a  verdadeira  iiiforn-<aç."u)  sobre  o  iiuc  llic  pedia  o  dito  .\dminisirador  herr 
que  a  barra  do  Kio  de  .São  l"rancisco  tinha  a  entrada  c  boca,  ao  nordeste  a  qual  podia  ter 
de  largo  na  dita  boca  de  barra  esta  distancia  de  outra  meia  legoa  ao  mar  na  costa  hum 
banco  de  área  por  cima  do  qual  forçozamente  se  hade  passar,  e  começa  de  huma  Ilha  que  está 
fora,  e  corre  para  terra  firme  norte  sul,  o  qual  banco  terá  de  largo  8  ou  9  braç;is  e  na 
baixamar  de  agoas  viuas  tem  sobre  o  banco  3  braças  e  meia,  o  que  elle  dito  Daniel  (7c))ica/i'i'í 
sondou  con:!  outras  pessoas  em  semelhante  conjunção  de  mar','s,  c  desta  dita  barra  do  Kio 
de  São  l"rancisco  disse  que  corria  a  costa  norte  sul  sem  nenhuni  outro  porto  capaz  de  náos 
Be  poderem  recolher  18  legoas  pouco  mais  ini  menos  athe  á  eiiseaiiii  (|ue  chamão  ilas  (lafoluix 
que  hc  muito  grande  e  tem  a  boca  a  lc--tc.  c  de  largo  _>  léguas,  limpo,  c  lr)d,-i  a  obra  naue.spucl, 
a  qual  enseada  tem  dentro  nrii  muita  cai)acidade  que  tem  uma  Ilha  piipiena  que  tem  as  pontas 
a  leste  oeste,  e  esta  dita  Ilha  faz  na  mesma  enseada  outra  enseada  ;i  que  ficão  2  barras  pelas 
I)ontas  da  dita  ilha  com  a  terra  firme  em  que  ha  penedia  hinn  tiro  de  mosquete,  c  esta 
•  entrada  lie  limpa  c  niuilo  fundo  sen'  risco  nenhum  de  ventos,  porque  a  penedia  he  na  ponta  da 

terra  firme,  e  na  da  ilha,  e  a  outra  entrada  da  banda  do  loeste  ten?  a  mesma  largura  e  a 
en;-cada  que  dentro  desta  grande  faz  esta  dita  Ilh;i  com  as  referidas  entradas  tem  grandis- 
simo  fundo,  e  capacidade  de  mais  de  100  náos  e  lhe  fica  nas  costas  toda  a  enseada  a  terra 
firnie  em  serranias  á  qual  se  não  pódc  hir  senão  por  esta  entrada,  e  não  ha  vento  algiun 
que  dentro  ofenda,  nem  altere  os  mares,  e  asse  respeito  lhe  chamão  communuuente  eai..Vii<  Je 
(HO,  e  ha  nxiitas  ribeiras  de  boa  agoa,  que  caem  na  dita  enseada,  e  sendo-lhe  jierguntado  pelo 
hera  em  todo  o  tempo  socegada  antes  de  chegar  á  referida  llhp,  e  se  poderião  nella  estar 
tlito  administrador  se  a  enseada  grande  e  primeira  entraila  da  costa,  na  qual  se  faz  esta  outra 
hera  em  todo  o  tempo  socegada  antes  de  chegar  á  referida  lllha,  e  se  poderiSo  nella  estar 
náos  tempo  largo,  respondeu  que  a  dita  enseada  supposto  que  hera  grande  e  fundo,  estaua 
lanada  de  muitos  uentos  por  ser  mui  larg.-i  a  entrada  e  não  poderião  náos  estar  muito  tempo 
Kcni  risco,  mais  que  aquellas  que  entrassem   na  outra   enseada  (jue   fica   referida,   e  flahi   pavão 

sul,  pela  costa  não  auia  outro  porto  de  náos " 

1.842 


209 


Carta  do  l'rovoílor  da  Fa/,oiida  Pedro  de  Sousa  Pereira,  sol)re  as  diversas  diligencias 
(lue  tinlia  ordenado  nas  Capitanias  de  S.  Vicente  e  Parnagua  acerca  do  desco- 
1)iiniento  das  minas  e  sobre  a  descoberta  que  manifestara  o  castelliano  Jiai- 
Ihulomeu  de  Torales. 

Rio  de  .Janeiro,  lU  de  abril  de  1G54.  (Aiiiic.ra  au  n.  ISÍ^O).  1.843 

I\Ia.mi  Ksro  (lue  fez  o  Cai)itão  liarlholomeu  cie  ToraUes  perante  o  Provedor  das  mi- 
nas, o  Capitão  Diogo  Vaz  de  Escoltar,  do  minério  de  prata  que  descobrira 
num  serro  pi-oximo  da  villa  de  Nossa  Senhora  do  Rosário  de  Parnagua 

17  de  janeiro  de  lGr)4.  Traslado.  (Annc.ro  ao  n.  1.836).  1.844 

Co.Nsti  TA  do  Conselho  Ultramarino,  relativa  á  exploração  das  minas  nas  capitanias 
de  Santos  e  S.  Vicente. 

Lisboa,  1  de  novembro  de  1(!47.    fAitiic.rn  íío   /;.   1.8;]G).  1.84o 

'J'i;i(.\ios  ( 1' )  sobi'e  o  descoliriniento  das  minas. 

Villa  de  Nossa  Senhora  do  Rosário  do  Painaguá,  7  e  9  de  abril  de  1G74. 

(Anncxos  ao  n.  1.836). 

São  assiíinados  por  Manuel  Velloso  da  Costa,  Fr.  .João  de  Guaraniza,  Agos- 
tinho de  Figueiredo,  Roque  Dias  Pereira,  Manuel  de  Lemos  Conde  e  António 
Nunes  Pinto.  1.846—1.847 

Caimas  (LM  do  Mestre  de  Campo  .foão  Furtado  de  Mendonça,  sobre  a  exploi-ação  das 
minris  de  Parnagua. 

Lisboa,  12  de  outubro  de  1fi74.   (Annc.ras  r/o  n.  I.S.^G).  1.848—1.840 

■IIki,A(  Ão  das. cousas  necessárias  (lue  Rodrigo  de  Castello  Branco  re(]uisitara  para  as 
minas  do  Sul  do  Rrasil. 

{.[iiiH.ra    (K,    n.    1.S36)  .  l.Sf.O 

Ri;i,Ar.\o  das  armas,  munições  e  ferramentas,  que  era  necessário  remetter  para  o 
Brasil. 

(Anne.r^a  ao  n.  I.806).  1.S.'>1 

Co.xsn.iA  do  Coriselho  Tln  aiuariíio,  relativa  á  exi)loração  das  minas  de  prata  do 
districto  de  Parnagua. 

Lisboa,  13  de  novemlno  de  1674.   ('An)ic.ra'  ao  n.  1.8?>6).  1.S.'2 

Cautas  do  Cai)itão-mór  Agostinho  de  Figueiredo,  do  Sargento-mór  do  S.  Vicente  Se- 
bastião Velho  de  Lima.  de  Manuel  de  Lemos  Conde,  de  Manuel  Velloso  da 
Costa  e  Affonso  Furtado  de  Castro  do  Rio  de  Mendonça,  sobre  o  descobri- 
mento das  minas. 

V.  d.  1074.  (Annc.ras  ao  n.  1.836).  1.8.33—1.8.57 


Tki;.mos   (2)  so1)re  o  d'.  Hcobrimento  das  minas  de  prata  de  Painagua. 

Villa  de  Nossa  Senhora  do  Rosário  da  Capitania  de  Painagua,  9  de  abril 
e  7  e  8  de  maio  de  1674.  Copias.  (Anncxos  ao  n.  1.83G).  ].S"8— 1.860 

I.  õ  -7 


210 


Consultas  (2)  do  Conselho  Ultramarino,  áccira  das  inrorniHrõc-;  que  onviara  o 
Governador  Geral  do  Brasil  Affonso  Furtado  úr  Canho  fio  líio  <lr  Mendonça. 
sobre  as  minas  de  prata  do  Pernagua. 

Lisboa,  22  de  novembro  de  1674.  (Aiinr.raa  ao  n.  l..S:iC).  l.SGl — IM'2 

Cartas  (7)  do  Governador  Geral  Affonso  Furtado  de  MeiuloiK-a,  de  Fernão  Dias 
Paes,  de  Agostinho  de  Figueiredo,  de  Sebastião  Velho  de  Lima,  de  Manuel 
Velloso  da  Costa,  Manuel  de  Lemos  Conde  e  Roque  Dias  Pereira,  sobre  o 
descobrimento  das  mesmas  minas. 

Y.  cl.  1G74.    (.\nn<\ra.'!  ao  n-  1.836).  1.863  —  1.869 

CoNSLi.TA  do  Conselho  Ultramarino  acerca  de  uma  petição  da  Viscondessa  de  Asseva. 
relativa  ao  trapi'l"'e  que  o  Msccnde  de  Asseca,  seu  filho,  possuia  no  Rio  de 
.Janeiro. 

Lisboa,  7  de  abiil  de  1693.  1.870 

Cakta  do  Provedor  da  Fazenda  Luiz  Loi)es  Pegado,  em  que  communica  uma  larga 
informação  sobre  a  cobrança  do  quinto  do  ouro  das  minas  de  Parnagua, 
Iguape  e  Santos. 

Rio  de  .Janeiro,  IS  de  junho  de  1693.  1.871 

Consulta  do  Conselho   Ultramarino  desfavorável  á  pretensão  dos  officiaes  da  Ca- 
mará do  Rio  de  .laneiío.  de  não  continuarem  a  i)agar  o  donativo  estabelecido 
para  o  dote  da  Rainha  de  Inglaterra  e  Paz  da  Hollanda. 
Lisboa,  12  de  outubro  de  1693. 
Tem   anni'.ro  um   despacho  do  viesmo  Conselho.  1.872  —  1.873 

Consuma  do  Conselho  Ultramarino  favorável  ao  deferini<>nto  do  requerimento  em 
que  D.  Brites  de  Brito  e  Almeida  pede  que  seja  dada  ordem  ao  Governador 
da  nova  Colónia  para  enviar  para  o  Reino,  sob  i)risão,  seu  marido  FiVitpe 
Carneiro  de  Alcáçova,  com  a  nota  das  culpas  quo  lhe  imputasse. 

Lisboa,  17  de  outubi'o  de  1693.  1.874 

Consulta  do  Conselho  Ultiamaiino,  sobre  o  requerimento  de  João  áe  Andrade 
liego.  no  qual  pedia  que  o  Ouvidor  do  Rio  de  .Taneiro  procedesse  ao  tombo 
e  demarcação  das  teri-as  do  seu  Engenho  Xossa  Senhora  da  Xazarcth,  situado 
em  Moreti,  freguezia  de  Irajá. 

Lisboa,  10  de  novembro  de  1693. 

Tem  annexa  a  respectiva  portaria.  1.875 — 1.876 

Consulta  do  Conselho  Ultraniai-ino  favoíavel  á  concessão  de  ajuda  de  custo  que 

requerera  Bartholonicu  Coelho,  Ciruigião-mór  da  nova  Colónia  do  Sacramento. 

Lisboa,  16  de  dezembro  de  16;»3.  1.877 

CoNsui/rA  do  Conselho  Uliramaiino  sobre  a  representação  em  que  os  officiaes  da 
Camará  do  Rio  de  .Janeiro  ])ediani  i)rorogação  do  prazo,  por  mais  seis  annos, 
jjara  os  moradoic.s  daquella  Capitania  não  i)oderem  ser  executados  nos  seus 
engenhos  e  fazendas. 

Lisboa,  19  de  dezembro  de  1693. 

Tem  annexa  a  portaria  çni  que  se  concede  a  prorogação.  1.878—1.870 


211 


Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  aobre  a  representação  do  Provedor  e  Irmãos  da 
Mesa  da  Misericórdia  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  pediam,  por  esmola,  um  dos 
ramos  das  miunras  daípiollu  Capitania  para  ajudar  as  desi)ezas  do  seu 
hospital. 

Lis])oa,  1'J  de  dezeni])ro  de  1G!)3. 

" <  )nkn;miIo-se  ao  Provivlnr  lia  i-'azrnila  datiiiella  Capitania  informasse  na  fornia  que 
aponta  o  Procurador  da  l'"azenda  nesta  ultima  parte  respondeu  enr  carta  de  18  de  junho 
deste  anno,  que  a(|uelle  Hospital  não  tinlia  côngrua  alguma  da  I"azenda  Real,  nem  ramo  das 
ditas  miunças,  mais  que  o  dizimo  de  frangos  e  ouos  que  os  contratadores  por  sua  deuoção 
llics  dauão,  dos  quaes  se  cohrauão  muitos  poucos  em  razão  daquelle  reconcauo  ser  muito 
dilatado  e  não  se  poder  ter  noticia  de  quem  os  devia,  com  que  o  ditto  Hospital  se  susten- 
taua  com   as  esmolas  dos  irmãos   que   cada  anno   scruião   na   Mcza,   as   quaes   hoje   erão   níuito 

limitadas  pelo  miserauel  estado  em  que  estaua  aquella  terra 

Ao  Conselho  parece  considerada  a  grande  utilidade  que  recebe  o  seruiço  de  V.  M.,  em  se 
conseruar  este  Hospital  pois  se  vão  curar  os  soldados  a  elle,  que  he  sem  duuida,  que  em  o 
não  hauer  poderião  perecer  ao  desamparo,  c  os  seus  soccorros  serem  de  tão  pouca  importância, 
que  certamente  não  podem  cliegar  para  despeza  dos  medican?2ntos  e  do  mais  que  fòr  neces- 
sário para  a  sua  cura  e  aqtielles  moradores  não  poderein  concorrer  sempre  para  ella  e  ser 
esta  obra  tão  pia  que  V.  M.  deue  ser  seruido  mandar  que  da  Fazenda  líeal  se  dêem  todos  os 
annos  2oo$ooo  rs.  á  Misericórdia  do  Rio  de  Janiiro  para  delles  se  ajudar  para  a  despeza  que 
faz   no  ditto   Hospital,  jjorque   isto   mesmo   tem   V.    M.   concedido   aos  mais  hospitaes  da   Bahia 

e     rernandjuco " 

1.8S0 

CoxsfTi.TA  do  Conselho  Ultiamarino,  aierca  da  representação  do  Vigário  Provincial 
da  Ordem  do  Carmo,  em  que  pedia  para  serem  augmentadas  as  ordinárias  dos 
Conventos  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  e  se  darem  ordinárias  aos  (on- 
ventos  da  Ilha  Grande,  S.  Paulo  e  Mogi. 

Lisboa,  19  de  dezmbro  de  1693. 

Tem  anncxa  a  respectiva  representação.  1.881 — 1.882 

Co.Nsui.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  pagamento  dos  soldos  do  Governador  da 
Capitania  do  Rio  de  Janeiro  António  Paes  ãe  Saneie. 

Lisba,  20  de  dezeml)ro  de  1692.  l.SS;] 

CoNst;i,TA  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  ao  pagamento  da  a.)uda  de  custo  ijiie 
requerera  João  Pereira  da  SiVoa,  Secretario  do  Rio  de  Janeiro. 
Lisboa,  20  de  dezembro  de  1693. 

Tem  annexa  a  respeeliva  portaria.  1884 — 1.885 

Coxsui-TA  do  Conselho  Ultraniarino,  sobre  o  provimento  dos  officios  vagos  na  Capi- 
tania do  Rio  de  Janeiro  e  da  i)ropriedade  do  de  Meirinho  do  mar  e  sellos  da 
Alfandega  daquella  cidade,  que  vagara  por  fallecimento  de  Domingos  Jto- 
drigues  de  Lisboa. 

Lisboa,  7   de  janeiro  de  1694.  1.886 

CoxRui.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  contribuição  que  deveria  ser  lançada  ás 
Capitanias  do  Brasil  para  occorrer  ás  despezas  do  Presidio  da  nova  Colónia  do 
Sacramento. 

Lisboa,  9  de  janeiro  de  1694. 

"Pela  resolução  posta  á  margem  da  consulta  induza,  foi  V.  M.  seruido  mandar  declarar  a 
este  Conselho,  que  o  subsidio  que  nella  se  apontaua,  se  devia  repartir  por  todas  as  capitanias  ilo 
Brazil,  que  se  lhe  fizessem  frcquentt^s  os  nnios  que  se  lhe  offcrecrm  para  esta  contribuição  e  9 


212 


nixla  da  sua  cobrança  c  arrecadação,  c  satisfazciulo  ao  i|Uc  \  .  M.  ordena,  pareceu  representar  a 
\".  M.  que  os  -'o:ooo  cruzados  «jue  ^e  julgão  iiec.i>ssarios  para  o  sustento  do  Prezidio  da  Xoua 
Colónia  do  Sacranienlo,  se  devem  distril)uir  com  ai|uella  igualdade  e  conforme  a  possibilidade 
das  ca;>itanias  do  lirazil  e  (luc  a  este  rc:«peiU),(|Ue  a  lalila  deve  concorrer  com  io:oao  cruzados, 
assim  por  ser  terra  maior  e  mais  capaz  de  sofrer  nuiior  contribuição,  como  por  cabeça  do  Es- 
tado, e  as  capitanias  do  Rio  de  Janeiro  e  de  Pernamliuco  com  loioflo  cruzados,  5:000  cruza- 
dos cada  Innna;  e  porque  se  lhe  não  offereceni  meios  donde  se  possa  lançar  o  imposto  quv  nas 
dittas  partes  produza  a  quantia  referida,  nem  de  cá  se  possa  dar  forma  conueniente  á  sua 
cobrançarque  nesta  consi  leração  lUve  \'. -M.  ter  seruido  mandar  escr  ver  aos  C.ouernadorcs  das 
ditas  Capitanias,  que  <  Ii.uiumh  á  sua  piezença  os  officiats  da  camará.  leml)rand<)-llK"  o  muito 
que  convém  ao  serviço  de  \'.  M.  a  conservação  da  Noua  Colónia  do  Sacramento,  e  que  como 
bons  vassallos  queirão  concorrer  para  o  seu  sustento,  ajustando  entre  si  os  meios,  que  llies 
parcção  mais  suaves,  e  com  menos  vexação  dos  pouos  donde  possão  sahir  os  dittos  20:000 
cruzados  com   a   repartição  (pie  se   insinua   do   que  ileve  tocar  a   cada  capitania " 

1.887 


Cakta  do  Governador  ]).  Fraiuisco  Xaper  de  l.eiuastre,  sobre  a  conveniência  de 
conservar  a  Colónia  do  Sacramento  e  as  vantagens  que  poderiam  d"ella  advir 
â  Fazenda  Real. 

Colónia.  10  de  .ianeiro  de  1691. 

'  "Por   conuir   ao    seruiçn    de    S.    M.    (|ue    D.-us   guarde,    dizer    o    que   me    jirirece    sobre    ?e 

conuem  ou  não  conseruar-te  a  Colónia  do  .Sacramento  do  Kio  da  Prata  no  próprio  sitio  cm 
que  estâ,  ou  nnidar-se  para  outro  da  costa  que  corre  desde  a  dita  colónia  athé  o  Rio  Grande: 
e  das  conueniencias  que  nella  ou  em  outro  qualiiuer  poderá  ttr  a  fazenda  de  S.  M.,  digo,  (|ue  a 
d'ita  Colónia  se  deue  conseruar  no  próprio  sitio  em  (|ue  e-tá,  por  muitas  razoens,  e  deixando  d ■■ 
acrescentar  S.  M.  tanto  o  dominio  da  sua  coroa,  desde  a  J/Iiíi  de  Suiu-tn  Callntihia  allié  á  di'a 
Colónia.  Ha  mui  considerauel  o  grande  interesse  (|ue  i)ode  ler  na  courama  que  se  fizer  neslaà 
campanhas,  onde  não  será  possivel  nunca  extinguir  o  gado,  c  se  oooo  couros  que  mandei  fazer 
e  vão  embarcados  neste  nauio,  que  proximaiuente  trou.xe  o  soccorro,  rendem  á  fazenda  real 
á  C/ípingarda  por  14  caçadores,  carregandose  ás  costas  da  companhia  atlié  o  rio  em  que  se  em- 
athé  á  cidade  do  Rio  de  Janeiro  2.600  cruzados,  e  o  dito  numero  se  fez  em  tão  breue  tempo 
barcarão,  não  auerá  q;iem  duuide  que  com  bastantes  cauallos  e  carros,  em  que  se  conduzão, 
se  possão  fazer  todos  os  annos  20  ou  j-,000  couros,  com  cujo  frete  paga  S.  M.  sóim  nte  o  Pre- 
zidio, podendo  ficar  a  sua  real  fazenda  com  o  lucro  dos  direitos,  c  ao  menos  com  a  metade 
de  lodos  os  couros  que  se  fizerem  e  os  soldados  ricos  rom  a  outra  ametadc  e  abmidante  a  terra 
dl"  carnes  para  sustento  dos  moradores  sem  mais  dispêndio  (|ue  o  trabalho  de  fa.ícllas  e  para 
se  fazer  a  dita  courama,  he  este  o  sitio  mais  cajiaz  de  todos,  pelos  rios  e  lenhas  que  tem  athé 
o  Kio  das  Carretas,  4  léguas  altaixo  de  Montevideo;  to<los  navegaueis  3  e  4  léguas,  e  com  uarios 
braç>s,  ínui  commodos  ])ara  a  condução  da  courama:  o  ([ue  hoje  he  fácil  pelo  muito  gado  >)uc 
lia  para  as  carretas,  em  que  facilmente  se  traz  aos  portos  ador.de  chegão  as  embarcaçoens  c 
nos  mesmos  rios  ha  madeiras,  em  que  .se  possão  fazer  como  já  se  ten.'  experimentado. 

Tãob?m  auendo  cauallos  se  poderão  fazer  e  conduzir  a  cs'.t  colónia  grr.ndes  trojias  de 
gado  viuo,  (cm  que  a  fazenda  de  S.  M.  interesse  os  couros,  c  os  moradoie-  a  carne.  l'orqiu: 
se  com-  IO  cauallos  pude  eu  meter  ncsl;i  colónia,  mais  de  700  rezes  em  laçadas  á  carrcni  de 
oauallo,  com  grande  perigo,  quem  aiierá  (|u-  duiiide  que  com  cauallaria  se  pos^a  trazer  a  esla 
Colónia,  a  quantidade  refferida,  sendo  tão  fácil  e  menos  i)eri;.;o-o  auendo  cana. los  fazer  luuna 
grande  lroi)a  dfC  gado,   como  enlaçar   huma  só    rez. 

Nesta  í!olonia  não  somente  se  necessit.i  hoje  mantimciUns  do  l!r;izll  como  atlugor.i  p.ira 
Seu  sustento,  mas  antes  |)odcm  hir  delia  muitas  farinhas  para  todo  o  Brazil,  como  succederia  na 
monção  prczcntc,  quando  viesse  esta  não  de  soccorro  mais  tarde,  que  desse  lugar  a  se  poder 
motr  o  trigo,  o  <|uc  se  poderá  emendar  em  os  annos  vindouros,  partindo  do  P>razil  em  o  niez  de 
janeiro  c  não  só  terão  os  seus  moradores  as  conueniencias  das  farinhas  mais  baratas  que  as  que 
vcni  rio  Reino,  mas  luciará  a  fazenda  real  os  dirr-itos  e  fretes  delias  e  lãnbeiu  o~  dizimos  ipic 
já  hoje  cobra,  aplicados  ao  pagamento  da  Infantaria. 

(um  o  conunercio  dos  Castelhanos  i)oderá  por  este  porto  enirir  i.(-  ni.ssri  Reino  uinita 
jirata,  tomo  ja  succedco;  e  se  agora  está  suspenso,  com  os  apertos  di  ste  C.oueinailor,  ,uii;iiih."i 
poderá  vir  outro  que  mesmo  o  sollicile,  parque  sempre  s.àn  mais  ns  que  .ittendeni  á  sua 
CunuenieiK  ia  que  ao  seruiço  de   seus   Keis. 


2i:$ 


Tãdbcni  iiãi)  Iic  pcriucna  riizãn,  a  (ItsinnnfniciK-ia  dos  Caslelhanos  c  sentimento  que 
iii'i>i1iã(i  lia  missa  vizinliain;a,  |iriH-,iiraiuln  jicir  lodos  os  iiumos  impossibilitar  a  nossa  assis- 
tciu-ia,  iiiípciliiidii  os  Muycis  da  ci>iiiK'iiifiu-ia,  sii  a  fim  <lc  S.  M.  mandar  div.amparar  cslas 
terras,  sciidn  os  ii.mÍs  L-mpcoliados  os  l'adri.-s  da  (  niiipaidiia,  <pic  pur  lodos  os  caminhos  sol- 
licitam  esta  nfRociação,  como  mais  inlercs'a(los  nas  lírandfs  riquezas  riuc  possuem  em  22  al- 
deias (|ue  tem  de  2S  athe  30  grãos,  nas  terras  de  S.  M.,  as  <4uacs  gouernão  com  despótico 
poder;  sendo  cllcs  mesmos  os  cjue  os  exercitão  no  manejo  das  armas,  capitancando-os  como  qual- 
(|ucr  soldado  por  estas  campanhas,  onde  com  insigne  soberba  se  dão  a  respeitar  com  grande 
njugcstadc,  chegando  a  intitular-sc  reis  c  senhores  delias.  E  além  do  tabaco,  assucar  e  erua 
<|iie  delias  tirão,  e  inlrc/du/em  em  todas  estas  IndiaS  com  notaueis  interesses,  tem-se  por  sem 
dnuida  terem  tãobcm  minas  de  prata,  e  todo  o  seu  recido  he  não  se  passem  os  índios  a  esta 
p.irtc,  como  gente  de  natural  inconstante,  c  que  quiçá  o  não  tenhão  feito,  como  já  ouui  a 
.algum,    por   considcr.irem    ])ouca   segurança    no    pouco    i)oder   que    a(|ui    temos,    e   com    n.-oiio    de 

que    sahindo   sentença   a   faupr   dos   Castelhanois,   os   dezaniparemos. 

Iluns  c  outros  considerão  tãobem  o  damno,  cyie  por  aqui  lhe  podemos  fazer,  se  isto  se 
augmcntar  c  ouner  algum  ronipimciUn,  pnrquc  não  só  se  lhe  poderá  impedir  com  iirnita  faci- 
licbule  a  assistência  dos  uaiiios  d<i  registo,  mas  fazer  muito  grande  damno,  assim  nas  suas 
aldeias,    como    impedin<lo-lhe    ;i    n.meg.ição    das    suas    caitôas    pelo    Rio    Iiigiiahi    abaixo,    que 

dczcmboca  30  legoas  desla  Colónia,  na  mesma  boca  do  Rio  Negro  por  onde  nauiegão  para 
JUienos  Aires  todas  as  suas  riquezas,  para  cujo  effeito  basta  auer  nesta  Colónia  7  ou  8  lanchas, 
para  sernjos  senhores  deste  rio,  e  para  os  não  deixar  socegar  nunca,  principalmente  nessas 
instancias,  que  sem  defensa  alguma  tem  nas  margens  deste  rio,  em  distancia  de  Co  legoas 
(|ue  ha  athe  a  cidade  da  Saiicta  Fcc,  com  excellentes  Ilhas  de  aruoredo,  em  que  esconder-se 
donde  possão  roubar  a  prata  que  costuma  baixar  do  IVrú  e  mais  Províncias  pelo  caminho  de 
Cordoua,  que  he  o  nnico  que  ha  para  Buenos  Aires:  o  que  eu  já  considerei  caminhando  por 
clle  em   companhia  do   (loucriuidor  Dom  Manuel  Lobo. 

13  além  de  tudo  o  ref ferido  julgo  este  sitio  pelo  mais  oapaz  de  toda  esta  costa,  assim 
dciUro,  como  fói;i  lio  Kiii  jiara  se  jiouoar,  porque  he  forte  por  natureza,  e  na  forma  em  que 
esta  a  fortaleza  só  contra  2  baluartes  e  huma  cortina  da  campanha  se  podem  pôr  baterias,  e 
com  as  2  estacadas  de  esteyos  que  mandei  fazer,  fica  quazi  toda  a  pouoação  coberta,  princi- 
]iaInuMite   abrindo-sedhe   2    fossos   que   não    he   difficultozo. 

O  porto  seguro  e  capaz  para  endiarcaçoens  grandes  e  pequenas,  e  tão  perto  o  surgidouro 
das  grandes,  (jue  d.i  uiesm.i  fortaleza  se  podem  defender.  Varias  ilhas  muito  perto  con?  bas- 
tantes lenhas  para  os  fornos.  Hr.m  riacho  meio  4"  de  legoa  para  os  moinhos,  alguns  rios  de 
donde  em  carros  se  conduz  a  lenha,  e  quando  esta  se  acabe,  ha  muitas  ilhas  por  este  asima  de 

donde  se  podem  conduzir.  O  cliiua  tão  sadio  que  nunca,  houue  aqui  febre  maligna  e  raríssima 
vez  morre  alguir.'  homem,  não  auendo  medico  que  nos  cure  e  rara  vez  medicamentos.  A  terra 
fcrtilissima   de    todas   as    fructas    de    Espanha,    capacíssima    para    vinhos,    porque    aos    2    annos 

começam  as  vinhas  a  dar  fructo,  como  tenho  exporimentado,  sem  nenhuma  dífferença  das 
desse  Reino.   O  trigo  rende  este  anno  a  40  e  a  50  alqueires  por  alqueire,   e  os  legumes  a  este 

respeito.  O  gado  já  tão  perto,  que  a  carne  se  traz  em  carros,  sem  obstáculos  da  passagem  dos 
rios   pela  diligencia  que  se  lhe  fez   cm   abrir-lhe   os  passos. 

E  além  de  se  não  achar  o  que  tenho  referido,  em  outro  algum  sitio  desta  costa,  dentio 

ou  fora  do  rio,  tendo  por  ímpossiuel  transplantar-se  esta  Colónia  para  elle,  assim  pelo  dis- 
pendii;  que  af|ui  está  feito,  nas  fabricas  de  fortaleza,  armazéns,  corpos  de  guarda,  quartéis, 
e.-izas  de  nioradores  e  lauouras,  como  pelo  não  auer  capaz  de  se  pouoar  nelle:  Porque  princi- 
piando em  Montevideo,  que  era  o  mais  cómodo  pela  fortaleza  do  sítio,  surgidouro  de  nauíos, 
porto  para  eiiibare.-içnens  menores,  lime  do  ol)s1ac\i1ii  do  li.aneo,  gado  e  lioas  campanhas;  não 
lem  mais  lenhas  ([iic  em  o  Kio  de  Síiula  í.nzia  c  Ca  ir  ri  as,  que  o  cercão  de  lum.n  e  outra 
juirte  com  distancia  de  5  legoas  e  acabada  esta  se  trará  de  outra  parte  com  grande  difficul- 
dade  por  ser  muito  longe.  Tem   nuiita  falta  de  agoa,  porque  do  morro  donde  se  deue  fazer  a 

fortaleza,  couza  de  hum  4°  de  legoa,  tem  somente  huma  pequena  fonte,  que  no  verão  não 
bastará   para   huma   grande   pouoação. 

E  assim  n.'e  parece  somente  este  porto  capaz  de  hiun  forte,  donde  se  ampare  a  nossa 
genlc,  quando  ahi  fôr  fazer  courama,  e  que  sirua  de  impedimento  para  que  os  estrangeiros 
não  ponhão  ahi  os  pés,  e  fazendo-se  a  dita  courama  nesse  mesmo  sitio  se  podem  hir  carregar, 
sem    (jue   as   embarcaçoens   tenhão   a   demora  da   passagem   do   Banco. 

Em  Maldonado  ainda  considero  maiores  difficuldades,  porque  jutito  ao  surgidouro  das 
emli.arcaçoens,  ao  abrigo  cia  Ilha,  não  ha  sitio  capaz  de  se  pouoar,  pelas  barrancas  de  areias, 
quazi    hun?  4"   de    legoa,   qtie    tem    athé   sahir   á    campanha   e    difficulta   muito    a   descarga   das 

embarcaçoens,  conducção  da  artilharia,  e  mais  materiaes;  muito  pouca  e  má  agoa,  por  ser  Je 
humas   pequenas  alagôas,   que   dezembocam   ao   mar   e   com   alguma   distancia;    nenhuma   lenha, 


214 


nem  de  donde  se  possa  conduzir,  muitos  padrastos  de  uarias  scrtanias,  (|ut  «.ncolircin  inuit') 
a  campanha,  e  quando  estas  difficuldadcs  se  podesseni  vencer,  sempre  o  dispêndio  seria  maior, 
])nrqne  de  necessidade  se  auia  fazer  hum  forte  no  porto  para  a  defensa  delle  e  outro  na  Ilha 
<la  banda  do  mar,  por  onde  passão  as  emharcaçoens,  a  cjual  nãn  he  de  algum  préstimo,  i>or  ser 
huma  cjrôa  de  areia,  cercada  de  pedras,  sem  agoa,  nem  liuma  folha  uerde;  athé  aqui  fallo  como 
testemunha  de  vista.  De  Maldonadj  athé  á  altura  da  Ilha  de  Santa  Catliarina  tãobem  não  ha 
sitio,  pelas  informaçoens  que  tenho,  capaz  de  pouoação,  nem  aind:i  cjiir  u  duucssf,  lhe  con- 
sidero  conucniencia   alguma 

Para  S.  M.  que  ]~>eus  guarde  poder  tirar  desta  Colónia  as  conueniencias  que  tenho  refe- 
rido da  courama  e  enriquecer  aos  seus  vassallos  com  este  comercio,  por  ser  hoje  o  maior 
(juc  se  considera  e  fora  outros  muitos  que  o  tempo  podem  facilitar,  lie  necessário  que  S.  M. 
as  n.Mnde  prefazer  de  gente  do  Keino  o  numero  das  4  companhias  que  aqui  ha  a  300  homens 
e  que  a  companhia  de  cauallos  tenha  100,  que  venlião  50  laui-adores  do  Reino  ou  Ilhas, 
cazados,  para  se  lhe  darem  terras  e  gado  com  que  as  beneficiarem:  que  mande  200  cauallos 
e  50  egoas  para  se  conferuarem  >e  augmenlarem;  o  qual  dispêndio  se  poderá  fazer,  quando 
mais,  com  50.000  cruzados  e  os  interesses  que  delle  rezultarão,  serão  de  summa  importância, 
precedendo  a  tudo,  o  ajuste  entre  as  2  coroas,  para  que  igualmente  sem  controuersias  lo- 
greiv.os  os  fructos  destas  camiianhas,  porque  não  aueiulo  paz  entre  cilas,  se  não  poderá 
attender  a  esta  conueniencia. 

E  não  sendo  S.  M.  que  Deus  guarde,  seruido  de  mandar  introduzir  nesta  Colónia  os 
meios  que  aponto  para  sua  conseruação  e  augmento,  s^in  os  quaes  se  não  pode  obrar  cousa 
alguma:  sou  de  parecer  que  S.  M....  deue  mandar  retirar  esta  gente,  deixando  aqui  somente 
hum  capitão  de  Infantaria  com  50  homens,  e  reduzida  esta  fortaleza  a  hum  pequeno  forte, 
no  cazo  em  que  seja  comienicnte  conseruar  a  posse  destas  terras,  athe  se  sentencear  a  quem 
jiertença   o   dominio   delias. 

E  quando  conuenha  ao  seruiço  de  S.  M.  largalas  de  todo,  pelo  que  tenho  endendidd  dos 
Casitelhanos,  e  principalmente  dos  seus  Padres  da  Companhia,  só  por  nos  verem  daqui  fora, 
não  só  darão  tudo  o  que  se  tem  gastado  nella,  desde  a  sua  primeira  formatura,  mas  farío 
outras    grandes    conueniencias " 

1.88S 

Coxsn.TA  do  Conselho  TUtraniarino,  favorável  á  concessão  da  ajuda  de  custo,  que 
requerera  Gregório  domes  Henriques,  provido  no  posto  de  Capitão  Enge- 
nheiro da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  n  de  janeiro  de  1G94.  1.889 

CoxsrLTA  do  Conselho  Ultraniarino  relativa  a  uma  lepresentação  dos  moradores  da 
villa  de  Nossa  Senhora  da  Candelária  de  Itú,  em  que  pediam  a  fundação  de 
um   Hospício  de  Religiosos. 

Lisboa,  20  de  janeiro  de  1694. 

Tem  annexas  a  copia  de  dous  periodos  de  uma  carta  do  Governador  e  a 
itifontiaçdo  do  Secretario  do  Conselho  Ultramarino.  1.890 — 1.892 

CoNsn/rA  do  Conselho  TJltiamarino,  acerca  da  informação  que  enviara  o  Ouvidor 
Geral  do  Rio  de  Janeiío  Manuel  de  Carvalho  Moutinho,  so])i-e  as  suspeitas 
que  havia,  de  ter  o  Vigário  de  Parnagoa  mandado  assassinar  uma  mulher 
com  quem  vivia. 

Lisboa,  21  de  janeiro  de  3  694.  1.893 

ÍNFonMArÃo  do  Ouvidor  Manuel  de  Carvalho  IMoutinho  sobro  os  factos,  a  que  se 
refere  a  consulta  antecedente. 

Rio  do  Janeiro,  11  de  junho  do  1693.    (/In/icro  ao  n.  1.893).  1.894 

Cautas  (4)  do  Covcrnadoí-  da  (Colónia  do  Sacramento  1).  Francisco  Naper  de  Len- 
castre,  nas  quaes   se   nfere   ás    investidas   dos    Judios,   ao   procedimento   do 


215 


Governador  de  Buenos  Ayres  e  dos  Padres  da  Companhia,  á  falta  de  soldados, 

ao  rendimento  dos  couros,  ao  desejo  de  ncr  substituído  no  seu  cargo,  ele-. 

Colónia  20  e  25  de  janeiro  de  1694.  .  1.893—1.898 

Co.xsii.jA  do  Conselho  Cltraniarino,  sobre  as  consideragõcs  apresentadas  pelo  Go- 
vernadoí'  António  Paes  de  Hanãe,  acerca  da  permissão  da  entrada  dos  Bispos 
e  Religiosos  estrangeiros  nas  Conquistas  e  da  extraordinária  jurisdic(;ão  con- 
cedida aos  donatários  nas  suas  capitanias 

Lisboa,  27  de  janeiro  de  lt;94.  1.899 

Coi'i.\  dos  períodos  da  carta  que  o  (Jovernador  António  Paes  de  Sande  escrevera  ao 
Secretario  Roque  Monteiro  Paim  e  (|ue  se  referem  aos  assumptos,  tratados  na 
anterior  consulta. 

(Annexa  ao  n.  1.899).  1900 

Co.xsii.iA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  de  Antónia  Maria  em 
que  pede  o  alvará  de  ijropiíedade  do  officio  de  Meirinho  do  mar  do  Rio  de 
Janeiro,  que  herdara  de  seu  tio  Dominfjos  RodiiçiueN  de  Lisboa  e  autorisacão 
l)ara  |)agar  o  respectivo  donativo  de  3.000  cruzados  em  prestacõts  annuaes 
de  200$000. 

Lisboa,  28  de  janeiro  de  1694.  1  901 

Ri:<íii;ki.mk.\to  de  Manuel  Nascentes  Pinto,  residente  no  Rio  de  Janeiro,  no  qual 
pede  a  carta  da  propriedade  dos  officios  de  Meirinho  do  Mar,  guarda  e  por- 
teiro da  Alfandega  do  Rio  de  Janeiro,  de  que  se  havia  feito  mercê  a  sua 
mulher  Antoiíia  Maria. 

{Aitn"xo  ao   v.  1.901).  1.902 

Ri;(/LEi{i.Mi-;.\Tos  de  Antónia  Maria  em  que  pede  autorisação  para  nomear  serven- 
tuário dos  referidos  officios,  emqanto  não  casasse- 

(Anneocos  ao  n.  1.901).  1.903—1.904 


PiíOvisõKS  (2)  pelas  quaes  se  concedeu  licença  a  Antónia  Maria  para  nomear  serven- 
tuários nos  officios  de  meirinho  do  mar,  guarda  e  porteiío  da  Alfandega  do 
Rio  de  Janeiro,  i)or  tempo  de  dous  annos. 

Lisboa,  24  de  dezembro  de  1694  e  5  de  dezembro  de  1696    (Annexas  ao 
n.  1.901.)  '  1.90.5—1.906 


iKiA  de  quitação  do  donativo  de  3.000  cruzados,  que  Antónia  Maria  pagará  pela 
propriedade  dos  officios  de  Meirinho  do  mar,  guarda  e  porteiro  da  Alfandega 
do  Rio  de  Janeiro. 

Rio  de  Janeiro,   18   de  junho  de  1697.    (Annexa  ao  n.   1.901).  1.907 


Pko^isão  pela  qual  o  Governador    Arthur   de   Sá   e   Menezes   fez  mercê  a   Manu-i 
yaseentes  Pinto  do  officio  dos  referidos  cargos.  i)or  seis  mezes. 

Rio  de  Janeiro,  17  dç  maio  de  1697    Traslado.  {Annexa  ao  n.  1.901). 

1.908 


216 


Attestado  vm  que  o  Provedor  da  Fazenda  Luiz  Lopes  Pegado  certifica  que  Matiucl 
Xas(i»tc  Pinto  era  casado  com  Antónia  Maria  e  tinha  capacidade  para 
exercer  os  officios  de  que  esta  era   proprietária. 

Rio  de  Janeiro,  19  de  junho  de  1697.   (Aiinrxo  ao  n.  1901).  1.900 

Lm  OK.MAcõKs  e  certidões  relativas  ao  pagamento  do  referido  donativo  de  3.000  cru- 
zados e  respectiva  fiança. 

V.  fl.   [Anucxan  ao  n.  1901).  1.910— 1-.913 

Ckktiii.vo  da  lotação  do  cargo  do  Meirinho  do  mar  do  Ilio  de  .lanciro,  pa!^sada  pelo 
Escrivão  da  receita   !-Ienrique  Corrêa   da  Silva. 

Lisboa,  7  de  outubro  de  1694.    (Auiiexa  ao  n.  1901.  1.914 

Av.M.iAr.vo  dos  officios  da  cidade  do  Rio  de  Janeiro  e  seu  districto,  feita  por  Lou- 
rcn<:o  Pires  de  Carvalho,  Deputado  da  Mesa  da  Consciência  e  Ordens  e  da 
Junta  dos  Três  Estados. 
(Aiinexa  ao  v.  1.901). 

"Governador.  Tem  de  ordenado  40o$ooo  is.;  de  apo.sentadoria  1 5o$ooo  rs. ;  na  Camará 
de  propinas  dos  contratos  cm  cada  anno,  3(io$(ioo  rs. ;  e  de  accrcscentamento  i  :40o$ooo  rs., 
,que  tudo  importa  2.25<^ooo  rs.  —  Alcaidc-mór,  i26$o")0  rs.  —  Secretario  do  Governo  c 
Estado,  de  emohniientos  i»o$ooo  rs.  —  Sargento-mór  da  fraca,  de  ordenado  26$ooo  rs.  por 
iiiez,  o  que  importa  cada  anno  3i2$ooo  rs.  —  Alcaide  da  Cidade.  Tem  de  ordenado  da  Ca- 
mará 20$ooo  rs.  e  de  emolumentos  6o$ooo  rs.,  que  tudo  faz  quantia  de  8o$ooo  rs.  —  Escrivão 
licstc  Alcaide,  de  emolumentos,   7o$ooo   r.s.  —  (,'(í/(-i'rt'/rí),'de  emolumentos,   8o$ooo   rs. 

f)inii)oRi.\  E  CyKKi;iç.\o.  Oiuidor-,  que  lambem  he  Correçicdor,  Provedor,  Jiiic  dos  feitos 
da  Coroa,  da  Justificações,  Conservador  da  Jiniia  do  Coinmcrcio  e  Auditor  da  Gente  de 
Guerra,  tem  de  ordenado  20o$ooo  rs.,  de  Conservador  da  Junta,  40$uoo  rs.,  e  de  emolununtos 
de  todos  3io$ooo  rs.,  que  tudo  importa  55o$oòo  rs.  —  Escrivão  da  Correição  c  Oiii'idoria 
geral,  tem  de  en-oKimentcs  3co$ooo  rs.  —  Escrivão  das  c.vecv.ções  e  Ouvidoria  iwyil,  tem  d-; 
emohniientos  3oa$ono  rs.  —  Tahelliães  do  fiihlico,  judicial  c  notas,  tem  cada  hum  de  eniolu- 
nientos,  i'3o$ooo  rs.  —  Tahellião  de  nvtas  e  sesmarias,  tem  de  emohimenlos  4o$ooo  rs.  —  Con- 
tador, Inquiridor  e  Distribuidor,  tem  de  emolumentos  20o$ooo  rs.  Meirinho  da  correição  c 
Onriduria  fjeral,  tem  de  emolumentos  i3o$ooo  rs.  —  Escrivão  deste  Meirinho,  Ir.in  de  emoht- 
nientos  6o$ooo  rs.  —  Meirinho  do  campo,  tem  de  emolumentos  6o$ooo  rs.  —  Escrivão  deste 
Meirinho  tem  de  emohuneutos  TioSoco  rs.  —  Escrivão  das  medições,  tem  de  emolimienfos 
S$ooo  rs. — Advogados.  Kcquerentes  e  Sollicitad.ircs.  papam  'na  fnrma  do  regimento. — Por- 
teiro da  Cidade,  que  serve  em  todos  os  -Juízos  e  Audiências  tiiii  de  ordenado  da  ("amara 
io$ooQ  rs.,  de  emolumentos,  20$ooo  rs.,  que  faz  a  quantia  de  ,-^o$ooo  rs.  ■ —  Jui.~es  e  Escrivães 
da   vintena,   leni   de   emolumentos    I5$ooo   rs.   cada   hum. 

Officios  ua  Cam.\ua.  /kííc.í  ordinários,  tem  cada  hum  de  propinas  i6$aoo  rs.  e  o  que 
serve  no  anno  das  arrematações  do  snbsiilio  grande,  tem  ni.iis  .le  propina  64$ooo  rs.  ^ — />- 
rcailores.  cada  hum  de  propinas  jíi$ooo  rs.  e  o  que  serve  no  anno  das  arrematações  do  sub- 
sidio grande  tem  mais  f.4$ooo  rs.  -  ~  Procurador  da  Camará,  t.in  de  propinas  ií.$ooo  rs.  c 
.servindo  de  official  do  .subsidio  grande  tem  mais  no  anno  da  arrematação  64$ooo  r.s.  —  Pro- 
curador a.isi.ftenlc  em  Lisboa,  tem  de  ordenado,  i2o$ooo  rs.  —  Thesoureiro  da  Camará  c 
Donativo,  tem  de  ordenado  i2o$ooo  rs.  —  .'^yndico.  tem  de  ordenado  32$ooo  rs.,  e  de  pro- 
pinas  dos  contractos  do  subsidi.i  grande  i6$ooo  rs.,  que  tudo  faz  quantia  de  4R$ooo  is.  — 
I-.scrr.ão  da  Camará  tem  de  ordenado  8.s$ooo  rs.  .e  de  emolumentos  iis-fooo  rs.  que  faz  quantia 
de  2oo$f)oo  rs.  ■ —  Procurador  do.s  índios,  tem  de  ordena<lo  25$ooo  rs.  —  E.tcrivão  da  .■{hii.'- 
taçaria  tem  de  emolununtos  25$ooo  rs.  —  Medico  do  partido  tem  de  ordenado  •64$ooo  rs.  -  - 
Meirinho  da  cidade  tem  de  emolumentos,  8o$ooo  rs.  —  E.<;crivão  dcsle  Meirinho  temi  de 
«molumcntos  7o$ooo  r.s.  —  Porteiro  da  Camará  tem  de  ordenado  40$ooo  rs.  e  (U-  emolumeiílos 
2o$ooo  rs.   e  servindo  de  cobrador  dos  subsídios   tem   mais  de   ordenado   40$ooo   rs. 

Jiizo  nos  OinÂos.  Juir:  dos  órfãos  tem  de  emolmuentos  too$ooo  rs.  —  Escrivão  do.^ 
órfãos  tem  de  emolumentos  22o$ooo  rs.  —  Parlidores  c  avaliadores  dos  órfãos  tem  chda  hum 
de   <ii.«iIntncnlos   4<i$or)o   rs. 

Fazknda  Kkai-.  Provedor  c  Juis  da  Alfandega,  tem  de  onlcnado  8o$ooO'  rs.  e  de  propinas 
dos  lonti actos  i5"?o<>o  rs.  e  das  licenças  dos  navios  e  mais  emolununtos  57o$ooo  rs.,  que  tudo 


217 


importa  8oo$C'OD  rs.  —  Csdúvo  da  Fuzenda  Real  c  Matricula,  tem  de  i7$uoo  r>.  c  de  propinas 
dos  contractos  40$ooo  rs.,  das  lÍQ?nças  dos  navios  e  mais  emolumentos  j9j$6oo  rs.  que  tudo 
imporia  349$'6oo  is.  - —  Almoxarife,  Thesourciro  e  recebedor  da  F(i~enda  Real  t<'ni  de  orde- 
nado so$0'00  rs.,  e  de  propinas  dos  contractos  22$ooo  rs.,  que  tudo  faz  somma  do  72$òôô  rs. 
—  Escrivão  da  Alfandega  e  Almoxarifado,  tem  de  ordenado  3o$ooo  rs.,  de  propinas  dos 
contTae*os  i8$670  rs.  e  de  emolumentos  35i$340  rs.  que  tudo  importa  4x>o$ooo  rs.  — 
Meirinho,  guarda  e  porteiro  da  Alfandega  U-m  de  ordenado  3$20\o  rs.  e  de  propinas  dos 
contractos  pelj  que  lhe  toca  9$3oo  rs.  e  de  emolumentos  287$so'0  rs.  que  tudo  importa  300$ooo 
rs.  • —  Thesourciro  do  novo  imposto  no^  barris  de  aguardente,  não  tem  ordenado,  nem 
emolumentos   alguns. 

DkfunctoS  k  auzi:n'TICS.  l'rove(lur,  tem  de  emolumentos  3o$ooo  r.s.  —  llscrivão.  tem  de 
ciirjiumentos   35$ooo   rs.  —  'íliczotircii  o.   tem   de   emolumentos  90$ooo   rs. 

Ai)MiNisTKA(,Ão  DA  Ju.NTA  DO  CuMMKRcio  «KKAi..  Juir..  Cotiscrvod ov  c  lie  O  uuvidor  c  lem 
por  este  de  ordenado  40$ooo  rs.  e  de  emolumentos  6$ooo  rs.,  que  faz  a  quantia  de  465000  rs. 
--  Administrador  tem  de  ordenado  20o$ooo  rs.  —  Thesourciro,  tem  de  ordenado  ioo$ooo  rs. — 
Almoxarife  tem  de  ordenado  6o$ooo  rs.  e  de  emolumentos  6$ooo  rs.  que  faz  a  quantia  de 
66$ooo  rs.  —  Escrivão  do  Almoxarife,  tem  de  ordenado  6o$ooo   rs. 

Infor.maç.ão:    Governador  tem    de   ordenado    4oo$ooo    rs.,   e   de   acrescentamento 

i:40o$ooo  rs.,  que  tudo  importa  1  :8oo$ooo  rs.  somente,  porque  os  i5Ó$0oo  da  aposentadoria 
e   os   300$ooo    rs.    das   propinas   dos   contractos   vão    incluzos    na   quantia   de    i  :4oo$ooo    rs.    dô 

accrescentamento 

1.915 

Ri:<.íi  KHi.MK-Nros  (2)  de  Ignacio  Nascente  Pinto,  filho  de  Manuel  Nascente  Pintu.  nos 
quaes  pede  certidões  relativas  ao  provimento  do  officio  de  Meirinho  do  mar  e 
á  concessão  da  sua  propriedade  a  Antónia  Maria,  mãe  do  supplicante. 
(Annexos  ao  n.  1.901). 
A  ceHidão  está  pas§adn  no  verso  do  2"  requerimento.  1.916 — 1.917 

PoRTAKiA  pela  qual  se  mandou  passar  provisão  a  Antónia  Maria  para  poder  nomear 
serventuário  dos  officios  de  Meirinho  do  mar,  guarda  e  porteiro  da  Alfandega 
do  Rio  de  .Janeiro,  ])or  dous  annos. 

Lisboa,  29  de  novembro  de  1696.   (Anncm  ao  n.  1.901).  1.918 

PoKTAiii.v  pela  qual  se  mandou  passar  carta  a  Manuel  Nascente  Pinto  da  propriedade 
dos  mesmos  officios. 

Lisboa,  1.3  de  dezembro  de  1097.  (Annexa  ao  n.  1901).  1.919 

Rkqukki MENTO  de  Ignacio  Nascente  Pinto,  em  que  pede  a  certidão  do  casamento  de 
seus  pães. 

(Annexo  ao  n.  l.ttoi).  1.920 

CKiniD.lo  do  casamento  de  Manuel  Nascente  Pinto  com  Antónia  Maria,  natural  de 
T^isboa,  celebrado  no  Rio  de  .Taneiro.  em  6  de  maio  de  1697. 

(Anne.m  ao  n.  1.9U1).  1.921 

Consultas  (2)  do  Conselho  Ultiamarino  e  da  .Junta  das  Missões,  relativas  a  as- 
sumptos religiosos,  da  cidade  do  Rio  de  .Janeiro  e  da  Villa  de  S-  Paulo. 

Lisboa,  29  de  janeiro  de  1694  e  28  de  dezembro  de  1693.  1.922—1.923 

Carta  do  Governador  da  Colónia  do  Saci^aniento  D.  Fi'ancisco  Naper  de  Laucastre, 
em  que  participa  ter  aprezado  a  sumaca  que  conduzia  o  Arcebispo  de  Samoa 
paia   Buenos  Ayres  e  narra   diversos  pormenores  d'esta   occurrencia. 

Colónia,  15  de  marco  de  1694.  1.924 

I.  (3  2H 


218 


Cahta  de  D.  Estevão  .Medíeis  sobre  o  mesmo  assumpto  da  carta  antecedente,  em 
que  pede  licença  para  cobrar  esmolas  i)ara  a  remissão  dos  captivos. 

Colónia,  in  de  março  de  1694.  1  92.') 

Cauta  do  Governador  António  Paes  de  Saúde,  em  que  relata  o  que  se  passara  com  o 
Arcebispo,  que  chegara  ao  Rio  de  .Janeiro  e  que  d'ali  partira  para  as  capita- 
nias do  sul,  tendo  aliás  pedido  licença  i)ara  seguir  ])ara  a  do  Espirito  Santo. 
Rio  de  Janeiro,  26  de  maio  de  1694.  (V.  duv.  n.  1.924).  1.926 

Cakta  do  Governador  António  Paes  de  Sando,  sobic  o  soccoi"ro  enviado  i)ara  a  uova 
Colónia  do  Sacramento. 

Rio  de  Janeiro,  2')  de  maio  de  1694.  1.927 

LiMTA  dos  effectivos  das  conii)anhias  e  dos  índios  que  estavam  na  Fortaleza  da 
Colónia  do  Sacramento. 

(Aiinc.rn  ao  n.  1.927).  1.928 

Rh;i.A(  Ão  das  obras  que  se  fizeram  na  Fortaleza  e  Colónia  do  Sacramento  por  ordem 
do  Governador  D.  Francisco  Naper  de  Lancastrc 

(Ánnej-a  qv  n.  1.927),  1.929 

Cakta  do  Governador  António  Paes  de  Sande,  sobre  o  estado  em  que  se  encontrava 
a  Colónia  do  Sacramento  e  os  meios  que  tinha  para  pagar  as  despezas  dos 
soccorros  que  i)ara  lá  se  enviavam. 

Rio  de  Janeiro,  26  de  maio  de  1694. 

"A  noua  Colónia  do  Sacramento  me  dana  grande  cuidado,  como  reprezentei  a  V.  M.  u 
anno  passado,  agora  não  só  me  dá  cuidado,  nia.s  não  sei  o  que  escreuo,  nem  o  que  faça  para 
acudir  a  sua  conseruação,  vendo  os  nu-yns  i|uc  se  procurai)  aplicar  para  ella  desbaratados  pelas 
extravagâncias  do  (iouernador  Uoui  l-nutcisLH  \aper  de  Alotcastrc.  As  suas  cartas,  as  suas 
dis|)oziçoens,  dictames  e  maquinas  eu  as  não  entendo,  e  só  ouço  clamores  dos  vassallos  qui? 
por  sua  cauza  se  vem  jícrdidos,  dos  soldados  cjue  lhe  não   paga  e  são   tratados  como   escrauos. 

(jue  aos  presjs  lhe  não  fornia  cidixi,   c   imp- cU-   o   re'ur.so  de  .seu   livramento " 

1.9:!() 

Cauta  do  (ínveinador  .António  Paes  de  Sande,  na  qual  informa  acerca  da  convocação 
que  fizera  i)ara  ajustar  com  os  officiaes  da  Camará  a  forma  de  conseguir  o 
lançamento  e  cobianga  do  novo  imposto  |)ara  a  conservação  da  nova  Colónia 
e  as  obras  da  foitaleza  da  sua  barra 

Rio  de  .Janeiro,  26  de  maio  de   ICiU.    iV.   doe.   n.   1.9?,S). 

"liste  Senado  da  Camar.i  dn  Kin  ili-  Janeiro  se  não  deue  reputar  como  os  mais  dn 
K.stado  do  Brazil,  íi  homens  de  (luc  ^e  i(jni))rn-,  os  mais  (Ulles  ordinariamente  são  huns  Ta- 
puyas  creados  nas  l>renhas  dos  seus  Kngenlu)s  e  rossas,  chegão  á  cidade  huma  vez  no  anno,  só 
SC  juntão  todos  nos  dias  das  suas  elelçoens,  procurando  com  grande  disvcllo  entrarem  a  servir 
para   naquclle   anno   não   serem    e.vecutados   iielo    (jiic   dcuem,   comerem    as   ])ropinas,    venderem 

ou  darem  a  seus  iiarentes  os  off icio.-^  da  sua  data " 

1,931 

Cahta  do  Governador  António  Paes  de  Sande,  na  qual  se  refere  á  stia  próxima 
visita  ás  Capitanias  do  Sul. 

liio  de  Janeiro,  2  de  junho  de  1694.  (Vide  doe  n.  1.936).  1.932 


210 


Carja  do  Governador  António  Paes  de  Sande,  na  (|nal  informa  acerca  dos  motivos, 

de  ordem  moral,  que  determinaram  a  baixa  im  AUores  -/o.-r  Vorr^it  Ximenes. 

Rio  de  Janeiro,  S  de  junlio  d»;  1(594.  (V.  ilnc.  n.  1.935).  1.93:} 

Cakta  do  Governador  António  Paes  de  Sande,  soljre  o  prestinio.  comitortamento  e 
serviços  dos  officiaes  da  guarnição  militar. 
Rio  de  .Janeiro,   10   de  jnnho  de   1694 

"Os  postos  militares  di  sf.-i  Capitania  .s.io  os  ila  guarnição  tia  Praça,  hum  .Sargento  niói', 
.1  Capitães  de  Infantaria  e  .?  Ajudantes  e  2  capitães  das  2  fortalezas  da  Barra.  O  sargento 
niór  Marfim  Currra  l^asi/iics .  .  .  Os  .?  capitães  de  Infantaria  António  Cangalho  de  Lucena, 
Bernardo   Machado   e   Manuel  de  Aguiar.  .  . 

f)s  3  Ajudantes  André  de  Freitas...  António  Pereira  Lobo  e  João  de  Mattos  Con- 
ceição... O  capitão  da  Fortaleza  de  Santa  Cruz  da  Barra  Manuel  da  Costa  Cabral...  Sar- 
gento   iiinr   «la    ( )rdenança    Miguel   Árias   Maldonado "' 

]  .934 

Co.xsri.TA  do  Con.sellio   ritramai  ino.  sobre  a  baixa  do  Alferes  de  Infantaria  José 
Corrêa  Xiviencs. 

Lisboa,  6  de  outubro  de  1694.  (V.  doe.  n.  1.933).  1.935 


CoNsii.TA  do  Conselho  ritraniarino,  acerca  da  participação  que  fizera  o  Governador 
do  Rio  de  .Janeiro  António  Paes  ãc  Sanrle  sobre  a  sua  visita  ás  Capitanias 
do  Sul. 

Lisboa,  6  de  outubro  de  1694.   (V.  doe.  n.  1.932).  1.936 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  avaliação  dos  officios  da  Capitania 
do  Rio  de  .Janeiro,  que  remettera  o  Governador  António  Pae.H  de  Sande. 

Lisboa,  6  de  outubro  de  1694.  1.937 

CoNSTM.iA  do  Conselho  Fltramarino,  acerca  da  desobediência  dos  officiaes  da  Camará 
do  Rio  de  .Janeiro  ao  seu  Governador,  quando  tinham  sido  convocados  para 
deliberarem  sobre  os  meios  de  cobrar  o  novo  imposto  para  as  despezas  da 
nova  Colónia. 

Lisboa,  6  de  outubro  de  1694.  (V.  doe.  n.  1.931).  1.938 

CoNsfi.TA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  das  informações  que  enviara  o  Capitão 
da  Capitania  de  Cabo  Frio  Jodo  Pereira  do  Lago  sobre  a  (juantidade  de  pão 
Biazil  que  havia  naquella  Capitania  e  do  i)edido  que  este  fizera  de  poderem 
os  seus  moradores  aproveital-o,  em  vista  da  sua  muita  i)obreza. 

Lisboa,  7  de  outubro  de  1694.  1.639 

Co.vsT-i.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  rei)iesentação  dos  officiaes  da  Camará 
do  Rio  de  .Janeiro  em  que  pediam  que  os  filhos  dos  moradores  dáquella 
Capitania  fo.ssem  j)referidos  nos  provimentos  dos  jjostos  de  milícias  e  officios 
de  justiça  e  fazenda  e  dignidades  ecclesiasticas,  quando  n"elles  concorressem 
os  merecimentos  e  requisitos  ne^-essarios. 

Lisboa,  7  de  outubro  de  1694.  1.940 


220 


CoNsri.TA  do  Conselho  Ultramarino  sohrr  o  incidente  que  ocooneia  na  Colónia  do 
Sacniment',!  coni  a  passagem  do  Ãr('<"biFpo  do  Siimos,  a  (jue  outros  documentos 
anteriores  se  referem. 

Lisboa,  14  de  outubro  do  1G^»4.  l.^>41 


CoNsri.TA  do  Conseiiio  Ultramarino  acerca  da  represeKtação  dos  officiaes  da  Ca- 
mará «  Reitor  do  Collegio  do  Rio  de  Janeiro,  sobre  a  conveniência  de  fundar 
naquella  cidade  um  recolhimento  destinado  ás  mulheres  honestas  de  toda  a  Ca- 
pitania. 

Lisboa,  16  de  outubro  de  1694.  1.942 


Portaria  i'Ola  qual  se  concedeu  licença  aos  officiaes  da  Camará  do  Rio  de  .Janeiro, 
para  a  fundação  de  referido  recolhimento. 

Lisboa,  3  de  dezembro  de  1694.    {A7ineT0  ao  n.  1.942). 

"  S.  M.  manda  passar  provizão  aos  officiaes  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro,  en.'  que  lhes 
concede  licença  para  fundar  hum  recolhimento,  o  qual  será  da  protecção  real  e  sugeito  imme- 
diatamente  aos  Governadores  na  administração  em  tudo  o  temporal,  sem  que  o  ordinário 
te:iha  nelle  jurisdição  alguma  n.'ais  que  no  espiritual  e  que  nelle  se  não  recebão  mais  que 
athe  30  pessoas  órfãs  e  não  as  que  tiverem  pay,  que  sejão  honestas  e  que  as  raparigas  que 
ficai  em  dezamparadas  e  tiverem  dote  para  cazarem  se  possão  aceitar  no  recolhimento  e  estar 
n'elle  athé  á  idade  de  25  annos,  c  que  quando  não  vivão  honestamente  ou  sejão  inquietas, 
sejão  logo  despedidas." 

1.94:3 

Aviso  e  despacho  do  Conselho  ITltramarino,  interpretativos  da  portaria  antecedente, 
a  respeito  do  numero  e  idades  das  recolhidas. 

(A7mexos  ao  n.  1.942).  1.944—1.945 


Consulta  do  Conselho  Ultramarino  acerca  das  informações  que  o  Governador  do 
Rio  de  Janeiro  António  Paes  de  Sande  e  o  da  nova  Colónia  D.  Francisco 
Xaper  de  Lanrastrc  deram  sobre  o  estado  em  que  se  encontrava  a  Colónia 
do  Sacramento  e  o  que  seria  preciso  fazer-se  para  a  conservar. 

Lisboa,  27  de  outubro  de  1694.  1.946 

Carta  do  Covernador  D.  Francisco  Naper  de  Laucastr(>,  em  que  pede  a  remessa  de 
20  casaes  das  Ilhas,  para  os  trabalhos  da  agricultura,  alguns  religiosos,  um 
moinho  e  seis  éguas  para  a  procreação. 

Colónia,  24  de  setembro  de  1692.  (Anncxa  ao  n.  1.946). 

"Pode  V.  K.  \I.  pór  na  nona  Colónia  do  Sacraiiiriito  20  cazacs  do  I'orto  ou  <las  Ilhas, 
para  lavrarem  e  semearem  todo  o  mantimento,  que  necessário  fôr,  por  serem  terras  as  mais 
friKtiferas;  e  as  nnilhi-res  que  em  minha  companliia  forão,  entre  cilas  poderião  liir  (<  cazaes. 
e  as  mais  s..lttiras  cazarãn  com  os  soldados  e  como  estes  entrão  de  guarda  e  de  reiein  não 
tem  tcn<,io  para  semearem  as  terras  para  o  .sustento  da  gente,  como  também  estarem  guar- 
dsr.do  as  cmhai  cações  na  horda  rio  rio,  para  que  não  chegue  algum  pirata  a  saqur-ar  as  casas 
<|ue   <•  ia<i   fóia  da   fortaleza,   que  serão    100  cazas  pouco   mais  ou   menos 

-Necessita  a  Colónia  de  hum  moinho,  que  se  pode  fazer  onde  chamão  a  Lagoa,  pur  ser 
de  iiiaK.r  cnnveiienria   para  a  i.ouoação  (jue  já    hoje  terá    i.ono  almas  pouco  mais  ou  menos." 

1.947 


2S1 


CoxsrLTA  do  Conselho  ritraiiiaiino  soIjir  as  informações  que  enviara  o  Capitão 
engenheiro  do  Rio  de  Janeiro  Gref/nrio  Gomes  acerca  do  estado  de  ruína  das 
lortificaçnes  e  da  necessidade  de  fortificar  o  sitio  da  Praia  Vermelha. 

Lisboa,  20  de  outubro  de  1694.  1.948 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  acerca  da  devassa  de  residência  do  Governador 
da  Capitania  do  Rio  de  .Janeiro  Luiz  César  de  Menezes. 
Lisboa,  30  de  outubro  de  1694. 

Tem  (tnncxo  o  relatório  do  })<'iiciiihtii  i/adnr  .loihi  de  Hapulvfdra  c  M<itt<is 
sobre  a  mcsiini  dcrassd. 

"  .  .  .\yr  todas  as  testemunhas  consta  unifornienientc  fora  o  sindicato  linipissiiiio  de 
mãos,  muito  observante  das  ordens  e  regimento  de  V.  M.,  cuidadoso  cm  tolas  as  oltrigaçõcs 
de  seu  governo,  amantissimo  da  justiça,  que  a  todos  ministrava  com  igualdade  c  inteireza, 
tratando-'. s  com  singular  acolhimento  e  affal)ilidade,  .sendo  muito  compassivo  dos  pobres,  com 
os  quacs  dispendera  muito  de  sua  fazenda,  por  cujas  virtudes  affirmão  fora  sindicado  liuni 
dos  melhores  govirna<iore>,  que  pa^^sarão  áquclla  praça  e  se  fez  merecedor  de  todas  as  honras 
e     n.erccs " 

1.949—1.950 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  de  Antónia  Maria,  no  qual 
pedia  que  se  declarasse  no  seu  alvará  de  projiriedade  do  officio  de  Meirinho 
do  mar  que  a  este  andavam  annexos  o  de  guarda  e  porteiro  da  Alfandega. 
Lisboa,  30  de  outubro  de  1694. 

'Tem  annexas  a  informação  do  Secretario  do  Conselho  c  a  portaria,  relOr 
tira  an  alvará-  1.9.51  —  1.053 

CoNST-i.TA  do  Conselho  TTitramarino  favorável  á  concessão  da  licença  que  req'inrera 
André  Moreira,  da  guarnição  da  nova  Colónia,  i)ara  ir  ao  Reino  tratar  das 
suas  fazendas. 

Lisboa,  3  de  novembro  de  1694. 

Tem  annexa  a  respectiva  portaria.  1.9r)4  —  1.9.55 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  de  João  Alvares,  da  guar- 
nição da  nova  Colónia,  em  que  pedia  baixa  do  serviço  e  licença  para  partir 
para  o  Reino. 

TJsboa,  9  de  novembro  de  1694. 

Tem  annexa  a  respectiva  portaria.  L956 — -igõ? 

Co.Nst  LTA  do  Conselho  Ultramarino  favorável  á  petição  do  Sargento  -  mor  da  Praça 
do  Rio  de  .Janeiro  Mariivi  Corrêa  Vasciufs  e  do  seu  filho  Salrador  Corrêa  de 
Sá,  em  que  solicitavam  a  validade  de  certos  documentos,  relativos  aos  seus 
serviços. 

I^isboa,  12  de  novembro  de  1694.  1.958 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  informação  que  enviara  o  Provedor  da 
Fazenda  Real  do  Rio  de  Janeiro  Francisco  de  Brito  Meirelles  acerca  da  arre- 
matação dos  dizinios  reaes. 

Lisboa,   22   de  novembro   de   1694. 


22â 


"  .  .  .loiíiaiulo  i»>s»c  «laiiui-lli-  \og:\r  if<-  Ptovcdm)  cm  7  df  aliril  dcsU-  anuo,  acliaia  (jue 
tinlião  andíulo  os  di^inios  reaes  dos  assiuarcs  cm  pregão,  no  <|ual  liouvera  lanço  do  7J.000  iru- 
zados  pagos  a  dinlu-iro  e  a  farda  que  fosse  nectssaria  para  a  Infantaria  pelo  preço  <iu>í 
valesse  tanibcin  a  dinheiro   nas  Injas  no   tenii)o 

i.í>r>9 


Carta  do  Governador  D.  Francisco  Xai>er  de  Lancastre,  em  que  se  refere  ao  aprisio- 
namento  de  quatro   soldados   e  quatro   Índios   portuguezes   p<"los   índios   dos 
Padres  da  Companhia  de  Castella . 
Colónia,  15  de  dezembro  de  1694. 

Tem  annexa  a  copia  da  carta  que  o  mesmo  Governador  escreveu  ao  de 
Bu<')ios   Ayres   sodre  o   assuhipto.  1.960   —   1.961 

Co.x.sn.TA  do  Conselho  Ultramarino  favorável  á  licença  que  requerera  Luiz  Lopes  de 

Carvalho  para  continuar  a  exercer  o  officio  de  Tabellião  do  judicial  e  notas, 

sem  embargo  de  seu  filho  José  Lopes  de  Carvalho  entrar  na  propriedade  do 

cargo  de  Escrivão  da  Ouvidoria  Geral, 

Lisboa,  20  de  dezembro  de  1694. 

Tem  atinexa  a  respectiva  portaria.  1.962 — 1.963 

CoNsrLTA  do  Conselho  Ultramarino  relativa  á  nomeação  de  um  vigário  da  vara  para 
a  Colónia  do  Sacramento. 

Lisboa,  27  de  janeiro  de  169.3.  1.964 

Co.x.^íD.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  petição  de  José  Corrêa  Homem,  em  que 
solicitara  a  instauração  de  um  processo  em  que  se  averiguassem  as  causas 
determinativas  da  sua  bai-xa. 

Lisboa,  23  de  março  de  169.J.  1.965 

Caktas  (3)  do  Governador  D.  Francisco  Naper  de  Lancastre,  sobre  diversos  as- 
sumptos relativos  á  Colónia  do  Sacramento. 

Colónia,  23  de  março,  23  de  abril  e  4  de  maio  de  1695.  1.966  —  1.968 

Caiíta  do  Provedor  da  Fazenda  do  Rio  de  Janeiro  Francisco  de  Brito  Meirelles,  em 
que  dá  conta  dos  soccorros  enviados  para  a  Colónia  do  Sacramento. 
Rio  de  Janeiro,  8  de  junho  de  169.'). 

Tem  annexas  duas  certidões  e  a  vopin  de  uma  caria  do  mesmo  provedor 
para  o  Gorernador  do  Rio  de  Janeiro,  relativas  ao  niexmo  assumpto. 

1.969—1972 

í'aima  do  Governador  do  Rio  de  Janeiro  Sebastião  de  Castro  e  Caldas,  em  que  par- 
ticipa o  estado  em  que  se  encontravam  os  moradores  da  nova  Colónia  com 
o  governo  de  /).  Francisco  Xaprr  de  Lancastre. 

Rio  dt>  Janeiro,  18  do  .ninhò  de  169."..  i 


"Oiiaiido   i-lii-gnei   :i   csla   Cipiíania    (|ik-    íiz    cm    i;    de   a'.rll. 


1.973 


223 


Imormação  do  Procuraflor  sobre  os  fretes  que  os  morarlores  da  Colónia  do  Sacra- 
mento deviajii  pagar  das  cousas  que  enviassem  para  o  Rio  de  Janeiro. 

>'.  'I.  ICiit.'..   fAiinr.ni  m,  n.   1.!I7:^)).  l.:)T4 

Hki^i  iiii  MKNios  (2)  ('  carta  de  António  Aranha  i'  Sargento-mór  Francisco  Ribeiro, 
em  riiie  se  queixam  das  violências  que  tinham  sotfrido  jjor  ordem  do  (lover- 
nador  da  Colónia  D.  Francisvo  Xaiíer. 

(A)iii(\v()S  (10  n.   1.97n).  1.975 — 1.977 

Cauta  do  (lovernadoí'  U.  Fiancisco  Xaper  de  T^ancastre  para  o  Secretario  de  Estado 
Mendo  de  Foyos  Pereira:  em  (lue  o  informa  acerca  de  diversos  assumptos  rela- 
tivos á  nova  colónia  do  Sacramento. 

Colónia,  4  de  maio  de  1(59.').   (Anne.rn  ao  )i.  1.973).  1.97S 

Carta  do  Goveinador  Sebastião  de  Castro  e  Caldas,  sobre  umas  amoslras  de  mi- 
nério de  ouro. 

Rio  de  .Janeiro,  21  de  junho  de  Hi^õ.  1.979 

CoNsii.TA  do  Conselho  Cltramarino  acerca  do  alvitre  ai)resentado  no  documento 
seguinte  para  a  fiindacão  de  uma  povoação  entre  o  Rio  (Irande  e  o  Rio  de 
Paraguay. 

Lisboa,  :'.1  de  outu])ro  de  lfi9r).  1.980 

"Noticias  utilíssimas  á  coroa  de  Portugal  e  suas  conciuistas". 
8-  n.  e  s.  d.    (1.69.')).    (Auncxo  ao  n.  1.980). 

••1'"íc:l  liuni  jiais  cliaiiiailo  liojc  do.s  Paiilistíis,  sacaria,  entre  o  Kic  f/nindc  c  o  Rii'  de  Pd- 
rayoai,  quL-  ambos  juiilos  cimuíi  mais  principaes  formam  o  celcbrail.i  1\\"  da  rratu.  chama-sr 
vacaria  pelo  gado  ainoiílacbi  (|in-  alii  lia,  cvijo  principio  trouxerão  os  Castellianos,  quamlo 
intentarão  pouoai'  a  ilita  paragem  a  (|ual  dezampararãu  c  dezistirão  da  )iouoação  que  fizerão 
também  em  outras  paragens,  recciando  a  guerra  que  poderião  fazer  os  PaiiHstals  com  a 
felice  aclamação  do  .Scnbor  Rei  D.  João  o  4"  de  Saudoza  memoria,  auera  to  ou  12  annos 
])(>uco  mais  ou  menos,  ciue  os  Paulistas  continuão  as  correrias  daquella  campanlia,  e  achão  que 
os  Castelhanos  deixarão  2  caluarios  ou  toscos  padrões  fabricailos  de  ]K-ilra  solta  afastado  Inmi 
do  outro  distancia  de  meia  legoa  pouco  mais  ou  menos,  em  outra.s  paragens  outras  pedras 
amontoadas,  humas  sobre  outras  ao  modo  de  parede  e  muito  pouca  altura,  correndo  sen^pre 
linha  direita  prezumc-se  com  fortissimas  conjecturas,  que  naquelle  sitio  ha  minas  de  prata  e 
que  por  isso  deixarão  estes  toscos  padroens,  para  perpetuo  sinal.  Reforça  esta  prczumção 
costumarem  os  castelhanos,  moradores  na  cidade  d"Assumpção  de  Paraguoaia,  que  fica  dis- 
tante a  este  sitio  25  dias  de  viagem  pouco  mais  ou  menos  a  3  e  a  4  legoas  por  dia,  porqut 
todos  montão  a  cauallo,  reconhecer  e  examinar  este  dito  sitio  cada  anno  ou  cada  2  annos  com 
liretextos  frívolos  e  muito  alheos  de  razão;  he  prczumção  connnum  que  uem  saber  se  os 
Portuguezes  pouoão  este  lugar,  em  duas  ocazioens  toparam  os  castelhanos  com  muito  poucos 
Portuguezes,  e  lhe  fizeram  requerimentos  c  i)rotestos  de  como  n(|uclla  terra  pertencia  á 
Coroa  de  Castell.i,  e  obrigarão  aos  portuguezes  que  assinassem  o  lerir.'o  que  tinham  feito,  cm 
hum  Paulista  de  cuja  uista  se  não  podia  esperar  asaz  ilustre,  por  ser  defeituosamente  formado 
da  natureza,  i)osto  que  n<)1)re  por  sua  ascendência  teue  ualor  para  rezistir  a  sua  asinatura 
estes   padroens   he   certo    que   foram    deixados   ali    para   algum    fim. 

Ilum  Paulista  "por  nome  Manoel  Mendes,  que  inda  hc  uiuo,  cuja  verdade  não  aprouo, 
nem  reprouo,  conta  que  dormira  huma  noite  no  alojamento  dos  soldados  digo  Castelhanos,  e 
que  perguntara  muito  em  segredo  a  hum  castelhano  a  cauza  e  motiuo  poniue  fa::iani  aquelas 
diligencias,  e  (|ue  respondera  c|ue  hera  para  mor  das  minas  de  prata  que  alii  hauia;  hum 
clérigo  por  noiur  Pedro  da  Siliia  já  defunto,  e  outro  por  nome  Cnsnie  (ioiicalues,  que  inda 
hc  uiuo.  ambos  naturaes  e  moradores  nesta  villa,  pessoas  de  inteira  uerdade,  certificão  que 
ouuirão  dizer  a  hum  castelhano  cm  Buenos  Aires,  onde  assistirão  2  annos  c  meyj  por  cauza 
das  ordens  que  bera  couzn  cvrla  itncr  minas  de  prata  no  contorno  de  Paraguai,  que  as  não 


224 


laurauão  com  receio  de  serem  enfestadas  dos  Paulistas,  o  não  lie  criuel  que  este  grande 
ciunie  dos  casteliianos  seja  somente  por  interesse  ila  terra,  a  qual  temos  por  infallivel  que 
pertence  á  Coroa  de  Portugal;  antes  queremos  que  a  t  if/íu/r  lír  Paraguoai  está  asituada  nas 
terras  de  Portugal,  e  que  alguma  parte  das  terras  de  Putcci.  que  ficam  para  aquella  banda 
não  muito  distantes  da  vacaria,  tanto  para  as  fraldas  que  fas  aquella  corda,  para  a  banda  Oi 
Rio  de  Peraguoai  como  para  a  banda  do  Rio  Grande,  he  fertilissimo,  assim  para  fortificar,  como 
para  crear  innnensidade  de  gado,  pelos  campos  que  tem,  que  dizem  ser  os  melhores  que  ha  o 
quando  por  nossos  pecados  se  frustem  as  minas  de  prata,  na  vacaria  sempre  he  útil  aquella 
l)ouoação,  porque  nos  autzinhanuis  com  os  castclhriuos  por  aquella  parte  que  confina  com  as 
n.'inas  do  Peru. 

Pode-se  fazer  esta  pouoação  com  muito  pouco  dispêndio  da  fazenda  real  e  para  a  sua 
conservação  nam  he  necessário  afligir  as  mais  praças  com  -socorros  de  mantimentos,  como  se 
tem  experimentado  na  terra  noua.  A  sua  defensa  he  muito  fácil  quanto  aos  castelhanos  de 
JVragoai;  somente  conuocando  elles  os  índios  que  administrão  os  Padres  da  Companhia  Cas- 
telhanos, os  quaes  estão  situados  sobre  o  Rio  Cirande,  muito  rio  abaixo,  e  sobre  o  Rio  de 
1'iutjiiahi,  o  que  elles  non-.«;ão  por  outros  nomes,  será  i)ara  o  socorro  necessário  empenhar 
todas  as  villas  de   S.   Paulo. 

Vi<r  4  razoens  conuem  muito  á  Coroa  de  Portugal  reduzir  estas  ditas  aldeãs  á  sua  obe- 
diência, as  quaes  chamam  elles  reduçoens.  Primeira,  porque  é  tomar  pjsse  do  que  he  seu  e 
restituir-se  naquclle  dominio,  que  se  lhe  tem  uzurpado,  por  quanto  os  índios  e  o  Paiz  que 
abitão  sem  duuida  algmna  ficão  nas  terras  de  Portugal.  Segunda  porque  ficão  os  Castelhanos 
(Usarmados  em  todas  as  suas  praças  confinantes.  Terceira  porque  conta  Amaro  Fernandes 
natural  da  cidade  de'  Paragoai,  o  qual  está  cazado  nestas  villas  e  he  morador  na  villa  de  Utú, 
que  pagam  a  Elrey  de  Castella  cada  himi  anno  40:000  patacas  pagando  huma  pataca  pwr  cada 
índio,  e  que  hoje  he  muito  mais  o  numero  (o  que  os  ditos  religiosos  encoberm  com  suas 
industrias)  e  não  permittem  que  entre  hum  só  Castelhano  em  suas  aldeias  para  embargarem 
toda  a  noticia  com  que  se  prezume  que  estam  logrando  ocultamente  alguns  aueres  de  prata 
ou  ouro.  Quarta  porque  com  estes  índios  podemos  estender  facilmente  as  nosas  pouoações  athe 
confinar  com  o  Ueino  do  Peru  e  auendo  guerra  entre  huma  e  outra  Coroa  com  os  mesmos 
índios,  capitaneados  pelos  ditos  Paulistas  podemos  infestar  e  saquear  as  praças  fronteiras  do 
Keino   do   Peru,  por   serem   abertas   em   defen.sas. 

]"ica  distante  a  dita  vacaria  da  ultima  poiioaçam  de  S.  Paulo  50  dias  de  uiagen-.'  pouco 
mais  ou  menos,  os  quaes  reduzidos  a  marchas  ordinárias  depois  de  feita  estrada  real  por  terra 
que  he  plaina  e  asentada,  capaz  de  carros  e  bestas  carregados,  poderam  ser  20  dias  pouco 
mais  ou  menos:  porque  os  Paulistas  costumão  marchar  a  respeito  do  sustento  que  ham  de 
achar  ou  buscar  no  matto,  desde  a  manhã  athe  ás  10  horas,  rompendo  campos  e  iiíatos  com 
infinitos  rodeos. 

De  prezente  li;i  dous  caiiiinh(/s.  liuin  naucgando  desde  pouoado  pelo  Rio  Anhcmhi  (?) 
abaixo  athe  dar  no  Rio  Grande  c  depois  subindo  por  outro  athe  a  vacaria.  l;stc  caminho  (cm 
suas  cachoeiras  onde  uarão  canoas.  Outro  caminho  tem  14  ou  i.s  dias  de  uiagem  por  terra, 
e  depois  rodão  por  luini  rio  chamado  ParíUuiJHiiicina  athe  dar  no  Rio  (Irande.  Esle  cantinho 
não  tem  cachoeiras. " 

1.981 

Co.\sT-i,TA  fio  Conselho  Ultramarino  sobre  a  côngrua  arbitrada  pelo  Governador  e 
Deão  da  Sé  do  Rio  de  .Taneiro  para  o  parodio  e  vigário  da  vara  da  Colónia 
do  Sacramento. 

J-.isboa,  31  do  outubro  de  1695. 

"Juílo  Pimenta  de  Car-iiilha ,  l)e."io  d;i  ditia  Si-  do  Kio  de  Janeiro,  (|ue  está  seruinilii  de 
fjovernador  daquelle  Bispado  em  carta  de  jíi  de  maio  dá  a  mesma  conla  em  virtude  da 
referida  ordem  de  \'.  .M.  nimieíira  para  parueho  da  dita  nou.i  Colónia  o  P.idre  Manuel  Ri- 
beiro de  Oliveira.  elerÍKo  dn  haliilo  iH-  S.  P.'drn,  Christão  uelho,  letrado  e  de  bom  jirocedi- 
minlo,  que  já  seruio  de  cura  na(iuelle  liispado  e  <|Ue  .seria  necessário  (|ue  V.  M.  lhe  mandasse 
passar  as  ordens  necessárias  |  ara  se  lhe  pagar  a  ditla  côngrua  c  aduerlir  a  D.  Pyancieo  Nal^er 
de  Alcncastre  trate  aos  saci-rdoles  com  aquelU-  decoro  (|ue  se  devem  tratar  e  não  succcda 
dczampararem  aquella  pouoação,  como  o  fizer;i  n  l'adre  .Superior  d.i  ( 'nni|j,iiilii,i  de  Jesus, 
i|tic    eslaua    seruindo    de    Parocho,    por    não    se    alreuer    a    suportar    as    sem    la/oeus    do    ditlo 

D.    1'ranciseo    Napcr " 

l.!»82 


233 


CoNsiM.TA  do  Conselho  Ultraniariíio,  acerca  das  Informações  (lue  enviara  o  Gover- 
nador do  }\\o  de  Janeiro,  sobre  as  armas/  munições,  artilharia  e  petrechos 
kiue  havia  naquella  praça. 

Lisboa,  ;!  de  novembro  de  1095.  1.983 

Co.NHii.iA  do  Conselho  Ultramarino  sobie  as  informações  que  remettera  o  Gover- 
nador do  Rio  de  Janeiro  i<cbastino  de  Castro  e  Caldas  áoerca  do  descaminho 
dos  quintos  do  ouro  e  de  umas  pedi^as  mineraes  com  veios  de  ouro,  encontradas 
em  um  dos  ribeiros  de  Pernaguã. 

Lis]),)a,  4  de  novembro  de  li:i9.').  1.984 

Co.Nsri.jA  do  Conselho  Ultramarino,  relativa  ao  parecer,  que  dera  o  Ouvidor  geral 
do  Rio  de  .Janeiro  S-'bastião  rrrnandes  Corrêa  sobre  a  obra  dos  quartéis  doa 
soldados  da  Junta  do  Commercio  Geral. 

Lisboa,  !j  de  novemljro  de  1G95.  1.985 

Co.Nsri.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  nomeação  do  capitão  da  Cai)itania  de 
Cabo  Frio,  cujo  posto  vagava  por  terminar  o  triénio  João  Pereira  do  Lago, 
sendo  a  elle  concorrentes  Christovão  de  Almeida  Gamhoa,  Miguel  Árias  Mal-, 
danado  e  António  Vaz  Tinoco. 

IJsboa,  9  de  novembro  de  1695. 

.1  consulta  relata  desenvolvidamente  os  scrricos  dos  três  p>et<  ndentes  c 
tem  á  margem  o  seguinte  despacho:  ''Nomeo  a  Christovão  de  Almeida  Gavi- 
hoa.  Lisboa,  26  de  novembro  de  1695";  e  annexa  a  respectiva  portaria  de 
noyneax^ão  por  três  annos.  .      1.986 — 1.987 

Co.Nsui/iA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  das  informações  do  Governador  da  nova 
Colónia,  a  que  se  referem  os  documentos  seguintes. 

Lisboa,  n  de  novembro  de  1695.  1.988 


Carta  do  Governador  D.  Francisco  Naper  de  Lancastre,  na  qual  informa  acerca  do 
estado  em  que  se  encontrava  a  Colónia  do  Sacramento  e  dos  meios  que  se 
deviam  empregar  para  garantir  a  conservação  daquella  praça. 

Colónia,  25  de  abril  de  1695.  (Annexa  ao  n.  1.988).  1.989 

Rklação  das  jn-acas  da  Colónia  do  Sacramento  e  da  impoi'tancia  dos  seus  venci- 
mentos. 

(Annexa  ao  n.  1.988).  1.990 

Rki,a^'Ão  dos  preços  por  que  os  contratadores  do  Rio  de  Janeiro  forneciam  as  fa- 
zendas e  aviamentos  i)ara  as  fardas  dos  soldados  do  prezidio  da  Colónia  do 
Sacramento. 

(Annexa  ao  n.  1.988).  .  1.991 


NoT.v  da  distribuição  de  uma  boiada  ou  empêe  de  mil  cabeças. 

(Annexa  ao  n,  1.9R8).  1.992 

I.  õ  ■  'J.l 


226 


Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  substituição  do  Governador  da  Colónia 
do  Sacramento  e  a  sua  devassa  de  residência. 

Lisboa,  12  de  novembro  de  Itift").  1.993 

ríKivrKKi.Mi.NTo  do  Govemadof  D.  Franiisco  Xaper  de  Lanoastre,  no  qual  pede  que 
se  lhe  tire  a  sua  devassa  de  rsbidencia,  do  tempo  que  governou  o  Rio  d*^ 
Janeiro  e  a  nova  Colónia  do  Sacramento. 

(Aunvxo  ao  n.  1.99.".).  1.994 

DKsi'.\tiio  do  Conselho   Ultramarino,   em  que  se   fixaram   os  salários  dos   funccio- 

nario;í  encarregados  das  devassas  na  nova  Colónia  e  as  pessoas  que  os  deve- 
liam   pagar. 

Lisboa,  12  de  janeiro  de  1700.  (A)nw.ro  ao  w.  1.993).  1.995 

Caiha  do  Governador  D.  Francisco  Xaper  de  Lancastre.  em  que  participa  um  inci- 
dente com  os  índios  dos  Padres  da  Companhia  Castelhanos. 

Nova  Colónia,  15  de  dezembro  de  1694.  (Annexa  ao  n.  1.993).  1.996 

Coxsn.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  nomeação  do  Capitão  da  Capitania  de 
S.  Paulo  e  S.  Vicente,  para  cujo  posto  propozera  o  Donatário  IMarquez  de 
Cascaes,  em  1"  logar  Pedro  Roclrifjucs  Sanches,  em  2"  João  de  Brito  Frehw 
e  em  3".  António  Telho  Coelho. 

Lisboa,  1695. 

Tem  ú  viargem  o  seguinte  deapacho:   "Xotneo  Pedro  Rodrigues  Sanches. 

Lisboa.  19  de  nox^embro  de  1695 "  r  anne.r(i  a  respectiva  portaria  de  no- 
nieação  por  trcs  annos.  1997 — 1.998 

Rkqikki.menio  de  Pedro  Rodrigues  Sanches,  em  que  pede  licença  i)ara  tomar  posse 
no  Rio  de  .Janeiro  do  cargo  de  Capitão  da  Capitania  de  S.  Paulo  e  S.  Vicente, 
\)0v  lhe  ser  muito  incommodo  e  dispendioso  ir  tomar  posse  á  Bahia. 

(Annexo  ao   n.  1.997).  1.999 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  á  concessão  da  licença  que  requerera 
Domingos  Rodrigues,  da  guarnição  do  Presidio  da  nova  Colónia,  para  ir  ao 
Reino. 

Lisboa,  22  de  novembro  de  1695. 

7V'?H  annexa  a  respectiva  portaria.  2.000 — 2.001 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  nomeação  do  Governador  da  Ca|)itania 
do  Rio  de  Janeiro,  a  cujo  cargo  eram  i)retendentes  João  Corrêa  de  Lacerda  e 
Manuel  António  Pinheiro. 

Lisboa,  28  de  novembro  de  1695. 

Xa  consulta  encontrain-se  relatados  os  serviços  dos  dois  concorrentes  e  ú 
margem  o  seguinte  despacho:  "Xorneo  Arthur  de  Sú  de  Menezes-  Lisboa,  10  de, 
dezembro  de  1695". 

"Sendo  vistos  os  scrmços  referidos  e  consicUrando-se  que  a  csfc  goutrno  llic  lie  sn< 
hoidinada  a  i^raça  da  noua  Colónia  do  Sacramento  a  que  conuen  acudir  não  só  com  todos 
fis  iiicvos  |jaia  a  sua  defensa,  mas  ainda  i)reiicnindo  todas  aquellas  dis|>oziç(>cns,  que  .>-e 
encaminhem  ao  seu  augmcnto,  e  que  se  poderão  offerecer  muitas  occazioens  do  seruico  de 
V.  M.  uaiiuclla  Capitania,  que  não  scjão  de  nuuus  consequências  assim  cjn  beneficio  dos 


vassallos  de  V.  M.  crmio  acrescentamciilo  da  Fazenda  Kcal,  tciido-se  por  estas  razocns  por 
de  siiinnia  inip.irtancia  a  eleição  de  pcsoa  que  V.  M.  lioini'  r  <le  nomear  para  e!:e,  n'esta 
attenção,   parecco  ao   Conselho  votar  em    i»  logar  para  o   Gouerno  do   Rio  de  Janeiro  era  o 

MiDíiiiec  de  Montebcllo,  em  2"  logar  em  Manuel  Jc  Mello  e  em  3"  lugar  em  Srhnstião  de 
(  astro  c  Calda.f  cujos  serviços,  capacidade  e  merecimentos  d'esles  sugeitos  são  nniy  pre- 
zentes  a   \".   M. " 

2.002 

PoiíTAKfA  pela  (]ual  se  niaiulou  passar  patente  a  Arfhur  de  Há  c  Mcnez<s  do  governo 
cia  Capitania  do  Rio  de  .Janeiro. 

Lisboa,  28  de  janeiro  de  16!tí).  (Ayincxa  ao  11.  2.002).  2.00.'? 

Rkqi  KKI.MK.MOS  (2)  do  Govemador  Aithur  de  Sá  e  Menezes,  em  que  pede  a  sua 
patente  e  o  pagamento  de  soldos. 

(Atmcxos  ao  n.  2.002).  2.004 — 2.00.J 

CoNsiiTA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  communicaçao  que  enviara  o  Gover- 
nador do  Rio  de  Janeiro  de  ter  fallecido  o  ('ai)itão  -/o.sr  Hypriani  e  de  ser 
desnecessário  o   posto   que  elle   occupava   naquflla   praça. 

Lisboa,  •">  de  dezembro  de  169.3.  2.006 

Co.xsui.TA  do  Conselho  Ultramarino,  desfavorável  á  proposta  de  Manuel  Jordão  da 

íiilvd   para  fundar  uma  colónia  no  Rio  Grande,  districto  do  Rio  da   Prata- 

Lisboa,  10  de  dezembro  de  1695.  2.007 

Cakja  de  -Manuel  Jordão  da  Silva  para  o  Governador  Sebastião  de  Castro  e  Caldas, 
na  qual  se  offerece  para  fundar  a  referida  colónia  no  Rio  Grande. 
Rio  de  Janeiro,  7  de  junho  de  169.3. 

"...e  como  V.  .S.  tem  mostrado  tam  grande  zelo  no  seruiço  real  lhe  peço  queira  infor- 
mar a  S.  M.  que  Deus  guard«  que  nouamente  me  ofereço  para  hir  pouoar  o  Rio  Grande  por 
ter  n.niitos  filhos  e  muitos  netos  todos  ])ara  seruirmos  a  S.  M.  dando-se-nie  50  cazaes  de 
índios  das  Aldeyas,  e  30  solteiros  das  aldeyas  reaes  de  Sani  Paulo  e  6.000  cruzados  para 
ajuda  de  custo  para  o  que  obrigarei  minha  fazenda  e  os  pagamentos  de  2  engenhos;  rezer- 
uando   mar   e   corsário   e   fundando   e  ta   villa  que   ade   ser   opulenta   peJas   razoens   que   tenho 

.dado    na    informação " 

2.008 

Co.Nsii.TA  do  Conselho  Ultramarino,  relativa  aos  capellães  das  Fortalezas  da  Barra 
do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  12  de  dezeml)ro  de  160.',.  2.009 

Co.Nsti.TA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  das  resoluções  que  tomara  o  Governador 
do  Rio  de  Janeiro  a  respeito  das  quebras  que  resultaram  da  prohibição 
naquella  Capitania  da  moeda  por  espécies. 

Lisboa,  22  de  dezembro  de  169.3.  1.010 

Carta   do  Governador  Sebastião  de  Castro  e  Caldas,  em  que  comm única  ter  pro- 

hibido  na  Capitania  do  Rio  de  .Janeiro  o  curso  das  moedas  de  240  rs.  e  as 
meias  patacas  de  160  rs. 

Rio  de  Janeiro,  22  de  de  junho  de  169.3.  (Anuej-a  ao  h.  2.010).  2.011 


228 


PoKTARiA  pela  qual  se  proliibiu  o  curso  das  moedas  de  dois  tostões  que  corriam  com 
o  valor  de  240  rs.  e  as  meias  patacas  de  160  rs. 

Rio  de  Janeiro,  25  de  abril  de  1095.   (Anncra  ao  n.  2.010).  2.012 

PoRT.\Ri.\  pela  qual  se  proliibiu  a  fuudição  das  moedas  a  que  se  refere  a  antecedente, 
fora  da  Casa  da  Moeda. 

Rio  de  .Janeiro,  25  de  abril  de  1695.  Cojjia.  (Anncra  ao  n.  2.010).        2.01:^. 

CoX.sui.T.v  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  de  uma  ijetição  de  Josr  Pereira  Sodic, 
relativa  á  justificação  dos  seus  serviços. 

Lisboa,  23  de  dezembro  de  1695.  2.014 

CoNsri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  provimento  do  cargo  de  Almoxarife  da 
Fazenda  Real  do  Rio  de  .Taneiro,  a  que  era  >inico  concorrente  Marcos  da  Cosia 
(la  Fonseca. 

Lisboa,  7  de  .laneiro  de  1696.  2.015 

PoRTAKiA  pela  qual  se  faz  mercê  a  Marcos  da  Costa  da  Fonseca  da  serventia  do 
officio  de  Almoxarife  da  Fazenda  Real  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  17  de  janeiro  de  1696.  (Amiexa  ao  n.  2.015).  2. OK". 

Rkqvkujmk.ntos  (2)  do  Almoxarife  Marcos  da  Costa  da  Fonseca,  relativos  á  fianc;a 
que  deveria  prestar. 

{Annexos  ao  n.  2.015).  2.017— 2  OIK 

CoxsT-i.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  conflicto  a  que  se  refere  a  seguinte 
carta. 

Lisboa,  30  de  janeiro  de  1696  2.019 

Carta  do  Governador  Sebastião  de  Castro  e  Caldas,  em  que  relata  o  conflicto  que 
tivera  com  o  cabo  da  frota  António  Dias  Rego. 

Rio  de  Janeiro,  20  do  maio  de  1695.   iAiincxa  ao  n-  2.019).  2.020 

CAPiTfi.o  IS  da  instituição  da  Companhia  (Icral  para  o  Estado  do  Riasil. 
Copia.  (Anncra  ao  n.  2.019). 

"Que  o  Gouernadíir  do  Estado  do  Brazil,  nem  os  liiais  capitães  nióres  e  Ministros  dos 
Portos  de  Pernambuco,  Rio  de  Janeiío  e  mais  partes  do  dito  Kstado,  não  teíão  jurisdição 
alguma  soljre  a  gente  de  mar  e  guerra  das  ditas  armadas,  assim  no  mar,  como  na  terra, 
porque  esta  somente  será  dos  gcneraes  e  cal)os  das  esquadras,  nem  se  intrometerão  no 
tenvo  em  que  as  armadas  o\iuerem  de  saliii-,  porciue  a  disposição  disso  tocar.T  aos  ditos 
gtneraes ....." 

2.021 

Auto  de  nesobediencia  e  rebellião  que  mandou  fazer  o  Governador  do  Rio  de  Ja- 
neiro contra  o  Capitão  de  mar  e  guerra  António  Dias  Tíego,  cabo  da  frota. 

M\r,  de  Janeiro,  7  de  maio  de  1695.   (Annexo  ao  n.  2.019).  2.022 

Carta  do  Provedor  da  Fazenda  Francisco  de  Ihito  Moircllos,  em  que  paiticipa  terso 
arrematada    o    c-nntracto    das    baloiris   a    .íoão    Meira    Coelho.    Luiz   .\nlun>:s 


22M 


Víamia   e  llfaniicl   Coirra    ilr   Ainiiio    \)ov   2!t.íM)()   fiuzadòs   o    por   tonipo   do 
três  annos. 

Rio  de  Janeiro  :'.0  do  maio  de  IfiOC.  2.023 


Reqtkkimknto  de  João  Vieira  Coelho  e  outros,  arreniaíantes  do  contrato  das  baleias, 

.no  qual   i)edem  para  serem  i'estituidos  á  posse  do  mesmo  contrafto  de  que 

tinham  sido  violentamente  es|)oliados   pelo   Cnvci-nador   do    Ilio   d(í  Janeiro. 

(An7icxo  ao  n.  2.02:]).  2.024 

Caht.xs  (2)  do  Governador  Sebastião  de  Castro  e  Caldas,  sobre  a  arrematação  do 
contrato  das  baleias. 

Rio  de  Janeiro,  4  de  junho  de  16!»6  e  lo  de  novcinbiu  de  169'7. 

2.02r,— 2.026 

('.xuJA  do  Covernador  Sebastião  de  Castro  e  Caldas,  na  qual  inloinia  sobre  a  duvida 
que  se  tinha  levantado  de  pertencerem  as  propinas  do  contrato  dos  dízimos  ao 
Mestre  de  Campo  André  Cuzaco  ou  aos  herdeií-os  do  Governador  Anloiiio 
Paes  de  Sandc. 

Rio  de  Janeiro,  G  de  junho  de  1606.  2.027 

C.\UT.\  do  Governador  Sebastião  de  Castro  e  C^aldas,  sobre  a  chegada  de  dois  navios 
francezes  ao  poito  do  Rio  de  .Janeiro  e  as  diligencias  que  ordenou  a  seu 
respeito. 

Rio  de  Janeiro,  9  de  junho  de  1C96.  2.028 


Capiti  1.0  22  do  Regimento  dos  Governadores  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro. 
Copia.  (Annexo  ao  n.  2.02S). 

"Por  ser  de  grande  ineonu  nitinia  a  meu  seruiço  e  fazenda,  o  comercio  de  Kstiangciroa 
nessa  Capitania  honue  por  bem  de  llio  prohibir  conforme  as  leis  e  prohibiçoen.s  que  mandei 
l)assar  e  por  qut  conuem  muito  que  os  que  sem  licença  minha  e  contra  a  forma  do  capitulo 
das  pazas  celebradas  entre  esta  Coroa  e  a  de  Inglaterra  e  os  Jíslados  de  Olanda  furem  tratar 
e  cc.merciar  á  dita  Capitania  sejão  castigados  conforme  as  ditas  leis  e  prohibiçoens  os  que 
assim  f>rem  comprehendidos  procedereis  contra  elles  na  forma  delias  e  contra  os  Inglezes 
e  Olandezes-,  como  se  declara  no  capitulo  das  mesmas  pazes  dí  que  se  uos  enuião  as  copias. 
E  Com  os  vassalos  de  lilrey  christianissimo  que  forem  aos  portos  dessa  Gouerno  e.  seu  districto 
mandareis  ter  a  boa  correspondência  e  reciproca  amizade,  como  se  contem  no  capitulo 
do  tratado  e  com  este  regimento  se  u<is  dá,  mandando  aos-officiaes  de  uossa  jurisdição  que 
assim  o  executem,  e  succedendo  algum  nauio  francez  derrotar  nesses  mares  e  ser  necessário 
derrotar  nos  de  uosso  destricto  e  ualer-se  de  algum  fornecimento  ou  ajuda  ordenareis  que 
se  lhe  não  falte  lom  a  correspondência  que  pede  huma  boa  amizade  e  liança  que.  tenho 
com  Elrcy  de  iM-ança,  mas  por  nenhum  modo  se  lhe  permita  comprar  nem  vender  fazendas 
algumas   pelu   (huiuio   que   disso   ]iiiderá    rezultar. " 

2.029 


Cauta  regia  diiigida  ao  Governador  do  Rio  de  Janeiro  João  da  Silva  de  Sousa,  na 
qual  se  participa  a  guerra  entre  a  Inglaterra  e  ?  Hollanda  e  se  manda  obser- 
var rigorosamente  o  que  se  achava  determinado  nos  tratados  sobre  os  navios 
estrangeiros. 

Lisboa,  2  do  maio   de   1U72,    (Ainicca  ao  n.  2.02S).  2.0u0 


2âO 


"Capituto  19  das  Pazes  celobradas  eiitif  a  Coiôa  de  Portugal  e  os  Estados  Geraes 
das  Províncias  Unidas  dos  Paizes  Baixos  a  6  de  agosto  de  1671." 

Copia.  (Anncxo  ao  n.  2.(12S). 

licfere-se  rí  entrada  dos  navios  )t()s  porlos,  forçada  pela  fein pcslade.  falta 
âc  mantimentos  ou  araria.  2.031 

\ 
Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  requerimento  em  que  Martim   Corrêa 
Vrt.squr.s-  pedia  a  patente  de  Mestre  de  Campo,  com  o  soldo  de  posto  de  Sar- 
gento-mór  que  oooupava  no  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  3  de  agosto  de  1696.  .  2.032 

CoNsn.TA  do  Conselho  l'ltramarino  sobre  as  informações  que  enviara  o  Gover- 
nador Sebastião  de  Castro  e  Caldas  acerca  da  prisão  de  Ignacio  da  Silveira 
ViUalobos  e  seu  filho  Custodio  da  Si]r<-ir(t.  e  as  queixas  que  estes  faziam 
do  mesmo  Governador. 

Lisboa,  7  àe  novembro  de  1696.  2.033 

RKQfKKiMKNTos  do  Abbade  Diogo  de  Caldas  Barbosa,  como  i)rocurador  de  seu 
irmão  o  Governador  ifirhastião  de  Castro  e  Caldas,  de  Ignacio  de  Oliveira 
Vilialobos  e  Manuel  dos  Jíeis  Couto,  relativos  ao  assumpto  a  que  se  refere  a 
consulta  antecedente. 

(Anexos  ao  n.  2.033).  2.034—2.037 

PoRTAniA  pela  qual  se  fixaram  os  vencimentos  dos  funccionarios  encarregados  da 
devassa  a  que  se  mandara  iiroceder  no  Rio  de  Janeiro,  sobre  os  factos  refe- 
ridos nos  documentos  anteriores. 

Lisboa,  12  de  dezembro  de  16!t6.  (Anncxa  ao  n.  2.033).  2.038 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  as  informações  que  dera  o  Governador 
Sebastião  de  Castro  e  Caldas  a  respeito  dos  navios  francezes  que  tinham 
arribado  ao  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  9  de  novembro  de  1696.  2.039 

CoNsui.iA  do  Conselho  Ultramarino  favorável  ao  requerimento  em  que  António 
Leite  pedia  que  fosse  escuso  do  serviço  militar  seu  filho  Bento  Leite,  perten- 
cente á  guarniçãoda  Colónia  do  Sacramento,  c  que  se  lhe  concedesse  licença 
para  regressar  ao  Reino. 

Lisboa,  16  de  novembro  de  1696. 

Tem   uunexa  a  respeetiva  portaria.  2.040 — 2.041 

CoNsTi.TA  do  Conselho  Ultramarino  sobre  o  provimento  do  cargo  de  Provedor  da 
Fazenda  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  que  vagara  por  fallecimento  de 
Thomaz  de  <S'o«.vrt  Corrêa  e  a  (lue  ^ram  concorrentes  Franeisco  de  Brito  de 
.Ml  irellrs.  .\ntonio  dr  Mendonça  de  Qu(  i)(.z.  .Manuel  Ayres  Barraza.  Domingoi 
Ferreira  de  Almeida,  Balthazar  de  Abreu  Cardoso,  Domingos  Soares  de 
(lamhoa.  Bento  Corrêa  de  Sousa  Coutinho.  Miguel  Árias  Maldonado. 

Lisboa,  24  de  novembro  de  1690. 

Encontranuse  relatados  na  consulta  os  serviços  de  todos  os  concorrent<'s 
€  á  margem  o  srguinti  despadio:  "Como  parece,  nomeo  para  a  serventia 
desBP  officio  a  l.niz  l.opis  fcgado  e  sobre  a  ix-ticão  do  di'    António  Bariuho 


231 


Lfdl.  como  tutor  dos  meuoies,  filhos  (lue  ficarão  do  proprietário  (Thouu''  dfí 
Sousa  Corrca),  que  deve  interpor  o  Conselho  o  seu  parecer.  Lisboa,  11  àa 
janeiro  de  1G!»7".  T''in  (iinicra  <i  iioilaiia  de  n(iiii.<(t<:ão  <Ic  Jaiíz  Lopes  Pegado. 

2.042— '2.013 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  petição  do  Sargento-mór  Martim  Cor- 
rêa Vasqurs.  em  que  solicitara  a  patente  de  Mestre  de  Campo  ad  honorcm. 
Lisboa,  õ  de  dezembro  de  169(1.  2.044 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  em  que  pr(>ijõe  a  nomeação  de  Martivi.  Corrêa 
Vasqucs  jjara  governador  interino  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro,  em- 
quanto  Arthiir  d<'  Sá  c  Menezes  estiveSvSe  ausente,  na  inspecção  das  minas  das 
capitanias  do  sul. 

Lisboa,  13  de  dezembro  de  lOíifi.  2.04:') 

Co.Nsri.TA    do    Conselho    UH  larnarino    sobre    o    requerimento    em    que    ■/oão    Corrêa 
Ximenes  pede  licença   i)ara  nomear  serventuário  do  officio  de  Tabellião  do 
l)ublico,  judicial  e  notas  do  Rio  de  Janeiro,  de  que  é  proprietário. 
Lisboa,  J5  de  dezembro  de  1690. 
Tem    aiihe.rd   a    icsi)ei-tirii   poiiiiiia.  2.046 — 2.047 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  nomeação  de  dois  officiaes  que  o  Pro- 
vedor da  Fazenda  do  Rio  de  Janeiro  havia   lequisitado,  para  o  auxiliarem. 
Lisboa,  23  de  .janeiro  de  1G97.  2.048 

Consulta  do  Conselho  llltramaiino,  subre  as  fianças  de  Mnrcos  da  Costa  da  Fon- 
seca. Almoxarife  da  Fazenda  Real  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  28  de  .ianeiro  de  1697.  2.049 

Cak'ja  do  Covernador  Sebastião  de  Castro  e  Caldas,  sobre  a  arrematação  do  contrato 
das  baleias  e  as  graves  irregulai'idades  commettidas  pelo  Provedor  da  Fa- 
zenda Francisco  de  Brito  de  Mcir-'I1cs  e  o  Escrivão  Jonacio  da  Silveira 
Yillalohos. 

Rio  de  Janeiro,  25  de  fevereií-o  de  1697.  2.050 

Cakta  do  'i^hesoureiro  e  Recebedor  dos  (juintos  reaes  na  villa  de  Santos  José  Pi- 
nheiro Machado,  em  que  pede  lhe  se.ia  fixado  ordenado  e  se  queixa  do  Pro- 
vedo)'  Thimoteo  Corrêa  de  Góes  não  respeitar  os  privilégios  e  isenções  cor- 
res|)ondentes  ao  seu  cargo. 

Villa  de  Santos,  .'  de  maio  de  1697.  2.051 

Cakta  do  Governador  Arthur  de  Sá  e  Menezes,  sobre  um  conflicto  que  se  travara 
entre  um  sargento  e  o  Juiz  ordinário,  por  causa  de  uma  prisão. 

Rio  df  Janeiro,  12  do  .1unho  de  1697.  2  0.'>2 


Cakta  do  Ouvidor  Cerai  Man  lel  de  Sousa  Lobo,  sobre  a  devassa  a  (|ue  se  procedera 
])ara  o  descobriuieuto  dos  assassiuos  de  Francisco  de  Barros-,  mestre  de  um 
engenho. 

liio  de  JíMieiío,  12  de  junUo  de  1697. 


238 


"Jim    28    de   março    de    Ó9<5    cheguei    desse    Reyno    a    este    porto    c    saliei    cm    terra    no 
nicMiio  dia,  e  110  seguinte,  que  íorâo  29  do  dito  niez,  tomei  posse  dc-^ta  vara " 

2.053 

Anos  (la  devassa  a  (|ue  se  procedeu  no  .Tnizo  oídinaiio  do  Rio  de  .TaiKMm  sv)liro 
o  assassinato  de  Franciscdt  de  Banos, 

Traslado.   (Aiincros  ao  ».  2.053).  2.i).".t 

C.MMA  do  Provedoí'  da  Fazenda  Luiz  Lopes  Pegado,  ácerea  das  ii  •egulari^lade.-!  que 

tiaha  havido  na  arrematação  do  contrato  das  baleias  e  da  devassa  a  que  se 

procedera   e  em  que  se  tinham   provado   as   responsabilidades   do   Provedor 

Fravvisco  ãc  Brito   d-'  MeircVes   e   Escrivão   hinacio   da   Silveira    YiUalubos. 

Rio  de  Janeiro^  18  de  junho  de  1697.  2.055 

Rki'j<ksi:nt.\(;.\.o  do  Provedor  Francisco  de  Brito  de  Meirelles  e  do  Escrivão  da  Fa- 
zenda Ignacio  da  Silveira  Villalobos,  na.  qual  se  queixam  das  extorsões  e 
violências  que  Uies  fizera  o  Governador  í^ihaatião  de  Castra  e  Caldas. 

Rio  de  Janeiro,  18  de  junho  de  1697.  2.056 

Attk.sjaiio  do  Governador  Sebastião  d,e  Castro  e  Caldas,  sobre  o  zelo  e  serviços  do 
Escrivão  da  Fazenda  o  Capitão  Ignacio  da  Silveira  Villalobos. 

Rio  de  Janeiro,  25  de  fevereiro  de  1696.  Certidão.  (Annero  ao  n.  2.056). 

2.057 

Pkoiksto  que  apresentou  o  Escrivão  ôa  Fazenda  Ignacio  da  Silveira  Villalobos. 
confra  a  devassa  e  procedimemo  que  lhe  movera  o  Governador  Se^tastido 
de  Castro  e  Caldas. 

Rio  de  Janeiro,  17  de  junho  de  1697.  Certidão.  (Annexo  ao  n.  2.056). 

2.058 

AlTK.sTADo  do  Governador  Sebastião  de  Castro  e  Caldas,  sobre  o  zelo  e  serviços  do 
Pro\-edor  da  Fazenda  Franeisco  de  Brito  de  MeireVes. 

Rio  de  Janeii'o,  21  de  março  de  1696.  Certidão.  {Anni.m  r/o  n.  2.056). 

2.059 

Dl  ri.itAiio  do  documento  n.  2.050. 

2'  /,?<!    ■  *  2.li'30 

Carta  do  Goveinadoí-  Arthur  de  Sá  e  Menezes,  na'  qual  informa  que  o  Ouvidor 
(Jeral  Manuel  de  Sousa  Lobo  praticava  certos  actos  (jue  estavíini  fora  da  sua 
jurisdicção. 

Rio  de  Janeiro,  19  de  junlio  de  1697.  2.061 

Co.vsn.TA  do  Constllio  Ultramarino,  em  (ipe  j)ropõe  ipie  os  officiaes  das  ordenanças 
gosaKsem  dos  mesmos  i)rivilegios  que  tinham  os  auxiliares  do  Reino. 
Lisljoa,  2  de  setembro  de  1697. 

'J'i  III  (i  mariiein  o  seguinte  dí^inielio:  "Como  ijarece   l^isboa,  7  de  setembro 
de  1697".  2.062 


233 


Coxsri.i  A  fio  C!)iisellio  CIl  ramariíio.  láctíica  da  inloi-niaç;"')  do  Provedor  da  p-a7.«;i;dn 
do  Rio  de  Janeiro  sobre  uni  processo  que  ali  estava  pendente  por  causa  dos 
dízimos  que  deveriam  pagar  os  couros  provenientes  da  Colónia  do  Sacra- 
mento. 

Lisboa,  29  de  outubro  de  1<)1)7.  2.063 

Co.N.sLi.T.v  do  Conselho  Ullraniarino,  acerca  do  requerimento  em  que  o  Visitador  da 

Provi !u;ia  dos  Capuchos  da  Conceição  do  Rio  de  Janeiro  pedia  o  embarque  de 

Fr.  Gabriel  dos  Anjos  ou  a  sua  entrada  em  algum  dos  conventos  do  Reino. 

Lisboa,  31  de  outubro  de  1607.  2.064 


C.\UT.\  do  Governador  Sebastião  de  Castro  e  Caldas,  em  que  relata  minuciosamente 

as  fraudes  que  se  tinham  commettido  na  arrematação  do  contiato  das  baleias. 

Rio  de  Janeiro,  3  de  novembro  de  1697.  2.065 


C.\Kí.v  regia  pela  qual  se  ordenou  ao  Governador  do  Rio  de  Janeiro  que  procedesse 
ás  averiguações  necessárias  sobre  o  conluio  que  houvera  no  contrato  das 
baleias. 

Lisboa,  12  de  novembro  de  1600.  Copia.  íAnnexa  ao  n.  2.065).  2.066 


Lmok.maíão  do  Governador  Arlhui-  de  Sá  e  INIenezcs.  sobre  o  assumpto  a  que  se 
refere  a  capta  regia  aniecedente. 

Rio  de  Janeiro,  14  de  .junho  de  1607.  ÍAiincxa  ao  n.  2.06.")).  2.067 

Rki'ki;m:nt.\ção  de  João  Vieira  Coelho  e  Luiz  Antunes  Vianns,  arrematantes  do 
contrat.-)  das  baleias,  em  que  se  queixam  das  violências  que  lhes  fizera  o 
Governador  Sfhastião  de  Castro  e  Caldas. 

Rio  de  Janeiro,  20  do  junho  de  1697.   (Anncxa  ao  n.  2.063).  2.068 

Co.xsri.iA  do  Conselho  L'ltramarino,  relativa  á  informação  que  enviara  o  Ouvidor 
Geral  do  Rio  de  Janeiro  Manuel  de  í^ousa  Lobo  sobre  o  máu  procedimento  do 
Juiz  ordinário  João  Monteiro  da  Fonseca  na  devassa  que  tirou  sobre  o  assas- 
sinato de  Francisco  de  Barros. 

Lisboa,  4  de  novembro  de  1697.  2.069 

CoNsii,T.\  do  Conselho  1'ltramaiino,  sobre  as  informações  que  remettera  o  Gover- 
nador da  nova  Colónia  D.  Francisco  'Saí)rr  de  Lancasíre  acerca  do  assas- 
sinato de  uns  soldados  e  da  prohibição  que  impozera  aos  castelhanos  de 
apanharem  gado  em  terrenos  que  ficassem  em  distancia  de  menos  de  20 
legoas   daquella   fortaleza. 

Lisboa,  'i  de  novembro  de  1697.  2.070 

C.vin.vs   (Tl)   do  Govei-nador  de  I5uenos  Ayres  D.  Agostinho  de  Robles  i)ara  o  Gover- 
nador da  Colónia  do  Sacramento  e  o  Tenente  da  guarda  do  Rio  de  S.  João, 
João  de  Souto,  sobre  os  assumptos  a  que  se  refere  a  consulta  antecedente. 
V.  d.   {Aniir.vas  ao  ».  2.070),  2,071—2.075 


234 


Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  inforniagão  ;iue  i)eUira  o  Governador 
Arthur  de  Sá  e  Menezes  sobre  se  os  officiaes  da  niilitia  eram  obrigados  a 
entregar  á  justiça  os  presos  que  capturassem. 

Lisboa,  .')  de  novembio  de  1697.  2  076 

Co.\st"iT.\  do  Con.-clho  Ultramarino,  árerca  da  participação  que  fizera  o  Governador 

do  Rio  do  Janeiro  das  audiências  que  o  Ouvidor  Geral  fazia  na  cadeia  como 

se  fosse  Regedor  das  Justiças  e  dos  excessos  de  junsdição  (pie  este  praticava. 

Lisboa,  õ  de  novembro  de  3  697.  2.077 

Coxf-ri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  ao  requerimento  em  que  os  officiaes  e 
soldados  da  Fortaleza  de  Santa  Cruz  da  Barra  do  Rio  de  .íaneiro,  pediam  o 
guisamento  necessário  ou  uma  ordinaiia  para  a  Egreja  de  Nossa  Senhora  da 
Guia  da  mesma  fortaleza. 

Lisboa,  8  de  novembro  de  1697.  2.07S 

CoNSVJ.TA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  dos  assumptos  a  que  se  refere  a  seguinte 
carta  do  Governador  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  8  de  novembro  de  1697.  2.079 

Cakta  do  Governador  Arthur  de  Sá  e  Menezes,  sobre  a  má  arrccadacfio  e  desca- 
minhos dos  quintoò  do  ouro  e  a  conveniência  de  com  elle  se  cunhai'  nioeil.t 
naciuella  Capitania. 

Rio  de  Janeiro.  12  de  junho  de  1697.    {Anncra  ao   i).  2.079).  2.080 

Co.Nsi  i.TA  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  á  concessão  do  subsidio  que  pedira  o 
Padre  Luiz  Gago  Machado.  Vigário  da  Egreja  de  Santo  António  de  Cassarabú, 
do  Rio  de  Jant-iro,  para  acabar  as  obras  da  mesma  egreja. 
Lisboa,  23  de  novembro  de  1697. 

"( )ril(_ii;inci()-sc  :io  ( iovcrnadm-  i]ii  Klii  'Ic  Jaiu-iro  informasse  cdiii  seu  parecer  Deste 
requerimento,  e  do  estado  em  (lue  se  adia  iiresentemente  esta  Igreja  e  do  com  que  XA'n\ 
concorrido  os  frcguezes  jiara  as  obr.is  delia,  e  o  que  será  ■•.ece^sa^io  para  se  acabar  e  se  lie 
das  nouamente  encías  jiara  se  po.Ier  toni.ir  a  resolução  eonueniente  resjiondeo  em  caria  de 
.?o  de  maio  de^te  anuo.  que  inf.Tni.nulu  se  eoni  Ioda  a  di.stincção  das  >/)r:\s  que  se  tinhão 
feito  nesta  igreja,  achara  que  o  dispêndio  atlie  o  presente  iniportaua  cm  i  :o5g$69o  rs.  e  o 
que  se  tinha  feito  de  olira  era  ;i  eapella  mór,  sachristia  e  a  quarta  parte  da  igreja,  fazendo-se 
a  dita  despcza  de  esmolas  dos  freguezes  da  dita  parorhia,  e  enquanlo  ao  quj  inideiia  imixnlar 
a  «ibra  que  estau;-.  para  se  fazer,  segundo  as  mesmas  inft)riiingnens  erão  3.1100  cruzados,  e 
como  esta  igreja  não  somente  não  era  das  novamente  erectas,  mas  huma  das  mais  antigas 
daquella  capitania,  cm  cujo   sitij  se  liauia  fazer  a  villa   do  Macaca 

Ao  Conselho  ii.-irce...  (|ue  \'.  -M.  dene  ser  seruiiio  que  se  lhe  deni  da  Fazenda  Real 
dos  effeitos  que  liouuer  mais  pronilos  no  Kio  de  Janeiro  6o'0$ooo  rs.  repartidos  em  3  ann  is, 
a  20o$o«o  rs.  por  anno,  mandando  declarar  que  para  a  outra  ametade  que  falia  concorrão 
os  Freguezes  pois  deuem  ser  os  mais  empenhadas  em  que  esta  obra  se  finde  e  que  ao  (".  ■- 
uernador  se  reronumnde  tenha  todo  o  cuidado  rn\  que  esta  esmola  que  n  grande/;i  de  \'.  iM. 
inand.i  dar,  com  ef  feito  se  gaste  neste  templo  e  so   n.no  diuirtn.  " 

2.081 

Co^^s^•|;^A  do  Conselho  Uit lamaiino,  sobre  a  seguinte  rei)resentação  do  Senado  da 
Camará  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  28  de  novembro  de  1097.  2.082 


235 


]ÍK.i'itKSKNT.\(  Ão  (los  officiaes  da  Caitiaiii  rio  Itio  de  .Jaiíeií-o,  na  (lual  iiedcm  que  se 
Uies  faça  iv.ercê  de  oxtenrtor  o  privilegio  do  Juiz  da  Corôa  daquella  Capitania 
até  á  exerução  das  (artas  e  avithoridade  de  reprimir  os  excessos  dos  ministros 
ecclesiasticos,  i)elos  vexames  que  d'elles  recebem. 

R;o  de  .Janeiro,  19  de  junlio  de  1697.   (AnncJV  ao  n.  2.082).  2.083 

CoNsii.iA  do  Con.sellio  ritiamariíio  sol)ie  a  intoiniaçcão  do  (.íovernador  da  nova 
Colónia  da  falta  de  offi-ial  (jue  concertasse  as  armas  que  se  estragavam  e 
eram   necessárias  para  a  defesa  daquella  Fortaleza. 

Lisboa,  2  de  dezembio  de  1K9r.  2.0S4 

Cox.sri.iA  do  Conselho  ntiamaiiiio  sobre  o  provimento  do  logar  de  Secretario  da 
Cai)itania  do  Rio  de  .laneiro,  a  que  eram  concoiTentes  João  Telles  ãe  Mi- 
raiifld.  Jonr  Itcbi  lio  Pcrdifjdd.  Favstino  Ayres  ác  Carrnlho  e  Rodrigo  de  Sottsn. 

Lisboa,  7  de  setembio  de  1(397. 

Tcvi    rchilddds   ladns  as  .sv/T/ro.v  dos  prcfciidciil es.  2.085 

Ri:(íTKiír.MK\Tos  (2)  de  .João  Pereira  da  Silva,  Secretario  do  Governo  da  Capitania 
do  Rio  de  .Janeiro,  em  que  pede  a  sua  recondução  por  mais  três  annos. 

(Ainiejos  ao  n.  2.080).  2.086— 2.0S7 

ArrK.s'1  ADO  dos  officiaes  da  Canuua  do  Rio  de  .Janeiro,  sobre  (js  serviços  do  Secre- 
tario do  Goveino  João  Fereini  da  HiJva. 

Rio  de  Janeiro,  6  de  junho  de  1697.  (A7}nej-o  ao  n.  2.083).  2. 088 

Consulta  do   Conselho    ritraniarino,   desfavoíavel   á  recondução   do   Seci'etario   do 
Goveino  do  Rio  de  Janeiro  João  Pereira  da  Silva. 
Lisboa,  14  de  dezembro  de  1697. 

Tem  á  margeia  o  seguinte  despacho:   '"Xonieo  a  Faustino  Ayres  de  Car- 
valho.  Lisboa,    11   de   janeiro   de  1698."  2.089 

1'ouiAKiA  pela  q\ial  se  fez  mercê  a  Faustino  .Ai/rcs  de  Carvalho  do  cargo  de  Se<-re- 
tario  da  Capitania  do  Rio  de  .laneiío,  por  três-  annos. 

Lisboa.   1   de  outubro  de  1698.   (Anne.va  ao  n.  2.089).  2.090 

CoxsriTA  do  Conselho  Ultiamarino,  á<'erca  da  informação  que  enviai  a  o  Gover- 
nador do  Rio  de  Janeiro  Arthur  de  Sá  e  Menezes  sobre  diversos...  que 
tinha   havido    nas   arrematações    do   contrato    das    baleias. 

Lis^ioa,  17  de  dP/.embi'o  de  1697.  2.091 

Co.Nsn,'iA  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  á  ajuda  de  (Histo  (|ue  requerera  Ma- 
nuel Lourent.-o  para  embarcai'  para  a  Colónia  do  Sacramento,  a  cuja  guarnição 
])ertencia. 

Lisboa,  :]0  de  dezembro  de  1697.  2.092 

CoNsii/iA  do  Conselho  rilraniariíio.  sobre  o  i-equerimento  do  Governador  do  Rio 
de  Janeiro  Si-hastião  de  Castro  e  Caldas.  i)reso  no  Castello  de  TJsboa,  no  qual 
jicdia  que  se  lhe  desse  a  cidade  poi'  homenagem  ou  que  fosse  entregue  a  fieis 
carcereiros  até  chegar  a  sua  residência. 

Lisboa,  7  de  janeiro  de  1698.  2.093 


236 


CoxsLi.TA  ào  Cousellio  Ultraniariuo  rohiliva  á  suspeusão  do  Secretario  do  Governo 
do  Rio  de  Janeiro  João  Pereira  da  8ilva. 

Lisboa,  11  de  janeiro  de  1698.  2.0ít4 

'•Rki-atão  do  procedimento  de  João  Pereira  da  Silra.  Secretario  e  administrador  da 
Jnnta  do  Rio  de  Janeiro". 

(Aiincra  ao  n.  2.0!>4).  ^  2.0ttr) 

Co.NSiTTA  do  Conselho  intramarin.i  favorável  á  petição  de  Claiidio  (iurçjcl  do  Ama- 
ral, João  Velho  Baireto,  António  de  Abreu  e  Lima.  João  de  Campos  e  Mattos 
e  João  Baptista  do  Amarai,  na  qn.il  vequeriam  que  ae  tirasse  devassa  das 
destruições  que  haviam  feito  os  soldados  nas  suas  fazendas,  na  occasião  em 
que  os  foram  prender  como  implicados  na  morte  de  Pedro  de  Sou-ia  Perciui. 

Lisboa,  29  de  janeiro  de  1608. 

Tem  a)i)ie.ra  a  respectiva  portaria.  2.09G — 2.097 

Carta  do  Governador  D  Francisco  Naper  de  Lancasti'e,  em  que  participa  o  assas- 
sinato de  um  sargento  e  de  um  mulato  e  vários  negjos  pelos  Índios  dos  Pa- 
dres da  Companhia  castelhanos. 

Colónia  do  Sacramento,  2.j  de  feveieiro  de  1698.  2.098 

Carta  do  Governador  Arthur  de  Sá  e  !klenezes,  acerca  da  representação  da  Gamara 
da  Villa  de  S.  Paulo,  em  que  pe;le  a  nomeação  de  novos  ministros  que  adi.^ii- 
nist^assem  justiça  aos  moradores  daquella  Capitania. 
Rio  de  Janeiro,  24  de  maio  de  1698. 
l'em   annexa  a  respectiva  representação. 

"Em  carta  de  21  de  maio  dou  conta  a  V.  M.  que  os  moradores  de  São  Paulo  me  fizerão 
requerimento  em  que  me  pedião  ministros  de  justiça,  e  como  aquellas  capitanias  carecem  mais 
que  de  hum  ministro,  .sendo  V.  M.  seruido  de  permittir-lhos  pelas  grandes  distancias  que  li.-» 
de  hun.QS  e  outras  pouoaçõcf,  me  parece  precizo  dar  conta  a  V.  M.  das  sobreditas  distancir^s 
para  mostrar  que  não  pode  o  Ministro  que  assistir  em  São  Paulo  administrar  justiça  aos 
outros  pouos,  porque  ficão  as  3  primeiras  villas  distantes  de  São  Paulo,  a  primeira  6  legoas, 
3  2»  16  e  a  3"  22,  e  quando  pareça  admissivel  que  haja  os  solireditos  ministros,  parece  que 
hum  delles  hade  assistir  na  Fj7/a  de  Utú,  tanto  por  ser  maior,  que  passa  de  700  fogos,  e 
juntamente  por  ficar  em  meyo  das  outras  2  villas;  segue-se  logo  as  íi7/oí  de  Moyi,  Para- 
liyba,  Taubaic,  Giiaratinfluetá,  as  quaes  distão  de  São  Paulo,  a  i^  8  legoas,  a  2'  16,  a  3"  23, 
em  huma  destas  pôde  assistir  o  ministro  naquella  parte  onde  parecer  mais  cómoda  p.nra  admi- 
nistrar a  justiça. 

Das  villas  que  ficão  da  Serra  para  baixo  não  pogso  dar  indiuidual  conta»  a  ^'.  M.  porque 
inda  não  fui  a  todas  por  .ser  grande  a  di.stancia  e  o  tempo  me  não  ter  dado  lugar,  porém 
aquellas  a  que  fui  que  hc  a  l^illa  de  Sauctos,  a  de  São  J^i<'c:ite  e  a  da  Coiicei^ão,  podem 
ficar  administradas  pelo  Ministro  que  assistir  em  São  Paulo,  con.'o  da  mesma  sorte  jundiahy 
da  Serra  para  cima;  e  pelas  noticias  que  tenho  das  outras  aonde  não  tenho  hido  deue  assistir 
hum  minisfrj  cm  Paianagoa,  porque  fica  administrando  a  Villa  de  Cauanea,  a  de  Iguapc  e  o 
^10  de  São  Francisco,  c  suposto  que  reconheço  que  não  hauer  estes  Ministros  he  grande  prc- 
juizo  ao  seruiço  de  V.  M.  duuidei  a  estos  moradores  quando  me  fizerão  o  requerimento  que 
no  cazo  cm  que  V.  M.  fosse  seruido  concedcr-lhes  as  justiças,  não  hauia  na  Real  fazenda^ que 
resneita  as  sobreditas  Capitanias  emolumentos  para  pagarem  aos  ministros,  que  deuião  eiles 
arbitrar  mcyos  para  se  lhe  haucrem  de  pagar  os  seus  ordenados,  rcspondcrãomc  que  qucrião 
lançar  entre  si  hum  tributo  nas  bebidas  de  agoardente  da  torra  e  vinho  para  serem  pagos  os 
sobreditos   nnlen.-idos.   i>   creio   dão   conta   .i    \'.    ^í.   dcslc   negocio " 

2.099—2.100 


íí;í7 


Carta   regia  dirigid^T  ao  Provedor  da  Fazenda  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  se  lhe 
conuminica  o  augniento  do  ordenado  do  (loveiMiador  Aitlni.r  ão  Há  c,  Meufzes 
( (íOO$000  rs.   i)or  anno),   cniquanto  andasse   na   visita  das  capitanias  do   sul. 
Lisboa,  27  de  jannro  de  1H97. 

Ti')ii   CDtiicrft  (I   iiifonií(i(;fJ<)  rio  Pioredi))-.  rhilncla  de  28  de  junho  da  1698. 

2.101—2.102 

CoNsii.TA  do  Consellu)  nitraiiiarino  sobre  o  i)rovimeiito  do  posto  de  Cai)ifão  de  uma 
lomiianhia  de  Infantaria  da  Colónia  do  Sacramento,  a  (lue  fora  único  preten- 
dente Manuel  Ifiheini.  cujos  serviços  se  encontram  relatados  na  mesma 
consulta. 

Lisboa,  13  de  agosto  de  H)!)S.  2.103 

■  CoNsti.TA  do  Cnselho   1'ltramariuo,  favorável   ao  deforiíuenío   da    petição  de  Mar- 
ti)!)  Coiêa  de  Kú  em  que  solicitava   sui)rimeuto  do  teiii[)o  ijuf   Ih.;   faltava 
])ara  poder  ser  provido  no  posto  de  alferes. 
Lisi)oa,  6  de  outubro  de  1698. 
Te))i  annexa  a  respectiva  portaria.  2.104 — 2.10o 

Caria  patente  pela  qual  D.  João  de  Lancastre,  (iovernador  geral  do  Estado  do 
Brasil,  ])roveo  José  Tavares  de  biqueira  no  posto  de  Sargento-mór  da  Capi- 
tania de  S.  Vicente  e  das  mais  villas  do  Sul,  que  Afagara  por  lallecimento  de 
Do)ningos  de  Araújo. 

Bahia,  30  de  outubro  de  1G97.  2.106 

Attkstauo  dos  officiaes  da  Camará  da  villa  de  S.  Vicente,  sobre  o  zelo,  merecimento 
e  serviços  do  Sargento-mór  José  Tavares  de  Siqueira. 

S.  Vicente,  30  de  março  de  1698.   (A)})ie.):-o  ao  n.  2.106.  2.107 

Vkrfja  do  testamento  do  Sargenio-mór  Do)íiii)yos  de  A) anjo,  sogro  de  Jnsé  Tavares 
de  Hiqueira,  relativa  á  successão  de  seus  serviços. 

(A)rnexa  ao  n.  2.106).  2.108 

Atitst.ndo  do  Governador  Arthur  de  Sá  e  Menezes,  sobre  o  comportamento  e  ser- 
viços do  capitão  -fosé  Tavares  de  Hiqiieira. 

Santos,  17  de  novembro  de  1697.   (Annero  ao  u.  2.106).  2.109 

For.HA  coirida  do  Capitão  José  Tarares  de  HiQuei)a. 

Santos,  21  de  fevereiro  de  1698.   (Annexa  ao   )i.   2.106).  2.110 

CoNSTLTA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  um  desfalque  que  tinha  havido  no  cofie 
dos  defuntos  e  ausentes  da  villa  de  Santos. 

Lisboa,  22  de  outubi-o  de  169S.  2.111 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  de  uma  representação  do  contratador 
Francisco  Garcia  de  Lima  a  respeito  do  embarque  do  sal  para  o  Rio  cb' 
Janeiro. 

Lisboa,  22  de  outubro  de  1698.  2.112 

y 


238 


CoNsti.TA  (lo  Conselho  ritianiaiiiio,  em  que  itiopõe  a  cieagão  do  logar  de  Ouvidor 
geral  da  Capitania  de  S.  Paulo,  em  satisfação  das  reclamações  dos  seus  mora- 
dores, que  pretendiam  a  nonieaçãí)  de  ministros  de  letras  que  administrassem 
justiça  nas  suas  villas. 

Lisboa,  23  de  outubro  de  IGUS. 

'"Pareceu  ao  Conselho  rcprezeiítar  a  V.  M.  que  o  Ouvidor  do  Rio  de  Janeiro  não  vay 
cm  c:>rreição  ás  villas  de  São  Paulo,  que  ficão  debaixo  da  sua  jurisdição  se  não  luuna  só 
vez  no  tempo  de  seu  triénio,  e  que  muitos  que  forão  prouidos  neste  lugar,  nem  esta  se 
aireuerão  a  fazer,  não  só  pela  grande  distancia  que  vay  da  cicjade  de  São  Seliastião  do  Riu 
de  Janeiro  aquellas  terras,  mas  pelo  muito  que  tem  que  acudir  ao  dezempenho  da  sua  obri- 
gação na  mesma  cidade,  sucedendo  também  en:<  ovitras  occasiões  (jue  aquelles  pouos  os  não 
querião  admittir,  e  como  na  situação  em  que  se  achão  não  pode  hauer  coacção  para  elles, 
ficauão  as  pessoas  queixosas  .e  offendidas  sem  o  recurso  da  justiça,  seguindo-se  disto  prejuí- 
zos de  grandes  consequências,  e  como  agora  pcção  ministros  de  lettras,  que  se  reconhece  por 
muitas  considerações  que  esta  ncmieação  he  utilissima,  porque  por  este  caminho  se  atalharão 
as  grandes  desordens  que  ordinariamente  suceden.'  entre  aiiuelles  moradores,  repelindo-íC 
delictos  a  delicies...  que  \'.  .M.  nesta  consideração  deue  hauer  jior  bem  tjue  se  crie  o 
lugar  de  Ouvidor  acnil  parei  íí  Capitania  de  S.  Paula  c  suas  aiicvas,  a  quem  se  dê  de  nn 
ordenado  20o$ooo  rs.,  q>ic  com  o  mais  de  seus  emoUunentos  se  poderá  sustentar  decente- 
mente, e  para  que  este  seja  certo  e  infallivel,  que  V.  M.  seja  scruido  de  conceder  que  un 
camarás    possão    impor    o    tribufe)    que    referem 

E  se  reprezenta  a  \.  M.  que  a  nomeação  do  ( )uuidor  geral  liastará,  porque  em  outras 
capitanias  que  tem  muito  nxiior  extensão  de  terras  com  hum  só  ministro  se  gouerna  a 
justiça,  c  como  o  ouuidor  geral  que  nomear  hade  ir  em  correição  ás  villas  da  sua  jurisdição, 
eojiio  fazem  os  corregedores  das  comarcas,  nellas  prouerá  de  remédio  que  fòr  conueniet-.le  e 
seruirá  a  reparar   todo  o  damiio   de  que   faz   menção   o   ( iovernador. " 

2.113 

Coxsui.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  remessa  de  pólvora  do  Rio  de  Janeiro 
para  o  Reino. 

Lisboa,  24  de  outubro  de  1698.  2.114 

CoNSur.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  (■oni])ra  de  um  prédio  de  casas  para  a 
residência  do  Bisi)0  do  Rio  de  .lanei ro.  i)er1encentes  á  herança  de  Pedro  de 
Sonfiu  Pereira. 

Lisboa,  24  de  outubro  de  1698. 

Tfin  amwxos  o  auto  da  a'valia<;ão  das  casas  cm  9.000  cruzados  c  um  iles- 
pmho  do  Conselho  relativo  ao  mesmo  assumpto.  2.115  —  2.117 


CoNsn.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  as  informações  que  enviara  o  Covernador 
do  Rio  de  Janeiro  acerca  da  partida  dos  navios  da  frota. 

Lisboa,   29  de  outubro  de  1698.  2.118 

Co.Nsi-i.TA  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  á  concessão  do  subsidio  que  i)edlra  o 
Padre  Mathtus  da  Silveira  e  Ávila,  vigário  da  Egreja  de  Nossa  Senhora  do 
l^orcto  de  Jacarépagóa,  para  continuar  as  obras  da  nova  egreja. 

Lisboa,   29   de  outubro   de    1698.  2.119 

"Ao  consellio  parece  que  lendo  V.  M.  respeito  ás  razões  que  npiezenia  o  Padre  Ma- 
tlieus  lia  Silveira  c  Ávila,  c  o  <|ue  informa  o  Prouedmr  da  fazenda  em  siii  reípierin.-^íiito,  que 
V.  M.  seja  sernido  mandar  que  se  deni  da  Fazenda  real  ^ooo  cru/ados  de  esmola  para  as 
obras  desta   igreja,   por  tempo   de   2   annos,   a    1000   cruzados   por  anuo " 

2.119 


239 


T?;u:\ro  da  vistoria  e  avaliação  da  líiírcja  de  No^-sa  Senhora  do  i>orefo  de  Ja- 
carepagoa . 

Rio  de  Janeiro,  5  de  junho  de  1098.   (Anncxo  ao  n.  2.119).  2.120 

Ckktid.u)  d:i  importância  das  esniolar  cobradas  para  as  obras  da  Egi-eja  de  Nossa 
Senhora   do  Loi-eto  de  Jacarejiasuã  e  das  respectivas  dcspezas- 
y         '       Rio  de  Janeiro,  24  de  maio  de  1G9S.  (Aimcxa  ao  n.  2.119).  2.121 

Co.Nsii/iA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  informação  que  enviara  o  Gover- 
nador do  Rio  de  Janeii'o.  sobre  a  arrematação  do  contiato  das  baleias. 

Lisboa,  29  de  outubro  de  1(598.  2.122 

Coxsri.TA  do  Conselho  Ultiamarino,  sobre  a  representação  dos  ofliciaes  da  Camará 
do  Rio  de  Janeiro,  em  que  pediam  a  comparência  do  Governador,  Ouvidor 
geral  e  Provedor  da  Fazenda,  nas  sessões  do  Senado  em  que  se  piocedesse  á 
abertura  dos  ])reços  dos  assucares. 

Lisboa,  ^0  de  outul)ro  de  1098.  2.123 

CoNsi-i.fA  do  Conselho  ritnimurino,  sobic  o  pc/,o  (jue  deviam  ter  as  caixas  do 
assucar. 

Lisboa,  oO  de  outubro  de  1098.  2.124 

Co.vstM.TA  do  Conselho  ritramarino,  favorável  á  concessão  da  ajuda  de  custo  (|ue 
havia  requerido  Josc  UvhcUo  Pcráiyãu.  Secretario  do  governo  do  Rio  de 
Janeiro. 

Lisboa,  30  de  outubro  de  1698. 

Toa  annexa  a  respectiva  portaria.  '  2.12'» — 212G 

Co.vsri  r\  do  Conselho  Ultramarino,  Kobre  a  representação  dos  officiacs  da  CaTora 
do  Rio  de  Janeiro,  em  que  expunham  a  conveniência  de  conservar  naquella 
cidade  os  moedeiros,  eniíiuanto  houvesse  moeda  a  cunhar. 

Lisl)oa,  30  de  outubio  de  1G98.  2.127 

CoNsri.TA  do  Conselho  fltraniarino,  sobix»  a  ajuda  de  custo  que  re<iuerei-a  o  Gover- 
.    nador  do  Rio  de  Janeiro  Ari  liar  dr  í<á  e  Menezes,   para  as  despezas  da  sua 
visita  ás  minas  de  S.  Paulo. 

Lisboa,  30  de  outubro  de  1(598.  2.128 

CoNsn.TA  do  Conselho  Ultiamarino,  acerca  das  informações  que  enviara  o  Gover- 
nador da  nova  Colónia  T).  Francisco  Xaper  de  Lancastre,  sol)re  os  attentados 
dos  índios  dos  Padres  da  Companhia  hespanhoes. 

Lisboa,  4  de  nòvembio  de  1098. 

Tem  anncxas  uma  carta  do  governador  e  duas  do  pro<urador  dos  mesmos 
índios  Josc  Ma(;ô.    relativus   ao    mesmo   assumpto.  2.129 — 2.132 

CoxsiT.TA  do  Conselho  ritramarino,  sobro  o  ])i-ovimento  do  ])Osto  de  <apitão  de 
uma  das  companhias  de  Infantaria  do  Rio  de  Janeiro,  (lue  vagara  por  pro- 
moção do  Capitão  Manuel  de  Aguiar  e  a  que  eram  pretendentes  Andrc  de 
Freitas  Ribeiro,  Pedro  Fernandes  Fran<-is(0  Rodrigues,  Anastácio  Furtado 
de  Mendonça  e  António  da  Cosia  Peixoto. 
Lisboa,  6  de  novembro  de  X698. 


240 


Evconlraw-sc  ')i'eUa  rclnlados  ns  serviras  dos  diversos  eoneorrcntes  e  á 
ivarpem  tem  o  seguinte  despaeho:  "Noiíieo  André  de  P^reitas  Rilieiro."  làs- 
J)oa,  22  de  novembro  de  1698.  2.133 

Co>sri.rA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  nomeação  do  Sargento-mór  da  Capitania 
de  S.  Vicente  e  Villas  do  Snl.  cujo  posto  vagara  por  fallecimento  de  Doiinnyos 
de  Araújo  e  a  que  fora  único  concorrente  Jo.s-c  Tavares  de  Siqueira. 

Lisboa,  17  de  novembro  de  1698. 

ya  eonsulta  eneontram-se  relatados  os  serviços  do  pretendente  e  á 
mnnjem  o  respeetivo  despacho  da  sua  nomeação.  2.131 

Co.NSUJ.TA  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  á  construcção  da  fortaleza,  que  por 
iniciativa  do  Governador  Arthur  de  Sá  e  Menezes  se  pretendia  construir  na 
l)arra  da  Villa  de  Santos. 

Lisboa,  22  de  novembro  de  1G98.  2.135 

C.\i!TA  do  Governador  Arthur  de  Sá  e  Menezes,  sobre  a  conveniência  de  construir 
uma  fortaleza  na  barra  da  villa  de  Santos  e  os  meios  que  os  seos  moradores 
e  os  de  S.  Paulo  offereciam  ])ara  as  despezas  da  construcção  e  do  sustento  da 
sua  guarnição  militar.  , 

Rio  de  Janeií-o,  28  de  maio  de  1698.  (Annv.ca  ao  n.  2.135). 

"Logo  que  cliegiici  á  Villa  de  Santos  e  vi  a  inoiiorção  ihujuelle  parto,  capaz  de  anif- 
raretii  nuiilos  iiauio.s,  imla  que  ssjão  os  de  maior  buque,  pelo  fundo  ser  bastante,  limpo  de 
ratos  c  abrigados  a  todos  os  ventos;  me  obrigou  a  excelleneia  deste  porto  a  hir  ver  a  barra 
a  qual  aeliei  com  todas  aquellas  circuiiistancias  que  bastão  para  ser  a  melhor  das  que  atlie 
agora  vi,  mandei-a  sondar  e  achei  que  não  jwdião  entrar  por  ella  os  maiores  nauios  e  deitar 
fundo  em  qual(i\ier  i)arte  que  quizereni,  sem  serem  offendidos  de  nenhuma  fortaleza,  porque 
ali  as  não  ha,  vendo  tão  dezamparada  aquejla  villa  pela  falta  de  defenças,  porque  pela  faci- 
lidade da  barra  podem  ser  invadidos  e  roubados,  todas  as  vezes  que  os  piratas  o  quizerem 
fazer,  como  já  succdeo  ha  ânuos  na  mesma  villa  e  hoje  está  exposta  com  mais  razão  a  que 
lhe  suceda  o  mesmo  por  estar  mui  rica,  porque  como  he  receptáculo  de  todas  as  fazendas  que 
vem  das  Capitanias  do  sul  para  o  Rio  de  Janeiro  e  das  do  Rio  de  Janeiro  <|ue  vani  para  as 
mesmas  capitanias,  cresce  o  negocio  e  augnientào-se  os  eabedaes,  c  como  os  sobreditos 
piratas  ha  annos  infe.stão  esta  costa,  como  o  pôde  testemunhar  a  Ilha  Grande  e  afirmal-o  a 
de  .yjo  Sebastião  que  varias  vezes  tem  sido  roubadas  ha  poucos  annos  a  esta  parle  e  hoje  se 
vão  despovoando  com  o  receio  de  outra  vez  experimentarem  esta  ruina;  obrigado  destes 
exemplos  e  do  iierigo  qne  está  ameaçando  a  sobredita  VUla  de  .'Cantas,  convoquei  a  Can.ora 
e  propuz-lhe  o  perigo  em  que  e.stauão  e  que  era  muito  necessário  que  tralassein  da  sua 
defença  e  que  esta  dependia  de  guarnição  e  de  buma  fortale;'a  nafiuella  barra;  uniformemente 
disserão*  todos  que  querião  infantaria  para  os  defender  e  a  fortaleza  que  lhes  apontaua... 
lhes  dií;sc  para  sustentar  aquella  infantaria  quando  \'.  W.  lha  permittisse,  c  fazer-se  à 
fortaleza,  que  era  precizo  buscar  meios  para  o  pagamento  dos  soldados  e  offieiaes  que  se 
criassem,  ajustarão  em  si  que  o  meio  mais  suave  para  se  pagar  a  infantaria  e  fazer-se  .-i 
fortaleza,  era  lançar-se-lhe  hum  iribnto  no  sal  que  fosse  para  aquellas  capitanias,  jxigan- 
do  hum  cruzado  mais  dos  4^0,  porque  corre  cada  alqueire  em  que  fizerão  termo;  porém 
que  era  necessário  ouuir  eu  a  Camará  de  S.  Paulo  e  aqucUes  moradores,  que  se  com- 
promctião  no  que  cUles  fizcss'.m:  depois  de  ter  chegado  á  Villa  de  S'ão  Paulo  fiz 
tudo  quanto  foi  possiuel  ]>or  conciliar  os  ânimos  daqueles  homens,  e  insinuar-lhes  qu; 
se  conuinha  muito  terem  guarnecido  a  7'illa  de  Santos  e  fortificada  i>elo  risco  que 
corrião  as  sua>  fazetudas,  e  vendo  que  me  admitião  as  minhas  razões,  particularmente  con- 
voi|Ufi  a  camará  com  a  mais  nobreza  e  lhe  propuz  o  mesmo  que  cm  Santos,  c  unanimcment> 
sf  conforir.íirão  lodos  sem  haver  a  menor  controvcrsi;i,  querendo  que  se  lançasse  o  mesmo 
cruzado  em  cada  alqueire  de  s;il.  e  informando-me  do  sal  que  gastarião  aquellas  capitanias 
me  disserão  que  gaslarião  6 'mil  alqueires  de  sal,  que  fazem  o  com').ito  de  6000  cruzados,  f 
dizendolhc  eu  que  não  ))oderia  bastar  esta  quaiitiu  para  sustentar  a  lufantariu  de  que  c.-i- 
rccia    aqucllu    villa   c    fazer-se    a    fortaleza,    c    que    seria    necessário    arbitrar    outro    meio    que 


S41 


suavemente  podesse  tirar  o  que  faltasse,  responderáo-nie  que  niatidauão  ofirecer  a  V.  M.  por 
carta  sua  a  dizima  que  pagauão  as  fazendas  que  vinhão  daquellas  capitanias  para  o  Rio  de 
Janeiro,  sobre  as  quaes  havia  pleito  se  se  devia  pagar  ou  não  o  dito  tributo  e  inda  que  elles 
vencessem  que  de  toda  a  sorte  o  que  qucrião  pagar  para  efeito  do  dito  pagamento  da 
infantíiria ■ " 

2.136 

Auto  da  reunião  convorada  na  villa  de  Santos,  pelo  Governador  da  Capitania  do 
Rio  de  Janeií-o  Arthur  de  Sá  e  Menezes  e  em  que  se  tomaram  as  resoluções  a 
que  se  refere  a  carta  antecedente. 

Villa  de  Santos,  18  de  novembro  de  1G97.  Original.  (Anticxo  au  n.  2.135). 

2.137 

LxFORJiArÕKS  (2)  do  Procurador  da  Fazenda  Francisco  Garcia  de  Lima  e  do  Pro- 
curador da  Gamara  da  villa  de  Santos,  .João  Barbosa  Machado,  sobre  a  impor- 
tação do  sal  nas  capitanias  do  sul. 

Lisboa,  4  e  14  de  novembro  de  1698.  (Annexas  ao  n.  2.135). 

2.138—2.139 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  favoi'avel  á  venda  dos  quinhões  que  os  filhos 
menores  de  Gaspar  dos  Reis  tinham  no  Engenho  de  Inhamaçu,  situado  no 
districto  do  Rio  de  .Janeiro. 

Lisboa,  27  de  novembro  de  1698. 

Tem  annexa  a  respectiva  portaria.  2.140 — 2.141 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino  acerca  das  informações  que  enviara  o  Gover- 
nador do  Rio  de  .Janeirc.  sobre  as  missões  das  capitanias  do  sul. 
Lisboa,  29  de  novembro  de  1698. 

"N'ella  (carta)  trata  o  C.ouernador  e  dá  conta  das  missões,  e  do  estado  em  que  se  aclião 
as  das  Capitanias  do  Sul  reprezentando  achar  alguma  omissão  no  feruor  delias,  exceptuando 
de^te  descuido  os  Padres  da  Companhia,  porque  estes  com  admirauel  e  louuauel  zello  se 
cmpenhão  em  ol)ra  tão  sacrosanta;  e  insinua  o  cuidado  com  que  se  aplica  para  o  remédio 
dos  damnos  espirituaes  que  ncllas  se  experimentão,  e  aponta  o  meio  que  se  lhe  offerece  para 
SC  adiantarem  muito,  qu'e  he  o  de  se  mandarem  2  missionários  da  mesma  Companhia  de 
Jesus  para  o  Collegio  de  .Sanctos,  para  dahi  fazerem  as  missões  até  o  Rio  de  São  Francisco 
c   Ilha   de   .Santa   Catiicrina,   ajiuhuulo-os   V.    M.    para   se    poderem    sustentar    no    dito   collegio, 

por    ser    pobre " 

2.142 

CoNsiiLTA   do  Conselho   Ultramarino   Kobre  o   i)i'ovimento   do   posto   de   Capitão   da 
Capitania  do  Cabo  Frio,  a  que  eram  concorrentes  Matheus  de  Faria  de  Ma- 
(jaihães  e  Gabriel  da  Síííhi  de  I.íkjos. 
T^isboa,  3  de  dezenil)io  de  ICJS. 

N'esta  consulta  encontram-se  relatados  os  serviços  dos  pretendentes  e  á 
vinrtjem  o  seguinte  despacho:  "Nomeo  a  Matheus  de  Faria  de  Magalhães. 
Lisboa,  9  de  dezembro  de  1698".  Tem  annexa  a  respectiva  portaria  de  no- 
meação, por  três  annos.  2143 — 2.144 

Co.xsri/iA  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  á  ])etição  de  António  Affonso  Leitão, 
preso   no   Rio   de  .Janeiro,   em   que  solicitara   que   o   Sindicante   ou   Ouvidor 
geral  o  mandasse  pôr  em  liberdade. 
Lisboa,  4  de  dezembro  de  1698. 
Tem  annexa  a  respectiva  portaria.  2.145 — 2.146 


S42 


Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  petição  .de  Antónia  Rosada;  viuva  de 
Francisco  Gomes  de  Goiivêa.  sobre  a  propriedade  do  officio  de  Escrivão  da 
Alfandega  e  Almoxarifado  do  Rio  de  Janeiro,  que  requerera  para  seu  filho 
Sebastião  Go7nes. 

Lisboa,  10  de  dezembro  de  1698.  2.147 

CoxsuLTA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  requerimento  em  que  Josc  Gomes 
Pereira  pedia  licença  para  se  defender  perante  o  Provedor  da  Fazenda  do 
Rio  df  .Janeiro,  das  accusações  que  se  lhe  faziam  numa  devassa  do  Gover- 
nador Sebastião  de  Castro  e  Caldas. 

Lisboa,  15  de  dezembro  de  1698. 

Tem  annexa  a  respectiva  portaria.  2.148 — 2.149 

Coxsui-TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  provimento  do  posto  de  capitão  da 
nova  Conjpanhia  de  Infantaria  da  praça  do  Rio  de  Janeiro,  a  que  eram  con- 
correntes Maurício  Pacheco  e  Tavares.  André  de  Freitas  Ribeiro.  Anastácio 
Furtado  de  Mendonça,  Miguel  Árias  Maldonado. 

Lisboa,  30  de  dezembro  de  1697. 

Tem  a  informação  individual  e  clrcumstanciaãa  dos  serviços  de  todos  os 
concorrentes  e  á  margem  o  seguinte  ãespaclio:  "Nonieo  a  Maurício  Pacheco 
Tavares.  Lisboa,  8  de  janeiro  de  1698."  2.150 

Requkkimk.xto  de  Gonçalo  da  Costa  de  Azevedo,  natural  de  Lisboa  e  residente  no 
Rio  de  .Janeiro,  no  qual  pede,  em  recompensa  de  seus  serviços,  a  propriedade 
da  vara  de  Alcaide  e  do  officio  de  Inquiridor  e  distribuidor  da  Villa  de 
Santo  António  de  Cassarabú. 

(1699).  2.151 

Folhas  corridas  (3)  de  Gonçalo  da  Costa  de  Azevedo. 

V.  d.  (Annexas  ao  n.  2.151).  2.152 — 2.154 

Attestapos  (5)  do  Desembargador  Belchior  da  Cunha  Brochado,  dos  Ouvidoies 
geraes  Miguel  de  Se<iueira  Castello  Branco,  Manuel  de  Carvalho  Moutinho, 
Manuel  de  Sousa  Lobo  e  dos  officiaes  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro,  sobre  o 
comportamento  e  serviços  de  Gonçalo  da  Costa  de  Azevedo.    . 

V.  d.  (Annexos  ao  n.  2.151).  2.155—2.159 

CKiniuÕKs  (4)  dos  assentamentos  de  praça  de  Gonçalo  da  Costa  de  Azevedo  nas  naus 
da  índia  Sacramento  da  Trindade  e  Bom  Jesus  da  Vidigueira  e  na  Com- 
panhia que  em  1663  levara  para  a  Bahia  o  Conde  de  Óbidos. 

V.  d.  (Annexas  ao  n.  2.151).  2.160—2.163 

Ckktidão  em  que  se  declara  que  nenhuma  mercê  fôia  registada  a  favor  de  Gon- 
çalo da  Costa  de  Azevedo  em  recompensa  de  seus  serviços. 

Lisboa,  26  de  novembro  de  1698.  (Annexa  ao  n.  2.151).  2.164 

Lnfobmação  de  Diogo  Machado  Theiíiudo,  sol)re  a  justifiiação  do  serviços  de  Go7i- 
çalo  da  Costa  de  Azevedo. 

Lisboa,  27  de  novembro  de  1698.  (Annexa  ao  n.  2.151).  2.165 


2i;í 


Cartas  do  Governador  da  Colónia  do  Sacramento  Sebastião  da  Veiga  Cabral  e  de 
Francisco  Pimentel,  sobre  as  reparações  das  muralhas  daquella  Fortaleza. 
Colónia,  1  de  margo  de  IGÍi!)  e  Lisboa,  8  de  novembro  de  1699. 

2.166—2.167 

Cart.v  do  Governador  Arthur  de  Sá  e  Menezes,  sobre  a  nomeação  de  24  moedeiros. 
Rio  de  Janeiro,  6  de  maio  de  1699.  2.168 

Tf;ríio  pelo  qual  os  officiaes  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro  se  obrigaram  a  occorrer 
ás  despezas  que  havia  a  fazer  com  os  moedeiros. 

Rio  de  Janeiro,  :>0  de  janeiro  de  1699.  Coina.  (Annexo  ao  n.  2.168). 

2.169 

Carta  do  Vigário  da  Nova  Colónia  do  Sacramento  Manuel  Ribeiro  de  Oliveira,  sobre 
os  abusos  e  violências  do  Governador  D.  Francisco  Naper  de  Lancastre. 

Colónia,  6  do  maio  de  1699.  2.170 

Rf.prese.xtacão  do  Sargento-mór  da  Colónia  do  Sacramento  Francisco  Ribeiío  e 
dos  officiaes  do  mesmo  presidio,  contra  o  Governador  D.  Francisco  Naper  de 
Lancastre. 

Colónia,  10  de  março  de  1694.  ÍAJinexa  ao  n.  2.170).  2.171 

Rkqi-kri>iento  do  Sargento-niór  Domingos  Fernandes  Guimarães,  como  procurador 

do  Sargento-mór  Francisco  Ribeiro,  e  de  todos  os  moradores  da  nova  Colónia, 

no  qual  pede  que  sejam  consultadas  no  Conselho  Ultramarino  as  queixas  que 

tinham  apresentado  contra  o  Governador  D.  Francisco  Xaprr  de  Lancastre- 

{Annexo  ao  n.  2.170).  2.172 

Carta  de  Ventura  Francisco  de  Barros,  residente  na  Colónia  do  Sacramento,  em 
que  expõe  as  suas  queixas  contra  o  Governador  />.  Francisco  Xapcr  de  Lan- 
castre. 

Colónia,  õ  de  maio  de  1699.  (Annexa  ao  n.  2.170).  2.173 

Carta  do  Governador  D.  Francisco  Xaper  de  Lancastre,  em  que  participa  ter  man- 
dado prender  o  Capitão  Domingos  Fernandes  e  o  Ajudante  Afjostinho  de 
Moura. 

Colónia,  2S  de  dezembi-o  de  1692.  (Annexa  ao  n.  2.170).  2.174 

QrEixA  do  Sargento-mór  Francisco  Rit)eiro,  contra  o  Governador  /).  Francisco 
Naper  de  Lancastre. 

Colónia,  lo  de  março  de  1698.  (Annexa  ao  n.  2.170).  2.175 

Carta  do  Deão  e  Governador  do  Bispado  João  Pimenta  de  Carvalho,  relativa  ao 
mesmo  assumpto  dos  documentos  antecedentes. 

Rio  de  Janeiro,  10  de  junho  de  1694.   (Annexa  ao  n.  2.170).  2.176 

Carta  anonyma  dirigida  ao  Vigário  geral  do  Bispado  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  se 
lhe  denunciam  as  graves  violências  e  máu  comportamento  do  Governador 
T).  Francisco  Naper  de  Lancastre. 

Traslado.  (Annexa  ao  n.  2.176).  2.177 


244 


Carta  do  Governador  Arthiir  de  Sá  e  Menezes,  sobre  os  inconvenientes  que  havia  em 
conservar  os  privilégios  concedidos  aos  moedeiros  e  aos  officiaes  da  Casa  da 
Moeda. 

Rio  de  Janeiro,  10  de  março  de  1699.  2.178 

Reqitrimf.nto  do  Ajudante  Julião  Barbalho  Bezerra,  no  qual  pede,  em  recompensa 
de  seus  serviços,  o  posto  de  capitão  de  uma  companhia  de  Infantaria,  que 
vagara  pela  transferencia  do  Capitão  Daniel  da  Gama  para  a  nova  Colónia 
do  Sacramento. 

(1699).  .  2.179 

Fe"  de  officio  do  Ajudante  Julião  Barbalho  Bezerra. 

Rio  de  Janeiro,  2  de  junho  de  1699.  (Anncxa  ao  n.  2.179).  2. ISO 

Carta  patente  pela  qual  se  fez  mercê  a  Julião  Barbalho  Bezerra  de  o  nomear  Aju- 
dante do  numero  da  guarnição  do  Rio  de  Janeiro. 

I^isboa,  80  de  janeiro  de  1696.  (Anncxa  ao  n.  2.179).  2.1S1 

Attestados  (10)  dos  Governadores  da  Capitania  do  Rio  de  Janeiro  Sebastião  de 
Castro  e  Caldas  e  Arthur  de  Sá  e  Menezes,  do  Capitão  da  Fortaleza  de  Santa 
Cruz  Manuel  da  Costa  Cabral,  do  Mestre  de  Campo  Martim  Corrêa  Vasques 
e  do  Provedor  Luiz  Lopes  Pegado,  sobre  os  serviços  do  Ajudante  Julião  Bar- 
balho Bezerra. 

(Anncxos  ao  n.  2.179).  2.182 — 2.191 

Alvarás  (3)  de  folha  corrida  de  Julião  Barbalho  Bezerra,  filho  de  Filippc  Barbalho 
Bezerra,  natural  do  Rio  de  Janeiro. 

V.  d.  (Annexos  ao  n.  2.179).  2.192--2.194 

Fé  de  officio  do  Ajudante  do  numero  Julião  Barbalho  Bezerra. 

Rio  de  Janeiro,  8  de  junho  de  1701.   {An7icxa  ao  n-  2.179).  2195 

Alvarás  (2)  de  folha  corrida  de  Julião  Barbalho  Bezerra. 

Rio   de   Janeiro,    S    de   junho   e   2   de    novembro   de    1709.    {Anncxos   ao 
«.2-179).  2.196—2  197 

Carta  do  Governador  Arthur  de  Sá  e  Menezes,  na  qual  informa  favoravelmente  a 
pretensão  de  José  Pinheiro  Machado  ao  logar  de  Thesoureiro  dos  Quintos 
Reaes  do  ouro  da  villa  de  Santos,  com  os  privilégios  de  que  gosavam  os  moe- 
deiros. 

Rio  de  Janeiro,  l.'^  de  maio  de  1699.  2.198 

Carta  do  Governador  Arthur  de  Sá  e  Menezes,  na  qual  informa  acerca  de  três  peti- 
ções do  Provincial  da  Província  da  Conceição  do  Rio  de  Janeiro,  relativa  a 
1"  ^08  missionários  que  assistiam  na  Aldêa  de  Santo  António,  situada  no 
districto  da  villa  de  São  Salvador  nos  Campos  de  Gaitacazes,  a  2"  ao  paga- 
mento da  ordinária  que  estava  em  divida  ao  Convento  de  Tahybate,  e  a  uma 
esmola  para  reparar  o  arruinado  convento,  e  a  3"  ao  augmcnto  da  ordinária 
do  Convento  de  Cabo  Frio. 

Rio  de  Janeiro,  21   de  maio  de  1699. 

Tem  annexos  os  três  requerimentos.  2.199 — 2.202 


Attestados  (2)  do  Cai)itão  de  Cabo  Frio  Christovão  de  Almeida  Gamboa  e  dos 
officiaes  da  Camará  da  cidade  de  Assumpção  de  Cabo  Frio,  sobre  os  serviços 
dos  Religiosos  de  S.  Francisco. 

20  e  2Í)  de  maio  de  IfiítT.  (Annrxos  ao  n.  2.109).  2.203—2.204 

IxFOR.\íAÇ.\o  de  Fernando  da  Gama  sobre  o  requerimento  da  Provincia  de  S.  Fran- 
cisco, relativo  aos  Padres  assistentes  na  Aldeia  de  Santo  António  da  Pa- 
rahyba. 

Rio  de  .Taneiro,  29  de  dezembro  de  1698.  (Annexa  ao  n.  2.199).         2.205 

Cartas  (2)  do  Provedor  Luiz  I>o])es  Pegado,  relativas  ao  soccorro  da  Colónia  do 
Sacramento  e  ao  cai-regameuto  da  Náo  Luzitania. 

Rio  de  Jan-iro,  12  de  junho  de  1^98  e  2  de  junho  de  1699. 
Tem  annexuiS  avia  carta  regia  e  uma  consulta  do  Conselho  Ultramarino 
sohrc  o  mesmo  assumpto.  2.206 — 2.209 

CKRTirtÃo  de  diversos  artigos  do  regimento  da  meia  annata,  que  havia  a  cobrar  pelos 
provimentos  dos  officios. 

(A.7inexa  ao  n.  2.206).  2.210 

"Termo  que  se  fez  para  os  fintadores  fintarem  as  caixas  de  assucar  para  a  carga 

da  Xáu  Salvador  do  Mundo,  que  levara  o  soccorro  á  Colonig,  do  Sacramento", 

Rio  de  .Janeiro,  11  de  fevereii'o  de  1699.  (Annexo  ao  n.  2.206).  2.211 

r^TORMAcÃo  do  Provedor  Luiz  Lopes  Pegado,  sobre  o  carregamento  da  iiolvora,  que 
deveria  ser  enviada  para  o  Reino. 

Rio  dde  Janeiro,  4  de  junho  de  1699. 

Tem  annexas  uma  carta  regia  e  uma  ordem  do  mesmo  provedor,  relativas 
ao  mesmo  assumpto.  2.212 — 2  214 

Carta  do  Provedor  da  Fazenda  Luiz  Lopes  Pegado,  na  qual  informa  acerca  da 
devassa  que  tirara  do  suborno  e  conluio  que  houvera  na  arrematação  do 
contrato  da  pesca  das  baleias. 

Rio  de  Janeiro,  6  de  junho  de  1699.  2.215 

Carta  do  Governador  Arthur  de  Sá  e  Menezes,  acerca  da  devassa  e  varias  providen- 
cias que  mandara  tomar  para  cohibir  os  descaminhos  dos  quintos  do  ouro. 
Rio  de  Janeiro,  7  de  junho  de  1699. 

Tem  annexas  as  copias  de  dois  bandos  em  que  continham  as  referidas 
providencias.  2.216 — 2.218 

Repricsextacão  dos  officiaes  da  Gamara  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  se  queixam  do 
abandono  em  que  estavam  as  igrejas,  e  expõem  o  descontentamento  dos  mo- 
radores pela  ausência  do  Bispo  e  pela  falta  de  parochos  que  lhes  ministras- 
sem os  sacramentos. 

Rio  de  Janeiro,  11   de  junho  de  1699.  2.219 

Represkntaç.vo  dos  officiaes  da  Gamara  do  Rio  de  Janeiro,  em  que  pedem  a  i-evoga- 
ção  de  uma  lei  que  prohibira  a  venda  do  assucar  por  preço  superior  ao  que 


24G 


estivesse  fixado,  pelo  extraordinário  prejuizo  que  causaria  aos  moradores  a 
sua  execução. 

Rio  de  Janeiro,  11  de  junho  de  16!i9.  2.220 

Cart.a.  do  Capitão  Manuel  Ribeiro,  em  que  participa  ter  chegado  ao  Rio  de  .Janeiro 
e  aguardar  mtnição  para  poder  partir  para  a  nova  Colónia. 

Rio  de  Janeiro.  15  de  junho  de  1699.  2.221 

Requeri  .ME. MO  de  Manuel  Rodrigues  de  Moraes,  em  que  pede  baixa  do  serviço  mi- 
litar, para  exercer  o  officio  de  Escrivão  ecclesiastico,  em  que  fora  provido 
pelo  Bispo  do  Rio  de  Janeiro. 
(1699). 

Tem  jnncao  um  lUto  :1c  justifiração  testnnnnhnl    lo  scv  bom  comporta- 
mento e  das  suas  aptidões.  2.222 — 2.223 

Coxsui.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  os  vencimentos  do  Governador  do  Rio 
de  Janeiro  Arthur  de  Sá  e  Menezes. 

Lisboa,  18  de  setembro  de  1699.  2.224 

CoNStLT.v  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  informação  que  enviara  o  Governador 
do  Rio  de  Janeiro,  sobre  a  arrematação  do  novo  imposto  que  se  lançara  nos 
couros  e  meios  de  sola  para  as  despezas  da  Infantaria. 

Lisboa,  23  de  setembro  de  1699.  2.225 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  os  inconvenientes  que  o  Governador  do 
Rio  de  Janeiro  apresentara  de  se  conservarem  os  ijrivilegios  concedidos  aos 
moedeiros  e  officiaes  da  Casa  da  Moeda. 

Lisboa,  23  de  setembro  de  1699.  2.226 

Coxsri.TA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  licença  que  concedera  o  Governador 
do  Rio  de  Janeiro  Arthur  de  Sá  e  Menezes  a  António  Moreira  da  Cruz,  para 
uma  caçada  de  gado  desde  a  Laguna  até  ao  posto  de  Castilhos. 

Lisboa,  23  de  setembro  de  1699.  "  2.227 

Carta  do  Governador  Arthur  de  Sá  e  Menezes,  na  qual  informa  sobre  o  assumpto 
a  que  se  refere  o  documento  antecedente. 

Rio  de  Janeiro,  14  de  maio  de  1699.  (Annexa  ao  n.  2.227).  2.22S 

Carta  do  Governador  da  Colónia  do  Sacramento  Sebastião  da  Veiga  Cabral  para  o 
Governador  do  Rio  de  Janeiro,  sobre  a  licença  concedida  a  António  Moreira 
da  Cruz,  cuja  viagem  considerava  uma  aventura,  que  poria  cm  risco  a  For- 
taleza dos  ataques  dos  índios  e  dos  hes])anhoes. 

Colónia,  10  de  fevereiro  de  1699.  Copia.  (Annexa  ao  n.  2.227).  2.229 

Coxsti.TA  do  Conselho  Ultramaiino,  acerca  das  infoiniações  que  enviara  o  Gover- 
nador do  Rio  de  Janeiro  sobre  a  viagem  de  António  Moreira  da  Cruz  e  o  pro- 
cedimento inqualificável  do  Governadoí'  da  nova  Colónia,  ordenando  o  assalto 
á  sua  gente  e  a  sua  prisão. 

Lisboa,  27  de  setembro  do  1G99.  2.230 


247 


Cakta  do  Governador  Ailhiii-  de  Sá  e  Menezes,  na  qual,  em  resposta  á  antecedente, 
assume  a  resiionsabilidade  da  i-eferida  viagem  de  António  Moreira  da  Cruz  e 
refuta  os  perigos  apontados  pi'lo  Ciovernador  da  nova  Colónia, 

Rio  de  Janeiro,  29  de  maio  de  169!).  Goi)ia.  (Annexa  ao  n.  2.227).        2  231 

Cauta  do  Governador  Artliur  de  Sá  e  Menezes,  na  qual  relata  os  factos  a  que  se 
refere  a  consulta  anterior. 

Rio  de  Janeiro,  6  de  junho  de  1699. 

Tem  annexas  as  copias  da  ordem  passada  a  Anionio  Moreira  da  Cruz  e 
de  uma  carta  do  Oovcniador  da  nova  Colónia,  relativa  ao  mesmo  assumpto. 

2.232—2.234 

Co.NSui.TA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  informação  (lue  remettera  o  Gover- 
nador do  Rio  de  Janeiro,  sobi'e  uma  remessa  de  pão  Brasil,  procedente  do 
Cabo  Frio  e  de  uni  sertão  próximo  do  Rio  de  Janeiro. 

Lisboa,  24  de  setembi'o  de  1699.  2.235 

CoASLi/r.v  do  Conselho  Ultramarino  favorável  á  concessão  do  subsidio  (pie  pedira 
o  Padre  Matheus  Jacques  Maciel,  Vigário  da  Egreja  de  S.  João,  do  districto 
do  Rio  de  Janeiro,  para  as  obras  da  sua  egreja. 

Lisboa,  25  de  setembro  de  1699.  2.236 

CoiXSLVrA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  informagão  que  enviara  o  Governador 
do  Rio  de  Janeiro  em  que  denunciava  os  abusos  do  Thesoureiro  da  Bulia  no 
uso  dos  seus  privilégios. 

Lisboa,  25  de  setembro  de  1G99.  .    2.237 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  as  instrucções  que  pedira  o  Govei'nador 
do  Rio  de  Janeiro  a  i'espeito  do  soccorro  que  devia  enviar  aos  navios,  que 
navegavam  de  Santos  para  o  Rio,  para  os  proteger  dos  ataques  dos  piratas. 
Lisboa,  26  de  setembro  de  1699. 

"Ao  Conselho  parece  <l:ir  conta  a  V^.  M.  do  (jue  escreve  o  ( ^(ivernailor  Ailhur  de  Sá  o 
Meneses,  e  que  parece  justo  o  que  elle  insinua,  pois  he  certo  que  as  embarcaçocns  que  nauegão 
de  Sanctos  para  o  Rio  Je  Janeiro  vem  importantíssimas  assim  pela  grande  quantidadte  de 
ouro   que   trazem    lioje   das   capitanias   do    sul,    como    de    outros   géneros   de    que    se    compõe   a 

sua    carga " 

2.238 

Co.\sui/rA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  provimento  do  cargo  de  cirurgião-niór 
da  Colónia  do  Sacramento,  a  que  eram  concorrentes  os  cirurgiões  André  de 
M('ndon(:a,  natural  de  Pernambuco,  e  João  Gomes,  natural  do  Barreiro. 

Lisboa,  28  de  setembro  de  1699. 

A'(t  consulta  encontram-se  relatados  os  serviços  dos  pretendentes  e  á 
marí/cm  o  seguinte  despacho:  "Nomeo  a  André  de  Mendonça.  Lisboa,  18  de 
outubro  de  l(i99."  7'ch?.  annexas  a  respectiva  portaria  de  nomeação  e  a  infor- 
mação do  i-irurfiião-mór.  2.239 — 2  241 

Ri:c;viKiu.Mi:.\To  do  cirurgião-niói'  André  de  Mendonça,  em  (|iie  pede  o  pagamenío  do 
soldo  desde  o  dia  do  seu  embarque  para  o  Biasil. 

(Annexo  ao  n.  2.239).  2.242 


248 


Pkovisão  pela  qual  se  mandou  abonar  o  soldo  do  cirurgião-mór  da  Colónia  do 
Sacramento  Bartholomeu  Coelho,  desde  o  dia  do  seu  embarque. 

Lisboa,  19  de  janeiro  de  1694.  Copia.  (Annexa  ao  n.  2.242).  2.24o 

Dlisr.viiio  do  Conselho  Ultramarino  pelo  qual  mandou  abonar  ao  cirurgião-mór 
André  de  Mendonça  o  soldo  desde  o  dia  do  seu  embarque  para  o  Brasil. 

Lisboa,  12  de  novembro  de  1699.  (Annexo  ao  )K  2.242).  2244 

Co.xsuvrA  ao  Conselho  Ultramarino,  favorável  á  reforma  de  Agostinho  de  Barros 
e  Vaseoncellos  e  Manuel  da  Costa  Cabral.  Capitães  das  Fortalezas  de  S.  .João  e 
de  Santa  Cruz  do  Rio  de  Janeiro,  que  pela  sua  avançada  Idade  e  precário 
estado  de  saúde  estavam  impossibilitados  para  o  serviço. 

Lisboa.  3  de  outubro  de  1699.  2.245 

CoiNsn.TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  representação  dos  officiaes  da  Camará 
da  Villa  de  Santo  António  de  Sá,  em  que  pediam  os  mesmos  privilégios  con- 
cedidos aos  da  Camará  do  Rio  de  .Janeiro  e  autorisação  para  lançar  um 
imposto  sobre  as  aguardentes. 

Lisboa,  6  de  outubro  de  1699.  2.246 

CoNsui>T.\  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  devassa  que  se  tirara  sobre  o  conluio 
que  houvera  na  arrematação  do  contrato  das  baleias. 

Lisboa,  8  de  outubro  de  1699.  2.24V 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  o  augmento  da  Infantaria  para  a  defesa 
da  praça  do  Rio  de  .Janeiro  e  a  maneira  de  obter  os  necessários  recursos  para 
a  sustentar. 

I^isboa,  8  de  outubro  de  1699. 

Tem  annexas  uma  carta  regia,  a  informação  do  Governador  Arthur  de 
Sá  e  Menezes  e  uma  carta  dos  officiaes  da  Camará  do  Rio  de  Janeiro,  relativas 
á  creação  da  receita  para  occorrcr  ao  pagamento  da  nova  Infantaria. 

"Oídenando  V.  M.  ao  Gouernador  do  Rio  de  Janeiro  Arlhiir  de  Sá  c  Mcukcs  pela 
caiia  inclusa  de  13  de  noucnibro  do  anno  passado  visse  se  aquelles  moradores  querião  con- 
correr para  o  sustento  da  mais  infantaria,  que  se  deterniinaiia  fa/er,  de  que  pudesse  .sahir 
esta  despeza,  e  vendo-se  a  resposta  que  sobre  este  particular  tnandoii  á  margem  da  dita 
carta,  que  tudo  com  esta  se  enuia  a  V.  M.,  se  deu  primeiro  vista  ao  Procurador  da  l^azenda 
e  respondeo  que  pelo  foral  e  regimento  das  Alfandegas  do  Brasil,  segundo  sua  lembrança, 
era  disposto  que  as  fazendas  que  a  ellas  fossem  de  qualquer  outra  parte  pagassem  dizima, 
sem  embargo  destje  foral,  como  nunca  se  pedira  a  dizima  do  que  entraua  no  Rio  de  Janeiro 
nauegado  das  Capitanias  do  Sul  por  serem  mantimentos  e  huns  pannos  de  pouca  valia, 
mandando  V.  M.  cobral-os  por  arbítrio  de  D.  I'raiicisco  Napcr  do  Alencastre,  gouernando  o 
Kio  de  Janeiro,  embargarão  esta  ordem  os  n.toradores  e  tiuerão  sentença  a  seu  fauor  pela 
Ijrescripção,  nfio  obstante  o  que  allegara,  de  que  ella  não  immemorial,  e  que  o  fosse  não 
podia  ter  effcito  de  prescrever  nos  direitos  da  .Mfandcga,  que  nem  por  ordem  expressa  se 
podião  albear. 

O  que  suposto  para  se  i)erinitir  a  dizima  que  iifferccião  os  officiaes  da  Camará  (lenia 
V.  M.  reuogar  o  foral  e  regimento,  e  bem  assim  a  scnUnça  (|ue  referia,  visto  o  consetitinienlo 
do   |)ovo   e   necessidade   do   prczidio. 

Ao  Conselho  parece  reprezenlar  a  V.  M.  que  a  necessidade  de  se  acudir  com  gente 
á  Capitania  do  Rio  de  Janeiro  he  muy  urgente  e  preciso,  que  se  não  falte  com  todos  os  meyoi 
Ijara  que  .se  ache  prevenida  para  a  sua  defensa  e  que  nesta  consideração,  como  aquellcs  morado- 
res oífcrecem  a  dizima  da  Alfandega,  para  que  do  seu  rendimento  se  po.ssa  acudir  aos  soc- 
corros  da  infantaria  que  acresce  aquella  praça,  q>ie  s,?  Ibc  deuc  acceitar  a  .sua  ifferta,  pois 
voluntariamente    a    fazem 

2.248—2.251 


249 


Consulta  do  Conselho  Ultramarino  sobre  a  recusa  dos  trapicheiros  do  Rio  de  Ja- 
neiro Luiz  da  Motta  Leite  e  Francisco  de  Almeida  Jordão  a  fintarem  as 
caixas  de  assucar,  invocando  os  seus  privilégios  de  moedeiros. 

Lisboa,  8  de  outubro  de  1699.  2.252 

Co.\,siii,TA  do  Conselho  Ultramarino,  sobre  a  pretensão  de  José  Pinheiro  Machado, 
residente  no  Rio  de  Janeiro,  ao  logar  de  thesoureiro  dos  quintos  reaes  da  villa 
de  Santos,  com  os  privilégios  concedidos  aos  moedeiros. 

Lisboa,  8  de  outubro  de  1699. 

Tem  annexa  a  respectiva  portaria,  em  que  se  lhe  manda  passar  carta,  com 
o  ordenado  de  24$000.  2.253 — 2.254 

Co.NsuLTA  do  Conselho   Ultramarino  favorável   á   fiança  que   solicitara  Ignacio  da 
í^ilveira  Villa  Lobos,  Escrivão  da  fazenda  do  Rio  de  Janeiro,  que  fora  preso, 
como  implicado  nas  fraudes  da  arrematação  do  contrato  das  baleias. 
Lisboa,  9  de  outubro  de'  1699. 

Te)n  annexas  a  informação  do  Juiz  Gaspar  de  Almeida  de  Andrade  e  a 
■portaria  pela  qual  se  lhe  mandou  passar  o  respectivo  alvará  de  fiança. 

2.255—2.257 

Co.\sur,TA  do  Conselho  Ultiamarino  sobre  a  carta  dos  officiaes  da  Camará  do  Rio 

de    Janeiro,    em    que    expunham    os    prejuízos    que    causava    aos    moradores 

d'aquena  Capitania  a  lei  que  se  promulgara  sobre  os  preços  dos  assucares. 

Lisboa,  9  de  outubro  de  1699.  2.258 

C0NSUI.TA  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  á  fiança  que  requeiera  Manuel  Cor- 
rêa de  Araújo,  por  se  achar  preso  como  implicado  na  devassa  que  se  tirara 
sobre  a  arrematação  do  contrato  das  baleias. 

Lisboa,  9  de  outubro  de  1699.  2.259—2.260 


CoxsuLTA  do  Conselho  Ultiamarin.),  sobre  a  pretensão  dos  officiaes  da  Camará  do 
Rio  de  Janeiro  de  comprarem  uma  casa  para  residência  do  governador  e  re- 
edificarem o  edificio  da  Camará  cem  os  sobejos  da  Casa  da  Moeda. 

Lisboa,  9  de  outubro  de  1699. 

Tem  annexos  um  despacho  do  Conselho  c  uma  carta  da  Camará,  relativos 
ao  assumpto.  2.261— 2.2G3 

CoNSUi/rA  do  Conselho  Ultramarino,  sobro  a  representação  dos  officiaes  da  Camará 
do  Rio  de  Janeiro  em  que  ponderavam  os  grandes  inconvenientes  da  prolon- 
gada ausência  do 'Bispo  D.  José  de  Barros  de  Alarcão. 

Lisboa,  9  de  outubro  de  1699.  2.264 

Consulta  do  Conselho  Ultramarino,  favorável  á  fiança  que  requerera  João  Vieira 
Coelho-,  que  fora  preso  como  implicado  na  devassa  a  que  se  procedera  sobre  a 
arrematação  do  contrato  das  baleias. 
Lisboa,  9  de  outubro  de  1699. 

Tem  annexa  a  portaria  pela  qual  se  mandou  passar  o  respectivo  alvará 
de  fiança.  2.265 — 2.266 

I.  6  32 


250 


CoN!>ii.TA  (lo  Conselho  Uitrainariuo,  acerca  dos  fardamentos  dos  officiaes  e  soldados 
da  guarnição  da  Colónia  do  Sacramento  e  de  outros  assumptos  relativos  á 
mesma  fortaleza. 

Lisboa,  9  de  outubro  de  1699. 

Tem  anncras  uma  carta  do  Govcniaclor  c  quatro  informa^-ões  dos  capitãss 
das  companliias  da  guarnição.  2.267 — 2.272 

CoNsui/iA  do  Conselho  Ultramarino,  acerca  da  carta  do  Governador  da  Colónia  do 
Sacramento  Sebastião  da  Veiga  Cahral.  em  que  se  refere  á  necessidade  de  edi- 
ficar n'ella  uma  egreja  de  pedra  e  cal. 
Lisboa,  10  de  outubro  de  1699. 

Tem  atmcxa  a  referida  carta,  da